Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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Não se sabe ao certo _____________ o país ainda convive com lixões, mas especialistas _____________ apontando, _____________ anos, a insuficiência dos investimentos em destinação adequada.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
"A comissão examinadora anulará as questões passíveis de dupla interpretação."
Ao realizar a transposição dessa oração para a VOZ PASSIVA ANALÍTICA, mantendo-se rigorosamente o tempo e o modo verbal da oração original, obtém-se:
"Já ________ dois anos que não se ________ tais exames na instituição. Seguem ________ à relatoria as notas e as atas."
TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.
A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.
O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.
A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte.
No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.
A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.
Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).
Considere o período:
“A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento.”
Com base na norma-padrão da língua portuguesa e na estrutura sintática do período, assinale a alternativa correta.
( ) Um dos assessores do prefeito nos apresentou proposta de parceria.
( ) Houveram várias manifestações em prol da assistência médica gratuita.
( ) A relação das instituições beneficentes chegaram até nós sem problema.
( ) Haverá de caber todos os equipamentos de proteção individual na nossa mala.
• Insisto que vocês ____________ de nós.
• Nós jamais ____________ de incompetentes.
• Nunca naquela cidade ____________ tanto sobre escolaridade.
Assinale a alternativa em que qualquer uma das três expressões propostas completa corretamente a lacuna a seguir:
Todos os sábados, Pedro visita a avó e prepara o almoço com ela. No sábado passado, porém, ele precisou trabalhar e não conseguiu encontrá-la. Antes de desligar o telefone, prometeu: “No próximo sábado, voltarei bem cedo.”
Considerando o emprego dos verbos destacados e as relações de tempo estabelecidas no trecho, assinale a alternativa correta.
I- “Na tempestade, surgem decisões rápidas, pactos improvisados e uma coordenação que raramente SE vê em tempos normais”.
II- “Nesse cenário, a agenda legislativa de 2026 será decisivamente influenciada por dois vetores que SE reforçam mutuamente: [...]”.
III- “[...] o conflito institucional ainda não resolvido e o ciclo eleitoral que SE avizinha”.
IV- “A previsibilidade se perde, o investimento recua, a confiança pública SE desgasta. A exceção vira norma, e a regra perde autoridade”.
V- “Governa-SE pelo improviso, não pelo planejamento; pela urgência, não pela estratégia”.
O SEc aracteriza-se como parte integrante do verbo apenas em:
i. “[...] Cresceu em meio aos solavancos, ao empurra -empurra, aos gritos dos camelôs, às rezas dos crentes, às vozes dos bêbados, [...].”
ii. “[...] A cada viagem, Ardoca mais estranhava e desacostumava à vida do trem [...]”
iii. “[...] Olhou o trem, a composição pareceu -lhe mais longa ainda. Subiu com dificuldades, encostou -se à parede do vagão e depois lentamente foi escorregando o corpo até chegar ao chão.”
I- O uso da locução prepositiva “em meio a”, em (i), favoreceu o fenômeno da crase em “às rezas” e às vozes...” na primeira frase. Uma estrutura alternativa seria: “Cresceu no meio dos solavancos, das rezas, e das vozes dos bêbados, [...].
II- O verbo “desacostumar”, como empregado em (ii), é transitivo indireto. Esse verbo também tem uso como transitivo indireto pronominal, de modo que a frase resultante seria: “[...] Ardoca mais estranhava e se desacostumava da vida do trem.”
III- O verbo “encostar-se”, transitivo direto e indireto pronominal, se constrói com complemento locativo. Assim, em (iii), há um desvio gramatical, pois, segundo a norma padrão, a única estrutura aceita seria: “[...] encostou-se na parede do vagão e ... foi escorregando o corpo até chegar ao chão.”
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“[...] (Ardoca) queria viajar com o mesmo descuido de alguns que jogavam porrinha ou dormiam durante o percurso, mas permanecia sempre desesperadamente acordado.[...]”
Observe o emprego dos verbos em destaque nas frases indicadas em cada uma das alternativas. Depois, assinale a alternativa que traz CORRETAMENTE um verbo que faz o mesmo tipo de exigência feita pelo verbo “PERMANECER”.
“Naquela tarde, ainda no trabalho ele RESOLVERA tudo. Num gesto desesperado e solitário BEBERA lentamente um veneno e DECIDIRA levantar para morrer no trem.”
Identifique, nas estruturas oracionais expostas na sequência, aquela(s) em que há CORRETA utilização das formas verbais, que pode(m) substituir a versão original, mantendo a organização cronológica proposta no texto
I- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele tinha resolvido tudo. Num gesto desesperado e solitário tinha bebido lentamente um veneno e decido levantar para morrer no trem.”
II- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolvia tudo. Num gesto desesperado e solitário bebia lentamente um veneno e decidia levantar para morrer no trem.”
III- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolveria tudo. Num gesto desesperado e solitário beberia lentamente um veneno e decidiria levantar para morrer no trem.”
IV- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolveu tudo. Num gesto desesperado e solitário bebeu lentamente um veneno e decidiu levantar para morrer no trem.”
V- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele havia resolvido tudo. Num gesto desesperado e solitário havia bebido lentamente um veneno e decidido levantar para morrer no trem.”
A alternativa que responde CORRETAMENTE é aquela que cita a(s) paráfrase(s) exposta(s) em:
Leia o Texto II e responda à questão.
Texto II

Fonte: @devaneiosaq. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DUUN99hjt3-/. Acesso em: 25 abr. 2026.

Em relação à palavra destacada na fala empregada na charge: "Será que você não tem nenhum dinheiro esquecido no banco?", é correto afirmar que ela:
Se nós ____ iria resistir. a oferta, sei que ela não
Se a bexiga ____ a urina por muito tempo, pode causar problemas de saúde.
Quando ____ para vocês, deem um sinal para conversarmos melhor.
Se ____ o dinheiro, vai ser uma grande vitória.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Nazinha
No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:
– Quinze anos – é menina ou senhorita?
Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.
– Senhorita.
Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:
– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...
Mas ele explicou:
– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...
E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:
– Essa, coitada...
Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:
– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...
O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:
– Parece ser boa pessoa...
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)