Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3374687 Português
Teimosia e volta por cima aprende-se com as embaúbas
(Lara Norberto Renzeti)

01     Na altura da minha varanda, no quarto andar do prédio, está o topo de uma embaúba. Nas raízes da árvore, emaranhadas entre a terra e as pedras, encontrase um pedaço azul de lona, lixo esquecido ali há alguns anos. Para além das embaúbas, que se ajeitam em grupo nos limites do terreno vizinho, há uma estrada de tijolos cinzas e vermelhos, que passa por entre as casas e vai até o portão. As casas estão ocas, inacabadas, mas não lhes falta vida, já que plantas se ancoram em seus muros e crescem sem pretensões decorativas no que poderiam ter sido tanto jardins quanto garagens. Atrás das ruínas, há restos de floresta.

02     Nem sempre foi assim. Quando vim morar neste prédio, em 2006, o terreno dos fundos era mato. Remanescente do sítio de alguma família dos primórdios de Jacarepaguá, um tímido pedacinho de Mata Atlântica preenchia quase todo o espaço, com exceção do antigo casarão em ruínas. Foi, na verdade, este o motivo pelo qual me mudei: meus pais queriam um apartamento mais tranquilo, de onde se pudesse ver um pouco de natureza. Onde hoje há uma embaúba, naquela época, havia uma árvore de folhas e frutos pequenos, que, de verão a verão, abrigava os mais diversos passarinhos.

03     O que mais chamava a minha atenção eram os saís-azuis. Eles sempre apareciam na árvore, para fazer um banquete de frutinhos. O macho era azul e preto, e a fêmea era verde. Aquelas cores vivas me fascinavam, e eu, com oito anos de idade, ficava feliz por saber que seres tão belos moravam perto por causa da árvore. Ela crescia e frutificava, e eu contava com ela para me mostrar os pássaros. 

04     A vista da varanda era o maior orgulho de nosso apartamento. Por anos, todos os convidados que visitaram minha casa atravessaram meu quarto para conhecer o terreno dos fundos, olhar suas cores, escutar seus sons. Mas, quando menos esperávamos, ouvimos vozes humanas vindas de lá. Vários homens conversavam, apontavam para as coisas e iam adentrando o pequeno fragmento de floresta. Eles continuaram por alguns dias conversando e apontando para as coisas, até que penduraram uma placa com logomarca de imobiliária no portão. A floresta ia virar condomínio.

05     Na época, não entendia bem como as coisas funcionavam, mas me lembro dos meus pais e dos vizinhos de prédio comentando que a obra era irregular. Que a empresa dava golpes nos compradores. Que não podiam cortar árvores. Que íamos embargar a obra. Mas já havia marcações em vermelho em algumas árvores. O que era aquilo? Sentença de morte? Todo dia, eu procurava aquela tinta, vermelha como sangue, no tronco da minha estimada árvore especial, que resistia como se não fosse vista, no cantinho do terreno. Em pouco tempo, o som de motosserra se misturou com o canto das cigarras. De vez em quando, eu sentia a falta de alguma coisa na paisagem: a pequena floresta ia ficando cada vez mais esburacada.

06     Tudo isso foi muito aos poucos. Não percebi quando começaram a construir. Sei que aterraram a antiga piscina, foram derrubando árvore atrás de árvore, até que surgiu espaço suficiente para mais de dez casas, e eu parei de olhar. Parei de ir à minha própria varanda porque tudo que eu via era aridez e destruição. Eu tinha medo de um dia encontrar a minha árvore cortada, caída no chão, morta. Ela resistiu bravamente. Foi a última. Nunca foi diretamente assassinada, mas se cansou e foi morrendo aos poucos, lentamente, consumida por um solo capinado e sem vida. Nunca descobri seu nome. Nunca mais vi saí-azul.

07     Ao longo do tempo, a obra foi embargada e retomada. Pelo visto, os avisos dos meus vizinhos eram bem fundamentados: a imobiliária nunca entregou as casas prontas. A floresta foi destruída em vão.

08     Imóveis inacabados podem ter três principais destinos. O primeiro deles é o esquecimento, quando, ao longo do tempo e da desvalorização econômica, a natureza toma conta, transformando-os em substrato e abrigo de seres não-humanos. O segundo é o descobrimento, caracterizado pelo abandono inicial e posteriores ocupações, resultantes de uma sociedade que não garante abrigo a todos os humanos. O terceiro é o acabamento, que precisa que as obras continuem.

