Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3961478 Português
Leia com atenção o texto abaixo:


Por que cortar cebola faz chorar? A física por trás das lágrimas da cozinha


Você já viu alguém chorar enquanto cortava uma cebola? Pois saiba que a culpa não é dela, e sim da física e da química que vivem dentro desse vegetal. Quando cortamos uma cebola, ela libera uma verdadeira chuva de minúsculas gotinhas cheias de substâncias que irritam os olhos.

Dentro de cada camada da cebola existem células cheias de líquido, como se fossem pequenos balões de água. Essas células guardam um composto que, quando entra em contato com o ar, se transforma em uma substância chamada propanetial S-óxido, que é o vilão responsável pelas lágrimas.

Ele sobe no ar e alcança nossos olhos, ativando nervos sensíveis que fazem os olhos arderem e lacrimejarem para se proteger.

Mas o que a física tem a ver com isso? Tudo. Pesquisadores descobriram que o jeito e a ferramenta usados para cortar a cebola fazem muita diferença. Quando usamos uma faca cega e cortamos rápido, precisamos aplicar mais força.

Essa força extra esmaga mais células da cebola, fazendo com que o líquido saia com muito mais pressão, como se fosse um jato de água escapando de um balão estourado. O resultado é uma nuvem de gotículas voando longe, direto para os nossos olhos.

Agora, se usamos uma faca bem afiada e cortamos devagar, a força necessária é menor. Menos força significa menos células rompidas de uma vez e, portanto, menos gotinhas irritantes voando pelo ar. Assim, a concentração do gás que causa lágrimas diminui e o cozinheiro pode continuar sorrindo.

[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibi-bailas/2025/11/ por-que-cortar-cebola-faz-chorar-a-fisica-por-tras-das-lagrimas-dacozinha.shtml 
No trecho “Ele sobe no ar e alcança nossos olhos, ativando nervos sensíveis que fazem os olhos arderem e lacrimejarem para se proteger”, os verbos “sobe” e “alcança” estão empregados em qual tempo verbal?
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Q3961205 Português

Texto CG1A2-I

 

Ainda há muito o que estudar sobre a árvore genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio, tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.

A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal nessas plagas.

 

Caetano W Galindo. Latim em pó. Um passeio pela formação do nosso português.

São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 142-144 (com adaptações).

Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto CG1A2-I, a locução verbal “foram desenvolvidas” (último período do texto) poderia ser substituída por
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Q3961204 Português

Texto CG1A2-I

 

Ainda há muito o que estudar sobre a árvore genealógica das línguas de todo o continente americano. Como na África, a linguística moderna chegou tarde a essa região e encontrou um cenário marcado pela destruição, pelo desaparecimento não documentado de uma quantidade de idiomas que mal conseguimos avaliar. Os idiomas que se viram mais diretamente envolvidos no processo de formação do português que viríamos a falar no Brasil são os do grupo tupi, falados por nações como os caetés, potiguara, tamoio, tupinambá, tupiniquim... Esses povos parecem ter iniciado uma imigração a partir da Amazônia, no início da Era Comum, ou seja, há mais de 2.000 anos. Por um lado, eles se expandiram para o litoral norte, depois rumo ao nordeste e ao sudeste do Brasil; por outro, desceram a região central rumo ao sul do país.

A presença mais ou menos uniforme de grupos tupis nas costas do Brasil teria um papel fundamental na história linguística do que um dia viria a ser essa imensa nação lusófona na América do Sul. Numa região de vegetação fechada e rala densidade populacional, o litoral era o fio condutor mais vigoroso de contatos e aproximações. E como os povos que habitavam um trecho gigantesco do litoral brasileiro eram relacionados, isso gerava um tipo de uniformidade de hábitos, tradições e idioma, que possibilitou que os portugueses os considerassem como “um povo”, falante de uma mesma língua, uma forma do tupi, que, ao que parece, variava pouco entre um grupo e outro. Essa foi a língua cuja gramática, afinal, seria descrita pelos jesuítas europeus — a língua que estaria na base de uma das legítimas “línguas brasileiras” que foram desenvolvidas aqui e que, séculos depois da chegada dos portugueses, ainda representariam uma direta concorrência para o sucesso do idioma de Portugal nessas plagas.

 

Caetano W Galindo. Latim em pó. Um passeio pela formação do nosso português.

