Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3148339 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ansiedade: como exercício físico pode ajudar a combatê-la


A prática de atividade física pode ser uma forte aliada no controle da ansiedade, ajudando a reduzir os sintomas e a melhorar o bem-estar geral. Embora a ansiedade seja uma reação natural do corpo ao estresse, em algumas pessoas, ela pode evoluir para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), uma condição crônica e debilitante que requer cuidados específicos com acompanhamento de um profissional de saúde mental e, muitas vezes, com medicamentos. Em ambos os casos, escolher a atividade física certa pode fazer a diferença no combate à condição.

Isso porque o exercício físico estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina e endorfina, que estão diretamente associados ao aumento da sensação de prazer e relaxamento. Assim, os níveis de cortisol, o "hormônio do estresse" tendem a diminuir, resultando em uma resposta positiva ao controle da ansiedade.

Além disso, exercitar-se regularmente também melhora a qualidade do sono e ajuda a manter a mente mais focada e estável.

"A prática regular de exercícios físicos é uma intervenção não farmacológica amplamente reconhecida e eficaz no combate a quadros de ansiedade e depressão. Os exercícios físicos têm a capacidade de modular a atividade de neurotransmissores — moléculas químicas essenciais no funcionamento do sistema nervoso central — ajudando a aliviar e, em alguns casos, até reverter esses transtornos", diz Raphael Afonso de Matos, educador físico.

Não existe um único exercício que seja o "melhor" para combater a ansiedade. A escolha da atividade ideal varia de acordo com as preferências e necessidades de cada um. Especialistas recomendam, no entanto, modalidades que combinem aspectos de movimentação, respiração e relaxamento, proporcionando maior controle sobre o corpo e a mente.

"Segundo estudos, a prática de exercícios aeróbicos, como corrida e natação, estimula a liberação dos neurotransmissores serotonina e endorfina, que possuem um efeito analgésico natural e contribuem para a melhora do humor", explica Danilo Figueiredo, educado físico.

"É indicado de forma geral um treinamento aeróbio, em que se utiliza o sistema oxidativo, uma prática que se gasta um maior tempo realizando os exercícios com baixa a moderada intensidade. Dessa forma, irá trabalhar os benefícios oferecidos pelo treinamento. Tudo depende do nível e da individualidade da ansiedade da pessoa", acrescenta Henrique Sacramento, educador físico.

Como não há um exercício em específico que é melhor do que o outro é essencial experimentar e perceber as próprias respostas físicas e emocionais.

Comece com atividades que despertem o seu interesse e veja como você se sente ao praticá-las: existe uma sensação de alívio ou leveza após a prática? A prática ajuda a focar e a afastar os pensamentos negativos?

Manter um diário de treino, anotando as sensações após cada sessão, pode ajudar a identificar o que melhor funciona.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/ansiedade-como-exercicio-fisico-po de-ajudar-a-combate-la/
De acordo com o texto, como o exercício físico contribui para o controle da ansiedade?
Alternativas
Q3148338 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ansiedade: como exercício físico pode ajudar a combatê-la


A prática de atividade física pode ser uma forte aliada no controle da ansiedade, ajudando a reduzir os sintomas e a melhorar o bem-estar geral. Embora a ansiedade seja uma reação natural do corpo ao estresse, em algumas pessoas, ela pode evoluir para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), uma condição crônica e debilitante que requer cuidados específicos com acompanhamento de um profissional de saúde mental e, muitas vezes, com medicamentos. Em ambos os casos, escolher a atividade física certa pode fazer a diferença no combate à condição.

Isso porque o exercício físico estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina e endorfina, que estão diretamente associados ao aumento da sensação de prazer e relaxamento. Assim, os níveis de cortisol, o "hormônio do estresse" tendem a diminuir, resultando em uma resposta positiva ao controle da ansiedade.

Além disso, exercitar-se regularmente também melhora a qualidade do sono e ajuda a manter a mente mais focada e estável.

