Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3709048 Português
Leia o fragmento: “O vento dançava furioso entre as árvores, chicoteando folhas e galhos como se fosse uma multidão em revolta.” Esse recurso, presente em textos literários, atribui ações humanas a elementos inanimados, intensificando o efeito expressivo.

Qual figura de linguagem está em destaque? 
Alternativas
Q3709046 Português
Em uma campanha de saúde pública, o cartaz exibia frases como: “Lave as mãos antes das refeições” e “Use máscara em ambientes fechados”. O material não se limitava a informar, mas orientava ações concretas a serem cumpridas pelos leitores.

Esse tipo de estrutura textual, comum em receitas, manuais e regulamentos, caracteriza-se por qual tipologia? 
Alternativas
Q3709044 Português
Na análise de produções literárias e jornalísticas, observa-se que muitos autores recorrem a obras anteriores para construir sentidos novos. Em uma crônica contemporânea, o narrador reproduz estrofes de Camões, utilizando-as para estabelecer contrastes entre valores clássicos e problemáticas atuais. Esse procedimento, comum em práticas discursivas, evidencia a relação entre textos de épocas distintas.

Nessa situação, qual conceito é mobilizado?
Alternativas
Q3708953 Português
Em um projeto sobre dança na área de Educação Física, o professor resolveu problematizar questões de gênero, dada a pequena adesão dos meninos à proposta. Solicitou que os estudantes realizassem pesquisas sobre o tema, focalizando determinados tipos de dança com maior presença de homens ou de mulheres, cujos resultados demonstraram discrepância entre a dança do ventre, praticada predominantemente por mulheres, e o hip-hop, que apresenta maior concentração de praticantes homens. Depois de um debate em grupo, o professor resolveu apreciar e analisar coletivamente as características que marcam a dança do ventre e o hip-hop, propondo que os estudantes integrassem os dois tipos de dança, de forma que todos pudessem vivenciar todos os passos e todas as coreografias. O trabalho final foi a criação de breves vídeos, visando tanto narrar a experiência no projeto quanto problematizar questões de gênero na dança e na sociedade.
O projeto permitiu que os estudantes
Alternativas
Q3708049 Português

Para a questão, considere o texto da ilustração a seguir:



(Disponível em: https://revistaconexaoliteratura.com.br) 

Com base no enunciado da ilustração, assinale a alternativa que corretamente identifica a principal função da linguagem presente no texto:

Alternativas
Q3708043 Português

Para a questão, contemple a frase: “A ideia de humanidade precisa ser revista, porque ela não é tão humana assim.”


(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da composição frasal e do efeito de sentido:
Alternativas
Q3708042 Português

Para a questão, contemple a frase: “A ideia de humanidade precisa ser revista, porque ela não é tão humana assim.”


(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.)

Considerando os aspectos discursivos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3708041 Português

Para a questão, contemple a frase: “A ideia de humanidade precisa ser revista, porque ela não é tão humana assim.”


(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.)

Com base na pragmática (considerando intenções, efeitos, implícitos, ironias, pressupostos etc.), assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3707320 Português

TEXTO 1


As questões ambientais são um tema de preocupação social, econômica e política que perpassam a escola. Elas aparecem na esfera política quando o governo federal reconhece a importância de sediar em Belém, no Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento trará um olhar global sobre as soluções para os desafios do clima. É urgente que abordemos, de forma abrangente e sinérgica, as crises globais interligadas à mudança do clima e à perda de biodiversidade no contexto mais amplo da realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao fazer isso, devemos continuar reconhecendo e expandindo o papel e as contribuições dos povos indígenas e das comunidades locais na administração da natureza e na liderança climática, ao mesmo tempo que reconhecemos os efeitos desproporcionais que eles sofrem com a mudança do clima. Disponível em: www.cop30.br. Acesso em: 1 ago. 2025 (adaptado).


TEXTO 2 


Chuva ácida



Enquanto ser humano eu vou destruindo o que posso


O elevador aqui só desce, o demônio é meu sócio


Abriram, uh, a caixa de Pandora Simon diz: saiam agora


A chuva espalhando, todos os males


Ai ai, uiui, ai como isso arde


É bateria de celulares, césio, similares


A peste invisível maculando os ares


Mercúrio nos rios, diesel nos mares


solo estéril, já fizeram sua parte (uh) CRIOLO.


Disponível em: www.letras.mus.br. Acesso em: 1 ago. 2025 (adaptado)
Uma professora organiza um conjunto de ações para discussão crítica de aspectos relacionados às questões ambientais abordadas nos textos 1 e 2. Para isso, ela planeja atividades como
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Q3707318 Português
Em O alienista, o protagonista da trama é Simão Bacamarte, médico que funda a clínica Casa Verde para pessoas com distúrbios mentais, na pequena cidade de Itaguaí. Simão começa a tratar as pessoas da cidade que apresentam sinais de loucura e passa a buscar, por meio de seus estudos, formas de estabelecer quais comportamentos da população podem ser considerados normais ou anormais, o que se torna uma obsessão. A história é relatada por um narrador-observador que, ironicamente, fundamenta sua narrativa no registro histórico das crônicas da vila de Itaguaí. Com temáticas distintas, porém universais, o estudante do Ensino Médio é convidado a acompanhar de perto as experiências de Simão Bacamarte e se depara com dilemas envolvendo ciência, ética, exclusão social, loucura, imortalidade, entre outros temas também ambientados no contexto da época retratada por Machado de Assis.
Guia Digital do PNLD Literário 2021. Disponível em: www.pnld.nees.ufal.br. Acesso em: 15 maio 2025.
Um grupo de professores do Ensino Médio utiliza a obra O alienista para desenvolver um Projeto de Vida que promova discussões sobre saúde mental e bem-estar coletivo na comunidade escolar. Essa obra foi selecionada por permitir o desenvolvimento de propostas pedagógicas que
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Q3707317 Português

TEXTO 1


O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), regulamentado pelo Decreto n. 12 021/2024, que altera o Decreto n. 9 099/2017, tem como objetivos avaliação, aquisição e distribuição de materiais didáticos e demais materiais de apoio à prática educativa para toda a rede pública de ensino básico do país. Os materiais inscritos, avaliados, selecionados e disponíveis para a escolha chegam às escolas participantes do PNLD de forma sistemática, regular e gratuita. As etapas que compõem o processo de avaliação estão apresentadas a seguir:


  


 Disponível em: www.gov.br. Acesso em: 1 ago. 2025 (adaptado).



TEXTO 2


Os livros escolares assumem, conjuntamente ou não, múltiplas funções: 



Função referencial: expressa a noção de que os livros didáticos são suportes privilegiados de conteúdos, de conhecimentos e de técnicas, estando relacionados àquilo que é considerado importante para determinado grupo social.


Função instrumental: o livro didático coloca em prática métodos de aprendizagem, propõe exercícios ou atividades que facilitam a memorização de conhecimentos, favorece a aquisição de competências disciplinares e a apropriação de habilidades.


Função ideológica e cultural: o livro didático afirma-se como um dos vetores essenciais da língua, da cultura e dos valores das classes dirigentes. Instrumento privilegiado de construção simbólica de identidade, assume um importante papel político.


Função documental: o livro didático fornece um conjunto de documentos, textuais ou icônicos, cuja observação ou confrontação podem desenvolver o espírito crítico do aluno.



CHOPPIN, A. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte.


Educação e Pesquisa. set.-dez. 2004 (adaptado).

Relacionando os textos 1 e 2, marque a alternativa que apresenta a percepção docente orientada pela função referencial proposta por Choppin (2004).
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Q3707316 Português

TEXTO 1


O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), regulamentado pelo Decreto n. 12 021/2024, que altera o Decreto n. 9 099/2017, tem como objetivos avaliação, aquisição e distribuição de materiais didáticos e demais materiais de apoio à prática educativa para toda a rede pública de ensino básico do país. Os materiais inscritos, avaliados, selecionados e disponíveis para a escolha chegam às escolas participantes do PNLD de forma sistemática, regular e gratuita. As etapas que compõem o processo de avaliação estão apresentadas a seguir:


  


 Disponível em: www.gov.br. Acesso em: 1 ago. 2025 (adaptado).



TEXTO 2


Os livros escolares assumem, conjuntamente ou não, múltiplas funções: 



Função referencial: expressa a noção de que os livros didáticos são suportes privilegiados de conteúdos, de conhecimentos e de técnicas, estando relacionados àquilo que é considerado importante para determinado grupo social.


