Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3147792 Português
        Na Escola Nossa Senhora do Morumbi, em São Paulo, a professora Débora Corrêa ensina poesia para turmas de 4.º ano do ensino fundamental desde 2002. O projeto Poesia também se aprende tem por objetivo permitir que as crianças brinquem com as palavras e percebam as diferenças entre ritmos e sonoridades, cantar e recitar, falar e recitar. Após cinco anos de trabalho, ela diz que a garotada aprende a reconhecer, compreender e dar significado às palavras. “Sem falar que o vocabulário enriquece, pois todos aprendem novas expressões no contexto em que elas devem ser usadas”, afirma. “A poesia estimula o raciocínio ao brincar com as palavras. E os menores, que ainda têm dificuldade para se expressar, aproveitam muito essas oportunidades de troca, até porque os textos sempre representam situações reais”, explica.

Internet:<novaescola.org.br>  (com adaptações)

Considerando aspectos linguísticos do texto anterior e a leitura nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o próximo item.


O pronome ‘elas’, em ‘elas devem ser usadas’ (quarto período), retoma “palavras”, que aparece no período imediatamente anterior.

Alternativas
Q3147689 Português
        Cléber de Souza, empresário e ex-garçom, acordou mais cedo que de costume. Cumpriu sua rotina matinal, se vestiu e partiu para uma das raras lojas que ainda revelam fotografias em Jaraguá do Sul (SC), onde mora. Pagou por uma única foto, tirada 21 anos atrás. Nela, aparece de camisa branca e gravataborboleta ao lado de um sorridente senhor de barbas brancas, que vestia uma camisa rosa estampada com coqueiros. Era Francis Ford Coppola. O cineasta americano visitou Curitiba em 2003, ano da foto. Em uma estada de três semanas, passou cinco vezes no restaurante italiano onde Souza trabalhava. Foi tietado pelos funcionários e até criou uma pizza personalizada, feita em massa grossa com muçarela, molho de tomate fresco, azeite e manjericão. O sabor é servido até hoje, com seu nome.

         Coppola circulava pela capital do Paraná, naquele ano, em busca de inspirações para o filme que vinha tentando produzir desde a década de 1980: Megalópolis. A película acaba de ser lançada e por isso o diretor resolveu retornar à cidade, que o atraiu anos atrás graças a seus dotes urbanísticos. Desta vez, permaneceu por apenas um dia. Souza, ansioso por reencontrar o antigo freguês na estreita janela de 24 horas, pegou a fotografia e percorreu, na tarde de 31 de outubro de 2024, os 160 quilômetros que conectam Jaraguá do Sul a Curitiba.

Plínio Lopes. O poderoso busão. In: Revista Piauí.
Internet:<piaui.folha.uol.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado.


Em “seus dotes urbanísticos” (segundo período do segundo parágrafo), a forma pronominal “seus” tem como referente a cidade de Curitiba.

Alternativas
Q3147674 Português
        É ponto pacífico que um dos legados da linguística de grande utilidade no contexto escolar é a visão não preconceituosa sobre línguas e variedades de línguas. Esse foi um legado da linguística estrutural que se consolidou com os desenvolvimentos subsequentes da linguística, sobretudo a sociolinguística variacionista. Essa visão não preconceituosa derivou naturalmente da perspectiva da língua como estrutura, daí que o caráter não normativo da linguística se opôs frontalmente à atitude de preconceito linguístico que existia até então. Exemplos de preconceito linguístico são o conceito de língua primitiva (i.e., a ideia de que a povos de cultura dita “primitiva” correspondem línguas igualmente “primitivas”), a valoração de certas variedades de língua ou registros de língua em detrimento de outras variedades e registros, e assim por diante. Acho que ninguém hoje contestaria que o estudante que vai ser professor de ensino básico deve receber uma formação que o torne isento de preconceitos ou, pelo menos, o sensibilize contra preconceitos linguísticos e o norteie para saber como reagir diante de situações de variação dialetal.

Lucia Lobato. Linguística e ensino de línguas.
Brasília: Editora da UnB, 2015, p. 15 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, referente a construções linguísticas do texto apresentado.


Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se empregasse a ênclise do pronome “se” no segundo e no terceiro períodos, haja vista a falta de critério impositivo da próclise pronominal nesses períodos.  

Alternativas
Q3146485 Português
        Com o próximo casamento e partida para a Europa de minha filha Susana, andei arquitetando um meio de extorquir-lhe o meu retrato, feito por Candinho Portinari em 1938, que ora lhe pertence, de que muito gosto e que deve ter, aliás, na obra do pintor, certa importância, pois foi o primeiro, ao que eu saiba, realizado com inteira liberdade, depois da grande série de “retratos sociais” (chamemo-los assim, sem qualquer desdouro, nem para o artista, nem para os retratados) que ele andou pintando de alguns membros ilustres de nossa sociedade e de nossa inteligência. Lembra-me mesmo que, ao me propor fazê-lo, sabendo que eu estava de partida para a Inglaterra, Candinho sugeriu-me, com aquela eterna rabugice sua, que eu o deixasse pintar livremente, pois estava um pouco cansado do gênero de retratos que fazia e que tanto afagavam a vaidade da maioria dos retratados. Sei que em duas poses, em sua antiga casa das Laranjeiras, o retrato estava pronto e era como se se respirasse um novo ar dentro dele. Dias depois, estando eu no cais para embarcar em minha primeira grande viagem, chega ele sobraçando o retrato, que vinha oferecer-me. Mas a primogênita foi inflexível, no egoísmo do seu amor filial.

Vinicius de Moraes. Para viver um grande amor. 2008, p. 34 (com adaptações).

Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.


No segmento “que vinha oferecer-me” (quarto período), também estaria correto o uso de próclise do pronome ao auxiliar — que me vinha oferecer.

Alternativas
Q3146449 Português
Texto 9A1

        No cotidiano de todo brasileiro, podemos visualizar as marcas que constituíram, a partir do século XVI, a presença dos povos africanos, de origem Banto e Iorubá, no Brasil. Essa presença está nas palavras que falamos, na gestualidade que produzimos e no nosso modo de pronunciar a língua portuguesa falada no Brasil.

        A entrada de grande número de africanos no Brasil, com suas diferentes culturas e línguas, passou por um processo de adaptação, de certo ajuste cultural e linguístico com a assimilação de novas palavras e, consequentemente, da forma como elas orientavam o entendimento da nova realidade vivida em português. Entretanto, ainda é possível visualizar a presença das palavras africanas nos diferentes espaços da cultura brasileira.

         O Museu da Língua Portuguesa, ao expor o acervo de palavras africanas que entraram no vocabulário da língua portuguesa, favorece reconhecer a história da população africana no Brasil como agente da cultura e da língua portuguesa que se desenhava sobre este solo. No setor Palavras Cruzadas do museu, por exemplo, visualizam-se palavras que nos ensinaram a nomear determinados comportamentos, como: bagunça lengalenga, dengo. Essas são algumas das palavras africanas que continuam vivas a significar comportamentos e relações sociais. Outras ganharam o sentido de gíria na língua portuguesa falada no Brasil, como borocoxô, cafofo.

         A cultura é algo que está no corpo, nos gestos, na memória, na forma de andar, no contorno das expressões verbais e não verbais. Não é possível perdê-la. A mudança de um contexto cultural para outro acompanha adaptações e recriações dadas em palavras, por isso podemos falar em um movimento de antropofagia simbólica no lugar de uma simples assimilação de palavras e práticas.

         As línguas mudam ao acompanharem a história dos seus falantes. Esta é a história da língua portuguesa em solo brasileiro: ela também pode adaptar-se às novas relações linguísticas e culturais. No Brasil, a manutenção da estrutura latina da língua portuguesa não impediu que esta acolhesse uma nova sonoridade em relação à sua matriz e incorporasse um grande vocabulário de palavras que veio de outras línguas.

         Como um detetive que reúne pistas para contar uma história, as palavras africanas expostas no acervo do Museu da Língua Portuguesa compõem o papel de traduzir os sentidos e significados compartilhados na cultura brasileira. É uma história nem sempre contada em livros didáticos, mas que carregamos conosco para os diferentes lugares a que podemos ir. A importância da língua portuguesa como um bem museológico se faz nesse ato de contar histórias que não são definidas por nós, mas são praticadas e vividas coletivamente.

Wilmihara Santos.
A presença africana nas palavras que falamos em português.
2018. Internet:<museudalinguaportuguesa.org.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto 9A1 e a aspectos gramaticais a ele relacionados, julgue o item que se segue.


No último período do texto, a substituição de “se faz” por faz-se manteria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q3142896 Português
Verifica-se colocação pronominal mesoclítica apenas em:
Alternativas
Q3142892 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Você é um número



    Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento – tudo é número. 


    Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube, tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira. 

    É por isso que vou tomar aulas particulares de matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas de física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. 


    Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.


    Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência, também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio, recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações, também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número no recenseamento. Se é católico, recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica, tem. E quando a gente morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também. 


    Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao posto de saúde. E recebeu a ficha de número dez. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número nove. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.


    Se há uma guerra, nós somos classificados por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica. 


    Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo. 


    E Deus não é número.


    Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco posto ao sol. Meu número íntimo é nove. Só. Oito. Só. Sete. Só. Sem somá-los nem transformá-los em 987. Estou me classificando com um número? Não, a intimidade não deixa. Vejam, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem? 


LISPECTOR, C. Você é um número. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro, 1984, p. 572-573. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12336/vocee-um-numero>. 

Nos excertos a seguir, a palavra em destaque é um pronome demonstrativo apenas em:
Alternativas
Q3142477 Português
A próclise é possível em todas as sentenças a seguir, exceto em: 
Alternativas
Q3139413 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não espalha

Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.

Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.

Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.

Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.

Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.

Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.

O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.

E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.

Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.

Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.

Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.

Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.

− O que houve?

− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.

Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?

Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.

Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.

Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:

− Amar é só gostar de ficar junto, filha.

Ela, inesperadamente, respondeu:

− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha
Leia o trecho a seguir, adaptado do texto de Fabrício Carpinejar, e analise a colocação pronominal em destaque:

"Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?"

Com base nas normas gramaticais da língua portuguesa, identifique a alternativa correta quanto ao uso da colocação pronominal:
Alternativas
Q3139033 Português
Rosa-do-deserto

        Novidade recente no mercado nacional de flores, a rosa-do-deserto (Adenium obesum) ainda tem seu processo produtivo sob a luz de estudos e pesquisas de dados científicos para o aprimoramento das técnicas de cultivo. No entanto, o visual exótico e exuberante da planta, que desperta o interesse de muitos compradores, paisagistas e colecionadores, já a tornou fonte de renda para agricultores brasileiros por meio do comércio em floriculturas, feiras de rua, atacados e outros pontos de venda.
        A rosa-do-deserto encontra, em boa parte das regiões daqui, condições ambientais adequadas para o seu desenvolvimento — inclusive, é considerada uma ótima alternativa de cultura rentável para o pequeno e médio produtor rural de áreas semiáridas e sem sistema de irrigação. Descoberta na África subsaariana — o lado sul do deserto do Saara —, a flor típica de locais de clima quente e seco, como o próprio nome sugere, se beneficia de um sistema natural de armazenamento de água e nutrientes no caule (caudex), que permite à planta suportar longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas.
        Valorizada, a rosa-do-deserto, que não exige muito espaço para crescer, é ideal para vasos, embora também possa ser cultivada em solo com boa drenagem para ornamentação de jardins. Na natureza, a rosa-do-deserto chega a 4 metros de altura, porém, a mais comercializada no mundo é a versão miniatura da flor, com aspecto que se assemelha ao dos bonsais. Replantes e podas de raízes e brotações são alguns dos tratos culturais necessários para se obter a beleza escultural do caule compacto e sinuoso.
        Herbácea e suculenta, ela possui diversas cores vibrantes, únicas ou em degradê e em opções que vão do branco e diferentes tons de rosa ao preto, e cinco pétalas e sépalas, que se fundem dentro de um tubo floral, com florescimento a partir de um a dois anos após o plantio. Simples ou dobradas, algumas flores exalam um leve aroma.
        Caducifólia, a rosa-do-deserto perde no fim do outono sua vistosa folhagem, de aspecto brilhante e de coloração verde-escura. Ovais, estreitas e lanceoladas, as folhas se apresentam reunidas em grupos ao longo dos ramos de textura média, como o tronco, que, aliás, exige o uso de luvas para ser manuseado, devido à seiva tóxica que contém.

Revista Globo Rural — adaptado.
No 2º parágrafo, no trecho: “[...] que permite à planta suportar longos períodos de estiagem e temperaturas elevadas. [...]”, o pronome relativo tem como referente: 
Alternativas
Q3137573 Português
O pronome oblíquo átono foi CORRETAMENTE empregado em:
Alternativas
Q3135724 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as classes gramaticais a palavras retiradas do texto.

Coluna 1

1. Adjetivo.
2. Advérbio.
3. Pronome.
4. Substantivo.

Coluna 2

( ) “demanda” (l. 01).
( ) “esta” (l. 02).
( ) “suficientes” (l. 03).
( ) “não” (l. 05).

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FSPSS Órgão: FSPSS Prova: FSPSS - 2024 - FSPSS - Farmacêutico |
Q4405675 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à colocação de pronomes, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4378656 Português
A colocação pronominal na língua portuguesa segue regras específicas, considerando fatores como a presença de palavras atrativas e o tipo de oração. Analise os trechos abaixo no que diz respeito à colocação pronominal

I. Infelizmente o feminicídio tornou-se um problema estrutural no país.
II. Ainda que se denuncie o agressor, muitas vezes, ele não é punido.
III. A legislação deveria proteger as mulheres, mas, na prática, os direitos lhes são negados constantemente.
IV. Se tornarão mais evidentes, nos próximos anos, as políticas públicas de proteção às mulheres.
V. O Estado costuma se comprometer com a proteção das mulheres.

Com base nas regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4378650 Português
Feminicídio


    Profissional das palavras, amante das palavras e da linguagem, curiosa pela comunicação entre pessoas, animais, pessoas e animais (sim, isso existe), de vez em quando sei que implico com alguma novidade. Não deveria: ex-professora de linguística, conhecendo a língua como ser vivo, em constante mutação, essa realidade me apaixona.
    Porém, aqui e ali sei que implico, sim, com algum vocábulo que me soa modernoso, nem sempre útil, pouco interessante, tipo "moda efêmera". Assim, escrevi alguma coisa criticando esse novo termo: feminicídio. Supérfluo, pois homicídio já incluiria assassinato de mulheres.
     Prestando mais atenção nos horríveis noticiosos sobre assassinatos de mulheres especialmente, argumentei comigo mesma que, se já havia infanticídio, matricídio, parricídio, poderíamos bem usar feminicídio. Pois o crime se expande e se afirma de maneira espantosa.
     Homens sempre mataram mulheres mais do que mulheres mataram homens? Possivelmente, sim. Gosto de antropologia, de história, da história da humanidade, a nossa história tão intrincada, esquisita, às vezes gloriosa, outras vergonhosa. Já entre os trogloditas (uso o termo generalizando homens da pré-história), o macho, dominante pelo tamanho e força, saía a caçar comida para a família – para perpetuação da espécie – e para colocar no maior número de fêmeas jovens e saudáveis a sua semente – também para perpetuação da espécie. Então, segundo meu bom-senso (na vida, como nas leis e no mundo, o bom-senso nem sempre predomina), desde sempre mais homens maltrataram fisicamente mulheres. Tamanho às vezes é documento.
     Mas quando leio e vejo notícias desses crimes específicos, mulheres mortas diariamente a pau, a faca, a tiro, pela frente, pelas costas, jogadas de andares altos, afogadas em banheira e tudo o mais, pergunto por que isso parece tão fácil, tão trivial. Quase sinistramente natural, pois a toda hora se matam mulheres por ciúme, loucura, droga, frustração, maldade mesmo, simplesmente vontade de acabar com ela.
      E por que nós, mulheres, ainda tornamos isso tão fácil para o macho criminoso? Por que tão raramente – embora já com mais frequência – fazemos queixa às delegacias? Por que temos tanto medo dos nossos homens? Ou vergonha dos filhos, da família, da dita "sociedade" e preferimos apanhar, e um dia morrer, em escandaloso e gritante silêncio?
    Há cursos, estudos, seminários, psiquiatras e médicos que analisam essa questão, e as respostas são muitas. Acho que nenhuma muito satisfatória. Ainda há muitas franjas de sombra nesse assunto. Sei apenas que depende de nós, mulheres, não permitir que nada, nunca, passe do primeiro gesto da primeira mão levantada, porque depois virão o tapa, o soco, a surra, a repetição desses abusos vergonhosos e a nossa melancólica resignação. Quando vamos ver, estamos na lista dos feminicídios neste país, e no mundo inteiro, em todas as classes sociais, raças, religiões, culturas, humanidades diversas.
      Então, com tristeza e sem mais comentários, incluo feminicídio no meu vocabulário.
Em um texto, os diversos mecanismos de coesão textual desempenham um papel essencial na construção do sentido e na articulação das ideias. Ela pode ocorrer por meio de diferentes recursos, como a coesão referencial, a coesão lexical, e/ou a coesão sequencial. No texto "Feminicídio", a autora lança mão desses diversos recursos para garantir a fluidez do texto e conduzir o leitor pelos argumentos apresentados.
Analise as afirmações abaixo sobre o uso de elementos coesivos no texto e identifique quais estão corretas. Em seguida, marque a alternativa correspondente:
I. A expressão "Essa realidade" retoma a ideia de novidade. (Localizada no 1º parágrafo).
II. A conjunção "Porém" introduz uma oposição entre ideias. (Localizada no 2º parágrafo).
III) A conjunção "Assim" é utilizada para introduzir uma ideia de oposição. (Localizada no 2º parágrafo).
IV. A conjunção "Mas" estabelece uma relação de oposição. (Localizada no 5º parágrafo).
V. O pronome “ela” retoma, de forma correta, palavra anteriormente usada no parágrafo. (Localizada no 5º parágrafo). 
Alternativas
Q4378393 Português
Assinale a alternativa em que o uso dos pronomes demonstrativos está sendo usados corretamente.
Alternativas
Q4377209 Português

LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO


Monteiro Lobato 


(José de Nicola)



Em "O jornal, percebendo o valor daquela carta, publica-a fora da seção destinada aos leitores, no que acerta, pois a carta provoca polêmica, estimulando Lobato a escrever outros artigos, como por exemplo "Urupês", e a criar seu famoso personagem Jeca Tatu." (linhas 19 a 25), a classificação gramatical correta das ocorrências de "a", em destaque, respectivamente, são
Alternativas
Q4377202 Português

LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO


Monteiro Lobato 


(José de Nicola)



Analise as afirmações a seguir sobre o emprego dos pronomes em destaque e depois assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4376898 Português
- Leia: Vou retratar a Marília, a Marília, meus amores; porém como? se eu não vejo quem me empreste as finas cores: dar-mas a terra não pode; não, que a sua cor mimosa vence o lírio, vence a rosa, o jasmim e as outras flores. Ah! socorre, Amor, socorre ao mais grato empenho meu! Voa sobre os astros, voa, Traze-me as tintas do céu. (Tomás Antonio Gonzaga)
A fusão de dois pronomes oblíquos em “mas” tem como referentes:
Alternativas
Q4372005 Português

Leia o texto abaixo: 

Memórias

na estante

Assim como você, os escritores

também têm livros que os

marcaram: saiba quais são eles.


Marque a alternativa a quem a palavra eles está se referindo. 

Alternativas
Respostas
2281: E
2282: C
2283: E
2284: C
2285: C
2286: B
2287: D
2288: D
2289: D
2290: C
2291: D
2292: E
2293: B
2294: A
2295: E
2296: D
2297: C
2298: D
2299: C
2300: B