Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.328 questões

Q3390501 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


Ficaria mantida a correção gramatical caso se suprimisse o fragmento explicativo “como a higiene e a inspeção de matadouros, frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal” acompanhado do par de vírgulas, do período “Além disso, outras habilidades privativas de sua profissão, como a higiene e a inspeção de matadouros, frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal, solidificaram a participação desse profissional na vigilância sanitária, o primeiro campo de trabalho da saúde pública a abrir espaço para a sua atuação.”.

Alternativas
Q3390500 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


No quarto parágrafo, no trecho “Além disso, outras habilidades privativas de sua profissão, como a higiene e a inspeção de matadouros, frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal”, sem prejudicar a correção gramatical, a expressão “Além disso” poderia ser substituída por Ademais.

Alternativas
Q3390499 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


No terceiro parágrafo, seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto a reorganização do trecho “pela primeira vez, em 1946, e compreende todos os esforços da comunidade que influenciam e são influenciados pela arte e ciência médica veterinária, aplicados à prevenção da doença, à proteção da vida e à promoção do bem‑estar e da eficiência do ser humano.” da seguinte maneira: Pela primeira vez empregado em 1946, oficialmente o termo “Saúde Pública” congloba todo o apoio da sociedade que influenciam e são pela arte e ciencia influenciadas e aplicadas a previnir a doença, proteger a vida e promover o bem‑estar e a eficiência humanos.

Alternativas
Q3390498 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


Sem prejuízo gramatical e para o sentido original do texto, no quarto parágrafo, o trecho “O médico veterinário foi, inicialmente, inserido nas equipes de saúde pública por estar apto a obter um diagnóstico seguro, estabelecer um tratamento eficaz e controlar as doenças dos animais antes que essas viessem a ser transmitidas aos seres humanos.” poderia ser reescrito da seguinte forma: O médico veterinário incorpora‑se ao grupo de profissionais de saúde por estar habituado a proteger a população contra as enfermidades coletivas originárias dos animais que possam ser transmitidas aos humanos.

Alternativas
Q3390491 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir


Conforme o texto, nos últimos tempos, o médico veterinário tem ocupado posições relevantes dentro das equipes de vigilância epidemiológica e ambiental, uma necessidade para a consolidação dessa carreira.

Alternativas
Q3390490 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir


Para o autor do texto, a promoção da saúde animal está intrinsecamente relacionada à promoção da saúde humana.

Alternativas
Q3390489 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir


De acordo com o texto, a vigilância sanitária foi o primeiro campo de atuação sistemática do médico veterinário na saúde pública.

Alternativas
Q3390488 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir


Do texto se deduz que a formação do médico veterinário harmoniza‑se com o conceito de saúde pública, que considera todos os fatores que determinam a saúde coletiva, sem se limitar às necessidades do indivíduo.

Alternativas
Q3390487 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir


Depreende‑se do texto que a atuação do médico veterinário, no Brasil, limita‑se à prática da clínica médica veterinária, pois são eles os profissionais responsáveis pelo cuidado animal.

Alternativas
Q3390486 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir


Deduz‑se do texto que as funções desempenhadas pelo médico veterinário em saúde pública incluem, entre outras, as relacionadas exclusivamente com a saúde animal, as de caráter eminentemente biomédico e as de administrador em saúde pública.

Alternativas
Q3390485 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).
Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir
Trata‑se de um texto predominantemente descritivo, cujo tema é a atuação do profissional médico veterinário no combate às doenças dos animais.
Alternativas
Q3390441 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
Considere as passagens:

•  “São, uns e outros, meus antípodas.” (3o parágrafo)
•  “… cordas içando baldes na soturna área interna do edifício.” (4o parágrafo)

Considerando o contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Alternativas
Q3390440 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
O cronista inclui o leitor no texto em:
Alternativas
Q3390439 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
De acordo com o cronista, existe um tipo de pessoa que  
Alternativas
Q3390437 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão:


Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump


     Dia desses, assistindo a uma entrevista, vi um capitalista dizer que, para ganhar mais dinheiro, precisa sair de sua “zona de conforto”. Oh, chavão. Pelo que pude entender, a “zona de conforto” representaria para ele um convite à acomodação e à preguiça improdutiva. Logo, um estado de relaxamento e de calma seria um vício moral; o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos, mesmo que calculados. Moral da história: o conforto não é bom para o tilintar das caixas registradoras.

    Outro capitalista, esse mais velho, nos tempos em que tinha um banco de investimentos na Avenida Faria Lima, comentava com seus diretos que não gostava de “gato gordo”. Ele não se referia a felinos, óbvio. Ele falava de homens. O “gato gordo”, em seu dicionário, era aquele ex-jovem promissor que rapidamente se refestelava numa posição remediada e se dava por satisfeito com ganhos de adiposidade, não mais de cifrões. A partir daí, o “gato gordo”, indolente, comprava uma casa de campo num condomínio fechado com heliporto e não queria mais saber de aventuras perigosas. Segundo os ensinamentos do lendário banqueiro, o “gato gordo” era uma praga. Quando identificava um, demitia correndo.

