Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 13.860 questões
Clarisse Lispector
A palavra destacada é um pronome relativo que está, nesse trecho, exercendo a função de:
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
Leia o texto para responder à questão.
A velha
A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava?
Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças, e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.
O mal de muita gente era não saber dar o devido valor às coisas. A maioria esbanjava tempo e felicidade, da mesma forma que esbanjava dinheiro. Se se fosse a ver, poucos sabiam aproveitar o que tinham. Por exemplo, não aproveitavam a água quente, que ficava nos canos depois de se ligar o gás e de a água aquecer, não se lembravam de apagar logo as luzes do teto quando passavam de um quarto para outro, nem desligavam os queimadores do fogão um pouco antes de a comida estar pronta. Sim, quantos faziam isso? E depois admiravam-se de o dinheiro não chegar ao fim do mês.
(Teolinda Gersão, “A velha”. Em: Massaud Moisés.
A Literatura Portuguesa Através Dos Textos. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
A velha
A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava?
Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças, e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.
O mal de muita gente era não saber dar o devido valor às coisas. A maioria esbanjava tempo e felicidade, da mesma forma que esbanjava dinheiro. Se se fosse a ver, poucos sabiam aproveitar o que tinham. Por exemplo, não aproveitavam a água quente, que ficava nos canos depois de se ligar o gás e de a água aquecer, não se lembravam de apagar logo as luzes do teto quando passavam de um quarto para outro, nem desligavam os queimadores do fogão um pouco antes de a comida estar pronta. Sim, quantos faziam isso? E depois admiravam-se de o dinheiro não chegar ao fim do mês.
(Teolinda Gersão, “A velha”. Em: Massaud Moisés.
A Literatura Portuguesa Através Dos Textos. Adaptado)
Considere as passagens do terceiro parágrafo:
• Se se fosse a ver, poucos sabiam aproveitar o que tinham.
• E depois admiravam-se de o dinheiro não chegar ao fim do mês.
Os termos destacados são, correta e respectivamente:
Leia a charge para responder à questão.

(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 02.04.2024. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.
Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.
Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”
Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.
(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,
15.03.2019. Adaptado)
• … exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco. (1o parágrafo)
• … “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”… (2o parágrafo)
• …a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois… (4o parágrafo)
As expressões destacadas podem ser substituídas, sem prejuízo da norma-padrão de emprego e colocação pronominal, respectivamente, por:
Fernanda cortou-se com a faca enquanto preparava o almoço.
Este é o meu carro.
Aquele copo está furado.
I. O pronome possessivo “delas” (l. 03) tem como referente a expressão “cabelos esvoaçantes na cor lilás”.
II. O substantivo “filósofo” (l. 24) tem como referente o nome próprio “Schopenhauer” (l. 21).
III. O pronome demonstrativo “essas” (l. 29) refere-se às suposições que serão feitas depois dele.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que indica o número correto de pronomes presentes no trecho a seguir, retirado do texto:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
“...tinha o tom grave do interlocutor ao escrevê-la como pareceu”.
( ) Trata-se de pronome pessoal que deve ser grafado com “l” e ligado à forma verbal por hífen, uma vez que a forma verbal apresenta terminação em “r”.
( ) O pronome pessoal exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal que o antecede.
( ) O referente do pronome pessoal é a palavra “mensagem” (l. 09).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considerando a situação apresentada, para que a professora alcance seu propósito, deverá solicitar no exercício
Acerca do uso dessas tecnologias em sala de aula, é conveniente lembrar que os games se distinguem da gamificação porque esta última consiste na incorporação de elementos de um jogo, como a estética, a mecânica e a dinâmica, em contextos não relacionados a jogos. Ambos podem ser utilizados de modo favorável à aprendizagem em ambiente escolar.
MATTE, A. C. F.; LISKA, G. J. R.; GOMES, S. A. Formação de professores de línguas: games, gamificação e cultura maker. Leitura: teoria e prática, Campinas, São Paulo, v. 40, n. 86, p. 55-67, 2022 (adaptado).
Estimulados pela nova gestão da escola de Ensino Médio onde trabalham, os professores de Português, História e Informática decidiram utilizar um software para a criação de um jogo, em uma plataforma que permite desenvolver games complexos e perfeitamente jogáveis em diferentes sistemas operacionais. Os professores definiram dois objetivos para os alunos: a) que o herói seja um personagem da corte brasileira do século XIX, o qual, por sua particularidade, faça uso de flexões verbais que concordem com o pronome “vós”; b) que o desafio das fases do game se baseie no empenho do herói pela libertação dos escravizados, seja ajudando-os a chegar aos quilombos, seja negociando sua alforria.
Considerando-se as reflexões apresentadas no texto e a situação descrita, o professor de Português deverá, relativamente à constituição do personagem, pedir aos estudantes que atentem para a
A saga do azeite

(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado
