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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.087 questões

Q3954834 Português
Há dez anos, a Vila Renata era um bairro conhecido pelo intenso comércio. Lojas físicas de roupas, calçados, artigos esportivos, entre outras, voltadas para um público de classe média, espalhavam-se pelos quarteirões do bairro. Atualmente, porém, o cenário está bem diferente. Ao longo desses dez anos, a quantidade de lojas físicas no bairro foi reduzida para menos da metade. No mesmo período, o comércio eletrônico cresceu 65% em todo o país, com lojas virtuais sendo criadas e oferecendo os mais variados produtos aos seus clientes. Dessa forma, o comércio eletrônico foi o grande responsável pela queda vertiginosa do comércio de rua da Vila Renata observada nos últimos anos.

Qual dos fatos a seguir, se verdadeiro, enfraquecerá consideravelmente o argumento apresentado?
Alternativas
Q3954828 Português
[...] Рodemos interpretar a ciência como um maра, como uma representação de como vemos a natureza (o território). Neste caso, Borges está criticando cientistas que acreditam, inocentemente, que o que fazem é produzir um mapa perfeito da realidade.
A analogia é bem apropriada, dado que captura tanto os objetivos quanto as frustrações da pesquisa cientifica: queremos aprender o máximo possível sobre o mundo e traduzir o que aprendemos em um mapa que outros podem ler. Quanto mais aprendemos, mais detalhado fica o mapa. Entretanto, como o filósofo francês Bernard Le Bovier de Fontenelle já sabia em 1686, podemos ver apenas uma fração do que existe. Por consequência, qualquer mapa que produzimos é necessariamente incompleto. [...]


(Marcelo Gleiser, 12/08/2018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2018/08/mapeando-a-realidade- em-busca-de-uma-perfeicao-Inatingivel.shtml)

Considere cinco pesquisas científicas fictícias cujos objetivos fossem desenvolver:

I. uma droga capaz de curar todos os tipos de lesões cancerígenas.
II. uma liga metálica capaz de resistira temperaturas mais altas do que as ligas atuais.
III. uma ferramenta de inteligência artificial capaz de compor uma sinfonia.
IV. uma bateria para carros elétricos com vida útil dez vezes maior do que a das atuais.
V. um robô humanoide capaz de conduzir um ônibus em uma grande cidade.

Entre essas pesquisas científicas, aquela que poderia ser criticada usando um argumento análogo ao apresentado no texto de Marcelo Gleiser é
Alternativas
Q3954812 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Uma escolha para viver


   Li em algum lugar uma fábula interessante. Sem ser literal, preservo o sentido que me ficou dela.

   Na Criação do mundo, um dos intendentes do Céu foi encarregado de definir o tempo de vida que cada espécie deveria ter.

   Disse o intendente para a Tartaruga: - Vocé se dá bem com essa couraça, com essa neutralidade, com essa indiferença aos homens... Vai durar muitos e muitos anos.

   Diante do Papagaio, sentenciou: - Essa ideia de plagiar os humanos, imitando-os e gozando-os, divertindo-os e divertindo-se, faz de você um malandrão... Bem merece uma vida longa.

    E assim foi seguindo o intendente, dotando as criaturas da longevidade que lhe parecia justa, a partir do critério adotado.

  Chegou a vez do Cachorro. O intendente, surpreso, olhou bem nos olhos dele, avaliou seu temperamento, reconheceu suas intenções e não teve dúvida:

  - Quer dizer que você já decidiu ser amigo incondicional dos homens? Permanecerá como companheiro fiel até dos que pouco venham a se importar com você? E seguirá os andarilhos nas estradas, se estreitará com os miseráveis nos cantos e nos becos, irá morar com os viciados sob as pontes? Pois então vou te aquinhoar com uns poucos anos: que tua virtude valha teu sacrifício.

