🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.195 questões

Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: CRC-PR Prova: FAFIPA - 2026 - CRC-PR - Advogado |
Q4025873 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout feminino: por que as mulheres adoecem mais no ambiente corporativo?


O aumento dos casos de burnout entre mulheres tem chamado a atenção de especialistas em saúde mental e gestão de pessoas. A síndrome, caracterizada por exaustão emocional, distanciamento psicológico do trabalho e redução da sensação de eficácia profissional, tem se tornado cada vez mais presente no ambiente corporativo, especialmente entre profissionais que lidam com múltiplas demandas dentro e fora do trabalho.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), burnout é considerado um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico mal administrado. A combinação entre jornada profissional intensa e responsabilidades domésticas, muitas vezes invisíveis, tem sido apontada como um dos principais fatores para o adoecimento emocional das mulheres.

Segundo Ylana Miller, especialista em liderança feminina, a questão está ligada a um conjunto de fatores que se acumulam no dia a dia das profissionais. "Mulheres são mais afetadas pela síndrome burnout por conta da combinação de fatores como dupla jornada de trabalho, acúmulo de funçõеs domésticas, familiares e profissionais, além de enfrentarem assédio, discriminação de gênero e falta de reconhecimento. No ambiente corporativo ainda existem barreiras para ocupar posições de liderança e desigualdade salarial", explica.

A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário. A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, Renata Filardi, destaca que a desigualdade na divisão das tarefas domésticas continua sendo um fator determinante. "No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens, segundo dados do IBGE. Quando essa carga se soma a metas agressivas, pressão por performance e jornadas longas, o risco de esgotamento aumenta", afirma.

Esse fenômeno é frequentemente descrito como "dupla jornada", mas especialistas ressaltam que o impacto vai além do tempo dedicado às tarefas. De acordo com a psicóloga clínica Andréia Batista, existe também uma carga mental constante. "Mesmo após o expediente formal, muitas mulheres continuam responsáveis pela organização da rotina familiar e pelo cuidado com filhos ou familiares. Isso mantém o cérebro em estado constante de planejamento e vigilância. Sem períodos reais de pausa, o sistema nervoso permanece em alerta por longos períodos, favorecendo fadiga emocional e sensação de esgotamento", explica.

[...]
Considere o trecho do texto a seguir.

"A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário."

Sobre as classes de palavras presentes nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4025838 Português
Considere o período:

“Foi exatamente naquele momento que percebi a razão por que muitos, apesar de aparentemente confiantes, não se manifestaram durante a reunião.”

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego das conjunções, preposições e pronomes:  
Alternativas
Q4025836 Português
Analise o período a seguir quanto aos processos de formação de palavras e às classes gramaticais:

“Infelizmente, alguns comportamentos antissociais tornaram-se recorrentes, sobretudo naqueles ambientes onde se observa a supervalorização do individualismo.”

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025767 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada indica circunstância de uma ação, e não uma qualidade de algum ser. 
Alternativas
Q4025763 Português
“Daqui ___ pouco, ___ visitas estarão aqui ___ disposição de todos vocês para darem início ___ tão esperada reunião.”
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente os espaços em branco acima, na mesma ordem. 
Alternativas
Q4025446 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb 

Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema. 

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado. 
Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade "trouxe" movimento econômico e valorização imobiliária, embora "reconheça" o caráter controverso do tema.
Considerando o tempo e o modo das formas verbais destacadas, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4025098 Português
Assinale a alternativa cujo elemento destacado exprime o ponto de vista do locutor, não se referindo a nenhuma palavra específica dentro do enunciado.
Alternativas
Q4024985 Português
"A pandemia trouxe a concretude e a consciência de que a vida online não é algo apartado na experiência humana e, por isso, não deve ser considerada como secundária. Antes de chegar ao ECA Digital, nos últimos anos alguns marcos legais e normativos ajudaram a regulamentar o uso da internet. São eles: o Marco Civil da Internet, em 2014, que definiu direitos e deveres no ambiente digital, e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), em 2018, que trouxe princípios específicos para o tratamento de dados de crianças e adolescentes."

Com base na concordância verbal e nominal, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4024734 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA


O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.

Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.

Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.

No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.

Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.

Mexi em meu estojo para me distrair.

Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.

Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:

− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.

Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.

− Morder a tampa significa alguma coisa?

− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.

Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.

A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.


(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
Assinale a alternativa em que o termo destacado não sofre flexão de gênero.
Alternativas
Q4024712 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
No título do texto (“Nasa mira 6 de março para lançamento de missão tripulada à Lua”), do ponto de vista morfológico, as palavras em destaque são, respectivamente, classificadas como: 
Alternativas
Q4024595 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta



Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos tomada de decisões.

Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.        
Alternativas
Q4024344 Português
Assinale a alternativa cujo termo destacado possui natureza adverbial, indicando alguma circunstância em relação à ação verbal.
Alternativas
Q4024340 Português
“Isso é parte da beleza de toda a literatura. Você descobre que seus desejos são universais, que você não está e isolado de todo o mundo.” (F. Scott Fitzgerald)
A palavra destacada no pensamento acima é de natureza:
Alternativas
Q4024309 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os temas mais importantes de 2026 para a educação


Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se renova. Para além dos conteúdos previstos nos currículos, acontecimentos do cenário nacional e internacional passam a integrar debates e experiências de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e mudanças nas políticas educacionais oferecem oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.

A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, inaugura novo formato, com ampliação do número de seleções e três países-sede. O evento mobiliza investimentos em infraestrutura e logística, ao mesmo tempo que expõe desafios relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A competição permite abordar questões de território, clima, identidade cultural, racismo, estatística e história do esporte.

No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das discussões globais. As negociações sobre redução do uso de combustíveis fósseis e compromissos internacionais criam condições para debates sobre justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem ciência, geografia e cidadania.

As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o campo de discussão sobre democracia, representação e funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por desinformação e polarização, compreender os mecanismos de votação, apuração e organização dos poderes públicos fortalece a educação para a participação social e o exercício crítico da cidadania.

Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial. A expansão das tecnologias generativas intensifica debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no trabalho e na cultura. Cabe à escola promover letramento digital e pensamento crítico, preparando estudantes para analisar como essas ferramentas interferem na produção de conhecimento e nas relações sociais.

No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e estratégias para a educação básica na próxima década. O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de acompanhamento e reforça a valorização docente, inclusive quanto à formação em nível superior e à estruturação de carreiras.

Também a partir de 2026, o componente de Computação previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se obrigatório em toda a educação básica. Organizado em torno do pensamento computacional, do mundo digital e da cultura digital, o currículo busca desenvolver resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética sobre os usos da tecnologia.

A saúde mental consolida-se como pauta permanente. Pesquisas apontam que sete em cada dez professores apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela significativa declara esgotamento emocional diante de jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve alcançar também os estudantes, sobretudo diante de situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento contínuo em clima escolar saudável.

A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital responde à realidade de uma infância amplamente conectada. O crescimento do acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia riscos de exposição e violência online, o que reforça a responsabilidade das plataformas e da escola na promoção do uso seguro das tecnologias.

A educação antirracista permanece como compromisso legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o enfrentamento do racismo estrutural.

Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista, altas habilidades e superdotação. O crescimento das matrículas na educação especial nos últimos anos evidencia a necessidade de formação continuada e fortalecimento do atendimento educacional especializado.

Em 2026, decisões políticas, transformações tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos estudantes e reforça seu compromisso com a formação integral e democrática.


https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado. 
O crescimento do acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia riscos de exposição e violência online.

Analise a classificação gramatical e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4023985 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem


Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
Alguns serviços utilizam agentes humanos treinados, que podem verificar a precisão das descrições quando o usuário solicita.

Considerando a classificação morfológica dos vocábulos destacados no trecho acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: IFC-SC Provas: FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Administração | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Letras/Libras | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Educação Física | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Física | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Medicina Veterinária: Microbiologia | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Filosofia | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Cães-Guia | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Fitotecnia - Fruticultura | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Computação | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática: Banco de Dados | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Pedagogia do Campo: Gestão Educacional | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Produção Animal | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Atendimento Educacional Especializado | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - História | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Química | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Engenharia Agrícola | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Engenharia de Alimentos | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Engenharia Elétrica: Eletrotécnica | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Agrimensura | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Biologia | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática: Linguagens de Programação | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática: Programação Básica e Programação Web | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Defesa Civil | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática: Hardware e Redes | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Matemática | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Zootecnia | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Educação Matemática | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática: Programação de Sistemas | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Informática: Engenharia de Software e Banco de Dados | FUNDATEC - 2026 - IFC-SC - Professor EBTT - Geografia |
Q4023925 Português

Considerando a palavra “coadjuvante” no trecho abaixo, retirado do texto, analise as assertivas a seguir: 


“Há uma liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que outra”.


I. O sufixo empregado na sua formação remete à ideia de “aquele que realiza a ação de”.

II. A substituição de “de coadjuvante” por “secundário” não acarretaria alterações significativas ao sentido original do trecho.

