Questões de Concurso Sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português

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Q4244224 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma ocorrência de hiato. 
Alternativas
Q4243513 Português
As palavras “Café”, “Herói”, “Juízes”, “Saída” e “Tórax” são acentuadas por regras específicas. Nesse sentido, assinale a alternativa em que a explicação da regra de acentuação gráfica está indicada corretamente.
Alternativas
Q4243512 Português
As mudanças promovidas pelo Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa requerem do profissional que trabalha com produção escrita conhecimento sobre as normas de acentuação, especialmente quando se trata de palavras homógrafas, ditongos abertos e hiatos. Nesse contexto, a alternativa que contém todas as palavras grafadas corretamente é:
Alternativas
Q4242186 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Fecha e deixa solto... (Martha Medeiros).

Se você não aguenta mais ouvir aquela mesma ladainha de sempre seja do/da teu/tua namorado(a), marido (esposa), rolo, ficante ou caso, aquele questionamento irritante e initerrupto do tipo:
- "Onde foi?"
- "Onde estava?"
- "Por que não ligou?"
- "Não me disse que foi... "
- "De quem é esse número?"
- "Liguei e você não me atendeu... "
- "Eu vi que você olhou para ela (e)"
- "A que horas você chegou?"
QUER UMA SOLUÇÃO? Os apaixonados precisam aprender a lidar como os flanelinhas.
Como???
O flanelinha te orienta a estacionar num lugar e diz: FECHA E DEIXA SOLTO!
É simples assim... Esse é o segredo para fazer teu relacionamento durar mais que três semanas. FECHA (sim, um relacionamento fechado, fiel e bacana), mas DEIXA SOLTO.
Possibilite uma manobra ou encaixe, mas nunca puxe o freio de mão. A saída é flexibilizar!!! 
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (ladainha, tua, fiel), são respectivamente: 
Alternativas
Q4242076 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Pra me conquistar... (Martha Medeiros).

Pra me conquistar
basta dizer tudo aquilo
que nunca ouvi de ninguém,
vestir como homem e não como gay,
me tocar sem medo, sem segredo,
entrar e sair da rotina sem que eu note,
me levar para lugares exóticos
e lugares comuns.
Saber ficar em silêncio e assim me dizer tudo;
gostar de rock como eu gosto
e de coisas que eu não gosto;
compreender a vida como é
e buscar o outro lado,
saber a hora exata de ficar
e ir embora
mas não vá…
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (sair, silêncio, compreender), são respectivamente: 
Alternativas
Q4235773 Português
Por que existem dois Congos na África?





(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-emais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das palavras abaixo apresenta um ditongo (encontro de uma vogal e de uma semivogal na mesma sílaba)?
Alternativas
Q4235619 Português
Toy Story 5 e a tecnologia




(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/em-toy-story-5-pixar-confronta-a-sua-aliada-desempre-a-tecnologia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).



Assinale a alternativa que apresenta uma palavra na qual as duas vogais do encontro vocálico estão separadas em sílabas diferentes.
Alternativas
Q4233859 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo



Ministério da Saúde inicia projeto-piloto para tratar obesidade com semaglutida no SUS


    O Ministério da Saúde (MS) iniciou um projeto piloto para avaliar o uso da semaglutida no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e integra uma estratégia para produzir evidências sobre a efetividade da medicação em um modelo de cuidado multidisciplinar. A proposta é gerar informações que possam orientar futuras políticas públicas voltadas ao tratamento da doença crônica.

    O projeto será realizado com pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição e prevê o acompanhamento por equipes multiprofissionais, reunindo diferentes estratégias para o cuidado da obesidade. Além da semaglutida, os participantes receberão assistência voltada à alimentação, à atividade física e aos demais aspectos relacionados ao tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é avaliar como esse modelo funciona na prática dentro do SUS, reunindo dados sobre os resultados clínicos e a implementação da estratégia.

    De acordo com a pasta, os dados produzidos pelo projeto poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e subsidiar futuras discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema.

    O ministro da Saúde, Alexandre padilha, afirmou que a pasta federal pretende fortalecer a produção de evidências para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes.

    "O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela [semaglutida] é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e ate mesmo para tratamento de cânceres", afirmou o ministro, em nota oficial do Ministério da Saúde.

    Além de avaliar o uso da semaglutida, o projeto piloto pretende analisar os resultados de um modelo de atendi mento integrado, envolvendo diferentes profissionais de saúde no acompanhamento dos pacientes. A expectativa do Ministério da Saúde e que a iniciativa forneça informações capazes de apoiar o planejamento de futuras ações voltadas ao enfrentamento da obesidade no SUS.



Fonte: https.//www.metropoles.com/saude/ministerio-da saudesemaglutida (adaptado) 

Considere as palavras saúde, evidências e público, acentuadas graficamente no texto. De acordo com as regras oficiais, assinale a alternativa que justifica, CORRETA e respectivamente, o uso desses acentos. 
Alternativas
Q4229580 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não dá para usar por semanas: com que frequência devo lavar a calça jeans?


A calça jeans surgiu como uma peça resistente, pensada para trabalhadores que precisavam de roupas duráveis e práticas. Com o tempo, principalmente a partir dos anos 1950, virou um item básico no guarda-roupa.

Mas essa resistência também levanta uma dúvida comum: precisa lavar sempre?

Bem, a recomendação da própria indústria é evitar lavagens frequentes, tanto para preservar o tecido quanto para reduzir o desperdício de água. Inclusive, há quem defenda limpezas pontuais, com pano úmido ou escova, em vez de colocar a peça na máquina toda vez.

Apesar de não exigir lavagem constante, o jeans também não deve ficar "esquecido" por semanas.

Especialistas explicam que roupas acumulam suor, células mortas e microrganismos — como bactérias e fungos. Como o jeans é um tecido mais grosso, ele pode reter umidade, criando um ambiente favorável para esses organismos.

Na prática, funciona assim:

- Pode ser usada 3 a 4 vezes antes de uma nova lavagem;

- Se houve muito suor, calor ou uso prolongado, o ideal é lavar antes;

- Em ambientes com maior exposição à sujeira (como transporte público cheio, ou hospitais), a frequência deve ser maior.

- Ignorar esses cuidados pode favorecer problemas de pele, como dermatite atópica, urticária ou até candidíase em áreas mais abafadas do corpo.
Na palavra "trabalhadores", presente no texto, encontram-se:
Alternativas
Q4226650 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica.
Alternativas
Q4225235 Português
Crédito rural financiou R$ 92,4 bilhões em áreas com alertas ambientais


    Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões.

    Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões. O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões.

     Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos. Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular.

   De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações. O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025. Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões:

     Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). A concessão de crédito rural e proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (lbama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito.

     Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porem, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027.

      O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central. A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia/2026- 07lc red ito - ru ra l-fina nciou - r-924- bi-em- areas-com -alertas-a mbientais (adaptado)
A respeito da acentuação gráfica de palavras retiradas do texto, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
() A palavra público recebe acento por ser proparoxítona.
() O termo país é acentuado por conter um hiato em que o i tônico está isolado na sílaba.
() Rondônia é acentuada pela mesma regra que determina o acento em monossílabos tônicos.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4224622 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Golpe da falsa central telefônica


    O golpe da falsa central telefônica é uma tática em que o fraudador liga para a vítima e diz ser funcionário de um banco ou de uma empresa. A conversa geralmente ocorre por ligação convencional, mas também pode envolver contatos por SMS e aplicativos de mensagens como o WhatsApp. 

    As principais narrativas incluem: uma ............ financeira (realizada ou suspeita); pedido de ............. de dados; ou ............... de irregularidade na conta do cliente. 

    Entre as faces mais conhecidas do golpe estão as mensagens de texto enviadas no celular da vítima com textos como “Compra de R$ 1.450 aprovada. Não reconhece? Ligue 0800…”. O número fornecido costuma ser de uma falsa central telefônica. 

    No entanto, também pode ocorrer de o contato mostrado na tela do celular ser o do banco, mas, quando o cliente atende, a ligação migra para uma central clandestina. 

