Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.
À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.
De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.
Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.
Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.
Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.
As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).
Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".
Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.
Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.
E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.
A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.
A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.
Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.
Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.
Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.
Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.
Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.
"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.
Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.
"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.
"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."
"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."
"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.
Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.
Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.
Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".
"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.
Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".
"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.
"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"
O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.
Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.
"Meu humano é ótimo", posta um agente.
"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.
"Humano nota 10/10, recomendo."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo
"Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome."
Considerando o processo de formação das palavras presentes no trecho, bem como de outras empregadas fora do contexto apresentado, julgue as proposições a seguir.
I. O vocábulo 'ferramenta' apresenta um elemento mórfico destituído de autonomia na língua, cuja função é acrescentar à base um sentido acessório e indicar-lhe a categoria gramatical, do mesmo modo que ocorre em 'livrinho' e 'fertilizar'.
II. O vocábulo 'anteriormente' forma-se por derivação sufixal, processo que acrescenta um sufixo à palavra primitiva e origina novo termo de distinta categoria gramatical. De modo semelhante, ocorre com 'gigante', igualmente formado por sufixação; nesse caso, porém, mantém-se a classe gramatical, havendo apenas alteração de valor semântico, com valor aumentativo.
III. Alguns sufixos acrescentam-se à base de substantivos ou adjetivos para indicar valor dimensional, seja de grandeza, como em 'homenzarrão', de caráter aumentativo, seja de valor expressivo, como em 'corpaço', que não necessariamente indica tamanho. De modo semelhante, ocorre em 'bizarro', cujo sufixo veicula matiz semântico de desvio ou não conformidade em relação ao padrão da maioria.
IV. O vocábulo 'bem-vindo' forma-se por composição, processo semelhante ao verificado em 'pontapé' e 'criado-mudo', em que a união de dois ou mais radicais origina uma nova unidade lexical. A palavra composta passa a exprimir uma ideia única e autônoma, nem sempre resultante da simples soma dos significados de seus elementos, como se observa em "mil-folhas", cujo sentido ultrapassa o valor literal de seus componentes.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.
À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.
De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.
Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.
Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.
Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.
As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).
Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".
Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.
Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.
E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.
A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.
A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.
Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.
Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.
Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.
Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.
Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.
"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.
Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.
"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.
"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."
"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."
"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.
Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.
Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.
Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".
"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.
Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".
"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.
"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"
O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.
Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.
"Meu humano é ótimo", posta um agente.
"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.
"Humano nota 10/10, recomendo."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo
"De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."
O vocábulo 'bastante' pode assumir distintos valores semânticos e morfossintáticos, a depender do contexto em que se insere. Com base nessa observação, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, considerando o emprego de 'bastante' no trecho apresentado e em outros contextos.
(__) No trecho, o vocábulo 'bastante' funciona como advérbio, modificando o adjetivo 'semelhante' e significando 'muito', 'consideravelmente', 'em alto grau'. Assim, não há ideia de quantidade enumerável, mas sim de intensificação.
(__) Quando o vocábulo 'bastante' desempenha a função de pronome indefinido, passa a indicar quantidade ou intensidade de modo impreciso. Nessa condição, antecede o substantivo a que se refere e com ele concorda em número, razão pela qual apresenta forma variável, como no exemplo "Bastantes pessoas foram ao desfile da escola de samba que ganhou o prêmio".
(__) O vocábulo 'bastante' pode ser utilizado com valor abundante, razão pela qual fica invariável, como em "Havia bastante crianças no parque".
(__) O vocábulo 'bastante' pode, ainda, exercer função substantiva, designando a quantidade necessária ou suficiente para determinado fim, como em "Estudou o bastante para conseguir o que desejava".
Após análise, identifique a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Com base nas classes de palavras dos vocábulos utilizados no texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__) O vocábulo 'voltadas' é um adjetivo usado para caracterizar o substantivo 'tecnologias'.
(__) O vocábulo 'sobre' é uma preposição que estabelece relação entre os substantivos 'pressão' e 'recursos hídricos', indicando a que ou a quem a ação se refere. Já o vocábulo 'mais', que geralmente funciona como advérbio, pode assumir o valor de conjunção aditiva, como na frase: 'Pegou os cadernos mais os livros e foi para a universidade'.
(__) O vocábulo 'que' é pronome relativo que retoma 'soluções' e introduz oração subordinada adjetiva.
