Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3698397 Português
Conforme Camargo (2009), o bullying é uma situação de agressão entre pares, que tem como uma de suas características, entre outras, a intencionalidade, no sentido de que
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Q3698396 Português

Monlevade (2012) faz uma gênese histórica retomando aspectos sobre a composição do quadro de funcionários de escolas, desde a época em que os jesuítas chegaram ao Brasil.



Comentando as mudanças que ocorreram desde aqueles tempos até os dias atuais, o autor menciona o aparecimento das associações e dos sindicatos, as novas regras legais e a questão da profissionalização, afirmando que, com isso, os funcionários precisam

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Q3698390 Português

Carolina Camargo, em seu artigo “O que é bullying?” (2009), descreve dez características desse fenômeno, como a intencionalidade e o local.


Além destas, segundo a autora, são também características do bullying

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Q3698382 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para meia-noite. Perto da praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

    Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto.

    Quem nunca viu um menor abandonado? Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?

    25 milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito, dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se escondem como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado.

    Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.



(Fernando Sabino. Protesto tímido. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)

O autor da crônica, ao tentar imaginar quem seria o menino que viu dormindo na rua, o descreve como alguém que possivelmente
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Q3698381 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para meia-noite. Perto da praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

    Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto.

    Quem nunca viu um menor abandonado? Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?

    25 milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito, dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se escondem como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado.

    Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.



(Fernando Sabino. Protesto tímido. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)

As estatísticas apresentadas no texto revelam que havia 25 milhões de crianças nas ruas, mas
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Q3698380 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para meia-noite. Perto da praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

    Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto.

    Quem nunca viu um menor abandonado? Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?

    25 milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito, dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se escondem como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado.

    Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.



(Fernando Sabino. Protesto tímido. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém afirmação correta sobre o garoto visto pelo autor da crônica.
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Q3698379 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acabava de chegar a noite do Dia de Reis na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, e Caillany, enfim, começava a se vestir com as roupas vermelhas do seu cordão de pastoras. Primeiro, levantou as meias até abaixo do joelho; em seguida, mergulhou no vestido. Por último, coroou-se com sua tiara de mestra e sacou seu pequeno pandeiro todo revestido de tecido e fitas.

    Ao lado, Luciana atentava para os detalhes da arrumação da filha. Abotoava-lhe o vestido, atarraxava-lhe os brincos e pintava a boca da menina com um batom suave. Com um prato fundo na mão, dava de comer a Caillany, garantindo que a filha estivesse forte para aguentar toda a brincadeira que duraria, pelo menos, três horas, desde a concentração à dispersão. Na beira da porta do quarto, tomado por adereços dispostos em cima de uma cama de casal, o pai José Carlos observava atentamente a movimentação das duas. Escorava-se nas paredes de tijolo aparente de sua casa ainda em construção.

    A espera pelo dia de colocar o pastoril na rua durara quatro meses, em ensaios diários na casa da mestra Ana Lúcia desde setembro e, naturalmente, enchia de ansiedade não só a criança, mas toda a família, mobilizada em dar suporte à pastorinha. Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia: meninas de três a 15 anos se aprontando para desfilar no Estrela de Belém, que sairia pelas ruas do Amaro Branco pela sexagésima nona vez, naquela noite de chuva intermitente.

    Caillany se mantinha calada, numa concentração característica daquelas que estão prestes a entrar em cena. Levava a sério, de um jeito que as crianças também sabem fazer. Vendo-a no seu ritual silencioso dentro do quarto, ficava difícil imaginar tamanha desenvoltura na rua. Observando-a com apenas 10 anos, surpreendia saber que a menina se preparava para desfilar pela quinta vez. É que é costume na cultura popular começar cedo. Bem cedo. De berço, como se diz. Ou de barriga.



(Chico Ludermir. Crianças brincantes. https://revistacontinente.com.br, 01.02.2019. Adaptado)

Leia o trecho da matéria:


Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia… (3º parágrafo)


Assinale a alternativa em que se faz corretamente afirmação sobre o trecho.

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Q3698378 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acabava de chegar a noite do Dia de Reis na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, e Caillany, enfim, começava a se vestir com as roupas vermelhas do seu cordão de pastoras. Primeiro, levantou as meias até abaixo do joelho; em seguida, mergulhou no vestido. Por último, coroou-se com sua tiara de mestra e sacou seu pequeno pandeiro todo revestido de tecido e fitas.