09     Os compradores das casas, que sofreram o golpe da imobiliária, provavelmente sabiam dessas possibilidades. Pensando em manter um pouco do que se tornou deles por contrato, não abandonaram o terreno por completo e resolveram, por conta própria, tocar a obra. De vez em quando, aparecem trabalhadores: pintam uma parede, instalam luz elétrica, terminam um telhado. Por vezes, os próprios donos aparecem para cortar a grama. Isso acontece há uns dez anos, e as casas continuam inacabadas. No fundo, queria que essa obra nunca terminasse, presenciar o esquecimento, porque sei que a natureza nunca esquece. Num olhar de relance, o muro das casas estava coberto de plantas trepadeiras.

10     Arrisquei voltar à varanda. Agora que a minha árvore já estava morta mesmo, já não tinha muito a perder, certo? Errado. Como se cortinas se abrissem para o segundo ato do terreno, percebi que havia muito mais nele do que aquela única árvore que por tanto tempo amei. Mais uma vez, surgiu vida que era possível ser avistada da varanda e da janela. Ainda há ao fundo árvores grandes, que estavam lá desde o começo. Outras mais jovens vi crescer, como um coqueiro que se posiciona estrategicamente na “garagem” de uma das casas de cimento. Resistem insetos, lagartos, aves e, certamente, uma variedade de animais bem escondidos. Das manhãs e tardes de admiração e das noites de atenção ao não-silêncio, aprendi os nomes de alguns desses vizinhos.

11     Todos os dias, em especial no fim da tarde, as andorinhas se exibem a voar em círculos. Assisto às suas coreografias como se fosse um filme que passa na janela do meu quarto. Algumas vezes, na calmaria aparente da noite, sem luzes, ouço bacuraus e corujas. Vejo sanhaços, bem-te-vis, sabiás, tucanos, papagaios, urubus, gaviões, gralhas-do-campo e uma porção de aves cujo nome ainda não sei. Aliás, em certa ocasião, um bem-te-vi expulsou uma gralha. Ele voou para cima dela e bicou suas penas até que ela fosse para bem longe de uma árvore. Acabei rindo da falta de sorte da gralha, que é bem maior do que o bem-te-vi, mas perdeu. Já vi três bem-te-vis fazendo o mesmo com um tucano de bico amarelo, que também é muito maior do que eles. E assisto tudo da minha janela.

12     Apesar da admiração por seres carismáticos e voadores, o que mais me fascina nesse espetáculo vivo são as embaúbas. Essas árvores de troncos finos e folhas largas e que quase não são raras. Ao contrário, árvores do gênero Cecropia, que engloba todas as embaúbas, estão entre as mais abundantes espécies das florestas dos neotrópicos. Podem ser encontradas nas encostas da Grajaú-Jacarepaguá, no meio da Floresta da Tijuca ou do Parque Estadual da Pedra Branca. Se você estiver em um avião, sobrevoando algum fragmento de Mata Atlântica, vai vê-las facilmente lá do alto, porque elas são os pequenos pontos prateados que se destacam dos tons de verde da floresta.

13     Embaúbas não são muito exigentes. Quando há um distúrbio na floresta, quando o vento ou as pessoas derrubam árvores, formando clareiras, as sementes de Cecropia, que estavam no solo em dormência, germinam com a luz do sol. Nesses ambientes abertos, degradados, inóspitos, as embaúbas se instalam e crescem avidamente. Até parece que têm pressa. Logo ficam altas, suas folhas se desenvolvem, mas duram pouco e morrem rápido, caindo enrugadas e marrons no chão, decompondo-se e devolvendo nutrientes para a terra. Despertadas pelos vazios de vida na paisagem, embaúbas são espécies pioneiras que, aos poucos, alteram seus arredores e facilitam que novas espécies vegetais prosperem em seu entorno.

14     Não satisfeitas, elas ainda são atraentes para animais. Suas flores, apesar de polinizadas pelo vento, também podem ser polinizadas por insetos como besouros. Suas infrutescências alongadas servem como fonte de alimento para uma diversidade de frugívoros, como aves, gambás, macacos e até peixes, que se alimentam dos frutos que caem em rios. Depois que comem os frutos e se deslocam para longe, esses animais dispersam as sementes de embaúba. E assim elas chegam a quase todos os lugares. Preguiças e bugios também são grandes apreciadores de suas folhas, passam horas abraçados a seus galhos, comendo e descansando, enquanto tomam sol. Claro, também há desvantagens em ser o grande restaurante florestal. Embaúbas sofrem com o consumo de suas folhas, mas subornam com alimento e proteção formigas do gênero Azteca para torná-las suas fiéis escudeiras. Essas formigas agressivas vivem em colônias dentro do tronco oco da embaúba. Para defender sua casa, atacam os herbívoros que vêm para comer as folhas.

15     Embaúbas são acervos de interações e símbolos de resistência da natureza. É por isso que elas tomaram o terreno vizinho. Elas estão lá contando uma história. Mais do que a história de um terreno específico e especial para poucas pessoas atentas, essa é a história de muitos dos remanescentes florestais em centros urbanos. Em uma cidade como o Rio de Janeiro, onde novos prédios sobem às custas da retirada das árvores, há um valor inestimável nos seres que insistem em existir. A persistência desses pontos verdes no meio da selva de concreto é um grito de guerra. É a memória do que se perdeu e a esperança de que nem tudo está perdido. Ainda há vida para preservar e proteger, para ver renascer dos escombros.

16     Hoje, existem ações de reflorestamento acontecendo em áreas urbanas, como o projeto Revive Jacarepaguá, na minha vizinhança, cujo objetivo é repovoar as margens do rio Anil com espécies vegetais nativas da Mata Atlântica. Iniciativas como essa podem estar em seus primórdios, mas são um exemplo de que é possível escrever uma história melhor para a natureza em escala local. Humanos têm a capacidade de entender o que significam os retalhos de verde no cotidiano urbano. Apesar do nosso potencial arrebatador de destruição, também somos a voz da nossa própria consciência e podemos frear os nossos erros. Tudo começa quando prestamos atenção na vida que ainda se exibe aos nossos olhos, quando queremos ser as embaúbas na frente da minha varanda, teimosas, que insistem em fincar raízes e crescer na terra marcada por uma história de devastação.

Adaptado de <https://oeco.org.br/analises/teimosia-evolta-por-cima-aprende-se-com-as-embaubas/>. Publicado em 18 de outubro de 2019. Acessado em 22/09/2024.
Analise as afirmações a seguir sobre o emprego dos pronomes em destaque e depois assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3374684 Português
Teimosia e volta por cima aprende-se com as embaúbas
(Lara Norberto Renzeti)

01     Na altura da minha varanda, no quarto andar do prédio, está o topo de uma embaúba. Nas raízes da árvore, emaranhadas entre a terra e as pedras, encontrase um pedaço azul de lona, lixo esquecido ali há alguns anos. Para além das embaúbas, que se ajeitam em grupo nos limites do terreno vizinho, há uma estrada de tijolos cinzas e vermelhos, que passa por entre as casas e vai até o portão. As casas estão ocas, inacabadas, mas não lhes falta vida, já que plantas se ancoram em seus muros e crescem sem pretensões decorativas no que poderiam ter sido tanto jardins quanto garagens. Atrás das ruínas, há restos de floresta.

02     Nem sempre foi assim. Quando vim morar neste prédio, em 2006, o terreno dos fundos era mato. Remanescente do sítio de alguma família dos primórdios de Jacarepaguá, um tímido pedacinho de Mata Atlântica preenchia quase todo o espaço, com exceção do antigo casarão em ruínas. Foi, na verdade, este o motivo pelo qual me mudei: meus pais queriam um apartamento mais tranquilo, de onde se pudesse ver um pouco de natureza. Onde hoje há uma embaúba, naquela época, havia uma árvore de folhas e frutos pequenos, que, de verão a verão, abrigava os mais diversos passarinhos.

03     O que mais chamava a minha atenção eram os saís-azuis. Eles sempre apareciam na árvore, para fazer um banquete de frutinhos. O macho era azul e preto, e a fêmea era verde. Aquelas cores vivas me fascinavam, e eu, com oito anos de idade, ficava feliz por saber que seres tão belos moravam perto por causa da árvore. Ela crescia e frutificava, e eu contava com ela para me mostrar os pássaros. 

04     A vista da varanda era o maior orgulho de nosso apartamento. Por anos, todos os convidados que visitaram minha casa atravessaram meu quarto para conhecer o terreno dos fundos, olhar suas cores, escutar seus sons. Mas, quando menos esperávamos, ouvimos vozes humanas vindas de lá. Vários homens conversavam, apontavam para as coisas e iam adentrando o pequeno fragmento de floresta. Eles continuaram por alguns dias conversando e apontando para as coisas, até que penduraram uma placa com logomarca de imobiliária no portão. A floresta ia virar condomínio.

05     Na época, não entendia bem como as coisas funcionavam, mas me lembro dos meus pais e dos vizinhos de prédio comentando que a obra era irregular. Que a empresa dava golpes nos compradores. Que não podiam cortar árvores. Que íamos embargar a obra. Mas já havia marcações em vermelho em algumas árvores. O que era aquilo? Sentença de morte? Todo dia, eu procurava aquela tinta, vermelha como sangue, no tronco da minha estimada árvore especial, que resistia como se não fosse vista, no cantinho do terreno. Em pouco tempo, o som de motosserra se misturou com o canto das cigarras. De vez em quando, eu sentia a falta de alguma coisa na paisagem: a pequena floresta ia ficando cada vez mais esburacada.

