Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3392559 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.


(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
Na prática de leitura em sala de aula, espera-se que os alunos entendam que o trecho do texto literário do Naturalismo expressa
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Q3392557 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  Instalações com pouca circulação de ar, sem ar­ -condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. (1° parágrafo)
•  Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”. (1° parágrafo)

Com relação à organização das informações no texto, é correto afirmar que o primeiro trecho é predominantemente
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Q3392556 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Ao analisar os descritores para a compreensão textual no Ensino Fundamental, Luís Antônio Marcuschi (2008) vale-se da Matriz de Referência para os Descritores de Língua Portuguesa do SAEB 2001. Nessa matriz, um dos descritores é “reconhecer o efeito de sentido da escolha de uma determinada palavra ou expressão”.

Com base nessa explicação, o termo destacado cujo sentido remete à confirmação de uma ideia é: 
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Q3392555 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com a BNCC, o campo de atuação na vida pública prevê a “consolidação e desenvolvimento de habilidades e aprendizagem de novos procedimentos envolvidos na leitura/escuta e produção de textos pertencentes a gêneros relacionados à proposição, debate, aprovação e implementação de propostas e projetos de lei, à defesa e reclamação de direitos e à elaboração de projetos culturais e de intervenção de diferentes naturezas.” Assim, ao analisar a proposta do editorial – a instalação de equipamentos de ar-condicionado –, conclui-se corretamente que, na sua produção, a finalidade a ser atingida é:
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Q3392553 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Na passagem do 1° parágrafo “O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima.”, o articulador destacado estabelece a sequenciação no texto por meio da contrajunção.

Com base em Koch e Elias (2011), esse mesmo tipo de sequenciação ocorre com o emprego do articulador destacado em: 
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Q3392552 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com Koch e Elias (2011), os elementos dêiticos têm a função de “localizar entidades no contexto espácio­ -temporal, social e discursivo”, como se pode comprovar com o termo destacado em: 
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Q3392551 Português
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Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Luís Antônio Marcuschi (2008) explica que “no processo de compreensão, desenvolvemos atividades inferenciais”. Essa ideia é exemplificada com a informação destacada no seguinte trecho:
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Q3392550 Português
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Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Com base em Kleiman (1993), supondo-se que o professor delimite como primeiro propósito de leitura dos alunos a identificação do tema do texto, a resposta esperada diz respeito à discussão sobre a
Alternativas
Q3392549 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, 2004), a capacidade de linguagem dominante no texto e o seu domínio social de comunicação correspondem a, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3392547 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.



Q30_31.png (713×233)

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.03.2025)
Supondo que as frases do personagem constituam eventos de fala, de acordo com Bortoni-Ricardo (2004), elas devem ser analisadas no contínuo de monitoração estilística como: 
Alternativas
Q3392546 Português
Contexto: Entrevista com um engenheiro, 28 anos, sobre a existência ou não de diferenças na fala do homem e da mulher.

Doc. e você? como é que você descreveria a SUA fala?
InfH. eita... ((ri demonstrando nervosismo)) a minha voz é muito baixa
Doc. sua voz é baixa?
InfH. é
Doc. o que mais?
InfH. tenho uns vícios de linguagem
Doc. vícios de linguagem?
InfH. é
Doc. que vícios?
InfH. éh: ... deixe-me ver ... uma coisa que eu me / me fiscalizo muito é:         Concordância ... fiscalizo demais

(Ângela Paiva Dionísio, “Análise da Conversação”. Em: Mussalim & Bentes [orgs.], 2004. Adaptado)

No trecho de entrevista apresentado, o documentador estabelece a interação com o informante predominantemente por meio de
Alternativas
Q3392545 Português
De acordo com Kleiman (1993), o processo de leitura depende da
Alternativas
Q3392543 Português
De acordo com Koch e Elias (2011), a noção de gêneros textuais é respaldada
Alternativas
Q3392524 Português
Leia trecho do conto “A condessa descalça” para responder à questão.