   Assim sentenciado, o Cachorro abanou o rabo e olhou em volta, irrequieto, à procura de um amigo humano. Dispunha-se a ficar ao lado dele, fosse quem fosse: iria consolá-lo das aflições que viesse a sentir, compartilharia com ele as pequenas alegrias, enfrentaria com ele as chateações deste mundo.


(Alarico Valado, a editar)
Transpõe-se adequadamente uma passagem do texto para o discurso indireto em:
Alternativas
Q3954811 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Uma escolha para viver


   Li em algum lugar uma fábula interessante. Sem ser literal, preservo o sentido que me ficou dela.

   Na Criação do mundo, um dos intendentes do Céu foi encarregado de definir o tempo de vida que cada espécie deveria ter.

   Disse o intendente para a Tartaruga: - Vocé se dá bem com essa couraça, com essa neutralidade, com essa indiferença aos homens... Vai durar muitos e muitos anos.

   Diante do Papagaio, sentenciou: - Essa ideia de plagiar os humanos, imitando-os e gozando-os, divertindo-os e divertindo-se, faz de você um malandrão... Bem merece uma vida longa.

    E assim foi seguindo o intendente, dotando as criaturas da longevidade que lhe parecia justa, a partir do critério adotado.

  Chegou a vez do Cachorro. O intendente, surpreso, olhou bem nos olhos dele, avaliou seu temperamento, reconheceu suas intenções e não teve dúvida:

  - Quer dizer que você já decidiu ser amigo incondicional dos homens? Permanecerá como companheiro fiel até dos que pouco venham a se importar com você? E seguirá os andarilhos nas estradas, se estreitará com os miseráveis nos cantos e nos becos, irá morar com os viciados sob as pontes? Pois então vou te aquinhoar com uns poucos anos: que tua virtude valha teu sacrifício.

   Assim sentenciado, o Cachorro abanou o rabo e olhou em volta, irrequieto, à procura de um amigo humano. Dispunha-se a ficar ao lado dele, fosse quem fosse: iria consolá-lo das aflições que viesse a sentir, compartilharia com ele as pequenas alegrias, enfrentaria com ele as chateações deste mundo.


(Alarico Valado, a editar)
Dirigindo-se ao Cachorro, diz o intendente que tua virtude valha teu sacrifício, frase com a qual acentua sua
Alternativas
Q3954810 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Uma escolha para viver


   Li em algum lugar uma fábula interessante. Sem ser literal, preservo o sentido que me ficou dela.

   Na Criação do mundo, um dos intendentes do Céu foi encarregado de definir o tempo de vida que cada espécie deveria ter.

   Disse o intendente para a Tartaruga: - Vocé se dá bem com essa couraça, com essa neutralidade, com essa indiferença aos homens... Vai durar muitos e muitos anos.

   Diante do Papagaio, sentenciou: - Essa ideia de plagiar os humanos, imitando-os e gozando-os, divertindo-os e divertindo-se, faz de você um malandrão... Bem merece uma vida longa.

    E assim foi seguindo o intendente, dotando as criaturas da longevidade que lhe parecia justa, a partir do critério adotado.

  Chegou a vez do Cachorro. O intendente, surpreso, olhou bem nos olhos dele, avaliou seu temperamento, reconheceu suas intenções e não teve dúvida:

  - Quer dizer que você já decidiu ser amigo incondicional dos homens? Permanecerá como companheiro fiel até dos que pouco venham a se importar com você? E seguirá os andarilhos nas estradas, se estreitará com os miseráveis nos cantos e nos becos, irá morar com os viciados sob as pontes? Pois então vou te aquinhoar com uns poucos anos: que tua virtude valha teu sacrifício.

   Assim sentenciado, o Cachorro abanou o rabo e olhou em volta, irrequieto, à procura de um amigo humano. Dispunha-se a ficar ao lado dele, fosse quem fosse: iria consolá-lo das aflições que viesse a sentir, compartilharia com ele as pequenas alegrias, enfrentaria com ele as chateações deste mundo.


