Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3854044 Português

  Imagem associada para resolução da questão


A placa acima expressa o sentido de ordem ou pedido, empregando a forma verbal no: 

Alternativas
Q3850846 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>  

Quais das palavras destacadas nas afirmativas a seguir são verbos em relação a seu uso na tirinha? Classifique os verbos em verdadeiro (V) e os termos que não são verbos em falso (F). 

(   ) “Combinamos nove horas, filho...”

(   )  “... e já são quase dez!”

(   ) “mas que relógio é esse?”

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q3849181 Português
A Velha


   A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.

   Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.

   Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.

   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.

   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.

    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.


(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)


1 bonde
2 pãezinhos
3 vitrine
4 sobrecarregada
Considere as passagens:

•  Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim… (1o parágrafo)
•  Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. (3o parágrafo)
•  Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair… (4o parágrafo)
•  Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas… (5o parágrafo)

Sem prejuízo de sentido ao texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3847770 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


     Tudo o que ouvi dizer de minha avó materna devo à insistência com que abordei o assunto. Minha mãe gostava de contar casos de família depois do jantar, sentada à mesa da copa ou numa poltrona de couro da sala, mas esse ela muitas vezes evitava com habilidade. Dizia que ainda era menina quando minha avó morreu, que as coisas que sabia tinha escutado entre os oito e os doze anos de idade, que a partir daí o convívio com a mãe ficou muito prejudicado ou então que sua memória andava fraca ultimamente. A impressão que me dava, vendo-a passar o dedo em cima de um friso da toalha ou de um veio saliente no braço da poltrona, era a de alguém que no primeiro instante se recorda e no seguinte abafa compulsivamente as imagens evocadas. Os motivos alegados podiam ser reais, mas não era verdade que sua memória estivesse fraca; pelo contrário, os anos pareciam beneficiá-la com as reflexões da velhice e a busca silenciosa de um sentido para a experiência. Além disso, era inevitável que mencionasse sua mãe como personagem relevante da sua história pessoal, o que acabou levando à composição de um quadro inteligível, ainda que sumário, dos sofrimentos de minha avó.


(Modesto Carone, Resumo de Ana, 1998)
Em “... as coisas que sabia tinha escutado entre os oito e os doze anos de idade”, a expressão destacada equivale a:
Alternativas
Q3847546 Português
Assinale a alternativa em que o espaço em branco pode ser preenchido corretamente com “haviam”, de acordo com a concordância lógica formal. 
Alternativas
Q3847545 Português
  Imagem associada para resolução da questão
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>. 
 A expressão “não me pede”, na fala do personagem da tirinha acima, é uma forma: 
Alternativas
Q3847231 Português
Analise cada enunciado abaixo em relação ao emprego do verbo, assinalando C ou E conforme esteja respectivamente certo ou errado. A seguir, assinale a sequência correta obtida.

(___) Havia muitas flores no jardim.
(___) Haviam operários naquela construção.
(___) Existe muitas frutas fora de época.
(___) Existem leis muito obsoletas. 
Alternativas
Q3847228 Português
Assinale a alternativa que apresenta a forma verbal destacada corretamente empregada. 
Alternativas
Q3847096 Português
Assinale a alternativa que se apresenta correta com relação ao verbo destacado, de acordo com a concordância lógica da norma-padrão. 
Alternativas
Q3847094 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quando não havia internet


        Quando não havia internet, eu precisava ir de casa em casa na minha vizinhança comentando sobre os livros que havia acabado de ler. Batia à porta e assim que atendiam – não havia nenhum tipo de cumprimento – eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.


        Às vezes, a pessoa levantava o polegar, em sinal de que havia gostado do que eu havia dito, e então voltava para dentro de casa, sem dizer nada. Em outras, mais raras, a pessoa comentava sobre o que eu havia acabado de falar e então a gente dava início ao que os antigos chamavam de “conversa”. Outras pessoas também podiam participar, inclusive gente que nenhum de nós havia visto na vida.


        Devo confessar que bem mais comum era a pessoa ouvir apenas o início do meu comentário e imediatamente me deixar de lado, demonstrando que não estava interessada no que eu tinha a dizer. Isso acontecia principalmente porque logo atrás de mim havia outra pessoa que também queria mostrar ou dizer algo ao meu vizinho. Geralmente, traziam uma foto, e as fotos faziam muito mais sucesso do que os comentários que eu tinha a fazer sobre livros.


        Naquele tempo, as pessoas precisavam tirar cópias das suas fotos – depois de revelar os filmes – e sair mostrando a todo vizinho, a todo amigo, a todo amigo de amigo com quem travasse relações. Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos, geralmente do seu almoço ou seu rosto. Alguns gostavam tanto que compartilhavam a cópia.


        Bem mais complicado era compartilhar aquilo que uma pessoa dizia. Ainda me lembro bem, mais de uma vez os meus amigos gostaram tanto de uma coisa que eu havia acabado de falar que queriam que também os amigos deles ficassem sabendo daquilo. Para isso, levavamme com eles e a gente percorria as casas de todos os conhecidos deles a fim de que eu repetisse o que lhes havia dito. Era bem cansativo. (...)



FENDRICH, Henrique. Quando não havia internet. Escotilha. Disponível em <https://escotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/quando-nao-havia-internet/> 

“eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.”
A forma verbal composta destacada no trecho acima indica uma ação:
Alternativas
Q3847093 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quando não havia internet


        Quando não havia internet, eu precisava ir de casa em casa na minha vizinhança comentando sobre os livros que havia acabado de ler. Batia à porta e assim que atendiam – não havia nenhum tipo de cumprimento – eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.


        Às vezes, a pessoa levantava o polegar, em sinal de que havia gostado do que eu havia dito, e então voltava para dentro de casa, sem dizer nada. Em outras, mais raras, a pessoa comentava sobre o que eu havia acabado de falar e então a gente dava início ao que os antigos chamavam de “conversa”. Outras pessoas também podiam participar, inclusive gente que nenhum de nós havia visto na vida.


        Devo confessar que bem mais comum era a pessoa ouvir apenas o início do meu comentário e imediatamente me deixar de lado, demonstrando que não estava interessada no que eu tinha a dizer. Isso acontecia principalmente porque logo atrás de mim havia outra pessoa que também queria mostrar ou dizer algo ao meu vizinho. Geralmente, traziam uma foto, e as fotos faziam muito mais sucesso do que os comentários que eu tinha a fazer sobre livros.


        Naquele tempo, as pessoas precisavam tirar cópias das suas fotos – depois de revelar os filmes – e sair mostrando a todo vizinho, a todo amigo, a todo amigo de amigo com quem travasse relações. Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos, geralmente do seu almoço ou seu rosto. Alguns gostavam tanto que compartilhavam a cópia.


        Bem mais complicado era compartilhar aquilo que uma pessoa dizia. Ainda me lembro bem, mais de uma vez os meus amigos gostaram tanto de uma coisa que eu havia acabado de falar que queriam que também os amigos deles ficassem sabendo daquilo. Para isso, levavamme com eles e a gente percorria as casas de todos os conhecidos deles a fim de que eu repetisse o que lhes havia dito. Era bem cansativo. (...)



FENDRICH, Henrique. Quando não havia internet. Escotilha. Disponível em <https://escotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/quando-nao-havia-internet/> 

“Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos”
Empregando o verbo destacado no trecho acima em outras situações, fica correto o seguinte enunciado: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: PC-PI Prova: FGV - 2026 - PC-PI - Oficial Investigador |
Q3846794 Português
A questão prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Quase 90% das mulheres mortas por feminicídio no Piauí entre janeiro de 2022 e abril de 2025 não denunciaram os agressores à polícia, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-PI) divulgado nesta segunda-feira (8).

Os dados fazem parte da Biografia da Vítima de Feminicídio, produzida pela Gerência de Análise Criminal Estatística (Gace), e mostram que 87,85% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra os agressores.

A SSP alerta que o feminicídio costuma ser precedido por diferentes formas de violência. “O ciclo começa com xingamentos, ciúmes excessivos, piadas ofensivas, ameaças, controle, assédio sexual, chantagem, mentiras, ofensas e humilhações públicas”, informou o órgão. “Em seguida, o agressor passa a cometer agressões físicas, como beliscões, arranhões, empurrões e chutes, além de destruir objetos da vítima. No estágio mais grave, há confinamento, lesões corporais, ameaças com armas, abuso sexual, espancamento e ameaça de morte. Por fim, ocorre o feminicídio”, detalhou.

A SSP, a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça e a Secretaria das Mulheres do Piauí lançaram a cartilha “Você denuncia, o estado acolhe”. O material reúne informações simples e diretas sobre como denunciar casos de violência, os direitos das vítimas e os serviços disponíveis.

A cartilha está disponível online, no site da SSP e nas redes sociais do órgão, por meio de QRCode. O objetivo é facilitar o acesso às informações, incentivar denúncias e reforçar o apoio às vítimas.


https://g1.globo.com
Sobre a análise das vozes verbais da frase: “o feminicídio costuma ser precedido por diferentes formas de violência”, assinale a opção incorreta.
Alternativas
Q3846460 Português
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao texto a seguir:


Insônia infeliz e feliz (Clarice Lispector)


Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente despertar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Os verbos no texto encontram-se majoritariamente no presente do indicativo, apontando para ações descritas com certo grau de verdade e concretude.

No entanto, há usos que indicam outros sentidos, como
Alternativas
Q3846101 Português
Por que zebras, pandas e outros animais são pretos e brancos?


Araras-vermelhas, pavões, sapos-dardo e peixes-arco-íris — o reino animal está repleto de cores vibrantes.

Mas alguns animais se destacam por um motivo diferente: a completa ausência de cor em sua pelagem.

Animais pretos e brancos são encontrados em todas as partes do mundo, das florestas da China às savanas da África.

Mas, embora a coloração seja semelhante, existem muitas razões possíveis para que isso aconteça.

Embora a coloração preta e branca não seja considerada útil para camuflar zebras, ela pode ajudar outros animais — como os pandas, cujos pelos podem auxiliá-los a se esconder de predadores como tigres, leopardos e dholes.

"Nas florestas do oeste da China, em determinadas épocas do ano, há manchas pretas e brancas de neve, rochas e troncos de árvores", afirmou o professor Tim Caro, especialista em coloração animal, também da Universidade de Bristol.

"E, se um animal de movimentos lentos, como o panda-gigante, é visto a 50 ou 100 metros de distância, é muito difícil distingui-lo como um animal em meio ao fundo nevado e rochoso em que ele aparece

Especialistas afirmam que a camuflagem também pode ser responsável pela coloração dos pinguins-gentoo, uma espécie que tem costas e asas pretas, mas a barriga branca.

"Quando os animais são vistos de baixo, suas barrigas claras se misturam com o céu luminoso", disse Hannah Rowland, professora sênior do Departamento de Evolução, Ecologia e Comportamento da Universidade de Liverpool, no norte da Inglaterra.