"A prática regular de exercícios físicos é uma intervenção não farmacológica amplamente reconhecida e eficaz no combate a quadros de ansiedade e depressão. Os exercícios físicos têm a capacidade de modular a atividade de neurotransmissores — moléculas químicas essenciais no funcionamento do sistema nervoso central — ajudando a aliviar e, em alguns casos, até reverter esses transtornos", diz Raphael Afonso de Matos, educador físico.

Não existe um único exercício que seja o "melhor" para combater a ansiedade. A escolha da atividade ideal varia de acordo com as preferências e necessidades de cada um. Especialistas recomendam, no entanto, modalidades que combinem aspectos de movimentação, respiração e relaxamento, proporcionando maior controle sobre o corpo e a mente.

"Segundo estudos, a prática de exercícios aeróbicos, como corrida e natação, estimula a liberação dos neurotransmissores serotonina e endorfina, que possuem um efeito analgésico natural e contribuem para a melhora do humor", explica Danilo Figueiredo, educado físico.

"É indicado de forma geral um treinamento aeróbio, em que se utiliza o sistema oxidativo, uma prática que se gasta um maior tempo realizando os exercícios com baixa a moderada intensidade. Dessa forma, irá trabalhar os benefícios oferecidos pelo treinamento. Tudo depende do nível e da individualidade da ansiedade da pessoa", acrescenta Henrique Sacramento, educador físico.

Como não há um exercício em específico que é melhor do que o outro é essencial experimentar e perceber as próprias respostas físicas e emocionais.

Comece com atividades que despertem o seu interesse e veja como você se sente ao praticá-las: existe uma sensação de alívio ou leveza após a prática? A prática ajuda a focar e a afastar os pensamentos negativos?

Manter um diário de treino, anotando as sensações após cada sessão, pode ajudar a identificar o que melhor funciona.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/ansiedade-como-exercicio-fisico-po de-ajudar-a-combate-la/
De acordo com o texto, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado como:
Alternativas
Q3147862 Português
        Ao primeiro contato com um texto qualquer, por mais simples que ele pareça, normalmente o leitor se defronta com a dificuldade de encontrar unidade por trás de tantos significados que ocorrem na sua superfície. Numa crônica ou numa pequena fábula, por exemplo, surgem personagens diferentes, lugares e tempos desencontrados e ações as mais diversas. Na primeira leitura, parece impossível encontrar qualquer ponto para o qual convirjam tantas variáveis e que dê unidade à aparente desordem. Mas, quando se trata de um bom texto, por trás do aparente caos, há ordem. Quando, após várias leituras, encontra-se o fio condutor, a primeira impressão de desagregação cede lugar à percepção de que o texto tem harmonia e coerência. Para exemplificar o que foi dito, vamos ler uma pequena fábula de Monteiro Lobato e tentar demonstrar que, a partir da observação dos dados concretos da superfície, pode-se chegar à compreensão de significados mais abstratos, que dão unidade e organização ao texto.

José Luiz Fiorin; Francisco Platão Savioli.
Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2007, p. 35. 

Considerando as informações e estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o seguinte item. 


A partir da estrutura argumentativa do texto, infere-se que o propósito de seus autores é desestimular o leitor a encontrar no texto literário algo que dê unidade à desordem, visto que é “impossível encontrar qualquer ponto para o qual convirjam tantas variáveis” (terceiro período).  

Alternativas
Q3147857 Português
        Pode-se verificar em que medida, em Dom Casmurro, Machado de Assis inova o tema: em primeiro lugar, ele abandona o clichê da mulher simultaneamente romântica e entediada, mesmo porque o leitor, por acompanhar a narrativa desde o foco de Bento Santiago, não tem acesso à interioridade de Capitu. Esse é, pois, o segundo elemento inovador proposto por Machado de Assis: a perspectiva é dada pelo marido traído, que, porém, nunca domina inteiramente a situação. Assim como não consegue conduzir sua vida de modo independente, permitindo que outros resolvam seus problemas, ele não tem sucesso ao tentar controlar a narração, razão porque o leitor não fica plenamente convencido do adultério de Capitu. O narrador não é, pois, inteiramente confiável, já que Machado de Assis semeia ao longo do texto uma série de dúvidas e incertezas, que minam a convicção que Bento Santiago procura transmitir. O romance acaba por abalar as certezas que se poderia ter em relação a seu assunto, já que o juízo relativamente à infidelidade conjugal de Capitu fica em suspenso. Por essa atitude, pode-se medir a coragem de Machado de Assis ao tratar a questão; afinal, seus precursores, entre os quais os renomados Gustave Flaubert e Eça de Queirós, não titubearam ao condenar as esposas pérfidas, pois essas prevaricam aos olhos do leitor. Além disso, a sociedade brasileira da época de Machado de Assis era fortemente machista, e a mera suspeita de adultério era motivo suficiente para um marido condenar a esposa. Evidencia-se o modo como o escritor brasileiro aceita compor um romance na contracorrente das ideologias vigentes e das tendências literárias dominantes. Ao romper com os paradigmas literários e sociais relativos ao adultério e à condição da mulher na sociedade brasileira, ele produz uma obra revolucionária que acabou por se converter em um clássico respeitado pela história da literatura brasileira.

Regina Zilberman. Recepção e leitura no horizonte da literatura.
In: Alea: Estudos Neolatinos. V. 10, N. 1, janeiro-junho 2008, p. 95 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, referente à leitura do texto precedente.


A autora acrescenta ao texto elementos de sequenciamento espacial — “afinal, seus precursores, entre os quais os renomados Gustave Flaubert e Eça de Queirós” (sexto período) — e temporal — “a sociedade brasileira da época de Machado de Assis” (sétimo período).

Alternativas
Q3147839 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


É possível inferir do quinto parágrafo do texto que Clarice Lispector compartilhava com Fernando Sabino, por meio das cartas que lhe escrevia, desassossegos quanto à carreira literária.

Alternativas
Q3147838 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


No último parágrafo, o período ‘Você foi longe demais para mim’ expressa circunstância de causa em relação ao período anterior.

Alternativas
Q3147836 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


No primeiro período do último parágrafo, a expressão “entrega os pontos” indica que Fernando Sabino, cansado das angústias e incertezas literárias de Clarice Lispector, desistiu de atuar como seu agente literário.

Alternativas
Q3147835 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


O título da obra Cartas Perto do Coração dialoga com o título da primeira obra literária publicada por Fernando Sabino.

Alternativas
Q3147834 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


Conclui-se do texto que, embora Clarice Lispector tenha produzido uma literatura de prestígio, sua obra continua negligenciada pela indústria editorial brasileira. 

Alternativas
Q3147833 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


O propósito do texto é informar o leitor sobre a relação estabelecida entre Clarice Lispector e Fernando Sabino por meio de suas correspondências, sendo, portanto, um texto do gênero epistolar.

Alternativas
Q3147832 Português
        “Você é espírita, Fernando? Então como é que você me pergunta o que eu faço às três horas da tarde? Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate. Quando passa, vem seis da tarde, também indescritíveis, em que eu fico cega”. (Carta de Clarice Lispector a Fernando Sabino em 19/6/1946)

        “De certo modo, você me dispensa de escrever. Resta o consolo de pensar que se eu fosse capaz como você de dizer o indizível, eu teria a dizer certas coisas que você ainda vai dizer. E me limito a ficar esperando”. (Carta de Fernando Sabino a Clarice Lispector em 30/3/1955)

        Em 1944, Fernando Sabino recebeu um exemplar de Perto do Coração Selvagem, com dedicatória da autora estreante, Clarice Lispector. Ele não fazia ideia de quem era ela. De qualquer maneira, ficou deslumbrado com o livro. Tempos depois, quando a conheceu pessoalmente, ficou deslumbrado com Clarice.

        Os jovens escritores viveram uma paixão não formulada. Encontravam-se diariamente, longas conversas numa confeitaria do Rio. Separados por compromissos fora do país, trocaram cartas, no período entre 1949 e 1969. Em 2001, Fernando as reuniu em Cartas Perto do Coração, comovente testemunho de fidelidade à literatura e à amizade. Livro de culto, rapidamente se esgotou; poucos exemplares, e caríssimos, eram achados em sebos. Reaparece agora, em edição de capa dura, novo projeto gráfico e fac-símiles dos manuscritos.

        Quem vê o prestígio de Clarice hoje não imagina suas angústias e incertezas reveladas na correspondência. Seu segundo livro, O Lustre, foi recebido em silêncio. Dez anos após o aparecimento do terceiro, A Cidade Sitiada, de 1949, ela estava esquecida. Os originais do romance A Maçã no Escuro ficaram cinco anos pegando poeira no escritório do editor Ênio Silveira. Além de segurar a barra da amiga, Fernando passou a atuar como agente literário de Clarice, até que seu talento fosse reconhecido.

        Com a publicação de Uma Aprendizagem, em 1969, Fernando carinhosamente entrega os pontos: “Eu não mereço mais ser seu leitor. Você foi longe demais para mim”.

Álvaro Costa e Silva.
A paixão nas cartas de Clarice Lispector e Fernando Sabino.
Internet:<folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Com base na leitura do texto apresentado, julgue o item que se segue.


No fragmento ‘se eu fosse capaz como você de dizer o indizível’ (segundo parágrafo), Fernando Sabino opina, por meio de marcas linguísticas que expressam condição e comparação, acerca da produção poética de Clarice Lispector.  

Alternativas
Q3147831 Português
        Nas últimas semanas, comecei a estranhar a incidência de palavras como sofrência, refrescância e picância no vocabulário das pessoas. Referiam-se respectivamente a sofrimento, refresco e picante. Não que estivessem erradas.
         O fato é que palavras antes nunca usadas estão entrando no nosso dia a dia como se não pudéssemos mais passar sem elas. Quem terá sido o primeiro a falar esta ou aquela? Como elas se propagaram? Ninguém estranhou ao ouvi-las? Ou fez de conta que sabia do que se tratava? Eis algumas: bichectomia, cleptocracia, criptoassalto, despolarização, ecocídio, economocrata, hipergamia, hipomania, homoeomorfo, jogoteca, labioplastia, ludopatia, microagulhamento, microfocagem, nepobaby, ninfoplastia, pornotortura, probiótico, reflexologia, reformômetro, subótimo, supramáximo, tiktokização, tocofobia...
         Colhi todas essas palavras nos jornais dos últimos 30 dias, em textos que não se deram ao trabalho de defini-las. Note bem, todas são plausíveis, têm formação perfeita, e basta conhecer seus componentes para captar seu significado. Mas que são esdrúxulas, são.
         Confesso que boiei em algumas palavras e, ao ir ao dicionário, me surpreendi. Aliás, é o que lhe acontecerá se você for buscar o significado de, digamos, bichectomia, homoeomorfo ou ninfoplastia. Mas quero ver se algum deles nos dirá a definição de aruspicatório, carboxiterapia, criolipólise, fotoblastia, incretinomimético, mastócito, melasmítico, microbiota, lipocavitação, orofacial, picossegundo, tecarterapia e tranexâmico.

Ruy Castro. Bichectomia, homoeomorfo e ninfoplastia.
Internet: <folha.uol.com.br>  (com adaptações). FimDoTexto

De acordo com as ideias veiculadas no texto precedente e considerando suas características linguístico-discursivas, julgue o item a seguir.


No trecho “Confesso que boiei em algumas palavras e, ao ir ao dicionário, me surpreendi” (primeiro período do último parágrafo), evidencia-se um tom de coloquialidade no discurso do enunciador.

Alternativas
Q3147828 Português
        Nas últimas semanas, comecei a estranhar a incidência de palavras como sofrência, refrescância e picância no vocabulário das pessoas. Referiam-se respectivamente a sofrimento, refresco e picante. Não que estivessem erradas.
         O fato é que palavras antes nunca usadas estão entrando no nosso dia a dia como se não pudéssemos mais passar sem elas. Quem terá sido o primeiro a falar esta ou aquela? Como elas se propagaram? Ninguém estranhou ao ouvi-las? Ou fez de conta que sabia do que se tratava? Eis algumas: bichectomia, cleptocracia, criptoassalto, despolarização, ecocídio, economocrata, hipergamia, hipomania, homoeomorfo, jogoteca, labioplastia, ludopatia, microagulhamento, microfocagem, nepobaby, ninfoplastia, pornotortura, probiótico, reflexologia, reformômetro, subótimo, supramáximo, tiktokização, tocofobia...
         Colhi todas essas palavras nos jornais dos últimos 30 dias, em textos que não se deram ao trabalho de defini-las. Note bem, todas são plausíveis, têm formação perfeita, e basta conhecer seus componentes para captar seu significado. Mas que são esdrúxulas, são.
         Confesso que boiei em algumas palavras e, ao ir ao dicionário, me surpreendi. Aliás, é o que lhe acontecerá se você for buscar o significado de, digamos, bichectomia, homoeomorfo ou ninfoplastia. Mas quero ver se algum deles nos dirá a definição de aruspicatório, carboxiterapia, criolipólise, fotoblastia, incretinomimético, mastócito, melasmítico, microbiota, lipocavitação, orofacial, picossegundo, tecarterapia e tranexâmico.

Ruy Castro. Bichectomia, homoeomorfo e ninfoplastia.
Internet: <folha.uol.com.br>  (com adaptações). FimDoTexto

De acordo com as ideias veiculadas no texto precedente e considerando suas características linguístico-discursivas, julgue o item a seguir.


O autor destaca questões relacionadas aos inadequados processos de inovação lexical da língua portuguesa no Brasil, a partir de termos utilizados em textos da mídia nacional.

Alternativas
Q3147786 Português
DESEJO DO CHEIRO DA CASA DA AVÓ:

Tudo o que a avó fabrica
em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.
Roseana Murray. Poço dos desejos. São Paulo: Moderna, 2014. 

Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.


Na leitura em voz alta, o enfoque no ritmo do poema, aliado à leitura silenciosa e à retextualização, é uma abordagem que integra oralidade, leitura e escrita no processo de aprendizagem da língua.

Alternativas
Q3147780 Português
O navio negreiro

Castro Alves

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar
(...)

E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
(...)

Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
(...)

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...

A partir da leitura dos excertos precedentes do poema O navio negreiro, de Castro Alves, julgue o item a seguir. 


As imagens descritas na primeira estrofe traduzem cenas de pavor ocorridas em uma senzala.

Alternativas
Q3147778 Português
O navio negreiro

Castro Alves

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar
(...)

E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
(...)

Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
(...)

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...

A partir da leitura dos excertos precedentes do poema O navio negreiro, de Castro Alves, julgue o item a seguir. 


O verso “Auriverde pendão de minha terra,” consiste em uma alusão perifrástica à bandeira brasileira.

Alternativas
Q3147776 Português
Índios

Legião Urbana
Quem me dera, ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha
(...)

Quem me dera, ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente

Quem me dera, ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
(...)

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir
Nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, que apresenta um trecho da letra da canção Índios, interpretada pela banda Legião Urbana, julgue o próximo item. 


Identifica-se paradoxo em cada um dos seguintes versos: “Que o que aconteceu ainda está por vir” / “E o futuro não é mais como era antigamente”.

Alternativas
Q3147694 Português
Como escreve Adriana Lisboa

Como é o seu processo de escrita? Uma vez que você compilou notas suficientes, é difícil começar? Como você se move da pesquisa para a escrita?
Adriana Lisboa: Não faço compilação de notas antes de começar a escrever, mas sim durante o processo. Só consigo pensar bem sobre um livro enquanto estou escrevendo esse livro; do contrário, ele se torna uma abstração. Não sei que problemas vou encontrar até arregaçar as mangas e efetivamente começar a trabalhar. A pesquisa vai se apresentando da mesma exata maneira: de acordo com as exigências que o texto vai fazendo. Claro, estou me referindo essencialmente à escrita de ficção e de poesia, mas o processo é semelhante mesmo quando escrevo ensaio. Preciso do pontapé inicial.

Quantas vezes você revisa seus textos antes de sentir que eles estão prontos? Você mostra seus trabalhos para outras pessoas antes de publicá-los?
Adriana Lisboa: Reviso os textos inúmeras vezes, praticamente até as vésperas de serem publicados. Acho que um autor nunca bate o martelo. Mesmo depois de publicado um livro, há algo que pensamos que poderíamos (ou deveríamos) ter feito diferente. A edição definitiva não existe; ela é só a decisão de parar em algum momento do processo.