    Ao lado, Luciana atentava para os detalhes da arrumação da filha. Abotoava-lhe o vestido, atarraxava-lhe os brincos e pintava a boca da menina com um batom suave. Com um prato fundo na mão, dava de comer a Caillany, garantindo que a filha estivesse forte para aguentar toda a brincadeira que duraria, pelo menos, três horas, desde a concentração à dispersão. Na beira da porta do quarto, tomado por adereços dispostos em cima de uma cama de casal, o pai José Carlos observava atentamente a movimentação das duas. Escorava-se nas paredes de tijolo aparente de sua casa ainda em construção.

    A espera pelo dia de colocar o pastoril na rua durara quatro meses, em ensaios diários na casa da mestra Ana Lúcia desde setembro e, naturalmente, enchia de ansiedade não só a criança, mas toda a família, mobilizada em dar suporte à pastorinha. Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia: meninas de três a 15 anos se aprontando para desfilar no Estrela de Belém, que sairia pelas ruas do Amaro Branco pela sexagésima nona vez, naquela noite de chuva intermitente.

    Caillany se mantinha calada, numa concentração característica daquelas que estão prestes a entrar em cena. Levava a sério, de um jeito que as crianças também sabem fazer. Vendo-a no seu ritual silencioso dentro do quarto, ficava difícil imaginar tamanha desenvoltura na rua. Observando-a com apenas 10 anos, surpreendia saber que a menina se preparava para desfilar pela quinta vez. É que é costume na cultura popular começar cedo. Bem cedo. De berço, como se diz. Ou de barriga.



(Chico Ludermir. Crianças brincantes. https://revistacontinente.com.br, 01.02.2019. Adaptado)

Quanto ao comportamento dos pais de Caillany, é correta a seguinte afirmação:
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Q3698377 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acabava de chegar a noite do Dia de Reis na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, e Caillany, enfim, começava a se vestir com as roupas vermelhas do seu cordão de pastoras. Primeiro, levantou as meias até abaixo do joelho; em seguida, mergulhou no vestido. Por último, coroou-se com sua tiara de mestra e sacou seu pequeno pandeiro todo revestido de tecido e fitas.

    Ao lado, Luciana atentava para os detalhes da arrumação da filha. Abotoava-lhe o vestido, atarraxava-lhe os brincos e pintava a boca da menina com um batom suave. Com um prato fundo na mão, dava de comer a Caillany, garantindo que a filha estivesse forte para aguentar toda a brincadeira que duraria, pelo menos, três horas, desde a concentração à dispersão. Na beira da porta do quarto, tomado por adereços dispostos em cima de uma cama de casal, o pai José Carlos observava atentamente a movimentação das duas. Escorava-se nas paredes de tijolo aparente de sua casa ainda em construção.

    A espera pelo dia de colocar o pastoril na rua durara quatro meses, em ensaios diários na casa da mestra Ana Lúcia desde setembro e, naturalmente, enchia de ansiedade não só a criança, mas toda a família, mobilizada em dar suporte à pastorinha. Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia: meninas de três a 15 anos se aprontando para desfilar no Estrela de Belém, que sairia pelas ruas do Amaro Branco pela sexagésima nona vez, naquela noite de chuva intermitente.

    Caillany se mantinha calada, numa concentração característica daquelas que estão prestes a entrar em cena. Levava a sério, de um jeito que as crianças também sabem fazer. Vendo-a no seu ritual silencioso dentro do quarto, ficava difícil imaginar tamanha desenvoltura na rua. Observando-a com apenas 10 anos, surpreendia saber que a menina se preparava para desfilar pela quinta vez. É que é costume na cultura popular começar cedo. Bem cedo. De berço, como se diz. Ou de barriga.



(Chico Ludermir. Crianças brincantes. https://revistacontinente.com.br, 01.02.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém afirmação correta quanto ao comportamento de Caillany
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Q3698376 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a conteúdos impróprios.

    Susana Knupp, integrante da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), explica que as crianças tendem a segurar o celular muito próximo dos olhos. Isso ocorre tanto porque seus braços são mais curtos quanto pela necessidade de focar a tela. “Quanto mais perto está o objeto observado, mais esforço muscular é feito. Esse trabalho muscular intenso pelo uso frequente e prolongado do celular gera sintomas de cansaço ocular, dor de cabeça, dor ocular, visão embaçada e dificuldade de foco”, diz Susana.

    O uso excessivo do celular também pode desencadear problemas de saúde mental nas crianças. Entre os mais comuns estão ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e isolamento social.

    “O cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento. Com isso, a exposição excessiva a estímulos digitais pode interferir nos processos de amadurecimento cerebral”, aponta Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).



