Questões de Concurso
Sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português
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Considerando o emprego do hífen na palavra 'porta-voz', analise as asserções a seguir.
I.O vocábulo 'porta-voz' está grafado corretamente com hífen, pois é um composto sem elemento de ligação cujo primeiro termo está representado por uma forma verbal.
PORQUE
II.A palavra 'porta-voz' é um substantivo composto formado por uma forma verbal (porta, do verbo portar) unida a um substantivo (voz), assim como os compostos 'conta-gotas' e 'para-quedas', que estão grafadas corretamente com hífen, pela mesma regra.
A respeito das asserções, analise a afirmativa CORRETA.
TEXTO I
Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE
Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu
Victória Batalha
O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.
Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.
Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.
Perfil dos trabalhadores por aplicativo
Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.
A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.
A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.
Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado).
O último a entrar
Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.
O chofer viu, no momento de dar partida:
– Tem um sobrando aí atrás.
E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.
– Quem é que entrou por último?
O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.
– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.
– Como é? Alguém tem de sair.
O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.
– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.
Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:
– Salte o último a entrar.
O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?
– Ainda tem um sobrando.
E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.
– Um vai ter que sair.
Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:
– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.
Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:
– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.
O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:
– E o senhor?
– Esperando ônibus.
– Então entre.
O velhinho entrou, o ônibus partiu.
(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)
( ) Na curva perigosa dos cinquenta derrapei neste amor ( simples/ derivado)
( ) “Que pétala sensível e secreta me atormenta”. ( Carlos Drummond Andrade) (simples/ primitivo)
( ) São uns olhos verdes ( derivado / simples)
( ) Pensamento gentil de paz eternamente grata. ( simples / derivado )
( ) O cão espiou o dono desconfiado. ( primitivo / simples)
Nessas condições assinale a alternativa correta:
A estrutura morfológica das palavras no texto literário funciona como um recurso expressivo fundamental para a caracterização das personagens e das ações. Com base nos processos de estrutura e formação de palavras existentes na Língua Portuguesa, analise os vocábulos e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O substantivo “janta”, em “– Hora da janta” (6º§), provém do verbo “jantar” por meio de derivação regressiva.
( ) O adjetivo “preguiçoso”, em “O filho preguiçoso... até para comer.” (30º§), é formado a partir de derivação sufixal.
( ) O verbo “retorceu”, em “O marido retorceu as pontas úmidas do bigode:” (19º§), é formado por derivação prefixal e sufixal.
( ) O vocábulo “dorminhoco”, em “Olho vermelho de dorminhoco, [...]” (2º§), exemplifica o processo de composição por aglutinação.
A sequência está correta em
I. Em “A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho” (4º par.) – a conjunção integrante destacada inicia uma oração subordinada substantiva subjetiva.
II. Em “um pacote de reestruturação administrativa e operacional” (5º par.), nota-se a presença de um Substantivo formado por derivação prefixal e sufixal e que é modificado por dois vocábulos de natureza adjetiva.
III. Em “A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.” (6º par.), nota-se em destaque a presença de dois vocábulos homônimos perfeitos de mesma classe gramatical.
IV. Em “Os valores desses ativos variam de acordo com a localização e tamanho.” (8º par.), o elemento coesivo destacado poderia ser corretamente substituído por “consoante” sem necessidade de ajustes no contexto.
Pode-se dizer que está correto o que se afirmou apenas em
( ) Em “para reforçar o caixa dos Correios.” (1º par.), o vocábulo destacado determina o aspecto semântico do substantivo “caixa”, o qual seria alterado diante da presença do feminino.
( ) Em “...dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.” (1º par.), nota-se uma manutenção da semântica empregada e da classe morfológica da palavra em destaque, se tal passagem fosse reescrita da seguinte forma: “da empresa estatal”.
( ) Em “para reorganizar as contas” (2º par.), o vocábulo em destaque foi formado por derivação prefixal.
( ) Em “O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.” (3º par.), os vocábulos destacados foram acentuados por possuírem tonicidade silábica distinta.
( ) Em “em diferentes regiões do país” (7º par.), a palavra destacada tem como justificativa de acentuação o fato de ser uma oxítona.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência.
A palavra destacada no pensamento acima é sinônima de:

I. Os vocábulos “perda” e “uso” se mostram como substantivos abstratos primitivos que dão origem aos seus respectivos verbos derivados: “perder” e “usar”.
II. Em “Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio.” (3º par.), o pronome oblíquo tônico se encontra na posição proclítica, mas não de forma obrigatória.
III. Em “Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade.” (4º par.), o vocábulo destacado sofreu o processo de derivação parassintética quanto à inserção de prefixo e sufixo junto ao radical.
IV. Em “É a ideia de que existem muitos ‘saberes’ igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada.” (4º par.), a expressão destacada poderia ser coesivamente substituída por “destes” a fim de manter a correção e o sentido do contexto.
Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi afirmado somente em:
“Pernambucano”, “recifense”… Quem define o gentílico de um lugar?
Por Bela Lobato

(Disponível em: super.abril.com.br/coluna/oraculo/pernambucano-recifense-quem-define-o-gentilico-de-umlugar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O texto apresenta exemplos de variação linguística regional e seu impacto no reconhecimento local de palavras dessa natureza.
II. Tendo em vista que o texto objetiva apenas levantar curiosidades a respeito dos gentílicos, não se identifica nele nenhuma definição linguística.
III. Pode-se identificar no texto uma breve explicação a respeito do processo de formação de palavras que origina os gentílicos.
Quais estão corretas?
“Uma cidade verdadeiramente desenvolvida não seja aquela que permanece acordada o tempo inteiro, mas aquela que sabe equilibrar movimento e pausa.”
A análise da estrutura das palavras e das relações estabelecidas entre os termos do período permite identificar diferentes classes gramaticais e processos de formação vocabular.
Considerando os aspectos morfológicos e morfossintáticos presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
I. O substantivo subsecretária (4º parágrafo) é formado por derivação prefixal, mediante anexação de afixo de valor hierárquico inÍerior à base.
II. O vocábulo escolaridade (5º parágrafo) provém de derivação sufixal a partir do adjetivo escolar, com acréscimo de sufixo nominalizador.
III. A forma verbal acumulou (2º parágrafo) é classificada como exemplo clássico de composição por hibridismo greco-latino.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. O substantivo subsecretária (4° paragrafo) é formado por derivação prefixal, mediante anexação de afixo de valor hierárquico inferior a base.
II.. O vocábulo escolaridade (5° paragrafo) provém de derivação sufixal a partir do adjetivo escolar, com acréscimo de sufixo nominalizador.
III. A forma verbal acumulou (2° paragrafo) é classificada como exemplo clássico de composição por hibridismo greco-latino.
Está CORRETO o que se afirma em: