Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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"A sobrecarga fora do expediente formal também pesa significativamente nesse cenário."
Sobre as classes de palavras presentes nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA.
“Foi exatamente naquele momento que percebi a razão por que muitos, apesar de aparentemente confiantes, não se manifestaram durante a reunião.”
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego das conjunções, preposições e pronomes:
“Infelizmente, alguns comportamentos antissociais tornaram-se recorrentes, sobretudo naqueles ambientes onde se observa a supervalorização do individualismo.”
Assinale a alternativa correta:
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente os espaços em branco acima, na mesma ordem.
Considerando o tempo e o modo das formas verbais destacadas, é CORRETO afirmar que:
Com base na concordância verbal e nominal, assinale a alternativa INCORRETA.
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.
Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.
Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.
A palavra destacada no pensamento acima é de natureza:
Analise a classificação gramatical e assinale a alternativa CORRETA.
Considerando a classificação morfológica dos vocábulos destacados no trecho acima, é CORRETO afirmar que:
Considerando a palavra “coadjuvante” no trecho abaixo, retirado do texto, analise as assertivas a seguir:
“Há uma liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que outra”.
I. O sufixo empregado na sua formação remete à ideia de “aquele que realiza a ação de”.
II. A substituição de “de coadjuvante” por “secundário” não acarretaria alterações significativas ao sentido original do trecho.
III. O vocábulo é um adjetivo comum de dois gêneros que forma, junto à preposição “de”, uma locução adjetiva que caracteriza o substantivo “papel”.
Quais estão corretas?
Por que uma coleção de mapas é chamada de Atlas
O nome “atlas” vem de Atlas, um titã da mitologia grega, filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Ele lutou contra os deuses e, como castigo, Zeus o obrigou a carregar os céus para sempre nos ombros. Com o tempo, artistas passaram a desenhá-lo segurando o globo terrestre, e essa imagem começou a aparecer em livros de mapas desde a Antiguidade.
Em 1595, o cartógrafo flamengo Gerardus Mercator publicou um livro que tinha o nome Atlas na capa, reunindo mapas e ideias sobre o mundo. Além da imagem mitológica, Mercator considerava Atlas um símbolo de conhecimento geográfico e astronômico. Foi assim que “Atlas” passou a significar qualquer coleção de mapas geográficos, históricos ou temáticos.
O nome do Oceano Atlântico também vem de Atlas, assim como o lendário reino de Atlântida, ilha que teria desaparecido e que foi descrita pelo filósofo Platão. Aqui cabe uma observação: Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito. Ao batizar a ilha de Atlântida e seu rei de Atlas, Platão registra essa homenagem ligada ao titã Atlas, mesmo sem dizer explicitamente que se trata do mesmo personagem.
Além disso, nossa primeira vértebra cervical (C1) ganhou também o nome de Atlas porque suporta o peso da cabeça.
Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
Considerando o trecho abaixo, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
Platão afirma que o primeiro rei de Atlântida foi Atlas, não o titã, mas um mortal, filho do deus Poseidon com uma mulher humana chamada Cito (3º parágrafo).
( ) A expressão “mulher humana” não é considerada redundante pois o trecho se trata de figuras sobrehumanas.
( ) A palavra “mortal” poderia ser substituída por “fatal” sem alterar o sentido da frase.
( ) A palavra “deus” deveria estar grafada com inicial maiúscula por se tratar de um substantivo próprio.
