Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 14.559 questões

Q3688172 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Em: “Tirei um colete velho, em cujo bolso trazia cinco moedas de ouro”. A palavra em destaque indica um pronome:

Alternativas
Q3688169 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em:


1 – Pronome relativo.

2 – Pronome indefinido.

3 – Pronome demonstrativo.

4 – Pronome interrogativo.


Assinale:


( ) O Cruzeiro que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens. (Machado de Assis)


( ) Nada lhes escapava, nem mesmo as escadas dos pedreiros, os cavalos de pau, o barco ou a ferramenta dos marceneiros. (Aluísio Azevedo)


( ) O sol nas bancas de revista / me enche de alegria e preguiça / quem lê tanta notícia? (Caetano Veloso)


( ) “Logo ao primeiro grito do Coronel Ludgero Alves, muitas portas até então fechadas, se escancaravam, ali por dentro do casarão do Fórum. (Mário Palmério.)


( ) Aquele livro que estava sobre a mesa era do meu amigo José.



Escolha a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3667770 Português
O pronome de tratamento, a abreviatura singular e a abreviatura plural, respectivamente utilizados para Presidente da República, é: 
Alternativas
Q3667258 Português
Educação antirracista: novos olhares à luz da Lei 10.639/2003

Para que a educação antirracista seja bem-sucedida, é preciso um diálogo intertemporal, envolvendo tanto as gerações mais antigas quanto as mais jovens. Isso também inclui discutir o papel do Estado como produtor de leis que organizam o mundo social

Geronilson da Silva Santos | Advogado, professor universitário, doutorando em direitos humanos e cidadania na Universidade de Brasília (UnB) | 19/10/2024

        A implementação de uma educação antirracista é uma questão fundamental, e a Lei 10.639/2003 é um marco importante nesse processo. A legislação alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e tem como objetivo resgatar a contribuição do povo negro nas áreas sociais, econômicas e políticas relacionadas à história do Brasil. Ela estabelece que temas como a luta negra no Brasil, a história da África e dos africanos, a cultura negra brasileira e o papel da população negra na formação da sociedade nacional devem ser abordados obrigatoriamente em sala de aula. No entanto, esse não é um rol taxativo. Deve ser visto como uma base para explorar outras possibilidades, como a história da ciência a partir dos negros, a pedagogia negra e os ensinamentos do saber ANSESTRAL/ANCESTRAL.

        Esses conteúdos precisam ser integrados em todo o currículo escolar, especialmente nas áreas de educação artística, literatura e história brasileira. A LDB orienta para um ensino que considera o pluralismo de ideias e respeita a liberdade. Entretanto, recentemente, temos testemunhado ataques a obras literárias, como “O avesso da pele”, do escritor brasileiro Jeferson Tenório, ________ tentativas de censura têm raízes no racismo estrutural. Se não houver um processo crítico em resposta ao avanço de ideologias preconceituosas, aspectos da cultura podem ser restringidos dentro das escolas, tornando o ambiente educacional cada vez menos inclusivo.

        Além disso, a educação não deve ser meramente um preparatório para exames vestibulares, deve proporcionar uma base para novos escritores, cientistas e pensadores. A educação formal não deve ser homogênea e generalizante. Ela deve reconhecer e abordar as diferenças culturais e a diversidade de experiências dos alunos, especialmente daqueles que enfrentam obstáculos sociais e culturais — em sua grande maioria, negros e pobres. O modelo educacional deve promover o desenvolvimento do aluno não como um recurso para a economia capitalista, mas como ser humano integral de múltiplas necessidades e SINGULARIDADES/CINGULARIDADES.

        Para implementar uma educação antirracista eficaz, é preciso reconhecer a diversidade cultural e as necessidades sociais como parte do processo de ensino-aprendizagem. Isso requer diálogo constante com a sociedade, com educadores e com a comunidade escolar. Também é necessário fortalecer a liberdade de cátedra e oferecer uma formação adequada para os professores, com a criação de centros de desenvolvimento pedagógico para o ensino básico e superior. O recente debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a limitação de até 50% do tempo a distância para cursos de formação de professores é um exemplo de como a qualidade do ensino e o acesso à educação superior devem ser equilibrados.

        Outro aspecto essencial é promover o desenvolvimento da autonomia do estudante para compreender o mundo de maneira mais adequada, formando alunos conscientes do papel social e das realidades desafiadoras da nossa sociedade. A abordagem educacional deve ser mais transdisciplinar e promover uma função crítica, como [nos] lembra Bell Hooks, que vê o ensino como uma fusão entre espiritualidade, corpo e mente.

ara que a educação antirracista seja BEMSUCEDIDA/BENSUCEDIDA, é preciso um diálogo intertemporal, envolvendo tanto as gerações mais antigas quanto as mais jovens. Isso também inclui discutir o papel do Estado como produtor de leis que organizam o mundo social. O direito afrodiaspórico deve ser apresentado como uma possibilidade de regulação que restabelece a relação entre necessidades sociais e a dinâmica do Estado. Por fim, a estrutura curricular deve ser orientada por valores que [se] opõem à cultura da competição e do litígio, típicos das sociedades capitalistas.