    A moça deixou o Brasil e hoje mora em Bruxelas, graças a uma bolsa de estudos. A moça vive modestamente na pensão de uma grega chamada Papacapopoulos, ou coisa parecida. Um dia a senhoria lhe disse que era um absurdo ela estar na Europa e não viajar: não ter ainda conhecido Londres, por exemplo, que era tão perto. Então a moça economizou um dinheirinho e comprou a passagem: a Papacapopoulos lhe recomendou a filha, que vivia lá.

    E a moça foi a Londres, toda contente. Chegou à noite, debaixo de chuva, depois de uma viagem de navio e outra de trem. Molhou-se da estação até o táxi. Já no hotel, deixou os sapatos encharcados junto do aquecedor, deitou-se e dormiu. 

    Pela manhã, verificou que os sapatos estavam secos, mas estalando de tão secos: assados. Mal lhe entravam no pé. Não tendo outros, calçou-se assim mesmo, depois de muito esforço, e saiu pelas ruas, a perna dura, dando patadas no chão, à procura de uma sapataria. Encontrou uma, explicou-se como pôde, mostrando nos pés os sapatos esturricados. O homem os olhava, assombrado. Quando se dispôs a atendê-la verificou que não tinha o número que ela calçava: 33. Recomendou-lhe outra sapataria.

    Esta outra também não tinha – e assim, sucessivamente, ela foi a sete sapatarias londrinas, sem resultado. Já se desesperava, reduzida à perspectiva de condessa descalça, única coisa que Londres lhe poderia oferecer. Acabou voltando para o hotel. Tinha os pés empolados, cheios de bolhas e de calos. Resolveu mergulhar os sapatos na banheira para ver se, molhados, recuperavam sua condição anterior.


(Fernando Sabino. A condessa descalça. https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
Assinale a alternativa que contém afirmação em conformidade com o que foi tratado no texto e com a norma-padrão de regência verbal e nominal.
Alternativas
Q3392521 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Ao contrário do que os nossos avós teimam em dizer, uma tendência histórica é que cada nova geração é mais inteligente que a anterior. A ciência batizou esse fenômeno de Lei de Flynn, inspirada nas observações do pesquisador neozelandês James Flynn, que encontrou um aumento constante na pontuação média de testes de quociente intelectual (QI) ao longo do século 20.

    Entretanto, recentemente, essa tendência começou a se reverter. Estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que a pontuação de QI está em declínio pela primeira vez desde que começou a ser medida. O fenômeno ganhou o nome de “Efeito Flynn Reverso” e tem deixado pesquisadores confusos e em busca de explicações.

  As principais hipóteses que elucidam isso têm apontado para uma queda generalizada na capacidade humana de concentração profunda e esforço cognitivo prolongado. Isso tem sido ligado à forma como consumimos informação. Trocamos os livros, que exigiam horas e dias de imersão, por fragmentos de conteúdo mastigado que bombardeiam nosso cérebro, mas raramente exigem ou estimulam alguma participação mental ativa.

    A inteligência artificial (IA), ainda incorretamente vista como rival da cognição humana, pode tornar-se a nossa mais poderosa aliada contra essa nova tendência. Longe de só dar respostas definitivas, algoritmos de linguagem têm a capacidade de engajar as pessoas, guiando-as por caminhos de descoberta que despertam o pensamento crítico e a curiosidade.

   No ambiente de trabalho, ferramentas de IA já estão liberando a cognição humana de tarefas rotineiras, permitindo que nossos cérebros se dediquem a desafios que exigem criatividade e raciocínio complexo, justamente as habilidades que definem a inteligência humana avançada e são mais difíceis de automatizar.

   O futuro mais promissor é uma simbiose cognitiva entre humanos e máquinas, com pessoas usando ferramentas de IA para ampliar suas capacidades intelectuais, não para substituir o pensamento.


(Alexandre Chiavegatto Filho. Por que humanos estão ficando menos inteligentes – e como reverter essa tendência. www.estadao.com.br, 19.03.2025. Adaptado)




Um vocábulo empregado no texto em sentido figurado está destacado em: 
Alternativas
Q3392519 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Ao contrário do que os nossos avós teimam em dizer, uma tendência histórica é que cada nova geração é mais inteligente que a anterior. A ciência batizou esse fenômeno de Lei de Flynn, inspirada nas observações do pesquisador neozelandês James Flynn, que encontrou um aumento constante na pontuação média de testes de quociente intelectual (QI) ao longo do século 20.

    Entretanto, recentemente, essa tendência começou a se reverter. Estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que a pontuação de QI está em declínio pela primeira vez desde que começou a ser medida. O fenômeno ganhou o nome de “Efeito Flynn Reverso” e tem deixado pesquisadores confusos e em busca de explicações.

  As principais hipóteses que elucidam isso têm apontado para uma queda generalizada na capacidade humana de concentração profunda e esforço cognitivo prolongado. Isso tem sido ligado à forma como consumimos informação. Trocamos os livros, que exigiam horas e dias de imersão, por fragmentos de conteúdo mastigado que bombardeiam nosso cérebro, mas raramente exigem ou estimulam alguma participação mental ativa.

    A inteligência artificial (IA), ainda incorretamente vista como rival da cognição humana, pode tornar-se a nossa mais poderosa aliada contra essa nova tendência. Longe de só dar respostas definitivas, algoritmos de linguagem têm a capacidade de engajar as pessoas, guiando-as por caminhos de descoberta que despertam o pensamento crítico e a curiosidade.

   No ambiente de trabalho, ferramentas de IA já estão liberando a cognição humana de tarefas rotineiras, permitindo que nossos cérebros se dediquem a desafios que exigem criatividade e raciocínio complexo, justamente as habilidades que definem a inteligência humana avançada e são mais difíceis de automatizar.

   O futuro mais promissor é uma simbiose cognitiva entre humanos e máquinas, com pessoas usando ferramentas de IA para ampliar suas capacidades intelectuais, não para substituir o pensamento.


(Alexandre Chiavegatto Filho. Por que humanos estão ficando menos inteligentes – e como reverter essa tendência. www.estadao.com.br, 19.03.2025. Adaptado)




Um trecho do texto em que se observa uma possível causa do chamado “Efeito Flynn Reverso” é:
Alternativas
Q3392518 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Ao contrário do que os nossos avós teimam em dizer, uma tendência histórica é que cada nova geração é mais inteligente que a anterior. A ciência batizou esse fenômeno de Lei de Flynn, inspirada nas observações do pesquisador neozelandês James Flynn, que encontrou um aumento constante na pontuação média de testes de quociente intelectual (QI) ao longo do século 20.

    Entretanto, recentemente, essa tendência começou a se reverter. Estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que a pontuação de QI está em declínio pela primeira vez desde que começou a ser medida. O fenômeno ganhou o nome de “Efeito Flynn Reverso” e tem deixado pesquisadores confusos e em busca de explicações.

  As principais hipóteses que elucidam isso têm apontado para uma queda generalizada na capacidade humana de concentração profunda e esforço cognitivo prolongado. Isso tem sido ligado à forma como consumimos informação. Trocamos os livros, que exigiam horas e dias de imersão, por fragmentos de conteúdo mastigado que bombardeiam nosso cérebro, mas raramente exigem ou estimulam alguma participação mental ativa.

    A inteligência artificial (IA), ainda incorretamente vista como rival da cognição humana, pode tornar-se a nossa mais poderosa aliada contra essa nova tendência. Longe de só dar respostas definitivas, algoritmos de linguagem têm a capacidade de engajar as pessoas, guiando-as por caminhos de descoberta que despertam o pensamento crítico e a curiosidade.

