Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416660 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
O advérbio “gradualmente”, que ocorre no excerto “(...) o dialeto está gradualmente se perdendo (...)”, exprime o mesmo significado que a expressão de função gramatical correspondente:
Alternativas
Q3416611 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

Não é correto afirmar sobre: "Entre março e abril, quando a vida se revigora (...)".
Alternativas
Q3416515 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

"As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa.". Analise as afirmativas sobre o excerto e marque a alternativa correta.

 I- O "se" é um pronome reflexivo.  II- "porquê" é, morfologicamente, substantivo. III- "porquê, sintaticamente, é núcleo do objeto direto. IV- "As", "o", "da Páscoa" são adjuntos adnominais.
Alternativas
Q3416174 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

Não é correto afirmar sobre: "Entre março e abril, quando a vida se revigora (...)".
Alternativas
Q3415563 Português
        O que menos fazemos hoje no telefone celular é telefonar. O smartphone se transformou em uma ferramenta essencial para o trabalho e um passatempo indispensável. Nos aplicativos de redes sociais e comunicação, compartilhamos bons e maus momentos em textos, áudios e vídeos, criando uma nova forma de interação social.
        A revolução de colocar o mundo na palma da mão é recente, um fragmento na história da humanidade que redefiniu a maneira como nos conectamos e comunicamos. O telefone celular, que começou como um dispositivo para ligações simples, evoluiu para uma central multifuncional que integra diversas atividades do nosso cotidiano.
        Há 20 anos, o Brasil superava a marca de 40 milhões de celulares em operação, registrando um crescimento impressionante de 30% em doze meses. Três em cada quatro eram da modalidade pré−pago. O número de telefones móveis ultrapassou o total de linhas de telefone fixo naquele ano, marcando uma mudança significativa nos hábitos de comunicação. Mesmo assim, com uma população superior a 170 milhões, a maioria dos brasileiros ainda não tinha comprado o primeiro celular.
        Os celulares de 20 anos atrás eram essencialmente para ligações e torpedos, as curtas mensagens de texto. Em alguns aparelhos, já era possível baixar jogos, gravar voz e até fazer fotos de baixa qualidade. No entanto, nem imaginávamos a revolução que estava por vir, transformando esses dispositivos em verdadeiras extensões de nossas vidas.
        Em 2023, o Brasil ultrapassou a marca de 250 milhões de telefones móveis ativos, um número surpreendente que supera a própria população do país. Essa explosão no número de smartphones mostra como são importantes no nosso cotidiano, uma peça fundamental nessa época de muita informação e conexão.
 
(Fonte: Leandro Staudt. GZH — adaptado.)
No trecho: “[...] No entanto, nem imaginávamos a revolução que estava por vir. *...+” (4º parágrafo), a conjunção sublinhada pode ser trocada, sem prejuízo ao significado no contexto, por:
Alternativas
Q3415469 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar. 


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça voo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção.” Termina a estória dizendo que a centopeia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é ã.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memoéria. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coragéo -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensavel para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada tém a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de aguias em tartarugas. E nao são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitarios. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. —



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar”. São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

"Mas(1) o(2) que(3) faz o(4) quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor". Há erro na classificação morfológica em: 
Alternativas
Q3415353 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
"(...) valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.". Analisa incorretamente o fragmento:
Alternativas
Q3415344 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
Quanto ao gênero, a palavra "artista" é: 
Alternativas
Q3415339 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
Os advérbios que dão progressão ao texto, no 1° parágrafo, são:
Alternativas
Q3415040 Português
Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações entre as nações tornam-se mais complexas. Muitos líderes políticos buscam estratégias para fortalecer as alianças internacionais, contudo, há desafios inerentes a essa busca por cooperação. Enquanto alguns países priorizam a diplomacia, outros optam por uma postura mais assertiva, criando tensionamentos. A eficácia dessas estratégias é frequentemente debatida nos fóruns internacionais, revelando a dinâmica intrincada das relações entre as nações.
“A eficácia dessas estratégias é frequentemente debatida nos fóruns internacionais”. O termo destacado no enunciado indica valor de:
Alternativas
Q3414713 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Como as aves, as pessoas são diferentes em seus voos, mas iguais no direito de voar".
A alternativa que indica o mesmo substantivo coletivo usado para aves e pessoas é:
Alternativas
Q3414712 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
 A forma verbal está em tempo diferente em:
Alternativas
Q3414711 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
A locução adjetiva correspondente à "deficiência da audição" é:
Alternativas
Q3414710 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
Assinale a alternativa em que não há advérbio.
Alternativas
Q3414709 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
Um adjetivo no grau superlativo absoluto sintético consta em:
Alternativas
Q3414706 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
"200" e "2023" são:
Alternativas
Q3414696 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
Em: "Gases do efeito estufa", falhou a classificação da palavra:
Alternativas
Q3414607 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

Em: "(...) que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção do amado (...)", só não é correto afirmar:
Alternativas
Q3414604 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

"Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça!". É inadequado afirmar sobre o fragmento:
Alternativas
Q3414589 Português
A Missão

O rio Lombe brilhava na vegetação densa. Vinte vezes o tinham atravessado. Teoria, o professor, tinha escorregado numa pedra e esfolara profundamente o joelho. O Comandante dissera a Teoria para voltar à Base, acompanhado de um guerrilheiro. O professor, fazendo uma careta, respondera: — Somos dezesseis. Ficaremos catorze. Matemática simples que resolvera a questão: era difícil conseguir-se um efetivo suficiente. De mau grado, o Comandante deu ordem de avançar. Vinha por vezes juntar-se a Teoria, que caminhava em penúltima posição, para saber como se sentia. O professor escondia o sofrimento. E sorria sem ânimo. À hora de acampar, alguns combatentes foram procurar lenha seca, enquanto o Comando se reunia. Pangu-Akitina, o enfermeiro, aplicou um penso no ferimento do professor. O joelho estava muito inchado e só com grande esforço ele podia avançar. Aos grupos de quatro, prepararam o jantar: arroz com corned-beef. Terminaram a refeição às seis da tarde, quando já o sol desaparecera e a noite cobrira o Mayombe. As árvores enormes, das quais pendiam cipós grossos como cabos, dançavam em sombras com os movimentos das chamas. Só o fumo podia libertar-se do Mayombe e subir, por entre as folhas e as lianas, dispersando-se rapidamente no alto, como água precipitada por cascata estreita que se espalha num lago. Eu, o Narrador, sou Teoria. Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura de café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não, para quem quer ouvir sim e significa sim para quem espera ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me em sim ou em não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez? Face a este problema capital, as pessoas dividem-se aos meus olhos em dois grupos: os maniqueístas e os outros. É bom esclarecer que raros são os outros, o Mundo é geralmente maniqueísta.

(Fonte: Pepetela — Adaptado.)
Sobre o emprego verbal do trecho “O rio Lombe brilhava na vegetação densa. Vinte vezes o tinham atravessado. Teoria, o professor, tinha escorregado numa pedra e esfolara profundamente o joelho. O Comandante dissera a Teoria para voltar à Base, acompanhado de um guerrilheiro. O professor, fazendo uma careta, respondera: — Somos dezesseis. Ficaremos catorze. Matemática simples que resolvera a questão: era difícil conseguir-se um efetivo suficiente”, analisar os itens abaixo:

I. O verbo “brilhava” está conjugado em modo/tempo típico de gêneros narrativos.
II. Os verbos “esfolara”, “cobrira”, “era”, “dissera”, “respondera” e “resolvera” indicam uma ação no passado ocorrida antes de outra ação também no passado.
III. O verbo “esfolara” pode ser substituído sem qualquer prejuízo gramatical pela locução verbal “havia esfolado”.
IV. Verbos no pretérito mais-que-perfeito são amplamente utilizados na linguagem coloquial de gêneros orais.

Estão CORRETOS: 
Alternativas
Respostas
4721: A
4722: D
4723: C
4724: B
4725: B
4726: D
4727: A
4728: C
4729: C
4730: B
4731: A
4732: A
4733: C
4734: D
4735: D
4736: B
4737: C
4738: A
4739: D
4740: B