Função instrumental: o livro didático coloca em prática métodos de aprendizagem, propõe exercícios ou atividades que facilitam a memorização de conhecimentos, favorece a aquisição de competências disciplinares e a apropriação de habilidades.


Função ideológica e cultural: o livro didático afirma-se como um dos vetores essenciais da língua, da cultura e dos valores das classes dirigentes. Instrumento privilegiado de construção simbólica de identidade, assume um importante papel político.


Função documental: o livro didático fornece um conjunto de documentos, textuais ou icônicos, cuja observação ou confrontação podem desenvolver o espírito crítico do aluno.



CHOPPIN, A. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte.


Educação e Pesquisa. set.-dez. 2004 (adaptado).

Considerando o Texto 1, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) vem contribuindo para
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Q3707275 Português
Considerando a estrofe a seguir, do poema Retrato, de Cecília Meireles, assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem empregada na construção do trecho sublinhado.

Q40.png (260×80)
Alternativas
Q3707269 Português
Considerando o poema a seguir, do poeta Sérgio Vaz, analise as assertivas a seguir:

Q34.png (200×240)
Fonte: https://www.facebook.com/poetasergio.vaz2/posts/adubar-a-terracom-n%C3% BAmero-e-letrasasas-epoemaspara-colher-1%C3%ADrioscravos-e-alfazem/3289853277760733/

I. O poema apresenta três estrofes: uma quintilha, uma quadra e um terceto.
II. O poema é todo construído com versos brancos.
III. O eu-lírico assemelha a educação ao cultivo e preparação da terra.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3707267 Português
Para responder a questão, utilize o texto abaixo:


Professor, qual é o plural correto de ALUGUEL? ALUGUÉIS ou ALUGUERES?


Rafael S. - Curitiba


Prezado Rafael: o substantivo aluguel forma o plural esperado para os vocábulos que têm essa terminação: pastel, pastéis; papel, papéis; aluguel, aluguéis. Acontece que podemos usar também a forma clássica aluguer, que é a preferida no Português Europeu; aqui no Brasil, muitos advogados o fazem, ou porque são lusófilos, ou porque isso lhes dá a esperança de aparentar a erudição que não têm. Nesse caso, o plural é obviamente alugueres (como mulher, mulheres; clister, clisteres). A escolha é livre; o importante é não misturar uma forma com a outra: ou aluguel, aluguéis, ou aluguer, alugueres. Abraço. Moreno.


Fonte: https://sualingua.com.br/alugueis-ou-alugueres/
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para a palavra "preferida" (em negrito no texto anterior) sem causar alterações significativas ao sentido do trecho.
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Q3707240 Português
A genética está na raiz do amor


Por Maurício Horta

Q1_8.png (685×550)Q1_8_.png (677×214)


(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-genetica-do-amor/- texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre alguns termos e passagens retirados do texto, analise as assertivas a seguir:

I. O termo "egoísta", no contexto da biologia evolutiva apresentada, está relacionado ao sucesso da replicação do DNA.
II. Na frase "o deixa mais apto a passar seus genes para a frente", a palavra destacada poderia ser substituída por "inclinado" sem alterações significativas de sentido no trecho.
III. A expressão "em detrimento do interesse individual" significa que o interesse da coletividade está acima dos interesses do indivíduo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3707238 Português
A genética está na raiz do amor


Por Maurício Horta

Q1_8.png (685×550)Q1_8_.png (677×214)


(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-genetica-do-amor/- texto adaptado especialmente para esta prova).
O autor insere, nos parágrafos finais do texto, uma referência ao mito apresentado na obra de Platão para abordar a origem da busca pela "cara-metade". Essa escolha discursiva, que insere uma narrativa mitológica em um texto predominantemente de divulgação científica e argumentação biológica, configura-se como um recurso estratégico. Qual alternativa melhor descreve o uso da intertextualidade com Platão no contexto da coerência e do gênero textual, considerando a situação comunicativa do texto? 
Alternativas
Q3707237 Português
A genética está na raiz do amor


Por Maurício Horta

Q1_8.png (685×550)Q1_8_.png (677×214)


