Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3688310 Português
        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.

        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.

        Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
Conforme o texto, a expressão “A palavra não ganhou raiz” indica que a palavra
Alternativas
Q3688309 Português
        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.

        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.

        Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
No texto, o termo “sertão” só NÃO foi referenciado por
Alternativas
Q3688127 Português
        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.

        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]

        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.

        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]

        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. [...]

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
No trecho “Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação?”, os questionamentos têm por função
Alternativas
Q3688126 Português
        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.

        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]

        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.

        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]

        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. [...]

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
Assinale a alternativa que NÃO se constitui argumento para a defesa da tese apresentada no texto.
Alternativas
Q3688125 Português
        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.

        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]

        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.

        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]

        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. [...]

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
Nesse fragmento textual, o autor defende a ideia de que os planos feitos para o Brasil 
Alternativas
Q3687600 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Poluição ambiental: Cientistas encontram formigas emaranhadas em plástico



Um estudo publicado na revista Ecological Entomology mostra fotos inéditas de duas espécies de formigas emaranhadas em plástico. De acordo com a publicação, trata-se de um dos primeiros artigos a documentar o impacto da poluição ambiental aos insetos.


Apesar de a influência de detritos plásticos no ambiente marinho ser amplamente conhecida, como no caso de tartarugas e mamíferos, "nos ecossistemas terrestres, o emaranhado plástico da fauna tem sido largamente ignorado", diz trecho do estudo.


Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram 113 formigas de 40 locais diferentes na ilha de La Palma, na Espanha, em 2022.


Os insetos foram capturados sem contato direto, utilizando tubos Eppendorf colocados abertos no meio do caminho.


Das 113 formigas, três estavam emaranhadas em fibra, mas uma análise laboratorial determinou que somente duas estavam entrelaçadas em plástico.


Segundo a investigação, não foi possível confirmar que a fibra presa à terceira formiga era sintética, e, por isso, ela foi desconsiderada.


Os animais emaranhados ao plástico eram das espécies Lasius grandis e Monomorium sp. De acordo com o estudo, as duas formigas estavam vivas e não apresentavam danos aparentes causados pelas fibras.


Os pesquisadores afirmam que é possível que os animais tenham se emaranhado acidentalmente durante a alimentação ou enquanto transportavam as fibras como material de construção.


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/poluicao ambiental-cientistas-encontram-formigas emaranhadas-em-plastico-veja-fotos/


Qual foi a conclusão dos pesquisadores sobre os danos aparentes nas formigas emaranhadas em plástico?
Alternativas
Q3687266 Português
Índia se torna o 1º país a pousar no polo sul da Lua em missão histórica


Em missão histórica nesta quarta-feira (23 de agosto), a Índia se tornou o 1º país a pousar no polo sul da Lua, região inexplorada que fica no lado escuro do satélite. Em transmissão ao vivo, os indianos exibiram uma representação gráfica da sonda descendo na Lua. “Conseguimos um pouso suave na Lua, a Índia está na Lua”, disse Sreedhara Panicker Somanath, presidente da Indian Space Research Organisation (ISRO), a “Nasa” indiana. O módulo foi lançado em 14 de julho e pousou na superfície lunar por volta das 9h33 desta quarta, horário de Brasília. “Este è um momento sem precedentes. Este é o momento para uma nova Índia em desenvolvimento”, comemorou Narendra Modi, primeiro-ministro do país.

Outros países tentaram pousar na Lua

O momento é histórico porque vários países tentam pousar no polo do sul da Lua. No domingo (20), a Rússia tentou ser o 1º país a pousar no lado escuro da Lua, com a missão Luna-25, mas a sonda saiu de controle e se chocou contra a Lua. Em abril deste ano, o Japão tentou enviar a sonda ispace, mas perdeu a comunicação minutos antes de completar o feito.

Características dessa parte da Lua

A superfície lunar, onde a sonda indiana desceu, é um terreno traiçoeiro com grandes crateras e encostas íngremes, além de não receber luz solar, levando a temperaturas extremamente baixas, que chegam a -203°C. Essas características tornam muito difícil operar equipamentos de exploração na região. Dessa forma, um pouso suave significa que o módulo não foi destruído. A Índia busca explorar a Lua - com a missão chamada Chandrayaan-3 - porque a primeira viagem espacial desse projeto, que ocorreu em 2008, detectou a presença de água na superfície lunar. “Ainda precisamos de muito mais detalhes sobre onde e quanta água existe, e saber se toda ela está congelada”, explica Akash Sinha, professor de robótica espacial na Universidade Shiv Nadar University, perto de Delhi, à BBC. A exploração da superfície das regiões polares da Lua, compostas de rochas e solo, também pode dar respostas sobre a formação do Sistema Solar.

Missões anteriores

O objetivo do país se tornou explorar a Lua com o menor custo possível. Isso porque a segunda missão, que ocorreu em 2019 e deu errado (o foguete explodiu no pouso), custou US$ 140 milhões, enquanto a desta manhã foi de um pouco mais de US$ 80 milhões. A primeira, em 2009, custou em torno de US$ 79 milhões. O ex-presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial K. Sivan disse que a viagem desta manhã será mais barata porque o módulo deve usar a atração gravitacional da Lua para levar a nave à órbita lunar. Além disso, outro ponto que reduz o preço da operação, segundo a BBC, é que, ao contrário da missão anterior, Chandrayaan-3 não inclui um novo orbitador — um satélite que fica em órbita.

G1. (Adaptado). Disponível em 
<https://g1.globo.com/inovacao/post/2023/08/23/india
foguete-lua.ghtml> 
Considere o excerto: “Essas características tornam muito difícil operar equipamentos de exploração na região. Dessa forma, um pouso suave significa que o módulo não foi destruído.”
No contexto apresentado, a expressão ‘dessa forma’ è empregada com a função de: 
Alternativas
Q3687265 Português
Índia se torna o 1º país a pousar no polo sul da Lua em missão histórica


Em missão histórica nesta quarta-feira (23 de agosto), a Índia se tornou o 1º país a pousar no polo sul da Lua, região inexplorada que fica no lado escuro do satélite. Em transmissão ao vivo, os indianos exibiram uma representação gráfica da sonda descendo na Lua. “Conseguimos um pouso suave na Lua, a Índia está na Lua”, disse Sreedhara Panicker Somanath, presidente da Indian Space Research Organisation (ISRO), a “Nasa” indiana. O módulo foi lançado em 14 de julho e pousou na superfície lunar por volta das 9h33 desta quarta, horário de Brasília. “Este è um momento sem precedentes. Este é o momento para uma nova Índia em desenvolvimento”, comemorou Narendra Modi, primeiro-ministro do país.

Outros países tentaram pousar na Lua

O momento é histórico porque vários países tentam pousar no polo do sul da Lua. No domingo (20), a Rússia tentou ser o 1º país a pousar no lado escuro da Lua, com a missão Luna-25, mas a sonda saiu de controle e se chocou contra a Lua. Em abril deste ano, o Japão tentou enviar a sonda ispace, mas perdeu a comunicação minutos antes de completar o feito.

Características dessa parte da Lua

A superfície lunar, onde a sonda indiana desceu, é um terreno traiçoeiro com grandes crateras e encostas íngremes, além de não receber luz solar, levando a temperaturas extremamente baixas, que chegam a -203°C. Essas características tornam muito difícil operar equipamentos de exploração na região. Dessa forma, um pouso suave significa que o módulo não foi destruído. A Índia busca explorar a Lua - com a missão chamada Chandrayaan-3 - porque a primeira viagem espacial desse projeto, que ocorreu em 2008, detectou a presença de água na superfície lunar. “Ainda precisamos de muito mais detalhes sobre onde e quanta água existe, e saber se toda ela está congelada”, explica Akash Sinha, professor de robótica espacial na Universidade Shiv Nadar University, perto de Delhi, à BBC. A exploração da superfície das regiões polares da Lua, compostas de rochas e solo, também pode dar respostas sobre a formação do Sistema Solar.

Missões anteriores

O objetivo do país se tornou explorar a Lua com o menor custo possível. Isso porque a segunda missão, que ocorreu em 2019 e deu errado (o foguete explodiu no pouso), custou US$ 140 milhões, enquanto a desta manhã foi de um pouco mais de US$ 80 milhões. A primeira, em 2009, custou em torno de US$ 79 milhões. O ex-presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial K. Sivan disse que a viagem desta manhã será mais barata porque o módulo deve usar a atração gravitacional da Lua para levar a nave à órbita lunar. Além disso, outro ponto que reduz o preço da operação, segundo a BBC, é que, ao contrário da missão anterior, Chandrayaan-3 não inclui um novo orbitador — um satélite que fica em órbita.

G1. (Adaptado). Disponível em 
<https://g1.globo.com/inovacao/post/2023/08/23/india
foguete-lua.ghtml> 
Considere os seguintes excertos:

I. “Conseguimos um pouso suave na Lua, a Índia está na Lua”, disse Sreedhara Panicker Somanath (...).
II. “Ainda precisamos de muito mais detalhes sobre onde e quanta água existe, e saber se toda ela está congelada”, explica Akash Sinha (...)
III. O ex-presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial K. Sivan disse que a viagem desta manhã será mais barata (...)

Nos excertos apresentados, ocorre discurso indireto apenas em: 
Alternativas
Q3686534 Português
Escola em tempo integral para uma educação integral

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, tanto na área econômica como na social, e continuará sendo enquanto a oferta da educação de qualidade permanecer desigual. Sem oportunidades iguais de acesso a um ensino de qualidade para todas as crianças e adolescentes, jamais ultrapassaremos os umbrais da mediocridade. Por isso, termos as escolas funcionando em período estendido é uma das poucas quase-unanimidades, como demonstram diversas pesquisas.



VENTURI, Jacir. Escola em tempo integral para uma educação integral. Gazeta do povo. Opinião, 31 ago. 2023. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/escolaem-tempo-integral-para-uma-educacao-integral/. Acesso em: 6 set. 2023. [Fragmento]


No texto, observa-se o sentido conotativo em: 

Alternativas
Q3686531 Português
Podemos alimentar o discurso de ódio sem perceber
As redes sociais se tornam convenientes para quem produz falas discriminatórias e intolerantes porque elas conseguem interpretar o comportamento dos usuários, recomendando automaticamente conteúdos alinhados com os interesses deles. As redes criam, portanto, uma audiência para oradores de discursos de ódio que normalmente teriam pouco alcance.
Ocorre que, também por essa razão, as mesmas ações que contribuem para a propagação de um vídeo, foto ou meme, como as curtidas e compartilhamentos, colaboram para disseminar essas mensagens problemáticas. Entender isso é importante para evitarmos propagar o discurso que queremos combater.
Explico: por causa de como as plataformas funcionam, quanto mais interagirmos com a postagem problemática, maior será a audiência atingida por ela e mais perigosa esta mensagem será. Isso acontece mesmo quando compartilhamos uma manifestação de ódio como forma de denúncia ou publicamos um comentário criticando o conteúdo.
[…]
Infelizmente, mesmo com boas intenções e sem perceber, podemos acabar ajudando a disseminar posts que depreciam pessoas por sua etnia, gênero, orientação sexual ou outro marcador social. Isso é profundamente perigoso, pois quanto mais pessoas são alcançadas e têm suas opiniões formadas por discursos de ódio, mais provável se torna que algumas delas pratiquem atos concretos de discriminação e violência contra minorias sociais e grupos vulneráveis.

SALVADOR, J. P. F. Podemos alimentar o discurso de ódio sem perceber. Hoje em Dia. Opinião, 18 out. 2023. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/podemosalimentar-o-discurso-de-odio-sem-perceber-1.984113. Acesso em: 23 out. 2023. [Fragmento]

Em seu texto, o autor argumenta que
Alternativas
Q3686530 Português


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com. Acesso em: 6 set. 2023.


 Na construção da tirinha, foi usada linguagem

Alternativas
Q3686529 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/bh-promove-campanha-e-acoes-de-visibilidade-no-mes-de-conscientizacao-doautismo. Acesso em: 7 set. 2023.


Tendo em vista os elementos verbais e não verbais do cartaz, infere-se que seu objetivo é

Alternativas
Q3686527 Português
Gaúcho resgatou mais de 100 pessoas de enchente com pequeno barco: ‘fiquei 23 horas em cima do rio’
Mais de 100 pessoas foram salvas por apenas um homem durante a tragédia que atingiu o Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, no começo da semana passada. Com um pequeno barco, o gaúcho Sérgio Benini, morador de Roca Sales, conseguiu resgatar vários vizinhos da enchente que atingiu a cidade, uma das mais afetadas.
“Eu fiquei 23 horas em cima do rio. Nós arrancamos o telhado à mão. As pessoas subiam no segundo piso, no forro embaixo do telhado, porque estava chovendo. E lá eles só gritavam socorro, socorro, socorro”, relembrou ele ao Fantástico.
[...] Conforme a água foi ganhando força pelas ruas da cidade, começaram os pedidos por ajuda. Das janelas, moradores começaram a registrar a força da água.
  PORTAL G1. Gaúcho resgatou mais de 100 pessoas de enchente com pequeno barco: ‘fiquei 23 horas em cima do rio’. Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/ noticia/2023/09/11/gaucho-resgatou-mais-de-100-pessoas-deenchente-com-pequeno-barco-fiquei-23-horas-em-cima-do-rio. ghtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento] 

As diferentes funções da linguagem atendem a propósitos específicos da comunicação. Considerando o texto, a função da linguagem a ele associada é aquela que  
Alternativas
Q3686526 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Glamorizar o passado é se deixar enganar


Prefiro a caneta ao teclado — apesar da minha letra, que às vezes nem eu entendo —, o papel à tela, o livro físico ao digital. Não é saudosismo e muito menos uma vilanização dos avanços tecnológicos, que ao mesmo tempo são uma bênção e uma maldição. Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...].


Mantenho o melhor de antes — que gravei no meu HD apertando o rec e o play — e aproveito o melhor de hoje. O que posso escolher escolho, dentro de uma lista nada coerente entre o antigo e o novo, com a vantagem de carregar comigo o passado. A nossa história é um caminho irreversível, saber viver o presente é o melhor dos mundos.


KORICH, Becky S. Glamorizar o passado é se deixar enganar.Folha de S.Paulo. Colunas, 11 set. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2023/09/ glamorizar-o-passado-e-se-deixar-enganar.shtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]

Releia este trecho.


“Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...]”.


O termo em destaque nesse fragmento indica que a autora 

Alternativas
Q3686525 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Glamorizar o passado é se deixar enganar


Prefiro a caneta ao teclado — apesar da minha letra, que às vezes nem eu entendo —, o papel à tela, o livro físico ao digital. Não é saudosismo e muito menos uma vilanização dos avanços tecnológicos, que ao mesmo tempo são uma bênção e uma maldição. Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...].


Mantenho o melhor de antes — que gravei no meu HD apertando o rec e o play — e aproveito o melhor de hoje. O que posso escolher escolho, dentro de uma lista nada coerente entre o antigo e o novo, com a vantagem de carregar comigo o passado. A nossa história é um caminho irreversível, saber viver o presente é o melhor dos mundos.


KORICH, Becky S. Glamorizar o passado é se deixar enganar.Folha de S.Paulo. Colunas, 11 set. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2023/09/ glamorizar-o-passado-e-se-deixar-enganar.shtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]

De acordo com as informações apresentadas, pode-se inferir que, para a autora,
Alternativas
Q3686147 Português
Assinalar a alternativa em que a palavra substitui CORRETAMENTE o termo sublinhado da frase “Minha irmã acordou, nesta manhã, estava extremamente lépida.” 
Alternativas
Q3686140 Português
Pé-grande: Ciência pode ter encontrado explicação para a lenda da criatura gigante


    Um dos mais populares folclores dos EUA e do Canadá, a lenda do Pé-grande pode ter ganhado um suporte científico - que não confirma a existência de um imenso e ameaçador símio vivendo nas florestas geladas da América do Norte, mas explicaria as muitas pegadas encontradas e aparições registradas já apontadas como indícios da existência da criatura.

    De acordo com levantamento realizado pelo cientista Floe Foxon, as marcas deixadas na neve pelo suposto pé de grandes dimensões que batiza a lenda seriam não de um primata de tamanho extraordinário, mas sim de ursos-negros.

    Para apontar tal explicação, Foxon estudou os registros de supostas aparições, levantados desde meados do século 20 pela Organização de Pesquisadores de Campo do Pé-grande, cruzando os locais onde as pessoas afirmaram ter visto a criatura com informações sobre as regiões onde os ursos também são encontrados.

    Os ursos-negros adultos alcançam dois metros de comprimento, podem pesar cerca de 280kg e se colocam sobre duas patas para alcançar uma visão mais ampla do horizonte ou para caçar.