"Quando são vistos de cima, contra um fundo escuro, especialmente na água, eles se misturam com esse fundo escuro."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly3xdxgx2ko 
Mas, embora a coloração seja semelhante, existem muitas razões possíveis para que isso aconteça.
Identifique a alternativa que explica porque o verbo 'existir' está flexionado no plural de forma CORRETA. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Provas: FGV - 2026 - AMAZUL - Advogado | FGV - 2026 - AMAZUL - Contador | FGV - 2026 - AMAZUL - Designer Gráfico | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Administração | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Mecatrônico | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Naval | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Computação | FGV - 2026 - AMAZUL - Médico do Trabalho | FGV - 2026 - AMAZUL - Psicólogo | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Infraestrutura de Tecnologia da Informação | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Controle da Qualidade | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Negócios | FGV - 2026 - AMAZUL - Arquiteto | FGV - 2026 - AMAZUL - Auditor | FGV - 2026 - AMAZUL - Analista de Recursos Humanos | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Materiais | FGV - 2026 - AMAZUL - Especialista de Radioproteção | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Nuclear | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Produção | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Civil | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Controle e Automação | FGV - 2026 - AMAZUL - Físico | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Químico | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Telecomunicações | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Eletricista | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Eletrônico | FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista | FGV - 2026 - AMAZUL - Químico | FGV - 2026 - AMAZUL - Tecnólogo em Fabricação Mecânica | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro de Energia | FGV - 2026 - AMAZUL - Engenheiro Mecânico |
Q3846018 Português
Por não estarem distraídos

(Clarice Lispector)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Observe a frase “Ela não via que ele não vira” e julgue as sentenças.

I. O segundo verbo, no passado, marca uma anterioridade em relação ao primeiro, também no passado.
II. Há uma concomitância temporal entre os dois verbos, já que ambos estão no passado.
III. Trata-se do verbo ver conjugado no pretérito imperfeito e pretérito mais-que-perfeito, respectivamente.
IV. O passado contínuo, inscrito pelo primeiro verbo, intensifica a oposição do trecho, em contraste ao segundo verbo, no futuro.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3845900 Português
O julgamento da ovelha


Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre ovelhinha de lhe haver furtado um osso.

— Para que furtaria eu esse osso — alegou ela — se sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um pedaço de pau?

Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já levá-la aos tribunais.

E assim fez.

Queixou-se ao gavião penacho e pediu-lhe justiça. O gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando para isso doze urubus de papo vazio.

Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal, com razões muito irmãs das do cordeirinho que o lobo em tempos comeu.

Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis saber de nada e deu a sentença:

— Ou entrega o osso já e já, ou condenamos você à morte!

A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia entregá-la em pagamento do que não furtara.

Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, espostejou-a, reservou para si um quarto e dividiu o restante com os juízes famintos, a titulo de custas... 



https://contobrasileiro.com.br/o-julgamento-da-ovelha-fabula-de-monteir o-lobato/
"Um cachorro de maus bofes acusou uma pobre ovelhinha de lhe haver furtado um osso."
Analise as afirmativas sobre a classificação das palavras no trecho e identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3844265 Português





(O Estado de S. Paulo, 30 de outubro de 2025)

Leia a frase do primeiro quadrinho, escrita com o verbo na 1a pessoa do plural (nós) e seu pronome correspondente (nos):

Temos que nos preparar para o grande jogo, pessoal!”

A frase está reescrita corretamente, de acordo com a norma-padrão, em
Alternativas
Q3840597 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão. 


“Na manhã ensolarada, caminhei à beira-mar, observando as ondas que batiam na areia. Parecia um quadro vivo, tão bonito que só podia ser comparado a uma pintura impressionista. Sentei-me na areia e vi que os barcos se moviam calmamente, e nuvens se espalhavam pelo céu, formando desenhos que mudavam a cada instante. Enquanto isso, havia muitas gaivotas sobrevoando a costa, e algumas mergulhavam em busca de peixes.”

A partir do trecho:


“havia muitas gaivotas sobrevoando a costa”,


marque a alternativa INCORRETA sobre o verbo “haver”. 

Alternativas
Q3839633 Português

Imagem associada para resolução da questão

DUKE. Disponível em <https://app.estuda.com/questoes/?id=1718254


Na fala do personagem da charge acima, as formas verbais “tem praticado” e “tem dormido” indicam ações que:

Alternativas
Respostas
1181: B
1182: B
1183: D
1184: B
1185: B
1186: A
1187: C
1188: E
1189: A
1190: B
1191: A
1192: C
1193: C
1194: A
1195: B
1196: A
1197: B
1198: B
1199: B
1200: D