Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4246687 Português

Leia o texto a seguir.


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No texto, a mudança da preposição “de” para a preposição “com” contribui para a construção do sentido, pois indica que, no contexto da tira,

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Q4246684 Português
Texto 3


      Se você diz a alguém que estuda piadas, o primeiro efeito que produz ainda é o riso. É uma pena que seja assim, porque as piadas são de fato um tipo de material altamente interessante. Por várias razões.

     Em primeiro lugar, as piadas são interessantes para os estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que são socialmente controversos. Assim, sociólogos e antropólogos poderiam ter nelas um excelente corpus para tentar reconhecer (ou confirmar) diversas manifestações culturais e ideológicas, valores arraigados.

     Em segundo lugar, porque piadas operam fortemente com estereótipos. Assim, fornecem um bom material para pesquisas sobre “representações”, por exemplo. Possivelmente, qualquer estudioso tenha o direito de afirmar que tais representações são grosseiras demais para revelarem qualquer fato significativo. Mas estará enganado. De fato, elas revelam que, frequentemente, discursos operam mesmo com representações grosseiras, estereotipadas. E que, portanto, muitas ações sociais são realizadas com esse frágil fundamento – não dar emprego a determinados tipos de pessoas por causa de seu sotaque ou da cor de sua pele ou do seu tamanho, por exemplo.

     Em terceiro lugar, as piadas são interessantes porque são quase sempre veículo de um discurso proibido, subterrâneo, não oficial, que não se manifestaria, talvez, através de outras formas de coletas de dados, como entrevistas. Outra face da mesma característica é que as piadas veiculam discursos não explicitados correntemente (ou, pelo menos, discursos pouco oficiais).


POSSENTI, Sírio. Os humores da língua. Campinas: Mercado de Letras. 1998. p. 25-26.
No texto, as expressões “Em primeiro lugar”, “Em segundo lugar” e “Em terceiro lugar” contribuem para a coesão textual ao
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Q4246683 Português
Texto 2


    Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco, desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.


LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
Considerando a organização global do texto, percebe-se que nele predomina a sequência textual 
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Q4246682 Português
Texto 2


    Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco, desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.


LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
No período “Mas no entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa alma, começa a surgir um veio leve de angústia.”, o emprego da forma verbal “começa” permite pressupor que o(a)
Alternativas
Q4246681 Português
Texto 2


    Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco, desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.


LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
Nesse texto, a ideia de variação linguística está relacionada à 
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Q4246679 Português
Texto 1


Universidade sem luz


       A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.

      A associação mais clara entre universidade e luz remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na França, os representantes mais ilustres dessa tradição são Voltaire, Diderot e Rousseau.

     Essa matriz de pensamento lançou as bases do racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...]. 


UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
No último período do texto, a conjunção “portanto” poderia ser substituída, sem alteração semântica, pela conjunção 
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Q4246678 Português
Texto 1


Universidade sem luz


       A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.

      A associação mais clara entre universidade e luz remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na França, os representantes mais ilustres dessa tradição são Voltaire, Diderot e Rousseau.

     Essa matriz de pensamento lançou as bases do racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...]. 


UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
Esse texto, trecho de uma matéria de jornal, faz referência a um episódio ocorrido em 2002, no Rio de Janeiro, quando a concessionária de energia elétrica cortou o fornecimento de eletricidade para unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No início do texto, a metáfora mencionada pelo autor é construída pela associação entre o(a) 
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Q4246467 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
Ao longo do poema, o eu lírico emprega pronomes para retomar elementos anteriormente mencionados, garantindo a continuidade das ideias.
Releia o verso:
"Entre eles, considero a enorme realidade."

Nesse contexto, o pronome destacado retoma
Alternativas
Q4246466 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
Ao iniciar o poema, o eu lírico afirma que não pretende representar um determinado tipo de realidade, empregando um vocábulo que contribui para caracterizar esse mundo.
Leia o trecho:
"Não serei o poeta de um mundo caduco."

Considerando o contexto em que a palavra destacada foi utilizada, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para o termo destacado.
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Q4246464 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
Releia o verso:
"Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças."

Considerando o contexto em que a palavra destacada foi empregada, assinale a alternativa que apresenta uma substituição sem alterar o sentido do verso.
Alternativas
Q4246463 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

ESCRITAS.ORG. Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/10933/maos-dadas
No verso "Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.", o eu lírico utiliza a expressão "de mãos dadas" para representar a união, a solidariedade e o compromisso coletivo entre as pessoas, atribuindo-lhe um sentido diferente do literal.
Nesse contexto, o recurso de linguagem empregado é um exemplo de
Alternativas
Q4246460 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I

Vacinação: um cuidado para todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinação atualizado é um dos gestos mais simples e, ao mesmo tempo, mais eficazes de cuidado com a saúde. Ainda assim, muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância e acabam negligenciando a importância das vacinas ao longo da vida adulta e na terceira idade. Esse equívoco pode trazer riscos desnecessários, tanto individuais quanto coletivos.