   No ambiente de trabalho, ferramentas de IA já estão liberando a cognição humana de tarefas rotineiras, permitindo que nossos cérebros se dediquem a desafios que exigem criatividade e raciocínio complexo, justamente as habilidades que definem a inteligência humana avançada e são mais difíceis de automatizar.

   O futuro mais promissor é uma simbiose cognitiva entre humanos e máquinas, com pessoas usando ferramentas de IA para ampliar suas capacidades intelectuais, não para substituir o pensamento.


(Alexandre Chiavegatto Filho. Por que humanos estão ficando menos inteligentes – e como reverter essa tendência. www.estadao.com.br, 19.03.2025. Adaptado)




De acordo com as informações apresentadas no texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3392221 Português

Leia o Texto II para responder à questão.


    Nunca houve tanto diagnóstico de transtorno neurológico infantil. Em apenas um ano, entre 2022 e 2023, cerca de 200 mil crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foram matriculados em salas de aula comuns no Brasil, um aumento de 50% segundo o Censo de Educação Básica. Mais do que uma questão para as famílias, esse cenário reflete um novo desafio nos colégios, que só deve crescer neste ano: o de como lidar com salas de alunos cada vez mais diversas e complexas.

    Toda criança atípica tem direito a adaptação escolar para que consiga acompanhar pedagogicamente sua turma. “O papel da escola é ensinar da maneira que a criança aprende. A professora colocar todo mundo na cadeira, passar uma fórmula e, se o aluno não atingir a nota, ele é que é errado não é a essência da escola”, afirma a neuropsicopedagoga Ingrid Garrido. “O cérebro da criança atípica não funciona desse jeito. Então é essa criança que vai sempre para a coordenação, é essa que vão achar que é mal educada.”

    “Quando saímos da licenciatura não estamos preparados nem para os alunos considerados típicos, quanto mais para os atípicos. Aprende-se na marra!”, brinca a professora Rosangela Senger, que está há 33 anos na profissão e já teve sala em que um aluno tinha TEA, três TDAH e um TOD (transtorno opositor desafiador). Para Rosangela, trabalhar em parceria com a família e os terapeutas é o melhor caminho, independentemente da necessidade em questão. “Não acredito que seja papel somente da escola oferecer a formação ao professor, mas este precisa buscar um aprofundamento para que seus alunos se desenvolvam da melhor forma. Mas te digo: ultimamente, a falta de limite, interesse e respeito de alunos considerados típicos é a nossa maior luta diária.”


(Luciana Garbin. Há cada vez mais diagnóstico de TDAH, autismo e outros transtornos: pais e escolas estão preparados? Disponível em: www.estadao.com.br/cultura, 12.02.2025. Adaptado)

O Texto II ilustra a opinião do autor do Texto I sobre o ensino tradicional, no trecho:
Alternativas
Q3392215 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


    Toda criança aprende. A condição humana é aprendida. Há alguns equívocos muito presentes nas tradições educacionais e pedagógicas atuais, a maioria deles sustentada por uma concepção inatista de aprendizagem. Fundamenta-se no pressuposto de que já nascemos com certas disposições para aprender ou não. Isso gera controvérsias e complexidades: alguns teriam as “capacidades” de aprendizagem, outros e outras não “teriam” essas qualidades.

    Para nossa concepção de educação, os chamados bloqueios de aprendizagem devem ser analisados em sua totalidade, muito mais como um problema da tradição pedagógica autoritária e da forma conservadora de organizar a escola e o currículo do que uma suposta “falha” da criança. Hoje, a ditadura da sociedade tecnológica, a apelação consumista, a raridade de espaços humanizadores, a lacuna na formação artística, teatral, musical, fazem com que a indústria cultural seja um grande poluente sonoro e visual, chegando aos corações e mentes das crianças sem dispositivos de crítica da proposta pedagógica da escola, na direção de mostrar outra música, outro repertório, outras brincadeiras, outras danças.