06     Tudo isso foi muito aos poucos. Não percebi quando começaram a construir. Sei que aterraram a antiga piscina, foram derrubando árvore atrás de árvore, até que surgiu espaço suficiente para mais de dez casas, e eu parei de olhar. Parei de ir à minha própria varanda porque tudo que eu via era aridez e destruição. Eu tinha medo de um dia encontrar a minha árvore cortada, caída no chão, morta. Ela resistiu bravamente. Foi a última. Nunca foi diretamente assassinada, mas se cansou e foi morrendo aos poucos, lentamente, consumida por um solo capinado e sem vida. Nunca descobri seu nome. Nunca mais vi saí-azul.

07     Ao longo do tempo, a obra foi embargada e retomada. Pelo visto, os avisos dos meus vizinhos eram bem fundamentados: a imobiliária nunca entregou as casas prontas. A floresta foi destruída em vão.

08     Imóveis inacabados podem ter três principais destinos. O primeiro deles é o esquecimento, quando, ao longo do tempo e da desvalorização econômica, a natureza toma conta, transformando-os em substrato e abrigo de seres não-humanos. O segundo é o descobrimento, caracterizado pelo abandono inicial e posteriores ocupações, resultantes de uma sociedade que não garante abrigo a todos os humanos. O terceiro é o acabamento, que precisa que as obras continuem.

09     Os compradores das casas, que sofreram o golpe da imobiliária, provavelmente sabiam dessas possibilidades. Pensando em manter um pouco do que se tornou deles por contrato, não abandonaram o terreno por completo e resolveram, por conta própria, tocar a obra. De vez em quando, aparecem trabalhadores: pintam uma parede, instalam luz elétrica, terminam um telhado. Por vezes, os próprios donos aparecem para cortar a grama. Isso acontece há uns dez anos, e as casas continuam inacabadas. No fundo, queria que essa obra nunca terminasse, presenciar o esquecimento, porque sei que a natureza nunca esquece. Num olhar de relance, o muro das casas estava coberto de plantas trepadeiras.

10     Arrisquei voltar à varanda. Agora que a minha árvore já estava morta mesmo, já não tinha muito a perder, certo? Errado. Como se cortinas se abrissem para o segundo ato do terreno, percebi que havia muito mais nele do que aquela única árvore que por tanto tempo amei. Mais uma vez, surgiu vida que era possível ser avistada da varanda e da janela. Ainda há ao fundo árvores grandes, que estavam lá desde o começo. Outras mais jovens vi crescer, como um coqueiro que se posiciona estrategicamente na “garagem” de uma das casas de cimento. Resistem insetos, lagartos, aves e, certamente, uma variedade de animais bem escondidos. Das manhãs e tardes de admiração e das noites de atenção ao não-silêncio, aprendi os nomes de alguns desses vizinhos.

11     Todos os dias, em especial no fim da tarde, as andorinhas se exibem a voar em círculos. Assisto às suas coreografias como se fosse um filme que passa na janela do meu quarto. Algumas vezes, na calmaria aparente da noite, sem luzes, ouço bacuraus e corujas. Vejo sanhaços, bem-te-vis, sabiás, tucanos, papagaios, urubus, gaviões, gralhas-do-campo e uma porção de aves cujo nome ainda não sei. Aliás, em certa ocasião, um bem-te-vi expulsou uma gralha. Ele voou para cima dela e bicou suas penas até que ela fosse para bem longe de uma árvore. Acabei rindo da falta de sorte da gralha, que é bem maior do que o bem-te-vi, mas perdeu. Já vi três bem-te-vis fazendo o mesmo com um tucano de bico amarelo, que também é muito maior do que eles. E assisto tudo da minha janela.

12     Apesar da admiração por seres carismáticos e voadores, o que mais me fascina nesse espetáculo vivo são as embaúbas. Essas árvores de troncos finos e folhas largas e que quase não são raras. Ao contrário, árvores do gênero Cecropia, que engloba todas as embaúbas, estão entre as mais abundantes espécies das florestas dos neotrópicos. Podem ser encontradas nas encostas da Grajaú-Jacarepaguá, no meio da Floresta da Tijuca ou do Parque Estadual da Pedra Branca. Se você estiver em um avião, sobrevoando algum fragmento de Mata Atlântica, vai vê-las facilmente lá do alto, porque elas são os pequenos pontos prateados que se destacam dos tons de verde da floresta.

