Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3678452 Português
A língua, seja ela oral ou escrita, é uma forma essencial de comunicação entre os seres humanos. Ela desempenha um papel central em várias disciplinas acadêmicas e encontra-se intimamente ligada à interdisciplinaridade, ou seja, à integração de diferentes campos de conhecimento na abordagem de um tema ou problema de forma mais abrangente e completa (FIORIN, 2008. Adaptado).

Assinale a opção correta quanto aos campos de conhecimento:
Alternativas
Q3678451 Português
A tipologia textual é uma classificação dos diferentes tipos de textos que existem, com base em suas características estruturais, linguísticas e funcionais. Essa classificação é útil para entendermos os propósitos comunicativos e a maneira como as informações são organizadas em cada tipo de texto (BECHARA, 2019. Adaptado).

Assinale a opção correta em relação aos conceitos mencionados:
Alternativas
Q3678447 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.



 "É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.



Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.



Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".



"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"



Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.



Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".



"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."



Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.



A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.



Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.



Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.



A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.



Uma imponente muralha tem atuado como uma barreira, dividindo distintos grupos ao longo do tempo. Inicialmente, separava espanhóis de piratas, mais tarde separou brancos de negros e, atualmente, delimita uma divisão entre turistas e os residentes locais da cidade. Essa histórica muralha permanece como um símbolo das diferentes faces da segregação ao longo dos séculos.

Tal muralha existe desde o século:
Alternativas
Q3678445 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.



 "É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.



Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.



Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".



"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"



Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.



Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".



"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."



Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.



A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.



Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.



Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.



A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa pessoas desde a sua construção no século XVI: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros e agora, entre turistas e moradores da cidade.

Assinale a opção correta de acordo com o texto base:
Alternativas
Q3678444 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.



 "É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.



Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.



Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".



"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"



Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.



Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".



"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."



Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.



A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.



Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.



Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.



A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.



A coesão e a coerência textuais são fundamentais para garantir a compreensão e fluidez de um texto. Elas referem-se à forma como as ideias são conectadas e organizadas, de modo a tornar o texto bem estruturado e lógico (BECHARA, 2019. Adaptado).

Assinale a opção correta em relação aos conceitos mencionados:
Alternativas
Q3677941 Português
Em uma mesma escola, há famílias relutantes em se envolverem com a educação de seus filhos, assim como existem profissionais fechados para acolherem a educação na perspectiva inclusiva. O esgotamento do cotidiano e a falta de consciência sobre o que representa a educação dos filhos são as principais causas para que familiares e profissionais da educação deixem de se responsabilizar pela educação acolhedora dos aprendizes. Sem amor e respeito por esse ser humano, é impossível que alguém chame para si a responsabilidade de educar com afeto e com responsabilidade social. Muitas famílias amam seus filhos e pagam as melhores escolas para eles, mas não se envolvem com consciência em sua preparação para a vida. Falta essa participação autêntica, que move mães e pais a dedicarem tempo à educação cidadã dos filhos. (...)
(Por: Silvia Ester Orrú) − (https://diversa.org.br/artigos/participacao- das-familias-na-elaboracao-de-propostas-escolares)
Considerando o conteúdo enunciado, marque a alternativa com a frase que expressa a ideia: "A quem cabe a obrigação de educar os filhos/alunos".
Alternativas
Q3677042 Português
Ler o texto a seguir:
O exercício de redação, na escola, tem sido um martírio não só para os alunos, mas também para os professores. Os temas propostos têm se repetido de ano para ano, e o aluno que for suficientemente vivo perceberá isso. Se quiser, poderá guardar redações feitas na quinta série para novamente entregá-las ao professor da sexta série, na época oportuna: no início do ano, o título infalível “Minhas férias”; em maio, “O Dia das Mães”; em junho, “São João”; em setembro, “Minha Pátria”; e assim por diante... Tais temas, além de insípidos, são repetidos todos os anos, de tal modo que uma criança de sexta série passa a pensar que só se escreve sobre essas “coisas”. Para o professor, por outro lado, vem a decepção de ver textos mal redigidos, aos quais ele havia feito sugestões, corrigido, tratado com carinho. No final o aluno nem relê o texto com as anotações. Muitas vezes o atira ao cesto de lixo assim que o recebe. A proposta que aqui desenvolvemos procura fugir de tais temas, e, ao mesmo tempo, permite que se dê aos textos produzidos pelos alunos outro destino que não o cesto de lixo. Antes de mais nada, é preciso lembrar que a produção de textos na escola foge totalmente ao sentido de uso da língua: os alunos escrevem para o professor (único leitor, quando lê os textos). A situação de emprego da língua é, pois, artificial. Afinal, qual a graça em escrever um texto que não será lido por ninguém ou que será lido apenas por uma pessoa (que por sinal corrigirá o texto e dará nota para ele)?
(Fonte: João Wanderley Geraldi, et al. — Adaptado.)
Diante da problemática descrita no trecho acima, aponte a prática pedagógica de produção de texto para estudantes do 6º ano do ensino fundamental alinhada ao modelo tradicional criticado pelo texto:
Alternativas
Q3676779 Português
    Até cerca de 8000 a.C., as pessoas viveram como nômades, sem separar o trabalho das outras instâncias da vida. Andar de lá para cá, caçando, pescando e coletando alimentos, como frutas e raízes, era a vida e a vida era trabalho. Não se trabalhava além do necessário para a alimentação, já que ninguém pensava em acumular bens e não era possível armazenar nem transportar excedentes. Tudo era feito em comunidade. Socialização, trabalho e lazer formavam um fluxo integrado de atividades, incluindo a fabricação de armas e ferramentas muito simples. Os bandos de caçadores e coletores, que tinham de 15 a 20 pessoas, esgotavam os recursos de uma área e moviam-se para outra, de forma circular, sempre retornando aos mesmos lugares. O conteúdo lúdico nessas andanças, embora suposição, é muito provável, a julgar pelo que ocorre quando hoje as pessoas vão pescar ou fazer trilha.
    Esse estilo de vida não está tão longe de nós. Os nativos brasileiros, quando os portugueses chegaram, viviam desse jeito. Os caçadores-coletores andavam na natureza, comiam, conversavam e brincavam, apesar dos riscos oferecidos pelo terreno, pelos animais e por outros grupos. Nunca mais a vida da humanidade foi simples assim — e nem tão divertida, apesar de perigosa.
    O trabalho era dividido entre homens e mulheres. Com a expectativa de vida muito curta, as mulheres passavam a maior parte dela cuidando da reprodução, o que prejudicava sua mobilidade e capacidade de participar das atividades de caça. No entanto, elas eram mais eficientes. Especializando-se em apanhar frutas e pequenos animais, que formavam a maior parte da dieta, contribuíam mais para a sobrevivência do grupo do que a caça de grandes animais, que era praticada pelos homens. Se os homens de sua família se organizassem, seriam capazes de caçar mamutes ou javalis de vez em quando e haveria churrasco.
    Nesses bandos, a desigualdade entre os sexos era decorrente dos papéis. Os homens eram fornecedores da carne dos grandes animais, representantes nas trocas e guerreiros nos conflitos com outros grupos. Os mais velhos, com dificuldades físicas, dedicavam-se a fabricar armas e ferramentas. O insucesso de um grupo ou família em um dia não impedia que participasse do que outros haviam conseguido. A desigualdade tinha muito mais a ver com biologia do que qualquer outro critério. Não havendo acumulação de excedentes, não havia classes sociais baseadas no critério da distribuição da riqueza. O compartilhamento e a solidariedade eram precondições para a sobrevivência desses grupos. A diferenciação em classes só veio a ocorrer quando esses grupos de nômades se estabilizaram e transformaram-se em agricultores e moradores de cidades.

(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
No 1º parágrafo, no trecho: “[...] Os bandos de caçadores e coletores, que tinham de 15 a 20 pessoas, esgotavam os recursos de uma área [...]”, o verbo sublinhado só NÃO poderia ser trocado por: 
Alternativas
Q3676778 Português
    Até cerca de 8000 a.C., as pessoas viveram como nômades, sem separar o trabalho das outras instâncias da vida. Andar de lá para cá, caçando, pescando e coletando alimentos, como frutas e raízes, era a vida e a vida era trabalho. Não se trabalhava além do necessário para a alimentação, já que ninguém pensava em acumular bens e não era possível armazenar nem transportar excedentes. Tudo era feito em comunidade. Socialização, trabalho e lazer formavam um fluxo integrado de atividades, incluindo a fabricação de armas e ferramentas muito simples. Os bandos de caçadores e coletores, que tinham de 15 a 20 pessoas, esgotavam os recursos de uma área e moviam-se para outra, de forma circular, sempre retornando aos mesmos lugares. O conteúdo lúdico nessas andanças, embora suposição, é muito provável, a julgar pelo que ocorre quando hoje as pessoas vão pescar ou fazer trilha.
    Esse estilo de vida não está tão longe de nós. Os nativos brasileiros, quando os portugueses chegaram, viviam desse jeito. Os caçadores-coletores andavam na natureza, comiam, conversavam e brincavam, apesar dos riscos oferecidos pelo terreno, pelos animais e por outros grupos. Nunca mais a vida da humanidade foi simples assim — e nem tão divertida, apesar de perigosa.
    O trabalho era dividido entre homens e mulheres. Com a expectativa de vida muito curta, as mulheres passavam a maior parte dela cuidando da reprodução, o que prejudicava sua mobilidade e capacidade de participar das atividades de caça. No entanto, elas eram mais eficientes. Especializando-se em apanhar frutas e pequenos animais, que formavam a maior parte da dieta, contribuíam mais para a sobrevivência do grupo do que a caça de grandes animais, que era praticada pelos homens. Se os homens de sua família se organizassem, seriam capazes de caçar mamutes ou javalis de vez em quando e haveria churrasco.
    Nesses bandos, a desigualdade entre os sexos era decorrente dos papéis. Os homens eram fornecedores da carne dos grandes animais, representantes nas trocas e guerreiros nos conflitos com outros grupos. Os mais velhos, com dificuldades físicas, dedicavam-se a fabricar armas e ferramentas. O insucesso de um grupo ou família em um dia não impedia que participasse do que outros haviam conseguido. A desigualdade tinha muito mais a ver com biologia do que qualquer outro critério. Não havendo acumulação de excedentes, não havia classes sociais baseadas no critério da distribuição da riqueza. O compartilhamento e a solidariedade eram precondições para a sobrevivência desses grupos. A diferenciação em classes só veio a ocorrer quando esses grupos de nômades se estabilizaram e transformaram-se em agricultores e moradores de cidades.

(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Uma outra maneira de reescrevermos o trecho: “[...] Com a expectativa de vida muito curta, as mulheres passavam a maior parte dela cuidando da reprodução, o que prejudicava sua mobilidade e capacidade de participar das atividades de caça. [...]” (3º parágrafo), respeitando-se a lógica textual e as normas gramaticais, é:
Alternativas
Q3676777 Português
    Até cerca de 8000 a.C., as pessoas viveram como nômades, sem separar o trabalho das outras instâncias da vida. Andar de lá para cá, caçando, pescando e coletando alimentos, como frutas e raízes, era a vida e a vida era trabalho. Não se trabalhava além do necessário para a alimentação, já que ninguém pensava em acumular bens e não era possível armazenar nem transportar excedentes. Tudo era feito em comunidade. Socialização, trabalho e lazer formavam um fluxo integrado de atividades, incluindo a fabricação de armas e ferramentas muito simples. Os bandos de caçadores e coletores, que tinham de 15 a 20 pessoas, esgotavam os recursos de uma área e moviam-se para outra, de forma circular, sempre retornando aos mesmos lugares. O conteúdo lúdico nessas andanças, embora suposição, é muito provável, a julgar pelo que ocorre quando hoje as pessoas vão pescar ou fazer trilha.
    Esse estilo de vida não está tão longe de nós. Os nativos brasileiros, quando os portugueses chegaram, viviam desse jeito. Os caçadores-coletores andavam na natureza, comiam, conversavam e brincavam, apesar dos riscos oferecidos pelo terreno, pelos animais e por outros grupos. Nunca mais a vida da humanidade foi simples assim — e nem tão divertida, apesar de perigosa.
    O trabalho era dividido entre homens e mulheres. Com a expectativa de vida muito curta, as mulheres passavam a maior parte dela cuidando da reprodução, o que prejudicava sua mobilidade e capacidade de participar das atividades de caça. No entanto, elas eram mais eficientes. Especializando-se em apanhar frutas e pequenos animais, que formavam a maior parte da dieta, contribuíam mais para a sobrevivência do grupo do que a caça de grandes animais, que era praticada pelos homens. Se os homens de sua família se organizassem, seriam capazes de caçar mamutes ou javalis de vez em quando e haveria churrasco.
    Nesses bandos, a desigualdade entre os sexos era decorrente dos papéis. Os homens eram fornecedores da carne dos grandes animais, representantes nas trocas e guerreiros nos conflitos com outros grupos. Os mais velhos, com dificuldades físicas, dedicavam-se a fabricar armas e ferramentas. O insucesso de um grupo ou família em um dia não impedia que participasse do que outros haviam conseguido. A desigualdade tinha muito mais a ver com biologia do que qualquer outro critério. Não havendo acumulação de excedentes, não havia classes sociais baseadas no critério da distribuição da riqueza. O compartilhamento e a solidariedade eram precondições para a sobrevivência desses grupos. A diferenciação em classes só veio a ocorrer quando esses grupos de nômades se estabilizaram e transformaram-se em agricultores e moradores de cidades.

(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Pela estruturação do texto, observa-se que ele foi organizado em quatro parágrafos. Tendo em vista a leitura dos segmentos textuais, com relação à informação apresentada, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3676776 Português
    Até cerca de 8000 a.C., as pessoas viveram como nômades, sem separar o trabalho das outras instâncias da vida. Andar de lá para cá, caçando, pescando e coletando alimentos, como frutas e raízes, era a vida e a vida era trabalho. Não se trabalhava além do necessário para a alimentação, já que ninguém pensava em acumular bens e não era possível armazenar nem transportar excedentes. Tudo era feito em comunidade. Socialização, trabalho e lazer formavam um fluxo integrado de atividades, incluindo a fabricação de armas e ferramentas muito simples. Os bandos de caçadores e coletores, que tinham de 15 a 20 pessoas, esgotavam os recursos de uma área e moviam-se para outra, de forma circular, sempre retornando aos mesmos lugares. O conteúdo lúdico nessas andanças, embora suposição, é muito provável, a julgar pelo que ocorre quando hoje as pessoas vão pescar ou fazer trilha.
    Esse estilo de vida não está tão longe de nós. Os nativos brasileiros, quando os portugueses chegaram, viviam desse jeito. Os caçadores-coletores andavam na natureza, comiam, conversavam e brincavam, apesar dos riscos oferecidos pelo terreno, pelos animais e por outros grupos. Nunca mais a vida da humanidade foi simples assim — e nem tão divertida, apesar de perigosa.
    O trabalho era dividido entre homens e mulheres. Com a expectativa de vida muito curta, as mulheres passavam a maior parte dela cuidando da reprodução, o que prejudicava sua mobilidade e capacidade de participar das atividades de caça. No entanto, elas eram mais eficientes. Especializando-se em apanhar frutas e pequenos animais, que formavam a maior parte da dieta, contribuíam mais para a sobrevivência do grupo do que a caça de grandes animais, que era praticada pelos homens. Se os homens de sua família se organizassem, seriam capazes de caçar mamutes ou javalis de vez em quando e haveria churrasco.
    Nesses bandos, a desigualdade entre os sexos era decorrente dos papéis. Os homens eram fornecedores da carne dos grandes animais, representantes nas trocas e guerreiros nos conflitos com outros grupos. Os mais velhos, com dificuldades físicas, dedicavam-se a fabricar armas e ferramentas. O insucesso de um grupo ou família em um dia não impedia que participasse do que outros haviam conseguido. A desigualdade tinha muito mais a ver com biologia do que qualquer outro critério. Não havendo acumulação de excedentes, não havia classes sociais baseadas no critério da distribuição da riqueza. O compartilhamento e a solidariedade eram precondições para a sobrevivência desses grupos. A diferenciação em classes só veio a ocorrer quando esses grupos de nômades se estabilizaram e transformaram-se em agricultores e moradores de cidades.

(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto lido, analisar os itens:
I. Até cerca de 8000 a.C., o trabalho tinha como propósito a alimentação.
II. O nomadismo dos caçadores e coletores é associado, hoje, às atividades de pesca e de fazer trilha.
III. A desigualdade entre os sexos existente há milhares de anos era decorrente da acumulação de excedentes entre grupos.
Estão CORRETOS: 
Alternativas
Q3675423 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A cidade brasileira que está no centro da maior cratera de asteroide na América do Sul

Araguainha está localizada no centro da maior cratera causada por um asteroide na América do Sul.
O impacto com o corpo celeste ocorreu há 250 milhões de anos e causou uma cicatriz de 40 quilômetros de diâmetro - correspondente a uma área de, aproximadamente, 1,3 mil quilômetros quadrados. Na cratera caberia, por exemplo, a região metropolitana de São Paulo.
A área da colisão do asteroide está dividida entre três cidades de Mato Grosso - onde está localizada 60% da cratera - e três do Estado vizinho, Goiás.
Estudos apontam que o impacto pode ter provocado a maior extinção de vida na Terra - maior, inclusive, que a dos dinossauros. A colisão teria destruído, imediatamente, tudo o que estava num raio de até 250 quilômetros e, posteriormente, gerado um rápido e fatal aquecimento global, causando tsunamis e terremotos.
"O impacto foi indireto, diferente daquele asteroide que matou os dinossauros. A colisão em Araguainha provocou um sismo enorme, responsável pela liquefação dos sedimentos da Bacia do Paraná, lançando para a atmosfera uma grande quantidade de metano, um gás com poderoso efeito de estufa, 60 vezes maior que o dióxido de carbono", explica o geólogo norte-americano Eric Tohver, um dos autores dos estudos e professor visitante da Universidade de São Paulo (USP).
Como consequência, milhões de seres vivos morreram. Segundo os estudos, foram extintas cerca de 90% das espécies de seres que habitavam o planeta. No período, a Terra era composta por répteis e anfíbios. O desaparecimento de vida decorrente do meteorito de Araguainha, conforme pesquisadores, foi mais intenso que o fenômeno que levou à extinção dos dinossauros, que ocorreu há 65 milhões de anos, também causado por um corpo celeste. Neste, foram extintas de 60% a 65% das espécies de seres vivos da Terra.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46269719. Adaptado.
Inúmeras montanhas anunciam a chegada a Araguainha, Mato Grosso, a terceira cidade menos populosa do Brasil, com 956 habitantes. Na estrada de chão que leva ao município, é possível avistar rochas compostas por minerais que, em outros lugares, são encontrados somente no subsolo.
De acordo com o texto base:
Alternativas
Q3675000 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que é tão boa a sensação de comer chocolate, segundo cientistas

Cientistas analisaram o processo que ocorre quando comemos chocolate, com foco mais na textura do que no sabor.

Eles afirmam que o local onde a gordura se localiza dentro do chocolate ajuda a torná-lo suave e agradável ao paladar.

O líder do estudo, Siavash Soltanahmadi, espera que as descobertas levem ao desenvolvimento de uma próxima geração de chocolate mais saudável.

Quando o chocolate é colocado na boca, a superfície dele libera uma película gordurosa que dá essa sensação característica.

Mas os pesquisadores afirmam que a gordura mais profunda dentro do chocolate desempenha um papel mais limitado e, portanto, a quantidade ali pode ser reduzida sem que a sensação proporcionada pelo chocolate seja afetada.

A professora Anwesha Sarkar, da Escola de Ciência Alimentar e Nutrição de Leeds, disse que é "a localização da gordura na composição do chocolate que importa em cada estágio da lubrificação, e isso raramente foi pesquisado".

E Soltanahmadi disse: "Nossa pesquisa abre a possibilidade para que os fabricantes possam projetar, de forma inteligente, o chocolate amargo para reduzir o total de gordura".

A equipe usou uma superfície 3D semelhante a uma língua artificial projetada na Universidade de Leeds para realizar o estudo e os pesquisadores esperam que o mesmo equipamento possa ser usado para investigar outros alimentos que mudam de textura, como sorvete, margarina e queijo.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-64277147. Adaptado.
A razão pela qual é tão boa a sensação de comer chocolate foi identificada por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido.
De acordo com o texto base, assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q3674324 Português
Texto 1


Meio Ambiente Apresenta
Resultados Positivos no Tocantins

Embora o ano de 2020 tenha sido atípico por conta da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), conseguiu se adaptar e desenvolver diversas ações com o objetivo de preservar os recursos naturais do Tocantins. Os resultados positivos alcançados pela Semarh são frutos de muitos trabalhos realizados em 2020 pelos servidores do órgão, que se desdobraram para alavancar as políticas públicas ambientais do Estado.

Um dos avanços conquistados pelo órgão já neste ano foi a inclusão, via Banco Mundial, do projeto FIP CAR nos recursos do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O valor solicitado, na ordem R$ 2.892.500,00, será destinado para a contratação de pessoas, aquisição de equipamentos de informática, elaboração de planos de comunicação e capacitação, sobretudo, para o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), órgão responsável pela análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A previsão é que os recursos sejam executados em um prazo de nove meses. Atualmente o Tocantins possui 24.137.144,50 hectares (ha) de área cadastrável no CAR. Desse total, 88% apresentam status cadastral ativo e 12% ainda se encontram com status cadastral em conflitos, que serão solucionados por meio da análise cadastral.

A Semarh também conseguiu aprovar em 2020 o projeto da Janela B Regional junto aos estados da Amazônia Legal, que visa ao desenvolvimento dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. O projeto foi apresentado pela Força Tarefa dos Governadores para Clima e Florestas (GCF), de que o Tocantins faz parte, e foi aprovado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), e terá os recursos oriundos do Governo da Noruega, no valor de R$ 10.088.655,50.

