Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3692292 Português
Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao gênero feminino do adjetivo “mau”. 
Alternativas
Q3692290 Português
Leia o trecho abaixo:
“Todas as manhãs, João e seu cãozinho passeavam pelas ruas da vila para ouvir o canto dos passarinhos. Os dois moravam em uma pequena casa na Rua das Canções.”
Assinale a alternativa que indica corretamente quantos substantivos estão escritos no diminutivo.
Alternativas
Q3691717 Português
Identifique em qual das sentenças a seguir ocorre numeral multiplicativo.
Alternativas
Q3691714 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
O verbo em “— Eu comprei um vaso.” está conjugado:
Alternativas
Q3691713 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Os vocábulos “sem” e “sequer”, que ocorrem no trecho “[...] sem sequer me dar conta do que fazia.”, pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q3691592 Português
O processo de formação de palavras em que dois radicais se unem, de modo a preservar a delimitação vocabular de cada uma das partes, e formam uma palavra nova de significado único e constante é denominado:
Alternativas
Q3691583 Português
Os pronomes que indicam lugar, posição ou identidade dos seres em relação às pessoas do discurso são classificados como:
Alternativas
Q3691577 Português
As sentenças a seguir apresentam lacunas, que devem ser preenchidas com palavras derivadas dos adjetivos dados entre parênteses. Analise-as e assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas de cada sentença, considerando a possibilidade de as palavras derivadas serem ou não da mesma classe gramatical das respectivas palavras de que derivam.

I. A …. (belo) natural das florestas deve ser reconhecida e preservada.
II. O rapaz, que estava …. (pobre), negou o convite.
III. O assunto …. (litígio) foi pauta das últimas reuniões.
Alternativas
Q3691573 Português
Relacione as nomenclaturas morfológicas indicadas a seguir a cada uma das definições apresentadas. Na sequência, assinale a alternativa que apresenta a numeração correta para cada uma das afirmações dadas, respectivamente.

(1) Afixo (2) Raiz (3) Desinência
( ) Elemento terminal indicativo das flexões das palavras. ( ) Elemento que se junta a um radical ou tema para formar neologismos. ( ) Elemento originário e irredutível em que se concentra o significado das palavras, do ponto de vista histórico.
Alternativas
Q3691450 Português
“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar”.
A classe de palavras pertencentes a essas destacadas, de acordo com o contexto são, respectivamente: 
Alternativas
Q3691377 Português
Em qual frase a palavra destacada está como SUBSTANTIVO?
Alternativas
Q3691375 Português
“Não ficamos (....) com nossos amigos, porque não trouxemos um (...) exemplo de conduta. Com certeza não foi um (...) encontro.” 

A alternativa que completa, CORRETAMENTE e respectivamente, as lacunas: 
Alternativas
Q3691232 Português

                                  Imagem associada para resolução da questão


PUBLISHNEWS. Os passarinhos – esquecimento global. 09 maio 2025. Disponível em 

<https://www.publishnews.com.br/materias/2025/05/09/os-passarinhos-esquecimento-global>.



Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta em relação aos quadrinhos acima.


Alternativas
Q3691231 Português
“Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na plantação Eu te asseguro, não chore não, viu? Que eu voltarei, viu, meu coração?”

                                                                                                                        (Asa Branca, de Luiz Gonzaga)                                                                                                                                                                                    

Em relação às palavras empregadas na letra de música acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3691023 Português
Analise os termos destacados na frase e relacione-os à sua correta classe gramatical na ordem em que aparecem:
“Meu amigo resgatou dois vira-latas. Achei isso muito bacana da parte dele.”
Alternativas
Q3691019 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.



                             (https://www.instagram.com/p/DK4IgCOM1_n/ ?igsh=NGYyZmoyYmZwajdx) 

Assinale a alternativa que enumera corretamente os artigos que aparecem no trecho: “O sol nascente é uma promessa”.
Alternativas
Q3691018 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.



                             (https://www.instagram.com/p/DK4IgCOM1_n/ ?igsh=NGYyZmoyYmZwajdx) 

A palavra “escura” pode ser corretamente classificada como: 
Alternativas
Q3691017 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.



                             (https://www.instagram.com/p/DK4IgCOM1_n/ ?igsh=NGYyZmoyYmZwajdx) 

Na frase “O sol nascente é uma promessa”, quais palavras são substantivos? 
Alternativas
Q3688842 Português
Considere a seguinte sentença: “Hoje é a comemoração do 89º aniversário da minha avó.” O numeral ordinal apresentado na sentença é escrito por extenso como:
Alternativas
Q3688839 Português
Maioridade


    Aos dez anos descobri o primeiro dos objetivos de minha vida: fazer 14 anos. 14 anos são calças compridas, colégio pela manhã, álgebra, certas penugens, centímetros a mais em minha altura, ver Folias de Chicago, deixar de fazer a preliminar nos jogos de futebol de praia; 14 anos, principalmente, era uma idade maior — só poderia ser melhor — que dez anos.

    Aos 14 anos descobri que o mundo é das pessoas de 18 anos. Ter 18 anos é rever Folias de Chicago, tomar cuba-libre com um sorriso de quem tem 19 anos, mandar adaptar o smoking do pai para a festa de formatura, tirar carteira de motorista, ficar na rua até o sol nascer, comprar gravatas amarelas, jogar fora uma coleção inteira do Suplemento Juvenil (1941-1945). 18 anos são quase 21.

    Aos 21 anos tem-se os documentos todos e uma vontade enorme de se perder. Deixar crescer o bigode, rever Folias de Chicago, falar um pouco depressa (um pouco alto) demais, apaixonar-se por uma mulher casada, rasgar alguns papéis, deixar crescer a barba, começar a escrever o nome com formalidade, raspar o bigode, descobrir bares, orgulhar-se dentro do corpo, raspar a barba, perceber tons intermediários, deixar crescer novamente o bigode: leva-se mais de 20 anos para se ter 21 anos.

    Às vezes eu pensava em coisas: achava que estava traçando o futuro. Não estava, era do passado que eu me lembrava, sem saber. Depois dos 21 anos não há mais idades, todo ano é ano, cada idade é legal. A não ser fazer 30 anos. 30 anos é tempo. Sofrer é tão diferente do que eu pensava que fosse.

    Mas nesse tempo — não sei direito onde nem quando — houve um tempo de terrível lucidez. Não dava para durar. Sobrevivi por muito tempo a mim mesmo. Sei que era um tempo com hora, minuto e ponteiro (como se fosse uma lança: a ferir e apontar), uma soma de relógios não o reviveria. Era de uma luminosidade palpável; palpável polpa — de fruta madura, pronta: úmida e à mostra, estourando de dentro da casca. Fruta que, olhando-se de fora, dizia-se ter semente ou não. Não dava para plantar ou pôr na boca. Era fruta de se deixar em cima das mesas e outros móveis. Fruta de se levar por aí, de se mostrar. De cera, não. Não cabia num prato, mas enchia a mão. E não alimentava: iluminava. Uma luminosidade que de mim se usava, eu não tinha nada com ela, eu era parte de um tempo — acidente feito gente.

    Eu sou quase uma coisa. Como é que é? Me perguntam. Mais ou menos, vou respondendo. Para tudo.


LESSA, I. Diário Carioca, 1965. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12761/maiorida
de>. 
A palavra “quase”, que ocorre no excerto “Eu sou quase uma coisa.”, é um:
Alternativas
Respostas
3721: A
3722: B
3723: B
3724: C
3725: E
3726: E
3727: D
3728: A
3729: B
3730: C
3731: C
3732: B
3733: A
3734: B
3735: C
3736: B
3737: D
3738: D
3739: A
3740: B