13     Embaúbas não são muito exigentes. Quando há um distúrbio na floresta, quando o vento ou as pessoas derrubam árvores, formando clareiras, as sementes de Cecropia, que estavam no solo em dormência, germinam com a luz do sol. Nesses ambientes abertos, degradados, inóspitos, as embaúbas se instalam e crescem avidamente. Até parece que têm pressa. Logo ficam altas, suas folhas se desenvolvem, mas duram pouco e morrem rápido, caindo enrugadas e marrons no chão, decompondo-se e devolvendo nutrientes para a terra. Despertadas pelos vazios de vida na paisagem, embaúbas são espécies pioneiras que, aos poucos, alteram seus arredores e facilitam que novas espécies vegetais prosperem em seu entorno.

14     Não satisfeitas, elas ainda são atraentes para animais. Suas flores, apesar de polinizadas pelo vento, também podem ser polinizadas por insetos como besouros. Suas infrutescências alongadas servem como fonte de alimento para uma diversidade de frugívoros, como aves, gambás, macacos e até peixes, que se alimentam dos frutos que caem em rios. Depois que comem os frutos e se deslocam para longe, esses animais dispersam as sementes de embaúba. E assim elas chegam a quase todos os lugares. Preguiças e bugios também são grandes apreciadores de suas folhas, passam horas abraçados a seus galhos, comendo e descansando, enquanto tomam sol. Claro, também há desvantagens em ser o grande restaurante florestal. Embaúbas sofrem com o consumo de suas folhas, mas subornam com alimento e proteção formigas do gênero Azteca para torná-las suas fiéis escudeiras. Essas formigas agressivas vivem em colônias dentro do tronco oco da embaúba. Para defender sua casa, atacam os herbívoros que vêm para comer as folhas.

15     Embaúbas são acervos de interações e símbolos de resistência da natureza. É por isso que elas tomaram o terreno vizinho. Elas estão lá contando uma história. Mais do que a história de um terreno específico e especial para poucas pessoas atentas, essa é a história de muitos dos remanescentes florestais em centros urbanos. Em uma cidade como o Rio de Janeiro, onde novos prédios sobem às custas da retirada das árvores, há um valor inestimável nos seres que insistem em existir. A persistência desses pontos verdes no meio da selva de concreto é um grito de guerra. É a memória do que se perdeu e a esperança de que nem tudo está perdido. Ainda há vida para preservar e proteger, para ver renascer dos escombros.

16     Hoje, existem ações de reflorestamento acontecendo em áreas urbanas, como o projeto Revive Jacarepaguá, na minha vizinhança, cujo objetivo é repovoar as margens do rio Anil com espécies vegetais nativas da Mata Atlântica. Iniciativas como essa podem estar em seus primórdios, mas são um exemplo de que é possível escrever uma história melhor para a natureza em escala local. Humanos têm a capacidade de entender o que significam os retalhos de verde no cotidiano urbano. Apesar do nosso potencial arrebatador de destruição, também somos a voz da nossa própria consciência e podemos frear os nossos erros. Tudo começa quando prestamos atenção na vida que ainda se exibe aos nossos olhos, quando queremos ser as embaúbas na frente da minha varanda, teimosas, que insistem em fincar raízes e crescer na terra marcada por uma história de devastação.

Adaptado de <https://oeco.org.br/analises/teimosia-evolta-por-cima-aprende-se-com-as-embaubas/>. Publicado em 18 de outubro de 2019. Acessado em 22/09/2024.
Considere as afirmações sobre o excerto seguinte, marque V, para verdadeiro, ou F, para falso, e depois assinale a alternativa CORRETA.
"Nesses ambientes abertos, degradados, inóspitos, as embaúbas se instalam e crescem avidamente. Até parece que têm pressa. Logo ficam altas, suas folhas se desenvolvem, mas duram pouco e morrem rápido, caindo enrugadas e marrons no chão, decompondo-se e devolvendo nutrientes para a terra." (parágrafo 13)
( ) A palavra "avidamente" modifica o sentido do verbo "crescer".
( ) A palavra "pressa" complementa o sentido do verbo "parecer".
( ) Em "decompondo-se", a ênclise se justifica porque o verbo "decompor" está no gerúndio.
( ) A palavra "nutrientes" é complemento objeto direto do verbo "devolver".
( ) A palavra "terra" é complemento objeto indireto do verbo "devolver". 
Alternativas
Q3372949 Português
Das formas pronominais enclíticas retiradas do texto, assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente um caso em que há mais de uma possibilidade de colocação pronominal e um caso em que a ênclise não deveria ter ocorrido.
Alternativas
Q3365249 Português
Os Pronomes demonstrativos são os que indicam a posição dos seres em relação às três pessoas do discurso. Esta localização pode ser no tempo, no espaço ou no discurso.
Acerca dessa temática, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3357820 Português

Considerando a frase “Semanalmente, os professores corrigem as atividades dos seus alunos”, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas da frase às suas respectivas classes gramaticais.