        É crucial lembrar que a responsabilidade por uma educação antirracista não recai apenas sobre os ombros dos professores, mas é um compromisso de toda a sociedade. O panorama desafiador da evasão escolar, do crescimento da violência nas escolas e da falta de interesse de alunos pobres pelo ensino universitário de qualidade só pode ser abordado por meio de um esforço coletivo que TRANSCEDA/TRANSCENDA as salas de aula. O ensino, para ser eficaz e transformador, deve ir além dos muros e "grades" da escola e envolver todos os setores da sociedade entre saberes que propiciem o desenvolvimento ético.

SANTOS, Geronilson da Silva. Educação antirracista: novos olhares à luz da Lei 10.639/2003. Correio Braziliense, 19 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6968104-educacaoantirracista-novos-olhares-a-luz-da-lei-10-639-2003.html. Acesso em: 19 out. 2024. Adaptado.
No quinto e no sexto parágrafos, dois pronomes oblíquos encontram-se destacados entre colchetes. A colocação de cada um desses pronomes em relação aos verbos se justifica, considerando a norma padrão para a escrita em Língua Portuguesa, na opção
Alternativas
Q3667254 Português
Educação antirracista: novos olhares à luz da Lei 10.639/2003

Para que a educação antirracista seja bem-sucedida, é preciso um diálogo intertemporal, envolvendo tanto as gerações mais antigas quanto as mais jovens. Isso também inclui discutir o papel do Estado como produtor de leis que organizam o mundo social

Geronilson da Silva Santos | Advogado, professor universitário, doutorando em direitos humanos e cidadania na Universidade de Brasília (UnB) | 19/10/2024

        A implementação de uma educação antirracista é uma questão fundamental, e a Lei 10.639/2003 é um marco importante nesse processo. A legislação alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e tem como objetivo resgatar a contribuição do povo negro nas áreas sociais, econômicas e políticas relacionadas à história do Brasil. Ela estabelece que temas como a luta negra no Brasil, a história da África e dos africanos, a cultura negra brasileira e o papel da população negra na formação da sociedade nacional devem ser abordados obrigatoriamente em sala de aula. No entanto, esse não é um rol taxativo. Deve ser visto como uma base para explorar outras possibilidades, como a história da ciência a partir dos negros, a pedagogia negra e os ensinamentos do saber ANSESTRAL/ANCESTRAL.

        Esses conteúdos precisam ser integrados em todo o currículo escolar, especialmente nas áreas de educação artística, literatura e história brasileira. A LDB orienta para um ensino que considera o pluralismo de ideias e respeita a liberdade. Entretanto, recentemente, temos testemunhado ataques a obras literárias, como “O avesso da pele”, do escritor brasileiro Jeferson Tenório, ________ tentativas de censura têm raízes no racismo estrutural. Se não houver um processo crítico em resposta ao avanço de ideologias preconceituosas, aspectos da cultura podem ser restringidos dentro das escolas, tornando o ambiente educacional cada vez menos inclusivo.

        Além disso, a educação não deve ser meramente um preparatório para exames vestibulares, deve proporcionar uma base para novos escritores, cientistas e pensadores. A educação formal não deve ser homogênea e generalizante. Ela deve reconhecer e abordar as diferenças culturais e a diversidade de experiências dos alunos, especialmente daqueles que enfrentam obstáculos sociais e culturais — em sua grande maioria, negros e pobres. O modelo educacional deve promover o desenvolvimento do aluno não como um recurso para a economia capitalista, mas como ser humano integral de múltiplas necessidades e SINGULARIDADES/CINGULARIDADES.

        Para implementar uma educação antirracista eficaz, é preciso reconhecer a diversidade cultural e as necessidades sociais como parte do processo de ensino-aprendizagem. Isso requer diálogo constante com a sociedade, com educadores e com a comunidade escolar. Também é necessário fortalecer a liberdade de cátedra e oferecer uma formação adequada para os professores, com a criação de centros de desenvolvimento pedagógico para o ensino básico e superior. O recente debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a limitação de até 50% do tempo a distância para cursos de formação de professores é um exemplo de como a qualidade do ensino e o acesso à educação superior devem ser equilibrados.

        Outro aspecto essencial é promover o desenvolvimento da autonomia do estudante para compreender o mundo de maneira mais adequada, formando alunos conscientes do papel social e das realidades desafiadoras da nossa sociedade. A abordagem educacional deve ser mais transdisciplinar e promover uma função crítica, como [nos] lembra Bell Hooks, que vê o ensino como uma fusão entre espiritualidade, corpo e mente.

ara que a educação antirracista seja BEMSUCEDIDA/BENSUCEDIDA, é preciso um diálogo intertemporal, envolvendo tanto as gerações mais antigas quanto as mais jovens. Isso também inclui discutir o papel do Estado como produtor de leis que organizam o mundo social. O direito afrodiaspórico deve ser apresentado como uma possibilidade de regulação que restabelece a relação entre necessidades sociais e a dinâmica do Estado. Por fim, a estrutura curricular deve ser orientada por valores que [se] opõem à cultura da competição e do litígio, típicos das sociedades capitalistas.

