Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3722811 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM

    A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

  Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

    Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

    Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

    Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

    Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

    A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

    Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

    Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.

MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
O verbo realçado em “Mal nascera” expressa uma ação que:
Alternativas
Q3722714 Português
“O carro está sujo”. Se essa frase estivesse no plural, a forma correta seria:
Alternativas
Q3722711 Português

Leia o texto a seguir:


                                                


Fonte: https://antigo.pi.gov.br/noticias/hgv-lanca-campanha-para-incentivar-doacaode-sangue/. Acesso em 06/07/2025.


Na frase “Dependemos de você para recomeçar do zero”, a palavra destacada serve para indicar:
Alternativas
Q3722146 Português

Leia o texto a seguir:


Brics aumentam produção científica em 10 vezes entre 2000 e 2024?


O número de artigos publicados por pesquisadores de países do Brics nas principais revistas científicas do mundo aumentou mais de 10 vezes entre 2000 e 2024. Apesar de também ter apresentado um crescimento expressivo nesse período, em 2024, o Brasil respondeu por menos de 100 mil dos mais de 2 milhões de artigos publicados por cientistas do grupo.


Os dados foram compilados pelo pesquisador Odir Dellagostin, professor da Universidade Federal de Pelotas, a partir da Scopus, a maior base de dados de resumos e citações de literatura revisada por pares do mundo.


"O Brasil apresentou um crescimento bastante acelerado e contínuo até 2021. E esse crescimento foi, basicamente, paralelo ao crescimento da pós-graduação. Enquanto a pós-graduação estava crescendo, a produção científica também evoluía", explica o professor.


Da mesma forma, a produção caiu em 2022 e 2023, anos em que a quantidade de pesquisadores acadêmicos do Brasil também apresentou uma retração.


Em 2024, houve uma ligeira melhora: os pesquisadores brasileiros publicaram cerca de 4 mil artigos a mais, e o país titulou um número adicional de quase 600 mestres ou doutores. Ainda assim, Dellagostin teme que o Brasil esteja "perdendo o bonde" do crescimento científico do Brics:


"De 2021 a 2024, o mundo, em média, cresceu 8,3% na produção científica. Já os países do BRICS, por exemplo, os Emirados Árabes, tiveram crescimento de mais de 60%. A Índia cresceu 41%, a China cresceu 20%, a Malásia [que não é do Brics] cresceu 17%, e assim por diante. E o que que aconteceu com o Brasil? O Brasil caiu 10,1%. A maioria dos países teve uma disparada na produção científica nos últimos 10 anos. Ou seja, eles partiram de uma base muito pequena, mas agora estão em um passo muito acelerado. E o Brasil vem fortalecendo essa base de forma contínua, mas num ritmo muito lento".


O professor da UFPel e membro da Academia Brasileira de Ciências acredita que a falta de financiamento é um fator importante para essa desaceleração, mas não o principal.


"A forma como nós enfrentamos a pandemia, fechando laboratórios, foi um fator que contribuiu muito, mas também há uma desmotivação dos pesquisadores, até pelo discurso anticiência de alguns dos nossos governantes e pela desvalorização da ciência perante parte da sociedade", ressalta Dellagostin.


Além disso, ele enfatiza que quase toda pesquisa no Brasil está atrelada ao estudo ou à docência na pós-graduação, o que oferece poucas alternativas de emprego para quem quer investir em uma carreira científica:


"A absorção dos doutores tem sido baixa nos últimos anos. Isso também contribui para a queda na produção e impacta a motivação. Esse é um ponto muito importante que nós teremos que discutir: implementar a carreira de pesquisador. Acho que isso é fundamental para o Brasil mudar essa situação".


Fonte: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/ciencia/2025/07/1056099-bricsaumentam-producao-cientifica-em-10-vezes-entre-2000-e-2024.html. Acesso em 06/07/2025.



“A forma como nós enfrentamos a pandemia, fechando laboratórios, foi um fator que contribuiu muito” (8º parágrafo). Nesse trecho, a forma verbal está flexionada no pretérito:
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Q3721929 Português
Leia o texto a seguir, extraído da seção “O que a Folha pensa”:

PJ aquece mercado de trabalho, mas impõe desafios

Folha de São Paulo

    Os números do trabalho no Brasil passaram por mudanças relevantes desde a grande recessão de 2014-16, em parte influenciadas pela reforma da CLT aprovada em 2017.
    Termos como terceirização e pejotização entraram no centro dos debates político e econômico. Depois de uma década, o cenário demanda que se discutam regulação do trabalho, impostos e contribuições previdenciárias.
    Reportagem nesta Folha apresentou dados — oriundos de pesquisa de Nelson Marconi, da Escola de Administração de São Paulo da FGV — que revelam a redução da parcela dos ocupados em contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.
    Ademais, pessoas empregadas por conta própria, segundo a terminologia do IBGE, e com CNPJ têm rendimentos superiores aos daqueles que trabalham nos mesmos setores como celetistas.
    Uma pista para explicar tal diferença é o fato de que entre os por conta própria formalizados há pessoas de maior qualificação. A redução do custo tributário e a flexibilidade levaram pessoas a optar por esse regime ou a serem para ele levadas por empresas que as empregavam.
    A parcela dos empregados em contratos da CLT era de 39,2% em 2012; chegou ao pico de 41% do total dos ocupados em 2014. A taxa dos que trabalhavam por conta própria flutuou pouco em torno de 22,5% de 2012 a 2014, indo a 24,1% no final de 2016. Atualmente, os celetistas são 38,1%, e os por conta própria, 25,2%.
    Note-se que, desde 2019, quase todo o crescimento dos primeiros se deu naquela categoria dos que têm registro de CNPJ, com rendimentos mais altos.  
  Ainda que possa favorecer trabalhadores, a transformação não deixa de trazer questões problemáticas. Os regimes de tributação do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI), que facilitam ou incentivam a pejotização — tornar-se pessoa jurídica, ou PJ — com isenções fiscais, também provocam a redução da receita de impostos e contribuições previdenciárias.
    Por exemplo, em 2012, o gasto tributário com o Simples equivalia a 0,66% do Produto Interno Bruto; em 2025, a 0,98%.
    Tais impactos se somam ao envelhecimento da população como motivos de subfinanciamento da Previdência Social. No caso federal, a receita do INSS passou do patamar de 4,7% do PIB na virada do século para uma média de 5,6% entre 2009 e 2024, ora em 5,5%. Já a despesa cresceu de 5,7% do PIB para 8% do PIB hoje.
    A correta reforma de 2017 tornou a CLT menos rígida e obsoleta, facilitando a criação de vagas formais. A legislação trabalhista precisa continuar se adaptando às mudanças no mercado, que incluem ainda o emprego por aplicativos. Igualmente, as normas previdenciárias, alteradas em 2019, precisarão de aperfeiçoamento contínuo nos anos por vir.
    Recalibrar a tributação de salários e lucros e delimitar o alcance do Simples e do MEI são temas a serem tratados desde já.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/pjaquece-mercado-de-trabalho-mas-impoe-desafios.shtml. Acesso em 12/08/2025
“Ademais, pessoas empregadas por conta própria, segundo a terminologia do IBGE, e com CNPJ têm rendimentos superiores aos daqueles que trabalham nos mesmos setores como celetistas” (4º parágrafo). À luz da norma-padrão, o trecho destacado poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:  
Alternativas
Q3721928 Português
Leia o texto a seguir, extraído da seção “O que a Folha pensa”:

PJ aquece mercado de trabalho, mas impõe desafios

Folha de São Paulo

    Os números do trabalho no Brasil passaram por mudanças relevantes desde a grande recessão de 2014-16, em parte influenciadas pela reforma da CLT aprovada em 2017.
    Termos como terceirização e pejotização entraram no centro dos debates político e econômico. Depois de uma década, o cenário demanda que se discutam regulação do trabalho, impostos e contribuições previdenciárias.
    Reportagem nesta Folha apresentou dados — oriundos de pesquisa de Nelson Marconi, da Escola de Administração de São Paulo da FGV — que revelam a redução da parcela dos ocupados em contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.
    Ademais, pessoas empregadas por conta própria, segundo a terminologia do IBGE, e com CNPJ têm rendimentos superiores aos daqueles que trabalham nos mesmos setores como celetistas.
    Uma pista para explicar tal diferença é o fato de que entre os por conta própria formalizados há pessoas de maior qualificação. A redução do custo tributário e a flexibilidade levaram pessoas a optar por esse regime ou a serem para ele levadas por empresas que as empregavam.
    A parcela dos empregados em contratos da CLT era de 39,2% em 2012; chegou ao pico de 41% do total dos ocupados em 2014. A taxa dos que trabalhavam por conta própria flutuou pouco em torno de 22,5% de 2012 a 2014, indo a 24,1% no final de 2016. Atualmente, os celetistas são 38,1%, e os por conta própria, 25,2%.
    Note-se que, desde 2019, quase todo o crescimento dos primeiros se deu naquela categoria dos que têm registro de CNPJ, com rendimentos mais altos.  
  Ainda que possa favorecer trabalhadores, a transformação não deixa de trazer questões problemáticas. Os regimes de tributação do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI), que facilitam ou incentivam a pejotização — tornar-se pessoa jurídica, ou PJ — com isenções fiscais, também provocam a redução da receita de impostos e contribuições previdenciárias.
    Por exemplo, em 2012, o gasto tributário com o Simples equivalia a 0,66% do Produto Interno Bruto; em 2025, a 0,98%.
    Tais impactos se somam ao envelhecimento da população como motivos de subfinanciamento da Previdência Social. No caso federal, a receita do INSS passou do patamar de 4,7% do PIB na virada do século para uma média de 5,6% entre 2009 e 2024, ora em 5,5%. Já a despesa cresceu de 5,7% do PIB para 8% do PIB hoje.
    A correta reforma de 2017 tornou a CLT menos rígida e obsoleta, facilitando a criação de vagas formais. A legislação trabalhista precisa continuar se adaptando às mudanças no mercado, que incluem ainda o emprego por aplicativos. Igualmente, as normas previdenciárias, alteradas em 2019, precisarão de aperfeiçoamento contínuo nos anos por vir.
    Recalibrar a tributação de salários e lucros e delimitar o alcance do Simples e do MEI são temas a serem tratados desde já.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/pjaquece-mercado-de-trabalho-mas-impoe-desafios.shtml. Acesso em 12/08/2025
“Os números do trabalho no Brasil passaram por mudanças relevantes desde a grande recessão de 2014-16” (1º parágrafo). Nesse trecho, o verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3721732 Português

Leia o texto a seguir, extraído da seção “O que a Folha pensa”:


PJ aquece mercado de trabalho, mas impõe desafios


Folha de São Paulo


    Os números do trabalho no Brasil passaram por mudanças relevantes desde a grande recessão de 2014-16, em parte influenciadas pela reforma da CLT aprovada em 2017.

    Termos como terceirização e pejotização entraram no centro dos debates político e econômico. Depois de uma década, o cenário demanda que se discutam regulação do trabalho, impostos e contribuições previdenciárias.

    Reportagem nesta Folha apresentou dados — oriundos de pesquisa de Nelson Marconi, da Escola de Administração de São Paulo da FGV — que revelam a redução da parcela dos ocupados em contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.

    Ademais, pessoas empregadas por conta própria, segundo a terminologia do IBGE, e com CNPJ têm rendimentos superiores aos daqueles que trabalham nos mesmos setores como celetistas.

    Uma pista para explicar tal diferença é o fato de que entre os por conta própria formalizados há pessoas de maior qualificação. A redução do custo tributário e a flexibilidade levaram pessoas a optar por esse regime ou a serem para ele levadas por empresas que as empregavam.

    A parcela dos empregados em contratos da CLT era de 39,2% em 2012; chegou ao pico de 41% do total dos ocupados em 2014. A taxa dos que trabalhavam por conta própria flutuou pouco em torno de 22,5% de 2012 a 2014, indo a 24,1% no final de 2016. Atualmente, os celetistas são 38,1%, e os por conta própria, 25,2%.

    Note-se que, desde 2019, quase todo o crescimento dos primeiros se deu naquela categoria dos que têm registro de CNPJ, com rendimentos mais altos.

    Ainda que possa favorecer trabalhadores, a transformação não deixa de trazer questões problemáticas. Os regimes de tributação do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI), que facilitam ou incentivam a pejotização — tornarse pessoa jurídica, ou PJ — com isenções fiscais, também provocam a redução da receita de impostos e contribuições previdenciárias.

    Por exemplo, em 2012, o gasto tributário com o Simples equivalia a 0,66% do Produto Interno Bruto; em 2025, a 0,98%.

    Tais impactos se somam ao envelhecimento da população como motivos de subfinanciamento da Previdência Social. No caso federal, a receita do INSS passou do patamar de 4,7% do PIB na virada do século para uma média de 5,6% entre 2009 e 2024, ora em 5,5%. Já a despesa cresceu de 5,7% do PIB para 8% do PIB hoje.

