Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 16.255 questões

Q3834648 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.

(Quino. Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)

Se, na frase do 1º quadrinho – Lá a gente se encontra. – a garota empregasse o pronome “nós” em vez da expressão “a gente”, a frase dita por ela estaria em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3833163 Português
"A taxa de conclusão tem avançado nos últimos anos, passando de 54,5% em 2015 para 74,3% em 2025."

Considerando o tipo, tempo e modo dos verbos no trecho acima, marque com V, as afirmativas verdadeiras, e com F, as falsas:

( ) A forma verbal 'tem avançado' é uma locução verbal formada pelo verbo auxiliar no presente do indicativo e pelo particípio de um verbo regular, expressando uma ação iniciada no passado que se prolonga até o presente.
( ) A troca de 'tem avançado' por 'avançou' preservaria integralmente o sentido do trecho.
( ) O verbo 'ter', no trecho, exerce função de verbo auxiliar, sendo responsável pela formação de um tempo composto do modo indicativo.
( ) A forma verbal 'passando' refere-se ao verbo regular 'passar' no particípio, expressando processo contínuo e mudança gradual, ligado semanticamente ao verbo principal 'tem avançado'.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3832924 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


Dezembrite


Chega dezembro e, com o calor, as luzinhas piscando nas janelas, o Papai Noel em todos os lugares e as músicas natalinas que fazem a trilha sonora das compras, aparece uma sensação difícil de nomear. Para muita gente, o período entre o Natal e o Réveillon não é só festa. É cansaço acumulado, é a grama do vizinho mais verde, são as cobranças pelas metas que não foram cumpridas e a impressão de que todo mundo está celebrando, menos você. Não à toa, essa depressão sazonal ganhou até apelido: “dezembrite”.

Antônia Burke, psicanalista e educadora socioemocional, comenta que o calendário tem um efeito psicológico poderoso. “O fim do ano funciona como um espelho cheio de luz, iluminando aquilo que não deu certo, o que está faltando, o que a gente não conseguiu controlar”, diz. Nesse cenário, as redes sociais lotadas de fotos de viagens aparentemente incríveis e conquistas editadas podem fazer com que a pessoa conclua que é uma fracassada. “Ficamos com a impressão de que nossa vida é horrível, de que a gente é incompetente”, afirma.

A médica psiquiatra Vanessa Fávaro, assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, lembra que esse momento mistura fechamento de ciclo, reuniões familiares, festas da firma e expectativas em relação ao futuro. “É uma época em que as pessoas ficam muito emotivas e emocionadas, às vezes até apresentam um quadro de mais tristeza mesmo, de desânimo”, observa.

Isso não significa que toda tristeza que chega em dezembro seja um episódio depressivo. A diferença, resume Fávaro, está na intensidade, na duração e no quanto esse estado passa a prejudicar a rotina. [...] Há caminhos possíveis para atravessar esse período com menos opressão e mais autocuidado com a saúde mental. Eles não anulam a melancolia, o luto ou a frustração, mas ajudam a reorganizar, com carinho, a maneira como olhamos para os doze meses que passaram e para os que vêm pela frente — afinal, é como canta Simone: “O ano termina e nasce outra vez”. Porém, “A esperança não é um botão que a gente aperta, é consequência de pequenas reorganizações internas e externas”, sintetiza Burke. [...]


Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/semana/. Acesso: 21 dez. 2025. Adaptado. 
Na passagem “[...] ajudam a reorganizar, com carinho, a maneira como olhamos para os doze meses que passaram e para os que vêm pela frente [...]”, o verbo “vêm” aparece acentuado porque se trata
Alternativas
Q3832852 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


    A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.


    Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.


    Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções. 


    A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.


    A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.


    O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.


    Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.


    Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.


 Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

No período A sucção é um reflexo essencial, o tempo e modo do verbo é classifica-se como: 
Alternativas
Q3832851 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


    A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.


    Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.


    Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções. 


    A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.


    A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.


    O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.


    Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.


    Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.


 Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

No trecho fortalecer o vínculo materno, as palavras sublinhadas são classificadas, gramaticalmente, como: 
Alternativas
Q3832749 Português
Em relação à classificação dos verbos, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3832748 Português

Considerando a tirinha a seguir, analise as assertivas abaixo:
36.png (398×601)
Fonte: https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda

I. Ao todo, pode-se identificar sete formas verbais no primeiro quadrinho, seis regulares e uma irregular.
II. No primeiro quadrinho, “use”, “compre” e “prove” são formas verbais no imperativo, cujo interlocutor é “você”; já “beba” e “coma” têm como interlocutor “tu”.
III. No imperativo negativo, todas as formas verbais apresentam a terminação “-e” ou “-es”. 

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3832305 Português
Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
 O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3832202 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os riscos de usar canetas emagrecedoras por conta própria só por estética


A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para perder o peso da pandemia, mas não teve sucesso. Apesar da boa forma, decidiu seguir amigas que usavam canetas emagrecedoras e, em fevereiro de 2024, comprou Ozempic sem receita, iniciando o uso sem supervisão. Os efeitos foram imediatos, com forte redução do apetite, e ela segue usando o medicamento de forma intermitente. Especialistas alertam para os riscos dessa automedicação.


A Anvisa exige receita para esses medicamentos, destinados a pessoas que realmente atendam às indicações médicas. Em 2025, a Polícia Federal investigou uma quadrilha que fabricava ilegalmente tirzepatida, envolvendo o médico Gabriel Almeida, que nega irregularidades e diz atuar apenas em debates técnicos.


Canetas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam hormônios ligados à saciedade e são indicadas para obesos ou pessoas com IMC entre vinte e sete e trinta com condições associadas. Apesar disso, vêm sendo usadas apenas por estética. Gabriela tinha IMC de 26,6 e nenhuma condição clínica. Em 2025, o Brasil ampliou critérios de prescrição, incluindo novas avaliações corporais. Especialistas reforçam que o foco desses medicamentos é tratar doenças, não desejos estéticos.


Caso semelhante é o de Andrew, britânico de quarenta e nove anos, com IMC de 26,9. Ele comprou as canetas online apenas com uma autoavaliação e, em 2024, perdeu peso rapidamente, relatando redução do impulso de comer. Ambos usam o medicamento por vaidade, não por indicação médica.


Apesar da eficácia, há riscos importantes. O uso sem necessidade clínica ainda gera incertezas, principalmente quando feito de forma intermitente. Efeitos colaterais incluem náusea, vômito, diarreia, constipação e, em casos raros, gastroparesia e problemas oculares. Uma mulher de trinta e um anos morreu na Paraíba após usar o medicamento sem supervisão, caso que reforçou os alertas do Cremesp.


Oacesso facilitado preocupa. No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora. No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita e proibiu a manipulação da semaglutida.


Há também o risco de perda de massa muscular, piora da composição corporal e efeito sanfona. O corpo reage à perda de peso elevando hormônios da fome e reduzindo o metabolismo, dificultando manter os resultados após interromper o uso. O tratamento contínuo só é indicado para quem realmente precisa.


Mesmo assim, Gabriela e Andrew não pretendem parar. Ela admite sentir-se dependente, e ele vê o medicamento como parte permanente de sua rotina estética.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyk6xz0rz0o.adaptado.

A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para "perder" o peso da pandemia, mas não "teve" sucesso.
Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:
Alternativas
Q3832107 Português
Perdoe os amigos

        Não estrague a amizade porque o seu amigo anda chato. É uma fase. Pode ser falta de dinheiro, problemas familiares, um amor que não está dando certo. Cuidado para não tornar definitivo o que é provisório. Ele está chato, não é chato. Rememore o quanto vocês se conhecem, o quanto viveram de cumplicidade e segredos, o quanto superaram adversidades e desilusões.

        Não vale a pena sacrificar uma história inteira feliz por um dia ruim. Uma indiscrição, uma grosseria e uma aspereza não significam que tudo foi em vão. Pondere, todo amigo tem o direito de errar, de incomodar e se desculpar. Não converta a falta de sintonia passageira em distanciamento permanente. Não devemos enxergar somente o período turbulento e desagradável e esquecermos de reconhecer o companheirismo anterior. Falta-nos paciência para encarar as lamúrias e contextualizar os ataques. Em vez de respirar um pouco e dar um desconto, tratamos de responder as agressões com violência.