    Criar espaços de humanização, de exposição serena das crianças a outras coordenadas antropológicas, a outra atmosfera de sentido, a outra música, de outra arte, de alegria, de teatro, de conversas, ajuda muito a “desbloquear” qualquer pessoa! A escola, para mim, deve ter clareza de ser contraponto, competente e lúcido, à indústria cultural alienante e consumista. Mostrar os grandes mestres e mestras da humanidade, neste tempo especial de aprender, é um trunfo inaudito! O conhecimento sensível e a sensibilidade esclarecida são os condutores do afeto e da lucidez crítica. Ensinar a pensar e a sentir!

    Precisamos superar os ritos classificatórios e meritocráticos tradicionais. Os pais e professores podem começar avaliando o contexto pleno da criança, seu mundo, seus estímulos, internos e externos, ouvindo suas queixas, aceitando suas versões, buscando superar as contradições que levam àquele resultado. Relativizar as notas escolares, hoje, pode ser um bom começo; depreende-se que a nota é resultante de uma estrutura baseada na memória e na retenção de informação. Ora, tomada estritamente, esta suposta qualidade mnemônica assemelha-se ao depositário de um “chip”, que está disponível na internet, o Google ou o ChatGPT “sabem” mais de quantidade ou de volume de informação do que a escola.

    A Escola que eu sonho é mais do que informação e memória, é aquela capaz de transformar a informação em algo subjetivo, agradável, pertinente, com sentido para a vida das crianças e dos adolescentes! Isto é o que se designa como aprendizagem significativa, que guarda sentido para a criança, para seu universo, para seu mundo. E dele, como sujeito, a criança poderá alçar aos mais longínquos horizontes.


(César Nunes. Toda criança aprende – aprender é existir. In: Da educação que ama ao amor que educa. Principis, 2023. Adaptado)

No trecho “Mostrar os grandes mestres e mestras da humanidade, neste tempo especial de aprender, é um trunfo inaudito! (3o parágrafo)”, a expressão destacada tem como sinônimo
Alternativas
Q3392031 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Lavagem cerebral


   O Dicionário Oxford de Inglês define “lavagem cerebral” [brainwashing] como a “eliminação sistemática e muitas vezes forçada da mente de uma pessoa de ideias mais estabelecidas para que outro conjunto de ideias possa tomar seu lugar”. De acordo com esta definição, a lavagem cerebral pode ser descrita como a tentativa proposital de mudar as ideias e crenças de um indivíduo.

    No entanto, como todos nós somos bombardeados diariamente com tentativas de mudar nossas crenças, a lavagem cerebral precisa ser vista como uma tentativa radical ou extrema de mudar as crenças e as ideias de um indivíduo. Como Kathleen Taylor apontou em seu livro Brainwashing: The Science of Thought Control, a lavagem cerebral pode ser identificada por duas características identificáveis em suas vítimas.

   Em primeiro lugar, aquele que sofre lavagem cerebral adota novas crenças e ideias que são drasticamente diferentes e muitas vezes completamente contraditórias em relação às suas crenças anteriores. Em segundo lugar, a vítima de lavagem cerebral não adota essas novas crenças gradualmente, ao longo de meses ou anos, mas em um período muito curto e, na maioria das vezes, instantaneamente.


(O Que é Lavagem Cerebral? A Psicologia da Manipulação de Mentes. Disponível em: https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/1104/ o_que_e_lavagem_cerebral_a_psicologia_da_manipulacao_de_mentes. Acesso em 22.03.2025)
Em “… eliminação sistemática e muitas vezes forçada da mente…” (1o parágrafo), a palavra destacada é sinônimo de
Alternativas
Respostas
20281: D
20282: D
20283: B
20284: C
20285: E
20286: E
20287: A
20288: B
20289: E
20290: C
20291: B
20292: E
20293: C
20294: A
20295: C
20296: C
20297: D
20298: B
20299: A
20300: B