São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 142-144 (com adaptações).

No terceiro período do primeiro parágrafo do texto CG1A2-I, as formas verbais “viram” e “viríamos”
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Q3961198 Português

Texto CG1A1


A adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável firmou um compromisso de todos os países com um conjunto de objetivos e metas universais, integradas e transformacionais, codificados nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja tradução em ação representa um grande desafio.

A tributação é um importante mecanismo de estímulo ao desenvolvimento sustentável, que pode aumentar a eficiência da utilização de recursos naturais, impulsionar a inovação e possibilitar a transformação para o alcance do bem comum. Uma política fiscal que promova a criação de adequados incentivos na economia, acoplada a um uso otimizado dos recursos, é fator chave para o alcance dos ODS.

Uma parceria entre o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial identificou que a tributação é um fator significativo em, pelo menos, 10 dos 17 ODS, estruturando uma plataforma específica para tratar a inter-relação entre esses elementos.

A conexão entre os tributos e os ODS estabelecida pela plataforma tem por fundamento diversos grandes elementos.

O primeiro deles é a importância dos recursos gerados pelos tributos, os quais são essenciais para financiar as atividades públicas que servem à implementação dos ODS. Decerto, todos os ODS encontram-se contemplados por esse elemento, na medida em que recursos públicos são imprescindíveis para a implementação de quaisquer políticas públicas. Há uma relação especial desse aspecto com o disposto no ODS 17, que trata da construção de parcerias e meios de implementação para o atendimento às metas dos ODS.

Um segundo aspecto diz respeito à equidade e ao crescimento econômico, os quais são intrinsecamente afetados pela estrutura tributária. Esse elemento encontra-se diretamente correlacionado ao ODS 1, que trata da erradicação da pobreza, bem como ao ODS 8, que indica metas de crescimento econômico com trabalho decente, ao ODS 10, relativo ao objetivo de redução das desigualdades, e ao ODS 5, relacionado à igualdade de gênero.

Adicione-se a isso o fato de que os tributos influenciam o comportamento e as escolhas das pessoas, com implicações para os resultados em saúde, educação, consumo sustentável, energia limpa e luta contra as mudanças climáticas, abordados pelos ODS 3, 4, 12, 7 e 13, respectivamente.

Além disso, uma tributação justa e equitativa promove a confiança do contribuinte no governo e fortalece os contratos sociais que sustentam o desenvolvimento, relacionando-se ao ODS 16, voltado à promoção da justiça, da paz e de instituições sólidas e eficazes.

É interessante notar que o aumento do esforço fiscal interno aos países vem sendo destacado pelas instituições internacionais como um elemento-chave nesse cenário. De fato, a falta de capacidade imponível vem sendo vista como um sintoma, mas também como uma das causas da dificuldade de desenvolvimento. Nesse sentido, instituições internacionais indicam como prioridade a mobilização de fundos nacionais, por meio da otimização dos sistemas tributários e da capacidade impositiva, para que se possam alcançar os ODS. Porém, os benefícios do aumento da arrecadação dependem, por óbvio, da forma como se dá a alocação dos recursos públicos, ou seja, a obtenção de recursos ou o aumento da tributação, de forma isolada, é insuficiente, de modo que sua influência na implementação dos ODS depende de como os recursos são gerenciados e utilizados.

Assim, ao se voltar a atenção para a otimização dos sistemas de obtenção de recursos internos aos países, a necessária implementação dos ODS demanda que um eventual aumento da carga tributária venha realmente acompanhado de uma efetiva melhoria da alocação em gastos sociais.

O alcance do desenvolvimento sustentável sistêmico deixa evidente, portanto, que o fenômeno tributário deve ser estruturado de forma conjunta com o fenômeno financeiro, correlacionando-se com a forma como os recursos são aplicados, bem como com o uso das renúncias fiscais e dos fundos financeiros que vinculam a receita a uma determinada despesa específica, voltada ao atendimento dos ODS.

Internet: <www.gov.br/> (com adaptações).

