Sobre o emprego verbal do trecho “O rio Lombe brilhava na v...
I. O verbo “brilhava” está conjugado em modo/tempo típico de gêneros narrativos.
II. Os verbos “esfolara”, “cobrira”, “era”, “dissera”, “respondera” e “resolvera” indicam uma ação no passado ocorrida antes de outra ação também no passado.
III. O verbo “esfolara” pode ser substituído sem qualquer prejuízo gramatical pela locução verbal “havia esfolado”.
IV. Verbos no pretérito mais-que-perfeito são amplamente utilizados na linguagem coloquial de gêneros orais.
Estão CORRETOS:
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Gabarito: Letra B
Tema central: Análise de tempos verbais (morfologia verbal) em contexto narrativo, com foco no pretérito imperfeito e no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, além da variação entre norma culta e linguagem coloquial.
Justificativa da alternativa correta:
I. Correto. O verbo “brilhava” está no pretérito imperfeito do indicativo, tempo verbal usado para ações habituais, contínuas ou descritivas no passado, sendo típico de gêneros narrativos. Exemplos: “Ela caminhava pela praia”, “O vento soprava forte”. Conforme Cunha & Cintra, esse tempo expressa a continuidade de um processo passado.
III. Correto. O verbo “esfolara” (pretérito mais-que-perfeito simples) pode ser substituído pela locução verbal “havia esfolado” (mais-que-perfeito composto) sem prejuízo gramatical ou de sentido, de acordo com Bechara. A forma composta é, inclusive, mais comum na oralidade e em textos atuais.
Análise dos itens incorretos:
II. Incorreto. Os verbos “esfolara”, “cobrira”, “dissera”, “respondera”, “resolvera” estão, de fato, no mais-que-perfeito, indicando ação anterior a outra no passado (exemplo: “Quando cheguei, ele já partira”). No entanto, o verbo “era” está no pretérito imperfeito, o que expressa ação contínua ou habitual no passado — não necessariamente anterior a outra ação também passada. Isso inviabiliza o item.
IV. Incorreto. O mais-que-perfeito simples (“esfolara”) é raro na linguagem coloquial, oral ou informal. Prefere-se a forma composta (ex: “tinha esfolado”), como destaca Rocha Lima. O uso do mais-que-perfeito simples é característica de registros formais e textos literários.
Dicas de interpretação e pegadinhas:
Estratégia: Sempre observe o tempo verbal de cada item e relacione ao contexto. Atenção a generalizações — como em “amplamente utilizados na linguagem coloquial” —, que costumam ser incorretas em morfossintaxe.
Resumo: Os itens I e III estão corretos, pois reconhecem o uso narrativo do pretérito imperfeito e a equivalência entre o mais-que-perfeito simples e composto. O II erra ao incluir o verbo “era”; o IV generaliza de modo indevido.
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II. Os verbos “esfolara”, “cobrira”, “era”, “dissera”, “respondera” e “resolvera” indicam uma ação no passado ocorrida antes de outra ação também no passado.
era está no pretérito imperfeito
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