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Questões de Português - Morfologia - Verbos para Concurso

Foram encontradas 4.963 questões

Q990345 Português

      Quando era novo, em Pringles, havia donos de automóveis que se gabavam, sem mentir, de tê-los desmontado “até o último parafuso” e depois montá-los novamente. Era uma proeza bem comum, e tal como eram os carros, então, bastante necessária para manter uma relação boa e confiável com o veículo. Numa viagem longa era preciso levantar o capô várias vezes, sempre que o carro falhava, para ver o que estava errado. Antes, na era heroica do automobilismo, ao lado do piloto ia mecânico, depois rebaixado a copiloto. [...]

      Na realidade, os bricoleurs* de vila ou de bairro não se limitavam aos carros, trabalhavam com qualquer tipo de máquinas: relógios, rádios, bombas d´água, cofres. [...] Desnecessário dizer, assim, que desde que os carros vêm com circuitos eletrônicos, o famoso “até o último parafuso” perdeu vigência.

      Houve um momento, neste último meio século, em que a humanidade deixou de saber como funcionavam as máquinas que utiliza. De forma parcial e fragmentária, sabem apenas alguns engenheiros dos laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento de algumas grandes empresas, mas o cidadão comum, por mais hábil e entendido que seja, perdeu a pista há muito. Hoje em dia usamos os artefatos tal como as damas de antigamente usavam os automóveis: como “caixas-pretas”, com um Input (apertar um botão) e um Output (desliga-se o motor), na mais completa ignorância do que acontece entre esses dois polos.

      O exemplo do carro não é por acaso, acredito ter sido a máquina de maior complexidade até onde chegou o saber do cidadão comum. Até a década de 1950, antes do grande salto, quando ainda se desmontavam carros e geladeiras no pátio, circulava uma profusa bibliografia com tentativas patéticas de seguir o rastro do progresso. [...]

      Hoje vivemos num mundo de caixas-pretas. Ninguém se assusta por não saber o que acontece dentro do mais simples dos aparelhos de que nos servimos para viver. [...]

      O que aconteceu com as máquinas é apenas um indício concreto do que aconteceu com tudo. A sociedade inteira virou uma caixa-preta. A complicação da economia, os deslocamentos populacionais, os fluxos de informação traçando caprichosas espirais num mundo de estatísticas contraditórias, acabaram por produzir uma cegueira resignada cuja única moral é a de que ninguém sabe “o que pode acontecer”; ninguém acerta os prognósticos, ou acerta só por casualidade. Antes isso acontecia apenas com o clima, mas à imprevisibilidade do clima o homem respondeu com civilização. Agora a própria civilização, dando toda a volta, se tornou imprevisível.

(César Aira. In: Marco M. Chaga, org. Pequeno manual de procedimentos. Tradução: Eduardo Marquardt. Cuuritiba: Arte & Letra, 2007, p.49-51)

* bricoleur: aquele que faz qualquer espécie de trabalho

Considere a oração “Hoje vivemos num mundo de caixas-pretas.”(5º§) para responder à questão.


O verbo em destaque na oração acima está flexionado no presente do Indicativo. Todavia, sabe-se que ele apresenta essa mesma grafa quando flexionado na primeira pessoa do plural do:

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Q989754 Português

                Conjugação


         Eu falo                   Eu defendo

         tu ouves                 tu combates

         ele cala.                  ele entrega.


         Eu procuro               Eu canto


         tu indagas                tu calas

         ele esconde.             ele vaia.


         Eu planto                  Eu escrevo

         tu adubas                  tu me lês

         ele colhe.                   ele apaga


          Eu ajunto

           tu conservas

           ele rouba.

(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Poesias reunidas: 1965-1999. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.157-158.)

O fato expresso pelos verbos do poema é
Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Q989569 Português

TEXTO 1

Obrigado eu

Nesses tempos modernos, eu me pergunto: o que pode essa língua? 


            Tinha eu quatorze anos de idade, quando o meu pai começou a implicar com o meu jeito de falar. Ele não entendia o tal do “falou, bicho”, já que bicho não fala. Quando eu dizia “é isso aí, amizade”, ele me perguntava se eu era mesmo amigo daquela pessoa. 

            Com a jovem guarda, uma enxurrada de palavras novas começaram a se espalhar pelos quatro cantos do país e cada novidade que eu trazia pra casa era motivo de quase briga. Ele não entendia o que era “papo furado” tampouco “é uma brasa, mora”. Toda vez que eu falava brasa, ele resmungava: Onde é que está quente? Na verdade, eu achava tudo isso um saco.

            Essas novidades na língua portuguesa não começaram com Roberto Carlos. São mais velhas que o rei, acredite. O meu pai falava “supimpa”, por exemplo, e eu nem ligava. 

         Bom, aí o tempo foi passando, o mundo girando e novas palavras aparecendo. Apareceram as palavras deletar, postar, escanear, digitalizar, essas coisas todas. Teve a onda do inglês que transformou o estagiário em trainee, o entrega em domicílio em delivery, a liquidação em sale e o retorno em feedback. Inventaram o pet shopinternet banking e o smartphone.

            Minhas filhas, quando adolescentes, tive de engolir o “mó legal” e o “sussa”. Sem contar o “então”, depois de qualquer pergunta: 

            – Que horas são?

            – Então...

            – Você vai pra praia no final de semana?

            – Então...

            Mas passou como tudo tende a passar, como tudo tem de passar. 

            Na escrita, já me acostumei com o blz no lugar de beleza, com o vc no lugar de você, abs no lugar de abraços e com o tks no lugar do thank you. Já me acostumei com as risadas que viraram rs rs rs, hahaha ou hehehe.

            O que está me deixando implicado agora, do mesmo jeito que o meu pai implicava com o bicho e a brasa, é o que vem depois do obrigado. Eu sempre falei de nada, mas agora é diferente.

            – Obrigado.

            – Imagine...

            Mas isso não é nada. O pior de tudo é quando você diz obrigado e a pessoa responde:

            – Obrigado eu.  


VILLAS, Alberto. Obrigado eu. Disponível em: <http://www.cartacapital.-com.br/cultura/obrigado-eu-6844.html>. Acesso em: 7 abr. 2015. (Adaptado). 


TEXTO 2


As frases “– Você vai pra praia no final de semana?”, do texto 1, e “N pds vir hj +cdo p casa?”, do texto 2, diferenciam-se, respectivamente, pela
Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Q988888 Português

Julgue o próximo item, que consiste em propostas de reescrita para trechos extraídos do texto, no que se refere à correção gramatical e à manutenção das ideias.


“as queixas devem ser acolhidas” (linhas 22 e 23): devem-se acolher as queixas

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Q988756 Português

Com relação à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto, julgue o item a seguir.


“O estresse é considerado como o principal causador das doenças emocionais.” (linha 5): Consideram-se o estresse o principal causador das doenças emocionais.

Você errou!   Resposta: Parabéns! Você acertou!
Respostas
1: D
2: B
3: C
4: C
5: E