Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3999136 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Investimentos em saneamento básico reduzem internações e gastos com a saúde

A pandemia da Covid-19 ressaltou o quanto é essencial o ato de lavar as mãos. Investir não só em água, como também em esgoto tratado, é indispensável para prevenir essa e outras doenças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que para cada R$1,00 invesƟdo em saneamento há uma economia de R$4,00 em saúde pública. Das enfermidades relacionadas ao saneamento, as diarreias representam mais de 80% dos casos, sendo responsáveis por cerca de 40% das internações hospitalares em crianças menores de 5 anos no mundo, segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OMS. “O início da saúde está ligado ao saneamento básico. Isso engloba coleta de esgoto e principalmente o abastecimento de água, que permite que diversas doenças como hepaƟte, disenterias, amebíase, cólera, tifo, que tem veiculação pela ingestão de água contaminada ou pelo uso recreaƟvo em locais onde a água não é tratada, sejam evitadas”, explica o médico sanitarista, Beto Nogueira. Na Região dos Lagos, as cidades de Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia, a Prolagos, uma empresa da Aegea Saneamento, já invesƟu mais de R$1,4 bilhão ao longo de 23 anos de atuação, representando mais que o dobro de invesƟmentos realizados por habitantes, do que a média nacional, de acordo com o Instituto Trata Brasil. Neste período, a concessionária triplicou o fornecimento de água potável, passando de 30% para 98%, e saltou 0 para 80% o tratamento do esgoto. Os reflexos dos investimentos em saneamento básico já podem ser percebidos na saúde dos municípios. Dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de mortalidade por diarreias é reduzida nas cidades, sendo zero em quase todos os anos.

Fonte: g1.globo.com. Acesso em 20 de março de 2026.
No trecho “A pandemia da Covid-19 ressaltou...”, o verbo destacado está conjugado no pretérito perfeito do indicaƟvo. Caso o trecho fosse reescrito como “As pandemias...”, é correto afirmar que o verbo “ressaltar”, agora conjugado no pretérito mais-que-perfeito do indicaƟvo, assumiria a seguinte forma: 
Alternativas
Q3998356 Português
Leia o texto abaixo e analise a mudança de sentido que ocorre quando os verbos destacados são substituídos por sua forma no pretérito imperfeito do subjuntivo. Em seguida, assinale a alternativa correta sobre o impacto dessa alteração no sentido do período. 
A tecnologia mudou radicalmente a forma como vivemos e trabalhamos, e, se tivéssemos investido mais cedo em inovação, teríamos alcançado avanços ainda maiores. Caso as empresas desenvolvam soluções sustentáveis e não deixem de inovar, o futuro será promissor. No entanto, sem incentivos, muitos empreendedores deixariam de criar novas soluções, como já tinha ocorrido em tempos de crise. 
Alternativas
Q3998335 Português
Avalie as afirmativas com relação à conjugação dos verbos.
I- O verbo reaver, na forma “reaveram”, está corretamente conjugado no pretérito perfeito do indicativo.
II- O verbo requerer é irregular e apresenta alternância vocálica entre as formas “requeiro” e “requeri” no presente do indicativo e no pretérito perfeito, respectivamente.
III- O verbo haver, na forma “houvesse”, é conjugado irregularmente, com a mudança do radical “hav-” para “houv ” na conjugação no pretérito imperfeito do subjuntivo.
IV- O verbo intervir é regular e não exige a alteração do radical inter em todas as suas formas.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3996567 Português
Leia o texto a seguir.

    Aristóteles introduz e desenvolve o tema do amor em sua obra “Ética a Nicômaco”, escrita por volta de 340 a.C. Ali, o filósofo desloca o tema de onde seu mestre o havia posto e o aborda como um dos temas principais da moral e da filosofia prática.
    Para ele, o amor é uma emoção complexa, que envolve a descoberta e o apreço da beleza, da virtude e da perfeição, sim, mas no contato com outra pessoa. Isso mostra como sua abordagem é mais voltada para um amor que está nas relações e não nas idealizações.
https://filosofares.com.br/os-amores-de-platao-e-de-aristoteles/ Acesso em 4.11.2025

Ao apresentar a definição de “amor” de acordo com o filósofo Aristóteles, predomina, no texto, o uso do presente do indicativo. Marque, dentre as opções a seguir, aquela que melhor explica o uso desse tempo e desse modo verbal no contexto.
Alternativas
Q3994920 Português
No trecho "Se a escola propiciasse um ambiente de letramento literário mais denso, talvez os alunos colhessem frutos mais sólidos", a alteração do verbo "propiciasse" para "propiciara" e de "colhessem" para "colheram" resultaria em: 
Alternativas
Q3994914 Português
No enunciado: "Se os professores investissem em multiletramentos, os alunos demonstrariam maior engajamento", o uso dos tempos verbais projeta uma correlação de: 
Alternativas
Q3993760 Português

A PALAVRA COMO LIMITE DO MUNDO



Dizer é delimitar. Sempre que nomeamos algo, traçamos contornos, selecionamos sentidos e, inevitavelmente, excluímos possibilidades. A linguagem, longe de ser um espelho fiel da realidade, funciona como um filtro: organiza o caos do mundo em categorias compreensíveis, ainda que imperfeitas. 


Nesse processo, não apenas comunicamos, mas também construímos aquilo que julgamos compreender. Uma mesma situação pode ser descrita de múltiplas formas, e cada escolha lexical carrega uma perspectiva implícita. Não é por acaso que debates acalorados muitas vezes não decorrem de fatos distintos, mas de palavras diferentes para nomear o mesmo fenômeno.


Há, portanto, uma dimensão de poder na linguagem. Quem nomeia, define; quem define, orienta o olhar. Expressões aparentemente neutras podem carregar juízos de valor, e termos técnicos podem conferir uma aura de legitimidade a ideias que, em essência, não são menos controversas.


Isso não significa que a linguagem deva ser abandonada ou desacreditada, mas compreendida em sua complexidade. Ao tomar consciência de seus mecanismos, o falante torna se menos refém das palavras e mais capaz de utilizá-las com precisão e responsabilidade. 


Entretanto, em um cenário marcado pela pressa e pela simplificação, tende-se a ignorar essa dimensão crítica. Palavras são repetidas sem reflexão, conceitos são utilizados de maneira imprecisa e, pouco a pouco, o discurso perde densidade. Não se trata apenas de falar menos, mas de dizer pior.


Tal empobrecimento não é apenas estilístico. Ele compromete a própria capacidade de pensar, uma vez que o raciocínio se estrutura linguisticamente. Quando o vocabulário se estreita, o pensamento também se contrai, e o mundo, antes múltiplo, parece reduzir-se a versões simplificadas de si mesmo.


Talvez, por isso, o desafio contemporâneo não seja apenas falar, mas reaprender a dizer.

 

Assinale a alternativa em que há ERRO de concordância verbal: 
Alternativas
Q3993757 Português

A PALAVRA COMO LIMITE DO MUNDO



Dizer é delimitar. Sempre que nomeamos algo, traçamos contornos, selecionamos sentidos e, inevitavelmente, excluímos possibilidades. A linguagem, longe de ser um espelho fiel da realidade, funciona como um filtro: organiza o caos do mundo em categorias compreensíveis, ainda que imperfeitas. 


Nesse processo, não apenas comunicamos, mas também construímos aquilo que julgamos compreender. Uma mesma situação pode ser descrita de múltiplas formas, e cada escolha lexical carrega uma perspectiva implícita. Não é por acaso que debates acalorados muitas vezes não decorrem de fatos distintos, mas de palavras diferentes para nomear o mesmo fenômeno.


Há, portanto, uma dimensão de poder na linguagem. Quem nomeia, define; quem define, orienta o olhar. Expressões aparentemente neutras podem carregar juízos de valor, e termos técnicos podem conferir uma aura de legitimidade a ideias que, em essência, não são menos controversas.


Isso não significa que a linguagem deva ser abandonada ou desacreditada, mas compreendida em sua complexidade. Ao tomar consciência de seus mecanismos, o falante torna se menos refém das palavras e mais capaz de utilizá-las com precisão e responsabilidade. 


