Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.328 questões

Q3711896 Português

“Estamos numa geração em

que a informação é imediata,

porém o conhecimento, falho.

As pessoas sabem o que está

ocorrendo, mas nem sempre

entendem o motivo”.



Com base no texto, pode-se afirmar que o autor estabelece uma relação de:



Alternativas
Q3711217 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 3.

Leia o texto que segue. Ele foi extraído da obra Ideias para adiar o fim do mundo, composta por duas palestras e uma entrevista feitas por Ailton Krenak e que foram transcritas e organizadas no livro.

"Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover. O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida. Então, pregam o fim do mundo como uma possibilidade de fazer a gente desistir dos nossos próprios sonhos. E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13.) 
Leia o excerto a seguir e analise as sentenças, registrando V, para verdadeiras, e F, para falsas:
"O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida".

(__) A palavra "zumbi" foi usada em sentido figurado, caracterizando e restringindo o substantivo "humanidade", ou seja, aquela que apenas vagueia na vida, que está morta-viva, à espera do fim.
(__) Nesse contexto, o verbo "convocar" (no particípio, "convocados") tem como sinônimo o verbo "invocar", o qual pode substitui-lo mantendo o sentido: "O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo invocados a integrar..."
(__) A palavra "fruição" foi usada adequadamente e tem o sentido de "desfrute, proveito, gozo, prazer".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3711058 Português
O conceito de língua de acolhimento refere-se à aprendizagem de uma língua não materna em contextos de migração. O objetivo principal dessa formação linguística e cultural é a inserção dos sujeitos migrantes à sociedade de acolhimento. Dito de outro modo, o que caracteriza o ensino de língua de acolhimento é principalmente a especificidade do público a ser atendido. Trata-se, pois, de pessoas que chegam ao novo país, geralmente com poucos recursos financeiros e desgastadas pelo processo migratório, tendo, em alguns casos, essa condição agravada pelo rompimento brusco de laços familiares, linguísticos e culturais. Desse modo, o conhecimento da língua do país de acolhimento não é apenas uma condição necessária e indispensável para ser autônomo. Trata-se da apropriação da língua do país de acolhimento como uma forma de inserção e de compreensão ampliada daquele novo espaço. A necessidade de comunicação diária no trabalho, no transporte, nas questões ligadas à saúde e às relações interpessoais faz parte desse processo de aprendizagem do que denominamos “língua de acolhimento”.

BARBOSA, L. M. A.; SILVA, J. F. S. Português como Língua de Acolhimento
na Educação Básica: reflexões iniciais sobre PLAc.
Disponível em:  https://avamec.mec.gov.br. Acesso em: 19 maio 2025 (adaptado).
Com base no texto, a abordagem que contempla uma perspectiva translíngue para o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc)
Alternativas
Q3711057 Português
Um médico plantonista foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título Uma imagem fala mais que mil palavras. Na foto, ele mostra o receituário médico com o seguinte dizer: Não existe peleumonia e nem raôxis. Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido um paciente de 42 anos que estudou até o segundo ano do Ensino Fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.

Seu enteado o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o paciente perguntou sobre o tratamento para a “peleumonia”. A reação do médico não foi muito profissional, afirma o acompanhante. “Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente”. O enteado conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Ele diz que o padrasto não pôde estudar por falta de dinheiro.

                                VICTAL, R. Médico debocha de paciente na internet: “Não existe peleumonia”. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 23 maio 2025 (adaptado).
Tendo em vista a valorização da diversidade linguística, da autonomia discente e da reflexão crítica sobre o preconceito linguístico, qual das seguintes propostas é adequada para abordar o texto?
Alternativas
Q3711054 Português
Se a teoria literária existe, parece óbvio que haja alguma coisa chamada literatura, sobre a qual se teoriza. Talvez a literatura seja definível não por ser ficcional ou imaginativa, mas porque emprega a linguagem de forma peculiar. Segundo essa teoria, a literatura é a escrita que, nas palavras de Jakobson, representa uma violência organizada contra a fala comum, transforma e intensifica a linguagem cotidiana, afastando-se sistematicamente dela.

EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Qual sequência de atividades didáticas integra tecnologias digitais e ensino de literatura conforme a discussão presente no texto?
Alternativas
Q3711053 Português
Se a teoria literária existe, parece óbvio que haja alguma coisa chamada literatura, sobre a qual se teoriza. Talvez a literatura seja definível não por ser ficcional ou imaginativa, mas porque emprega a linguagem de forma peculiar. Segundo essa teoria, a literatura é a escrita que, nas palavras de Jakobson, representa uma violência organizada contra a fala comum, transforma e intensifica a linguagem cotidiana, afastando-se sistematicamente dela.

EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Qual sequência pedagógica permite que uma turma do Ensino Médio perceba, pela intertextualidade, o conceito de literatura apresentado no texto ao comparar um poema e um texto não literário sobre o mesmo tema?
Alternativas
Q3711048 Português

TEXTO 1


Gregor deslocou-se devagar até a porta empurrando a cadeira, largou-a lá, lançou-se de encontro à porta, conservando-se em pé apoiado nela — as extremidades das suas perninhas tinham um pouco de substância adesiva — e ali descansou por um instante do esforço. Mas depois começou a girar, com a boca, a chave na fechadura. Infelizmente, ao que parecia ele não tinha dentes de verdade — com o que devia logo agarrar a chave? — mas em compensação as mandíbulas eram sem dúvida muito fortes; com a ajuda delas pôde de fato pôr a chave em movimento e não dar atenção ao fato de que estava seguramente causando alguma lesão em si mesmo, pois um líquido marrom saiu da sua boca, escorreu sobre a chave e pingou no chão.


KAFKA, F. A metamorfose. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.



TEXTO 2


                                                                       



KUPER, P. A metamorfose. São Paulo: Conrad do Brasil, 2004.

Considerando uma abordagem de ensino em que se comparem os textos 1 e 2, identifique as técnicas que caracterizam a linguagem utilizada.
Alternativas
Q3711047 Português
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes.


ASSIS, M. Dom Casmurro. Brasília: Edições Câmara, 2019.
Após a leitura e a discussão do texto, qual proposta coletiva transforma a imagem dos olhos de ressaca em produto artístico público, com vistas à reflexão social, favorecendo maior autonomia criativa de estudantes da 2ª série do Ensino Médio?
Alternativas
Q3711046 Português
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes.


ASSIS, M. Dom Casmurro. Brasília: Edições Câmara, 2019.
Ao notar que Bentinho transforma uma impressão (olhos de ressaca) em uma suspeita moral sem provas, comparando o olhar de Capitu ao efeito devastador do mar de ressaca, uma turma debateu como aparências e boatos ainda afetam a vida das pessoas. O professor tem como objetivo elaborar uma ação participativa crítica que parta do trecho literário e dialogue de maneira interventiva com a sociedade contemporânea. Qual proposta de ação atende a esse objetivo?
Alternativas
Q3711043 Português

TEXTO 1


A concepção de linguagem e de gramática que agora consideramos tem bases fortemente humanistas: todo homem, sejam quais forem suas condições, nasce dotado de uma faculdade da linguagem como parte de sua própria capacidade e dignidade humanas. Mesmo que restem muitos pontos obscuros quanto à natureza e à extensão dessa faculdade, isso significa que, sem distinção, todas as crianças desenvolvem uma gramática interna.


Fica excluída, assim, toda valoração de uma língua ou modalidade de língua em relação a outra e qualquer forma de discriminação preconceituosa da modalidade popular.


Não faz sentido contrapor uma linguagem erudita a uma linguagem vulgar, nem tentar substituir uma pela outra. Trata- -se de levar a criança a dominar uma outra linguagem, por razões culturais, sociais e políticas bastante justificáveis.


FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática?.  

São Paulo: Parábola, 2006 (adaptado).



TEXTO 2


Franchi (2006) apresenta a seguinte reflexão de uma professora acerca de uma redação contendo desvios normativos: “esse aluno escreve como fala. E isso a gente pode ver na grafia e nos erros de concordância. Eu não aceito essa onda de que não tem mais certo e errado. A redação fica horrível nessa linguagem vulgar. Há regras e normas para tudo e as crianças têm que aprender a escrever de acordo com o que foi estabelecido pelos bons escritores e pelos que conhecem a língua. O aluno tem direito de conhecer as belezas da sua própria língua.”

Considerando os textos 1 e 2, conclui-se que a concepção de ensino de gramática adotada pela professora revela uma
Alternativas
Q3711042 Português

TEXTO 1


A concepção de linguagem e de gramática que agora consideramos tem bases fortemente humanistas: todo homem, sejam quais forem suas condições, nasce dotado de uma faculdade da linguagem como parte de sua própria capacidade e dignidade humanas. Mesmo que restem muitos pontos obscuros quanto à natureza e à extensão dessa faculdade, isso significa que, sem distinção, todas as crianças desenvolvem uma gramática interna.


