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Q3415344 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
Quanto ao gênero, a palavra "artista" é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema e habilidade: Morfologia — gênero dos substantivos (classificações: epiceno, sobrecomum, comum de dois e biforme).

Estratégia para resolver: Pergunte-se: “Este substantivo muda de forma para masculino/feminino ou apenas o artigo muda?” Se:

• muda só o determinante (o/a) e a forma do substantivo permanece igual → comum de dois (ex.: o/a artista).

• é nome de animal com um gênero “fixo” e a distinção de sexo é feita com macho/fêmeaepiceno (ex.: a cobra macho).

• designa pessoas, tem apenas um gênero na língua e serve para ambos os sexos → sobrecomum (ex.: a criança, o indivíduo).

• possui duas formas morfológicas distintas para masculino/feminino → biforme (ex.: menino/menina, ator/atriz).

Alternativa correta — C) comum de dois

A palavra artista mantém a mesma forma para masculino e feminino, variando apenas pelo artigo ou outro determinante: o artista / a artista. Essa é a definição de substantivo comum de dois gêneros (também chamado de “uniforme de dois gêneros”).

Regra normativa: As gramáticas de referência (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo) classificam como “comum de dois” os substantivos que não flexionam em forma, mas marcam o gênero pelo determinante. O VOLP registra “artista” como substantivo com uso no masculino e no feminino (m. e f.), confirmando a dupla possibilidade: o/a artista.

Exemplos próximos: o/a estudante, o/a dentista, o/a jornalista.

Por que as demais estão erradas?

A) epiceno — Refere-se sobretudo a animais cujo substantivo tem apenas um gênero gramatical, e a distinção de sexo se faz com “macho/fêmea” (ex.: a onça macho; o jacaré fêmea). Artista não se enquadra: é substantivo para pessoas e admite o/a sem recorrer a “macho/fêmea”.

B) sobrecomum — Designa pessoas com um único gênero fixo para ambos os sexos, isto é, você não alterna o artigo para marcar o gênero real. Exemplos seguros: a criança, a vítima, a pessoa; o indivíduo. Já artista permite variação pelo artigo (o/a), portanto não é sobrecomum.

D) biforme — Exige duas formas morfológicas distintas para masculino e feminino (ex.: menino/menina, ator/atriz). Artista não muda de forma; só o artigo varia. Logo, não é biforme.

Dica de prova (pegadinha comum): Para não confundir comum de dois com sobrecomum, faça o teste do artigo: se puder dizer o e a com o mesmo substantivo (o/a artista, o/a estudante), é “comum de dois”. Se o substantivo só aceita um gênero na língua (sempre “a criança”, “a pessoa”), é “sobrecomum”.

Gabarito: C — comum de dois.

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