Internet:<comoeuescrevo.com>  (com adaptações).

No que se refere às ideias veiculadas no texto anterior e à prática de produção de textos nos anos finais do ensino fundamental, julgue o item que se segue.


Ao afirmar que “A edição definitiva não existe”, a escritora constrói, por oposição, um reforço ao argumento apresentado anteriormente na segunda resposta. 

Alternativas
Q3147693 Português
Como escreve Adriana Lisboa

Como é o seu processo de escrita? Uma vez que você compilou notas suficientes, é difícil começar? Como você se move da pesquisa para a escrita?
Adriana Lisboa: Não faço compilação de notas antes de começar a escrever, mas sim durante o processo. Só consigo pensar bem sobre um livro enquanto estou escrevendo esse livro; do contrário, ele se torna uma abstração. Não sei que problemas vou encontrar até arregaçar as mangas e efetivamente começar a trabalhar. A pesquisa vai se apresentando da mesma exata maneira: de acordo com as exigências que o texto vai fazendo. Claro, estou me referindo essencialmente à escrita de ficção e de poesia, mas o processo é semelhante mesmo quando escrevo ensaio. Preciso do pontapé inicial.

Quantas vezes você revisa seus textos antes de sentir que eles estão prontos? Você mostra seus trabalhos para outras pessoas antes de publicá-los?
Adriana Lisboa: Reviso os textos inúmeras vezes, praticamente até as vésperas de serem publicados. Acho que um autor nunca bate o martelo. Mesmo depois de publicado um livro, há algo que pensamos que poderíamos (ou deveríamos) ter feito diferente. A edição definitiva não existe; ela é só a decisão de parar em algum momento do processo.

Internet:<comoeuescrevo.com>  (com adaptações).

No que se refere às ideias veiculadas no texto anterior e à prática de produção de textos nos anos finais do ensino fundamental, julgue o item que se segue.


Na resposta às primeiras perguntas, Adriana Lisboa descreve um método considerado adequado para o ensino da escrita em sala de aula, uma vez que se baseia na pragmática do enfrentamento da página em branco e prescinde de planejamento.  

Alternativas
Q3147684 Português
        Cléber de Souza, empresário e ex-garçom, acordou mais cedo que de costume. Cumpriu sua rotina matinal, se vestiu e partiu para uma das raras lojas que ainda revelam fotografias em Jaraguá do Sul (SC), onde mora. Pagou por uma única foto, tirada 21 anos atrás. Nela, aparece de camisa branca e gravataborboleta ao lado de um sorridente senhor de barbas brancas, que vestia uma camisa rosa estampada com coqueiros. Era Francis Ford Coppola. O cineasta americano visitou Curitiba em 2003, ano da foto. Em uma estada de três semanas, passou cinco vezes no restaurante italiano onde Souza trabalhava. Foi tietado pelos funcionários e até criou uma pizza personalizada, feita em massa grossa com muçarela, molho de tomate fresco, azeite e manjericão. O sabor é servido até hoje, com seu nome.

         Coppola circulava pela capital do Paraná, naquele ano, em busca de inspirações para o filme que vinha tentando produzir desde a década de 1980: Megalópolis. A película acaba de ser lançada e por isso o diretor resolveu retornar à cidade, que o atraiu anos atrás graças a seus dotes urbanísticos. Desta vez, permaneceu por apenas um dia. Souza, ansioso por reencontrar o antigo freguês na estreita janela de 24 horas, pegou a fotografia e percorreu, na tarde de 31 de outubro de 2024, os 160 quilômetros que conectam Jaraguá do Sul a Curitiba.

Plínio Lopes. O poderoso busão. In: Revista Piauí.
Internet:<piaui.folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado.


Infere-se do texto que as filmagens de Megalópolis aconteceram em Curitiba.

Alternativas
Respostas
2101: A
2102: D
2103: E
2104: E
2105: C
2106: C
2107: E
2108: E
2109: E
2110: E
2111: C
2112: C
2113: E
2114: C
2115: E
2116: C
2117: C
2118: E
2119: E
2120: E