(Rone Carvalho. Por que, de todas as telas, o celular é

a pior para as crianças? www.estadao.com.br, 27.02.2025. Adaptado)

Os especialistas citados no texto, Susana Knupp e Antônio Geraldo, revelam que o celular é um problema para as crianças porque
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Q3698375 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a conteúdos impróprios.

    Susana Knupp, integrante da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), explica que as crianças tendem a segurar o celular muito próximo dos olhos. Isso ocorre tanto porque seus braços são mais curtos quanto pela necessidade de focar a tela. “Quanto mais perto está o objeto observado, mais esforço muscular é feito. Esse trabalho muscular intenso pelo uso frequente e prolongado do celular gera sintomas de cansaço ocular, dor de cabeça, dor ocular, visão embaçada e dificuldade de foco”, diz Susana.

    O uso excessivo do celular também pode desencadear problemas de saúde mental nas crianças. Entre os mais comuns estão ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e isolamento social.

    “O cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento. Com isso, a exposição excessiva a estímulos digitais pode interferir nos processos de amadurecimento cerebral”, aponta Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).



(Rone Carvalho. Por que, de todas as telas, o celular é

a pior para as crianças? www.estadao.com.br, 27.02.2025. Adaptado)

De acordo com a pesquisa do Cetic.br, é correta a afirmação:
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Q3698374 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo.

    Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro.

    Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã.

    Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.



(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à entrevista escutada na rádio.
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Q3698373 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo.

    Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro.

    Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã.

    Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.



(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)

A respeito da mãe da autora, é correto afirmar que
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Q3698372 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo.

    Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro.

    Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã.

    Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.



(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que, ao falar do Natal, a autora 
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Q3698371 Português

Leia a tira a seguir:



Imagem associada para resolução da questão


(Willian Leite. Anésia # 757. www.willtirando.com.br, 28.12.2024) 



Assinale a alternativa que contém afirmação correta quanto ao que acontece na tira. 

Alternativas
Q3698370 Português

Leia a tira a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


(Bill Waterson. O Melhor de Calvin. www.estadao.com.br, 06.04.2025) 



Ao perceber que não havia ninguém ocupando o balanço, o garoto 

Alternativas
Q3698369 Português

Leia a tira a seguir:


Imagem associada para resolução da questão



(Fernando Gonsales. Níquel Náusea. www.instagram.com, 22.10.2024) 




Com base nas respostas dadas na tira, é possível afirmar que 
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Q3698187 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.

Texto I

PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio

Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10

    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.
    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.
    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool.
    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.
    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.
    Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.
    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. Aretórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.
    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.
    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.


Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
No período retirado do Texto I: “Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo”, do ponto de vista das relações semântico-pragmáticas, tem-se um exemplo de:
Alternativas
Q3698186 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.

Texto I

PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio

Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10

    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.
    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.
    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool.
    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.
    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.
    Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.
    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. Aretórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.
    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.
    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.


Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
O Texto I é um artigo de opinião. Arespeito desse gênero textual, analise as assertivas a seguir.

I- A tipologia textual predominante em um artigo de opinião é a argumentação.
II- Num artigo de opinião, a descrição de um problema é mais importante do que a persuasão do público leitor/ouvinte.
III- O domínio dos elementos da situação comunicativa no texto envolve a compreensão do público-alvo, do contexto de circulação e das normas implícitas que regem o gênero.
IV- No artigo de opinião em análise, o público-alvo precisa dominar a norma padrão da linguagem para compreender o texto.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3698184 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.

Texto I

PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio

Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10

    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.
    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.
    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool.
    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.
    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.
    Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.
    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. Aretórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.
    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.
    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.


Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Acerca do Texto I, analise as seguintes assertivas.

I- A falta de horizontes, a solidão, não se sentir importante para alguém ou para o mundo são fatores que influenciam a saúde orgânica – e isso pode impactar a economia de uma nação.
II- As chamadas “mortes por desespero”, cada vez mais comuns nas últimas décadas em algumas populações, incluem o suicídio, a overdose por drogas e doenças hepáticas devido ao uso abusivo de álcool.
III- A saúde pública não pode ser considerada um determinante social porque não afeta o equilíbrio econômico de um país.
IV- A primazia da matéria sobre a alma é vista pelo autor como uma questão de prioridades.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
16121: B
16122: B
16123: A
16124: E
16125: D
16126: B
16127: B
16128: E
16129: B
16130: A
16131: E
16132: D
16133: B
16134: B
16135: D
16136: C
16137: D
16138: E
16139: D
16140: C