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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.061 questões

Q3563666 Português
Animais em extinção no Brasil


    Os animais extintos são aqueles que desapareceram do planeta Terra, seja por fenômenos naturais ou pela intervenção humana na natureza. Os principais motivos são: a caça predatória, a pesca, a contaminação do solo, da água e do ar, a destruição de habitats, as mudanças climáticas e a utilização de substâncias tóxicas.

    O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Contudo, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas. Dois exemplos são a anta (Tapirus terrestres) e o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis).

     A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil. Esse animal pode atingir 2 metros de comprimento e, aproximadamente, 300 kg. A espécie se distribuía por todo Rio Grande do Sul, porém, atualmente, só há registros no noroeste do território, próximo a florestas e corpos d'água. As antas são herbívoras e têm apenas um filhote por gestação. Também são excelentes nadadoras, possuem hábitos noturnos e são solitárias.

     O boto-cor-de-rosa, por sua vez, é nativo dos rios da bacia amazônica, sendo considerado o maior golfinho de água doce. É conhecido, no folclore brasileiro, pela lenda de que se transforma em ser humano e seduz moças solteiras. A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais recentemente, sofre com a construção de hidrelétricas.


Fonte: Toda Matéria. Adaptado.
Assinalar a alternativa que indica a CORRETA pluralização de “boto-cor-de-rosa”.
Alternativas
Q3563664 Português
Animais em extinção no Brasil


    Os animais extintos são aqueles que desapareceram do planeta Terra, seja por fenômenos naturais ou pela intervenção humana na natureza. Os principais motivos são: a caça predatória, a pesca, a contaminação do solo, da água e do ar, a destruição de habitats, as mudanças climáticas e a utilização de substâncias tóxicas.

    O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Contudo, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas. Dois exemplos são a anta (Tapirus terrestres) e o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis).

     A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil. Esse animal pode atingir 2 metros de comprimento e, aproximadamente, 300 kg. A espécie se distribuía por todo Rio Grande do Sul, porém, atualmente, só há registros no noroeste do território, próximo a florestas e corpos d'água. As antas são herbívoras e têm apenas um filhote por gestação. Também são excelentes nadadoras, possuem hábitos noturnos e são solitárias.

     O boto-cor-de-rosa, por sua vez, é nativo dos rios da bacia amazônica, sendo considerado o maior golfinho de água doce. É conhecido, no folclore brasileiro, pela lenda de que se transforma em ser humano e seduz moças solteiras. A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais recentemente, sofre com a construção de hidrelétricas.


Fonte: Toda Matéria. Adaptado.
Considerando-se tempo e modo dos verbos sublinhados nas frases extraídas do texto, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Pretérito perfeito do modo indicativo.
(2) Pretérito imperfeito do modo indicativo.
(3) Presente do modo indicativo.

( ) Os animais extintos são aqueles que desapareceram do planeta Terra.
( ) A espécie sofre com a construção de hidrelétricas.
( ) A espécie se distribuía por todo Rio Grande do Sul.
Alternativas
Q3563663 Português
Animais em extinção no Brasil


    Os animais extintos são aqueles que desapareceram do planeta Terra, seja por fenômenos naturais ou pela intervenção humana na natureza. Os principais motivos são: a caça predatória, a pesca, a contaminação do solo, da água e do ar, a destruição de habitats, as mudanças climáticas e a utilização de substâncias tóxicas.

    O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Contudo, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas. Dois exemplos são a anta (Tapirus terrestres) e o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis).

     A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil. Esse animal pode atingir 2 metros de comprimento e, aproximadamente, 300 kg. A espécie se distribuía por todo Rio Grande do Sul, porém, atualmente, só há registros no noroeste do território, próximo a florestas e corpos d'água. As antas são herbívoras e têm apenas um filhote por gestação. Também são excelentes nadadoras, possuem hábitos noturnos e são solitárias.

     O boto-cor-de-rosa, por sua vez, é nativo dos rios da bacia amazônica, sendo considerado o maior golfinho de água doce. É conhecido, no folclore brasileiro, pela lenda de que se transforma em ser humano e seduz moças solteiras. A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais recentemente, sofre com a construção de hidrelétricas.


Fonte: Toda Matéria. Adaptado.
Considerando-se algumas palavras do texto, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Adjetivo.
(2) Substantivo.

( ) Animais (1º parágrafo).
( ) Climáticas (1º parágrafo).
( ) Extintos (1º parágrafo).
( ) Hábitos. (3º parágrafo).
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC Provas: Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Advogado Municipal | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Analista de Licitação | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Analista em Controle Interno | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Analista em Recursos Humanos | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Coordenador do CRAS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Odontólogo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor de Educação Infantil | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Psicopedagogo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor de Jogos Educativos | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor II - Anos Iniciais 40 Horas | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Arte 40 Horas | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Educação Física 40 Horas | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Inglês | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor IV - Informática | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor IV - Noções de Turismo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Médico Clínico Geral | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Nutricionista |
Q3562886 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Mais vida, menos tela 


texto_2.jpg (297×627)


Autor: Felipe Daroit (adaptado). 

No encerramento do texto, o autor utiliza a frase “E você vale todo o meu agora” para reforçar a importância da presença no momento vivido. No contexto, a palavra agora classifica-se como:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC Provas: Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Advogado Municipal | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Analista de Licitação | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Analista em Controle Interno | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Analista em Recursos Humanos | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Coordenador do CRAS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Odontólogo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor de Educação Infantil | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Psicopedagogo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor de Jogos Educativos | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor II - Anos Iniciais 40 Horas | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Arte 40 Horas | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Educação Física 40 Horas | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Inglês | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor IV - Informática | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor IV - Noções de Turismo | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Médico Clínico Geral | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Nutricionista |
Q3562883 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Mais vida, menos tela 


texto_2.jpg (297×627)


Autor: Felipe Daroit (adaptado). 

O texto apresenta, no trecho “temos youtubers gritando em vídeos editados como se todos sofressem de déficit de atenção”, diferentes formas e tempos verbais que contribuem para o sentido da narrativa. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir:



I. O verbo temos está no presente do indicativo, indicando uma ação atual e real.


II. O verbo gritando está no gerúndio, forma nominal que expressa ação em andamento.


III. O verbo sofressem está no futuro do subjuntivo, indicando hipótese ou possibilidade.



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3562805 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Vulnerabilidade: a coragem que muitos confundem com fraqueza


Captura_de tela 2025-08-26 132739.png (314×830)
Captura_de tela 2025-08-26 132801.png (319×696)

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
Na oração “O filósofo coreano Byung-Chul Han fala sobre a sociedade do desempenho, onde todos precisam estar sempre bem”, as palavras destacadas são classificadas nas seguintes classes gramaticais:
Alternativas
Q3562242 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2



Pilates emagrece? Fortalece? Entenda para que ele serve de verdade


Marcelo Testoni



Você já se pegou tentando "endireitar" as costas no meio do dia, depois de horas no computador ou no celular? Pois é, má postura, músculos tensos e dores pelo corpo viraram companhias comuns na vida moderna. Mas e se existisse uma prática que aliviasse tudo isso de uma vez, com suavidade, promovendo consciência corporal e sem precisar suar muito? Pois esse sonho é real e essa prática se chama pilates.

Criado pelo alemão Joseph Pilates no início do século 20, o método é uma verdadeira filosofia de movimento. Seus exercícios combinam força, alongamento, respiração e controle do corpo em busca do equilíbrio entre mente e físico. "É uma modalidade que trabalha o corpo de forma global"…



Disponível em:

<https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/06/17/alinha-tonificaemagrece-o-que-o-pilates-pode-e-nao-pode-fazer.htm>. Acesso em: 15 jun.

2025.

A palavra “endireitar”, usada na frase “tentando 'endireitar' as costas”, é formada por 
Alternativas
Q3560259 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Na oração “Surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande”, os vocábulos destacados desempenham funções distintas, sendo necessário analisá-los segundo sua classe gramatical em contexto. Com base na morfossintaxe da oração, assinale a alternativa correta quanto à classificação das palavras destacadas:
Alternativas
Q3553733 Português
O seguinte fragmento está estruturado com quatro palavras: “A nossa alma precisa”. No que se refere à classe gramatical, pode-se dizer que classificam-se, respectivamente, como:
Alternativas
Q3553544 Português
“A pressa com que vivemos, em tempos de imediatismo, impede-nos de observar detalhes essenciais.
Tudo parece urgente, mas nem tudo é importante. Saber distinguir entre o que é urgente e o que é importante é habilidade que requer reflexão e autoconhecimento.” 
A palavra "autoconhecimento" é: 
Alternativas
Q3553539 Português
Em "Havia muitas pessoas na festa", o verbo “haver” está:
Alternativas
Q3553505 Português
Qual alternativa apresenta apenas palavras no plural?
Alternativas
Q3553502 Português
Qual das palavras abaixo é um advérbio?
Alternativas
Q3553501 Português
Qual das alternativas apresenta um adjetivo? 
Alternativas
Q3552782 Português
“O céu de lá era de um azul(1) tão azul(2), mas tão azul que(3) contrastava com aquelas nuvens tão(4) branquinhas(5).” (A menina que desenhava, de Márcia Hazin)
Assinale a afirmativa correta em relação ao emprego das palavras destacadas e identificadas por números no enunciado acima.
Alternativas
Q3552733 Português
Domingo cordial


         Alguém disse um desaforo à velha senhora e ela, virando-se, achou que tinha sido eu. Disse-me um palavrão. Depois, como eu lhe sorrisse, fez-me um gesto vegetal. Não satisfeita, porque baixei os olhos, cuspiu no chão.

         Dizem que os jovens andam terríveis, mas não é verdade. Os velhos de hoje é que estão precisando de atenções. Da polícia, do clero e dos magistrados.

       Se pudesse aqui reproduzir o palavrão que a velhinha me disse, vocês cairiam para trás. Não foi aquele que evoca o ser materno, nem aquele que atinge a provável esposa, nem o outro, o mais banal, que nega a nossa tão propalada masculinidade. Foi um pior, requintado, que só diz quem é da barra pesada e está a fim de briga. E dizia-o uma velhinha de vestido preto, gola e punhos rendados (juro), com seu Adoremus na mão, a caminho da missa. Onde aquela santa senhora teria aprendido tal palavra? Quem sabe praticando o tresloucamento que ela encerra? Tesconjuro, velhinha! Que a Santa Missa lhe purifique a boca.

         Meia hora depois, na avenida Atlântica, fechei (sem querer) um Karmann-Ghia e a moça que o dirigia calcou o acelerador até emparelhar comigo. “Lá vem a má palavra” (pensei) enquanto abria o vidro para ouvi-la, submisso. E qual não foi a minha surpresa quando a jovem chauffeuse, de longos cabelos saxônicos, me disse, sorrindo:

       — Morre, mas não mata!

      Só isto. Tão bonita, podia perfeitamente ser desbocada. Além do mais, tinha razão, porque na guinada que deu para livrar-se de mim, quase sobe na calçada. Limitou-se a desejar-me a morte, assim mesmo sorrindo.

       Em Ipanema, desci para comprar cigarros. Estava sendo cordialmente atendido quando o dono da casa veio de lá:

      — Então, verificou o engano?

        Não entendi. Imaginei que se tratava de um leitor referindo-se a alguma crônica em que eu me houvesse desdito ou contradito. Disse um “pois é” que não significava absolutamente nada. O homem insistiu:

        — Verificou o engano? Recontou o dinheiro?

