Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4042372 Português

Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje



    Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.


    Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avós que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde.


     Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, também chamadas de memória de trabalho.


     As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular.


    A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do caÍé que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.


     No caso dos mais velhos, há várias causas. Entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informações armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais.


    Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens. Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memorias se perde.


    Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situaçôes distintas. Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular, que desligavam antes de começarem a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes.


     Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de fora. Os piores, quando permaneciam ligados. Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados, apresentaram resultados intermediários. Quer dizer, a simples presença do celular já é capaz de desviar a atenção.


    A seleção natural não moldou o cerebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida online. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.



Adaptado de. https://gauchazh clicrbs.com.brlcolunistas/drauzio-

varella/noticia/2026/04 /perda- de- memoria -talvez- seja-a - queixa - ma is-

frequente- nas-consultas-medicas-de-hoje

cmoa7waeg00wi015b4bb5wsc8.html

As informações implícitas e a articulação das ideias permitem uma leitura profundada do relato literário. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo sobre o trecho Eles riram:

I. A reação da plateia revela que os estudantes compreenderam o tom humorístico da fala do palestrante, rechaçando a possibilidade de um diagnóstico literal naquele contexto.
II. A aceitação natural com que antigamente se tratavam os episódios de lapsos de memória evidencia que a velhice era compreendida e respeitada em suas limitações biologicas.
III. No texto, subentende-se que a queixa médica frequente nos dias atuais se deve ao estresse de profissões de elite, como a medicina.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4042366 Português

Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje



    Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.


    Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avós que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde.


     Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, também chamadas de memória de trabalho.


     As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular.


    A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do caÍé que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.


     No caso dos mais velhos, há várias causas. Entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informações armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais.


    Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens. Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memorias se perde.


    Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situaçôes distintas. Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular, que desligavam antes de começarem a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes.


     Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de fora. Os piores, quando permaneciam ligados. Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados, apresentaram resultados intermediários. Quer dizer, a simples presença do celular já é capaz de desviar a atenção.


    A seleção natural não moldou o cerebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida online. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.



Adaptado de. https://gauchazh clicrbs.com.brlcolunistas/drauzio-

varella/noticia/2026/04 /perda- de- memoria -talvez- seja-a - queixa - ma is-

frequente- nas-consultas-medicas-de-hoje

cmoa7waeg00wi015b4bb5wsc8.html

O texto estabelece um contraste temporal e geracional na abordagem dos problemas de esquecimento. Com base na leitura global, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: LEGALLE Concursos Órgão: Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS Provas: LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Arquiteto | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Assessor de Imprensa | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Assistente Social | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Bibliotecário | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Biólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Bioquímico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Contador | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Enfermeiro | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Engenheiro Agrônomo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Engenheiro Eletricista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Fisioterapeuta | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Instrutor de Educação Física | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Médico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Médico Veterinário | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Nutricionista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Procurador Jurídico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Psicólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Odontólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q4042209 Português

A conduta no Serviço Público


A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve. 


Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.


Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.


As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas. 


Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.


Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito. 


O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes. 


O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo. 


Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.



Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.


Acerca da progressão temática do texto, assinale a alternativa que descreve o percurso argumentativo utilizado pelo autor.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: LEGALLE Concursos Órgão: Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS Provas: LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Arquiteto | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Assessor de Imprensa | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Assistente Social | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Bibliotecário | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Biólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Bioquímico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Contador | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Enfermeiro | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Engenheiro Agrônomo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Engenheiro Eletricista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Fisioterapeuta | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Instrutor de Educação Física | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Médico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Médico Veterinário | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Nutricionista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Procurador Jurídico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Psicólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Odontólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q4042208 Português

A conduta no Serviço Público


A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve. 


Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.


Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.


As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas. 


Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.


Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito. 


O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes. 


O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo. 


Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.



Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.


No vocabulário empregado no texto, há três palavras em destaque (negrito e sublinhado). Sem alterar o sentido original do texto, assinale a alternativa que propõe substitutos adequados para esses vocábulos, respectivamente: 
Alternativas
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Q4042207 Português

A conduta no Serviço Público


A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve. 


Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.


Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.


As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas. 


Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.


Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito. 


O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes. 


O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo. 


Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.



Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.


Observe o período destacado no final do quinto parágrafo. Sobre os mecanismos de coesão e as relações lógico-discursivas nesse trecho, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
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Q4042206 Português

A conduta no Serviço Público


A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve. 


Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.


Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.


As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas. 


Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.


Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito. 


O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes. 


O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo. 


Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.



Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.