Como médico, reforço que a vacinação é uma estratégia essencial de proteção individual e coletiva. Ela previne doenças graves, reduz hospitalizações, evita complicações e contribui diretamente para a chamada imunidade de grupo, que protege, inclusive, aqueles que, por alguma condição clínica, não podem ser vacinados. Ao longo das décadas, as vacinas se consolidaram como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O Brasil conta com um dos calendários de imunização mais completos do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse calendário contempla vacinas desde o nascimento até a terceira idade, com esquemas específicos para cada faixa etária, levando em consideração fatores como idade, condições de saúde e riscos epidemiológicos.

É importante destacar que cada fase da vida possui um cartão de vacinação diferente, justamente porque as necessidades de proteção mudam ao longo do tempo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos demandam imunizações e reforços distintos, que acompanham o processo natural de desenvolvimento, envelhecimento e exposição a determinadas doenças.

Na prática clínica, observamos que muitos adultos não sabem quais vacinas precisam reforçar ou sequer possuem seu cartão atualizado. Doenças como hepatites, influenza, tétano, coqueluche e até algumas pneumonias podem ser prevenidas com vacinas disponíveis, seguras e amplamente testadas, reduzindo significativamente o risco de complicações e internações.

Na Unimed Cuiabá, contamos com uma equipe especializada, preparada para orientar, avaliar e regularizar o cartão de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Oferecemos por meio do nosso Núcleo de Vacinação, vacinas de maior abrangência, ou seja, todas as vacinas do calendário, com acompanhamento profissional, garantindo segurança, informação e acolhimento em cada etapa do cuidado.

Vacinar-se é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade. Em um cenário em que doenças já controladas podem voltar a circular, manter o cartão de vacinação em dia é mais do que uma escolha individual: é um compromisso com a saúde pública, com o bem-estar da sociedade e, acima de tudo, com a vida.


Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá e médico urologista.

NOTÍCIAS UNIMED. Disponível em https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/-/artigo-de-opini%C3%A3o-vacina%C3%A7%C3%A3o-um-cuidado-para-todas-as-fases-da-vida
Embora o texto apresente informações sobre vacinação, seu principal objetivo é convencer o leitor acerca da importância de manter o cartão vacinal atualizado. Essa finalidade é alcançada porque predomina a sequência textual
Alternativas
Q4246459 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I

Vacinação: um cuidado para todas as fases da vida

Manter o cartão de vacinação atualizado é um dos gestos mais simples e, ao mesmo tempo, mais eficazes de cuidado com a saúde. Ainda assim, muitas pessoas associam a vacinação apenas à infância e acabam negligenciando a importância das vacinas ao longo da vida adulta e na terceira idade. Esse equívoco pode trazer riscos desnecessários, tanto individuais quanto coletivos.

Como médico, reforço que a vacinação é uma estratégia essencial de proteção individual e coletiva. Ela previne doenças graves, reduz hospitalizações, evita complicações e contribui diretamente para a chamada imunidade de grupo, que protege, inclusive, aqueles que, por alguma condição clínica, não podem ser vacinados. Ao longo das décadas, as vacinas se consolidaram como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O Brasil conta com um dos calendários de imunização mais completos do mundo, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esse calendário contempla vacinas desde o nascimento até a terceira idade, com esquemas específicos para cada faixa etária, levando em consideração fatores como idade, condições de saúde e riscos epidemiológicos.

É importante destacar que cada fase da vida possui um cartão de vacinação diferente, justamente porque as necessidades de proteção mudam ao longo do tempo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos demandam imunizações e reforços distintos, que acompanham o processo natural de desenvolvimento, envelhecimento e exposição a determinadas doenças.

Na prática clínica, observamos que muitos adultos não sabem quais vacinas precisam reforçar ou sequer possuem seu cartão atualizado. Doenças como hepatites, influenza, tétano, coqueluche e até algumas pneumonias podem ser prevenidas com vacinas disponíveis, seguras e amplamente testadas, reduzindo significativamente o risco de complicações e internações.

Na Unimed Cuiabá, contamos com uma equipe especializada, preparada para orientar, avaliar e regularizar o cartão de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Oferecemos por meio do nosso Núcleo de Vacinação, vacinas de maior abrangência, ou seja, todas as vacinas do calendário, com acompanhamento profissional, garantindo segurança, informação e acolhimento em cada etapa do cuidado.

Vacinar-se é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com a coletividade. Em um cenário em que doenças já controladas podem voltar a circular, manter o cartão de vacinação em dia é mais do que uma escolha individual: é um compromisso com a saúde pública, com o bem-estar da sociedade e, acima de tudo, com a vida.


Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá e médico urologista.

NOTÍCIAS UNIMED. Disponível em https://www.unimed.coop.br/site/web/cuiaba/-/artigo-de-opini%C3%A3o-vacina%C3%A7%C3%A3o-um-cuidado-para-todas-as-fases-da-vida
Ao defender a importância da vacinação ao longo da vida, o autor procura convencer o leitor por meio de diferentes recursos argumentativos. Assinale a alternativa que melhor caracteriza a argumentação desenvolvida no texto.
Alternativas
Q4246366 Português
A construção do sentido em textos do gênero tirinha ocorre por meio da articulação entre elementos verbais e visuais. Na produção do humor da tirinha, a fala final de Mamu revela que a dificuldade de comunicação decorreu do conflito entre a
Alternativas
Q4246364 Português
Texto 3


O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em 2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada por 77% da população como uma ferramenta essencial para acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de 2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda diretamente a relação com o comércio digital, com os programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se transformar em um motor de vendas no varejo digital. O relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como alimentos e itens essenciais.


Disponível em: https://niddedigital.com/77-dos-consumidores-brasileiros-jausam-inteligencia-artificial/. Acesso em: 4 jun. 2026.
Em textos informativos, diferentes recursos gráficos podem contribuir para a construção dos sentidos. No segundo parágrafo do texto, o uso das aspas com a expressão “consumidor equilibrista” justifica-se por
Alternativas
Q4246363 Português
Texto 3


O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em 2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada por 77% da população como uma ferramenta essencial para acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de 2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda diretamente a relação com o comércio digital, com os programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se transformar em um motor de vendas no varejo digital. O relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como alimentos e itens essenciais.


Disponível em: https://niddedigital.com/77-dos-consumidores-brasileiros-jausam-inteligencia-artificial/. Acesso em: 4 jun. 2026.
A ideia principal de uma notícia corresponde à informação que organiza e articula os demais dados apresentados. No relatório mencionado no texto, essa ideia principal está relacionada à afirmação de que, em 2026, o consumidor brasileiro
Alternativas
Q4246362 Português

Texto 2 





Disponível em: https://www.iffarroupilha.edu.br/ultimas-noticias/item/44219-

vem-ser-profissa-mec-lan%C3%A7a-campanha-dedivulga%C3%A7%C3%A3o-de-cursos-da-rede-federal. Acesso em: 6 jun.

2026.


O emprego de substantivos e adjetivos pode variar conforme a situação comunicativa e os objetivos do texto. A palavra “profissional”, que, a depender do contexto, pode ser classificada como substantivo ou adjetivo, é utilizada, no slogan da campanha, com a forma reduzida “profissa”. Esse uso contribui para
Alternativas
Q4246361 Português

Texto 2 





Disponível em: https://www.iffarroupilha.edu.br/ultimas-noticias/item/44219-

vem-ser-profissa-mec-lan%C3%A7a-campanha-dedivulga%C3%A7%C3%A3o-de-cursos-da-rede-federal. Acesso em: 6 jun.

2026.


A compreensão da campanha apresentada no texto envolve a articulação entre linguagem verbal e não verbal. Nesse contexto, a mensagem produzida pela combinação da frase “VEM SER PROFISSA” com a imagem das jovens reunidas pode ser compreendida como um convite à
Alternativas
Q4246360 Português
Texto 1


A linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo, dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas, – isto eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cafetão profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que os outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.


VERISSIMO, Luis Fernando. Gramática. In: GULLAR, Ferreira et al. O melhor
da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013. p.139-141. [Adaptado].
Em diversos momentos da crônica, o narrador utiliza palavras e expressões em sentido figurado para construir sua visão sobre a escrita. Na afirmação “Sou um gigolô das palavras”, a construção produz o efeito de representar o autor como alguém que 
Alternativas
Q4246359 Português
Texto 1


A linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo, dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas, – isto eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cafetão profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que os outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.


VERISSIMO, Luis Fernando. Gramática. In: GULLAR, Ferreira et al. O melhor
da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013. p.139-141. [Adaptado].
Ao comentar a possibilidade de um escritor tratar suas palavras “com a deferência de um namorado”, o narrador emprega um termo que contribui para caracterizar uma atitude diante da linguagem. Nesse contexto, a substituição da palavra “deferência” por um sinônimo preserva o sentido do trecho quando se utiliza a palavra
Alternativas
Respostas
3041: A
3042: B
3043: A
3044: D
3045: A
3046: B
3047: B
3048: D
3049: B
3050: A
3051: D
3052: D
3053: B
3054: C
3055: D
3056: B
3057: A
3058: B
3059: B
3060: D