Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Entre eles, aquele que mostra uma continuidade da narrativa principal, sem qualquer interrupção, é:
A opção em que isso ocorre é:
“O currículo escolar precisa urgentemente de modificações profundas, pois as disciplinas hoje estudadas pouco têm a ver com a realidade atual, provocando enorme desinteresse dos alunos. Temos que ter cuidado, no entanto, com as modificações propostas para que elas não sejam simplesmente uma mudança de palavras, que estejam mais de acordo com a moda. É hora de fazermos um amplo e sério estudo do problema, como já foi feito em outros países”.
Em relação ao procedimento de apresentação da opinião presente no texto acima, é correto afirmar que o argumentador:
“É difícil traçar uma linha divisória entre umbanda e candomblé. Entretanto algumas noções gerais podem esclarecer as diferenças entre os dois cultos. No candomblé, os deuses vêm à Terra para dançar e ser cultuados, só aparecem em possessão depois de longo período de iniciação. Eles auxiliam os homens na solução de problemas, mas a comunicação se faz sobretudo sob a forma de oráculo (jogo de búzios), em que o intermediário é o pai ou mãe de santo. Na umbanda, as entidades vêm à Terra para trabalhar: dar consultas, passes, oferecer conselhos. Não há função oracular: fala-se diretamente com a divindade incorporada”.
O melhor resumo desse pequeno texto é:
“Se queremos vencer essa batalha, precisamos estar sempre um passo à frente dos criminosos cibernéticos, com políticas e práticas que se adaptem rapidamente às novas tecnologias e aos métodos de ataque.” (7º parágrafo)
Identifique a figura de linguagem presente na frase:
"Seus olhos são duas estrelas que iluminam meu caminho."
Leia a charge abaixo e responda à questão:

Na charge, duas meninas estão conversando, uma delas segurando um livro. A primeira pergunta: "Mas esse negócio não tem TikTok?" e a outra responde:
"Não, mas vai turbinar o seu tico e teco!"
Assinale qual é a principal crítica humorística
expressa na charge:
Analise os trechos abaixo e identifique o tipo textual predominante em cada um deles:
TEXTO I:
Meu verão não começou muito bem, na verdade, graças ao meu irmão mais velho, Rodrick. Uns dois dias depois do começo das férias de verão, Rodrick me acordou no meio da noite. Ele me disse que eu tinha dormido o verão inteiro, mas que, por sorte, tinha acordado bem a tempo para o primeiro dia de aula.
(Fonte: KINNEY, Jeff. Diário de um Banana, volume: Segurando Vela, 1 ed. São Paulo, SP: Vergara & Riba Editora, 2013, p.24)
TEXTO II:
Historicamente, o mundo do trabalho foi dominado pelos homens, restando para as mulheres, principalmente, o trabalho doméstico e de cuidado com a família. Com efeito, no Brasil não foi diferente, e, ainda hoje, existem desafios que precisam ser enfrentados para reduzir a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no país, uma vez que esse grupo da sociedade permanece em situação de exclusão e subserviência no mercado trabalhista. Diante desse cenário, é fundamental compreender as causas desse revés, dentre as quais a desigualdade social e o patriarcalismo enraizado na sociedade são fatores agravantes dessa problemática. (Rafaella Pinto Muller)
TEXTO III:
Ficara sentada à mesa a ler o Diário de Notícias, no seu roupão de manhã de fazenda preta, bordado a sutache, com largos botões de madrepérola; o cabelo louro um pouco desmanchado, com um tom seco do calor do travesseiro, enrolava-se, torcido no alto da cabeça pequenina, de perfil bonito; a sua pele tinha a brancura tenra e láctea das louras; com o cotovelo encostado à mesa acariciava a orelha, e, no movimento lento e suave dos seus dedos, dois anéis de rubis miudinhos davam cintilações escarlates.
(Fonte: QUEIROZ, Eça de. O Primo Basílio. Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?sel ect_action=&co_obra=2745 > Acesso em: 13 Jan. 2017)
Associe, respectivamente, o tipo que predomina em
cada trecho com a opção correspondente:
Durante anos, separados pelo destino, amaram-se à distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola da longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados pelo tempo. Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando, enfim, numa praça se encontram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado. Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.
Fonte: Amor de longo alcance. In: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 21.
A partir do texto fornecido, com base em sua interpretação textual, determine se as seguintes afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Os amantes se encontraram em uma praça após sete anos separados. ( ) Eles nunca chegaram a se ver pessoalmente. ( ) O amor do passado entre eles se revelou fácil de superar. ( ) Após o reencontro, decidiram morar em cidades próximas.
Leia o texto abaixo e responda a quesão a seguir:
Texto 1
"É difícil saber qual é nossa primeira recordação. Lembro distintamente o dia em que completei três anos. Lembro-me de quanto me senti importante. Tomávamos o chá no jardim — uma parte do jardim em que, anos mais tarde, uma rede balançava, suspensa entre duas árvores. A mesa estava repleta de doces, o bolo de aniversário era coberto de glacê e exibia as tradicionais velas. Três Velas. E uma excitante ocorrência — uma minúscula aranha vermelha, tão pequena que eu mal podia enxergá-la, surgira correndo pela toalha. E minha mãe dissera: “É uma aranha que dá sorte, Agatha, um bom augúrio para seu aniversário...”
Texto 2:
"A lebre vivia zombando da tartaruga, porque ela andava muito devagar. Um dia, cansada das humilhações da lebre, a tartaruga propôs-lhe uma corrida entre as duas. A lebre achou a ideia ridícula, porque tinha a certeza que ganharia, e aceitou o desafio rindo: — Aceito o desafio, lebre. Com essa, vou me divertir ainda mais da sua lerdeza."
Texto 3:
"Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “as reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo.
Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscálo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia
que era tempo indefinido, enquanto o fel não
escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a
adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes
adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito:
como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando
danadamente que eu sofra."
Leia o texto abaixo e responda a quesão a seguir:
Texto 1
"É difícil saber qual é nossa primeira recordação. Lembro distintamente o dia em que completei três anos. Lembro-me de quanto me senti importante. Tomávamos o chá no jardim — uma parte do jardim em que, anos mais tarde, uma rede balançava, suspensa entre duas árvores. A mesa estava repleta de doces, o bolo de aniversário era coberto de glacê e exibia as tradicionais velas. Três Velas. E uma excitante ocorrência — uma minúscula aranha vermelha, tão pequena que eu mal podia enxergá-la, surgira correndo pela toalha. E minha mãe dissera: “É uma aranha que dá sorte, Agatha, um bom augúrio para seu aniversário...”
Texto 2:
"A lebre vivia zombando da tartaruga, porque ela andava muito devagar. Um dia, cansada das humilhações da lebre, a tartaruga propôs-lhe uma corrida entre as duas. A lebre achou a ideia ridícula, porque tinha a certeza que ganharia, e aceitou o desafio rindo: — Aceito o desafio, lebre. Com essa, vou me divertir ainda mais da sua lerdeza."
Texto 3:
"Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “as reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo.
Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscálo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia
que era tempo indefinido, enquanto o fel não
escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a
adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes
adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito:
como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando
danadamente que eu sofra."
Observe a tirinha e depois indique a opção correta da questão:

Fonte:https://i.pinimg.com/564x/6b/c5/89/6bc589d7bf3d304cd3f890c954a36c31.jpg
Observe a tirinha e depois indique a opção correta da questão:

Fonte:https://i.pinimg.com/564x/6b/c5/89/6bc589d7bf3d304cd3f890c954a36c31.jpg
Leia o texto abaixo:
TEXTO I:
molhar as plantas
tudo tem barulho de mar
enceradeira isopor carro
em movimento aerosol
espirro pistola moeda
telha bombardeio cigarro
queimando pia degradê
cãimbra inseto monge
sua vizinha o futuro
tem barulho de mar
na camiseta no quadro
chinelo aeroporto gaiola
panela caverna birita
beijo tem biblioteca
também um curió bola
de chiclete sobretudo
um dinossauro alado
tem mar de todo tipo
de barulho e dentro
de cada mar um ralo
entupido de cabelos.
Fonte: Bruna Beber, Rua da Padaria (2013).
Com base no texto fornecido, responda:
Qual das alternativas abaixo melhor descreve a
função predominante da linguagem neste texto?
Leia os trechos a seguir e depois responda a questão corretamente:
TRECHO I:
CAPÍTULO PRIMEIRO / DO TÍTULO Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eleslhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração - se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.
TRECHO II:
CAPÍTULO X / ACEITO A TEORIA
Que é demasiada metafísica para um só tenor, não há
dúvida; mas a perda da voz explica tudo, e há filósofos
que são, em resumo, tenores desempregados. Eu, leitor
amigo, aceito a teoria do meu velho Marcolini, não só
pela verossimilhança, que é muita vez toda a verdade,
mas porque a minha vida se casa bem à definição.
Cantei um duo terníssimo, depois um trio, depois um
quatuor... Mas não adiantemos; vamos à primeira parte,
em que eu vim a saber que já cantava, porque a
denúncia de José Dias, meu caro leitor, foi dada
principalmente a mim. A mim é que ele me denunciou.
Referência bibliográfica: ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Rio
de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.