Assinalar a alternativa que propõe um resumo do que está di...

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Q3674051 Português
    Para além do monitoramento dos hábitos de navegação dos usuários, a Internet, juntamente com a tecnologia móvel, permitiu um grande avanço no direcionamento das ações publicitárias.
    Se em um passado próximo questionava-se qual seria o tamanho do mercado de aparelhos celulares, pode-se dizer que, com a criação da Internet móvel, tais incertezas diluíram-se completamente. Esse mercado ascendeu de forma exponencial, o que foi impulsionado pela demanda do seu público em eleger o celular como o principal dispositivo de acesso à Internet, em comparação ao computador. Com isso, as pessoas estão cada vez mais conectadas. Há uma imbricação entre os ambientes on-line e off-line, já que tais dispositivos nos acompanham ao longo de toda a nossa jornada.
    Essa onipresença da Internet permitiu, de forma acoplada com a possibilidade do monitoramento da localização geográfica (GPS) dos smartphones, que as publicidades também sejam direcionadas com base em tal informação. Assim, leva-se em conta a proximidade física do potencial consumidor ao bem de consumo ofertado, como seria o caso de um restaurante.
    Não é, portanto, uma mera coincidência que surja um anúncio publicitário cujo bem de consumo esteja bem próximo geograficamente do cidadão ao utilizar um smartphone. A publicidade baseada na localização do potencial consumidor é uma (nova) estratégia mercadológica. É o chamado mobile marketing que implementa uma integração entre publicidade, Internet e telefone celular, sendo mais uma ferramenta para colocar consumidores e fornecedores em contato.
    Além disso, os smartphones e seus apps substituem, cada vez mais, outros meios de comunicação. Por exemplo, o serviço de mensagem de textos passou a ser superado por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com isso, as pessoas comunicam-se e, cada vez mais, expressam-se no ambiente virtual. Tal ubiquidade tornou possível inferir até mesmo o estado emocional das pessoas.
    Ao se comunicar com alguém por meio de um ícone de expressão (os chamados emoticons); ao responder à sua rede social como está se sentindo ou nela emitir uma opinião sobre um determinado assunto; ao interagir com um aplicativo de música para que ele forneça faixas musicais de acordo com o seu humor, as pessoas fornecem um rico retrato das suas emoções.
    Nesse cenário, há um movimento de empresas que buscam captar, interpretar e utilizar tais sentimentos. Novamente, a ciência mercadológica vale-se de tais informações para potencializar a mensagem publicitária “com base em uma análise detalhada sobre o impacto emocional deles *delas+ no usuário”.
    Não por outro motivo, Microsoft, Apple e Google têm realizado investidas nesse sentido, respectivamente com: i) o patenteamento da tecnologia de direcionamento de anúncios com base em emoções; ii) a implementação de um sistema de processamento de movimentos (M7), o qual identifica os deslocamentos dos usuários para precisar o estado mental deles no momento de interação com o celular; iii) projeção de um sistema para detectar sorrisos e outras expressões faciais de quem assiste a vídeos no YouTube.
    É uma realidade, portanto, a estruturação de bases de dados de emoções, a fim de personalizar ainda mais a ação publicitária. Há, por isso, uma vigilância imperativa das pessoas, em especial do potencial consumidor, o que varia desde os seus hábitos de navegação e comportamento na Internet às suas próprias emoções, tornando-o, totalmente, transparente.

(Fonte: Bioni, Bruno R. 2021 — adaptado.)
Assinalar a alternativa que propõe um resumo do que está dito no seguinte parágrafo do texto:
“Além disso, os smartphones e seus apps substituem, cada vez mais, outros meios de comunicação. Por exemplo, o serviço de mensagem de textos passou a ser superado por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com isso, as pessoas comunicam-se e, cada vez mais, expressam-se no ambiente virtual. Tal ubiquidade tornou possível inferir até mesmo o estado emocional das pessoas.” 
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