Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3382179 Português
Em qual alternativa o pronome relativo está empregado corretamente?
Alternativas
Q3380265 Português
Por mais desenho animado


Minha esposa é apaixonada por animações e filmes infantis. Não a censuro. Entendo seu fascínio por lugares onde a magia do bem prevalece, em contraste com uma realidade carente de exemplos inspiradores.

O amor precisa da fantasia: é ele que nos faz querer estar juntos, construir uma família e resistir às lutas da vida. Os desenhos animados da infância traziam mensagens importantes: quem age com maldade sempre acaba derrotado.

O Coiote não capturava o Papa-Léguas, Tom sempre era enganado por Jerry, e Hortelino terminava como piada do Pernalonga. Vilões como Dick Vigarista e Frajola nunca triunfavam. Essas lições reforçavam que não era azar, mas uma justiça invisível protegendo o bem.

Quero acreditar em que o universo recompensa quem age com cuidado e equidade, respeitando seu lugar e evitando desonestidades. A justiça não é só para crianças; adultos também podem aprender com essas histórias.

Respeitar, agir com gentileza e seguir pelo caminho do bem trazem recompensas duradouras, mesmo que demorem. O sucesso baseado no ódio é efêmero, enquanto a verdade e a retidão triunfam com o tempo.

Deixe o destino agir contra aqueles que foram como os vilões dos desenhos em sua vida. Afinal, o que vai, volta.

Fabricio Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/por-mais-desenh o-animado-1.3344603
Com base no trecho: "A justiça não é só para crianças; adultos também podem aprender com essas histórias.", analise o uso do pronome "essas" e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3379051 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O medo de ficar longe das telas


    Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.

     Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os adolescentes, em especial as meninas.

    Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas. Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à internet.

    Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos níveis de ansiedade e depressão.

    Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt* apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade tem privado os jovens dessas experiências importantes.

     Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do comportamento online responsável é fundamental.


(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/ nomofobia-o-medo-de-ficar-longe-das-telas-afeta-saude- -mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail Publicado em 30.09.2024. Adaptado)


*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
Considere o texto a seguir:

Parte da sociedade ______________ para que os jovens superem o medo irracional de não ter acesso à internet, medo que infelizmente _____________ de viver de forma saudável. Nesse contexto, a família deve oferecer aos filhos experiências livres de tecnologia que ____________  a se libertar do vício das telas.

De acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação de pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3378853 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Longe de mim querer matar você de inveja, mas dias atrás cravei os dentes numa coxinha de camarão com requeijão. Numa, não; em três. E saiba que o “inha”, aí, não é diminutivo, é tratamento carinhoso, da parte de quem por 13 anos esteve privado dessa rechonchuda maravilha.

   Bobagem minha: para morrer de inveja, você precisaria saber o que vem a ser uma coxinha de camarão com requeijão. Falo da legítima, da única, que existiu em Belo Horizonte durante pouco mais de 20 anos, até desaparecer, no ano de 1998.

   Nunca me conformei com o sumiço do pitéu com que me regalei décadas a fio, toda vez que minhas papilas gustativas visitavam a capital mineira. Alguns meses atrás, numa crônica que publiquei, escrevi logo no título: “Saudade da coxa de requeijão.” Na última linha, joguei sem maior esperança uma garrafa ao mar: “Tem por aí alguma pessoa que faz?”

   Pois não é que apareceu uma? E não qualquer pessoa: ninguém menos que Thereza Oliveira, a inventora da supracitada perdição gastronômica. De Tiradentes, para onde se mudou faz uns anos, ela ergueu um dedo, olha eu aqui!, e deixou no ar a tentação: que eu fosse aplacar a saudade da coxinha de camarão com requeijão.

   Quis a sorte que recentemente me viesse convite para lançar um livro ali, e quando escrevi a Thereza para dizer que estava a caminho, ela anunciou a coincidência: eu ia me hospedar ao lado de seu charmoso mocó tiradentino − num alto de morro onde de uns anos para cá se construíram várias casas “antigas”. Lá fui bater, salivando, mal pus a mala na pousada.

   Além de três formidáveis coxas de requeijão, Thereza me serviu a história do fabuloso salgado por ela concebido. Seu irmão Pedro morava no Rio e, nas confeitarias, achava constrangedor ter que pedir um monte de salgadinhos para matar a fome − será que não dava para fazer um salgadão? Thereza, primeiro, foi de peito de frango, que teve a ideia inédita de revestir de requeijão − até que lhe viesse a ideia melhor ainda de trocar o frango pelo camarão.