(Alarico Valado, a editar)
O critério que norteia o intendente do Céu em seu encargo específico consiste em, para cada espécie, 
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Q3954798 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal" aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na "escritor" e escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja о fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê.

   O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto. O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade -quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um oficio entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "llustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A justificativa da afirmação que dá título ao texto - Escrever é verbo que briga com o sujeito - expressa-se
Alternativas
Q3954797 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal" aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na "escritor" e escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja о fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê.

   O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto. O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade -quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um oficio entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "llustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A afirmação, no contexto do 2° parágrafo, de que O propósito terapêutico [...] não importa no mundo do texto ganha um reforço argumentativo quando se assevera, no 3º parágrafo, que 
Alternativas
Q3954793 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


    Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento politico. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

     E lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismо.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Para Maquiavel, entre as virtudes a serem cultivadas por aquele que detém o poder está a faculdade de
Alternativas
Q3954791 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


    Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento politico. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

     E lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismо.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Maquiavel mudou o curso do pensamento político, conforme assevera o autor do texto, porque
Alternativas
Q3954786 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Ás vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

    Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história. 

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

     O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para OS fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitara vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
A afirmação O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos (4° parágrafo)
Alternativas
Q3954783 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Ás vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

    Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história. 

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

     O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para OS fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitara vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
A afirmação por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo (3ª parágrafo) reflete a enganosa crença de que
Alternativas
Q3954749 Português
Boaventura Leite (1987), em seu livro “Morro da Garça: no centenário da Paróquia e da Matriz”, afirma que Morro da Garça entrou na literatura, devido ao admirável criador de linguagem e de tipos sertanejos, João Guimarães Rosa. Segundo Boaventura Leite (1987), qual o significado de Morro na obra de Guimarães Rosa? 
Alternativas
Q3954745 Português
Segundo Boaventura Leite (1987), em seu livro “Morro da Garça: no centenário da Paróquia e da Matriz”, Curvelo (MG) foi elevada à Vila e, portanto, a município, em 1831, e, em 1833, aprovou-se o plano da divisão dos distritos. Pautado em Boaventura Leite (1987), analise o seguinte fragmento de texto sobre a história do distrito.

O distrito compunha-se de pelo menos três ___________________, pois devia ter, no mínimo, 75 casas. Devia ter pessoas capazes de exercer os cargos de juízes de paz, escrivães e inspetores de quarteirão. O Morro de 1842 já tinha ___________________ nestas condições. Assim, foram demarcadas as suas ______________: da ponte do Picão pela estrada até onde confronta com a cabeceira do Córrego às avessas, donde seguirá à sua barra no Curralinho, e deste à sua barra no Bicudo, e subirá até a barra do rio do Peixe, seguindo daí às suas cabeceiras em rumo direito à estrada que segue para a Barra do rio das _________________ pelos gerais, da qual se busque a cabeceira do Picão, donde descerá até a ponte, aonde teve princípio.

As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são:
Alternativas
Q3954730 Português
Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

  

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/page/3/. Acesso em: 22 jan. 2026.
Sobre a palavra “prosaicas” presente na segunda fala da personagem, infere-se que ela tem como antônimo a palavra 
Alternativas
Q3954316 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência Artificial e a gestão pública transparente

A inteligência artificial (IA) emerge como um agente transformador na gestão pública transparente. Com a capacidade de analisar grandes volumes de dados em tempo real, a IA pode detectar padrões e tendências, auxiliando na tomada de decisões informadas. Além disso, a automação impulsionada pela IA agiliza os processos, minimizando riscos de corrupção e aumentando a eficiência.

Em um mundo cada vez mais conectado e consciente, a transparência na gestão pública não pode ser ignorada. Ela é a base sobre a qual a confiança da sociedade é construída.