No segundo parágrafo, o autor faz um questionamento. Qual das alternativas a seguir expressa o pressuposto da distinção questionada no contexto da conduta no serviço público? 
Alternativas
Q4042154 Português
Resíduos aderidos, poeira, barro e marcas de uso não exigem exatamente o mesmo tratamento na lavação de veículos automotores. A partir dessa diferença, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4042073 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



A calmaria antes da tempestade


   Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.  


   Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade. 


   Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.


   O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar. 


Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado). 

Ao contrapor indicadores econômicos favoráveis a dados como o número de beneficiários do Bolsa Família, inadimplentes e famílias endividadas, a autora sugere que: 
Alternativas
Q4042072 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



A calmaria antes da tempestade


   Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.  


   Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade. 


   Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.


   O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar. 


Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado). 

No segundo parágrafo, a autora menciona falas de conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, especialmente a expressão “Tá tudo parado”. No contexto do texto, essa fala contribui para: 
Alternativas
Q4042071 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



A calmaria antes da tempestade


   Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.  


   Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade. 


   Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.


   O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar. 


Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado). 

A autora inicia o texto com a metáfora da “calmaria antes da tempestade” e, em seguida, aproxima esse fenômeno de uma situação social e econômica. Considerando a construção argumentativa do texto, a metáfora é utilizada principalmente para indicar que: 
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Q4041964 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Por mais marmitas


   Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.


   Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.


   Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra. 


   Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso. 


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

No trecho “São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim”, a substituição que preserva adequadamente o sentido da palavra destacada é:
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Q4041960 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Por mais marmitas


   Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.


   Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.


   Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra. 


   Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso. 


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

Ao dizer que certas pessoas eram “todas conservas com alto teor de (s)ódio”, a autora produz um efeito expressivo que reforça sua crítica. A respeito desse uso, assinale a alternativa correta.
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Q4041959 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Por mais marmitas


   Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.


   Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.


   Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra. 


   Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso. 


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

No trecho em que afirma que “nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas”, a autora desenvolve uma leitura do comportamento humano segundo um critério implícito. Esse critério está mais bem expresso: 
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Q4041958 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Por mais marmitas


   Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.


   Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.


   Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra. 


   Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso. 


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

Ao contrapor “marmitas” e “conservas”, a autora organiza o texto a partir de uma oposição que ultrapassa o campo alimentar. Nesse contexto, essa comparação tem a função principal de: 
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Q4041957 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Por mais marmitas


   Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.


   Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.


   Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra. 


   Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso. 


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

No trecho “Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai”, as expressões destacadas foram empregadas em sentido:
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Q4041925 Português

Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.



Coluna I.



A- Metáfora.


B- Sinestesia.


C- Catacrese.


D- Pleonasmo.


E- Anacoluto.



Coluna II.



1- Embarcar num trem.


2- Eu tenho uma doce esperança.


3 A mim ninguém me engana.


4- O meu cunhado, você se entende com ele.


5- Na sua mente povoa só maldade.

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Q4041922 Português

Sobre tipologias textuais, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.



( ) As tipologias textuais são textos orais, ou escritos, que possuem uma estrutura fixa e objetivos bem definidos: relatar um acontecimento, descrever uma pessoa, defender, ou apresentar uma ideia, ensinar a fazer algo. Elas são classificadas em cinco tipos: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção.


( ) Os gêneros textuais são textos orais, ou escritos mais específicos, determinados pela intenção comunicativa e o contexto em que são utilizados. Considerando as principais características e estrutura das tipologias existentes, eles surgem dos cinco tipos de texto. Exemplos de gêneros textuais narrativos: romance, conto e novela. Exemplos de gêneros textuais descritivos: biografia, cardápio e notícia. Exemplos de gêneros textuais dissertativos: monografia, artigo e resenha. Exemplos de gêneros textuais expositivos: seminário, palestra e entrevista. Exemplos de gêneros textuais injuntivos: receitas, propagandas e manuais.


( ) Texto Narrativo: A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo, no qual são desenvolvidas as ações das personagens, marcadas pelo tempo e pelo espaço.


( ) Os textos narrativos possuem uma estrutura básica: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. Apresentação: trata-se da introdução do texto, onde são apresentadas algumas de suas principais características como o tempo, o espaço e as personagem que fazem parte da trama. Desenvolvimento: designa a maior parte do texto, onde são desenvolvidas as ações das personagens numa sequência de acontecimentos. Clímax: representa a parte mais emocionante, surpreendente e tensa da narrativa. Desfecho: é a parte final da trama, determinada pelo arremate de toda a história. Nela, é revelada o destino das personagens.

Alternativas
Q4041921 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.


Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva.


Preciso me concentrar mais, delirar mais.


Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.


(Autor desconhecido).

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “delirar” significa: 
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Q4041917 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.


Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva.


Preciso me concentrar mais, delirar mais.


Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.


(Autor desconhecido).