A forma verbal “estruturando” (terceiro parágrafo) poderia ser substituída, no texto CG1A1, sem prejuízo da sua correção gramatical e dos seus sentidos originais, por
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Q3961084 Português

    Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência, pela sensação e pelo movimento, e que o cérebro era uma espécie de “radiador” que servia apenas para resfriar o coração.
    Passados 2.500 anos, essa hipótese pode ser refutada imediatamente por estudos na área das neurociências: é o cérebro que, por meio da complexidade de suas rugas, dobras e tipos celulares, coordena as funções cognitivas e as “automáticas”, como os batimentos do coração e a respiração. Uma reviravolta sem tamanho em relação ao que postulava o filósofo grego. Como disse Karl Popper, um dos maiores filósofos da ciência, “a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas”.
    Hoje, se você perguntar a qualquer pessoa (incluindo neurocientistas) qual é o “chefe” do nosso corpo, a resposta muito provavelmente vai ser: o cérebro. Porém, novos estudos têm posto em dúvida sua hegemonia como órgão de controle, e quem vem ganhando força é uma região quase tão misteriosa quanto o cérebro: o intestino.
    O intestino tem sido chamado de “o nosso segundo cérebro”, e de fato existe uma abundância de células nervosas vivendo em nossas entranhas. Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o cérebro, podendo ter impacto em nosso comportamento.
    O cérebro e o intestino podem trabalhar juntos ditando nossos pensamentos e ações. Então é possível dizer que o intestino interfere no funcionamento do cérebro e vice-versa, e atualmente até existe uma área de pesquisa voltada somente para o tão falado eixo intestino-cérebro.
    Mas essa história de eixo cérebro-intestino tem potencial de ficar ainda mais interessante: existem evidências científicas de que as bactérias intestinais comandariam o sistema nervoso intestinal e o central. O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles vem se confirmando, pois estudos demonstram que a microbiota intestinal é capaz de modular nosso comportamento. O intestino humano é colonizado por nada mais nada menos do que surpreendentes 100 trilhões de microrganismos vivos, em sua grande maioria bactérias.
    Estudos recentes reforçam a ideia de que a microbiota intestinal influencia o cérebro e podem provocar uma revolução no tratamento de distúrbios mentais, especialmente diante das dificuldades da neurofarmacologia em fazer medicamentos atravessarem as barreiras cerebrais. A possibilidade de atuar indiretamente no cérebro por meio do intestino, utilizando bactérias e seus metabólitos como mediadores, abre novos caminhos para o desenvolvimento de fármacos. Esse cenário leva até a questionar o conceito de livre-arbítrio, já que organismos microscópicos podem exercer um controle silencioso sobre nossos pensamentos e comportamentos.

Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o verbo sublinhado esteja no modo indicativo. 
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Q3960756 Português

No chão da nossa infância


    Durante o retorno de uma viagem com meu primo, que é pai de duas crianças, conversamos sobre como é complexo educar os filhos. Muito mais do que ensinar aqueles “seres humaninhos” e servir como um espelho, é necessário dar a atenção merecida, cultivar boas sementes no coração deles e principalmente não gerar traumas. Uma lição de casa e tanto.


    Coincidentemente ou não, dias depois, ao entrevistar um senhor muito sábio e experiente, questionei-o sobre qual seria o conselho que ele daria para o menino que ele mesmo foi, caso o encontrasse. Ele olhou nos meus olhos e disse: “diria para ele aproveitar bem a infância e brincar mais”. Aí entramos naquele dilema de que, quando somos crianças, queremos logo nos tornar grandes – por causa da sensação libertadora de poder escolher – e depois, adultos, temos o desejo de voltar a ser criança – justamente porque percebemos que existem consequências a partir de cada escolha.


    O chão da nossa infância é tão mágico e, ao mesmo tempo, crucial para o adulto que nos tornamos. Acho linda a constatação de Manoel de Barros, nosso poeta das miudezas, de que o quintal que a gente brincou é maior do que toda a cidade, por guardar e transmitir toda a carga de sentimentos, emoções e boas lembranças que temos com ele. E é aí que mora a grandeza. “O tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas”, diz o poeta. Pena que descobrimos isso só depois de grandes.


    Recorro a outro grande nome da literatura brasileira. Lya Luft afirma que “a infância é um chão que a gente pisa a vida inteira”. Se percebermos, essa conclusão é muito profunda e verdadeira. A nossa fase de criança molda toda a nossa trajetória, desde o que aprendemos (de bom ou nem tão bom assim) até o que sentimos (e aqui entram também carências e traumas). Por isso, criar filhos significa muito mais do que colocar comida na mesa e ter um teto para abrigá-los. Responsabilidade materna e paterna também diz respeito a criar um ambiente familiar tranquilo e que valorize o desenvolvimento deles com equilíbrio saudável. Muito mais do que comprar um brinquedo ou um tablet, é necessário investir em momentos de qualidade com os filhos, para que percebam a importância de amar, ouvir e pedir perdão.