Portanto, é essencial que governos e instituições continuem a adotar medidas que promovam a transparência e garantam que a informação seja acessível, protegida e utilizada para o bem comum. Afinal, a transparência não apenas nutre a confiança e a participação cidadã, mas também fortalece as instituições governamentais e impulsiona o desenvolvimento sustentável.
Considere as afirmativas a seguir, relativas à interpretação das ideias e ao sentido contextual de expressões presentes no texto. Registre (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__) A expressão "agente transformador" atribui à inteligência artificial um papel ativo e dinâmico no processo de modernização da gestão pública.
(__) O texto sugere que a transparência é um valor acessório, relevante apenas em contextos de alta conectividade tecnológica.
(__) Infere-se do texto que a acessibilidade e a proteção da informação são condições indispensáveis para que a transparência cumpra sua função social.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q3954314 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência Artificial e a gestão pública transparente

A inteligência artificial (IA) emerge como um agente transformador na gestão pública transparente. Com a capacidade de analisar grandes volumes de dados em tempo real, a IA pode detectar padrões e tendências, auxiliando na tomada de decisões informadas. Além disso, a automação impulsionada pela IA agiliza os processos, minimizando riscos de corrupção e aumentando a eficiência.

Em um mundo cada vez mais conectado e consciente, a transparência na gestão pública não pode ser ignorada. Ela é a base sobre a qual a confiança da sociedade é construída.

Portanto, é essencial que governos e instituições continuem a adotar medidas que promovam a transparência e garantam que a informação seja acessível, protegida e utilizada para o bem comum. Afinal, a transparência não apenas nutre a confiança e a participação cidadã, mas também fortalece as instituições governamentais e impulsiona o desenvolvimento sustentável.
Com base na leitura atenta do texto "Inteligência Artificial e a gestão pública transparente", analise as proposições a seguir, considerando a compreensão global do texto e as inferências logicamente autorizadas por sua progressão argumentativa.

I. O texto sustenta que o uso da inteligência artificial na gestão pública ultrapassa a dimensão tecnológica, assumindo função estratégica na consolidação da confiança social.
II. O autor estabelece relação direta entre automação de processos e erradicação completa de práticas corruptas na administração pública.
III. A defesa da transparência apresentada no texto vincula-se à ideia de fortalecimento institucional e de promoção do desenvolvimento sustentável.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3954313 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência Artificial e a gestão pública transparente

A inteligência artificial (IA) emerge como um agente transformador na gestão pública transparente. Com a capacidade de analisar grandes volumes de dados em tempo real, a IA pode detectar padrões e tendências, auxiliando na tomada de decisões informadas. Além disso, a automação impulsionada pela IA agiliza os processos, minimizando riscos de corrupção e aumentando a eficiência.

Em um mundo cada vez mais conectado e consciente, a transparência na gestão pública não pode ser ignorada. Ela é a base sobre a qual a confiança da sociedade é construída.

Portanto, é essencial que governos e instituições continuem a adotar medidas que promovam a transparência e garantam que a informação seja acessível, protegida e utilizada para o bem comum. Afinal, a transparência não apenas nutre a confiança e a participação cidadã, mas também fortalece as instituições governamentais e impulsiona o desenvolvimento sustentável.
A partir da articulação entre os parágrafos do texto, é possível inferir que a posição do autor acerca da inteligência artificial na gestão pública caracteriza-se, predominantemente, por uma abordagem: 
Alternativas
Q3954312 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a importância da educação financeira na vida das pessoas?

A educação financeira é o processo pelo qual as pessoas começam a fazer escolhas mais conscientes sobre o uso do dinheiro.

Podemos dizer que a educação financeira é a capacidade de entender como o dinheiro funciona e como usá-lo sem causar sofrimento em nossas vidas. Pessoas com boa educação financeira planejam melhor as suas finanças e gastam menos impulsivamente.

A educação financeira é um processo que permite desfrutar de diversos benefícios e nesse contexto, pode-se dizer ainda que, a educação financeira é o primeiro passo para a realização dos sonhos de comprar um apartamento, carro, moto, investir, viajar e ainda ter qualidade de vida.