O projeto Janela B tem, dentre outros, o objetivo de destravar e alavancar o desenvolvimento de baixas emissões, ampliar o acesso a mercados de carbono, pagamento por resultados (REDD +) em um sistema integrado da região da Amazônia Legal, visando atingir as metas da declaração de Rio Branco. A previsão para a execução do projeto é de 18 meses, contados a partir de fevereiro de 2021.


Disponível em: <https://www.eosconsultores.com.br/meio-ambiente-tocantins/>. Acesso em: 28 de jun 2023. Fragmento adaptado.
Sobre o texto 1, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3674052 Português
    Para além do monitoramento dos hábitos de navegação dos usuários, a Internet, juntamente com a tecnologia móvel, permitiu um grande avanço no direcionamento das ações publicitárias.
    Se em um passado próximo questionava-se qual seria o tamanho do mercado de aparelhos celulares, pode-se dizer que, com a criação da Internet móvel, tais incertezas diluíram-se completamente. Esse mercado ascendeu de forma exponencial, o que foi impulsionado pela demanda do seu público em eleger o celular como o principal dispositivo de acesso à Internet, em comparação ao computador. Com isso, as pessoas estão cada vez mais conectadas. Há uma imbricação entre os ambientes on-line e off-line, já que tais dispositivos nos acompanham ao longo de toda a nossa jornada.
    Essa onipresença da Internet permitiu, de forma acoplada com a possibilidade do monitoramento da localização geográfica (GPS) dos smartphones, que as publicidades também sejam direcionadas com base em tal informação. Assim, leva-se em conta a proximidade física do potencial consumidor ao bem de consumo ofertado, como seria o caso de um restaurante.
    Não é, portanto, uma mera coincidência que surja um anúncio publicitário cujo bem de consumo esteja bem próximo geograficamente do cidadão ao utilizar um smartphone. A publicidade baseada na localização do potencial consumidor é uma (nova) estratégia mercadológica. É o chamado mobile marketing que implementa uma integração entre publicidade, Internet e telefone celular, sendo mais uma ferramenta para colocar consumidores e fornecedores em contato.
    Além disso, os smartphones e seus apps substituem, cada vez mais, outros meios de comunicação. Por exemplo, o serviço de mensagem de textos passou a ser superado por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com isso, as pessoas comunicam-se e, cada vez mais, expressam-se no ambiente virtual. Tal ubiquidade tornou possível inferir até mesmo o estado emocional das pessoas.
    Ao se comunicar com alguém por meio de um ícone de expressão (os chamados emoticons); ao responder à sua rede social como está se sentindo ou nela emitir uma opinião sobre um determinado assunto; ao interagir com um aplicativo de música para que ele forneça faixas musicais de acordo com o seu humor, as pessoas fornecem um rico retrato das suas emoções.
    Nesse cenário, há um movimento de empresas que buscam captar, interpretar e utilizar tais sentimentos. Novamente, a ciência mercadológica vale-se de tais informações para potencializar a mensagem publicitária “com base em uma análise detalhada sobre o impacto emocional deles *delas+ no usuário”.
    Não por outro motivo, Microsoft, Apple e Google têm realizado investidas nesse sentido, respectivamente com: i) o patenteamento da tecnologia de direcionamento de anúncios com base em emoções; ii) a implementação de um sistema de processamento de movimentos (M7), o qual identifica os deslocamentos dos usuários para precisar o estado mental deles no momento de interação com o celular; iii) projeção de um sistema para detectar sorrisos e outras expressões faciais de quem assiste a vídeos no YouTube.
    É uma realidade, portanto, a estruturação de bases de dados de emoções, a fim de personalizar ainda mais a ação publicitária. Há, por isso, uma vigilância imperativa das pessoas, em especial do potencial consumidor, o que varia desde os seus hábitos de navegação e comportamento na Internet às suas próprias emoções, tornando-o, totalmente, transparente.