Coluna 1


1. Artigo.


2. Advérbio.


3. Pronome.


4. Substantivo.



Coluna 2


( ) Semanalmente.


( ) Os.


( ) Atividades.


( ) Seus.



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q3357687 Português
Marque a opção em que o enunciado escrito foge às regras gramaticais quanto à colocação pronominal. 
Alternativas
Q3357647 Português
O que são os alimentos azuis?

            Os alimentos azuis estão mais presentes no dia a dia alimentar das pessoas do que se imagina, já que eles abrangem um grupo diversificado de animais, plantas e microrganismos provenientes da água, salgada ou doce. Em outras palavras, eles são peixes, algas, crustáceos, moluscos e todo o tipo de produto derivado de animais aquáticos, algas ou plantas capturados ou cultivados em ambientes marinhos ou de _________.
            Os alimentos azuis contribuem para um melhor equilíbrio do meio ambiente e colaboram para a saúde e _________ das pessoas. Isso porque podem desempenhar um papel fundamental na transição para sistemas alimentares mais saudáveis e ecológicos. Os alimentos azuis produzem menos emissões de gases de efeito estufa e causam menos impacto ambiental do que os alimentos vindos da criação de gado (ou de outros animais), além de terem uma pegada ambiental baixa — um indicador de quantas substâncias são emitidas e quantos recursos são consumidos no ciclo de vida de um produto, processo ou atividade.
            Os alimentos azuis são importantes para uma dieta saudável e equilibrada. Eles possuem em sua composição aminoácidos essenciais, proteínas de qualidade, vitaminas, bem como ácidos graxos como o ômega−3, que o corpo humano não produz, sendo necessário obtê−lo dos alimentos. Assim, os alimentos azuis, especialmente peixes como salmão, sardinha e atum podem ser priorizados como fontes de ômega−3. Não apenas essas deficiências podem ser tratadas, mas ao comer animais aquáticos com frequência, as chances de sofrer de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais (AVC), Alzheimer e depressão também são reduzidas.
            Com o crescimento da população mundial, a demanda por esses produtos está aumentando. Nos últimos 50 anos, o consumo dobrou, resultando em um grande impacto nos ecossistemas marinhos devido à pesca e à aquicultura predatórias, duas práticas que esgotam o oceano de peixes e espécies de alimentos aquáticos.
            Os dos estoques de peixes são __________, e 30 a 35% dos peixes capturados são perdidos ou desperdiçados. No entanto, há maneiras de construir a sustentabilidade dos alimentos azuis. Para melhorar seu desempenho ambiental, a prática e o gerenciamento da pesca devem ser otimizados, e a pesquisa e o desenvolvimento também contribuirão para melhorar as formas de pesca e reduzir as pressões ambientais.
 

Redação National Geographic Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o “que” sublinhado é utilizado como um pronome relativo.
Alternativas
Q3357496 Português

Estudo desvenda ligação entre tristeza e declínio cognitivo 


Por Silvia Mello




(Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/estudo-desvenda-ligacao-entre-tristeza-edeclinio-cognitivo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).


Considerando o fragmento retirado do texto “Isso sugere um ciclo vicioso em que a depressão acelera o declínio da memória”, assinale a alternativa que classifica corretamente o termo sublinhado. 
Alternativas
Q3357176 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




Do termo “cujo” em: “(...) cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3357173 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




Não contempla a análise do excerto: “(...) comunidade negra que lá se refugiava (...)”.
Alternativas
Q3356130 Português
O que são temperaturas extremas? Elas estão cada vez mais comuns e podem afetar a saúde


(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/06/o-que-sao-temperaturasextremas-elas-estao-cada-vez-mais-comuns-e-podem-afetar-a-saude – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento “A mudança climática afeta a Terra de diferentes maneiras e seus efeitos já podem ser sentidos”, retirado do texto, assinale a alternativa em que a palavra é classificada como pronome. 
Alternativas
Q3354797 Português
Em qual alternativa, a colocação pronominal foi empregada corretamente?
Alternativas
Q3354696 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à colocação pronominal:

I. Ainda que seja difícil, ele contentar-se-á com a situação.
II. Espera-se que tudo esteja resolvido até o casamento.
III. Depois, os rapazes ajudaram-na a chegar até sua casa.
IV. Corri para socorrê-lo.

