Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 130.666 questões
A leitura do mundo precede a leitura da palavra (...)
“A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minhas atividades perceptíveis e por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras", as “letras” daquele contexto... se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia aprendendo no meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais. (...) A decifração da palavra fluía naturalmente da “leitura” do mundo particular (...) Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu primeiro quadro negro; gravetos, o meu giz.”
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 52. ed., 2. reimp. São Paulo: Cortez, 2021. Disponível em: https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/a-importancia-do-ato-de-ler-157348-1.pdf. Acesso em: 5 out. 2026.
A expressão destacada “à medida que”:
Fui ter com Virgília; bem depressa esqueci o Quincas Borba. Virgília era o travesseiro do meu espírito, um travesseiro mole, tépido, aromático, enfronhado em cambraia e bruxelas. Era ali que ele costumava repousar de todas as sensações más, simplesmente enfadonhas, ou até dolorosas. E, bem pesadas as coisas, não era outra a razão da existência de Virgília; não podia ser. Cinco minutos bastaram para olvidar inteiramente o Quincas Borba; cinco minutos de uma contemplação mútua, com as mãos presas umas nas outras; cinco minutos e um beijo. E lá se foi a lembrança do Quincas Borba... Escrófula da vida, andrajo do passado, que me importa que exista, que molestes os olhos dos outros, se eu tenho dois palmos de um travesseiro divino, para fechar os olhos e dormir?
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2002.
Em qual das alternativas o personagem Brás Cubas faz uma afirmação em sentido metafórico?
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O mel e o fim das abelhas
Dizem os cientistas que as abelhas serão exterminadas. Uma política agrícola irresponsável, de uso intensivo de pesticidas e transgênicos, será causadora do fim dos insetos que fazem a polinização de 90% das flores e sementes.
A humanidade depende das abelhas para a agricultura, e a situação começa a ficar bem feia quando o governo estadunidense inclui sete espécies deste inseto na lista de animais em extinção. Já no Reino Unido, o número de abelhas corresponde a apenas 25% do necessário para dar conta da polinização de vegetais e plantas. Um episódio de uma série de ficção científica bem conhecida, Black Mirror, tratou do problema da extinção das abelhas de maneira aterrorizante no episódio “Odiados pela Nação”.
A relação simbiótica das abelhas com os humanos começa ainda na pré-história, quando os homens caçavam e coletavam frutos, flores, sementes, ovos e mel na natureza. O mel foi um dos primeiros alimentos doces já provados pelo homem e aparece em diversos relatos bíblicos. Junto com o trigo (e o pão), as oliveiras (e o azeite) e o vinho, o mel faz parte da base da civilização cristā ocidental. (...)
Muitas vezes, o mel e as abelhas foram usados como metáforas para comportamentos humanos. Cedo se descobriu que as colmeias tinham uma rainha, e a metáfora da colmeia serviu para justificar o poder de diversas monarquias europeias. A ideia era que, se na natureza encontramos abelhas servindo uma rainha na colmeia, os homens deveriam fazer o mesmo. O trabalho coletivo das abelhas nas colmeias também serviu para diversas imagens e figuras de linguagem de movimentos sociais e socialistas em muitos lugares. A ideia do trabalho para coletividade era o que atraía os artistas para essa metáfora.
Colmeias e abelhas têm convivido com os homens desde tempos pré-históricos. Quando se destroem as colmeias e se matam as abelhas, os homens dão os primeiros passos para destruírem a própria história.
MONTELEONE, Joana. Brasil de fato. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/joana-monteleone/2019/09/20/o-mel-e-o-fim-das-abelhas/
"A relação simbiótica das abelhas com os humanos começa ainda na pré-história (...)"
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O mel e o fim das abelhas
Dizem os cientistas que as abelhas serão exterminadas. Uma política agrícola irresponsável, de uso intensivo de pesticidas e transgênicos, será causadora do fim dos insetos que fazem a polinização de 90% das flores e sementes.