(Fonte: Bioni, Bruno R. 2021 — adaptado.)
Considerando-se o texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A ampliação do acesso à Internet impulsionou muitos mercados comerciais. Entre eles, está o de venda de celulares smartphone, que tem sido usado como o principal meio de acesso diário da Internet.
( ) Entre as muitas estratégias de venda, impulsionadas pela ampla utilização da Internet, está a da publicidade baseada na localização do potencial consumidor.
( ) Nas redes sociais que utilizamos e por meio das quais consumimos anúncios, não podem ser utilizadas ferramentas que interpretem nosso desejo de consumo. Porém, isso acontece nos aplicativos de mensagens, nos quais nossos sentimentos, bem como nossas expressões e emoções, são vigiados.
Alternativas
Q3674051 Português
    Para além do monitoramento dos hábitos de navegação dos usuários, a Internet, juntamente com a tecnologia móvel, permitiu um grande avanço no direcionamento das ações publicitárias.
    Se em um passado próximo questionava-se qual seria o tamanho do mercado de aparelhos celulares, pode-se dizer que, com a criação da Internet móvel, tais incertezas diluíram-se completamente. Esse mercado ascendeu de forma exponencial, o que foi impulsionado pela demanda do seu público em eleger o celular como o principal dispositivo de acesso à Internet, em comparação ao computador. Com isso, as pessoas estão cada vez mais conectadas. Há uma imbricação entre os ambientes on-line e off-line, já que tais dispositivos nos acompanham ao longo de toda a nossa jornada.
    Essa onipresença da Internet permitiu, de forma acoplada com a possibilidade do monitoramento da localização geográfica (GPS) dos smartphones, que as publicidades também sejam direcionadas com base em tal informação. Assim, leva-se em conta a proximidade física do potencial consumidor ao bem de consumo ofertado, como seria o caso de um restaurante.
    Não é, portanto, uma mera coincidência que surja um anúncio publicitário cujo bem de consumo esteja bem próximo geograficamente do cidadão ao utilizar um smartphone. A publicidade baseada na localização do potencial consumidor é uma (nova) estratégia mercadológica. É o chamado mobile marketing que implementa uma integração entre publicidade, Internet e telefone celular, sendo mais uma ferramenta para colocar consumidores e fornecedores em contato.
    Além disso, os smartphones e seus apps substituem, cada vez mais, outros meios de comunicação. Por exemplo, o serviço de mensagem de textos passou a ser superado por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com isso, as pessoas comunicam-se e, cada vez mais, expressam-se no ambiente virtual. Tal ubiquidade tornou possível inferir até mesmo o estado emocional das pessoas.
    Ao se comunicar com alguém por meio de um ícone de expressão (os chamados emoticons); ao responder à sua rede social como está se sentindo ou nela emitir uma opinião sobre um determinado assunto; ao interagir com um aplicativo de música para que ele forneça faixas musicais de acordo com o seu humor, as pessoas fornecem um rico retrato das suas emoções.
    Nesse cenário, há um movimento de empresas que buscam captar, interpretar e utilizar tais sentimentos. Novamente, a ciência mercadológica vale-se de tais informações para potencializar a mensagem publicitária “com base em uma análise detalhada sobre o impacto emocional deles *delas+ no usuário”.
    Não por outro motivo, Microsoft, Apple e Google têm realizado investidas nesse sentido, respectivamente com: i) o patenteamento da tecnologia de direcionamento de anúncios com base em emoções; ii) a implementação de um sistema de processamento de movimentos (M7), o qual identifica os deslocamentos dos usuários para precisar o estado mental deles no momento de interação com o celular; iii) projeção de um sistema para detectar sorrisos e outras expressões faciais de quem assiste a vídeos no YouTube.
    É uma realidade, portanto, a estruturação de bases de dados de emoções, a fim de personalizar ainda mais a ação publicitária. Há, por isso, uma vigilância imperativa das pessoas, em especial do potencial consumidor, o que varia desde os seus hábitos de navegação e comportamento na Internet às suas próprias emoções, tornando-o, totalmente, transparente.