Considerando-se a norma-padrão gramatical, o pronome oblíquo átono poderia ocorrer também em próclise apenas em:
Alternativas
Q3354693 Português
Analise os elementos em destaque em cada uma das sentenças dadas a seguir. Assinale a alternativa em que o elemento destacado é um pronome demonstrativo. 
Alternativas
Q3354591 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual é o alimento mais saudável do mundo? Nutricionistas respondem


Pergunta divide opinião entre especialistas, mas ingredientes como ovo, abacate e leite materno são listados como extremamente benéficos

Quando pensamos em comidas saudáveis, a primeira coisa que vem na cabeça são alimentos com baixa quantidade de calorias. Opções de frutas, legumes e verduras dividem as opiniões de nutricionistas, e a pergunta "Qual o alimento mais saudável do mundo?" não possui consenso entre especialistas, nem de perto.

Segundo a nutricionista Michele Abreu, o alimento mais saudável e completo do mundo é o leite materno. Porém, para Larissa Monteiro, pós-graduanda em nutrição materno infantil, o leite só pode ser considerado o principal alimento para crianças de até 6 meses de vida. "Este é o único alimento possível para eles, pois é completo e dispensa qualquer suplemento, até mesmo de água", explica. Entretanto, Larissa explica que a comida deixa de suprir as necessidades do organismo após o sexto mês, deixando de ser suficiente e, por isso, ela não o considera o mais saudável.

Na opinião de Amanda Maffei, também nutricionista, o abacate pode ser o alimento mais saudável do mundo, pois é repleto em compostos bioativos. "Rico em vitamina, A, C, E, B6, ferro e magnésio, a fruta possui gorduras consideradas boas e que ajudam a nutrir a nossa microbiota intestinal. O abacate também é um grande aliado para melhorar o perfil de alto colesterol e açúcar no sangue", explica a especialista.

Michele também acredita que o ovo possa ser incluído nesta lista, pois ele é uma reserva energética de vitaminas e minerais e que pode, inclusive, garantir o crescimento e desenvolvimento de um filhote. Os ovos são um dos alimentos mais consumidos no mundo, e estão presente diariamente no cardápio do brasileiro, sendo ótimos para prevenção de diabetes e doenças cardiovasculares, tal como diminuição de risco de osteoporose e envelhecimento precoce.

Há vários alimentos extremamente benéficos para a saúde, mas as especialistas concordam que nenhum ingrediente, por si só, satisfaz todas as necessidades do organismo, sendo o equilíbrio de grupos alimentares a melhor opção para uma vida saudável. Michele explica que todas as opções citadas não são insubstituíveis, então, caso não goste do ovo, por exemplo, ou tenha intolerância, existem outros alimentos com cargas nutricionais equivalentes para poder substituí-lo.

Para Larissa, uma alimentação saudável vai muito além do que a lista de ingredientes e seus nutrientes, e de sua forma de preparo, tendo outros fatores para serem levados em consideração de acordo com cada pessoa. A nutricionista explica que a alimentação saudável precisa ser humanizada, respeitando situações econômicas da família, tal como heranças familiares e comfort food dentro de um equilíbrio.

"Não faz sentido termos restrições que não nos fazem felizes. Se você tem uma receita que é herança da sua avó, por exemplo, e ela te tras felicidade e aconxego, este também pode ser considerado um alimento saudável dentro do contexto, pois os fatores emocionais também devem ser considerados dentro do equilíbrio alimentar para pessoas saudáveis", explica Larissa.

(https://receitas.band.uol.com.br/noticias/qual-e-o-alimento-mais-saudavel-do-mundo-nutricionistas-respondem-16461825 adaptado) 
"Michele explica que todas as opções citadas não são insubstituíveis, então, caso não goste do ovo, por exemplo, ou tenha intolerância, existem outros alimentos com cargas nutricionais equivalentes para poder substituí-lo."
A forma 'LO' do pronome oblíquo átono, está substituindo qual palavra? 
Alternativas
Q3354324 Português
Em qual alternativa, a colocação pronominal não foi devidamente construída?
Alternativas
Q3354240 Português
Analise o emprego dos pronomes demonstrativos nos enunciados abaixo. Destaque a alternativa incorreta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDECAN Órgão: SES-PB Prova: IDECAN - 2024 - SES-PB - Assistente Social |
Q3352729 Português
Na Igreja Católica o cargo de maior prestígio, depois do de papa, é o de cardeal. Supondo que alguém queira uma audiência com o Papa, e que para isso precise se dirigir a um cardeal, pedindo-lhe que a agende, assinale abaixo a única forma de tratamento que estaria adequada ao que preceitua a norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q3352309 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os mapas sonoros que protegem onça-pintada


As cataratas do Iguaçu ficam na Floresta Atlântica do Alto Paraná. No lado brasileiro, fica o Parque Nacional do Iguaçu. E, no lado oposto, o Parque Nacional Iguazú, na Argentina.