    A correta reforma de 2017 tornou a CLT menos rígida e obsoleta, facilitando a criação de vagas formais. A legislação trabalhista precisa continuar se adaptando às mudanças no mercado, que incluem ainda o emprego por aplicativos. Igualmente, as normas previdenciárias, alteradas em 2019, precisarão de aperfeiçoamento contínuo nos anos por vir.

    Recalibrar a tributação de salários e lucros e delimitar o alcance do Simples e do MEI são temas a serem tratados desde já.



Fonte:

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/pjaquece-mercado-de-trabalho-mas-impoedesafios.shtml. Acesso em 12/08/2025

“Note-se que, desde 2019, quase todo o crescimento dos primeiros se deu naquela categoria dos que têm registro de CNPJ, com rendimentos mais altos” (7º parágrafo). Nesse trecho, as palavras em destaque são classificadas, respectivamente, como: 

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Q3721249 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Dentre os elementos que formam a palavra “adultização”, identifica-se um que expressa ideia de:
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Q3721216 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. (6º parágrafo)
O verbo “poder” acrescenta determinado sentido ao verbo “cair”. Esse sentido é análogo ao de determinada palavra quando empregada como advérbio.

Essa palavra é: 
Alternativas
Q3721212 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa. (3º parágrafo) 

Na frase, uma palavra que se classifica como substantivo é:
Alternativas
Q3720804 Português

Leia o texto para responder a questão. 



Ultraprocessados sob análise: estudo com 200 mil adultos nos

EUA revela perigos ocultos


Bebidas açucaradas e carnes processadas lideram a lista de

vilões cardiovasculares


Por The New York Times



    Citar uma condição comum — como doenças cardíacas — já é suficiente para mostrar que há grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela.


    Mas a categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente “não saudáveis”, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, além de produtos aparentemente “saudáveis”, como pães integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.


    "É uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente são mais prejudiciais do que outros", disse Josiemer Mattei, professora associada de nutrição na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan.


    Nesta segunda-feira (1), Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e saúde cardíaca até o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais são os piores.


    Um risco geral dos alimentos ultraprocessados


    O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram questionários detalhados sobre dieta desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de saúde. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.


    Após ajustes para fatores de risco como tabagismo, histórico familiar, sono e exercícios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doença coronariana em comparação aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem significância estatística.


    Em uma análise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milhão de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, 23% mais chances de doença coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em comparação aos que consumiam menos.


    O tamanho do estudo e a frequência das verificações dietéticas fazem dele “um dos estudos mais robustos” sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutrição em saúde pública na Universidade de Nova York.


    Ainda assim, o estudo tem limitações comuns a pesquisas nutricionais. Os questionários não foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, então os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Além disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das décadas, tornando os resultados menos aplicáveis aos alimentos atuais.


    Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, os resultados podem não se aplicar a toda a população. E, como ressaltou Mattei, esses estudos não provam causa e efeito; mostram apenas associação. O que chama atenção é a consistência global das evidências ligando ultraprocessados à saúde precária. [...]


Disponível em https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/noticia/2025/09/04/ultraprocessadossob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-eua-revela-perigosocultos.ghtml

No trecho “A categoria de alimentos ultraprocessados é ampla e abrangente”, os vocábulos destacados classificam-se, morfologicamente, como: 
Alternativas
Q3720650 Português
A designação correta para os habitantes do município de Assaí/PR é 
Alternativas
Q3720637 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Assinale a alternativa que apresenta o uso correto de “mau” ou “mal”, considerando um contexto geral de avaliação.
Alternativas
Q3720633 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
A palavra “ex-jogador” é formada a partir de qual processo de formação de palavras?  
Alternativas
Q3720632 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Assinale a alternativa que não apresenta erros de acordo com as regras gramaticais de conjunção adversativa e advérbio de intensidade. 
Alternativas
Q3719968 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. (4º parágrafo) No trecho, a palavra “outro” é classificada gramaticalmente como: 
Alternativas
Q3719964 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

O sentido do segmento micro-, no contexto de uso da palavra “microtrabalhos”, pode ser compreendido principalmente pelo que é exposto no seguinte parágrafo: 
Alternativas
Q3719498 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
Na frase “A busca incessante pela beleza ‘perfeita e ideal’”, o vocábulo destacado é classificado morfologicamente como  
Alternativas
Q3718996 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Você teria um tempinho?