(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-genetica-do-amor/- texto adaptado especialmente para esta prova).
Ao introduzir a passagem de "O Banquete" que descreve a origem mítica da separação entre homem e mulher e a busca pela completude, o autor realiza uma estratégia argumentativa e discursiva específica. Assinale a alternativa que melhor descreve a relação estabelecida entre a explicação biológica (o gene egoísta) e o recurso mitológico, considerando o gênero textual, a distinção entre fato e opinião e o efeito de sentido pretendido.
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Q3707160 Português

Geração Beta: como serão as crianças que nascem a partir de agora


Para os nascidos em 2025, a inteligência artificial será uma presença constante: de assistentes virtuais que sussurram dicas de aprendizado a sistemas inteligentes para lares


Carlos Albuquerque 



A fila das gerações anda, embora os rótulos, marcas e conceitos, às vezes, se embolem. A escritora, poetisa e colecionadora de arte Gertrude Stein teria batizado uma das primeiras, a geração perdida, aquela nascida no fim do século retrasado, que viveu a Primeira Guerra Mundial.

Depois, vieram os chamados baby boomers, nascidos (na Europa e nos EUA) entre 1946 e 1964 (no Brasil, seriam chamados de “geração reprimida”, aquela que cresceu sob a ditadura militar). Em seguida, foi a vez da geração X (de 1965 a 1980), da geração Y ou Millennial (início dos 1980 até meados dos 90), da geração Z (que vai até o começo dos anos 2010) e da geração Alpha (até 2024). No paralelo, tivemos por aqui também, nas artes plásticas, a Geração 80 e, nas palavras de Renato Russo, a Geração Coca-Cola. Até chegarmos ao ponto de nos perguntarmos: como vem você, geração Beta?

Segunda a avançar no alfabeto grego, ela inclui todos aqueles (bebês) nascidos a partir de janeiro deste ano e além. Esses cidadãos do futuro devem herdar um mundo onde a complexidade e a inovação conviverão em ritmo acelerado. Recente artigo do Fórum Econômico Mundial indica que a geração Beta vai representar 18% da população mundial até 2050 e que seu crescimento, deslocamento e hábitos de consumo terão impacto significativo na economia global.

Será também, especula-se, uma geração ultraconectada, muitos cliques à frente dos imigrantes digitais (a geração X) e mesmo dos nativos digitais (da geração Y em diante), convivendo, desde as fraldas, com a inteligência artificial (IA) e com dispositivos inteligentes atuando como extensões naturais do seu próprio corpo. Aquele bebê que desde sempre interage com as telas, todo fofo, será somente o início da desenvoltura radicalmente digital. 

— Acho que nem vai se falar mais a palavra conexão porque já vai ser uma coisa dada, essa geração não vai mais reconhecer a diferença entre estar on-line ou não. Vai ser sempre on — aposta Daniela Klaiman, futurista, especialista em comportamento do consumidor e CEO da FutureFuture. — Essa vai ser a geração nativa de IA, aquela que nem vai pensar na tecnologia para resolver suas questões. Isso vai estar embutido no que ela vai fazer no dia a dia. Não vai ser mais a opinião de uma pessoa, vai ser a opinião dela somada a uma tecnologia, como se fosse uma duplinha trabalhando junta, um ser que não é só humano.

Essa conexão humana-máquina deve se tornar ainda mais “invisível”, mais integrada às nossas rotinas, acredita Bruno Natal, jornalista e apresentador do podcast “Resumido”, sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas.

— A gente já vive com uma inteligência externa, nossos celulares são uma extensão do nosso raciocínio — constata ele.—Mas essa integração não vai significar necessariamente confusão. Acho que a diferença entre o que é digital e o que é real vai continuar existindo, mas de forma mais clara, mais consciente. A geração Beta talvez cresça entendendo melhor essa fronteira, justamente por já nascer com isso estabelecido — prevê.

A relação da geração Beta com a tecnologia, e em particular com a inteligência artificial, provavelmente será uma simbiose profunda. A IA não será apenas um instrumento, mas uma presença constante — de assistentes virtuais que sussurram dicas de aprendizado a sistemas inteligentes que poderão orquestrar lares e sistemas urbanos, e muito mais, que ainda não chegou ao público ou sequer foi inventado. Mas, em qualquer tempo, com qualquer geração, continuará não existindo almoço grátis: esse mix, porém, já traz efeitos colaterais, como as notícias falsas, cada vez mais aperfeiçoadas pela tecnologia, a ponto de se tornarem, a qualquer momento, indistinguíveis dos fatos. O antídoto para essa armadilha pode estar numa ferramenta de eterno valor: o pensamento crítico.

— Essa geração já chega num contexto que a gente pode chamar de pós-verdade, que é o uso de IA para emular realidades, tornando tecnicamente cada vez mais difícil distinguir o falso do real. E já não é nem uma questão de olhar tecnicamente para uma deep fake e ver se alguém tem seis dedos ou se o padrão da roupa está bagunçado — conta Paula Martini, jornalista, especializada em Futurismo e Novas Economias. Ela alerta que a geração Beta precisará de muito letramento digital, sem abrir mão da mais antiga e eficaz das ferramentas: a educação.

— É pensar que se determinado conteúdo me faz sentir raivosa, me dá vontade de contar para mais gente, de me engajar, tem grandes chances de ele ter sido criado justamente com esse fim. E não ser verdade. Esse contato com a IA, por exemplo, terá que vir a partir de boas perguntas.

Se tudo isso — além de um planeta provavelmente alterado pelas mudanças climáticas — parece ser suficientemente desafiador e estressante demais, a solução pode ser pedir um chazinho à moda da casa.

— A integração da geração Beta com a tecnologia vai ser tão mais natural ou talvez tão menos controlada que as pessoas vão detectar que estão nervosas e aí, pelo preset, automaticamente, vai chegar um chá calmante na casa delas, ou seja, a tecnologia vai tomar muitas decisões de compras por elas, num consumo inconsciente que pode trazer um risco gigantesco — afirma Daniela, que pede, no fim das contas, um equilíbrio nessas previsões. — Talvez seja bom buscarmos olhares mais neutros, nem tão positivos, do tipo “a geração tal vai salvar o mundo”, nem tão negativo, do tipo “a geração tal não fica no emprego”. Temos que aprender com todas elas, tirando o melhor de cada uma.



Disponível em:https://oglobo.globo.com/100- anos/noticia/2025/07/24/geracao-beta-comoserao-as-criancas-que-nascem-a-partir-deagora.ghtml. Adaptado.

A futurista Daniela Klaiman faz um pedido baseado nas previsões realizadas as gerações. A partir de seu pedido, é possível inferir que:
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Q3707159 Português

Geração Beta: como serão as crianças que nascem a partir de agora


Para os nascidos em 2025, a inteligência artificial será uma presença constante: de assistentes virtuais que sussurram dicas de aprendizado a sistemas inteligentes para lares


Carlos Albuquerque 



A fila das gerações anda, embora os rótulos, marcas e conceitos, às vezes, se embolem. A escritora, poetisa e colecionadora de arte Gertrude Stein teria batizado uma das primeiras, a geração perdida, aquela nascida no fim do século retrasado, que viveu a Primeira Guerra Mundial.

Depois, vieram os chamados baby boomers, nascidos (na Europa e nos EUA) entre 1946 e 1964 (no Brasil, seriam chamados de “geração reprimida”, aquela que cresceu sob a ditadura militar). Em seguida, foi a vez da geração X (de 1965 a 1980), da geração Y ou Millennial (início dos 1980 até meados dos 90), da geração Z (que vai até o começo dos anos 2010) e da geração Alpha (até 2024). No paralelo, tivemos por aqui também, nas artes plásticas, a Geração 80 e, nas palavras de Renato Russo, a Geração Coca-Cola. Até chegarmos ao ponto de nos perguntarmos: como vem você, geração Beta?

Segunda a avançar no alfabeto grego, ela inclui todos aqueles (bebês) nascidos a partir de janeiro deste ano e além. Esses cidadãos do futuro devem herdar um mundo onde a complexidade e a inovação conviverão em ritmo acelerado. Recente artigo do Fórum Econômico Mundial indica que a geração Beta vai representar 18% da população mundial até 2050 e que seu crescimento, deslocamento e hábitos de consumo terão impacto significativo na economia global.

Será também, especula-se, uma geração ultraconectada, muitos cliques à frente dos imigrantes digitais (a geração X) e mesmo dos nativos digitais (da geração Y em diante), convivendo, desde as fraldas, com a inteligência artificial (IA) e com dispositivos inteligentes atuando como extensões naturais do seu próprio corpo. Aquele bebê que desde sempre interage com as telas, todo fofo, será somente o início da desenvoltura radicalmente digital. 

— Acho que nem vai se falar mais a palavra conexão porque já vai ser uma coisa dada, essa geração não vai mais reconhecer a diferença entre estar on-line ou não. Vai ser sempre on — aposta Daniela Klaiman, futurista, especialista em comportamento do consumidor e CEO da FutureFuture. — Essa vai ser a geração nativa de IA, aquela que nem vai pensar na tecnologia para resolver suas questões. Isso vai estar embutido no que ela vai fazer no dia a dia. Não vai ser mais a opinião de uma pessoa, vai ser a opinião dela somada a uma tecnologia, como se fosse uma duplinha trabalhando junta, um ser que não é só humano.

Essa conexão humana-máquina deve se tornar ainda mais “invisível”, mais integrada às nossas rotinas, acredita Bruno Natal, jornalista e apresentador do podcast “Resumido”, sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas.

— A gente já vive com uma inteligência externa, nossos celulares são uma extensão do nosso raciocínio — constata ele.—Mas essa integração não vai significar necessariamente confusão. Acho que a diferença entre o que é digital e o que é real vai continuar existindo, mas de forma mais clara, mais consciente. A geração Beta talvez cresça entendendo melhor essa fronteira, justamente por já nascer com isso estabelecido — prevê.

A relação da geração Beta com a tecnologia, e em particular com a inteligência artificial, provavelmente será uma simbiose profunda. A IA não será apenas um instrumento, mas uma presença constante — de assistentes virtuais que sussurram dicas de aprendizado a sistemas inteligentes que poderão orquestrar lares e sistemas urbanos, e muito mais, que ainda não chegou ao público ou sequer foi inventado. Mas, em qualquer tempo, com qualquer geração, continuará não existindo almoço grátis: esse mix, porém, já traz efeitos colaterais, como as notícias falsas, cada vez mais aperfeiçoadas pela tecnologia, a ponto de se tornarem, a qualquer momento, indistinguíveis dos fatos. O antídoto para essa armadilha pode estar numa ferramenta de eterno valor: o pensamento crítico.

— Essa geração já chega num contexto que a gente pode chamar de pós-verdade, que é o uso de IA para emular realidades, tornando tecnicamente cada vez mais difícil distinguir o falso do real. E já não é nem uma questão de olhar tecnicamente para uma deep fake e ver se alguém tem seis dedos ou se o padrão da roupa está bagunçado — conta Paula Martini, jornalista, especializada em Futurismo e Novas Economias. Ela alerta que a geração Beta precisará de muito letramento digital, sem abrir mão da mais antiga e eficaz das ferramentas: a educação.

— É pensar que se determinado conteúdo me faz sentir raivosa, me dá vontade de contar para mais gente, de me engajar, tem grandes chances de ele ter sido criado justamente com esse fim. E não ser verdade. Esse contato com a IA, por exemplo, terá que vir a partir de boas perguntas.

Se tudo isso — além de um planeta provavelmente alterado pelas mudanças climáticas — parece ser suficientemente desafiador e estressante demais, a solução pode ser pedir um chazinho à moda da casa.

— A integração da geração Beta com a tecnologia vai ser tão mais natural ou talvez tão menos controlada que as pessoas vão detectar que estão nervosas e aí, pelo preset, automaticamente, vai chegar um chá calmante na casa delas, ou seja, a tecnologia vai tomar muitas decisões de compras por elas, num consumo inconsciente que pode trazer um risco gigantesco — afirma Daniela, que pede, no fim das contas, um equilíbrio nessas previsões. — Talvez seja bom buscarmos olhares mais neutros, nem tão positivos, do tipo “a geração tal vai salvar o mundo”, nem tão negativo, do tipo “a geração tal não fica no emprego”. Temos que aprender com todas elas, tirando o melhor de cada uma.



Disponível em:https://oglobo.globo.com/100- anos/noticia/2025/07/24/geracao-beta-comoserao-as-criancas-que-nascem-a-partir-deagora.ghtml. Adaptado.

No contexto, a palavra “emular” (8º parágrafo) tem o mesmo sentido que:
Alternativas
Respostas
15921: C
15922: C
15923: B
15924: B
15925: C
15926: D
15927: C
15928: B
15929: C
15930: C
15931: B
15932: D
15933: E
15934: D
15935: B
15936: D
15937: C
15938: A
15939: D
15940: C