    A expressão “gato gordo” não se popularizou. A outra, “zona de conforto”, esta caiu na boca do povaréu e virou clichê no mundo corporativo. A toda hora, alguém aparece na sua frente para falar mal da “zona de conforto”, um signo universal de morosidade, procrastinação, inoperância e falta de iniciativa (pública ou privada).

    A ideologia funciona exatamente assim: as implicâncias idiossincráticas do patrão são alçadas a cânones inabaláveis de virtude para o empregado. De pé, oh, vítimas da fome! Fujam da sua zona de conforto!

    Sim, estou sendo irônico. Se for para falar sério, digo que “zona de conforto” é piada de mau gosto. Na vida de um bilionário, que não precisa saber quanto custa a anuidade da escola dos filhos e troca de jatinho todo ano, pode até ser divertido quebrar a rotina de vez em quando e desafiar o sossego, um pouquinho só. Mas, na vida do resto da humanidade, uma pitada de estabilidade tranquila é tudo de bom. Deveria ser festejada, nunca repudiada.


(Eugênio Bucci, “Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump”, 02.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-zona-de-conforto-meritocracia-e-trump/. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho do 1o parágrafo “… o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos…” é fiel ao sentido original.
Alternativas
Q3390436 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão:


Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump


     Dia desses, assistindo a uma entrevista, vi um capitalista dizer que, para ganhar mais dinheiro, precisa sair de sua “zona de conforto”. Oh, chavão. Pelo que pude entender, a “zona de conforto” representaria para ele um convite à acomodação e à preguiça improdutiva. Logo, um estado de relaxamento e de calma seria um vício moral; o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos, mesmo que calculados. Moral da história: o conforto não é bom para o tilintar das caixas registradoras.

    Outro capitalista, esse mais velho, nos tempos em que tinha um banco de investimentos na Avenida Faria Lima, comentava com seus diretos que não gostava de “gato gordo”. Ele não se referia a felinos, óbvio. Ele falava de homens. O “gato gordo”, em seu dicionário, era aquele ex-jovem promissor que rapidamente se refestelava numa posição remediada e se dava por satisfeito com ganhos de adiposidade, não mais de cifrões. A partir daí, o “gato gordo”, indolente, comprava uma casa de campo num condomínio fechado com heliporto e não queria mais saber de aventuras perigosas. Segundo os ensinamentos do lendário banqueiro, o “gato gordo” era uma praga. Quando identificava um, demitia correndo.

    A expressão “gato gordo” não se popularizou. A outra, “zona de conforto”, esta caiu na boca do povaréu e virou clichê no mundo corporativo. A toda hora, alguém aparece na sua frente para falar mal da “zona de conforto”, um signo universal de morosidade, procrastinação, inoperância e falta de iniciativa (pública ou privada).

    A ideologia funciona exatamente assim: as implicâncias idiossincráticas do patrão são alçadas a cânones inabaláveis de virtude para o empregado. De pé, oh, vítimas da fome! Fujam da sua zona de conforto!

    Sim, estou sendo irônico. Se for para falar sério, digo que “zona de conforto” é piada de mau gosto. Na vida de um bilionário, que não precisa saber quanto custa a anuidade da escola dos filhos e troca de jatinho todo ano, pode até ser divertido quebrar a rotina de vez em quando e desafiar o sossego, um pouquinho só. Mas, na vida do resto da humanidade, uma pitada de estabilidade tranquila é tudo de bom. Deveria ser festejada, nunca repudiada.


(Eugênio Bucci, “Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump”, 02.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-zona-de-conforto-meritocracia-e-trump/. Adaptado)
O fato de a expressão “zona de conforto” ser um clichê no mundo corporativo significa que, nesse contexto, seu emprego foi 
Alternativas
Q3390435 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão:


Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump


     Dia desses, assistindo a uma entrevista, vi um capitalista dizer que, para ganhar mais dinheiro, precisa sair de sua “zona de conforto”. Oh, chavão. Pelo que pude entender, a “zona de conforto” representaria para ele um convite à acomodação e à preguiça improdutiva. Logo, um estado de relaxamento e de calma seria um vício moral; o homem de negócios sem ócios precisa contar com uma dose de aflição, de nervosismo e até de medo, ou não terá disposição para correr riscos, mesmo que calculados. Moral da história: o conforto não é bom para o tilintar das caixas registradoras.