    Os pais não precisam ser vistos apenas como bravos sargentos prontos a dar ordens, mas como exemplos de inspiração, que cultivam o “eu te amo” como forma de demonstrar sentimentos e como força que impulsiona que voem, mas que se sintam seguros para voltar sempre que necessário. A missão complexa que eu e meu primo comentamos é justamente essa: de preparar um terreno fértil para que a criança cresça com bases sólidas, encare os desafios e frutifique. Podemos juntos cuidar das nossas crianças, como pequenas plantinhas que crescerão com segurança e se tornarão adultos saudáveis e equilibrados. A infância é um chão que pisamos por toda a vida.


Fonte: MARTINS, Gustavo Tamagno. No chão da nossa infância. Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/no-chao-da-nossa-infancia/. Acesso em: 22 jan. 2026.

    

Na passagem, “E é aí que mora a grandeza. ‘O tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas’, diz o poeta.”, a expressão verbal “ser medido” é composta, respectivamente, pelas formas nominais 
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Q3960007 Português

Afinal, posso ou não deixar a manteiga fora da geladeira?


    Se você guarda a manteiga na geladeira, é bem provável que ela esteja dura o suficiente para dificultar a nobre arte de _________ ela pelo pão. Mas tudo bem, você é uma pessoa esperta e decidiu que não tem qualquer problema deixar o pote que você tem em casa fora da geladeira. Afinal, você viu nos supermercados que as manteigas em lata são guardadas dessa forma.

    A diferença é que, nos supermercados, as manteigas em lata ainda não foram abertas. Ao serem produzidas, elas passam por um processo de pasteurização, fazendo com que elas possam ficar fora da geladeira por longos períodos, desde que lacradas.

    Conforme vamos usando, o pote de manteiga se contamina aos poucos com bactérias e fungos. Isso é um grande problema considerando que a manteiga costuma ter o creme de leite como principal ingrediente. Em casos _________, bactérias como a Salmonella e a E. coli podem transformar aquele pote em sua nova casa.

    Se ela estiver com cheiro ruim ou, ainda, com gosto azedo, pode mandar para o lixo. Também vale um aviso: manteiga rançosa nem sempre significa que ela está estragada. O que pode ter ocorrido, neste caso, é a interação da gordura dela com substâncias como água, o que causa oxidação. É importante sempre seguir as recomendações sobre conservação do fabricante e do prazo de validade.


Fonte: Uol VivaBem. Adaptado.

Ler o trecho abaixo.


Quando chegou na estação, o outro disse:


— É aqui que descemos?


— Sim, é aqui! confirmou ele.


Assinalar a alternativa que apresenta um verbo de dizer usado no diálogo. 

Alternativas
Q3959999 Português

Afinal, posso ou não deixar a manteiga fora da geladeira?


    Se você guarda a manteiga na geladeira, é bem provável que ela esteja dura o suficiente para dificultar a nobre arte de _________ ela pelo pão. Mas tudo bem, você é uma pessoa esperta e decidiu que não tem qualquer problema deixar o pote que você tem em casa fora da geladeira. Afinal, você viu nos supermercados que as manteigas em lata são guardadas dessa forma.

    A diferença é que, nos supermercados, as manteigas em lata ainda não foram abertas. Ao serem produzidas, elas passam por um processo de pasteurização, fazendo com que elas possam ficar fora da geladeira por longos períodos, desde que lacradas.

    Conforme vamos usando, o pote de manteiga se contamina aos poucos com bactérias e fungos. Isso é um grande problema considerando que a manteiga costuma ter o creme de leite como principal ingrediente. Em casos _________, bactérias como a Salmonella e a E. coli podem transformar aquele pote em sua nova casa.

    Se ela estiver com cheiro ruim ou, ainda, com gosto azedo, pode mandar para o lixo. Também vale um aviso: manteiga rançosa nem sempre significa que ela está estragada. O que pode ter ocorrido, neste caso, é a interação da gordura dela com substâncias como água, o que causa oxidação. É importante sempre seguir as recomendações sobre conservação do fabricante e do prazo de validade.


