Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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Observe a letra da música a seguir para responder à questão.
Algoritmo Íntimo
Criolo & Ney Matogrosso
Eu queria você aqui
Perto de mim
Quando a gente gosta, não dá pra esconder
Quando a gente ama, corpo fala
Coração quer explodir de amor
Eu (eu) sinto (sinto) tua falta (tua falta), bebê
Você é uma flor
Eu não sei se dá pra ver (uma flor) que eu vi
Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)
Acho que sente que sinto
Que sente que sinto saudade (sinto saudade)
Mas não vou ficar na espera, na cela da tela
Toda a eternidade (toda a eternidade)
Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade
(te agarrar de verdade)
Me responde
Pra gente não se afastar mais
O tempo é danado
Muda o prumo e a prosa, meu bem (meu bem)
Meu corpo em chamas grita
E implora por teu abraço
Eu não sei se dá pra ver (volta) que eu vi
Que você viu a minha mensagem (minha mensagem)
Acho que sente que sinto
Que sente que sinto saudade (sinto saudade)
Mas não vou ficar na espera, na cela da tela
Toda a eternidade (toda a eternidade)
Meu algoritmo íntimo quer te agarrar de verdade
(te agarrar de verdade).
Fonte: https://www.letras.mus.br/ Acesso em 10/06/2026
"Quando a gente gosta, não dá pra esconder."
A respeito da concordância verbal empregada nesse trecho e de sua adequação à normapadrão, assinale a alternativa correta.
Avaliar necessidades de aprendizagem, criar materiais didáticos, conduzir atividades educativas que promovam o crescimento profissional, desenvolver e implementar programas educacionais e de treinamento, focado na capacitação e desenvolvimento contínuo dos colaboradores.
Assinale a substituição que seria inadequada.
Assinale a frase em que há erro de concordância porque a palavra sublinhada é particípio de um tempo composto de verbo.
O PUXADOR DE PALMAS
Antonio Prata
Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames” termina em risada.
Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.
Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser “puxador de palmas”. Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.
Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.
Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos “brokers” de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.
Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.
Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é “não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no “puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: “Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes”.
Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.
Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxa
dor-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.

Abordando tipologia textual, leia os itens, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Discurso indireto: pronomes e flexão verbal em 1ª ou 2ª pessoa. Exemplo: - Quero estudar, disse a menina.
( ) Discurso direto: tempos verbais (ordenados em relação ao momento da fala), presente do indicativo, (A nota é a mesma, afirmou o professor); pretérito perfeito, (Tudo continuou na mesma, retrucou a mulher); futuro do presente, (A tarefa estará terminada, sentenciou o patrão); modo imperativo, (Não saia daqui, afirmou a mãe).
( ) Discurso indireto: pronomes e flexão verbal em 3ª pessoa. Exemplo: A criança disse que queria brincar.
( ) Discurso indireto: tempos verbais (em correlação com o tempo em que se situa o narrador), pretérito imperfeito, (O professor confirmou que a nota era a mesma); pretérito mais-que perfeito, (O médico disse que tudo permanecera como antes); futuro do pretérito, (A namorada sentenciou que tudo estaria terminado em pouco tempo); modo subjuntivo, (A secretária determinou que não entrasse na sala).
INSTRUÇÃO: Leia este texto para responder à questão.
Dicionário arretado
Obra investiga o léxico específico do Nordeste para termos comuns em todo o Brasil
“Cão chupando manga” pode significar “pessoa muito capacitada”. Dependendo da região do Brasil onde o leitor estiver, a afirmação talvez cause algum estranhamento já que é comum o uso daqueles termos para passar a ideia de algo horrível, no Sudeste do país, por exemplo. Mas é certo que “cão chupando manga” na Bahia tem sentido positivo e não pejorativo. É também verdade que, em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, “cão de calçolão” é a expressão usada para dizer que uma coisa é horrorosa. Investigações sobre os significados de palavras e expressões nos estados da região nordeste compõem o dicionário do Nordeste (Editora Cepe, 700 páginas), trabalho do jornalista pernambucano Fred Navarro.
Revista Língua Portuguesa: gramática, narrativa, arte e cultura.
São Paulo: Ed. Segmento. Ano 9, n. 103. Maio 2014, p. 8.
Considere a tirinha do cartunista Alexandre Beck a seguir.

Assinale a frase abaixo que mostra concordância verbal correta.