(Humberto Werneck. Esse inverno vai acabar, 2011. Adaptado)
Assinale a alternativa em cujo trecho mudou-se a posição do pronome destacado em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal. 
Alternativas
Q3377455 Português
O declínio dos insetos: uma ameaça silenciosa ao equilíbrio da vida na Terra


Vivemos em um planeta de insetos. Eles representam setenta por cento de todas as espécies conhecidas na Terra e sua biomassa combinada é dezesseis vezes maior que a dos humanos.

Eles também desempenham um papel crucial na vida terrestre, pois servem de alimento para diversos animais, incluindo a maioria dos pássaros, morcegos, lagartos, anfíbios e peixes de água doce.

Oitenta por cento das espécies de plantas selvagens do mundo também dependem de insetos para polinizá-las, assim como três quartos das plantas que cultivamos para alimentação. Não é exagero dizer que, sem os insetos, muitos de nós morreríamos de fome.

No entanto, muitos tipos de insetos em diferentes partes do mundo estão ameaçados. Embora medir suas populações seja algo complexo, existem sinais preocupantes.

Um importante estudo de 2020 estimou que os insetos que vivem na Terra diminuem em nove por cento por década em todo o mundo. Um estudo alemão descobriu que a biomassa de insetos voadores nas reservas naturais reduziu de forma alarmante entre 1989 e 2016. Nos Estados Unidos, as populações de borboleta-monarca diminuíram oitenta por cento neste século.

Algumas espécies no Reino Unido, como a borboleta-vírgula e as borboletas-malhadinhas, contrariam a tendência. Entretanto, de maneira geral, a distribuição geográfica global das borboletas no Reino Unido diminuiu desde 1976.

As espécies invasoras também estão sofrendo. Ratos se alimentaram da tesourinha de Santa Helena, um tipo de lacraia, até levar a espécie à extinção e quase exterminaram o weta gigante da Nova Zelândia, um tipo de gafanhoto.

A poluição luminosa também representa um problema, pois atrai as mariposas e as condena à morte, perturbando o ciclo de vida dos insetos. Ela também desorienta alguns besouros que navegam usando a luz da Via Láctea.

Além de tudo isso, os insetos têm agora que lidar com as mudanças climáticas. Alguns insetos mais adaptáveis, como os mosquitos, as baratas e as moscas domésticas, serão beneficiados pelas temperaturas mais altas. Mas a maioria sofrerá.

Zangões desaparecem de seus habitats mais ao sul, superaquecendo em seus corpos peludos à medida que o clima esquenta. Secas, inundações e incêndios florestais também devastam as populações já ameaçadas.

Em 1962, a bióloga americana Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa, alertando que causávamos danos terríveis ao nosso planeta. Ela escreveu: "O homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é uma guerra contra si mesmo inevitavelmente ".

A previsão de Carson era apenas o começo. Desde então, os habitats de vida selvagem ricos em insetos foram destruídos em grande escala. Os solos foram degradados e os rios obstruídos com lodo, poluídos ou drenados. A agricultura, tão dependente dos insetos para a polinização, é responsável por grande parte do seu declínio. Estima-se que quatro milhões de toneladas de pesticidas sejam lançadas no meio ambiente todos os anos.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedgnv3yvlpo.adaptado.
Secas, inundações e incêndios florestais também devastam "as populações já ameaçadas".
De acordo com as regras de colocação pronominal, a forma correta do pronome oblíquo para substituir o termo destacado é:
Alternativas
Q3376555 Português

Texto 3


Preto ou negro?

Camilla Fernandes





Disponível em: https://www.politize.com.br/preto-ou-negro/. Acesso em: 09 nov. 2024. Adaptado.

Os vocábulos sublinhados em “... fez um vídeo sobre o que ele havia percebido a respeito do uso das palavras negro e preto no vocabulário dos brasileiros. O vídeo, na época, alcançou 6 milhões de visualizações, e mais de 200 mil compartilhamentos. Nele, o cantor constatou que...” (Linhas 10-13) são, respectivamente, classificados do ponto de vista morfológico como 
Alternativas
Q3375595 Português


HEGENBERG, Leonidas. Evolução histórica do conceito de doença.

In: L. Hegenberg (org.). Doença: um estudo filosófico.

Rio de Janeiro: Fiocruz, 1998 (com adaptações).

Com referência ao texto e a seus aspectos linguísticos e gramaticais, julgue o item seguinte.


Na linha 2, o termo “‑los”, em “curá‑los”, retoma o termo antecedente “os doentes”, da mesma forma que, na linha 16, o termo “‑la” retoma “a alma”.

Alternativas
Q3373684 Português

Captura_de tela 2025-05-27 124625.png (868×672)


(Disponível em: www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2982/1840 – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando a coesão por referenciação, analise as afirmações a seguir:

1. Na linha 08, o pronome pessoal “as” presente em “utilizá-las” tem como referente “demonstrações contábeis”, na mesma linha.
2. Na linha 16, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “fatos” na linha 15.
3. Na linha 25, o pronome pessoal “ela” refere-se à “contabilidade regular” na linha 24.