Fica excluída, assim, toda valoração de uma língua ou modalidade de língua em relação a outra e qualquer forma de discriminação preconceituosa da modalidade popular.


Não faz sentido contrapor uma linguagem erudita a uma linguagem vulgar, nem tentar substituir uma pela outra. Trata- -se de levar a criança a dominar uma outra linguagem, por razões culturais, sociais e políticas bastante justificáveis.


FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática?.  

São Paulo: Parábola, 2006 (adaptado).



TEXTO 2


Franchi (2006) apresenta a seguinte reflexão de uma professora acerca de uma redação contendo desvios normativos: “esse aluno escreve como fala. E isso a gente pode ver na grafia e nos erros de concordância. Eu não aceito essa onda de que não tem mais certo e errado. A redação fica horrível nessa linguagem vulgar. Há regras e normas para tudo e as crianças têm que aprender a escrever de acordo com o que foi estabelecido pelos bons escritores e pelos que conhecem a língua. O aluno tem direito de conhecer as belezas da sua própria língua.”

Com base no texto 1, qual conduta docente se alinha a uma perspectiva crítica e científica para trabalhar produções textuais com usos que se distanciam da norma-padrão?
Alternativas
Q3710775 Português
“Joana levantou tarde, não tomou café e também não foi ajudar a mãe na horta. Depois, teve que limpar todo o quintal e não pode brincar”. 
De acordo com o texto, podemos afirmar que: 
Alternativas
Q3710546 Português
Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


    Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

     Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

   Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)
O termo destacado está empregado sem sentido figurado em:
Alternativas
Q3710545 Português
Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


    Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

     Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

   Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo... (1o parágrafo)
•  ... 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. (1o parágrafo)
•  O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático... (3o parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3710544 Português
Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


    Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

     Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

   Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)
Quando se comparam a compreensão da matemática e a formação profissional dos cidadãos, conclui-se corretamente que
Alternativas
Q3710543 Português
Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


    Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

     Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

   Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)
Ao discorrer sobre a nova política do Ministério da Educação, a autora deixa claro que se trata de uma ação
Alternativas
Q3710541 Português

Leia o quadrinho para responder à questão.





(Bob Thaves, “Frank & Ernest”.


Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 01.08.2025)

Considerando o comentário do rei, entende-se que a sua preocupação ao chamar o trio de balanço era com o
Alternativas
Q3710387 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Democracia digital


    Nas primeiras duas décadas do século 21, o desenho da sociedade e de suas instituições sofreu grandes alterações com o uso das redes sociais, da inteligência artificial e de outras ferramentas capazes de utilizar um gigantesco volume de dados na internet para os mais diversos fins. Por um lado, abriu-se caminho para vozes historicamente silenciadas, a exemplo de jovens indígenas que passaram a compartilhar sua realidade e reivindicações sem intermediários, nas redes. Por outro, pavimentou-se uma via de disseminação de fake news, polarização ideológica e discursos de ódio. Nesse cenário, de que forma a expansão das novas tecnologias vem afetando a democracia?


    Autor de A democracia no mundo digital: histórias, problemas e temas, o professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Wilson Gomes chama a atenção, primeiramente, para as maneiras como as novas tecnologias vêm sendo utilizadas em diferentes contextos geopolíticos. “A chamada democracia digital depende de uma escolha: a decisão de usar os recursos digitais – plataformas, redes, dados, algoritmos, automações – para fortalecer valores, práticas e instituições democráticas. Mas essa decisão só pode ser tomada por sociedades convictas de que a democracia é a melhor forma de governo. Quando essa convicção vacila e os regimes são atacados, os mesmos recursos podem ser empregados com igual eficácia para solapar os fundamentos da vida democrática”, alerta.


    Segundo Gomes, nos encontramos diante de uma encruzilhada. “Há os que acreditam que a guerra pelos usos sociais das tecnologias foi vencida pelos inimigos da democracia – que as plataformas, os algoritmos e os fluxos digitais estão, irremediavelmente, capturados por lógicas autoritárias, mercadológicas ou identitárias intolerantes. Mas há, também, os que veem na resistência institucional, nas pesquisas emergentes, na regulação pública e nos novos experimentos democráticos digitais um caminho viável para reverter o jogo.”


(Revista E, 01.09.2025. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/democracia-digital/. Adaptado) 

Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão destacada estabelece, no texto, relação de sentido de oposição.
Alternativas
Q3710385 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Democracia digital


    Nas primeiras duas décadas do século 21, o desenho da sociedade e de suas instituições sofreu grandes alterações com o uso das redes sociais, da inteligência artificial e de outras ferramentas capazes de utilizar um gigantesco volume de dados na internet para os mais diversos fins. Por um lado, abriu-se caminho para vozes historicamente silenciadas, a exemplo de jovens indígenas que passaram a compartilhar sua realidade e reivindicações sem intermediários, nas redes. Por outro, pavimentou-se uma via de disseminação de fake news, polarização ideológica e discursos de ódio. Nesse cenário, de que forma a expansão das novas tecnologias vem afetando a democracia?


    Autor de A democracia no mundo digital: histórias, problemas e temas, o professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Wilson Gomes chama a atenção, primeiramente, para as maneiras como as novas tecnologias vêm sendo utilizadas em diferentes contextos geopolíticos. “A chamada democracia digital depende de uma escolha: a decisão de usar os recursos digitais – plataformas, redes, dados, algoritmos, automações – para fortalecer valores, práticas e instituições democráticas. Mas essa decisão só pode ser tomada por sociedades convictas de que a democracia é a melhor forma de governo. Quando essa convicção vacila e os regimes são atacados, os mesmos recursos podem ser empregados com igual eficácia para solapar os fundamentos da vida democrática”, alerta.


    Segundo Gomes, nos encontramos diante de uma encruzilhada. “Há os que acreditam que a guerra pelos usos sociais das tecnologias foi vencida pelos inimigos da democracia – que as plataformas, os algoritmos e os fluxos digitais estão, irremediavelmente, capturados por lógicas autoritárias, mercadológicas ou identitárias intolerantes. Mas há, também, os que veem na resistência institucional, nas pesquisas emergentes, na regulação pública e nos novos experimentos democráticos digitais um caminho viável para reverter o jogo.”


(Revista E, 01.09.2025. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/democracia-digital/. Adaptado) 

Assinale a alternativa correta em relação ao sentido com que as palavras foram empregadas no texto.
Alternativas
Q3710384 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Democracia digital


    Nas primeiras duas décadas do século 21, o desenho da sociedade e de suas instituições sofreu grandes alterações com o uso das redes sociais, da inteligência artificial e de outras ferramentas capazes de utilizar um gigantesco volume de dados na internet para os mais diversos fins. Por um lado, abriu-se caminho para vozes historicamente silenciadas, a exemplo de jovens indígenas que passaram a compartilhar sua realidade e reivindicações sem intermediários, nas redes. Por outro, pavimentou-se uma via de disseminação de fake news, polarização ideológica e discursos de ódio. Nesse cenário, de que forma a expansão das novas tecnologias vem afetando a democracia?


    Autor de A democracia no mundo digital: histórias, problemas e temas, o professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Wilson Gomes chama a atenção, primeiramente, para as maneiras como as novas tecnologias vêm sendo utilizadas em diferentes contextos geopolíticos. “A chamada democracia digital depende de uma escolha: a decisão de usar os recursos digitais – plataformas, redes, dados, algoritmos, automações – para fortalecer valores, práticas e instituições democráticas. Mas essa decisão só pode ser tomada por sociedades convictas de que a democracia é a melhor forma de governo. Quando essa convicção vacila e os regimes são atacados, os mesmos recursos podem ser empregados com igual eficácia para solapar os fundamentos da vida democrática”, alerta.


    Segundo Gomes, nos encontramos diante de uma encruzilhada. “Há os que acreditam que a guerra pelos usos sociais das tecnologias foi vencida pelos inimigos da democracia – que as plataformas, os algoritmos e os fluxos digitais estão, irremediavelmente, capturados por lógicas autoritárias, mercadológicas ou identitárias intolerantes. Mas há, também, os que veem na resistência institucional, nas pesquisas emergentes, na regulação pública e nos novos experimentos democráticos digitais um caminho viável para reverter o jogo.”


(Revista E, 01.09.2025. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/democracia-digital/. Adaptado) 

De acordo com o texto, a ideia de uma democracia digital para Wilson Gomes
Alternativas
Respostas
15881: B
15882: E
15883: B
15884: B
15885: A
15886: A
15887: A
15888: C
15889: B
15890: A
15891: D
15892: A
15893: D
15894: B
15895: D
15896: A
15897: E
15898: E
15899: D
15900: C