A região abriga mais de duas mil espécies de plantas e uma imensa variedade de animais, incluindo a tão popular onça-pintada.

Para os mais de um milhão de turistas que visitam o local todos os anos, o cenário parece apenas uma amostra de uma área que seria imensa e repleta de biodiversidade.

Mas, para as pessoas que conhecem bem a região, como a bióloga Yara de Melo Barros, os dois parques nacionais da região das cataratas, na verdade, são apenas "uma ilha de vida em meio ao desmatamento".

Barros é coordenadora do projeto de conservação da onça-pintada chamado Onças do Iguaçu.

Atualmente, a onça-pintada enfrenta ameaça em quase todo o seu habitat, que vai do sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Um estudo da Cites − a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagem − indica que essas ameaças aumentam.

À medida que se ampliam o desmatamento, as incursões das estradas e da agricultura na floresta, a quantidade de presas diminui e os caçadores ilegais ganham cada vez mais acesso às áreas mais remotas.

"A caça precisa ser controlada com urgência" afirma Barros. "Os caçadores entram para caçar outros animais e matam a onça-pintada também."

Evitar a caça ilegal de qualquer criatura não é uma tarefa fácil, especialmente quando os parques mantêm relativamente poucos funcionários, frequentemente responsáveis pelo patrulhamento de grandes áreas.

Por isso, os pesquisadores e os funcionários dos parques da região das cataratas passaram a explorar novos meios na prevenção onde agem os caçadores ilegais e buscam ajuda em novas tecnologias de mapeamento.

No início dos anos 2000, os guarda-parques ainda preenchiam relatórios de campo manualmente, segundo Cecilia Belloni. Ela trabalha há muito tempo como guarda-parque na fronteira leste do Parque Nacional Iguazú, na Argentina.

"Agora, usamos telefones via satélite na floresta, além do sistema Smart e do Sistema de Informações Geográficas Quantum para análises espaciais", explica Belloni.

Segundo ela, "os Sistemas de Informações Geográficas aumentam a eficiência das patrulhas dos guarda-parques", pois permitem que as equipes florestais registrem melhor os dados e quantifiquem qualquer informação relevante.

Esses dados incluem desde incêndios até desmatamento e mudanças do uso da terra, dentro e fora das áreas protegidas.

O aplicativo Smart nos celulares e tablets ajuda os guarda-parques a selecionar e padronizar todos os novos dados registrados. Esse software de código aberto e suas ferramentas de análise foram especialmente projetados para auxiliar os gerentes de conservação no seu trabalho de vigilância.

O aplicativo foi disponibilizado para os guarda-parques argentinos pela primeira vez em 2014, durante uma viagem de treinamento para a Tailândia, e foi testado em seguida no Parque Nacional Iguazú.

Lizarraga explica que, ao registrar fotos geolocalizadas de cada cápsula de munição encontrada, os guarda-parques definem uma trilha de caça.

"Isso permite que eles sigam a trilha e encontrem pessoas que estão além das áreas de visitação pública", afirma ele.

Os caçadores ilegais usam árvores frutíferas como isca, segundo Belloni, como o timbó, que serve de alimento para as antas.

Marcando no software a localização dessas árvores e sua estação de frutificação, os guarda-parques planejam melhor suas patrulhas.

A APN expandirá o uso do Smart para todos os parques nacionais argentinos no início deste ano, segundo o guarda-parque Federico Rodríguez Mira, encarregado de operações do Parque Nacional Iguazú.

"A APN adquirirá equipamentos eletrônicos como smartphones e tablets resistentes a condições meteorológicas extremas para aprimorar, substancialmente, a coleta de dados de campo e auxiliar na tomada de decisões", explica ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cxrkzgwz5kxo.adaptado.
Esse software de código aberto e suas ferramentas de análise foram especialmente projetados para auxiliar os gerentes de conservação no seu trabalho de vigilância.
Em relação aos pronomes, é correto afirmar que a frase apresenta: 
Alternativas
Q3352267 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada.


Qualquer indivíduo que realmente acredite em que seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância. Não há outra revelação senão os pensamentos dos sábios — e mesmo esses pensamentos estão sujeitos a erros, como é a sina de tudo o que é humano.


Entenda isso e seja feliz!!


Arthur Schopenhauer (Texto Adaptado) 

No trecho "Qualquer indivíduo QUE realmente acredite em QUE seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância.". As palavras em destaque atuam respectivamente como:

Alternativas
Respostas
2281: C
2282: A
2283: C
2284: D
2285: D
2286: A
2287: C
2288: D
2289: A
2290: A
2291: E
2292: D
2293: E
2294: D
2295: A
2296: C
2297: D
2298: D
2299: A
2300: E