    A pesquisa explica, portanto, o motivo pelo qual os relatos de aparições do Pé-grande não são tão comuns em estados como Texas e a Flórida, onde a espécie de urso também é rara. Mesmo em outras regiões em que a denúncia de avistamentos também é recorrente, como nos Himalaias, onde a lenda do Yeti funciona como uma versão asiática do Pé-grande, a explicação pode estar também em ursos ou outros animais, que não seriam devidamente identificados provavelmente pelo temor causado pela própria aparição.

    Análises prévias já relacionaram as visões da criatura, também conhecida como “Sasquatch”, com as populações de ursos-negros, mas até então o cruzamento de dados completo não havia sido realizado. “Baseado em considerações estatísticas, é provável que muitas aparições do suposto Sasquatch são, na realidade, formas conhecidas mal identificadas. Se o Pé-grande apareceu por lá, é provável que sejam ursos”, diz a pesquisa. “Os avistamentos do Sasquatch estão estatística e significativamente associados com populações de urso de tal forma que, em média, uma aparição é esperada para cada 900 ursos”.


(Fonte: Hypeness – adaptado.)
Conforme o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3686138 Português
Pé-grande: Ciência pode ter encontrado explicação para a lenda da criatura gigante


    Um dos mais populares folclores dos EUA e do Canadá, a lenda do Pé-grande pode ter ganhado um suporte científico - que não confirma a existência de um imenso e ameaçador símio vivendo nas florestas geladas da América do Norte, mas explicaria as muitas pegadas encontradas e aparições registradas já apontadas como indícios da existência da criatura.

    De acordo com levantamento realizado pelo cientista Floe Foxon, as marcas deixadas na neve pelo suposto pé de grandes dimensões que batiza a lenda seriam não de um primata de tamanho extraordinário, mas sim de ursos-negros.

    Para apontar tal explicação, Foxon estudou os registros de supostas aparições, levantados desde meados do século 20 pela Organização de Pesquisadores de Campo do Pé-grande, cruzando os locais onde as pessoas afirmaram ter visto a criatura com informações sobre as regiões onde os ursos também são encontrados.

    Os ursos-negros adultos alcançam dois metros de comprimento, podem pesar cerca de 280kg e se colocam sobre duas patas para alcançar uma visão mais ampla do horizonte ou para caçar.

    A pesquisa explica, portanto, o motivo pelo qual os relatos de aparições do Pé-grande não são tão comuns em estados como Texas e a Flórida, onde a espécie de urso também é rara. Mesmo em outras regiões em que a denúncia de avistamentos também é recorrente, como nos Himalaias, onde a lenda do Yeti funciona como uma versão asiática do Pé-grande, a explicação pode estar também em ursos ou outros animais, que não seriam devidamente identificados provavelmente pelo temor causado pela própria aparição.

    Análises prévias já relacionaram as visões da criatura, também conhecida como “Sasquatch”, com as populações de ursos-negros, mas até então o cruzamento de dados completo não havia sido realizado. “Baseado em considerações estatísticas, é provável que muitas aparições do suposto Sasquatch são, na realidade, formas conhecidas mal identificadas. Se o Pé-grande apareceu por lá, é provável que sejam ursos”, diz a pesquisa. “Os avistamentos do Sasquatch estão estatística e significativamente associados com populações de urso de tal forma que, em média, uma aparição é esperada para cada 900 ursos”.


(Fonte: Hypeness – adaptado.)
Considerando-se o texto, analisar os itens abaixo:

I. Floe Foxon cruzou os dados de registros de supostas aparições do Pé-grande com os locais onde os ursos-negros também são encontrados.
II. O temor causado pelas aparições pode ser uma das prováveis explicações para a dificuldade de identificação do que seria o Pé-grande. 
Alternativas
Q3686030 Português
A figura a seguir apresenta o preço médio da gasolina, no estado do Texas (Estados Unidos), entre os anos de 1980 e 2009, com ajuste da inflação baseada no ano de 2008: 

Imagem associada para resolução da questão


Compreende-se a partir da leitura do gráfico que:
Alternativas
Q3686019 Português
Considerando-se o significado contextual da palavra sublinhada, assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo adequado a ela:

As máscaras continuam sendo recomendadas para as pessoas mais vulneráveis.
Alternativas
Respostas
42141: C
42142: B
42143: C
42144: B
42145: A
42146: A
42147: D
42148: C
42149: A
42150: A
42151: D
42152: B
42153: B
42154: A
42155: C
42156: A
42157: D
42158: C
42159: A
42160: B