Fonte: Uol VivaBem. Adaptado.

Considerando-se a flexão do verbo "agir", avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

(   ) Ele agi sem pensar.

(   ) Aja com respeito!

(   ) Amanhã, agirei de forma diferente. 
Alternativas
Q3959261 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o verbo sublinhado esteja no modo imperativo.
Alternativas
Q3959254 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Considerando-se a flexão do verbo "beber", avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
(   ) Ele bebi suco no almoço.
(   ) Eu bebia xarope antes de dormir.
(   ) Ela beberá água com gás
Alternativas
Q3959251 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Em “Caso haja dúvidas durante o processo, consulte o manual de procedimentos.”, qual é a classificação da palavra em destaque? 
Alternativas
Q3958482 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão.



Q.18_-Txt.png (824×316)

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o uso dos verbos nas falas que compõem o texto 02.
I- Todos os verbos usados pertencem à primeira conjugação, pois, no infinitivo, terminam em -ar.
II- Todos os verbos usados são regulares, pois seguem o mesmo paradigma, quando flexionados.
III- Os verbos usados no segundo e terceiro quadro estão flexionados na primeira pessoa do plural.
IV- O verbo usado na fala do quarto quadro se encontra flexionado no tempo presente do indicativo.
V- O verbo usado na fala do quarto quadro se encontra flexionado na terceira pessoa do singular.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3958478 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01


 A vida em “fogo baixo”


        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.


        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.


       Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.


        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.


       Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”


     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado

Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, o verbo “ver”, flexionado no plural, assume a forma “veem” (ve + e + m). Analise os verbos a seguir, tendo em vista aqueles que, no plural, seguem essa mesma estrutura.
I- Crer.
II- Ler.
III- Dar.
IV- Ter
V- Vir.

Estão CORRETOS os verbos  
Alternativas
Q3957442 Português
Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos

Lei que prevê profissionais em toda rede pública só será cumprida em 2058 se país seguir o ritmo atual de contratações.


    Apesar da saúde mental dos estudantes ter se consolidado como um grande tema no ambiente educacional, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos. O dado é do Censo da Educação, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
    Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino. Se o ritmo atual das contratações dos profissionais seguir pelos próximos anos, demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas.
     Isso porque desde quando a Lei foi sancionada, em dezembro de 2019, o avanço foi lento: 2,47 pontos percentuais por ano. Em 2020, os psicólogos estavam presentes em 5,8% das escolas da rede básica.
     A coordenadora pedagógica Renata Grinfeld, que atua na Roda Educativa, organização que desenvolve ações para melhoria de práticas educativas na rede pública de ensino, pontua que as escolas devem ser um espaço onde estudantes encontrem uma rede de proteção dos seus direitos.
     "Isso impacta o desenvolvimento emocional, físico e cultural. Se a criança ou adolescente não se sente ouvida na escola, ela pode se sentir ouvida em outros ambientes que não são positivos, como em algumas plataformas de internet”, diz Grinfeld. Segundo ela, é necessário que a escuta no ambiente educacional ocorra como parte da rotina.
     Os maiores desafios, no entanto, passam pela questão orçamentária, assim como por uma mudança de mentalidade da sociedade. "É preciso uma mudança cultural. A gente tem uma herança de que é melhor não falar, melhor deixar pra lá", completa.
     Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que acompanha, monitora e apoia a expansão e a melhoria contínua dos serviços de psicologia e serviço social que devem ser disponibilizados pelas redes de ensino.
     A pasta cita o Programa Saúde na Escola, além de um Grupo de Trabalho “com o objetivo de coligir e sistematizar subsídios e recomendações para a aperfeiçoar e fortalecer a implementação da Lei nº 13.935/2019”.


https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/07/09/apenas-15percent-das-escolas-publicasbrasileiras-tem-psicologos.ghtml
Com base no texto, analise as afirmações sobre o tempo verbal empregado nos verbos destacados e assinale a alternativa CORRETA:

I. No trecho “apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos”, o verbo destacado está no presente do indicativo, indicando um fato atual.

II. Na frase “a Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos”, o verbo está no pretérito perfeito, pois se refere a uma lei já sancionada.