         — Mas que dinheiro?

         — Não se faça de desentendido. Você não sabe que, hoje de manhã, eu lhe dei um troco de mais?

        — Mas eu não estive aqui de manhã nem nunca.

        O lusitano subiu uma oitava, em sua ira:

         — Se não quer pagar, não faz mal. Estou acostumado a perder. Mas o senhor bem se lembra que, hoje de manhã, eu lhe dei mil cruzeiros a mais.

        — Ah, sim... — respondi-lhe com brandura. Tirei um conto de réis dos meus e lhe entreguei. Pedi desculpas. Tratei de sumir. Foi melhor. Estava com preguiça de discutir e um certo medo de brigar. Palavra de honra.


MARIA, A. Domingo cordial. In: TAUIL, G. (Orgs.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, pp.290-291. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17704/domingo-cordial>.
Analise as palavras a seguir, retiradas do texto, e identifique aquela que apresenta um sufixo formador de advérbios na língua portuguesa.
Alternativas
Q3552731 Português
Domingo cordial


         Alguém disse um desaforo à velha senhora e ela, virando-se, achou que tinha sido eu. Disse-me um palavrão. Depois, como eu lhe sorrisse, fez-me um gesto vegetal. Não satisfeita, porque baixei os olhos, cuspiu no chão.

         Dizem que os jovens andam terríveis, mas não é verdade. Os velhos de hoje é que estão precisando de atenções. Da polícia, do clero e dos magistrados.

       Se pudesse aqui reproduzir o palavrão que a velhinha me disse, vocês cairiam para trás. Não foi aquele que evoca o ser materno, nem aquele que atinge a provável esposa, nem o outro, o mais banal, que nega a nossa tão propalada masculinidade. Foi um pior, requintado, que só diz quem é da barra pesada e está a fim de briga. E dizia-o uma velhinha de vestido preto, gola e punhos rendados (juro), com seu Adoremus na mão, a caminho da missa. Onde aquela santa senhora teria aprendido tal palavra? Quem sabe praticando o tresloucamento que ela encerra? Tesconjuro, velhinha! Que a Santa Missa lhe purifique a boca.

         Meia hora depois, na avenida Atlântica, fechei (sem querer) um Karmann-Ghia e a moça que o dirigia calcou o acelerador até emparelhar comigo. “Lá vem a má palavra” (pensei) enquanto abria o vidro para ouvi-la, submisso. E qual não foi a minha surpresa quando a jovem chauffeuse, de longos cabelos saxônicos, me disse, sorrindo:

       — Morre, mas não mata!

      Só isto. Tão bonita, podia perfeitamente ser desbocada. Além do mais, tinha razão, porque na guinada que deu para livrar-se de mim, quase sobe na calçada. Limitou-se a desejar-me a morte, assim mesmo sorrindo.

       Em Ipanema, desci para comprar cigarros. Estava sendo cordialmente atendido quando o dono da casa veio de lá:

      — Então, verificou o engano?

        Não entendi. Imaginei que se tratava de um leitor referindo-se a alguma crônica em que eu me houvesse desdito ou contradito. Disse um “pois é” que não significava absolutamente nada. O homem insistiu:

        — Verificou o engano? Recontou o dinheiro?

         — Mas que dinheiro?

         — Não se faça de desentendido. Você não sabe que, hoje de manhã, eu lhe dei um troco de mais?

        — Mas eu não estive aqui de manhã nem nunca.

        O lusitano subiu uma oitava, em sua ira:

         — Se não quer pagar, não faz mal. Estou acostumado a perder. Mas o senhor bem se lembra que, hoje de manhã, eu lhe dei mil cruzeiros a mais.

