Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3720770 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

     Uma fábula conta que um camponês construiu sua choupana perto da toca da cobra cascavel. Um dia, a cobra saiu da toca, picou e matou seu único filho. Ele ficou com tamanho ódio da serpente que pegou um machado e correu atrás dela para matá-la, mas, embora tenha dado um golpe certeiro, não conseguiu seu objetivo porque a cobra foi mais esperta, entrou rapidamente na toca. O que o camponês conseguiu foi apenas cortar um pedaço do rabo da serpente. Ela ficou viva e ferida, mais perigosa ainda. E a fábula conta que, depois disso, o camponês quis reatar a amizade com a cobra, porque ficou com medo de ser, ele mesmo, também picado pela cascavel. Então, ele colocou pão e sal na entrada da toca da cobra (para começar a dar sinais de amizade). No entanto, a serpente saiu e disse: “Todas as vezes que nos encontrarmos, camponês, lembrarei que quiseste matar-me e que não conseguiste seu objetivo somente porque fui mais esperta. Mas, embora queira reatar nossa amizade, na verdade eu não sei se ainda tens a intenção de acabar comigo. E, de tua parte, quando me encontrares, vais te lembrar imediatamente de teu filho morto. Portanto, esquece. Não existe a menor chance, a menor hipótese de sermos amigos porque não confiamos um no outro”.

(Carlos Pessoa, professor e especialista em Negociação e Gestão Estratégica)
De acordo com a tipologia textual, o fragmento acima classifica-se como  
Alternativas
Q3720769 Português
O texto abaixo foi retirado do site da Câmara Municipal de Chácara. Trata-se de um fragmento do Hino Municipal de Chácara, cuja autoria é de Sebastião Fonseca de Paula. Leia-o para responder à questão:


Título: Te amo cidade querida!
Autor: Sebastião Fonseca de Paula

Cumprimento-te Chácara amada,
o seu povo querido e viril.
Não te troco no Mundo por nada.
Tu és grandeza do meu Brasil! 

Deus te deu a beleza e a fama,
e o povo se encanta ao te ver.
Ao sentir tua voz que me chama,
juro que sinto por ti, um prazer!

Tu tens Matas! Tu tens Cachoeiras!
Tu tens belezas para admirar!
Tu tens morenas lindas faceiras!
Que faz nosso povo invejar. (refrão)
(...) 
Releia: “Tu tens Matas! Tu tens Cachoeiras! / Tu tens belezas para admirar! / Tu tens morenas lindas faceiras!”. Nesses versos, o autor empregou um recurso que realça o ritmo e a musicalidade do texto. A esse recurso dá-se o nome de:
Alternativas
Q3720764 Português
Leia o texto a seguir para responder à questtão:

ALÉM DA POSSE

    Não há dúvidas de que foi histórica a posse do presidente Lula. Com a ausência do Jair, ele reuniu os representantes da sociedade civil Aline Sousa, o cacique Raoni, Weslley Rocha, Murilo Jesus, Jucimara dos Santos, Ivan Baron, Flávio Pereira, Francisco, de 10 anos, além da cachorrinha Resistência, na passagem da faixa presidencial. Tudo isso em uma semana densa que juntou não apenas notícias que vinham de Brasília, mas também o triste adeus ao rei Pelé.
    Sob o sol escaldante, acompanhei de pertinho um pouco das cerimônias que marcaram o retorno de Lula para um terceiro mandato, e também a posse de alguns dos ministros.
  Recomendo a experiência pelo menos uma vez na vida, seja qual for sua convicção política. Acompanhar de perto e observar os formatos, as falas e os públicos de cada cerimônia de posse... Isso já diz muito do direcionamento que dá base a cada um. E certamente o desenrolar das práticas ao longo do tempo, para além dos discursos, dirá muito mais. Vivendo isso, pensei sobre como podemos abrir caminhos para fazer valer o legado do rei Pelé, deixando brilhar mais reis e rainhas, no plural.
     Me emocionei ao ver a ministra Margareth Menezes e a cultura tomando posse. Ou, ainda, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, em seu discurso sobre não esquecer os esquecidos, destacando que todos “existem e são valiosos”. Fiz questão de cumprimentar os ministros, desejando sorte, e também cobrando para que aquela representatividade, tão bonita na foto da histórica posse de Lula, não seja apenas limitada àquele momento.
    Que vá para além das pastas de Direitos Humanos, da Igualdade Racial ou dos Povos Originários. São conquistas, e já nascem mais representativas de setores da sociedade geralmente sub-representados. Mas queremos mais.
   Queremos que a representatividade seja escalada intencionalmente para os demais cargos de confiança que apoiam as tomadas de decisão que movimentam o país. Na fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destaco a importante promessa em reduzir o peso tributário das famílias de baixa renda. Vamos acompanhar de perto seu quadro de secretários e assessores majoritariamente composto por homens e brancos com apenas duas representantes mulheres, sendo uma negra: Fernanda Santiago, assessora especial de Assuntos Jurídicos.
     Temos muitas conquistas a ser celebradas, como o número recorde, mesmo ainda sem paridade, de ministras e presidentes de bancos estatais mulheres. Mas o quadro esmagadoramente masculino e branco ainda se repete para a maioria dos outros ministérios e cargos de confiança.
     E “passam a boiada” do privilégio branco sob a cartada da competência em primeiro lugar, mas que sabidamente têm um viés de indicação e manutenção de pessoas brancas, heterossexuais, cisgêneros e sem deficiência, parecidas com as que majoritariamente já estão lá.
     Como já dizia Gal Costa, é preciso estar “atento e forte”, cobrando mudanças concretas. Uma delas, boa e necessária, seria a alteração do decreto da lei 10829/2021, incluindo reserva de 30% de vagas para negras e negros em cargos de comissão e funções de confiança em todos os níveis, com equidade de gênero. Não esquecer dos esquecidos não deve ser uma pauta apenas dos Direitos Humanos, mas de todas as partes de um novo governo que se propõe a cuidar de todas as pessoas.

(Luana Génot. Revista Ela. O Globo, 8/01/23, p. 23) 
“A língua coloquial [...] é uma variante mais espontânea, utilizada nas relações informais entre os falantes. É a língua do cotidiano, sem muita preocupação com as normas”.
(FERREIRA, Mauro. Gramática, aprender e praticar. Ed. Renovada. São Paulo: FTD, p. 81, 2007)

Atento à citação gramatical acima, assinale a alternativa que apresenta um fragmento do texto lido que pode ser considerado como um exemplo de linguagem coloquial.  
Alternativas
Q3720763 Português
Leia o texto a seguir para responder à questtão:

ALÉM DA POSSE

    Não há dúvidas de que foi histórica a posse do presidente Lula. Com a ausência do Jair, ele reuniu os representantes da sociedade civil Aline Sousa, o cacique Raoni, Weslley Rocha, Murilo Jesus, Jucimara dos Santos, Ivan Baron, Flávio Pereira, Francisco, de 10 anos, além da cachorrinha Resistência, na passagem da faixa presidencial. Tudo isso em uma semana densa que juntou não apenas notícias que vinham de Brasília, mas também o triste adeus ao rei Pelé.
    Sob o sol escaldante, acompanhei de pertinho um pouco das cerimônias que marcaram o retorno de Lula para um terceiro mandato, e também a posse de alguns dos ministros.
  Recomendo a experiência pelo menos uma vez na vida, seja qual for sua convicção política. Acompanhar de perto e observar os formatos, as falas e os públicos de cada cerimônia de posse... Isso já diz muito do direcionamento que dá base a cada um. E certamente o desenrolar das práticas ao longo do tempo, para além dos discursos, dirá muito mais. Vivendo isso, pensei sobre como podemos abrir caminhos para fazer valer o legado do rei Pelé, deixando brilhar mais reis e rainhas, no plural.
     Me emocionei ao ver a ministra Margareth Menezes e a cultura tomando posse. Ou, ainda, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, em seu discurso sobre não esquecer os esquecidos, destacando que todos “existem e são valiosos”. Fiz questão de cumprimentar os ministros, desejando sorte, e também cobrando para que aquela representatividade, tão bonita na foto da histórica posse de Lula, não seja apenas limitada àquele momento.
    Que vá para além das pastas de Direitos Humanos, da Igualdade Racial ou dos Povos Originários. São conquistas, e já nascem mais representativas de setores da sociedade geralmente sub-representados. Mas queremos mais.
   Queremos que a representatividade seja escalada intencionalmente para os demais cargos de confiança que apoiam as tomadas de decisão que movimentam o país. Na fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destaco a importante promessa em reduzir o peso tributário das famílias de baixa renda. Vamos acompanhar de perto seu quadro de secretários e assessores majoritariamente composto por homens e brancos com apenas duas representantes mulheres, sendo uma negra: Fernanda Santiago, assessora especial de Assuntos Jurídicos.
     Temos muitas conquistas a ser celebradas, como o número recorde, mesmo ainda sem paridade, de ministras e presidentes de bancos estatais mulheres. Mas o quadro esmagadoramente masculino e branco ainda se repete para a maioria dos outros ministérios e cargos de confiança.
     E “passam a boiada” do privilégio branco sob a cartada da competência em primeiro lugar, mas que sabidamente têm um viés de indicação e manutenção de pessoas brancas, heterossexuais, cisgêneros e sem deficiência, parecidas com as que majoritariamente já estão lá.
     Como já dizia Gal Costa, é preciso estar “atento e forte”, cobrando mudanças concretas. Uma delas, boa e necessária, seria a alteração do decreto da lei 10829/2021, incluindo reserva de 30% de vagas para negras e negros em cargos de comissão e funções de confiança em todos os níveis, com equidade de gênero. Não esquecer dos esquecidos não deve ser uma pauta apenas dos Direitos Humanos, mas de todas as partes de um novo governo que se propõe a cuidar de todas as pessoas.

(Luana Génot. Revista Ela. O Globo, 8/01/23, p. 23) 
Considera-se intertextualidade o “diálogo” que ocorre entre dois textos diferentes, quando um faz referência a outro que já existia, inspirando-se em sua forma ou mensagem para criar um novo discurso. Observe o fragmento retirado do texto acima: “Como já dizia Gal Costa, é preciso estar “atento e forte”, cobrando mudanças concretas.”

Identifique o tipo de intertextualidade que ocorre no fragmento em destaque: 
Alternativas
Q3720098 Português

Leia o trecho abaixo:



“[...] falta um entendimento do racismo como sistema de opressão, e aí passa por a gente conhecer nossa história como povo brasileiro.”



As palavras em destaque neste trecho são exemplos: 

Alternativas
Q3720096 Português


Leia a receita abaixo para, em seguida responder à questão correta sobre ela.






Bolo simples 


Ingredientes

2 xícaras (chá) de açúcar

3 xícaras (chá) de farinha de

trigo

4 colheres (sopa) de

margarina

3 ovos

1 e 1/2 xícara (chá) de leite

1 colher (sopa) bem cheia de fermento em pó


Modo de preparo


1) Bata as claras em neve e reserve.


2) Misture as gemas, a margarina e o açúcar até obter uma massa homogênea.


3) Acrescente o leite e o trigo aos poucos, sem parar de bater.


4) Por último, adicione as claras em neve e o fermento.


5) Despeje a massa em uma forma grande de furo central untada e enfarinhada.


6) Asse em forno médio a 180 °C por aproximadamente 40 minutos ou ao furar o bolo com um garfo, este saia limpo.



(Fonte: https://www.tudogostoso.com.br/receita/29124- bolo-simples.html/Acesso em 25/09/2023)

O gênero textual “Receita culinária” é um texto do tipo:
Alternativas
Q3720092 Português

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda à questão sobre ele.


O PRIMEIRO BEIJO


Clarice Lispector


    Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

    - Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

    - Sim, já beijei antes uma mulher.

    - Quem era ela? perguntou com dor.

    Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

    O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

    E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta seca.

    E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

    A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

    E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes, mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, talvez horas, enquanto sua sede era de anos.

    Não sabia como e por que, mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

    O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede, mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

    De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

    Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

    E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

    Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

    Ele a havia beijado.

    Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

    Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

    Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele... Ele se tornara homem.



(In "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998 Disponível em: https://midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2017/02/o_primeiro_beij o_clarice_lispector_2.pdf /Acesso em 18.09.2023)

“O primeiro beijo” é um texto de autoria de Clarice Lispector.


Todas as alternativas abaixo sobre esse texto estão corretas, exceto:

Alternativas
Q3719677 Português

A identidade do professor de inglês


Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva


Quem é o professor de inglês?


Comecemos pelo ideal. O professor de inglês deveria ter, além de consciência política, bom domínio do idioma (oral e escrito) e sólida formação pedagógica com aprofundamento em linguística aplicada. Em número reduzido, temos profissionais bem formados dentro do perfil ideal que acabamos de descrever. A boa formação é, muitas vezes, fruto apenas de esforço próprio, pois os cursos de licenciatura, em geral, ensinam sobre a língua e não aprofundam conhecimentos na área específica de aprendizagem de língua estrangeira. 


