Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3904760 Português
“Ela não media palavras para ofender as pessoas”. O verbo está conjugado em tempo e modo do:
Alternativas
Q3903973 Português
I. TEXTO


A formiga e o gafanhoto


Durante o verão, enquanto o sol brilhava e as flores estavam em festa, a formiga trabalhava incansavelmente, armazenando grãos para o inverno. O gafanhoto, por sua vez, cantava, ria e dizia:


— Por que se preocupar agora? Está tudo tão bonito! Aproveite!

A formiga respondeu calmamente:

— Estou me preparando para quando o tempo ficar difícil.

O inverno chegou. A neve cobriu o chão e o gafanhoto, faminto, bateu à porta da formiga, pedindo ajuda. A formiga, mesmo cansada, compartilhou um pouco de sua comida e disse:

— O tempo de agir é antes da necessidade apertar.


Esopo. (séc. VI a.C.). A formiga e o gafanhoto. In: Fábulas de Esopo. Tradução e adaptação disponíveis em domínio público.
Assinale a opção em que a palavra destacada é um verbo:
Alternativas
Q3903733 Português

Utilize a charge abaixo para responder a questão.


Para sua aplicação no contexto acima, o verbo “haver” possui algumas particularidades que o diferenciam de outros verbos. Aponte a alternativa com a informação correta sobre sua aplicação: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2025 - TJ-PI - Residente Tecnológico |
Q3902998 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas das orações:

Na sala de espera do hospital, ____________por boas notícias. (aguardar - 1º pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo).
I ________- se muitas casas em Parnaíba no mês de julho. (alugar - pretérito perfeito do indicativo).
II. Vós_______ calado como uma pedra. (estar - presente do indicativo).  
Alternativas
Q3902966 Português
Em “que esta nação, sob Deus, terá um novo nascimento de liberdade”, a forma verbal terá está conjugada no: 
Alternativas
Q3899365 Português
     
         A região da Capadócia, localizada no centro da Turquia, apresenta formações geológicas singulares originadas milhões de anos, através de atividade vulcânica e processos erosivos. Ao observar os vales e as “chaminés de fada”, os geólogos podem identificar depósitos de cinzas vulcânicas.
 
      Estudos científicos registram alterações na cobertura do solo, na vegetação e nos processos erosivos, atribuindo-lhes relevância para compreender os impactos ambientais. Esses registros permitem avaliar a resiliência do ecossistema; ao que tudo indica, havia adaptações naturais que possibilitavam à flora e fauna manterem-se em equilíbrio nas regiões de solo vulcânico e clima semiárido, demonstrando a capacidade de sobrevivência do ambiente frente a perturbações externas.

      Além disso, a análise da morfologia do terreno e da distribuição das formações rochosas permite observar padrões de erosão e sedimentação, o que contribui para estudos topográficos e geológicos detalhados. A Capadócia, assim, representa um modelo de estudo integrativo, no qual geologia, ecologia e processos naturais se entrelaçam, oferecendo informações valiosas para pesquisas científicas e à preservação da região.
O verbo “haver” apresenta-se conjugado em 2 formas no texto [há e havia]. Aponte a alternativa com a justificativa correta para a apresentação nessas formas:
Alternativas
Q3897469 Português

Texto para a questão a seguir:


A Lenda da Gárgula


As gárgulas são figuras esculpidas em pedra, comumente encontradas na arquitetura de catedrais medievais, que capturam a imaginação popular há séculos. Frequentemente retratadas como criaturas monstruosas e grotescas, sua presença imponente no alto de edifícios sagrados parece contraditória. No entanto, essas esculturas não são meros adornos; elas carregam uma rica bagagem de lendas e simbolismos que explicam sua função tanto prática quanto espiritual, servindo como guardiãs silenciosas que observam a cidade do alto.


A origem do termo e da lenda mais famosa remonta à França do século VII, na cidade de Rouen. Conta a história que um temível dragão chamado "La Gargouille" aterrorizava a região, emergindo do rio Sena para cuspir água, inundar terras e devorar barcos e habitantes. A criatura era tão poderosa que os cidadãos, desesperados, ofereciam-lhe um sacrifício humano anual para aplacar sua fúria e garantir que o resto da população fosse poupado de sua ira destrutiva.


A situação mudou com a chegada de Romanus, um clérigo que mais tarde se tornaria São Romano de Rouen. Prometendo livrar a cidade do monstro em troca da conversão de seus habitantes ao cristianismo, ele enfrentou La Gargouille. Usando apenas a sua fé e o sinal da cruz, Romanus conseguiu domar a criatura, amarrando-a com sua estola e conduzindo-a de volta à cidade, onde foi condenada à morte e queimada em uma grande fogueira na praça pública.


