Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3925418 Português
Leia o texto para responder a questão.

Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro
Julia Braun
Da BBC Brasil em Londres
20 novembro 2024

    Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19. Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África.

    A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário. A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique. No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.

    Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia. Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.

‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’

    Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia. Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.

    Em seu livro Camões com Dendé, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.

    Na função “da mãe preta e babá”, reconta a linguista, essas mulheres amamentaram e criaram os filhos do colonizador “e, à maneira de pedagoga, os ensinou a balbuciar as primeiras palavras, também na sua língua nativa, no embalo do seu canto de acalento” que os fazia dormir. A própria palavra babá é uma das muitas marcas deixadas por esse importante trabalho: pesquisadores rastreiam a sua origem no quimbundo, uma das línguas bantas faladas em Angola.

    Da mesma forma, várias outras palavras ligadas ao cuidado e à maternidade também foram inseridas no contexto brasileiro por esse meio. “No campo afetivo, a mãe negra nos deixou o xodó, o cafuné, o cochilo, o dengo, e nos falou que ‘o caçula é o dengo da família’, o irmão mais jovem, sempre tratado com muito mimo por todas da casa”, diz Yeda Pessoa de Castro.

    Enquanto dengo vem do quicongo, falada no norte de Angola e no baixo Congo, caçula tem origem no quimbundo. Não há no Brasil outra palavra para se referir ao filho mais novo. No português europeu diz-se benjamin, que para o falante brasileiro, além de nome próprio, é um adaptador multiplicador de tomada elétrica. “Diante de tantas evidências apontadas pelo vocabulário, entre muitas outras ainda encobertas por falta de pesquisas mais detalhadas nesse domínio, a mulher angolana, entre tantas outras mulheres negras de igual valor, é projetada historicamente como a figura emblemática da grande mãe ancestral dos brasileiros. Não é em vão que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é apresentada como uma santa negra.”
    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9376nq11lwo
No trecho “as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras”, o verbo está no Pretérito Perfeito do Indicativo. Se a frase fosse alterada para o Futuro do Presente do Indicativo, mantendo a terceira pessoa do plural, a forma correta seria  
Alternativas
Q3924693 Português
Situação hipotética: Um professor de Língua Portuguesa, ao trabalhar com o gênero textual 'receita culinária', foca sua aula exclusivamente na análise da estrutura composicional e nos aspectos linguísticos, como o uso de verbos no imperativo. Assertiva: Essa abordagem, embora válida, é limitada, pois desconsidera o contexto de produção e a função social do gênero, elementos essenciais para um trabalho pautado na perspectiva dos letramentos.
Alternativas
Q3924690 Português
A conversão da frase 'O vento quebrava os galhos secos' para a voz passiva analítica resulta em 'Os galhos secos eram quebrados pelo vento', enquanto a conversão para a voz passiva sintética resulta em 'Quebravam-se os galhos secos'.
Alternativas
Q3924681 Português
No período 'Se ele reouvesse os documentos, poderia viajar', a forma verbal 'reouvesse' está corretamente conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo, sendo derivada do verbo defectivo 'reaver'.
Alternativas
Q3924307 Português
O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida


A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.

Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.

As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.

As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.

A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.

Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.
Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3924258 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida



A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.


Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.


As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.


Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.


Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.


As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.


A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.


Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades. O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3923680 Português
Como uma teoria da motivação humana mostra que jogos de tabuleiro podem ser os presentes perfeitos para qualquer pessoa


Nos finais de ano, é quase inevitável conversarmos sobre a arte e a ciência de presentear. Até dá para evitar, mas eu não quero. Acho fundamental falar sobre isso, dado o quanto de dinheiro desperdiçamos dando coisas que não gostaríamos de ter comprado para pessoas que nem queriam ganhar aquilo. Levantamentos feitos pelo mercado nos EUA e no Reino Unido dão conta de que o equivalente a mais de meio bilhão de reais é gasto em presentes que ninguém quer: lembranças protocolares, acessórios inúteis, objetos de decoração que não agradam.

Mas às vezes somos obrigados a presentar mesmo sem querer: um amigo, um familiar. Seria possível contar com auxílio da ciência para acertar no presente? Haverá algo que todo mundo goste?

De acordo com a Teoria da Autodeterminação, proposta nos anos 1970, existem três necessidades básicas psicológicas básicas de todo ser humano: autonomia – sensação de ter controle e ser livre em suas escolhas; competência – sentimento de ser eficaz, interagir com o ambiente e modificá-lo, desenvolvendo habilidades; e relacionamento – a criação de vínculos, interação entre pessoas, promovendo conexão e pertencimento. Essas necessidades são a base da motivação intrínseca – aquela força que nos leva a fazer as coisas porque queremos genuinamente, que nos trazem prazer em si mesmas, não dependendo de recompensas externas.

A ludicidade, incluindo brincar e jogar, talvez seja a expressão mais completa da motivação intrínseca. É um impulso prazeroso por si só, provavelmente fixado em nossos instintos por nos levar a praticar habilidades e adquirir competências. E é por isso que sugiro que presenteemos com jogos. Apesar de divertidos, eles são mais sérios do que imaginamos quando se considera o quanto preenchem nossas necessidades de autonomia – já que nos jogos somos obrigados a fazer nossas próprias escolhas -, competência – uma vez que estamos praticando ali diversas habilidades -, e obviamente relacionamentos – peça chave dos jogos de tabuleiro.

Seja qual for o perfil da pessoa que você precisa presentear, com a quantidade de títulos que temos disponíveis hoje em dia é impossível não encontrar uma opção que a agrade, pois há alguns lançamentos recentes que mostram essa profusão de possibilidades.


É possível jogar individualmente, de dois a quatro jogadores, e também formar duplas, o que acrescenta mais uma camada de desafio às partidas, já que é preciso entrar perfeita em sintonia com o parceiro. 


Texto de Daniel de Barros (adaptado). Disponível em https://revistagalileu.globo.com/colunistas/tubo-de-ensaios/ coluna/2025/11/, acesso em 13 de dezembro de 2025
No trecho: “Seja qual for o perfil da pessoa que você precisa presentear, com a quantidade de títulos que temos disponíveis hoje em dia é impossível não encontrar uma opção que a agrade”, as formas verbais destacadas estão flexionadas, respectivamente, no tempo e modo:
Alternativas
Q3923155 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida

A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.

Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.

As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente. 

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.

As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.

A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.

Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.
Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3923074 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

O Brasil que Dom Pedro II sonhou e ainda não construímos

 

Duzentos anos depois, seguimos fortes no campo e frágeis na ciência. Falta ao país o projeto que o imperador já enxergava

Por Gustavo Diniz Junqueira

 

Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu: a força do território, da agricultura e da ciência como fundamentos do desenvolvimento. Mas também padece do que ele temia, a incapacidade de transformar conhecimento em projeto nacional.

Dom Pedro II foi um soberano singular. Poliglota, leitor voraz, curioso das ciências naturais, foi o primeiro chefe de Estado a visitar o laboratório de Pasteur, a financiar a fotografia no país e a investir em pesquisa agrícola. Criou, em 1887, o embrião do Instituto Agronômico de Campinas, ordenou o reflorestamento da Floresta da Tijuca e estimulou a imigração para povoar e modernizar o campo. Defendia a abolição da escravidão e acreditava que o progresso de uma nação dependia da educação e da ciência, não da retórica.

O Brasil que ele governou ainda era uma promessa. O de hoje é um gigante agrícola, responsável por alimentar o mundo tropical. Tornamo-nos potência em soja, carne, açúcar e café. Mas, paradoxalmente, continuamos pequenos onde deveríamos ser grandes: na pesquisa, na tecnologia e na visão estratégica de longo prazo. O agronegócio brasileiro é produtivo, mas não suficientemente inteligente. Temos volume, mas carecemos de sistema.