    — Não? Nem quinze minutos para tomarmos um café? Ah, entendo, o trabalho te chama, apesar de ter terminado o expediente. Fica para outro momento, então. Tchau!

    Diálogos do gênero passaram a fazer parte das conversas entre amigos. Querem-se bem, sentem saudade, adorariam partilhar o que está acontecendo... mas ausentam-se. Qualquer eventual disponibilidade será para colocar algumas coisas em dia, pois seu chefe insiste para você pôr de lado o que lhe parece não ter importância: sua vida pessoal. O adiantado da noite parece um bom horário para enviar um whats. Na expectativa de resposta rápida, claro. E assim tudo vai seguindo e ficamos cada vez mais pobres interiormente, por nos desfazermos do saudável propósito de gastar como desejamos o que nos pertence de fato e de direito.

    No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada. Importante: o silêncio faz parte do pacote. Mostrar poder passou a incluir a chance de continuar inserido no sistema; porém, com largos intervalos dedicados a si. Considero-me afortunado por ter amigos receptivos, acostumados a acolher os meus convites. Finais de tarde geralmente são destinados para garimpar os seres que me são queridos e estão dispostos a sentar ao meu lado, se possível sem olhar de maneira obsessiva para o celular. Atribuo a tal escolha um bom percentual da minha saúde mental. Dar-se de presente isso é uma declaração de amor próprio. Uma ideia revolucionária em um mundo utilitarista. É possível abrir essas brechas, apesar da agenda estar abarrotada. A ideia não é original e nem pretende ser. Aliás, tem-me parecido cada vez mais importante resgatar o natural, como nossos pais e avós faziam. Seguir o fluxo. O corpo e a mente darão o norte.

    Mudar é simples e complexo, ao mesmo tempo. Pode-se começar com modestas doses semanais, dando ________ a um projeto que qualifica a existência. Pense em alguém ausente há muito e o surpreenda, manifestando a vontade de saber como está. Depois virão outros, numa sucessão repleta de abraços, agregada ____ delicadeza da escuta atenta, bem como do acolhimento das suas experiências. Chama-se a isso educação para os sentidos. Reformular o que causa desconforto, ajustando, em doses iguais, compromisso e prazer. Não quero parecer simplista, mas repousa nas mãos de cada um a possibilidade de abrir _______ no calendário pessoal. Liste o essencial e mantenha-se fiel a ele. O dia só é curto quando mal aproveitado.

    A sabedoria está em encontrar boas soluções, sem brigar com aquilo que nos é oferecido. A serenidade não precisa ser buscada no topo de uma montanha. O caos vai tentar te alcançar. Caminhe por ele, deixando-se afetar o mínimo possível. Ao agir dessa forma, estará na companhia dos melhores. E ainda vão lhe sobrar horas para fazer o que bem entender.

    Desfrute sem culpa.

Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado).
No trecho do texto “Você teria um tempinho?” — “Uma ideia revolucionária em um mundo utilitarista” — o autor utiliza diferentes classes de palavras que compõem a estrutura do enunciado. Considerando a classificação gramatical dos vocábulos, assinale a alternativa que indica a classe gramatical que NÃO está presente nesse trecho.
Alternativas
Q3718381 Português

A Vida nos Pequenos Instantes


Viver, para mim, é mais do que simplesmente existir. É sentir o vento bagunçar os cabelos, fechar os olhos para ouvir o som das ondas, encontrar beleza num café quente entre as mãos. É rir de algo bobo, receber um olhar que aquece por dentro, caminhar sem pressa, sabendo que a felicidade não está no destino, mas no percurso.


Não quero uma vida grandiosa aos olhos do mundo, quero uma que me transborde por dentro. Que me permita sentir, com toda a intensidade, a beleza do simples. Porque é nisso que mora o verdadeiro encanto da vida.


BORGES, Jorgeane. A vida nos pequenos instantes. Disponível em: https://www.pensador.com/pequenos_textos/2/ . Acesso em: 26 out. 2025. 

Sobre as palavras no trecho "Quero uma vida grandiosa aos olhos do mundo",é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
3741: B
3742: D
3743: C
3744: B
3745: D
3746: A
3747: A
3748: B
3749: C
3750: A
3751: C
3752: A
3753: C
3754: A
3755: D
3756: B
3757: C
3758: B
3759: D
3760: C