        Dê um tempo para o amigo, afaste-se por uma semana, crie saudade de um mês, porém não destrua os laços em função de uma implicância. Às vezes ele não quer ser ajudado, às vezes não há como socorrer aflições, às vezes ele ofende jurando que vem sendo apenas sincero.

         Abra espaço para que ele reflita e se acalme. Entenda que as melhores companhias não são boas companhias o tempo inteiro. Amizade é também prever o momento de se retirar para voltar com mais força e amor redobrado.

(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor, 2017. Adaptado)
No trecho do primeiro parágrafo − Rememore o quanto vocês se conhecem, o quanto viveram de cumplicidade e segredos, o quanto superaram adversidades e desilusões. –, os dois verbos destacados estão no tempo passado. Alterando-os para o tempo futuro, têm-se, na ordem em que se apresentam:
Alternativas
Q3831882 Português
Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3831810 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os riscos de usar canetas emagrecedoras por conta própria só por estética


A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para perder o peso da pandemia, mas não teve sucesso. Apesar da boa forma, decidiu seguir amigas que usavam canetas emagrecedoras e, em fevereiro de 2024, comprou Ozempic sem receita, iniciando o uso sem supervisão. Os efeitos foram imediatos, com forte redução do apetite, e ela segue usando o medicamento de forma intermitente. Especialistas alertam para os riscos dessa automedicação.


A Anvisa exige receita para esses medicamentos, destinados a pessoas que realmente atendam às indicações médicas. Em 2025, a Polícia Federal investigou uma quadrilha que fabricava ilegalmente tirzepatida, envolvendo o médico Gabriel Almeida, que nega irregularidades e diz atuar apenas em debates técnicos.


Canetas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam hormônios ligados à saciedade e são indicadas para obesos ou pessoas com IMC entre vinte e sete e trinta com condições associadas. Apesar disso, vêm sendo usadas apenas por estética. Gabriela tinha IMC de 26,6 e nenhuma condição clínica. Em 2025, o Brasil ampliou critérios de prescrição, incluindo novas avaliações corporais. Especialistas reforçam que o foco desses medicamentos é tratar doenças, não desejos estéticos.


Caso semelhante é o de Andrew, britânico de quarenta e nove anos, com IMC de 26,9. Ele comprou as canetas online apenas com uma autoavaliação e, em 2024, perdeu peso rapidamente, relatando redução do impulso de comer. Ambos usam o medicamento por vaidade, não por indicação médica.


Apesar da eficácia, há riscos importantes. O uso sem necessidade clínica ainda gera incertezas, principalmente quando feito de forma intermitente. Efeitos colaterais incluem náusea, vômito, diarreia, constipação e, em casos raros, gastroparesia e problemas oculares. Uma mulher de trinta e um anos morreu na Paraíba após usar o medicamento sem supervisão, caso que reforçou os alertas do Cremesp.


Oacesso facilitado preocupa. No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora. No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita e proibiu a manipulação da semaglutida.


Há também o risco de perda de massa muscular, piora da composição corporal e efeito sanfona. O corpo reage à perda de peso elevando hormônios da fome e reduzindo o metabolismo, dificultando manter os resultados após interromper o uso. O tratamento contínuo só é indicado para quem realmente precisa.


Mesmo assim, Gabriela e Andrew não pretendem parar. Ela admite sentir-se dependente, e ele vê o medicamento como parte permanente de sua rotina estética.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyk6xz0rz0o.adaptado.

No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora.



Considerando a concordância verbal na frase acima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3831804 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os riscos de usar canetas emagrecedoras por conta própria só por estética


A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para perder o peso da pandemia, mas não teve sucesso. Apesar da boa forma, decidiu seguir amigas que usavam canetas emagrecedoras e, em fevereiro de 2024, comprou Ozempic sem receita, iniciando o uso sem supervisão. Os efeitos foram imediatos, com forte redução do apetite, e ela segue usando o medicamento de forma intermitente. Especialistas alertam para os riscos dessa automedicação.