Da carcaça incinerada do dragão, porém, uma parte permaneceu intacta: sua cabeça e seu pescoço, que, por terem sido constantemente expostos ao fogo expelido pela própria criatura, haviam se tornado imunes às chamas. Como um troféu e um aviso, a cabeça de La Gargouille foi montada na fachada da nova igreja da cidade. Essa se tornou a primeira gárgula, estabelecendo o precedente para que outras catedrais adotassem figuras semelhantes, não apenas como um sistema para escoar a água da chuva (função prática que deu origem ao nome, do francês "gargouiller", gargarejar), mas também como um símbolo de proteção, que afasta os maus espíritos e lembra aos fiéis que, enquanto o mal existe do lado de fora, dentro da igreja eles encontrarão a salvação.


No segmento "dentro da igreja eles encontrarão a salvação”, a forma verbal classifica-se como:


Alternativas
Q3894613 Português
A conjugação de verbos irregulares e seus derivados representa um dos maiores desafios da norma culta, especialmente no que tange aos tempos do modo subjuntivo, que são frequentemente exigidos em orações subordinadas condicionais ou temporais. Verbos como 'manter' (derivado de 'ter') e 'rever' (derivado de 'ver') não seguem o padrão dos verbos regulares de suas respectivas conjugações, e seus radicais se alteram no futuro do subjuntivo (ex: 'Quando ele...'). O domínio dessas formas é essencial para a construção de períodos hipotéticos corretos. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas da sentença: 'Quando o diretor... (verbo rever) o plano de acessibilidade e... (verbo manter) o orçamento para intérpretes, todos ficarão satisfeitos.
Alternativas
Q3894338 Português
O estudo dos verbos envolve a compreensão de suas flexões de modo (Indicativo, Subjuntivo, Imperativo) e tempo, que são cruciais para expressar a atitude do falante em relação ao fato (certeza, dúvida, hipótese, ordem). O Modo Indicativo é usado para fatos tidos como reais ou certos. O Modo Subjuntivo, por sua vez, é empregado para fatos hipotéticos, desejados ou duvidosos, sendo comum em orações subordinadas. A correta utilização de tempos como o Futuro do Pretérito (Indicativo) e o Pretérito Imperfeito (Subjuntivo) é essencial para construir relações de condição e consequência hipotética. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O Modo Indicativo expressa certeza (Ex: 'Ele *estuda*'), enquanto o Subjuntivo expressa dúvida ou hipótese (Ex: 'Espero que ele *estude*').
II.Na frase 'Se eu *tivesse* dinheiro, *compraria* o carro', o verbo 'tivesse' está no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, indicando uma condição hipotética no passado ou presente, e 'compraria' está no Futuro do Pretérito do Indicativo, indicando a consequência dessa condição.
III.O Futuro do Subjuntivo (Ex: 'Quando eu *puder*') indica uma ação futura, mas hipotética ou incerta, enquanto o Futuro do Presente do Indicativo (Ex: 'Eu *poderei*') indica uma ação futura tida como certa.


Está correto o que se afirma em:
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Q3893327 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
[...] uma série de eventos que "culminariam" em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente "levassem" à morte dessas células.
Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no: 
Alternativas
Q3891428 Português
Texto para a questão:


Posto no Bixiga, em SP, recebeu metanol desviado pelo PCC para adulterar combustível e já foi interditado ao menos 4 vezes


Produto tóxico que deveria ir para indústrias químicas em Mato Grosso foi desviado para o Auto Posto Bixiga; motorista relatou que, em 2022, seu Renault Clio apresentou falhas após abastecer no local, que oferecia promoções para pagamentos via PIX.


   O Auto Posto Bixiga Ltda., localizado na esquina da Rua Manoel Dutra com a Rua João Passalacqua, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, foi identificado pela Justiça como destino de carregamentos de metanol desviado pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) para adulteração de combustíveis.

   O posto já foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 e interditado em quatro oportunidades no mesmo período após fiscalizações da ANP apontarem gasolina e etanol fora das especificações. 

   Três interdições foram em 2022 e uma, em 2024. Em junho de 2022, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontou alto teor de metanol no etanol vendido no local.


Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/09/04/posto-no-bixiga-em-sp-recebeu-metanol-desviado-pelo-pcc-para-adulterar-combustivel-e-ja-foi-interditado-aomenos-4-vezes.ghtml 

Leia o fragmento adaptado:



“O posto foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 (...).”



A oração se encontra:

Alternativas
Q3891424 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

Considere o seguinte fragmento:

diversas formas de aprender (...).”

Conjugando-se o verbo destacado para o pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo, a correta transcrição da frase seria:
Alternativas
Q3891369 Português
Assinale a alternativa em que a forma verbal apresentada entre parênteses substitui corretamente a palavra destacada no enunciado. 
Alternativas
Q3891366 Português
“Quando eu alertei os turistas, os ladrões já tinham surrupiado os seus pertences. Da próxima vez, vou procurar me antecipar, como têm feito alguns guardas municipais.”

Assinale a alternativa que apresenta, na mesma ordem, o tempo verbal do indicativo em que se encontram as formas destacadas, seguidas do sentido expresso em cada uma delas.
Alternativas
Q3891365 Português
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

“Você só seria atendido novamente se ______________ uma nova avaliação do processo e ______________ o seu direito. Quando ___________ isso, tudo vai ser resolvido.” 
Alternativas
Q3891209 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
“Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos.” (1º§). O trecho anterior apresenta o emprego de um verbo impessoal, de acordo com as normas gramaticais. Acerca desse emprego, pode-se afirmar que:

I. Os verbos impessoais não admitem sujeito, sendo flexionados na terceira pessoa do singular.
II. Havendo locução verbal, o verbo impessoal exige que o auxiliar seja flexionado na terceira pessoa do singular.
III. Um exemplo de emprego do verbo impessoal, de acordo com a norma padrão, pode ser visto em: “Fazem impressionantes vinte anos que não o vejo.”

Está correto o que se afirma em
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Q3891096 Português
O falso dilema entre responsabilidade de plataformas e liberdade de expressão


   O projeto de Lei 2.628/2022 (ECA Digital), aprovado na Câmara dos Deputados nesta semana, prevê regras equilibradas para proteger crianças e adolescentes dos graves riscos de violações de direitos no ambiente digital.

   Durante os debates, circulou entre seus críticos o argumento inconsistente de um suposto perigo de censura. Mas esse temor some com a simples leitura do texto, que contempla garantias para preservar e, mais, fortalecer a liberdade de expressão. Um dos cuidados ao longo do processo legislativo foi inclusive prever meios para superar a censura privada atualmente praticada pelas plataformas digitais.

   De modo inédito, por consenso entre governo e oposição — e como resultado da participação ativa da sociedade civil durante as discussões do texto —, o relatório do deputado Jadyel Alencar, aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, incorporou um mecanismo-chave para defender a plena liberdade de expressão on-line: o devido processo na moderação.

   [...]

   Nosso exercício da liberdade de expressão está submetido a decisões obscuras de empresas privadas estrangeiras. O desenho previsto no projeto de lei é o melhor antídoto contra qualquer receio de censura, pois protege o usuário de abusos e do arbítrio.

   [...]

   A previsão legal do devido processo na moderação democratiza a liberdade de expressão no ambiente digital: o Eca Digital cria uma dinâmica segura e imediata entre usuário e plataforma, com deveres legais detalhados e proporcionais.

   Madura e equilibrada, a proposta é firme na retirada de conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes (artigo 29) e garante o devido processo (artigo 30). Em vez de escolher entre proteger crianças ou resguardar a liberdade de expressão, o projeto faz as duas coisas ao mesmo tempo. Por isso, é crucial que o Senado aprove rapidamente o Projeto de Lei 2.628/2022.

   O Brasil deve se tornar referência internacional contra os atuais índices alarmantes de violência online contra crianças e adolescentes, gerados em nome do lucro e da comodidade das plataformas digitais.

   O texto do Projeto de Lei 2.628/2022 protege direitos prioritários à luz dos pilares da democracia: liberdade de expressão, direito à comunicação e segurança jurídica.


https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/o-falso-dilema-entreresponsabilidade-de-plataformas-e-liberdade-de-expressao.shtml. Acesso em: 22 ago. 2025. Com adaptações.
“De modo inédito, por consenso entre governo e oposição — e como resultado da participação ativa da sociedade civil durante as discussões do texto —, o relatório do deputado Jadyel Alencar, aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, incorporou um mecanismo-chave para defender a plena liberdade de expressão on-line: o devido processo na moderação.”


Se tivesse sido aprovado mais de um relatório, o verbo “incorporar” e seu complemento apresentariam a seguinte forma, de acordo com a norma-padrão:
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Q3889174 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que câncer colorretal, que matou Preta Gil, cresce 'assustadoramente' em pessoas de até 50 anos Por André Biernath da BBC News Brasil em Londres 


   “Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos. No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos. Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

   Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade. No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos. “Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

   Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos. No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

   O que dizem os números  

   Um relatório da Sociedade Americana de Câncer divulgado no início de 2023 calculou que 20% dos diagnósticos de tumor colorretal realizados nos EUA em 2019 aconteceram em pacientes com menos de 55 anos. Essa taxa é o dobro do que era observado em 1995. Os autores do documento calculam que as taxas de detecção dessa enfermidade em estágio avançado cresceram cerca de 3% ao ano entre indivíduos que ainda não completaram 50 anos. Em 2023, as estimativas americanas apontam 19,5 mil casos e 3,7 mil mortes por câncer colorretal entre os mais jovens. Tendências parecidas foram observadas em diversos países europeus, como o Reino Unido. 

   A BBC News Brasil consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para descobrir se um cenário parecido também acontece no país. Para responder os questionamentos da reportagem, a epidemiologista Marianna Cancela, pesquisadora titular da Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, analisou as taxas ajustadas por idade da incidência de câncer colorretal no Brasil entre 2000 e 2017. “No caso do câncer colorretal, é verdade que há um aumento no Brasil, mas isso ainda ocorre em todas as faixas etárias”, diz ela. “A gente observa que, no ano 2000, havia em torno de 5 casos desse tumor por 100 mil habitantes entre homens de 20 a 49 anos. Em 2017, tivemos cerca de 6 casos. Isso é algo estatisticamente significativo”, calcula a especialista. “Entre as mulheres mais jovens, também observamos essa tendência de aumento, mas ela ainda não é significativa do ponto de vista estatístico.”

  Em outras faixas etárias — entre 50 e 59 anos e acima dos 60 anos — também há um crescimento, numa magnitude maior (uma vez que a doença se torna mais comum conforme envelhecemos). Cancela ainda destacou duas pesquisas que ela publicou recentemente sobre o tema. Numa delas, o grupo de cientistas analisou se o Brasil será capaz de cumprir as metas da ONU de redução das mortes prematuras por câncer. Embora em nenhum dos tumores o Brasil deva alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas, a maioria deles terá uma redução significativa na mortalidade quando comparados os períodos de 2011-2015 e 2026-2030. A única exceção da lista é justamente o câncer colorretal, que possui uma previsão de crescimento nos óbitos no futuro, tanto para homens como para mulheres. 

   Um segundo artigo publicado por Cancela mostra como esse tumor vem ganhando protagonismo no Brasil. Ela analisou a quantidade de anos de vida produtiva que são perdidos para vários tipos de câncer. Entre 2001 e 2005, o câncer colorretal era o sétimo tumor mais impactante para os homens, seguindo esse critério — atrás de pulmão/traqueia; estômago; cérebro/sistema nervoso central; leucemia; boca e garganta; esôfago. Já em 2026-2030, ele ocupará a terceira posição do ranking, perdendo apenas para estômago e pulmão/traqueia. Entre as mulheres, os tumores colorretais estavam na sexta posição em 2001-2005 (atrás de mama; colo de útero; cérebro; pulmão; leucemia). Em 2026-2030, a doença estará no terceiro lugar (atrás apenas de mama e colo de útero).

   Paulo Hoff observou uma tendência parecida do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do qual ele é diretor. “Em 2019, publicamos um trabalho em que mostramos claramente um aumento substancial na chegada de pacientes mais jovens com câncer colorretal”, diz o médico, que também é professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Num período de 10 anos, essa elevação tinha sido na ordem de 15%. Mas é muito provável que esse número esteja subestimado”, calcula o oncologista. O médico Alexandre Jácome também realizou um levantamento sobre o tema na Oncoclínicas, onde ele atua como líder nacional de oncologia gastrointestinal. “Nós não encontramos um aumento significativo da incidência desse tumor nos pacientes jovens em paralelo a uma estabilização entre os mais velhos, como acontece nos EUA”, destaca ele.

   Os especialistas trabalham agora para analisar com mais profundidade todas as estatísticas disponíveis no Brasil — e avaliar se é necessário tomar alguma atitude para proteger essa população mais jovem contra o câncer colorretal. [...]


Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglvdv78dk6o
Considere o trecho “Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos”. Se o sujeito fosse alterado para o singular, mantendo a mesma ideia de estabilidade, qual seria a forma verbal correta?
Alternativas
Q3889173 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que câncer colorretal, que matou Preta Gil, cresce 'assustadoramente' em pessoas de até 50 anos Por André Biernath da BBC News Brasil em Londres 


   “Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos. No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos. Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

   Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade. No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos. “Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

   Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos. No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

   O que dizem os números  

   Um relatório da Sociedade Americana de Câncer divulgado no início de 2023 calculou que 20% dos diagnósticos de tumor colorretal realizados nos EUA em 2019 aconteceram em pacientes com menos de 55 anos. Essa taxa é o dobro do que era observado em 1995. Os autores do documento calculam que as taxas de detecção dessa enfermidade em estágio avançado cresceram cerca de 3% ao ano entre indivíduos que ainda não completaram 50 anos. Em 2023, as estimativas americanas apontam 19,5 mil casos e 3,7 mil mortes por câncer colorretal entre os mais jovens. Tendências parecidas foram observadas em diversos países europeus, como o Reino Unido. 

   A BBC News Brasil consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) para descobrir se um cenário parecido também acontece no país. Para responder os questionamentos da reportagem, a epidemiologista Marianna Cancela, pesquisadora titular da Vigilância e Análise de Situação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, analisou as taxas ajustadas por idade da incidência de câncer colorretal no Brasil entre 2000 e 2017. “No caso do câncer colorretal, é verdade que há um aumento no Brasil, mas isso ainda ocorre em todas as faixas etárias”, diz ela. “A gente observa que, no ano 2000, havia em torno de 5 casos desse tumor por 100 mil habitantes entre homens de 20 a 49 anos. Em 2017, tivemos cerca de 6 casos. Isso é algo estatisticamente significativo”, calcula a especialista. “Entre as mulheres mais jovens, também observamos essa tendência de aumento, mas ela ainda não é significativa do ponto de vista estatístico.”

  Em outras faixas etárias — entre 50 e 59 anos e acima dos 60 anos — também há um crescimento, numa magnitude maior (uma vez que a doença se torna mais comum conforme envelhecemos). Cancela ainda destacou duas pesquisas que ela publicou recentemente sobre o tema. Numa delas, o grupo de cientistas analisou se o Brasil será capaz de cumprir as metas da ONU de redução das mortes prematuras por câncer. Embora em nenhum dos tumores o Brasil deva alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas, a maioria deles terá uma redução significativa na mortalidade quando comparados os períodos de 2011-2015 e 2026-2030. A única exceção da lista é justamente o câncer colorretal, que possui uma previsão de crescimento nos óbitos no futuro, tanto para homens como para mulheres. 

   Um segundo artigo publicado por Cancela mostra como esse tumor vem ganhando protagonismo no Brasil. Ela analisou a quantidade de anos de vida produtiva que são perdidos para vários tipos de câncer. Entre 2001 e 2005, o câncer colorretal era o sétimo tumor mais impactante para os homens, seguindo esse critério — atrás de pulmão/traqueia; estômago; cérebro/sistema nervoso central; leucemia; boca e garganta; esôfago. Já em 2026-2030, ele ocupará a terceira posição do ranking, perdendo apenas para estômago e pulmão/traqueia. Entre as mulheres, os tumores colorretais estavam na sexta posição em 2001-2005 (atrás de mama; colo de útero; cérebro; pulmão; leucemia). Em 2026-2030, a doença estará no terceiro lugar (atrás apenas de mama e colo de útero).

   Paulo Hoff observou uma tendência parecida do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do qual ele é diretor. “Em 2019, publicamos um trabalho em que mostramos claramente um aumento substancial na chegada de pacientes mais jovens com câncer colorretal”, diz o médico, que também é professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). “Num período de 10 anos, essa elevação tinha sido na ordem de 15%. Mas é muito provável que esse número esteja subestimado”, calcula o oncologista. O médico Alexandre Jácome também realizou um levantamento sobre o tema na Oncoclínicas, onde ele atua como líder nacional de oncologia gastrointestinal. “Nós não encontramos um aumento significativo da incidência desse tumor nos pacientes jovens em paralelo a uma estabilização entre os mais velhos, como acontece nos EUA”, destaca ele.

   Os especialistas trabalham agora para analisar com mais profundidade todas as estatísticas disponíveis no Brasil — e avaliar se é necessário tomar alguma atitude para proteger essa população mais jovem contra o câncer colorretal. [...]


Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglvdv78dk6o
No trecho “esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida”, a forma verbal destacada “está” é classificada, morfologicamente, como: 
Alternativas
Q3857277 Português
Assinale a alternativa em que o verbo em destaque apresenta correta concordância: 
Alternativas
Respostas
1261: A
1262: B
1263: C
1264: E
1265: C
1266: B
1267: C
1268: A
1269: C
1270: B
1271: B
1272: B
1273: C
1274: D
1275: A
1276: B
1277: C
1278: E
1279: B
1280: D