Analise o texto e marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4041785 Português

Para responder à questão, leia a crônica abaixo.


Quem deve ser condenado por nossos vícios?


        Comemoro e aplaudo a decisão do tribunal americano de responsabilizar a Meta e o Google por danos à saúde mental de uma jovem. Não absolvo as big techs. Mas nem tudo e culpa delas. Kaley começou a usar o Youtube aos 6 anos para assistir a videos sobre brilho labial. Aos 9 driblou o bloqueio ativado pela mãe para entrar no Instagram.


        O uso constante das redes afetou sua autoestima. E a isolou, em vez de estimular o convívio social. Ela postou centenas de fotos e desenvolveu dismorfia corporal, uma doença mental. A menina passa a ter preocupação obsessiva com a aparência. Acredita ser feia. Distorce sua imagem. Olha no espelho toda hora. Sofre. Quantas meninas se parecem com Kaley?


        Essa condenação inedita salvará vidas de crianças e adolescentes ansiosos e deprimidos? A decisão abre um precedente. Otimistas acreditam que as big techs, para evitar multas e indenizações, mudarão o desenho das plataformas, os conteúdos e os algoritmos que liberam dopamina. Não acredito que tv4eta e Google façam autocrítica e privilegiem as crianças, em vez dos lucros estratosféricos.


        Não é tudo culpa das big techs. A sociedade precisa acordar. Pode ter faltado conversa e atenção na casa da Kaley. E isso e compreensível. É muito difícil, para pais que trabalham fora, manter esse controle diário. Melhor nem ter YouTube na TV, porque ate o infantil tem desenhos e games estúpidos, violentos e viciantes. Um horror.


        Mas o vício e proprio do ser humano. Tenho amiga viciada em Coca-Cola. Em caÍe. Chocolate. Em cigarro. Jovens se viciam em vape. Já fui viciada em Rivotril e, depois, Frontal, livrei-me com oleo de cannabis. Há os alcoolatras, mais e menos assumidos. Os workaholícs. As drogas pesadas. E o vício da moda, canetas emagrecedoras. Vícios são tambem nossas escolhas.


        Falta, no caso das redes sociais, a consciência de que podem causar ansiedade, depressão e morte. Falta a Justiça se impor. Faltam os alertas oficiais do Ministério da Saúde, como no cigarro. Redes agem em nós como drogas. Está claro que a rolagem (scroll) infinita, a reprodução automática de vídeos, as notificações e os líkes criam dependência. Uso compulsivo. E tedio.


        Quantas vezes somos sugados pela rolagem de bobagens e paramos de escutar tudo a nossa volta, presos numa bolha? A interação humana tornou-se um desafio. Infinitamente mais com crianças. Sabemos que a competição com as redes e desleal. Filhos e netos escapam para o celular ou o iPad sempre que podem.


        Então. As big techs precisam mesmo ser responsabilizadas por negligência e crueldade com as crianças. São predadoras e gananciosas sim. Os executivos premeditaram. Conheciam os eíeitos negativos de seus produtos. Mas todo empresário cobiça produzir algo que vicie o consumidor. Quanto se Íalou da formula da CocaCola? A primeira versão tinha cocaína. Hoje, açúcar e cafeína.


        O que distingue remedio de droga e a quantidade. Overdose de um bom remedio pode matar. Esse criterio e objetivo: o tempo nas redes, É preciso estar no controle e não ser controlado. So adulto consegue - e nem todos. Outro critério, mais subjetivo, e identificar o conteúdo nocivo, o irrelevante e o construtivo. Gosto muito do meu feed.


        Kaley está com 20 anos e vai ganhar l.JS$ 3 milhôes de indenização - caso o recurso das big techs seja negado pela Justiça. O TikTok e o Snapchat fizeram acordos extrajudiciais. As multas são merreca para a lv'leta e o Google. As mães que perderam filhos apos bullyings virtuais comemoram a condenação. O caminho é pedregoso.


        Uma alegação de Kaley era que ficava no Instagram até pegar no sono. Você faz isso? Conhece alguma criança assim? Eu uso um app de relaxamento e meditação: o Calm. Também é um (bom) vício.


Autora: Ruth de Aquino

Considerando o trecho Não acredito que Meta e Google façam autocrítica e privilegiem as crianças, logo apos citar a contrária opinião de grupos muito otimistas, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o pressuposto argumentativo exato e a crença estrutural que fundamentam a declaração da autora.
Alternativas
Respostas
3101: C
3102: E
3103: B
3104: D
3105: D
3106: C
3107: A
3108: B
3109: D
3110: D
3111: C
3112: A
3113: C
3114: B
3115: B
3116: D
3117: B
3118: B
3119: D
3120: B