Questões de Concurso Sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

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Q3864455 Português
Situação hipotética: Em uma aula sobre processos de formação de palavras, um aluno apresenta o termo 'subdesenvolvimento' como exemplo de derivação imprópria. Assertiva: O aluno, ao sugerir 'subdesenvolvimento' como derivação imprópria, comete um equívoco, pois essa palavra é, de fato, formada por parassíntese, em que o prefixo 'sub-' e o sufixo '-mento' se juntam simultaneamente ao radical 'desenvolv-'.
Alternativas
Q3864443 Português
O processo de formação de palavras por derivação parassintética ocorre quando há o acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo a um radical, de modo que a retirada de um dos afixos inviabiliza a existência da palavra na língua portuguesa, como no exemplo de 'embarcar', onde tanto 'barcar' quanto 'embarco' não existem como palavras autônomas.
Alternativas
Q3860858 Português
O processo de formação de palavras por derivação envolve a adição de afixos (prefixos ou sufixos) a uma palavra-base, alterando seu sentido ou sua classe gramatical, como em 'infeliz' ou 'livraria'.
Alternativas
Q3859399 Português
Na formação de palavras por derivação, o processo de sufixação sempre resulta em uma mudança de classe gramatical da palavra original, como em 'feliz' (adjetivo) para 'felizmente' (advérbio).
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146739 Português
Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, ao chegar em sua sala de aula, presenciou uma conversa entre dois estudantes:
— Meu pai disse que essa palavra não pode existir! — Mas é irada! O nome do site é bem bolado, não?
Eles estavam olhando a tela do celular de um deles que mostrava a logomarca de um site:

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O professor interveio e perguntou aos estudantes: “Vocês sabem que faz sentido a formação dessa palavra, não é? Ela segue uma lógica de um processo de formação de palavras bem comum no português!″
Os estudantes ficaram curiosos, e ele resolveu abordar o assunto na aula.
Para que os estudantes entendam qual o processo de formação de palavras que se deu para a criação do nome do site, o professor propôs que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145138 Português
TEXTO 1


Composição de bases presas


No português, é muito comum a formação de palavras ou radicais a partir de combinações com bases presas. Citamos como exemplo a forma agricultura, em que agri- é uma forma presa.

Nesse tipo de composição, que envolve pelo menos uma base presa, o segundo termo é o núcleo e o primeiro é o especificador; ao contrário do que encontramos na composição de bases livres, em que o primeiro é o núcleo e o segundo é o especificador.


BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).



TEXTO 2






Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 25 maio 2025.

Quais conhecimentos devem ser mobilizados para explicar o uso da palavra “ecoansiedade” no Texto 2? 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145137 Português
TEXTO 1


Composição de bases presas


No português, é muito comum a formação de palavras ou radicais a partir de combinações com bases presas. Citamos como exemplo a forma agricultura, em que agri- é uma forma presa.

Nesse tipo de composição, que envolve pelo menos uma base presa, o segundo termo é o núcleo e o primeiro é o especificador; ao contrário do que encontramos na composição de bases livres, em que o primeiro é o núcleo e o segundo é o especificador.


BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).



TEXTO 2






Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 25 maio 2025.

Durante uma aula de Língua Portuguesa, um professor apresenta o Texto 2 e propõe uma atividade sobre o processo de formação da palavra “ecoansiedade”. Para garantir uma análise coerente com os princípios observados no Texto 1, o professor deve orientar, nessa atividade, que os estudantes
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145136 Português
TEXTO 1


Composição de bases presas


No português, é muito comum a formação de palavras ou radicais a partir de combinações com bases presas. Citamos como exemplo a forma agricultura, em que agri- é uma forma presa.

Nesse tipo de composição, que envolve pelo menos uma base presa, o segundo termo é o núcleo e o primeiro é o especificador; ao contrário do que encontramos na composição de bases livres, em que o primeiro é o núcleo e o segundo é o especificador.


BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1987 (adaptado).



TEXTO 2






Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 25 maio 2025.

Comparando os textos 1 e 2, compreende-se que a palavra “ecoansiedade” exemplifica um caso de composição por base presa porque o elemento “eco” 
Alternativas
Q4113012 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considerando a palavra "encontro" no trecho "A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro" e os processos de formação de palavras em língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à sua estrutura morfológica e à classificação do processo de formação que a originou.
Alternativas
Q4112933 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considerando a palavra "encontro" no trecho "A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro" e os processos de formação de palavras em língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à sua estrutura morfológica e à classificação do processo de formação que a originou.
Alternativas
Q4112889 Português
A luavezinha


Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.



COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
Considerando o processo de formação e à classificação morfológica da palavra "canto" no enunciado "Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo", pode-se afirmar que trata-se de um substantivo:
Alternativas
Q4112806 Português
A luavezinha


Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
Considerando o processo de formação e à classificação morfológica da palavra "canto" no enunciado "Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo", pode-se afirmar que trata-se de um substantivo: 
Alternativas
Q4112711 Português
A luavezinha


Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
Considerando o processo de formação e à classificação morfológica da palavra "canto" no enunciado "Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo", pode-se afirmar que trata-se de um substantivo:
Alternativas
Q4112669 Português
A luavezinha


Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.



COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
Considerando o processo de formação e à classificação morfológica da palavra "canto" no enunciado "Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo", pode-se afirmar que trata-se de um substantivo:
Alternativas
Q4112300 Português
A luavezinha

Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
Considerando o processo de formação e à classificação morfológica da palavra "canto" no enunciado "Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo", pode-se afirmar que trata-se de um substantivo:
Alternativas
Q4111221 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considerando a palavra "encontro" no trecho "A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro" e os processos de formação de palavras em língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à sua estrutura morfológica e à classificação do processo de formação que a originou.
Alternativas
Q4111058 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considerando a palavra "encontro" no trecho "A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro" e os processos de formação de palavras em língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à sua estrutura morfológica e à classificação do processo de formação que a origino
Alternativas
Q4106580 Português

Texto 3


Dicas para não cair em golpes na internet 



Adaptado de: https://blog.acerto.com.br/dicas-e-noticias/phishing/. Acesso em: 23 jul. 2025.

Assinale a alternativa em que todas as palavras resultam do mesmo processo de formação da palavra “antivírus”, empregada no Texto 3. 
Alternativas
Q4100728 Português
De mover carros para mover água: o próximo século do desenho urbano

Assim como fizemos para acomodar os automóveis, podemos redesenhar as cidades para lidar de forma mais inteligente com a chuva

Pedro Henrique de Christo e Alexandros Washburn


   Nos últimos cem anos, desenhamos nossas cidades para mover carros. Alargamos ruas, construímos estradas e remodelamos bairros para acomodar automóveis. Por qualquer medida, nós conseguimos. A cidade moderna é otimizada para veículos, comumente ao custo das pessoas que vivem nela. Entretanto, os próximos cem anos devem focar algo muito mais urgente: mover água.

   A crise climática está remodelando nossas cidades, trazendo tempestades mais intensas, aumento do nível do mar e ondas de calor. A volatilidade hidroclimática tem levado ao aumento de enchentes relâmpagos, secas prolongadas e incêndios, a chamada "chicotada climática". Porto Alegre passou por uma das piores secas do mundo em 2023 e, em seguida, por enchentes devastadoras em 2024. [...]

   No Brasil, a frequência de eventos climáticos extremos vem subindo dramaticamente. Entre 2014 e 2023, grandes enchentes aumentaram de 182 para 314 e secas de 92 para 406 se comparadas à década anterior. São Paulo exemplifica essa tendência com sua seca severa de 2014-15 seguida por enchentes relâmpagos que se intensificaram no último verão. Estas são todas crises d’água, o elemento mais fundamental para a cidade e sua população. [...]

   Ainda assim, nossa infraestrutura urbana se mantém presa numa mentalidade do século 20, tratando a água como uma inconveniência – em vez de uma força fundamental que deve ser gerida com o mesmo nível de planejamento e investimento que o automóvel já demandou.

   A tarefa não é fácil, mas não é mais difícil do que nós realizamos no último século. A transformação das cidades para os carros requisitou feitos de engenharia massivos: rodovias elevadas, túneis subterrâneos, estruturas vastas de estacionamento, monitoramento do tráfego da malha urbana e um sistema de comando e controle – o semáforo. Se fizemos tudo isso, podemos redesenhar nossos territórios urbanos para lidar inteligentemente com a água.

   Em vez de ruas desenhadas para carros, precisamos de vias e superfícies que absorvam, canalizem e armazenem água. Em vez de vastos espaços de asfalto impermeável, precisamos de parques grandes e pequenos. É o que chamamos de infraestrutura verde: biovales, pavimentos permeáveis e espaços públicos alagáveis acoplados a sistemas de dados para controlá-los. Não podemos tratar a chuva como um incômodo, mas sim aproveitá-la para reúso como uma parte integral do que chamamos de urbanismo climático. [...]

   Essa mudança não só nos protegerá de desastres climáticos: também fará nossas cidades mais habitáveis. Ruas desenhadas para água tendem a ser mais frescas, verdes e amigáveis ao pedestre. Vizinhanças desenhadas ao redor do fluxo natural da água podem reduzir ilhas de calor, melhorar a qualidade do ar e criar novos espaços públicos.

   A cidade centrada no carro é congestionada e barulhenta; a cidade centrada na água será resiliente e agradável. Passamos um século remodelando nossas cidades para os automóveis. Agora, precisamos do mesmo nível de ambição e urgência para remodelá-las para a água. Nosso futuro depende disso.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/06/demover-carros-para-mover-agua-o-proximo-seculo-do-desenhourbano.shtml. Acesso em: 03 jul. 2025. 1
Em relação à estrutura e à formação de algumas palavras presentes no Texto 2, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4100714 Português
Do descarte à transformação

Economia circular pode virar o jogo contra a poluição plástica

Fabrício Fonseca


   A poluição plástica é uma das maiores ameaças ambientais globais, com impactos profundos na biodiversidade, na saúde humana e na economia. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a sujeira por meio de plásticos é o segundo maior problema ambiental do planeta, atrás apenas das mudanças climáticas.

   No Brasil, geramos 3,4 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, mas só uma pequena fração é reciclada de forma efetiva. Isso exige resposta urgente. É neste cenário que a economia circular se apresenta como estratégia fundamental para transformar resíduos em recursos, mitigar danos ambientais e promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

   Diferentemente do modelo linear tradicional – extrair, produzir, consumir e descartar –, a economia circular propõe um ciclo contínuo de aproveitamento dos materiais. No caso do plástico, significa estender sua vida útil por meio da reutilização, reciclagem e reinserção na cadeia produtiva. Mas essa mudança de paradigma vai além do ambiental. Ela representa uma oportunidade de inovação, geração de empregos e inclusão social.

   Dados recentes de organizações como Oceana e WWF-Brasil indicam que substituir plásticos descartáveis por alternativas sustentáveis pode evitar milhões de toneladas de resíduos plásticos e reduzir significativamente as emissões de CO₂. Mais que isso, a economia circular tem potencial para impulsionar o crescimento econômico e a geração de renda no país, um casamento entre sustentabilidade e desenvolvimento que não podemos ignorar.

   Para ilustrar a urgência e o potencial dessa transformação, vale destacar estudo da Fundação Dom Cabral (FDC) com o Instituto Atmosfera (Atmos). Segundo a pesquisa, o Brasil recicla só cerca de 13% dos resíduos sólidos urbanos, retratando um desperdício gigantesco e uma enorme oportunidade perdida em termos econômicos e sociais. Ampliar essa taxa não só reduziria o impacto ambiental, como poderia gerar centenas de milhares de empregos diretos em setores ligados à coleta e triagem, o que promoveria inclusão social e dignidade para milhares de famílias.

   Por outro lado, a pesquisa alerta para riscos importantes, como a flexibilização da importação de resíduos sólidos, o chamado “lixo importado”, que ameaça a cadeia nacional de reciclagem e desvaloriza o trabalho das cooperativas. Para avançar, o Brasil precisa de políticas públicas claras e adequadas à realidade do país, incentivos adequados e investimentos em infraestrutura e tecnologia.

   Apesar dos avanços, os desafios são enormes e anseiam urgentemente por soluções. O Brasil precisa ampliar a coleta seletiva, investir em tecnologias inovadoras e, sobretudo, construir uma cultura de corresponsabilidade. A sociedade deve consumir e descartar de forma consciente, o setor privado precisa garantir a rastreabilidade dos resíduos e o poder público tem o papel fundamental de criar marcos legais consistentes e efetivos. [...]


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/06/dodescarte-a-transformacao.shtml. Acesso em: 03 jul. 2025.
Em relação ao processo de formação de algumas palavras presentes no Texto 1, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
121: E
122: E
123: C
124: E
125: B
126: C
127: A
128: A
129: C
130: D
131: A
132: D
133: B
134: A
135: B
136: C
137: A
138: B
139: B
140: D