        — Ah, sim... — respondi-lhe com brandura. Tirei um conto de réis dos meus e lhe entreguei. Pedi desculpas. Tratei de sumir. Foi melhor. Estava com preguiça de discutir e um certo medo de brigar. Palavra de honra.


MARIA, A. Domingo cordial. In: TAUIL, G. (Orgs.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, pp.290-291. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17704/domingo-cordial>.
Nos conjuntos de palavras a seguir, que ocorrem no texto, verificam-se diferentes classes gramaticais. Analise-os e identifique aquele em que todas as palavras dadas podem flexionar em número. 
Alternativas
Q3552415 Português
Verifica-se o emprego correto de locução com verbo abundante em:
Alternativas
Q3552413 Português
Domingo


      O domingo que, há muitos anos, vinha sendo o meu dia sem graça, fez-me redescobrir o seu bom ar e convenceu-me de sua alegria, como na meninice. Vou a pé por uma rua de Ipanema, vou andando sozinho, sentindo a tarde fresca e me interessando pelas pessoas que encontro. O prazer físico de andar e estar só. O conforto de estar vestindo uma camisa muito maior que eu, só a camisa, sobre uma calça grande também e desvincada. A maravilha de não precisar falar.
       Passa uma mulher bonita, alta, com um pelo de arame pela corrente. Mais adiante, uma outra espera alguém que a levará para uma mesa de biriba, ou que seja para uma cartada mais séria. Depois, um jovem casal de mãos dadas, rindo alto, segurando-se um no outro, para não cair da gargalhada. Um senhor com uma máquina fotográfica, à bandoleira. Aquele antigo ar dos domingos voltando da infância facilitava-me a intimidade que cada homem deve manter consigo mesmo. As crianças são íntimas de si mesmas. Depois, quando vão engrossando a voz e criando buço, começam a fazer-se cerimônia. Às vezes, entre os 30 e os 40 anos, perderam tanto os pontos de referência que a noção dos pés e das mãos é vaga e sem posse. A própria voz é um acontecimento estranho e transfigurado. Passa-se a não dizer, e sim a ouvir as próprias palavras. Pobre de quem se ouve!
         Entro num barzinho de fregueses muito moços. São pares de namorados e a pessoa mais velha deve ter 18 anos. Esforço-me por ignorá-los, mergulhando no livro que trouxe e bebendo a cerveja que pedi. Eles, porém, me ignoram com a maior facilidade. A vitrola toca uma canção minha, em solo do piano. Seria péssimo se eles reconhecessem o autor e ficassem diferentes por minha causa. Mas não achavam nada demais a vizinhança de um homem que fez uma canção. Entanto, eu acho ainda que é uma grande coisa um homem ter feito uma canção. E ouvi-la, em público, entre os que não a fizeram! Senti-la de todos e sabê-la sua. 
          Que bom não ter agora com quem falar. Foi sempre a palavra que enganou todas as coisas. Enquanto estou calado, podem fazer de mim todas as suposições erradas e absurdas. Mas não fui eu que menti ou enganei. Há pessoas que nos obrigam a mentir. São as que nos pedem aqui e ali um julgamento que lhes seja agradável. Alguém seguro de si não nos pede jamais uma opinião sobre o seu feito. Espera, ou pouco se importa com a ideia que estamos formando a seu respeito. Os homens que não se confiam perguntam-nos constantemente: “Você não acha que agi muito bem? Você, em meu lugar, não faria exatamente a mesma coisa?”. E nunca duas pessoas reagem exatamente da mesma maneira em face do mesmo acontecimento. Porque não existem duas pessoas rigorosamente iguais. Na melhor das hipóteses, um teria a gravata de outra cor.

         Que bom ser domingo outra vez, depois de 30 anos!

        Entra uma moça clara, da idade das outras, e senta à mesa em frente à minha. Jovem. Linda. E eu, não.