Entretanto, em um cenário marcado pela pressa e pela simplificação, tende-se a ignorar essa dimensão crítica. Palavras são repetidas sem reflexão, conceitos são utilizados de maneira imprecisa e, pouco a pouco, o discurso perde densidade. Não se trata apenas de falar menos, mas de dizer pior.


Tal empobrecimento não é apenas estilístico. Ele compromete a própria capacidade de pensar, uma vez que o raciocínio se estrutura linguisticamente. Quando o vocabulário se estreita, o pensamento também se contrai, e o mundo, antes múltiplo, parece reduzir-se a versões simplificadas de si mesmo.


Talvez, por isso, o desafio contemporâneo não seja apenas falar, mas reaprender a dizer.

 

No período “Uma mesma situação pode ser descrita de múltiplas formas”, a forma verbal “pode ser descrita” encontra-se na:
Alternativas
Q3993696 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Inteligência Artificial pode ser usada na escola? Entenda os limites e saiba como estabelecer regras

Uso ético da IA na Educação depende do incentivo a discussões a respeito do tema, mas também da criação de diretrizes para orientar boas práticas

Por Dimítria Coutinho - 27/08/2025

        Dentro da escola, os alunos podem usar a Inteligência Artificial (IA) para criar textos? E para corrigir produções? Já os professores, estão autorizados a criarem planos de aula com a IA? Ou isso é proibido? Essas são algumas das várias perguntas que surgem quando o assunto é o uso da IA, sobretudo a generativa, dentro das escolas.

        Embora muitos docentes e estudantes já estejam fazendo uso dessas plataformas, os limites ainda não parecem bem estabelecidos. Diante disso, fica evidente a importância de trabalhar a ética relacionada à IA, garantindo que seu uso seja crítico, seguro e responsável.

        “Dentro do processo de aprendizagem, o estudante precisa ser capaz de navegar por um mundo altamente mediado por tecnologias e depois saber fazer suas próprias escolhas. Para o professor, é a mesma coisa: ele tem que se sentir capaz de fazer escolhas pedagógicas e entender que não precisa ser um expert em IA para utilizá-la”, afirma Giselle Santos, consultora pedagógica de inovação e gestão de portfólio do Instituto Escolas Criativas.

        Enquanto alguns professores ainda têm medo da IA, outros já estão usando e abusando dela, muitas vezes sem pensar muito nas consequências. É preciso, porém, encontrar um caminho do meio, defende Soraya Lacerda, coordenadora do maker space da Casa Thomas Jefferson, um centro binacional conhecido pelo ensino da Língua Inglesa, em Brasília. “Vivemos um momento no qual todos estão testando os limites não só das ferramentas de IA, mas também do seu conhecimento, do uso e da interação dessas tecnologias com sua sala de aula”, observa ela. 

        IA: riscos e potenciais

        Nesse meio do caminho sugerido pela especialista, estão as boas práticas de uso pedagógico da IA. Em primeiro lugar, é necessário entender as potencialidades da IA na educação básica, mas sem ignorar seus riscos, que não são poucos.

        Para Lynn Alves, doutora em Educação e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos grandes potenciais da IA em sala de aula é seu uso como uma assistente. É ela quem vai otimizar tarefas, indicar diferentes formas para resolver um problema, mostrar erros em um texto e ajudar a buscar informações. Vale a pena esclarecer que, mesmo que sirva de apoio ou suporte, está nas mãos de quem a usa a IA a tarefa de orientar e mediar as interações com a plataforma escolhida. 

        A escola, por sua vez, precisa impulsionar a autonomia dos estudantes e seu protagonismo. Mas abraça a responsabilidade de ensiná-los a se tornarem curadores do que a IA entrega. Isso significa checar, procurar outras fontes, se inspirar para resolver os problemas por si só e, acima de tudo, utilizar as informações para construir um pensamento crítico acerca do mundo e, também, das tecnologias. Acima de tudo, é fazer reflexões críticas a ponto de perceber se os resultados são confiáveis, atualizados e não tendenciosos. “Primeiro, o próprio professor tem que aprender a usar a IA dessa forma para que ele possa orientar os alunos para o uso cuidadoso, ético e de qualidade”, defende a professora. 

        Entre os riscos da IA, um dos mais importantes é a possibilidade de gerar informações falsas, sem qualquer tipo de referência ancorada na realidade. A isso, dá-se o nome de alucinações: é quando a IA entrega um conteúdo de forma muito convincente, com cara de verdade, mas é mentira. Ao interagir com os chatbots de IA sem recorte crítico, os estudantes tendem a acreditar em suas respostas, não colocando em cheque as informações devolvidas. Caso o aluno não esteja bem fundamentado nos conteúdos – ou seja, não aprendeu –, existe o risco de delegar a gestão do conhecimento para a IA em vez de fazer uso dessas ferramentas de forma produtiva. 

        “Quando você pergunta a uma IA generativa sobre um tema muito específico da nossa cultura, corre o risco de vir uma informação totalmente enviesada e equivocada, com questões ideológicas inclusive, que comprometem a fidedignidade daquele fato histórico”, exemplifica Lynn. 
        
        Para que os estudantes tenham autonomia para tomar esse tipo de decisão, vale abordar a questão da ética dentro da escola. Giselle aconselha não se resumir a orientações, mas ensinar a turma a questionar sempre que acessar uma plataforma: quem a programou? Qual a intenção da empresa? Qual o contexto em que essa IA foi criada? Por que será que ela me deu essa resposta?

        “É interessante trabalhar a ética na forma de perguntas que estimulem o pensamento e que esses estudantes passem a ser também decisores, não só consumidores. A formação é muito mais cidadã quando você não decide pelo estudante, mas o informa para que ele decida por ele mesmo”, argumenta Giselle.

Fonte: COUTINHO, Dimítria. Inteligência Artificial pode ser usada na escola? Entenda os limites e saiba como estabelecer regras. In: Revista Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/22442/diretrizes-uso-etico-de-inteligencia-artificial-ia-nas-escolas Acesso em: 23 dez. 2025. [adaptado]
Com base no Texto, analise as assertivas a seguir.
I- No trecho “Embora muitos docentes e estudantes já estejam fazendo uso dessas plataformas”, a forma verbal “estejam fazendo” é uma locução verbal no modo subjuntivo que recebe valor concessivo pelo uso da conjunção “embora” início da oração.
II- Em “A escola, por sua vez, precisa impulsionar a autonomia dos estudantes”, o termo “dos estudantes” exerce a função sintática de objeto indireto, uma vez que completa o sentido do verbo “impulsionar”.
III- No segmento “As IAs são treinadas a partir de bancos de dados”, a construção está na voz passiva analítica, com o sujeito paciente “As IAs” e o agente da passiva implícito.
IV- No período “Quando você pergunta a uma IA generativa sobre um tema muito específico da nossa cultura”, a oração introduzida por “quando” exerce função de oração subordinada adverbial.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3993663 Português

O VALOR DAS PALAVRAS


As palavras fazem parte do nosso dia a dia. Com elas, contamos histórias, expressamos sentimentos e compartilhamos ideias. No entanto, nem sempre percebemos o peso que elas carregam. Uma mesma palavra pode ter diferentes significados, dependendo do contexto em que é usada.


Quando alguém diz que está com o “coração pesado”, por exemplo, não quer dizer que o órgão físico mudou de peso, mas sim que está triste ou preocupado. Esse uso mostra como a linguagem pode ir além do sentido literal, criando novas formas de expressão.


Além disso, escolher bem as palavras é importante para evitar mal-entendidos. Uma frase mal construída pode gerar dúvidas ou até conflitos. Por isso, é fundamental conhecer o significado das palavras e saber utilizá-las corretamente.


 Aprender a usar a língua não é apenas decorar regras, mas compreender como ela funciona no cotidiano. Quanto mais praticamos a leitura e a escrita, mais ampliamos nossa capacidade de comunicação.

Na frase “Aprender a usar a língua é importante”, o verbo “é” está no: 


Alternativas
Q3993068 Português

        Carta LXV
        Ao padre provincial do Brasil 1654  

        Com esta frota partimos pelo rio Tocantins, aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa; logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás, e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias, passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura, entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação, rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e deixando, porque em estando viradas de costas não se podem mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de viração (...).

Antônio Vieira. Cartas. V. 1, São Paulo: Globo, p. 277-279. 

A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e literários, julgue o item a seguir.


No trecho "Nos meses de outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas", é facultada a flexão do verbo da primeira oração na terceira pessoa do singular, em concordância com o núcleo do sujeito posposto. 

Alternativas
Q3992326 Português
    As primeiras observações sobre a história do município perderam-se no tempo e na imperfeição dos registros históricos específicos. Os primórdios do “interesse histórico”, se é que se pode assim denominar o registro da chegada dos primeiros colonizadores, datam da década de 40. O que se sabe é que no início, argentinos e paraguaios exploravam a madeira de lei, igualando as condições de exploração como a de qualquer outra região do Oeste do Paraná anteriores à colonização.
    Porém, se compararmos o início da exploração portuguesa e espanhola na região (1531), com o início da colonização do município, vamos concluir que este está em recente processo de ocupação. Nos registros encontrados, consta que na década de 40, quando as terras desta região pertenciam ao município de Foz do Iguaçu, uma empresa inglesa comandava a exploração de madeira, utilizando mão-de-obra argentina e paraguaia. A madeira mais valiosa era o cedro, encontrado em abundância na região.
    Esses homens uniam as toras formando balsas e desciam o Rio Paraná, com destino a Buenos Aires, na Argentina. Érico Francisco Prunner foi designado a comandar uma equipe de paraguaios e argentinos para abrir uma estrada, a mais ou menos uns cinquenta quilômetros da cidade de Foz do Iguaçu, ligando-a ao Leste do Paraná. Até então, só era conhecida a Estrada Velha de Guarapuava, que margeava o município na divisa com o Parque Nacional do Iguaçu.


Fonte: https://saomiguel.pr.gov.br/o-municipio/historia/
Assinale a alternativa que apresenta em destaque um verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo.
Alternativas
Q3990882 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO

A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da ciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento
Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo). O verbo em destaque está flexionado no: 
Alternativas
Q3990697 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


        Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


     Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


       O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


        E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


         Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


         A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


      Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-
ciencia/post/2025/07/essencialismo genetico.ghtml.
Acesso em 12/02/2026. Fragmento

Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo).


O verbo em destaque está flexionado no: 


Alternativas
Q3990620 Português
O texto que segue servirá de base para a questão.

Texto 1:

Humanidade

Depôis de conhecer a humanidade
suas perversidades
suas ambições
Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões
o que predomina é a
maldade
porque a bondade:
Ninguem pratica
Humanidade ambiciosa
E gananciosa
Que quer ficar rica!
Quando eu morrer…
Não quero renascer
é horrivel, suportar a humanidade
Que tem aparência nobre
Que encobre
As pesimas qualidades

Notei que o ente humano
É perverso, é tirano
Egoista interesseiros
Mas trata com cortêzia
Mas tudo é ipocresia
São rudes, e trapaçêiros

Jesus, Carolina Maria. Meu estranho diário. São Paulo: Xamã, 1996. (grafia original)
Leia o trecho:

Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões
o que predomina é a
maldade
porque a bondade:
Ninguem pratica

Analise as afirmações a seguir

I- No plano discursivo, os dois pontos utilizado em “porque a bondade: Ninguem pratica” produz uma pausa enfática e leva destaque para a crítica social construída no poema.
II- No trecho “Ninguém pratica”, o verbo “praticar” está no presente do indicativo, em terceira pessoa do singular, concordando com o pronome indefinido “ninguém”.
III- O verbo “predomina” está empregado no pretérito imperfeito do indicativo, indicando ação habitual ocorrida no passado.

É correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q3990618 Português
O texto que segue servirá de base para a questão.

Texto 1:

Humanidade

Depôis de conhecer a humanidade
suas perversidades
suas ambições
Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões
o que predomina é a
maldade
porque a bondade:
Ninguem pratica
Humanidade ambiciosa
E gananciosa
Que quer ficar rica!
Quando eu morrer…
Não quero renascer
é horrivel, suportar a humanidade
Que tem aparência nobre
Que encobre
As pesimas qualidades

Notei que o ente humano
É perverso, é tirano
Egoista interesseiros
Mas trata com cortêzia
Mas tudo é ipocresia
São rudes, e trapaçêiros

Jesus, Carolina Maria. Meu estranho diário. São Paulo: Xamã, 1996. (grafia original)
No poema de Carolina Maria de Jesus, lê-se o fragmento:

“Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões”

Considerando o funcionamento morfossintático dos verbos no trecho e as regras de regência verbal da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: UFRGS Prova: FUNDATEC - 2026 - UFRGS - Meteorologista |
Q3990306 Português
Ela está entre nós


Por Gilmar Marcílio

Q1_10.png (713×513)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/02/ela-estaentre-nos-cmm5615cp020a016uqli93gqv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise o trecho a seguir, considerando as possibilidades de preenchimento da lacuna pontilhada:

“Nem tudo é motivo de desespero, vamos conv....” (l. 07-08).

Sobre o trecho acima, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A lacuna pontilhada deve ser preenchida por “er”.
( ) A palavra “conv...” poderia ser substituída por “admitir” sem alterar o sentido original do trecho.
( ) A forma verbal “vamos”, nesse contexto de ocorrência, tem a função de verbo auxiliar e compõe com “conv...” uma perífrase verbal.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3989872 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


    Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?
   Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.
     O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.
      E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.
      Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.
       A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.
     Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-daciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento
Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo). O verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3989816 Português

Assinale a alternativa em que cada uma das formas verbais preenche corretamente a lacuna do enunciado abaixo, de acordo com a norma-padrão.



“_______ muitas pessoas em situação de rua naquele bairro periférico.”

Alternativas
Q3989808 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



O melhor das pessoas



    A frase – “A gente precisa chamar o melhor das pessoas” – é um válido lembrete de como podemos enxergar mais pelo filtro da compaixão. Quando olhamos para uma pessoa, o primeiro tipo de pensamento que vem à mente é de julgamento ou de curiosidade?


    É que, às vezes, nem dá tempo do outro se apresentar e já recebe nossa etiqueta invisível de “bom” ou “ruim”, de “aceito conviver” ou “melhor evitar”.


    Não simpatizamos com todo mundo, mas cultivar uma noção positiva sobre o outro é educar-se pela régua da generosidade, o que resulta em saúde e bem-estar para nós mesmos. Já reparou como pessoas indispostas têm o hábito de criticar com rapidez, constância e facilidade? É um hábito e, como tal, também é possível revertê-lo com a devida prática.


    E se, para cada sentença negativa sobre alguém, encontrarmos um aspecto a ser elogiado? Não precisa ser sempre em voz alta. O discurso interno bem direcionado é capaz de reprogramar nosso cérebro e, em sequência, nossos sentimentos e atitudes. (...)


    Assim tem procedido uma amiga brasileira que recém ingressou no curso de História, em uma universidade lisboeta. Ela me relatou que, se antes, respondia a todo e qualquer comentário de forma impulsiva, agora tem elaborado melhor as falas e discernido quando vale a pena ser mais incisiva. Aprendizado que veio após alguns anos de cansaço e motivado pelas novas interações estudantis.


    Há situações em que é preciso ser firme e defender seus direitos. Entretanto, minha amiga vem buscando ponderar o que ouve e o que replica, escolhendo com sabedoria suas pelejas. Quando percebe que não é o momento de insistir, resguarda-se para um futuro colóquio. Com isso, descobriu que ganhou paz de espírito, diminuiu a ansiedade e aumentou a empatia.


    Quem sabe se, de tanto chamarmos o melhor dos outros, como sugeriu meu colega escritor, atenda já na primeira tentativa o melhor de nós também.



FONTENELE, Cristina. O melhor das pessoas. DN Brasil. Disponível em <https://dnbrasil.dn.pt/crnica-o-melhordas-pessoas>..

“Assim tem procedido uma amiga brasileira que recém ingressou no curso de História (...)”



A forma verbal destacada no trecho acima indica uma ação:

Alternativas
Respostas
681: C
682: C
683: B
684: A
685: C
686: D
687: D
688: A
689: E
690: D
691: C
692: E
693: B
694: B
695: X
696: B
697: B
698: B
699: D
700: E