A Anvisa exige receita para esses medicamentos, destinados a pessoas que realmente atendam às indicações médicas. Em 2025, a Polícia Federal investigou uma quadrilha que fabricava ilegalmente tirzepatida, envolvendo o médico Gabriel Almeida, que nega irregularidades e diz atuar apenas em debates técnicos.


Canetas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam hormônios ligados à saciedade e são indicadas para obesos ou pessoas com IMC entre vinte e sete e trinta com condições associadas. Apesar disso, vêm sendo usadas apenas por estética. Gabriela tinha IMC de 26,6 e nenhuma condição clínica. Em 2025, o Brasil ampliou critérios de prescrição, incluindo novas avaliações corporais. Especialistas reforçam que o foco desses medicamentos é tratar doenças, não desejos estéticos.


Caso semelhante é o de Andrew, britânico de quarenta e nove anos, com IMC de 26,9. Ele comprou as canetas online apenas com uma autoavaliação e, em 2024, perdeu peso rapidamente, relatando redução do impulso de comer. Ambos usam o medicamento por vaidade, não por indicação médica.


Apesar da eficácia, há riscos importantes. O uso sem necessidade clínica ainda gera incertezas, principalmente quando feito de forma intermitente. Efeitos colaterais incluem náusea, vômito, diarreia, constipação e, em casos raros, gastroparesia e problemas oculares. Uma mulher de trinta e um anos morreu na Paraíba após usar o medicamento sem supervisão, caso que reforçou os alertas do Cremesp.


Oacesso facilitado preocupa. No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora. No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita e proibiu a manipulação da semaglutida.


Há também o risco de perda de massa muscular, piora da composição corporal e efeito sanfona. O corpo reage à perda de peso elevando hormônios da fome e reduzindo o metabolismo, dificultando manter os resultados após interromper o uso. O tratamento contínuo só é indicado para quem realmente precisa.


Mesmo assim, Gabriela e Andrew não pretendem parar. Ela admite sentir-se dependente, e ele vê o medicamento como parte permanente de sua rotina estética.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyk6xz0rz0o.adaptado.

A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para "perder" o peso da pandemia, mas não "teve" sucesso.



Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q3831737 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os preocupantes efeitos de longo prazo da pandemia que agora estão sendo observados nas crianças


A professora de pré-escola Rebekah Underwood percebe diferenças claras na turma de 2025 em comparação às crianças que ensinava antes da pandemia de covid-19. Alunos de cinco e seis anos demonstram maior cautela física, com dificuldades para pular, dar cambalhotas ou escalar. Esse comportamento chama a atenção por contrastar com gerações anteriores e levanta a hipótese de que a restrição à exploração ao ar livre, vivida quando eram bebês, tenha influenciado seu desenvolvimento motor e a confiança corporal.

Em março de 2020, o fechamento das escolas em todo o mundo alterou profundamente a rotina de mais de dois bilhões de crianças e jovens. O confinamento prolongado, o ensino remoto e a substituição da convivência presencial por interações mediadas por telas romperam o ritmo cotidiano da infância. Experiências importantes — esportes, brincadeiras coletivas e eventos escolares — foram interrompidas, e muitos alunos passaram meses ou até mais de um ano sem contato presencial com colegas.

Pesquisadores observam que essas interrupções deixaram marcas no comportamento, na saúde mental, nas habilidades sociais e na aprendizagem. Crianças pequenas passaram a apresentar maior sensibilidade a estímulos sonoros e visuais, além de dificuldades em ambientes barulhentos e caóticos. Em algumas escolas, atividades práticas, como aulas de música, precisaram ser suspensas e depois reintroduzidas gradualmente, devido à sobrecarga sensorial vivida pelos alunos.

Estudos recentes indicam que bebês que passaram os primeiros meses de vida durante os confinamentos apresentam vocabulário mais restrito e dificuldades em habilidades cognitivas mais complexas. A redução das interações sociais e da diversidade de estímulos em espaços públicos é apontada como fator relevante, já que os primeiros anos são decisivos para o desenvolvimento da comunicação e das funções executivas.

Na área educacional, estima-se que cerca de quase dois bilhões de estudantes tenham sido prejudicados. Relatórios internacionais apontam perdas expressivas de aprendizagem, sobretudo em matemática, mais intensas entre alunos de famílias de baixa renda e grupos marginalizados. Essas defasagens mostraram-se persistentes mesmo após a reabertura das escolas e se recuperam de forma desigual, ampliando disparidades educacionais e gerando impactos econômicos de longo prazo.

Além da educação, pesquisas identificaram aumento da obesidade infantil e maior incidência de ansiedade, depressão e problemas comportamentais. Por outro lado, alguns estudos registram melhora na maturidade emocional, possivelmente relacionada à exposição precoce a adversidades e a temas complexos durante a pandemia, o que pode ter acelerado certos aspectos do amadurecimento psicológico.

Especialistas alertam que, sem ações coordenadas entre políticas públicas, famílias e escolas, as consequências negativas se prolongarão ao longo dos anos. Ainda assim, Underwood observa sinais de avanço em sua turma mais recente: as crianças demonstram maior disposição para atividades físicas, retomam brincadeiras com mais confiança e participam melhor das aulas de música, embora o desenvolvimento socioemocional continue a exigir acompanhamento atento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8e4xxd02xlo.adaptado.
Crianças pequenas "passaram" a apresentar maior sensibilidade a estímulos sonoros e visuais.

De acordo com a morfologia verbal, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3831533 Português
Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
 O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no: 
Alternativas
Q3831297 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os riscos de usar canetas emagrecedoras por conta própria só por estética


A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para perder o peso da pandemia, mas não teve sucesso. Apesar da boa forma, decidiu seguir amigas que usavam canetas emagrecedoras e, em fevereiro de 2024, comprou Ozempic sem receita, iniciando o uso sem supervisão. Os efeitos foram imediatos, com forte redução do apetite, e ela segue usando o medicamento de forma intermitente. Especialistas alertam para os riscos dessa automedicação.


A Anvisa exige receita para esses medicamentos, destinados a pessoas que realmente atendam às indicações médicas. Em 2025, a Polícia Federal investigou uma quadrilha que fabricava ilegalmente tirzepatida, envolvendo o médico Gabriel Almeida, que nega irregularidades e diz atuar apenas em debates técnicos.


Canetas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam hormônios ligados à saciedade e são indicadas para obesos ou pessoas com IMC entre vinte e sete e trinta com condições associadas. Apesar disso, vêm sendo usadas apenas por estética. Gabriela tinha IMC de 26,6 e nenhuma condição clínica. Em 2025, o Brasil ampliou critérios de prescrição, incluindo novas avaliações corporais. Especialistas reforçam que o foco desses medicamentos é tratar doenças, não desejos estéticos.


Caso semelhante é o de Andrew, britânico de quarenta e nove anos, com IMC de 26,9. Ele comprou as canetas online apenas com uma autoavaliação e, em 2024, perdeu peso rapidamente, relatando redução do impulso de comer. Ambos usam o medicamento por vaidade, não por indicação médica.


Apesar da eficácia, há riscos importantes. O uso sem necessidade clínica ainda gera incertezas, principalmente quando feito de forma intermitente. Efeitos colaterais incluem náusea, vômito, diarreia, constipação e, em casos raros, gastroparesia e problemas oculares. Uma mulher de trinta e um anos morreu na Paraíba após usar o medicamento sem supervisão, caso que reforçou os alertas do Cremesp.


Oacesso facilitado preocupa. No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora. No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita e proibiu a manipulação da semaglutida.


Há também o risco de perda de massa muscular, piora da composição corporal e efeito sanfona. O corpo reage à perda de peso elevando hormônios da fome e reduzindo o metabolismo, dificultando manter os resultados após interromper o uso. O tratamento contínuo só é indicado para quem realmente precisa.


Mesmo assim, Gabriela e Andrew não pretendem parar. Ela admite sentir-se dependente, e ele vê o medicamento como parte permanente de sua rotina estética.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyk6xz0rz0o.adaptado.

A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para "perder" o peso da pandemia, mas não "teve" sucesso.

Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:
Alternativas
Q3831235 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os riscos de usar canetas emagrecedoras por conta própria só por estética


A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para perder o peso da pandemia, mas não teve sucesso. Apesar da boa forma, decidiu seguir amigas que usavam canetas emagrecedoras e, em fevereiro de 2024, comprou Ozempic sem receita, iniciando o uso sem supervisão. Os efeitos foram imediatos, com forte redução do apetite, e ela segue usando o medicamento de forma intermitente. Especialistas alertam para os riscos dessa automedicação.


A Anvisa exige receita para esses medicamentos, destinados a pessoas que realmente atendam às indicações médicas. Em 2025, a Polícia Federal investigou uma quadrilha que fabricava ilegalmente tirzepatida, envolvendo o médico Gabriel Almeida, que nega irregularidades e diz atuar apenas em debates técnicos.


Canetas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam hormônios ligados à saciedade e são indicadas para obesos ou pessoas com IMC entre vinte e sete e trinta com condições associadas. Apesar disso, vêm sendo usadas apenas por estética. Gabriela tinha IMC de 26,6 e nenhuma condição clínica. Em 2025, o Brasil ampliou critérios de prescrição, incluindo novas avaliações corporais. Especialistas reforçam que o foco desses medicamentos é tratar doenças, não desejos estéticos.


Caso semelhante é o de Andrew, britânico de quarenta e nove anos, com IMC de 26,9. Ele comprou as canetas online apenas com uma autoavaliação e, em 2024, perdeu peso rapidamente, relatando redução do impulso de comer. Ambos usam o medicamento por vaidade, não por indicação médica.


Apesar da eficácia, há riscos importantes. O uso sem necessidade clínica ainda gera incertezas, principalmente quando feito de forma intermitente. Efeitos colaterais incluem náusea, vômito, diarreia, constipação e, em casos raros, gastroparesia e problemas oculares. Uma mulher de trinta e um anos morreu na Paraíba após usar o medicamento sem supervisão, caso que reforçou os alertas do Cremesp.


Oacesso facilitado preocupa. No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora. No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita e proibiu a manipulação da semaglutida.


Há também o risco de perda de massa muscular, piora da composição corporal e efeito sanfona. O corpo reage à perda de peso elevando hormônios da fome e reduzindo o metabolismo, dificultando manter os resultados após interromper o uso. O tratamento contínuo só é indicado para quem realmente precisa.


Mesmo assim, Gabriela e Andrew não pretendem parar. Ela admite sentir-se dependente, e ele vê o medicamento como parte permanente de sua rotina estética.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyk6xz0rz0o.adaptado.

A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para “perder” o peso da pandemia, mas não “teve” sucesso.


Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q3830688 Português
Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
 O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no: 
Alternativas
Q3830073 Português
Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3829884 Português
"A representação de gênero e raça tem o poder simbólico de conferir legitimidade à entrega do serviço público, uma vez que o público beneficiário se torna mais colaborativo e engajado na coprodução da política.
Os estudos sobre burocracia demonstram que a representação da diversidade da população de um país no serviço público amplia a percepção de equidade de oportunidade a todas as pessoas ativas."
Com base nas regras de concordância verbal e nominal dos elementos linguísticos empregados no trecho, marque V, para as afirmativas verdadeiras, ou F, para as falsas:

(__)A forma verbal 'tem' deveria estar flexionada em 'têm', uma vez que apresenta um sujeito composto formado pelos núcleos 'gênero' e 'raça'.
(__)O verbo 'demonstrar' e 'ampliar' compartilham um mesmo sujeito, que é simples em amos os casos.
(__)Os vocábulos 'colaborativo' e 'engajado' estão no singular para estabelecer concordância adequada com o núcleo 'beneficiário'.
(__)O verbo 'ampliar' está flexionado no singular para estabelecer concordância com o núcleo 'população', que também se encontra no singular.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
1221: D
1222: B
1223: D
1224: C
1225: D
1226: A
1227: A
1228: D
1229: B
1230: E
1231: B
1232: D
1233: A
1234: A
1235: B
1236: C
1237: A
1238: B
1239: A
1240: B