No entanto, dois grandes grupos de profissionais, que não se enquadram nesse perfil, compõem os dois extremos do conjunto de professores no Estado de Minas Gerais: de um lado, profissionais com fluência oral (a escrita muitas vezes deixa a desejar) adquirida através de intercâmbios culturais ou outro tipo de experiência no exterior e sem formação pedagógica; do outro lado, profissionais egressos de cursos de Letras (que lhes proporcionaram poucas oportunidades de aprender o idioma) e precária formação pedagógica. Os primeiros estão quase sempre nos cursos livres de idiomas e os segundos nas escolas de ensino fundamental e médio.


(Fonte: https://www.veramenezes.com/identidade.htm/Aces so em 27/09/2023)

Assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Q3716549 Português
O tempo está voando?


    Pode não parecer para alguns de nós, mas as horas, os minutos e os segundos se moviam no passado na mesma velocidade que no presente. “O tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui igualmente sem relação com nada de externo, e com outro nome, é chamado de duração”, disse Isaac Newton séculos atrás. Então, __________ tantas pessoas sentem que ele tem andado mais rápido? E ___________, ele parece estar parado, em alguns momentos?


    Não é o tempo que fica mais curto. Ao contrário. A cada século, nossos dias se tornam 1,8 milissegundos mais longos. O que acontece é que a sensação de passagem do tempo reflete o que ocorre no nosso mundo interno. Ou seja, é o que sentimos que nos faz ver o tempo voar ou se arrastar. E essa nossa visão particular envolve diferentes áreas cerebrais – como as relacionadas à emoção e à memória – além de vários neurotransmissores.


    Nada interfere tanto na percepção do tempo como as nossas emoções. Quando o relógio não anda em sintonia com o que estamos sentindo no momento, ele pode parecer apressado ou lento.


    É por isso que quando nos acontecem coisas boas, temos a impressão de que o tempo passa rápido demais. Mas se vivemos um momento ruim, ele parece durar uma eternidade. Ambos despertam em nós reações diferentes. Quando estamos nos divertindo, nos envolvemos nessas atividades e não prestamos atenção no horário em si. Isso faz com que o tempo voe. Já quando estamos em uma situação aversiva, desconfortável, não vemos a hora dela terminar e acabamos voltando nossa atenção ao relógio.


    Sentir o tempo voar é uma sensação mais forte para algumas pessoas do que para outras. Antigamente, a ciência acreditava que o envelhecimento acentuava essa percepção. Mas essa certeza vem sendo contestada. Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores Sylvie Droit-Volet e John Wearden afirmam que experiência da passagem do tempo na vida cotidiana não tem a ver com a idade, mas com o estado emocional de cada um.


    Não se pode negar que é comum pessoas mais velhas terem um dia a dia sem muitos acontecimentos, sem as novidades e experiências marcantes que costumam fazer parte do início da vida. Por não terem memórias novas, elas veem os anos passarem num piscar de olhos. Mas isso não é uma regra. Há idosos que têm uma vida dinâmica e jovens presos a uma rotina monótona. Independentemente da idade, uma boa dica para “alongar” os dias é apreciar as coisas simples, como prestar mais atenção nas pessoas, nas ruas, nas cores, nos cheiros, nos sabores e em outros encantos do cotidiano que geralmente passam despercebidos.


(Fonte: Uol - adaptado.)
Tendo em vista o período sublinhado, no último parágrafo, é CORRETO afirmar que ele expressa uma:
Alternativas
Q3716548 Português
O tempo está voando?


    Pode não parecer para alguns de nós, mas as horas, os minutos e os segundos se moviam no passado na mesma velocidade que no presente. “O tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui igualmente sem relação com nada de externo, e com outro nome, é chamado de duração”, disse Isaac Newton séculos atrás. Então, __________ tantas pessoas sentem que ele tem andado mais rápido? E ___________, ele parece estar parado, em alguns momentos?


    Não é o tempo que fica mais curto. Ao contrário. A cada século, nossos dias se tornam 1,8 milissegundos mais longos. O que acontece é que a sensação de passagem do tempo reflete o que ocorre no nosso mundo interno. Ou seja, é o que sentimos que nos faz ver o tempo voar ou se arrastar. E essa nossa visão particular envolve diferentes áreas cerebrais – como as relacionadas à emoção e à memória – além de vários neurotransmissores.


    Nada interfere tanto na percepção do tempo como as nossas emoções. Quando o relógio não anda em sintonia com o que estamos sentindo no momento, ele pode parecer apressado ou lento.


    É por isso que quando nos acontecem coisas boas, temos a impressão de que o tempo passa rápido demais. Mas se vivemos um momento ruim, ele parece durar uma eternidade. Ambos despertam em nós reações diferentes. Quando estamos nos divertindo, nos envolvemos nessas atividades e não prestamos atenção no horário em si. Isso faz com que o tempo voe. Já quando estamos em uma situação aversiva, desconfortável, não vemos a hora dela terminar e acabamos voltando nossa atenção ao relógio.


    Sentir o tempo voar é uma sensação mais forte para algumas pessoas do que para outras. Antigamente, a ciência acreditava que o envelhecimento acentuava essa percepção. Mas essa certeza vem sendo contestada. Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores Sylvie Droit-Volet e John Wearden afirmam que experiência da passagem do tempo na vida cotidiana não tem a ver com a idade, mas com o estado emocional de cada um.


    Não se pode negar que é comum pessoas mais velhas terem um dia a dia sem muitos acontecimentos, sem as novidades e experiências marcantes que costumam fazer parte do início da vida. Por não terem memórias novas, elas veem os anos passarem num piscar de olhos. Mas isso não é uma regra. Há idosos que têm uma vida dinâmica e jovens presos a uma rotina monótona. Independentemente da idade, uma boa dica para “alongar” os dias é apreciar as coisas simples, como prestar mais atenção nas pessoas, nas ruas, nas cores, nos cheiros, nos sabores e em outros encantos do cotidiano que geralmente passam despercebidos.


(Fonte: Uol - adaptado.)
A palavra “lento”, sublinhada no terceiro parágrafo, pode ser substituída, sem que haja alteração no sentido do texto, por:
Alternativas
Q3716547 Português
O tempo está voando?


    Pode não parecer para alguns de nós, mas as horas, os minutos e os segundos se moviam no passado na mesma velocidade que no presente. “O tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui igualmente sem relação com nada de externo, e com outro nome, é chamado de duração”, disse Isaac Newton séculos atrás. Então, __________ tantas pessoas sentem que ele tem andado mais rápido? E ___________, ele parece estar parado, em alguns momentos?


    Não é o tempo que fica mais curto. Ao contrário. A cada século, nossos dias se tornam 1,8 milissegundos mais longos. O que acontece é que a sensação de passagem do tempo reflete o que ocorre no nosso mundo interno. Ou seja, é o que sentimos que nos faz ver o tempo voar ou se arrastar. E essa nossa visão particular envolve diferentes áreas cerebrais – como as relacionadas à emoção e à memória – além de vários neurotransmissores.


    Nada interfere tanto na percepção do tempo como as nossas emoções. Quando o relógio não anda em sintonia com o que estamos sentindo no momento, ele pode parecer apressado ou lento.


    É por isso que quando nos acontecem coisas boas, temos a impressão de que o tempo passa rápido demais. Mas se vivemos um momento ruim, ele parece durar uma eternidade. Ambos despertam em nós reações diferentes. Quando estamos nos divertindo, nos envolvemos nessas atividades e não prestamos atenção no horário em si. Isso faz com que o tempo voe. Já quando estamos em uma situação aversiva, desconfortável, não vemos a hora dela terminar e acabamos voltando nossa atenção ao relógio.


    Sentir o tempo voar é uma sensação mais forte para algumas pessoas do que para outras. Antigamente, a ciência acreditava que o envelhecimento acentuava essa percepção. Mas essa certeza vem sendo contestada. Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores Sylvie Droit-Volet e John Wearden afirmam que experiência da passagem do tempo na vida cotidiana não tem a ver com a idade, mas com o estado emocional de cada um.


    Não se pode negar que é comum pessoas mais velhas terem um dia a dia sem muitos acontecimentos, sem as novidades e experiências marcantes que costumam fazer parte do início da vida. Por não terem memórias novas, elas veem os anos passarem num piscar de olhos. Mas isso não é uma regra. Há idosos que têm uma vida dinâmica e jovens presos a uma rotina monótona. Independentemente da idade, uma boa dica para “alongar” os dias é apreciar as coisas simples, como prestar mais atenção nas pessoas, nas ruas, nas cores, nos cheiros, nos sabores e em outros encantos do cotidiano que geralmente passam despercebidos.


(Fonte: Uol - adaptado.)
A partir do texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3715864 Português
Publicado pela primeira vez no Brasil em 2023, o novo livro de Paulo Coelho chega em edição com capa dura e ilustrações em duas cores. Uma história rica em ensinamentos sobre como ter uma vida plena e repleta de propósito. O arco é a vida: dele vem toda energia; a flecha é o intento; o alvo é o objetivo a ser alcançado. Qual é o nome do livro?
Alternativas
Q3715838 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão sobre ele.


O PADEIRO

Rubem Braga


Levanto cedo, faço minhas abluções*, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lockout*, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

— Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

“Então você não é ninguém?”

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.

Rio, maio, 1956.
(Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/10/cro nica-o-padeiro-rubem-braga-com.html)
Assinale a alternativa correta:

O autor diz que sua profissão tem semelhanças com a profissão de um padeiro. Quais são essas semelhanças?
Alternativas
Q3715837 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão sobre ele.


O PADEIRO

Rubem Braga


Levanto cedo, faço minhas abluções*, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lockout*, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

— Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

“Então você não é ninguém?”

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.

Rio, maio, 1956.
(Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/10/cro nica-o-padeiro-rubem-braga-com.html)
De acordo com o texto, qual era a profissão do autor de “O padeiro”?
Alternativas
Q3715836 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão sobre ele.


O PADEIRO

Rubem Braga


Levanto cedo, faço minhas abluções*, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lockout*, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

— Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

“Então você não é ninguém?”

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não, senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas.

Rio, maio, 1956.
(Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/10/cro nica-o-padeiro-rubem-braga-com.html)
O texto “O Padeiro”, escrito por Rubem Braga, é: 
Alternativas
Q3715745 Português
As grandes administrações governamentais são, na sociedade, organizações comparáveis à escola. Seus funcionários trabalham, também incessantemente, para uma finalidade elevada e longínqua, da qual não retiram um proveito imediato. O mecanismo da administração do Estado assegura, graças a esse trabalho, a vida social de todos os indivíduos que constituem o povo de uma nação. Mas os funcionários não se apercebem disso; para eles, o bem imediato é a promoção nos respectivos quadros, como o é, também, para os escolares a promoção à classe superior. O funcionário que perde de vista o alto objetivo do seu trabalho é como uma criança degradada, como um escravo burlado: sua dignidade de homem foi rebaixada e suas necessidades assemelham-se às de uma máquina que precisa de óleo para funcionar, pois falta-lhe, é claro, o impulso vital.

Fonte: A descoberta da criança. Pedagogia científica, Maria Montessori.

Diante do exposto no texto, existe uma correlação entre o trabalhador de uma empresa e uma criança na escola. Faça essa correlação entre os mesmos:

Coluna I

I.Ambição de condecorações.
II.Censura do superior.
III.O receio de não ser promovido retém o funcionário no trabalho monótono e assíduo.
IV.Correção de um trabalho mal feito.

Coluna II

a.O temor de não passar à classe imediatamente superior força o escolar ao estudo.
b.Medalhas aos escolares. 
c.Nota baixa no caderno escolar.
d.Reprimenda do professor.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3715688 Português

Mais do que endorfina: como a atividade física pode alavancar sua carreira


Pesquisas sugerem que a atividade física, especialmente quando praticada pela manhã, está relacionada ao bem-estar, à felicidade e a melhores relações interpessoais. Exercitar-se no início do dia também traz benefícios voltados para a carreira, como aumento da produtividade, da satisfação no trabalho e até do salário, e, consequentemente, menores chances de deixar o emprego.


O poder da atividade física


É importante começar sabendo que fazer exercício, não importa a hora do dia, traz efeitos positivos. A atividade física reduz a depressão e a ansiedade e aumenta níveis de felicidade e bem-estar. Quanto mais você se exercitar, mais feliz vai se sentir, de acordo com um estudo da Universidade de Michigan. Mesmo pequenas sessões de exercício tiveram consequências positivas.


Independentemente da sua idade, o exercício vai te fazer bem. Ele aumentou a felicidade de alunos do Ensino Médio, de acordo com um estudo da West Virginia University. E melhorou a motivação, a cognição e a memória de idosos, segundo uma pesquisa da Universidade de Iowa. 


Aumente sua produtividade e desempenho 


O exercício matinal gera os efeitos mais significativos. Pessoas que se exercitavam de manhã tinham 129% mais probabilidade de se sentirem produtivas − 69% relataram que eram produtivas no trabalho, em comparação com 61% dos praticantes de exercícios noturnos que disseram o mesmo −, de acordo com dados da companhia norte-americana de bicicletas elétricas Velotric Bike de 2023.


Além disso, aqueles que praticavam exercício pela manhã tinham maior probabilidade de estarem satisfeitos com seus trabalhos − 73%, contra 61% para os que faziam à noite. Com uma lógica parecida, os que se exercitavam durante a noite também eram 46% mais propensos a considerar deixar seus empregos nos próximos seis meses.


Os dados da Velotric também mostraram que quem fazia exercício de manhã tinha uma probabilidade 44% maior de ocupar cargos gerenciais e uma renda superior à dos que se exercitavam em outros horários do dia. Além disso, 53% dos que praticam exercício pela manhã receberam um aumento no último ano, em comparação com 44% dos que se exercitam à noite.


Produtividade, realização e satisfação estão frequentemente relacionadas com motivação, esforço e energia, e parece que a corrida é um esporte com potencial de promover esses fatores. Correr melhora o humor e a função cognitiva, com base em um estudo da Universidade de Tsukuba, no Japão, e publicado pela revista científica Nature. Ou seja, esse esporte cria sentimentos de positividade e felicidade, segundo pesquisas da Universidade de Montreal, do Canadá.


Menos estresse, mais bem-estar


As pessoas que se exercitam pela manhã também têm mais benefícios em diversos medidores de bem-estar, com 73% dos praticantes relatando saúde e bem-estar geral, em comparação com 60% que sentiam o mesmo e se exercitam em outros horários do dia. O primeiro grupo também tende a se sentir melhor em relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional − 47% em comparação com 37% -, segundo a pesquisa da Velotric.


Os praticantes de exercícios no começo do dia também disseram que sentiram menos estresse no trabalho − 42% relataram baixos níveis de estresse, em comparação com 34% dos que se exercitam à noite. E os treinos matinais também foram associados a mais saúde mental e maiores níveis de motivação e energia.


Conheça pessoas


Uma das melhores maneiras de criar e manter uma vida feliz é através de relacionamentos fortes com familiares, amigos e colegas de trabalho − e praticar exercícios também está relacionado a criar vínculos positivos com outras pessoas. 75% dos que se exercitavam pela manhã relataram ter um ótimo relacionamento com a família e amigos, em comparação com 68% das pessoas que faziam exercícios à noite. O primeiro grupo também tem melhores relacionamentos românticos (65% em comparação com 55%) e vidas sexuais (58% em comparação com 46%), segundo a Velotric. 


As pessoas tendem a sentir maior alegria quando se envolvem em atividades que compartilham com outras, de acordo com um estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia. Suar com um amigo contribui para essa felicidade.


A amizade também tem um efeito reforçador para o exercício. Aqueles que treinam juntos têm 45% mais probabilidade de continuar sua rotina de exercícios e 63% mais chance de manter essa atividade física por 12 meses ou mais, de acordo com dados do aplicativo de atividades fitness ClassPass.


Os dados são convincentes: o exercício faz a diferença em tudo, da produtividade ao salário, bem-estar e os relacionamentos.


https://forbes.com.br/carreira/2023/10/felicidade-produtividade-e-bem-e star-o-poder-da-atividade-fisica-na-carreira/

De acordo com a pesquisa da Velotric, quais são os benefícios adicionais relatados pelas pessoas que se exercitam pela manhã em comparação com as que se exercitam em outros horários do dia?
Alternativas
Q3715617 Português

Mais do que endorfina: como a atividade física pode alavancar sua carreira


Pesquisas sugerem que a atividade física, especialmente quando praticada pela manhã, está relacionada ao bem-estar, à felicidade e a melhores relações interpessoais. Exercitar-se no início do dia também traz benefícios voltados para a carreira, como aumento da produtividade, da satisfação no trabalho e até do salário, e, consequentemente, menores chances de deixar o emprego.


O poder da atividade física


É importante começar sabendo que fazer exercício, não importa a hora do dia, traz efeitos positivos. A atividade física reduz a depressão e a ansiedade e aumenta níveis de felicidade e bem-estar. Quanto mais você se exercitar, mais feliz vai se sentir, de acordo com um estudo da Universidade de Michigan. Mesmo pequenas sessões de exercício tiveram consequências positivas.


Independentemente da sua idade, o exercício vai te fazer bem. Ele aumentou a felicidade de alunos do Ensino Médio, de acordo com um estudo da West Virginia University. E melhorou a motivação, a cognição e a memória de idosos, segundo uma pesquisa da Universidade de Iowa. 


Aumente sua produtividade e desempenho 


O exercício matinal gera os efeitos mais significativos. Pessoas que se exercitavam de manhã tinham 129% mais probabilidade de se sentirem produtivas − 69% relataram que eram produtivas no trabalho, em comparação com 61% dos praticantes de exercícios noturnos que disseram o mesmo −, de acordo com dados da companhia norte-americana de bicicletas elétricas Velotric Bike de 2023.