A educação financeira é um processo simples que pode melhorar a qualidade de vida das pessoas e garantir a realização dos sonhos. Não tem segredo, é gastar menos do que você ganha, controlar as suas contas regularmente, escolher as aplicações financeiras de acordo com o seu perfil e buscar o máximo de informação. Esse é o caminho para o sucesso financeiro.

Texto Adaptado
Com base na compreensão global do texto e nas relações argumentativas construídas pelo autor acerca da educação financeira, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto apresenta a educação financeira simultaneamente como competência individual e como condição estruturante para a realização de projetos de vida, articulando controle financeiro e bem-estar.
II. Ao afirmar que "não tem segredo", o texto minimiza a complexidade das decisões financeiras e desloca o foco para práticas meramente comportamentais de consumo.
III. O texto sugere que o sucesso financeiro decorre de um equilíbrio entre planejamento racional, adequação do investimento ao perfil do sujeito e busca contínua por informação.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3954310 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a importância da educação financeira na vida das pessoas?

A educação financeira é o processo pelo qual as pessoas começam a fazer escolhas mais conscientes sobre o uso do dinheiro.

Podemos dizer que a educação financeira é a capacidade de entender como o dinheiro funciona e como usá-lo sem causar sofrimento em nossas vidas. Pessoas com boa educação financeira planejam melhor as suas finanças e gastam menos impulsivamente.

A educação financeira é um processo que permite desfrutar de diversos benefícios e nesse contexto, pode-se dizer ainda que, a educação financeira é o primeiro passo para a realização dos sonhos de comprar um apartamento, carro, moto, investir, viajar e ainda ter qualidade de vida.

A educação financeira é um processo simples que pode melhorar a qualidade de vida das pessoas e garantir a realização dos sonhos. Não tem segredo, é gastar menos do que você ganha, controlar as suas contas regularmente, escolher as aplicações financeiras de acordo com o seu perfil e buscar o máximo de informação. Esse é o caminho para o sucesso financeiro.

Texto Adaptado
Considere o seguinte trecho adaptado do texto-base:
"A educação financeira é o primeiro passo para a realização dos sonhos de comprar um apartamento, carro, moto, investir, viajar e ainda ter qualidade de vida. Esse é o caminho para o sucesso financeiro."
À luz da teoria das figuras de linguagem e do funcionamento semântico-discursivo do excerto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3954309 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a importância da educação financeira na vida das pessoas?

A educação financeira é o processo pelo qual as pessoas começam a fazer escolhas mais conscientes sobre o uso do dinheiro.

Podemos dizer que a educação financeira é a capacidade de entender como o dinheiro funciona e como usá-lo sem causar sofrimento em nossas vidas. Pessoas com boa educação financeira planejam melhor as suas finanças e gastam menos impulsivamente.

A educação financeira é um processo que permite desfrutar de diversos benefícios e nesse contexto, pode-se dizer ainda que, a educação financeira é o primeiro passo para a realização dos sonhos de comprar um apartamento, carro, moto, investir, viajar e ainda ter qualidade de vida.

A educação financeira é um processo simples que pode melhorar a qualidade de vida das pessoas e garantir a realização dos sonhos. Não tem segredo, é gastar menos do que você ganha, controlar as suas contas regularmente, escolher as aplicações financeiras de acordo com o seu perfil e buscar o máximo de informação. Esse é o caminho para o sucesso financeiro.

Texto Adaptado
Considerando o encadeamento argumentativo do texto, a função dos exemplos e a relação entre ideias principais e secundárias, assinale a alternativa cuja interpretação representa corretamente a orientação discursiva do autor.
Alternativas
Respostas
5121: B
5122: C
5123: B
5124: E
5125: A
5126: D
5127: C
5128: C
5129: C
5130: D
5131: A
5132: B
5133: E
5134: E
5135: A
5136: C
5137: C
5138: C
5139: C
5140: A