(__) O vocábulo 'investindo' é um verbo no gerúndio com valor de adjetivo, indicando a ação praticada pelas empresas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
O vocábulo 'bem-estar' está grafado corretamente com hífen. Analise, agora, a grafia das palavras compostas nas alternativas a seguir:
I. Guarda-marinha e ervilha de cheiro. II. Marca-passo e benquerer. III. Mal-estar e circum-navegação. IV. Preestabelecido e paraquedas. V. Cor-de-rosa e cor de açafrão.
Após a análise dos vocábulos grafados com ou sem hífen, assinale a alternativa que apresenta apenas palavras CORRETAS.
ECA Digital surge como avanço na proteção de crianças e adolescentes na internet
Por Sandra Capomaccio

Fonte: jornal.usp.br/radio-usp/eca-digital-surge-como-avanco-na-protecao-de-criancas-e adolescentes-na-internet/ – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que indica a classe gramatical e a função sintática da palavra “leis” no trecho a seguir, retirado do texto:
“[...] torna-se essencial que existam leis específicas que garantam a segurança”.
ECA Digital surge como avanço na proteção de crianças e adolescentes na internet
Por Sandra Capomaccio

Fonte: jornal.usp.br/radio-usp/eca-digital-surge-como-avanco-na-protecao-de-criancas-e adolescentes-na-internet/ – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que apresenta a correta e respectiva classificação das palavras destacadas no trecho a seguir, retirado do texto:
“Entretanto, junto com os benefícios, surgem também diversos perigos”.
ECA Digital surge como avanço na proteção de crianças e adolescentes na internet
Por Sandra Capomaccio

Fonte: jornal.usp.br/radio-usp/eca-digital-surge-como-avanco-na-protecao-de-criancas-e adolescentes-na-internet/ – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da palavra “regulamentação” no trecho a seguir, retirado do texto:
“Por esse motivo, além da regulamentação nacional, também será necessário avançar em acordos”.
Entre eles, os advérbios nominais são aqueles formados a partir de adjetivos acrescidos do sufixo '-mente'.
Considerando o significado dos advérbios formados pelo sufixo '-mente', relacione os itens da 2ª coluna com os correspondentes da 1ª coluna.
1ª coluna
1. Salutarmente 2. Avidamente 3. Implacavelmente 4. Inelutavelmente 5. Impreterivelmente
2ª coluna
(__) De boa saúde (__) Com muito desejo (__) Sem perdão (__) Inevitável (__) Sem deixar para depois
Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tomar colágeno mantém elasticidade da pele, mas não previne rugas
O consumo diário de suplementos de colágeno melhora a elasticidade e a hidratação da pele, contribuindo para uma aparência mais jovem. Entretanto, evidências científicas indicam que essa suplementação não impede o surgimento de rugas. Uma revisão recente de estudos avaliou os dados disponíveis e concluiu que cápsulas ou pó de colágeno trazem benefícios moderados à pele quando utilizados de forma contínua, embora não representem uma solução imediata para o envelhecimento cutâneo.
Os resultados também sugerem que esses suplementos ajudam a reduzir desgaste, dor e rigidez nas articulações associados à artrite. A análise reuniu dados de mais de uma centena de estudos envolvendo milhares de participantes, investigando os possíveis efeitos do colágeno sobre diferentes aspectos da saúde.
O colágeno é uma proteína produzida naturalmente pelo organismo e exerce papel estrutural importante ao fornecer suporte e resistência à pele, às unhas, aos ossos e a tecidos conjuntivos como tendões e cartilagens. Com o passar do tempo, porém, a produção dessa proteína diminui, enquanto o colágeno já existente sofre degradação mais acelerada.
Esse processo é intensificado por fatores como tabagismo e exposição frequente ao sol. Durante a menopausa, por exemplo, a pele feminina perde cerca de um terço do colágeno existente, o que contribui para alterações visíveis na estrutura cutânea.
No mercado, existem diferentes tipos de suplementos, incluindo versões de origem marinha, bovina e alternativas voltadas ao público vegano. A revisão científica, no entanto, não encontrou evidências suficientes para afirmar que algum desses tipos seja mais eficaz do que os demais.
Os pesquisadores destacam que muitas investigações sobre suplementos de colágeno receberam financiamento da indústria do setor, o que exige cautela na interpretação dos resultados. Ainda assim, a revisão que reuniu esses dados avaliou de forma ampla as evidências disponíveis.
De acordo com os autores, o colágeno não deve ser considerado uma solução universal contra o envelhecimento. Quando utilizado de forma contínua ao longo do tempo, traz benefícios consistentes para aspectos como hidratação e tônus da pele, além de auxiliar em condições articulares. Esses efeitos contribuem para uma aparência mais jovem, mas não eliminam completamente os sinais do envelhecimento.
Nesse contexto, o colágeno deve ser visto como parte de uma estratégia mais ampla de cuidado com a pele envelhecida ou afetada pela exposição solar, e não como um tratamento capaz de impedir o aparecimento de rugas.
Especialistas em nutrição também destacam a importância da alimentação para a saúde da pele. Nutrientes como a vitamina C participam da formação de colágeno e são obtidos por meio de alimentos como frutas cítricas, frutas vermelhas, vegetais verdes, pimentões e tomates. O zinco, presente em carnes, aves, frutos do mar, nozes, sementes e grãos integrais, também contribui para a produção dessa proteína pelo organismo.
Especialistas em dermatologia ressaltam que são necessários mais estudos específicos e metodologicamente robustos para confirmar os efeitos atribuídos à suplementação de colágeno.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo.adaptado.
Em relação à classe gramatical dos termos destacados no período, assinale a alternativa CORRETA.
Entre eles, os advérbios nominais são aqueles formados a partir de adjetivos acrescidos do sufixo '-mente'.
Considerando o significado dos advérbios formados pelo sufixo '-mente', relacione os itens da 2ª coluna com os correspondentes da 1ª coluna.
1ª coluna
1. Salutarmente
2. Avidamente
3. Implacavelmente
4. Inelutavelmente
5. Impreterivelmente
2ª coluna
(__) De boa saúde
(__) Com muito desejo
(__) Sem perdão
(__) Inevitável
(__) Sem deixar para depois
Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.
1ª coluna
1. Salutarmente 2. Avidamente 3. Implacavelmente 4. Inelutavelmente 5. Impreterivelmente
2ª coluna
(__) De boa saúde (__) Com muito desejo (__) Sem perdão (__) Inevitável (__) Sem deixar para depois
Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra.
A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
"O primeiro é o Sol", explica. "A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis."
O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842−1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. "Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui", explica Burridge.
Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
Esse fenômeno é chamado de "espalhamento Mie" e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado "Grande Evento da Oxidação", quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0ohtt
Considerando que algumas classes de palavras devem ser flexionadas de acordo com o termo a que se referem, como ocorre com 'dispersadas', que concorda corretamente com 'luz', complete as lacunas das frases com as palavras fornecidas, flexionando-as corretamente conforme o contexto.
I. As paredes___do quarto criaram um ambiente calmo e relaxante.
II. Devolvi-lhe o favor, estamos___.
III. Falaram sobre___assuntos durante o encontro de amigos.
IV. Era meio-dia e___quando chegamos para fazer a prova.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA que apresenta a sequência que preenche as lacunas acima.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra.
A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
"O primeiro é o Sol", explica. "A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis."
O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842−1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. "Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui", explica Burridge.
Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
Esse fenômeno é chamado de "espalhamento Mie" e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado "Grande Evento da Oxidação", quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0ohtt
Considerando o processo de formação das palavras presentes no trecho e no texto-base, julgue as afirmativas.
I. O vocábulo 'ancestrais' contém o prefixo 'an-', que indica negação, conferindo à palavra o sentido de 'não originários', característica recorrente em termos etimologicamente relacionados ao grego.
II. O vocábulo 'pouquíssimo' recebe um elemento mórfico, indicando grau máximo da característica expressa pela palavra-base. Por um processo semelhante de derivação sufixal, os vocábulos 'crente' e 'ladrante' também se formam a partir de sufixos, embora neste caso os sufixos não indiquem intensificação.
III. O vocábulo 'cianobactérias' resulta do mesmo processo de formação observado em 'girassol' e 'beija-flor', na qual os elementos formadores se unem sem alteração estrutural de seus constituintes.