A humanidade depende das abelhas para a agricultura, e a situação começa a ficar bem feia quando o governo estadunidense inclui sete espécies deste inseto na lista de animais em extinção. Já no Reino Unido, o número de abelhas corresponde a apenas 25% do necessário para dar conta da polinização de vegetais e plantas. Um episódio de uma série de ficção científica bem conhecida, Black Mirror, tratou do problema da extinção das abelhas de maneira aterrorizante no episódio “Odiados pela Nação”.
A relação simbiótica das abelhas com os humanos começa ainda na pré-história, quando os homens caçavam e coletavam frutos, flores, sementes, ovos e mel na natureza. O mel foi um dos primeiros alimentos doces já provados pelo homem e aparece em diversos relatos bíblicos. Junto com o trigo (e o pão), as oliveiras (e o azeite) e o vinho, o mel faz parte da base da civilização cristā ocidental. (...)
Muitas vezes, o mel e as abelhas foram usados como metáforas para comportamentos humanos. Cedo se descobriu que as colmeias tinham uma rainha, e a metáfora da colmeia serviu para justificar o poder de diversas monarquias europeias. A ideia era que, se na natureza encontramos abelhas servindo uma rainha na colmeia, os homens deveriam fazer o mesmo. O trabalho coletivo das abelhas nas colmeias também serviu para diversas imagens e figuras de linguagem de movimentos sociais e socialistas em muitos lugares. A ideia do trabalho para coletividade era o que atraía os artistas para essa metáfora.
Colmeias e abelhas têm convivido com os homens desde tempos pré-históricos. Quando se destroem as colmeias e se matam as abelhas, os homens dão os primeiros passos para destruírem a própria história.
MONTELEONE, Joana. Brasil de fato. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/joana-monteleone/2019/09/20/o-mel-e-o-fim-das-abelhas/
Leia o trecho:
"Quando a chuva começou, Pedro pensou em adiar a ida ao mercado. Ao olhar a despensa, porém, percebeu que faltavam alimentos para o jantar. Pegou o guarda-chuva e saiu. No caminho, a chuva aumentou, mas ele continuou até concluir a compra."
A atitude de Pedro permite concluir que ele:
Leia o trecho:
"Marcos recebeu a tarefa de organizar os arquivos antigos do setor. No início, imaginou que concluiria o trabalho em poucas horas. Depois de abrir as primeiras caixas, percebeu que muitos documentos estavam fora de ordem. Por isso, decidiu separar o material por assunto antes de iniciar o arquivamento."
Com base no texto, é CORRETO afirmar que Marcos:






I. Na linha 24, “nelas” se refere às galáxias elípticas, estabelecendo uma relação anafórica que contribui para a continuidade textual.
II. A locução nominal “classe intermediária” (l. 30) retoma as galáxias de transição por meio de uma denominação lexical diferente.
III. A locução “desde que” (l. 40) introduz uma relação de consequência entre a condição ambiental da galáxia e a influência desse ambiente sobre sua estrutura.
Quais estão corretas?




( ) Ao iniciar o texto com a descrição das transformações pelas quais passam as galáxias de transição e, posteriormente, apresentar os resultados de um estudo que relaciona essas transformações ao ambiente cósmico, o autor prioriza a descrição das características morfológicas das galáxias, relegando os resultados da pesquisa a uma função complementar na construção do texto.
( ) Embora seja uma parte significativa do texto, a apresentação das características das galáxias tardias e iniciais não constitui um desvio em relação ao tema central, já que essas informações estabelecem um parâmetro de contraste que permite compreender a posição intermediária das galáxias de transição e, consequentemente, a relevância dos resultados obtidos pela pesquisa.
( ) Ao afirmar que as conclusões “parecem óbvias e universais” (l. 11), e, em seguida, informar que a correspondência entre ambiente e estrutura é “muito mais acentuada” (l. 14) nas galáxias de transição, o texto permite inferir que a expectativa inicial de uma relação geral entre ambiente e forma não é plenamente confirmada pelos resultados da pesquisa.
( ) A apresentação de dados quantitativos, como o número de galáxias analisadas e a proporção de objetos pertencentes a grupos ou isolados, funciona como recurso de argumentação que confere maior sustentação às conclusões do estudo, contribuindo para a credibilidade da exposição.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: