Questões de Concurso Sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português

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Q4303415 Português
Leia o texto para responder à próxima.


Carrego seu Coração Comigo. (E. E. Cummings).


Carrego seu coração comigo.

Eu o carrego no meu coração

Nunca estou sem ele

Onde quer que vá, você vai comigo

E o que quer eu que faça sozinho

Eu faço por você

Não temo meu destino

Você é meu destino, minha doçura

Eu não quero o mundo por mais belo que seja

Porque você é meu mundo, minha verdade.


Eis o grande segredo que ninguém sabe.

Aqui está a raiz da raiz

O broto do broto e o céu do céu

De uma árvore chamada vida

Que cresce mais que a alma pode esperar

ou a mente pode esconder

E esse é o prodígio que mantém

as estrelas a distância.


Eu carrego seu coração comigo

Eu o carrego no meu coração.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (raiz, prodígio, distância), são respectivamente:
Alternativas
Q4302006 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas


A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.


Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.


Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.


Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.


A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.


Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.


"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."


No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.


Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.


A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.


O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.


Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026. Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.

A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda, explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas.
Com base nas regras de acentuação, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)O vocábulo 'ideia' exemplifica uma palavra que perdeu o acento gráfico por ser paroxítona com ditongo aberto, conforme as regras estabelecidas pelo Acordo Ortográfico, aplicáveis somente às palavras com essa classificação tônica.
(__)O vocábulo 'pelo' exemplifica uma palavra cujo acento diferencial foi abolido pelo Novo Acordo Ortográfico, permanecendo o acento apenas quando 'pêlo' exerce a função de substantivo.
(__)O vocábulo 'apoio', na função de substantivo, nunca recebeu acento gráfico, diferentemente da forma verbal, que anteriormente era grafada 'apóio', com acento gráfico por ser uma palavra paroxítona formada por ditongo aberto.
(__)Os vocábulos 'já' e 'está', embora apresentem classificações tônicas distintas, seguem o mesmo critério de acentuação, pois tanto os monossílabos tônicos quanto as oxítonas terminados nessa vogal recebem acento gráfico.
Assinale a sequência que completa corretamente os itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4301870 Português
Leia o texto para responder à questão.


A grama do vizinho. (Martha Medeiros).


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco.

Há no ar certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia:

“Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.

Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (saúde, notícias, próprio), são respectivamente:
Alternativas
Q4299640 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.



Fonte: UMBRASIL 

Na fala do personagem, encontramos a palavra climáticas. De acordo com as regras de acentuação do sistema ortográfico oficial vigente, esse termo recebe acento gráfico porque: 
Alternativas
Q4297598 Português
"A análise não para por aí: a partir dos 50 anos, essa vantagem chega a 41%. Na prática, trabalhadores mais velhos que continuam estudando recebem, em média, R$ 5.193 por mês, contra R$ 3.692 de quem parou de estudar, o que sugere um ganho associado de cerca de 41% na renda." Com base nas regras de acentuação, analise as asserções a seguir:
I.Os vocábulos 'análise', 'aí' e 'mês' estão acentuados corretamente por regras distintas.
PORQUE
II.O vocábulo 'análise' recebe acento por ser proparoxítona; 'aí' recebe acento por apresentar o 'i' tônico que forma hiato com a vogal anterior, regra que se aplica também as paroxítonas; 'mês' recebe acento por ser monossílabo tônico terminado em 'es'.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4297140 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo


A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.


Dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostram que 47% dos currículos nacionais de 100 países não mencionam  tema, enquanto 20% dos professores afirmam não se sentir preparados para orientar os alunos.


No Brasil, esse cenário tem impulsionado iniciativas voltadas à ampliação da educação climática, como a Reconectta, que, por meio do movimento "Escolas pelo Clima", já mobiliza mais de 1 milhão de estudantes e 100 mil educadores em 480 municípios, com foco em ações práticas de engajamento.


Para Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta, a presença do tema na educação formal está em processo de consolidação. "É importante lembrarmos que, embora a ciência estude o aquecimento global há bastante tempo, a emergência climática como pauta presente na sociedade como um todo no debate público, de forma mais latente, é um fenômeno relativamente recente, talvez entre 5 e 10 anos", afirma. Segundo ela, a incorporação do assunto envolve mudanças culturais e estruturais. "O tema ainda é tratado muitas vezes como opcional, como algo que cabe numa semana temática, num projeto de feira de ciências, e não como parte do currículo permanente", comenta.


A preparação dos educadores é um dos pontos centrais nesse processo. Livia destaca que o desafio está relacionado à necessidade de ampliar formação e suporte contínuo. "Essa ausência do tema nos currículos dificulta a compreensão da temática e impede que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e, principalmente, como podem se envolver nas soluções".


Os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte da realidade de muitos estudantes. Um relatório do Unicef aponta que, apenas em 2024, mais de um milhão de crianças e jovens brasileiros tiveram os estudos interrompidos por eventos extremos. Nesse contexto, a compreensão do tema ganha relevância. "Essa ausência desse tema nos currículos dificulta a compreensão da temática, que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e principalmente como que eles podem se envolver nas soluções", explica.


Com foco na prática, o movimento "Escolas pelo Clima" propõe que cada instituição desenvolva ao menos uma ação ao longo do ano. "A prática, ela é o coração do movimento", afirma Livia. A iniciativa oferece formações, materiais de apoio e reconhecimento às escolas, além de estimular a troca de experiências entre diferentes regiões.


A proposta também considera as particularidades de cada território. "Não existe receita pronta para que essa prática aconteça nas escolas", ressalta. "A gente dá caminhos, inspirações e uma série de apoio para que essas ações aconteçam de forma muito contextualizada em cada território." Em 2025, cerca de 700 ações foram realizadas no país.


A diversidade de contextos, especialmente na rede pública, que representa 70% das instituições participantes, demanda soluções flexíveis. "O segredo está em transformar a sustentabilidade em uma estratégia institucional, e não apenas em um projeto passageiro, garantindo que esse aprendizado seja continuado", afirma.


Além das escolas, a iniciativa também dialoga com o setor corporativo, conectando programas de responsabilidade social a uma rede já engajada. "Quando a gente age de forma integrada com esses diferentes atores da sociedade, a gente consegue não apenas compromissos de longo prazo, mas resultados sistêmicos e permanentes", diz Livia.


Fonte: NICOLAU, André. Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo. CNN Brasil, [S. l.], 8 jun. 2026.

Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/educacao-climatica-avanca-nas-escolas-mas-ainda-tem-lacunas-no-curriculo/. Acesso em: 9 ago. 2026.

"...a gente consegue não apenas compromissos de longo prazo, mas resultados sistêmicos e permanentes, diz Livia." Considerando as regras de acentuação referente ao vocábulo 'Livia', analise as asserções a seguir:
I. O vocábulo 'Livia' está corretamente grafado, por se tratar de palavra paroxítona terminada em ditongo decrescente.
PORQUE
II.As palavras paroxítonas terminadas em ditongo decrescente não recebem acento, diferentemente das paroxítonas terminadas em ditongo crescente, que recebem acento.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4282218 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras recebem acento gráfico pela mesma regra observada em “saúde”:
Alternativas
Q4279271 Português
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito dos encontros vocálicos.
Alternativas
Q4278999 Português
A separação silábica constitui procedimento fundamental para a organização das palavras na língua portuguesa, sendo utilizada em estudos linguísticos, no ensino da ortografia e na descrição do funcionamento do sistema fonológico. O domínio desse conhecimento contribui para a compreensão de diferentes aspectos da estrutura da língua (BECHARA, 2024).

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A palavra "crânio" apresenta separação silábica em crâ-nio.
PORQUE
II. O encontro vocálico formado por "io" é classificado como ditongo decrescente, razão pela qual as duas vogais permanecem na mesma sílaba.


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4278996 Português
Por que o T. rex tinha braços ridiculamente pequenos


Um novo estudo trouxe esclarecimentos sobre o motivo pelo qual o Tyrannosaurus rex e outros dinossauros bípedes possuíam braços proporcionalmente reduzidos em relação ao corpo. Os terópodes formavam um grupo variado de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros, que, embora gigantescos, apresentavam membros anteriores extremamente pequenos, conforme aponta o pesquisador Charlie Roger Scherer, doutorando no University College London. O T. rex, por exemplo, atingia entre doze e treze metros de comprimento, mas seus braços mediam apenas um metro, extensão que, contudo, era suficiente para auxiliar no acasalamento ou no levantamento do solo.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Cambridge e pelo University College London indica que esses animais podem ter perdido os braços longos por eles não serem mais úteis na captura de presas, favorecendo o desenvolvimento de cabeças e mandíbulas maiores e mais potentes. Ao analisar oitenta e duas espécies de terópodes, os cientistas constataram que a redução dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos distintos, incluindo os tiranossaurídeos.

A equipe também desenvolveu um método para mensurar a potência do crânio a partir de suas dimensões e da fusão óssea. Conforme explicou a coautora Elizabeth Steell, de Cambridge, foram examinadas as proporções entre o crânio e o tamanho corporal, bem como o comprimento dos membros anteriores em comparação ao crânio e ao corpo, buscando-se padrões e tendências.

Os resultados demonstraram que o encurtamento dos braços estava mais associado ao surgimento de crânios volumosos e mandíbulas fortes do que ao aumento do tamanho corporal geral, o que indica que os membros menores não eram mero reflexo de corpos grandes. Prova disso é o Majungasaurus, grande predador de Madagascar que possuía braços reduzidos e cabeça poderosa, mesmo sem apresentar um porte físico tão avantajado. Scherer destacou que tais adaptações ocorreram com frequência em regiões com presas gigantes, o que sugere uma relação com as estratégias de caça.

Partes da alimentação desses terópodes consistiam em herbívoros gigantescos, como os saurópodes. Os pesquisadores suspeitam que o aumento do tamanho desses herbívoros tenha motivado o fortalecimento do crânio dos predadores, que precisaram substituir o uso das garras pelas mandíbulas na caça para triunfarem em uma corrida evolutiva. Scherer observou que segurar um saurópode de trinta metros com as garras não era viável, sendo mais eficaz atacar com as mandíbulas. Dessa forma, a cabeça assumiu o papel de principal meio de ataque, fazendo com que os braços, por desuso, perdessem utilidade e diminuíssem com o tempo.

Por outro lado, Steell ressaltou que alguns dinossauros ainda utilizavam os braços, mas estes apresentavam crânios diferenciados, mais alongados e delicados. Embora Scherer reconheça que o estudo demonstre uma correlação, e não uma prova definitiva de causalidade, ele considera provável que o fortalecimento craniano tenha antecedido o encurtamento dos braços, pois não faria sentido evolutivo abandonar um mecanismo de ataque sem uma alternativa prévia.

O estudo revelou ainda que a redução dos membros ocorreu de formas variadas entre os grupos de terópodes: enquanto alguns encurtaram especialmente as mãos e antebraços, outros reduziram o membro de maneira uniforme, sinalizando caminhos evolutivos paralelos para um mesmo resultado. Steell concluiu que a pesquisa confirma a suspeita de que crânios grandes reduziam a necessidade dos braços, e acrescentou que a metodologia aplicada pode ser útil para estudar a robustez craniana em outros animais, como as aves modernas, que também pertencem ao grupo dos terópodes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77555n28vgo.adaptado.
A equipe "também" desenvolveu um método para mensurar a "potência" do "crânio" a partir de suas "dimensões" e da fusão "óssea".
Com base no trecho, analise as assertivas a seguir em relação à acentuação gráfica.

I. A palavra "também" recebe acento gráfico por ser uma oxítona terminada em "em".
II. A palavra "potência" recebe acento gráfico por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.
III. A palavra "crânio" recebe acento gráfico por ser uma proparoxítona e todas são acentuadas.
IV. A palavra "dimensões" recebe acento gráfico por ser uma oxítona terminada em "e" seguida de "s".
V. A palavra "óssea" recebe acento gráfico por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.



Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4278306 Português
No que se refere à acentuação gráfica, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa devida.
( ) Acentuam-se todas as palavras monossílabas tônicas terminadas em a(s), e(s), o (s)
( ) Assinalam-se todas as palavras oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens).
( ) As monossílabas e oxítonas que trazem os ditongos abertos éi, ói, ou éu também recebem acento.
( ) As palavras paroxítonas que trazem os ditongos ei, oi, eu não são acentuadas.
Alternativas
Q4278302 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar.
Não somos apenas a soma das nossas escolhas,
mas também das nossas renúncias. 
Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida.
Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta
– errar lhes parece a morte. Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada e sabem também que só a morte física é definitiva.
Já “morreram” diante de fracassos e frustrações e voltaram pra vida.
Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (renúncias, suas, existência), são respectivamente: 
Alternativas
Q4277752 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.

Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.

Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.

Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha.

Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim.

Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.

E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (energia, trajetória, intuição), são respectivamente:
Alternativas
Q4277672 Português
Crônica, de Martha Medeiros.

Leia o texto para responder à próxima questão.

Num antigo prédio onde morei, havia um porteiro muito gentil, mas que falava um idioma indecifrável. Vogais e consoantes embolavam-se de tal modo que qualquer coisa que ele dissesse parecia turco. O senhor pode repetir, seu Gomes? Vorwitzj shurtkwzç halytqjh. Sei, sei, obrigada, seu Gomes. E eu entrava no prédio sem saber se o elevador estava enguiçado, se a vizinha havia cometido suicídio ou se tinham assaltado meu apartamento.
Igualmente enigmáticos são certos depoimentos de políticos. Falam em português, sem dúvida, mas falta uma simetria com os fatos apurados. "Esta assinatura não é minha." "Não tenho dinheiro em paraíso fiscal." "Sou e sempre fui um cidadão honesto".
Legendas, please. Eu não compreender.
Agora, intraduzíveis mesmo são os diálogos entre marido e mulher. Ele diz que vai se atrasar 10 minutos e ela conclui: ele tem outra. Ele diz que está com saudade e ela retruca: então por que só me ligou uma vez hoje? Ele diz que está infeliz no emprego e ela: não vem com frescura, o aluguel vai aumentar. Ele diz que a ama e ela: "Repete".
"Eu te amo."
"Ah, diz de novo."
"Te amo."
"Mais uma vez."
"Te amo, caramba!"
"Eu sabia, você não me ama mais, se irrita por qualquer coisinha."
Mas voltando ao assunto inicial desta crônica: soube que o mercado cinematográfico está colocando à disposição um número cada vez maior de cópias dubladas, não apenas de filmes infantis, o que se explica, mas também de filmes para adultos. E o público está aplaudindo a tendência, pois, segundo pesquisa, preferem mesmo assistir ao filme direto em português. Uma pena. Entendo que se queira facilitar a vida, mas quando se quer facilitar demais, perde-se algumas pequenas sofisticações, hoje cada vez mais raras. 
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto (prédio, saudade, paraíso) são respectivamente:
Alternativas
Q4272667 Português
"Índices de ensino fundamental, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais. Contudo, quando se trata da etapa ensino médio, o Nordeste surge um pouco mais tímido entre os estados com melhores notas, sendo o Piauí com 4,9 em 3º lugar, dividido com o Espírito Santo; seguido de Pernambuco com 4,8; e o Ceará em 6º com 4,7."

Considerando as regras de acentuação do vocábulo 'Piauí', analise as asserções a seguir:

I.A palavra 'Piauí' manteve o acento gráfico mesmo após o Novo Acordo Ortográfico, ainda que o 'i' tônico da última sílaba seja antecedido de ditongo ('au').
PORQUE
II.As alterações promovidas pelo Acordo Ortográfico quanto à supressão do acento em 'i' e 'u' tônicos antecedidos de ditongo restringiram-se exclusivamente às palavras paroxítonas, e 'Piauí' classifica-se como oxítona.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4268001 Português

As lições do quase



Por Helô Bacichette



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-

quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Considerando os aspectos fonéticos e fonológicos das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Há poemas que contam histórias, contos que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas”. 
Alternativas
Q4262599 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão abaixo, a que a ele se refere.

Texto 01


Proseando


    Eu ia indo, guiando meu carro, de Pocinhos do Rio Verde para Caldas, lá em Minas, quando vi, ao longe, na estrada, um bando de crianças que caminhava pelo acostamento. Chegando mais perto, pelo jeito delas, concluí que eram escolares. Sorriam, naquela manhã de sábado, como se estivessem indo para um piquenique. Crianças felizes. Eram pássaros livres. Chegando ainda mais perto tive uma explosão de alegria. Comecei a rir. Acenei para elas. Elas acenaram para mim. Percebi o que estavam fazendo: traziam sacos nas mãos e estavam catando o lixo acumulado à beira da estrada. Isso de catar lixo nas manhãs de sábado não está nos programas. E também não cai nas provas. Mas elas estavam fazendo aquilo que, talvez, elas já soubessem: que é preciso cuidar do mundo em que vivemos. Talvez soubessem, mas as inúmeras obrigações curriculares não lhes deixavam tempo livre para fazer o essencial. Tanto assim que aquilo que estavam fazendo era num sábado... Isso é sinal de esperança. Acho bom! 


ALVES, Rubem. Proseando. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/proseando. Acesso em: 20 jun. 2026.

Considere a passagem “Sorriam, naquela manhã de sábado, como se estivessem indo para um piquenique. Crianças felizes. Eram pássaros livres.” As palavras “sábado” e “pássaro”, presentes nessa passagem, foram acentuadas, de acordo com a norma, por serem 
Alternativas
Q4258198 Português
O valor da cooperação na segurança pública


    A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
    Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança. Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
       No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.


LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
Os vocábulos pública, mútua e além recebem acento gráfico com base nas regras gramaticais vigentes. Assinale a alternativa em que as palavras apresentam, respectivamente, a mesma justificativa de acentuação.
Alternativas
Q4257741 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
Considerando as regras de acentuação gráfica e de emprego do hífen vigentes, analise as palavras “pós-verdade” e “saúde”, extraídas do trecho “Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade [...] com repercussões diretas sobre a saúde coletiva [...]”. A justificativa correta para os fenômenos ortográficos nelas observados está em:
Alternativas
Q4257644 Português

"A conscientização sobre o uso responsável da tecnologia contribui para a construção de uma sociedade mais ética e participativa."



Considerando os conceitos de encontros vocálicos (ditongo, tritongo e hiato) e encontros consonantais, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: D
4: D
5: D
6: D
7: A
8: C
9: D
10: C
11: C
12: C
13: C
14: C
15: D
16: B
17: E
18: B
19: A
20: B