    Outro capitalista, esse mais velho, nos tempos em que tinha um banco de investimentos na Avenida Faria Lima, comentava com seus diretos que não gostava de “gato gordo”. Ele não se referia a felinos, óbvio. Ele falava de homens. O “gato gordo”, em seu dicionário, era aquele ex-jovem promissor que rapidamente se refestelava numa posição remediada e se dava por satisfeito com ganhos de adiposidade, não mais de cifrões. A partir daí, o “gato gordo”, indolente, comprava uma casa de campo num condomínio fechado com heliporto e não queria mais saber de aventuras perigosas. Segundo os ensinamentos do lendário banqueiro, o “gato gordo” era uma praga. Quando identificava um, demitia correndo.

    A expressão “gato gordo” não se popularizou. A outra, “zona de conforto”, esta caiu na boca do povaréu e virou clichê no mundo corporativo. A toda hora, alguém aparece na sua frente para falar mal da “zona de conforto”, um signo universal de morosidade, procrastinação, inoperância e falta de iniciativa (pública ou privada).

    A ideologia funciona exatamente assim: as implicâncias idiossincráticas do patrão são alçadas a cânones inabaláveis de virtude para o empregado. De pé, oh, vítimas da fome! Fujam da sua zona de conforto!

    Sim, estou sendo irônico. Se for para falar sério, digo que “zona de conforto” é piada de mau gosto. Na vida de um bilionário, que não precisa saber quanto custa a anuidade da escola dos filhos e troca de jatinho todo ano, pode até ser divertido quebrar a rotina de vez em quando e desafiar o sossego, um pouquinho só. Mas, na vida do resto da humanidade, uma pitada de estabilidade tranquila é tudo de bom. Deveria ser festejada, nunca repudiada.


(Eugênio Bucci, “Sobre zona de conforto, meritocracia e Trump”, 02.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-zona-de-conforto-meritocracia-e-trump/. Adaptado)
De acordo com as ideias presentes no excerto, é correto afirmar que o autor
Alternativas
Q3390074 Português
O Nosso Planeta Terra

    O planeta Terra é o lugar onde moramos. Ele é muito especial porque tem árvores, rios, animais e pessoas. Para que tudo isso continue bonito e saudável, precisamos cuidar do meio ambiente. Isso significa não jogar lixo no chão, não cortar muitas árvores e economizar água e energia.
    Quando cuidamos do meio ambiente, estamos ajudando a manter o planeta limpo e seguro para todos os seres vivos.
   Cada um de nós pode fazer a sua parte, como reciclar, plantar árvores e não jogar lixo na rua. Assim, podemos garantir um futuro melhor para o nosso planeta!
Qual das alternativas apresenta uma palavra que é sinônimo de "cuidar", conforme o contexto do texto? 
Alternativas
Q3390073 Português
O Nosso Planeta Terra

    O planeta Terra é o lugar onde moramos. Ele é muito especial porque tem árvores, rios, animais e pessoas. Para que tudo isso continue bonito e saudável, precisamos cuidar do meio ambiente. Isso significa não jogar lixo no chão, não cortar muitas árvores e economizar água e energia.
    Quando cuidamos do meio ambiente, estamos ajudando a manter o planeta limpo e seguro para todos os seres vivos.
   Cada um de nós pode fazer a sua parte, como reciclar, plantar árvores e não jogar lixo na rua. Assim, podemos garantir um futuro melhor para o nosso planeta!
Interpretação do texto referência
Analise as afirmações abaixo, marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso. De acordo com o texto, por que é fundamental que cada pessoa contribua para o cuidado do meio ambiente?

( ) Porque assim podemos evitar que o planeta fique mais quente e prejudique os seres vivos. (Correta)
( ) Porque jogar lixo na rua ajuda a manter as árvores saudáveis.
( ) Porque cortar árvores é a única forma de proteger os animais.
( ) Porque economizar água faz com que o rio desapareça mais rápido.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3390072 Português
O Nosso Planeta Terra

    O planeta Terra é o lugar onde moramos. Ele é muito especial porque tem árvores, rios, animais e pessoas. Para que tudo isso continue bonito e saudável, precisamos cuidar do meio ambiente. Isso significa não jogar lixo no chão, não cortar muitas árvores e economizar água e energia.
    Quando cuidamos do meio ambiente, estamos ajudando a manter o planeta limpo e seguro para todos os seres vivos.
   Cada um de nós pode fazer a sua parte, como reciclar, plantar árvores e não jogar lixo na rua. Assim, podemos garantir um futuro melhor para o nosso planeta!
Interpretação do texto referência
Quais ações listadas abaixo representam atitudes responsáveis para a preservação do planeta, conforme o texto?
Alternativas
Respostas
20341: C
20342: C
20343: E
20344: C
20345: C
20346: C
20347: C
20348: C
20349: E
20350: C
20351: E
20352: B
20353: A
20354: E
20355: D
20356: A
20357: C
20358: B
20359: D
20360: A