Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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O CARRO E O CACHORRINHO
Sujo, barulhento e opressor, o carro está acabando com o espaço vital do homem. O homem, porém, não vive sem ele. Na escala afetiva o carro superou até o cachorrinho de estimação. O que em parte se explica. O cachorrinho nós temos que levar para passear. Com o carro ocorre o contrário. Ele é que nos leva. O cachorrinho nos obriga a parar em tudo quanto é poste. Com o carro é diferente. A gente só para num poste de vez em quando. (Carlos Eduardo Novais)
No fragmento “O homem, porém, não vive sem ele.”, a palavra destacada apresenta uma ideia de:
Leia com atenção o texto abaixo para responder a questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS, Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014 não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo mundo.
Comidas, animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon versus Emojis
O emoji é uma forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em 2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982 a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de tecnologia.
Emojis e a linguagem
As primeiras formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas. Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no Japão.
Para Thomas Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto” digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador como mediador da interação verbal.
Será que chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto. Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um grande resumo de ideias.
Ainda é cedo para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-dasdisciplinas/atualidades/emojis-imagens-quesubstituem-as-palavras-na-comunicacao.htm Acesso em 25/09/2023. Texto adaptado.
“Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação” é um texto do tipo:
Leia com atenção o texto abaixo para responder a questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS, Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014 não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo mundo.
Comidas, animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon versus Emojis
O emoji é uma forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em 2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982 a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de tecnologia.
Emojis e a linguagem
As primeiras formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas. Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no Japão.
Para Thomas Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto” digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador como mediador da interação verbal.
Será que chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto. Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um grande resumo de ideias.
Ainda é cedo para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-dasdisciplinas/atualidades/emojis-imagens-quesubstituem-as-palavras-na-comunicacao.htm Acesso em 25/09/2023. Texto adaptado.
Todas as alternativas abaixo estão corretas, exceto:

(Fonte: http://revistaverde.net.br/site/vernoticia/88/dia-dos-namorados/)
Em relação à charge acima, é INCORRETO afirmar que
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento."
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima NÃO altera o seu significado básico original.
O trecho acima foi reescrito de várias maneiras. Assinale a alternativa em que a forma reescrita se mantém com o MESMO sentido básico original da sentença.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, SINÔNIMOS para as palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto.
Leia a charge abaixo atentamente:

(Fonte: https://brainly.com.br/tarefa/35608438)
O humor presente no quadrinho acima acontece porque