MARIA, A. Domingo. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, p. 167-168. Disponível em<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13379/domingo>.  
Analise a locução “em face de” que ocorre no excerto “E nunca duas pessoas reagem exatamente da mesma maneira em face do mesmo acontecimento”. Considerando sua função, a locução que poderia substitui-la, sem prejuízo de valor, é:
Alternativas
Q3552411 Português
Domingo


      O domingo que, há muitos anos, vinha sendo o meu dia sem graça, fez-me redescobrir o seu bom ar e convenceu-me de sua alegria, como na meninice. Vou a pé por uma rua de Ipanema, vou andando sozinho, sentindo a tarde fresca e me interessando pelas pessoas que encontro. O prazer físico de andar e estar só. O conforto de estar vestindo uma camisa muito maior que eu, só a camisa, sobre uma calça grande também e desvincada. A maravilha de não precisar falar.
       Passa uma mulher bonita, alta, com um pelo de arame pela corrente. Mais adiante, uma outra espera alguém que a levará para uma mesa de biriba, ou que seja para uma cartada mais séria. Depois, um jovem casal de mãos dadas, rindo alto, segurando-se um no outro, para não cair da gargalhada. Um senhor com uma máquina fotográfica, à bandoleira. Aquele antigo ar dos domingos voltando da infância facilitava-me a intimidade que cada homem deve manter consigo mesmo. As crianças são íntimas de si mesmas. Depois, quando vão engrossando a voz e criando buço, começam a fazer-se cerimônia. Às vezes, entre os 30 e os 40 anos, perderam tanto os pontos de referência que a noção dos pés e das mãos é vaga e sem posse. A própria voz é um acontecimento estranho e transfigurado. Passa-se a não dizer, e sim a ouvir as próprias palavras. Pobre de quem se ouve!
         Entro num barzinho de fregueses muito moços. São pares de namorados e a pessoa mais velha deve ter 18 anos. Esforço-me por ignorá-los, mergulhando no livro que trouxe e bebendo a cerveja que pedi. Eles, porém, me ignoram com a maior facilidade. A vitrola toca uma canção minha, em solo do piano. Seria péssimo se eles reconhecessem o autor e ficassem diferentes por minha causa. Mas não achavam nada demais a vizinhança de um homem que fez uma canção. Entanto, eu acho ainda que é uma grande coisa um homem ter feito uma canção. E ouvi-la, em público, entre os que não a fizeram! Senti-la de todos e sabê-la sua. 
          Que bom não ter agora com quem falar. Foi sempre a palavra que enganou todas as coisas. Enquanto estou calado, podem fazer de mim todas as suposições erradas e absurdas. Mas não fui eu que menti ou enganei. Há pessoas que nos obrigam a mentir. São as que nos pedem aqui e ali um julgamento que lhes seja agradável. Alguém seguro de si não nos pede jamais uma opinião sobre o seu feito. Espera, ou pouco se importa com a ideia que estamos formando a seu respeito. Os homens que não se confiam perguntam-nos constantemente: “Você não acha que agi muito bem? Você, em meu lugar, não faria exatamente a mesma coisa?”. E nunca duas pessoas reagem exatamente da mesma maneira em face do mesmo acontecimento. Porque não existem duas pessoas rigorosamente iguais. Na melhor das hipóteses, um teria a gravata de outra cor.

         Que bom ser domingo outra vez, depois de 30 anos!

        Entra uma moça clara, da idade das outras, e senta à mesa em frente à minha. Jovem. Linda. E eu, não.


MARIA, A. Domingo. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, p. 167-168. Disponível em<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13379/domingo>.  
Em “Mais adiante, uma outra espera alguém que a levará para uma mesa de biriba”, a palavra “outra” é empregada como:
Alternativas
Respostas
3741: B
3742: A
3743: D
3744: B
3745: A
3746: C
3747: B
3748: B
3749: D
3750: B
3751: B
3752: D
3753: B
3754: C
3755: D
3756: C
3757: B
3758: C
3759: B
3760: E