Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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A não-festa dos meus oito anos
A não-festa dos meus oito anos
"Não _________ dúvidas de que, se o presidente da associação _________ a decisão e os funcionários não _________ o acordo, _________ conflitos internos. Assim que os advogados _________ no caso, a situação será mediada."
Mantendo a mesma noção de tempo, a expressão destacada acima pode ser substituída corretamente por:
Leia o texto a seguir:
Os mares na bijuteria
Iesa Rodrigues
Se existe um setor, além do jeans e da moda praia, em
que o Brasil faz tendências de estilo, é o dos balangandãs. Desde a era das
descobertas, somos conquistados por espelhinhos e colares. Nem passaram muitos
anos até começarmos a usar a criatividade inata para inventar nossas próprias
bijuterias. Afinal, os cocares e adereços das tribos já eram bonitos.
Depois de algumas décadas acompanhando lançamentos
nacionais e internacionais, se ainda existe uma vitrine capaz de me surpreender
é a destes acessórios irresistíveis. A prova aconteceu nesta semana, na
rotineira passagem pelo shopping da Gávea: no lugar da antiga papelaria estavam
cordões coloridos, um deles com olhos gregos penduradinhos, um cavalo marinho
como pingente, conchas... Pronto: deixei de lado a discussão com o gerente do
banco, esqueci de ver o preço dos mouses na loja em frente. Entrei e conversei
com a Ana, vendedora, marketeira de mão cheia, garota simpática, que ama a loja
e seus produtos. E contou a história:
Michele Coelho, mais conhecida como Mimi Coelho,
criava as bijoux da Farm. A demanda cresceu tanto que virou a Lola, marca
independente, sem deixar a Farm. Os preços ficam na faixa dos R$150. Nos
despedimos com a promessa da Ana escrever para o meu site - ela é poeta! Só fui
embora porque entrou uma multidão na pequena loja.
Outra marca de balangandãs é a Morana. Uma gigante do
ramo, fundada em 2002, com mais de 300 lojas no país, que nunca se acomodou nas
peças básicas ou na pretensão a joias.
A Fresh Vibes, nova coleção inspirada em referências
marítimas e celestes, traz pérolas, conchas e elementos orgânicos, um frescor
para este alto-verão.
Fala Nara Dutra, Head de Marketing e E-commerce da
Morana:
"Fresh Vibes nasce como um convite para viver o
verão com mais espontaneidade e conexão com o momento presente. Pensamos em uma
coleção versátil, que dialoga com diferentes estilos e ocasiões, mas sempre com
esse frescor e brilho que são a essência da estação e da Morana.”
Fonte: https://www.jb.com.br/colunistas/iesa-rodrigues/2026/01/1058380-os-mares-na-bijuteria.html. Acesso em 19/01/2026. Excerto
Considerando a possibilidade de reescrita com emprego adequado de tempo verbal composto, sem alteração do valor aspectual predominante no contexto argumentativo, é correto afirmar que a forma verbal adequada é:
O verbo em destaque, transposto para a segunda pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, está estruturado corretamente em:
“A vítima relatou, durante o registro do B.O., que um ladrão entrou em sua residência durante a madrugada e que teria roubado uma lavadora de alta pressão, uma tampa de tanque de combustível, 20 litros de gasolina e outros 20 litros de etanol.”
A forma verbal destacada no período acima indica uma ação:
- _______ todos os objetos na gaveta. - A lista dos aprovados já _______ ontem. - _______ várias pessoas suspeitas lá.
Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
Caetano W Galindo. Latim em pó. Um passeio pela
formação do nosso português.
São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 142-144 (com
adaptações).
Texto CG1A2-I
Ainda há muito o que estudar sobre a árvore
genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a
linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado
pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de
idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente
envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil
são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio,
tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a
partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por
um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao
sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.
A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas
costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um
dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de
vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor
mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um
trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo
de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os
portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma
forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa
foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a
língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram
desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda
representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal
nessas plagas.
Caetano W Galindo. Latim em pó. Um passeio pela
formação do nosso português.
São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 142-144 (com
adaptações).