        É crucial lembrar que a responsabilidade por uma educação antirracista não recai apenas sobre os ombros dos professores, mas é um compromisso de toda a sociedade. O panorama desafiador da evasão escolar, do crescimento da violência nas escolas e da falta de interesse de alunos pobres pelo ensino universitário de qualidade só pode ser abordado por meio de um esforço coletivo que TRANSCEDA/TRANSCENDA as salas de aula. O ensino, para ser eficaz e transformador, deve ir além dos muros e "grades" da escola e envolver todos os setores da sociedade entre saberes que propiciem o desenvolvimento ético.

SANTOS, Geronilson da Silva. Educação antirracista: novos olhares à luz da Lei 10.639/2003. Correio Braziliense, 19 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6968104-educacaoantirracista-novos-olhares-a-luz-da-lei-10-639-2003.html. Acesso em: 19 out. 2024. Adaptado.
No terceiro parágrafo do texto, foi inserida uma lacuna. Analise o contexto sintático dessa lacuna e assinale a alternativa que a preenche adequadamente.
Alternativas
Q3667092 Português
Sem professores não há desenvolvimento

É essencial que os docentes sejam merecedores de iniciativas de Estado que tornem a docência uma carreira atraente. Sem professores, o país entra em rota de involução
Correio Braziliense | 15/10/2024

A boa educação IMPUSSIONA o desenvolvimento econômico e social de um país se contar com profissionais competentes, reconhecidos e respeitados por todas as classes sociais e econômicas de uma sociedade. Cada categoria profissional tem uma participação na construção e no crescimento de uma nação. Os professores, em todos os níveis, são os responsáveis pelo repasse de informações e ensinamentos para o surgimento desses profissionais, lembrando que os atuais docentes passaram pelas mãos dos que os antecederam, propiciando-lhes meios de serem educadores e mestres sobre os mais diversos campos do saber e da ciência.

Hoje, 15 de outubro, é dia de parabenizar os 2,31 milhões de professores existentes no país. Boa parcela da categoria, porém, não vê muita razão para CEREBRAÇÕES. Há anos, os docentes pedem condições mais adequadas de trabalho, escolas com padrão de qualidade, com acesso aos avanços tecnológicos, salas confortáveis para os discentes. Reclamam também da própria falta de valorização da categoria pelos detentores de poderes.

Os professores são [indispensáveis], mas não bem remunerados, seja nas grandes cidades, seja nos municípios mais empobrecidos do país. Os pisos salariais justificam a evasão de docentes. Estão bem abaixo dos detentores dos poderes, que têm autonomia para fixar os próprios rendimentos, sem muita preocupação com o Orçamento da União ou com as políticas públicas indispensáveis ao bem-estar da sociedade.

As disparidades salariais bem explicam o esgotamento da esperança dos profissionais de ensino. Na última década encerrada em 2023, o número de professores concursados despencou na maioria das redes públicas de educação. Passou de 505 mil em 2013 — o correspondente a 68,4% do total de docentes nas redes estaduais — para 321 mil no ano passado (46,5%), segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Boa parte das vagas deixadas pelos concursados foi preenchida por professores temporários, sem os mesmos direitos e benefícios dos efetivos. O que seria uma EXCEÇÃO tornou-se um padrão.

O Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu metas para VALORIZAR os professores em todas as etapas do ensino, prevendo que 90% dos professores de escolas públicas sejam efetivos — uma orientação que deveria ser cumprida até 2017. Como boa proposta, não foi cumprida. Se, por um lado, os contratados temporários são alternativas para suprir a demanda por profissionais, por outro, a solução causa impactos negativos aos estudantes.

As recentes políticas de educação têm buscado elevar a qualidade do ensino, impedir que alunos abandonem as salas de aula por meio de diferentes estímulos. Nesse sentido, é ESSENCIAL que os docentes sejam merecedores de iniciativas de Estado que tornem a docência uma carreira atraente para os professores, para os estudantes e para o país e que traduza em qualidade de vida para todos os brasileiros. Sem professores, o país entra em rota de involução.

SEM professores não há desenvolvimento. Correio Braziliense, 15 de outubro de 2024.
Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6964785-sem-professoresnao-ha-desenvolvimento.html. Acesso em: 15 out. 2024. Adaptado.
Qual é o referente textual do pronome lhes em destaque no parágrafo introdutório do editorial? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: GUALIMP Órgão: Prefeitura de Alfredo Chaves - ES Provas: GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Agente Comunitário de Saúde (Comum a todas as microáreas) | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Agente de Combate a Endemias | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Agente de Fiscalização | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Assistente Administrativo (SAAE) | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Assistente de Sala | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Assistente Técnico de Controle Interno | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar Administrativo | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar de Farmácia | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar de Regulação em Serviços de Saúde | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar em Saúde Bucal | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Auxiliar Técnico de Informática | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Cuidador (Educação) | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Eletricista | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Oficial Administrativo | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Enfermagem | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Meio Ambiente | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Radiologia | GUALIMP - 2024 - Prefeitura de Alfredo Chaves - ES - Técnico em Segurança do Trabalho |
Q3666949 Português
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão


Ano de Saturno: o que esperar do planeta regente de 2024? 2024 reserva para nós uma jornada peculiar e importante, regida pelo majestoso planeta das lições. Confira o que esperar do ano de Saturno!


Larissa Nacif


Bem-vindos a um novo ciclo, amantes da Astrologia! Afinal, o ano de 2024 reserva para nós uma jornada peculiar e importante, regida pelo majestoso Saturno. Esse planeta é muitas vezes associado a lições, responsabilidades e, além disso, estruturas. Vamos, então, explorar o que podemos esperar durante o "ano de Saturno" e como podemos transformar suas influências em oportunidades de crescimento! 2024 reserva para nós uma jornada peculiar e importante, regida pelo majestoso planeta das lições.


Planeta regente de 2024


Imagine Saturno como o mestre de cerimônias astrológico de 2024, orquestrando os eventos que moldarão nosso destino. Pois bem, nesse ano, suas influências estarão entrelaçadas em todos os aspectos de nossas vidas, desde relacionamentos até carreiras e autoconhecimento.


Lições do planeta regente de 2024


Saturno é conhecido por nos ensinar lições valiosas, muitas vezes por meio de desafios que exigem paciência e determinação. Por isso, durante o ano de 2024, podemos esperar a oportunidade de construir bases sólidas para nossos objetivos, enfrentando responsabilidades com sabedoria.


Responsabilidade e disciplina


Saturno favorece aqueles que abraçam a responsabilidade e a disciplina. Por isso, se estivermos dispostos a trabalhar duro e assumir compromissos, podemos colher recompensas duradouras ao longo do ano. Assim, esse será o momento de avaliar nossas metas e de nos esforçarmos de forma consistente.


Reavaliação de relacionamentos


Nos relacionamentos, Saturno nos convida a uma reavaliação. Afinal, qualidade supera quantidade, e parcerias fundamentadas em respeito mútuo e comprometimento ganharão destaque. Assim, a honestidade consigo mesmo e com os outros será a chave.


Autoconhecimento profundo


O período sob Saturno é propício para uma jornada de autoconhecimento profundo. Por isso, devemos explorar nossas verdades internas, enfrentar nossos medos e trabalhar para superar limitações auto impostas.


Abraçando as lições de Saturno com coragem


Nesse "ano de Saturno", seremos chamados a abraçar suas lições com coragem e resiliência. Ao construir bases sólidas, assumir responsabilidades com disciplina e buscar relacionamentos autênticos, podemos transformar as influências de Saturno em bênçãos duradouras. Que o ano de 2024 nos guie em direção ao crescimento pessoal e à realização de nossos sonhos mais profundos!


(Fonte:https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/ano-de-saturno-o-que-esperar-do-planeta-regente-de-2024
O uso do pronome possessivo no trecho “Que o ano de 2024 nos guie em direção ao crescimento pessoal e à realização de nossos sonhos mais profundos!” tem o objetivo de: 
Alternativas
Q3664878 Português
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão


Quem cuida das cuidadoras?

Os desafios da invisibilização dos trabalhos das mulheres

Ao comentar o tema da redação do ENEM, especialistas apontam a falta de reconhecimento do trabalho das mulheres fora do ambiente profissional


O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 não só levantou reflexões em quem fez a prova no último domingo (5/11), mas também diversos setores da sociedade brasileira. A proposta era falar sobre os "desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

Segundo um relatório de 2020 da ONG Oxfam, intitulado “Tempo de cuidar”, enfermeiras, faxineiras, trabalhadoras domésticas e cuidadoras são em geral mal pagas, têm poucos benefícios e trabalham em horários irregulares, além de sofrerem problemas físicos e emocionais.

Três quartos de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo é feito por mulheres, ainda de acordo com o levantamento, sendo que 42% não conseguem um emprego porque são responsáveis por todo o trabalho de cuidado, enquanto para os homens essa proporção é de apenas 6%.

TRABALHO INVISÍVEL

Para Lina Nakata, estudiosa da pesquisa FIA Employee Experience (FEEx), a escolha do tema neste momento é muito importante. "Vivemos em mundo com inequidade de gênero. As mulheres convivem com uma sobrecarga maior de trabalho, seja remunerado ou não-remunerado. Na América Latina, um terço de todo o trabalho feminino é remunerado, dois terços não são. Para os homens, essa proporção é oposta. Dessa forma, entendemos que não apenas o trabalho da mulher está invisível, mas também sem nenhum reconhecimento", afirma.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, levaria mais de 130 anos para equiparação de gênero no Brasil, o que traz prejuízos para o crescimento econômico do país.

"Um dos motivos para esse gap é que o trabalho doméstico e o cuidado de pessoas da família ficam essencialmente para as mulheres e não é remunerado, tornando-o invisível em uma sociedade capitalista", explica Dani Junco, CEO da B2Mamy, comunidade que conecta mães e mulheres ao ecossistema tornando-as líderes por meio de educação, empregabilidade e pertencimento.

Além de terem seus papéis de cuidadoras invisibilizados, muitas mulheres enfrentam dupla jornada, equilibrando vida profissional e maternidade. Trata-se de um grande desafio, enraizado histórica e culturalmente na ideia de que o trabalho doméstico é dever da mulher. "Não só temos visto esses papéis sendo estabelecidos dessa forma pela sociedade como ainda vemos tudo isso reforçado por estereótipos", diz Lina.

"Esse papel da mulher é múltiplo e gigantesco quando falamos de cuidado. É muito clara, por exemplo, a diferença entre o papel de uma mãe e o de um pai, na maior parte das vezes. Nove em 10 vezes, quando os pais estão mais velhos e precisam de ajuda, é a mulher, representada pela filha, que vai dar esse suporte, também gerando essa inequidade", afirma a pesquisadora.

Para Dani, o machismo estrutural faz com que essa dupla jornada sobrecarregue a mulher e prejudique o crescimento na carreira e, muitas vezes, a geração de renda. "Temos mais de 20 milhões de mães solo no país, onde os pais não assumem a sua paternidade. De acordo com o IBGE, em mais de 80% das casas só as mulheres têm a tarefa de cuidar das crianças e da casa."


[...] (Fonte: https://fastcompanybrasil.com/news/quem-cuida-das-cuidadoras-os-desafios-da-invisibilizacao-dos-trabalhos-das-mulheres/)
No trecho “Temos mais de 20 milhões de mães solo no país, onde os pais não assumem a sua paternidade.”, a palavra “onde” pode ser classificada morfologicamente como: 
Alternativas
Q3664659 Português
Atenção! Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão


TEXTO 1


Quem cuida das cuidadoras?

Os desafios da invisibilização dos trabalhos das mulheres

Ao comentar o tema da redação do ENEM, especialistas apontam a falta de reconhecimento do trabalho das mulheres fora do ambiente profissional 


O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 não só levantou reflexões em quem fez a prova no último domingo (5/11), mas também diversos setores da sociedade brasileira. A proposta era falar sobre os "desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.


Segundo um relatório de 2020 da ONG Oxfam, intitulado “Tempo de cuidar”, enfermeiras, faxineiras, trabalhadoras domésticas e cuidadoras são em geral mal pagas, têm poucos benefícios e trabalham em horários irregulares, além de sofrerem problemas físicos e emocionais.


Três quartos de todo o trabalho de cuidado não remunerado do mundo é feito por mulheres, ainda de acordo com o levantamento, sendo que 42% não conseguem um emprego porque são responsáveis por todo o trabalho de cuidado, enquanto para os homens essa proporção é de apenas 6%. 


TRABALHO INVISÍVEL


Para Lina Nakata, estudiosa da pesquisa FIA Employee Experience (FEEx), a escolha do tema neste momento é muito importante. "Vivemos em mundo com inequidade de gênero. As mulheres convivem com uma sobrecarga maior de trabalho, seja remunerado ou não-remunerado. Na América Latina, um terço de todo o trabalho feminino é remunerado, dois terços não são. Para os homens, essa proporção é oposta. Dessa forma, entendemos que não apenas o trabalho da mulher está invisível, mas também sem nenhum reconhecimento", afirma.


De acordo com o Fórum Econômico Mundial, levaria mais de 130 anos para equiparação de gênero no Brasil, o que traz prejuízos para o crescimento econômico do país.


"Um dos motivos para esse gap é que o trabalho doméstico e o cuidado de pessoas da família ficam essencialmente para as mulheres e não é remunerado, tornando-o invisível em uma sociedade capitalista", explica Dani Junco, CEO da B2Mamy, comunidade que conecta mães e mulheres ao ecossistema tornando-as líderes por meio de educação, empregabilidade e pertencimento.


Além de terem seus papéis de cuidadoras invisibilizados, muitas mulheres enfrentam dupla jornada, equilibrando vida profissional e maternidade. Trata-se de um grande desafio, enraizado histórica e culturalmente na ideia de que o trabalho doméstico é dever da mulher. "Não só temos visto esses papéis sendo estabelecidos dessa forma pela sociedade como ainda vemos tudo isso reforçado por estereótipos", diz Lina.


"Esse papel da mulher é múltiplo e gigantesco quando falamos de cuidado. É muito clara, por exemplo, a diferença entre o papel de uma mãe e o de um pai, na maior parte das vezes. Nove em 10 vezes, quando os pais estão mais velhos e precisam de ajuda, é a mulher, representada pela filha, que vai dar esse suporte, também gerando essa inequidade", afirma a pesquisadora.


Para Dani, o machismo estrutural faz com que essa dupla jornada sobrecarregue a mulher e prejudique o crescimento na carreira e, muitas vezes, a geração de renda. "Temos mais de 20 milhões de mães solo no país, onde os pais não assumem a sua paternidade. De acordo com o IBGE, em mais de 80% das casas só as mulheres têm a tarefa de cuidar das crianças e da casa."


[...] (Fonte: https://fastcompanybrasil.com/news/quem-cuida-das-cuidadoras-os-desafios-da-invisibilizacao-dos-trabalhos-das-mulheres/)

No trecho “Temos mais de 20 milhões de mães solo no país, onde os pais não assumem a sua paternidade.”, a palavra “onde” pode ser classificada morfologicamente como:
Alternativas
Q3659915 Português
Crônica: o café que nos une.

O que nos distancia e nos faz ignorar que somos uma só espécie? Como aceitamos abismos sociais tão cruéis? Por que alguns tanto têm e outros têm tão pouco?

Com essas perguntas rondando meus pensamentos saí da padaria onde tomei o café da manhã e rumei ao trabalho. A razão desses questionamentos foi um jovem adolescente na mesa ao lado da minha durante o desjejum. Ainda que estivesse bem arrumado, cabelo penteado, pelas roupas um tanto quanto velhas e desajustadas, talvez de segunda mão e ganhas de alguém, podia se perceber que era um rapaz economicamente vulnerável, humilde.