(Fonte: Bioni, Bruno R. 2021 — adaptado.)
Assinalar a alternativa que propõe um resumo do que está dito no seguinte parágrafo do texto:
“Além disso, os smartphones e seus apps substituem, cada vez mais, outros meios de comunicação. Por exemplo, o serviço de mensagem de textos passou a ser superado por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com isso, as pessoas comunicam-se e, cada vez mais, expressam-se no ambiente virtual. Tal ubiquidade tornou possível inferir até mesmo o estado emocional das pessoas.” 
Alternativas
Q3674050 Português
    Para além do monitoramento dos hábitos de navegação dos usuários, a Internet, juntamente com a tecnologia móvel, permitiu um grande avanço no direcionamento das ações publicitárias.
    Se em um passado próximo questionava-se qual seria o tamanho do mercado de aparelhos celulares, pode-se dizer que, com a criação da Internet móvel, tais incertezas diluíram-se completamente. Esse mercado ascendeu de forma exponencial, o que foi impulsionado pela demanda do seu público em eleger o celular como o principal dispositivo de acesso à Internet, em comparação ao computador. Com isso, as pessoas estão cada vez mais conectadas. Há uma imbricação entre os ambientes on-line e off-line, já que tais dispositivos nos acompanham ao longo de toda a nossa jornada.
    Essa onipresença da Internet permitiu, de forma acoplada com a possibilidade do monitoramento da localização geográfica (GPS) dos smartphones, que as publicidades também sejam direcionadas com base em tal informação. Assim, leva-se em conta a proximidade física do potencial consumidor ao bem de consumo ofertado, como seria o caso de um restaurante.
    Não é, portanto, uma mera coincidência que surja um anúncio publicitário cujo bem de consumo esteja bem próximo geograficamente do cidadão ao utilizar um smartphone. A publicidade baseada na localização do potencial consumidor é uma (nova) estratégia mercadológica. É o chamado mobile marketing que implementa uma integração entre publicidade, Internet e telefone celular, sendo mais uma ferramenta para colocar consumidores e fornecedores em contato.
    Além disso, os smartphones e seus apps substituem, cada vez mais, outros meios de comunicação. Por exemplo, o serviço de mensagem de textos passou a ser superado por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com isso, as pessoas comunicam-se e, cada vez mais, expressam-se no ambiente virtual. Tal ubiquidade tornou possível inferir até mesmo o estado emocional das pessoas.
    Ao se comunicar com alguém por meio de um ícone de expressão (os chamados emoticons); ao responder à sua rede social como está se sentindo ou nela emitir uma opinião sobre um determinado assunto; ao interagir com um aplicativo de música para que ele forneça faixas musicais de acordo com o seu humor, as pessoas fornecem um rico retrato das suas emoções.
    Nesse cenário, há um movimento de empresas que buscam captar, interpretar e utilizar tais sentimentos. Novamente, a ciência mercadológica vale-se de tais informações para potencializar a mensagem publicitária “com base em uma análise detalhada sobre o impacto emocional deles *delas+ no usuário”.
    Não por outro motivo, Microsoft, Apple e Google têm realizado investidas nesse sentido, respectivamente com: i) o patenteamento da tecnologia de direcionamento de anúncios com base em emoções; ii) a implementação de um sistema de processamento de movimentos (M7), o qual identifica os deslocamentos dos usuários para precisar o estado mental deles no momento de interação com o celular; iii) projeção de um sistema para detectar sorrisos e outras expressões faciais de quem assiste a vídeos no YouTube.
    É uma realidade, portanto, a estruturação de bases de dados de emoções, a fim de personalizar ainda mais a ação publicitária. Há, por isso, uma vigilância imperativa das pessoas, em especial do potencial consumidor, o que varia desde os seus hábitos de navegação e comportamento na Internet às suas próprias emoções, tornando-o, totalmente, transparente.

(Fonte: Bioni, Bruno R. 2021 — adaptado.)
Em “Há uma imbricação entre os ambientes on-line e offline, já que tais dispositivos nos acompanham ao longo de toda a nossa jornada.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo do significado e sentido da frase, por:
Alternativas
Q3674031 Português

Observe a charge abaixo: 


Imagem associada para resolução da questão



Fonte:         disponível         em:         <https://professorridaltovaz.

blogspot.com/2015/01/charges-falta-de-agua.html>.


Qual a relação da charge com o meio ambiente?


Assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q3674018 Português
Analise os excertos abaixo:
Excerto I.Toda atividade, dentro da recreação ou em qualquer outra profissão, necessita de planejamento e organização.
Excerto II.Entretanto, esta organização não permite alcançar o conjunto de metas previamente estabelecidas, mas essa determinação prévia dos objetivos permite maior clareza e conhecimento do que se pretende atingir.
Fonte: Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu Estado do Paraná. Recreação. Foz do Iguaçu, 2014 (modificado).
Sobre os excertos, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3673885 Português
Ao substituir o porteiro durante suas atividades diárias, o agente de serviços gerais deve estar atento ao controle de entrada e saída de visitantes no estabelecimento.
Evitar a entrada de indivíduos não autorizados é fundamental para garantir a................................. das pessoas e do patrimônio.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
Alternativas
Respostas
36701: C
36702: E
36703: A
36704: D
36705: B
36706: B
36707: A
36708: C
36709: A
36710: B
36711: A
36712: D
36713: A
36714: X
36715: B
36716: D
36717: B
36718: D
36719: A
36720: C