O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
Alternativas
Q3371280 Português
Leia os fragmentos das músicas abaixo e marque a alternativa correta, quanto às classes gramaticais, de acordo com o contexto das duas músicas respectivamente.

Cotidiano
(Chico Buarque de Holanda)

Todo dia ela faz tudo sempre igual/ Me sacode às seis horas da manhã/Me sorri um sorriso pontual/E me beija com a boca de hortelã

Olhar 43
(RPM)

Seu corpo é fruto proibido/É a chave de todo pecado e da libido/E prum garoto introvertido como eu/É a pura perdição
É um lago negro o seu olhar/É água turva de beber, se envenenar/Nas suas curvas derrapar, sair da estrada/E morrer no mar (no mar)
Alternativas
Q3371009 Português
Como fazer resoluções de mudanças na vida e realmente cumpri-las

Há alguma mudança que você gostaria de fazer na sua vida? Quem sabe finalmente escrever aquele romance em que vem pensando há anos. Ou talvez você ache que está na hora de começar a economizar dinheiro para viajar nas férias ou para dar entrada na compra de uma casa ou apartamento. Ou você simplesmente gostaria de melhorar seu condicionamento físico.

Isso é maravilhoso. Mas todos nós sabemos que pode ser difícil se ater a esse tipo de mudança. Os números de matriculados nas academias de ginástica sugerem que metade dos alunos novos desiste em seis meses, e muitos de nós temos evidências de hobbies outrora amados espalhadas por nossas casas.

Para escrever aquele livro, por exemplo, você precisará encontrar tempo para isso e persistir, mesmo quando a situação apertar e o entusiasmo inicial desaparecer.

Primeiro, você deve se perguntar por que está fazendo isso.

Minha pesquisa analisa a psicologia de fazer mudanças por meio das lentes do que é conhecido como teoria da autodeterminação, que propõe que há diferentes formas de motivação. Elas vão desde, por exemplo, estar motivado a fazer algo porque alguém está obrigando você a fazer, até estar motivado porque você acha que é divertido.

Olhando desta forma, as grandes mudanças, como se capacitar para uma nova carreira, e as menores, como participar de uma aula de ginástica semanal, são todas iguais. O que importa é o motivo que você tem para fazer isso.


Encontre o motivo certo

Você pode ter mais de um motivo para fazer uma mudança. Talvez você queira começar algo porque é uma tendência do TikTok, e todo mundo parece estar fazendo isso, ou talvez a sugestão esteja vindo de alguém que faz parte da sua vida. Estes são motivos externos para fazer algo, e este tipo de motivação tem menos chance de ser bem-sucedida.

Concentre-se naquelas que estão "internalizadas", que vêm de dentro de você. Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela. Precisa ser algo que esteja alinhado com seus valores, algo em que você acredite.

Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo que você goste, desde que seja algo que você sinta que é importante para você.

Pense na decisão de economizar dinheiro, por exemplo. 

Esta não é uma atividade inerentemente divertida para a maioria das pessoas, mas o ato de economizar pode ser importante devido ao que representa ou ao que isso leva — a viagem de férias ou a casa que você poderia comprar com o dinheiro que guardou. Quando começar a vacilar na sua meta, pensar neste motivo pessoal ajudará você a seguir adiante.

Há dois outros conceitos importantes da teoria da autodeterminação misturados à ideia de uma ação alinhada aos valores pessoais. Quando você faz algo que vem dos seus valores, você deve estar agindo com autonomia — fazendo algo que quer fazer, não algo que outras pessoas obrigaram você a fazer.

Esse é um conceito-chave na teoria, mas pode ser difícil alinhar com coisas como trabalho ou estudo. Talvez sua meta seja se dedicar ao trabalho ou tirar uma boa nota nos estudos. Mas a maioria das pessoas tem um chefe, ou orientador, e a função deles é instruir você sobre o que fazer.

Se você for professor, precisa trabalhar de acordo com o horário da escola, quer goste ou não. No entanto, em outros trabalhos nos quais você estiver mais motivado, poderá fazer algumas escolhas por si mesmo. O magistério é um exemplo interessante de quando isso não acontece, pois, na Inglaterra, essa profissão, que já era bastante estruturada, tornou-se ainda mais rígida nos últimos anos, coincidindo com um problema de recrutamento e retenção.

A autonomia do professor é amplamente estudada e considerada importante, mesmo fora da teoria da autodeterminação, e a percepção da falta de autonomia é provavelmente um dos motivos pelos quais as pessoas podem querer deixar o emprego.

Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0m13 jn0jnmo - adaptado
"Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela."
A forma pronominal 'la' em 'colocá-la em prática' e o pronome pessoal do caso reto 'ela' em 'atenha a ela' referem-se, respectivamente:
Alternativas
Q3368733 Português
Texto para a questão.

A LUZ ALHEIA

    Os insetos noturnos são atraídos pelo brilho artificial de uma lâmpada. Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles e, vendo uma luz qualquer, ficam confusos e voam em espirais cada vez menores. O fototropismo instintivo tornase perigoso e até fatal. O brilho que seduz também queima. Como costumamos transferir consciência humana aos animais, questionamos: por que eles giram ao redor da cintilância que não os beneficia e pode até matá-los?
    
     Humanos têm acentuado fototropismo. Buscamos a luz das pessoas. O interesse pelos famosos, em particular, é um tipo de busca do brilho alheio. Imagine estar próximo de alguém que, por algum motivo, você admira intensamente. Viramos insetos fascinados. Em si, a busca pela luminescência alheia é boa e até inspiradora. Crescemos quando olhamos para ídolos positivos e buscamos objetivos mais elevados. Porém, a sedução implica riscos.

    Então, cada um de nós, insetos que voam sozinhos ou em grupo, vê uma luz coruscante na noite escura de nossa consciência. São biografias que, de longe, se mostram melhores, mais interessantes, desafiadoras e repletas de prazer. Elas estão no Facebook, no YouTube, no Instagram, nas revistas, nas narrativas dos amigos e na televisão. A luz alheia ilumina nossa mediocridade. Avaliamos o resultado visível, raramente o custo dele. Vemos alguém falar bem inglês, escrever bem, viajar muito, possuir boa aparência, ter uma família harmoniosa ou quaisquer outros pontos que nosso voo irregular captou na escuridão: ficamos ofuscados e atraídos, feridos narcisicamente e hipnotizados.

    Machado de Assis usou esta metáfora no soneto “Círculo vicioso”. Um vaga-lume voa raso e, mirando ao alto, inveja uma estrela. A estrela lança seu olhar pesaroso em direção ao brilho da Lua. Nosso satélite natural inveja o Sol radiante. Por fim, no terceto final, o Astro-rei confessa: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume.../Enfara-me esta luz e desmedida umbela.../Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”. Fecha-se o círculo: desejamos o que não temos, a luz a mais ou a menos. O pirilampo, em seu gracioso voo, perde-se ao observar supostas felicidades mais elevadas. As estrelas são diminuídas pela Lua cheia e o Sol a todos se impõe com sua coroa radiosa. A inveja geral nem sequer concebe que o Sol brilhante possa ser infeliz.

    Abrir mão da dor permanente da comparação e da projeção sobre a luz alheia é um desafio. Precisamos reaprender o caminho da máxima grega: conhece a ti mesmo. Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol, todavia impede que ele se queime no equívoco da busca da luz alheia. Vaga-lume invejoso morre triste.

KARNAL, Leandro. Diálogo de culturas. 1.ed., 4ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2018.Adaptado.
Em “[...] desejamos o que não temos”, a função desempenhada pelo termo em evidência é própria de um
Alternativas
Q3367014 Português

POEMA DE SETE FACES


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.


Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.

(...) 

No trecho: “As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres.”


O substantivo homens pode ser substituído, gramaticalmente, por: 

Alternativas
Q3366340 Português

Em relação à colocação pronominal, analise a seguinte frase: 


“Nunca me disseram a verdade sobre o caso.”


Assinale a alternativa correta sobre o posicionamento do pronome “me”.


Alternativas
Q3365920 Português
Assinale a alternativa em que o pronome pessoal destacado está corretamente empregado.
Alternativas
Q3365901 Português
Assinale a alternativa que apresenta concordância correta de pronomes de tratamento.
Alternativas
Q3365680 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Considerando as relações coesivas estabelecidas no texto, assinale a alternativa que associa, corretamente, uma expressão empregada no texto e o termo que ela retoma, respectivamente. 
Alternativas
Q3365513 Português
Em “que existe um ganho genético muito rápido” (linhas 44 e 45), a palavra “que” é
Alternativas
Q3365508 Português
A expressão “essa técnica” participa de um recurso coesivo
Alternativas
Q3365266 Português
Assinale a alternativa que apresenta apenas pronomes pessoais.
Alternativas
Respostas
1581: B
1582: D
1583: A
1584: E
1585: D
1586: B
1587: C
1588: D
1589: E
1590: D
1591: D
1592: C
1593: A
1594: B
1595: B
1596: A
1597: E
1598: E
1599: E
1600: E