Ele tinha na mesa uma xícara de café, como eu, e um pão d’água provavelmente recheado de presunto e queijo, não como eu com minha salada de frutas, suco e um sanduíche de pão ciabatta. Mas o que despertou a atenção sobre aquela quase criança foi que, enquanto alguns na padaria conversavam em suas mesas, todos os demais aproveitavam para mexer no celular, menos ele. Eu fazia parte dos que mexia. Usava aquele momento para me atualizar nas notícias locais e nacionais pelos sites a dedo escolhidos. Enquanto isso, o rapaz comia o pão e tomava o café, olhando para a mesa à sua frente e para o vazio da parede adiante.

Ele estava constrangido, parecia não sentir pertencer àquele lugar. E infelizmente o lugar não parecia se importar com ele. Por que afinal ele não fazia como todos e apanhava seu celular e começava a dedilhar nele, mandando mensagens de whatsapp, postando fotos no facebook? Concluí que ele não tinha um celular. Sua situação de pobreza não devia permitir esse prazer. E isso o incomodava. 

Diferente do que se pode esperar de adultos, conscientes de seu lugar no mundo e seguros o suficiente para sentarem-se sozinhos à mesa de qualquer lugar e desfrutar o momento independentemente de um aparelho tecnológico nas mãos, os adolescentes não possuem ainda segurança, autoestima consolidadas e mais do que os outros buscam aceitação, mesmo que tentando ser diferentes.

Para aquele rapaz o fato de não ter com o que se ater além da comida, num mundo onde as redes tecnológicas estão presentes nos quatro cantos, o fato de estar claro a todos que não tinha um celular, isso o incomodava, constrangia. E acabou por também me constranger. Dia desses li um texto do grande jurista e amigo Salah H. Khaled Jr, intitulado “Justiça, liberdade e meritocracia: o que é fazer a coisa certa?”. Em uma brilhante passagem, ele afirma que:

“Temos que assumir a responsabilidade sobre a forma com que as pessoas vivem. Não é uma força da natureza que produz miséria, fome e exclusão. Não é uma catástrofe que nega a expansão da cidadania. Somos nós. São as decisões que nós tomamos como sociedade, sobre como escolhemos lidar com a falta de oportunidade. Podemos simplesmente fingir que não existe desigualdade, especialmente quando as condições operam a nosso favor.”

Toda razão ao Salah. Que mundo difícil esse que cria consumidores e não cidadãos. Que mundo injusto esse que admite tantas pessoas vivendo em condições desiguais e sem oportunidades. Eu tive oportunidades. Não precisei dar saltos triplos para superar a linha da miséria e agarrar com todas as forças, muitas vezes sem resultados, oportunidades singulares, garimpadas em uma selva de pedras. Eu tive pessoas que me incentivaram, que me auxiliaram e me sustentaram em meu crescimento e em minha educação, que não me deixaram desistir de meus sonhos (ainda não deixam). 

Essas oportunidades me chegaram gratuitamente, por sorte, porque nasci do lado de cá da linha que separa o mundo de quem tem alguma condição social e econômica boa, que tem uma família que educa, protege e ama [...]. Não sei quando alcançaremos uma sociedade livre, justa e solidária, como prevê a Constituição Federal.

Não sei quando conseguiremos erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, como prevê a Constituição Federal. Não sei quando concretizaremos o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, como prevê a Constituição Federal. O que sei é que estamos longe desse mundo idealizado pelo Constituinte de 1988. E precisamos acreditar que ele é possível, que é importante por ele trabalhar todos os dias de nossas vidas.

Naquele momento, ali na padaria ao lado daquele jovem, o que eu pude fazer foi guardar meu celular no bolso e, sem mais, tomar meu café olhando para a mesa à minha frente e para o vazio da parede adiante.

João Marcos Buch - Juiz de Direito da Vara de Execuções Penais/ Corregedor do Sistema Prisional da Comarca de Joinville/escritor.
https://www.jusbrasil.com.br
Considere a colocação pronominal e assinale a alternativa em que o advérbio exigiu a próclise do pronome oblíquo átono. 
Alternativas
Q3658819 Português

As árvores e o machado


Um lenhador foi até a floresta pedir às árvores que lhe dessem um cabo para seu machado.


As árvores acharam que não custava nada atender ao pedido do lenhador e resolveram sacrificar o freixo, que era uma árvore comum e modesta.


Mas, assim que recebeu o que tinha pedido, o lenhador começou a atacar com seu machado tudo o que encontrava pela frente na floresta, derrubando as mais belas árvores.

O carvalho só se deu conta da tragédia quando era tarde demais. Espantado, ele cochichou para o cedro: 


- Foi um erro atender ao pedido do lenhador. Por que sacrificamos o freixo? Se não tivéssemos feito isso, quem sabe ainda viveríamos muitos e muitos anos!