Enquanto a China multiplica por cinco seus investimentos públicos em pesquisa agrícola desde o início do século, somando hoje mais que Estados Unidos e Brasil juntos, nossas instituições históricas, como Embrapa e Instituto Agronômico de Campinas, sobrevivem com orçamentos restritos, defasagem de pessoal e pouca coordenação entre si. O setor privado, embora vigoroso, pensa em safras, não em décadas. O governo, por sua vez, não coordena uma política nacional que una ciência, financiamento, mercado e território. Cada um faz o seu melhor, mas o resultado coletivo é disperso. Falta projeto.

A consequência é clara: exportamos commodities e importamos tecnologia. Criamos riqueza, mas não produzimos conhecimento suficiente para sustentá-la.

Somos o maior produtor agrícola do mundo tropical, mas não lideramos o debate global sobre segurança alimentar, biotecnologia e clima, que é o debate definidor deste século.

O bicentenário de Dom Pedro II, celebrado em 2025, permanece como um ponto de inflexão na história nacional. Mais do que uma data comemorativa, é um espelho do país que fomos e do que poderíamos ser. O Brasil precisa de uma política pública ativa que volte a colocar a pesquisa e a inteligência territorial no centro da estratégia nacional. Não se trata de saudosismo imperial, mas de um imperativo moderno. Sem integração entre ciência, agricultura, educação e sustentabilidade, não haverá protagonismo.

A Conferência do Clima de 2025, a COP30, sediada pelo Brasil, simbolizou a oportunidade de reposicionar o país no debate global sobre clima e alimentação. O desafio agora é transformar essa energia em programa permanente, com instituições fortalecidas, financiamento estável e coordenação nacional. O Brasil deve continuar a se apresentar ao mundo não apenas como celeiro verde, mas como laboratório vivo da agricultura do futuro, tropical, regenerativa, digital e socialmente inclusiva.

Duzentos anos depois, Dom Pedro II continua a ensinar que o poder mais duradouro de uma nação não está em suas riquezas naturais, mas em sua capacidade de gerar conhecimento e distribuir oportunidades. O Brasil do século vinte e um precisa resgatar esse espírito e pensar o futuro como quem governa o tempo.

 

Fonte: Junqueira, Gustavo Diniz. Revista Veja. 3 dez 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/o-brasil-que-dom-pedro-ii-sonhou-e-ainda-naoconstruimos/ Acesso em: 07 de dezembro de 2025.

No fragmento do segundo parágrafo do texto “Dom Pedro II ... estimulou a imigração para povoar e modernizar o campo. Defendia a abolição da escravidão e acreditava que o progresso de uma nação dependia da educação e da ciência, não da retórica.”, os verbos destacados possuem, RESPECTIVAMENTE, os tempos e seus sentidos de: 
Alternativas
Q3922952 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida



A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.


Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.


As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.


Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.


Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.


As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.


A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.


Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades.



O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FCPC Órgão: UFCA Prova: FCPC - 2026 - UFCA - Assistente em Administração |
Q3922908 Português


ALMEIDA, P.O recado de Davos sobre inteligência artificial. Correio Brasilienze. 24 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/02/7360879-o-recado-de-davos-sobre-inteligencia-artificial.html
Assinale a alternativa cuja concordância verbal está conforme a norma gramatical.
Alternativas
Q3922853 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida


A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.

Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.

As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.

As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.

A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.

Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.
Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3922613 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida

A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.

Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.

As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente. 

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.

As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.

A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.

Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.
Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3922446 Português
Assinale a alternativa cuja expressão completa a lacuna abaixo corretamente, com a forma verbal de acordo com a norma-padrão.

“Tudo ficará bem quando ele se __________.”
Alternativas
Q3922404 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-03-09 171514.png (739×229)

BROWNE, Dik. Hagar, O Horrível: Tiras Diárias Completas (1973-1974). Porto Alegre: L&PM Editores, 2016. p. 15. (Coleção L&PM Infantojuvenil). 
Quais das palavras destacadas nas afirmativas a seguir são verbos em relação a seu uso na tirinha? Classifique os verbos em verdadeiro (V) e os termos que não são verbos em falso (F).

( ) “ para ir mais depressa, Helga?!”
( ) “Era para eu estar saqueando e pilhando a Inglaterra”
( ) “neste exato momento!”

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q3922366 Português
Assinale a alternativa que apresenta as formas verbais que completam corretamente os espaços em branco abaixo, na mesma ordem:
- Quando você _______ conversar, é só me chamar. - Tudo ficará bem quando _______ as coisas em seu devido lugar. - Espero que _______ sempre muito feliz. 
Alternativas
Q3922329 Português
Imagem associada para resolução da questão


BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>. 



“E você já tem alguma ideia?”
Assinale a alternativa que apresenta a forma reescrita correta do trecho acima, transcrito da charge, com mudanças para o plural, de acordo com a norma-padrão vigente. 
Alternativas
Q3922326 Português
Assinale a alternativa que apresenta a flexão correta da forma verbal destacada no enunciado.
Alternativas
Q3922323 Português
Deu pau no zodíaco


        De uma forma ou de outra, com mais ou menos fé, as pessoas acreditam nos signos e no horóscopo. Friamente, tem os que negam, mas no fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras fazem uma fezinha no próprio signo e jogam na loteria porque, tirando casar com pessoa rica ou nascer rico, é a melhor forma de ficar rico.

      Só que depois de 2500 anos funcionando de uma determinada maneira, inventada lá atrás pelos babilônios, deu pau no mapa astral, e o que valia naquela época não vale mais, o que deve complicar a vida das videntes e astrólogos de plantão.

         Segundo matéria publicada no Estadão, o que era virgem agora é leão. Tem uma explicação lógica para o que aconteceu, e a base dela é o movimento da terra em volta do sol e em volta de si mesma, somados ao caminho do sol pelo espaço e a colocação das constelações em relação a ele.

         O que serviu de base lá atrás não funciona mais. O céu visto pelos babilônios não é o mesmo céu que nós vemos, ou não vemos, depende da poluição e da iluminação noturna das cidades grandes.

        Quem vai redesenhar o céu e recolocar as constelações nos devidos lugares, de acordo com medições modernas, feitas com ajuda da inteligência artificial? Aliás, será que essa redefinição terá valor mágico ou o emprego das mais modernas técnicas científicas pode impactar de forma negativa o resultado final?

        O tema é complexo e levanta uma dúvida da maior importância. Até que ponto os mapas astrais continuam servindo de base para as respostas transcendentais nas quais baseamos nossos passos e o destino de nossas vidas?

      Ah, a complexidade do céu interferindo na complexidade da vida! 

MENDONÇA, Antonio Penteado. Deu pau no zodíaco.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/10/02/de
u-pau-no-zodiaco/>. 
“Friamente, tem os que negam, mas no fundo, lá no fundo, os brasileiros e brasileiras fazem uma fezinha no próprio signo”
A forma verbal destacada no trecho acima, de uso popular, pode ser substituída corretamente, de acordo com a norma-padrão, por: 
Alternativas
Q3921982 Português
(Vai cair) a estrela do céu.
(Vai cair) a noite no mar.
(Vai cair) o nível do gás.
(Vai cair) a cinza no chão.
(Vai cair) juízo final.
(Vai cair) os dentes de Jó.
(Vai cair) o preço do caos.
(Vai cair) peteca no chão.

(Vai sair) o Sol outra vez.
(Vai sair) um filho pra luz.
(Vai sair) da cara o terror.
(Vai sair) o expresso 22.
(Vai sair) a máscara azul.
(Vai sair) o verde do mar.
(Vai sair) um novo gibi.
(Vai sair) da cara o suor.

(Raul Seixas, Dentadura Postiça.
Disponível em: www.letras.mus.br/raul-seixas/48308/. 04.08.2024. Adaptado)
O verbo que substitui, sem prejuízo de sentido, a locução verbal “vai sair”, utilizada ao longo de toda a segunda estrofe da canção, é
Alternativas
Respostas
921: C
922: C
923: C
924: C
925: B
926: A
927: E
928: B
929: B
930: D
931: A
932: A
933: C
934: E
935: C
936: A
937: E
938: C
939: A
940: B