III. O vocábulo é um adjetivo comum de dois gêneros que forma, junto à preposição “de”, uma locução adjetiva que caracteriza o substantivo “papel”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q4023615 Português

Por que uma coleção de mapas é chamada de Atlas



    O nome “atlas” vem de Atlas, um titã da mitologia grega, filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Ele lutou contra os deuses e, como castigo, Zeus o obrigou a carregar os céus para sempre nos ombros. Com o tempo, artistas passaram a desenhá-lo segurando o globo terrestre, e essa imagem começou a aparecer em livros de mapas desde a Antiguidade.


    Em 1595, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator publicou um livro que tinha o nome Atlas na capa, reunindo mapas e ideias sobre o mundo. Além da imagem mitológica, Mercator considerava Atlas um símbolo de conhecimento geográfico e astronômico. Foi assim que “Atlas” passou a significar qualquer coleção de mapas geográficos, históricos ou temáticos.


    O nome do Oceano Atlântico também vem de Atlas, assim como o lendário reino de Atlântida, ilha que teria desaparecido e que foi descrita pelo filósofo Platão. Aqui cabe uma observação: Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito. Ao batizar a ilha de Atlântida e seu rei de Atlas, Platão registra essa homenagem ligada ao titã Atlas, mesmo sem dizer explicitamente que se trata do mesmo personagem.


    Além disso, nossa primeira vértebra cervical (C1) ganhou também o nome de Atlas porque suporta o peso da cabeça.



Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.

Considerando o trecho abaixo, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito (3º parágrafo).



( ) A expressão “mulher humana” não é considerada redundante pois o trecho se trata de figuras sobrehumanas.


( ) A palavra “mortal” poderia ser substituída por “fatal” sem alterar o sentido da frase.


( ) A palavra “deus” deveria estar grafada com inicial maiúscula por se tratar de um substantivo próprio. 

Alternativas
Q4023305 Português
A proximidade da morte

    Se a morte é uma sombra constante para qualquer ser vivente desde o nascimento, sua presença torna-se mais marcante com o envelhecimento. São as pessoas mais idosas, portanto, que percebem com mais nitidez a proximidade da morte.
    Há pessoas que se mantêm ativas com a idade avançada e outras que precisam de cuidados especiais conforme envelhecem, em razão de doenças e problemas de mobilidade. A necessidade desses idosos entra em conflito com a situação real de grande parte das famílias. O ritmo acelerado imposto pelo sistema de produção e serviços desde as últimas décadas do século XX obriga trabalhadores a jornadas intensas fora de casa, o que dificulta o atendimento a idosos e doentes. Além disso, vale mencionar a elevação da expectativa de vida e o consequente aumento da parcela da população idosa com 60 anos ou mais. Segundo dados do Censo, esse grupo representava 15,6% da população brasileira em 2022.
    Deve-se comentar que, vítimas de um etarismo que os reduz à improdutividade, há idosos que vão viver em asilos ou em hospitais (quando apresentam doenças graves) onde possam usufruir dos avanços da medicina, cada vez mais especializada. Porém, mesmo aqueles que recorrem a técnicas avançadas e a ambientes assépticos que prolongam a vida não escapam à solidão e à impessoalidade do atendimento. Enfermeiros e médicos são eficazes, mas os pacientes idosos frequentemente se encontram afastados da mão amiga e da atenção íntima sem pressa. 
    No entanto, sabe-se que a maioria dos idosos faz parte da população de baixa renda e, por isso, não tem acesso a muitos desses recursos. Acrescente-se o fato de que nas últimas décadas o número de idosos com necessidades especiais cresceu sem o correspondente crescimento de atendimento público.
    Essa situação não seria uma expressão da morte em vida? Não seria uma espécie de morte simbólica antecedendo a morte fisiológica? Seria o aniquilamento da dignidade humana? O etarismo e a morte social, que colocam o indivíduo à margem e o tornam sem serventia, invisível para a sociedade, podem ser tão nocivos quanto uma doença letal. Além de causarem o desenvolvimento de um mal-estar físico e mental, podem levar à fragilidade e à morte do corpo.

Fonte: Moderna Plus Filosofia. Adaptado.
“Porém, mesmo aqueles que recorrem a técnicas avançadas e a ambientes assépticos que prolongam a vida não escapam à solidão e à impessoalidade do atendimento.” (3º parágrafo). Nesse segmento do texto, há: 
Alternativas
Q4023147 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

No último parágrafo, os vocábulos “são”, em “medos são adaptações”, e “vão”, em “geralmente em vão”, pertencem a classes de palavras distintas. 
Alternativas
Respostas
1061: E
1062: A
1063: B
1064: D
1065: B
1066: A
1067: D
1068: A
1069: C
1070: E
1071: B
1072: A
1073: B
1074: D
1075: A
1076: A
1077: B
1078: D
1079: D
1080: C