Esopo

“Um lenhador foi até a floresta pedir às árvores que lhe dessem um cabo para seu machado.” 1º parágrafo A palavra acima sublinhada é referente a: 
Alternativas
Q3627509 Português
Leia a tirinha para responder à questão

Captura_de tela 2025-09-29 164215.png (478×212)

No último quadrinho do texto, o uso do pronome demonstrativo (DAQUELA), associado à atitude corporal dos personagens, indica 
Alternativas
Q3627238 Português
Quanto ao uso de pronome possessivo, indique a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q3627235 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

As cem linguagens da criança

(Loris Malaguzzi)

A criança é feita de cem.
A criança tem cem mãos cem pensamentos
cem modos de pensar de jogar e de falar.
Cem sempre cem modos de escutar as
maravilhas de amar.
Cem alegrias para cantar e compreender.
Cem mundos para descobrir.
Cem mundos para inventar.
Cem mundos para sonhar.
A criança tem cem linguagens (e depois
cem cem cem) mas roubaram-lhe noventa e
nove.
A escola e a cultura lhe separam a cabeça
do corpo.
Dizem-lhe: de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e de maravilhar-se só na Páscoa e
no Natal.
Dizem-lhe: de descobrir um mundo que já
existe
e de cem roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe: que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas que não estão juntas.
Dizem-lhe enfim: que as cem não existem.
A criança diz: ao contrário, as cem existem.
As palavras em destaque nos versos, são, respectivamente: “Dizem-lhe enfim: que as cem não existem. A criança diz: ao contrário, as cem existem” 
Alternativas
Q3625173 Português
Numa das frases, está usado INDEVIDAMENTE um pronome de tratamento. Assinale-a:
Alternativas
Q3625169 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nova política de alfabetização formará professores

Meta do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é implementar Política de Formação de Gestores Educacionais e Professores em todos os estados do país

Captura_de tela 2025-09-29 150445.png (382×270)


Garantir que 100% dos municípios e estados do país implementem as Políticas de Formação de Gestores (as) Escolares e de Formação de Professores (as) Alfabetizadores (as), essa é a meta do Eixo Formação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – uma nova política de alfabetização do Governo Federal, lançada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 12 de junho. O MEC considera que o processo de formação continuada dos profissionais da educação é um pilar estruturante da garantia do sucesso de cada criança. Por essa razão, estão sendo planejadas diferentes ações de formação. Para fortalecer o regime de colaboração e o princípio da corresponsabilização da União, dos estados e dos municípios na garantia da alfabetização de todas as crianças brasileiras, o Ministério atuará fornecendo assistência técnica e financeira para que todas as redes públicas do país construam e implementem sua política de formação. As políticas de formação devem respeitar as singularidades e especificidades de cada território e as trajetórias já existentes de formação em cada sistema de ensino. Serão disponibilizados pelo MEC recursos financeiros e um conjunto de diretrizes técnicas para o desenho e a atualização dessas políticas, à luz das principais evidências acumuladas no campo científico. As diretrizes técnicas pretendem assegurar que os investimentos realizados estejam sintonizados com uma visão de alfabetização emancipadora, aos processos de aprendizagem das crianças, às estratégias de ensino dos docentes e às práticas de coordenação pedagógica e de gestão escolar. Além dessa forma de assistência técnica e financeira, o MEC também disponibilizará programas de formação complementares nos quais os municípios e estados poderão incluir seus professores, coordenadores pedagógicos, diretores de escola e técnicos das secretarias de educação, gratuitamente.

Comissão Científica – o processo de formulação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada contou com um diálogo muito importante dos pesquisadores e pesquisadoras das universidades públicas brasileiras. A Associação Nacional de Pós-graduação em Educação (ANPEd) e a Associação Brasileira de Alfabetização (Abalf), entidades reconhecidas no campo, foram escutadas com atenção e puderam sinalizar elementos importantes para a Política. Essa colaboração será permanente na implementação da nova política de alfabetização. O MEC contará com uma Comissão Científica para apoiar, monitorar e fortalecer as estratégias de gestão, formação e avaliação permanente do Compromisso. Dessa maneira, os pesquisadores e as pesquisadoras poderão colaborar ativamente para a melhoria contínua da Política.
Quanto à participação das universidades e demais pesquisadores do campo no eixo de formação, as redes municipais e estaduais de educação poderão utilizar os recursos federais para estabelecer parcerias com essas instituições, com apoio técnico do MEC.

Plataforma – o Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC, o Avamec, será um instrumento da política, no eixo de formação. Até o ano passado, esse ambiente ofertava cursos em regime autoinstrucional, nas diferentes áreas de política educacional. A partir deste ano, será remodelado para funcionar de forma interativa, garantindo que os profissionais possam participar de cursos síncronos, com interações ao vivo, facilitando a criação de comunidades de aprendizagem. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada mobilizará esse novo ambiente virtual para ampliar a potência das políticas de formação dos estados e dos municípios e para conectar 7.200 profissionais que formarão a Rede Nacional de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).

Eixos – as estratégias de implementação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada serão operacionalizadas por meio de políticas, programas e ações integradas em cinco eixos estruturantes: governança e gestão da política de alfabetização; formação de profissionais da educação e melhoria das práticas pedagógicas e de gestão escolar; melhoria e qualificação da infraestrutura física e insumos pedagógicos; sistemas de avaliação; e reconhecimento e compartilhamento de boas práticas.

Compromisso – a nova política de alfabetização terá um investimento de cerca de 1 bilhão, em 2023, e mais R$ 2 bilhões durante os próximos três anos. A expectativa é beneficiar 4 milhões de estudantes de 4 e 5 anos de idade, em 80 mil escolas públicas que ofertam pré-escola; 4,5 milhões de 6 e 7 anos de idade, em 98 mil escolas públicas de anos iniciais; e 7,3 milhões de 8 a 10 anos de idade, em 98 mil escolas públicas de anos iniciais. 


Assessoria de Comunicação Social do MEC, com
informações da Secretaria de Educação Básica

Publicado em 16/06/2023 15h56
Observe os termos destacados no trecho:

“O MEC considera que o processo de formação continuada dos profissionais da educação é um pilar estruturante da garantia do sucesso de cada criança”

Esses termos são, respectivamente:
Alternativas
Q3615535 Português

Instrução: Leia a ilustração de Jean Galvão e responda à questão.




(Disponível: https://www.jeangalvaocartunista.com/pedag%C3%B3gicas?pgid=kvtuca ro-3c597d1c-fc91-43d2-99b6-4887f2cb88e3).  

Qual o nome do pronome usado depois dos verbos? 
Alternativas
Q3615534 Português

Instrução: Leia a ilustração de Jean Galvão e responda à questão.




(Disponível: https://www.jeangalvaocartunista.com/pedag%C3%B3gicas?pgid=kvtuca ro-3c597d1c-fc91-43d2-99b6-4887f2cb88e3).  

Sobre a ilustração, analise as afirmativas.

I – Não se usa pronome após o verbo quando há um advérbio de negação.
II – Se o pronome de deixe-me fosse mudado de lugar geraria um significado diferente.
III – Abraça-me, beije-me e deixe-me são verbos do tipo reflexivo.

Está correto o que afirma em:  
Alternativas
Q3611317 Português

Instrução: Leia o trecho da canção Boiadeira, de Ana Castela, e responda à questão.


A maquiagem dela agora é poeira

A patricinha virou boiadeira.

Largou o vinho pra tomar cerveja

A patricinha virou boiadeira. 


(Disponível em: https://www.letras.mus.br/ana-castela/boiadeira/). 

Com relação à morfologia da língua portuguesa, analise as assertivas:



I – As letras rg da palavra largou é um encontro consonantal perfeito.


II – Dela é um pronome possessivo.


III – O verbo tomar está no presente do indicativo.


IV – A letra A usada no início das duas primeiras frases é um artigo definido.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3603546 Português
Como será o profissional do futuro? Conheça as soft skills mais importantes

    Atualmente, as habilidades comportamentais ou soft skills ganham cada dia mais relevância e têm sido um dos fatores decisivos na contratação e na jornada do colaborador na empresa. Essas habilidades estão mudando a forma como os profissionais se preparam para potencializar sua empregabilidade, buscando possibilidades de desenvolvimento além das competências técnicas ou hard skills, a fim de se tornarem mais competitivos no mercado de trabalho.

    Segundo o relatório “The Future of Work”, do Fórum Econômico Mundial, o desenvolvimento das soft skills será um dos grandes diferenciais do profissional do presente e do futuro. E não é preciso ir muito longe para entender isso: basta lembrar que 91% das pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas demitidas pelas comportamentais. Por ser um espaço de transformação, a Universidade possibilita a evolução deste/a profissional e a sua contribuição para o mundo.

    “Esse movimento não acontece somente com o desenvolvimento das hard skills, aquelas habilidades específicas de uma profissão, mas também de competências transversais que podem ser aplicadas em diferentes contextos”, destaca a consultora de carreira do PUCRS Carreiras Ana Cecília Petersen.


    Habilidades mais importantes

    O novo relatório do World Economic Fórum, sobre o futuro do trabalho, listou as 10 habilidades mais importantes em ascensão até 2027, diante de tantas transformações no mundo. São elas: Pensamento Analítico; Pensamento Criativo; Resiliência, Flexibilidade, Agilidade; Motivação e Autoconhecimento; Curiosidade e Aprendizagem Contínua; Repertório Tecnológico; Confiabilidade e Atenção aos Detalhes; Empatia e Escuta Ativa; Liderança e Influência Social; Controle de Qualidade.

    De acordo com Ana Cecília, todas elas são ligadas à soft skills, ou seja, estão relacionadas a habilidades comportamentais. Esse é um dos principais assuntos do mercado de trabalho atualmente – e quem ainda não entendeu a sua importância, pode estar perdendo grandes oportunidades de crescimento.

    Os profissionais que se preocupam somente em aprimorar o currículo com novos conhecimentos teóricos e técnicos ficarão para trás. Diversas empresas e profissionais já perceberam isso: quando investem no desenvolvimento das soft skills os resultados são acima da média”, conclui.”.

Fonte: https://www.pucrs.br/blog/soft-skills-trabalho/ (adaptado).
A frase "as habilidades que se desenvolvem" exemplifica qual tipo de colocação pronominal?
Alternativas
Respostas
2301: C
2302: B
2303: A
2304: A
2305: X
2306: A
2307: D
2308: B
2309: A
2310: A
2311: B
2312: D
2313: B
2314: B
2315: D
2316: A
2317: D
2318: B
2319: C
2320: A