O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em
2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios
práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova
edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março
pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a
Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada
por 77% da população como uma ferramenta essencial para
acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras
imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62%
registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de
2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de
prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas
e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda
diretamente a relação com o comércio digital, com os
programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se
transformar em um motor de vendas no varejo digital. O
relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já
manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas
compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário
híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como
eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico
ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como
alimentos e itens essenciais.
A ideia principal de uma notícia corresponde à informação
que organiza e articula os demais dados apresentados. No
relatório mencionado no texto, essa ideia principal está
relacionada à afirmação de que, em 2026, o consumidor
brasileiro