IV. O vocábulo 'dramaticamente' constitui exemplo de derivação sufixal, formada a partir do adjetivo 'dramático' mediante o acréscimo do sufixo adverbial '-mente'; tal processo evidencia que as palavras derivadas podem apresentar matizes semânticos distintos em relação à base primitiva, embora permaneçam inseridas em um mesmo campo de significação.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Há filmes que não apenas contam uma história — eles a pressentem, como se o ar estivesse impregnado de lembranças. O Agente Secreto, longa do diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho, é um desses. Em vez de seguir o caminho padrão do espetáculo ou da denúncia óbvia, o diretor pernambucano prefere o som abafado das portas que rangem, dos passos ecoando pelos corredores de uma cidade onde o tempo parece nunca passar por completo. O filme respira a atmosfera de um Brasil de 1977, transformando Recife em palco de um thriller* político sobre medo, culpa e esquecimento.
Kleber mergulha no terreno mais denso dos segredos. Inspirado por pesquisas sobre o período da ditadura militar e por ecos de filmes de espionagem dos anos 1970, o diretor nos oferece um protagonista dividido: Marcelo (Wagner Moura), aparentemente um técnico de som que retorna à sua cidade natal durante o Carnaval, acaba enredado em uma teia de vigilância, crimes e memórias abafadas ainda sob a mão da ditadura brasileira.
O filme, que nos é apresentado como um mosaico incompleto de lembranças, silêncios e suspeitas, é menos um filme padrão sobre espionagem e mais um filme sobre o próprio ato de (se) esconder. Kleber Mendonça não oferece respostas fáceis e diretas. O roteiro tem a delicadeza de quem entende que a verdade não se revela em explosões, mas, muitas vezes, em silêncios. O que importa aqui não é o fato histórico em si ou um intrincado arco entre espiões, mas o que o esquecimento (ou a negação) faz conosco.
No fim, percebemos que O Agente Secreto é sobre o peso do que não se diz, sobre o país que arquiva seus papéis amarelados ou enterra os esqueletos de suas dores, mas que continua a ouvi-las ressoando no fundo do peito. O longa não é um filme marcado por grandes explosões ou cenas impactantes de ação, mas, sim, por pequenas rachaduras e infiltrações. E são essas rachaduras que deixam escapar a luz — a mesma que ilumina Wagner Moura caminhando pelas ruas vibrantes de Recife entre seus segredos e memórias.
(Tais Zago. “‘O Agente Secreto’: quando a memória e a paranoia se tornam as armas mais afiadas da história”. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br. 18.11.2025. Adaptado)
*filme de suspense
Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.
Entre eles, os advérbios nominais são aqueles formados a partir de adjetivos acrescidos do sufixo '-mente'.
Considerando o significado dos advérbios formados pelo sufixo '-mente', relacione os itens da 2ª coluna com os correspondentes da 1ª coluna.
1ª coluna
1. Salutarmente
2. Avidamente
3. Implacavelmente
4. Inelutavelmente
5. Impreterivelmente
2ª coluna
(__) De boa saúde
(__) Com muito desejo
(__) Sem perdão
(__) Inevitável
(__) Sem deixar para depois
Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.
Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.
Entre eles, os advérbios nominais são aqueles formados a partir de adjetivos acrescidos do sufixo '-mente'.
Considerando o significado dos advérbios formados pelo sufixo '-mente', relacione os itens da 2ª coluna com os correspondentes da 1ª coluna.
1ª coluna
1. Salutarmente
2. Avidamente
3. Implacavelmente
4. Inelutavelmente
5. Impreterivelmente
2ª coluna
(__) De boa saúde
(__) Com muito desejo
(__) Sem perdão
(__) Inevitável
(__) Sem deixar para depois
Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim
Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.
Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.
Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.
O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.
Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.
Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.
Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.
O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.
Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.
A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.
Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.
Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.
Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado.
Em relação aos efeitos de sentido produzidos pelos termos do período, assinale a alternativa CORRETA.
Entre eles, os advérbios nominais são aqueles formados a partir de adjetivos acrescidos do sufixo '-mente'.
Considerando o significado dos advérbios formados pelo sufixo '-mente', relacione os itens da 2ª coluna com os correspondentes da 1ª coluna.
1ª coluna
1. Salutarmente
2. Avidamente
3. Implacavelmente
4. Inelutavelmente
5. Impreterivelmente
2ª coluna
(__) De boa saúde
(__) Com muito desejo
(__) Sem perdão
(__) Inevitável
(__) Sem deixar para depois
Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.