Além disso, aqueles que praticavam exercício pela manhã tinham maior probabilidade de estarem satisfeitos com seus trabalhos − 73%, contra 61% para os que faziam à noite. Com uma lógica parecida, os que se exercitavam durante a noite também eram 46% mais propensos a considerar deixar seus empregos nos próximos seis meses.


Os dados da Velotric também mostraram que quem fazia exercício de manhã tinha uma probabilidade 44% maior de ocupar cargos gerenciais e uma renda superior à dos que se exercitavam em outros horários do dia. Além disso, 53% dos que praticam exercício pela manhã receberam um aumento no último ano, em comparação com 44% dos que se exercitam à noite.


Produtividade, realização e satisfação estão frequentemente relacionadas com motivação, esforço e energia, e parece que a corrida é um esporte com potencial de promover esses fatores. Correr melhora o humor e a função cognitiva, com base em um estudo da Universidade de Tsukuba, no Japão, e publicado pela revista científica Nature. Ou seja, esse esporte cria sentimentos de positividade e felicidade, segundo pesquisas da Universidade de Montreal, do Canadá.


Menos estresse, mais bem-estar


As pessoas que se exercitam pela manhã também têm mais benefícios em diversos medidores de bem-estar, com 73% dos praticantes relatando saúde e bem-estar geral, em comparação com 60% que sentiam o mesmo e se exercitam em outros horários do dia. O primeiro grupo também tende a se sentir melhor em relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional − 47% em comparação com 37% -, segundo a pesquisa da Velotric.


Os praticantes de exercícios no começo do dia também disseram que sentiram menos estresse no trabalho − 42% relataram baixos níveis de estresse, em comparação com 34% dos que se exercitam à noite. E os treinos matinais também foram associados a mais saúde mental e maiores níveis de motivação e energia.


Conheça pessoas


Uma das melhores maneiras de criar e manter uma vida feliz é através de relacionamentos fortes com familiares, amigos e colegas de trabalho − e praticar exercícios também está relacionado a criar vínculos positivos com outras pessoas. 75% dos que se exercitavam pela manhã relataram ter um ótimo relacionamento com a família e amigos, em comparação com 68% das pessoas que faziam exercícios à noite. O primeiro grupo também tem melhores relacionamentos românticos (65% em comparação com 55%) e vidas sexuais (58% em comparação com 46%), segundo a Velotric. 


As pessoas tendem a sentir maior alegria quando se envolvem em atividades que compartilham com outras, de acordo com um estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia. Suar com um amigo contribui para essa felicidade.


A amizade também tem um efeito reforçador para o exercício. Aqueles que treinam juntos têm 45% mais probabilidade de continuar sua rotina de exercícios e 63% mais chance de manter essa atividade física por 12 meses ou mais, de acordo com dados do aplicativo de atividades fitness ClassPass.


Os dados são convincentes: o exercício faz a diferença em tudo, da produtividade ao salário, bem-estar e os relacionamentos.


https://forbes.com.br/carreira/2023/10/felicidade-produtividade-e-bem-e star-o-poder-da-atividade-fisica-na-carreira/

De acordo com a pesquisa da Velotric, quais são os benefícios adicionais relatados pelas pessoas que se exercitam pela manhã em comparação com as que se exercitam em outros horários do dia? 
Alternativas
Q3715300 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


CRÔNICA DE UM AMOR ANUNCIADO

Martha Medeiros


Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.

O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estarão desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.

A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?

O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.

O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.


(Fonte: https://www.pensador.com/cronica_filosofica/)
"Em grau menor de assiduidade, casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado"

De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, os termos destacados no trecho acima podem ser substituídos CORRETAMENTE por
Alternativas
Q3715298 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


CRÔNICA DE UM AMOR ANUNCIADO

Martha Medeiros


Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.

O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estarão desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.

A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?

O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.

O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.


(Fonte: https://www.pensador.com/cronica_filosofica/)
"É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente."

As palavras sublinhadas no trecho acima, na mesma ordem em que são apresentadas, são SINÔNIMAS de
Alternativas
Respostas
41681: B
41682: C
41683: B
41684: C
41685: D
41686: C
41687: B
41688: B
41689: C
41690: A
41691: C
41692: D
41693: A
41694: D
41695: C
41696: D
41697: X
41698: X
41699: D
41700: A