III. Em “demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas”, o verbo está no futuro do presente do indicativo.

IV. No trecho “desde quando a Lei foi sancionada”, a locução verbal destacada está no pretérito perfeito do indicativo.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3957366 Português
A última crônica

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

    Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma criancinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando- -se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

    A criancinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca- -Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A criancinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler – Crônicas. Vol. 5. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado.) 
A escolha predominante do tempo verbal contribui para a construção dos sentidos do texto. Trata-se do tempo verbal predominante e o efeito de sentido decorrente de seu uso: 
Alternativas
Q3957129 Português

Considere a imagem que segue para responder à questão.


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Na fala “Você poderia ter dito que está satisfeito, acho mais apropriado”, o trecho grifado expressa: 
Alternativas
Q3957125 Português
Considere o texto que segue para responder à questão.

Educação inclusiva no Brasil tem avanços lentos e desafios persistentes

Enquanto cresce o número de estudantes especiais nas escolas, a qualidade do ensino ainda é um desfio a ser vencido, segundo especialista

        Os dados do Censo Escolar de 2023, realizado pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam para um aumento expressivo nas matrículas de estudantes da educação especial, que ultrapassaram 1,7 milhão no último ano. Esse avanço reflete um maior acesso às instituições de ensino, mas, segundo a professora Cristina Pedroso, do curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, apenas a ampliação do número de matrículas não basta. “É preciso garantir que essa educação seja ofertada com qualidade e atenda às necessidades específicas de cada aluno”, destaca.

        A educação inclusiva, como explica Cristina, é um compromisso global firmado a partir da Conferência Mundial de Educação para Todos em 1990, na Tailândia, e tem avançado no Brasil com políticas que buscam assegurar acesso, permanência e qualidade nos processos escolares para todos os alunos, incluindo aqueles com deficiência, transtornos do espectro autista e altas habilidades ou superdotação. No entanto, os desafios ainda são grandes, especialmente na formação docente e na estruturação das escolas.

        Desde a década de 1990, o Brasil tem acumulado avanços e retrocessos no campo da educação inclusiva. “A formação de professores, a oferta de recursos humanos, materiais e tecnológicos e o financiamento adequado são questões ainda insuficientemente resolvidas”, afirma. Segundo ela, as escolas enfrentam dificuldades para se reorganizarem física, pedagógica e filosoficamente para atender às demandas inclusivas. “As crianças encontram contextos despreparados, e os professores lidam com falta de recursos e formação insuficiente”, aponta.

        A professora ressalta que a formação inicial nos cursos de Pedagogia apresenta lacunas significativas. “Hoje o currículo contempla apenas uma ou duas disciplinas relacionadas à educação especial e Libras, o que é muito pouco. Essa formação genérica não considera as especificidades dos estudantes e das escolas. Além disso, a extinção de habilitações específicas na área, em 2006, agravou o problema.”

        Apesar disso, algumas iniciativas têm se destacado. Cristina cita práticas colaborativas desenvolvidas em alguns municípios, que promovem formação continuada e articulação entre professores regulares e especialistas em educação especial. “Essas práticas têm o potencial de transformar a qualidade do ensino, mas ainda são exceção no cenário nacional”, comenta.

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Na frase “As crianças encontram contextos despreparados, e os professores lidam com falta de recursos e formação insuficiente [...]”, os termos grifados são verbos que:
Alternativas
Q3955458 Português
“Quando você _______ à minha casa, fique bem à vontade, como _______.”
Assinale a alternativa cujas formas verbais preenchem corretamente os espaços em branco no período acima, na mesma ordem. 
Alternativas
Q3955454 Português
“A poesia oferece a realidade e sua beleza.” (Adélia Prado)
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do pensamento acima, mantendo o mesmo tempo do verbo. 
Alternativas
Q3955450 Português

   Imagem associada para resolução da questão


ARIONAURO. Celular vício redes sociais. Disponível em

<http://www.arionaurocartuns.com.br/2021/02/chargecelular-vicio-redes-sociais.html>.



A expressão “Não consigo parar de navegar”, utilizada na charge acima, indica uma ação: 

Alternativas
Respostas
761: B
762: D
763: C
764: C
765: A
766: E
767: D
768: D
769: C
770: D
771: B
772: E
773: A
774: C
775: E
776: B
777: D
778: E
779: A
780: B