    Para resolver o suposto problema, a vítima é orientada a fornecer dados sigilosos, como senhas e códigos, ou a realizar transferências de dinheiro. É um dos golpes mais registrados no país nos últimos anos, segundo alerta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

    Em dezembro de 2025, uma quadrilha de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, foi alvo de operação policial. Em agosto de 2023, um morador de Alvorada, na Região Metropolitana, perdeu R$ 90 mil ao contatar golpistas após receber uma mensagem de texto no celular.

    Ligações a clientes solicitando documentos, senhas, dados cadastrais, estornos ou transferências não fazem parte dos procedimentos das instituições financeiras. Por isso, nunca informe ou digite senhas quando a ligação não tiver sido iniciada por você. Não envie fotos dos seus documentos ou do seu rosto. 

    Não retorne chamadas para números 0800 enviados por SMS ou mensagens. Utilize sempre os canais oficiais do banco ou fale com o seu gerente. Mesmo que, ao receber uma ligação, o contato mostrado na tela do celular seja o do banco ou empresa, tome cuidado, pois em alguns casos os golpistas conseguem redirecionar a chamada para uma central clandestina. Outra orientação é não clicar em links recebidos por mensagens. 

    Instituições financeiras podem ligar para confirmar movimentações suspeitas, mas nunca solicitam senhas, token ou outros dados pessoais nessas ligações. Tampouco pedem que clientes façam transferências, Pix ou qualquer tipo de pagamento. 

    Tenha atenção a ofertas de serviços e produtos com preço abaixo do mercado e a ligações com senso de urgência. Frases como “você precisa regularizar sua situação agora” ou “você reconhece essa compra feita no seu cartão?” são características desse tipo de golpe.

    Caso atenda a uma ligação, desligue imediatamente após o primeiro pedido de informação sigilosa. Se ficar na dúvida sobre algum problema, busque os canais oficiais do banco ou empresa ou procure a sede física para esclarecer a situação.


Disponível em < https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2026/02/golpe-da-falsa-central-telefonica-usa-ligacao-e-sms-para-enganar-vitimas-veja-detalhes-e-como-se-proteger-cmlv7wkei01w0016k9z87u12q.html> (adaptado). 
Analise as afirmativas abaixo.

I – A palavra “golpe” apresenta uma vogal e uma semivogal.
II – Na palavra “fraudador”, há semivogal.
III – A palavra “narrativas” apresenta dígrafo vocálico.

Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)? 
Alternativas
Q4223854 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Considerando o 8º§ do texto e os aspectos fonológicos e ortográficos das palavras destacadas a seguir, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4223715 Português
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade


Por Maria Fernanda Ziegler


Q1_10.png (664×601)
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(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-dofigado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os fenômenos fonológicos às respectivas palavras retiradas do texto. 

Coluna 1
1. Dígrafo consonantal.
2. Hiato.
3. Encontro consonantal.
4. Ditongo decrescente.

Coluna 2
( ) Fibrose.
( ) Oito.
( ) Falhas.
( ) Diabetes.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4222966 Português
A respeito de acentuação gráfica, marque as alternativas com V (verdadeiro) ou F (falso) e assinale a correta.
( ) Não se acentuam “i” e “u” quando formam hiato com um ditongo anterior. Exceção: as vogais tônicas “i” e “u”, em posição final, das palavras oxítonas precedidas de ditongo levam acento.
( ) Os paroxítonos terminados em ditongo levam acento.
( ) Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
( ) Ter, vir e derivados na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, levam acento: eles têm, eles vêm.
Alternativas
Q4222962 Português

Leia o texto para responder à questão

Desconstruções. (Martha Medeiros).


Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam ideias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.


Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto (mágoa, falsário, astúcia) são respectivamente:
Alternativas
Q4222291 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A Idade de Ser Feliz. (Geraldo Eustáquio de Souza).

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los,
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores,
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor.
Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso
Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa ... ...
doce pássaro do aqui e agora que
quando se dá por ele, já partiu para nunca mais!
Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto (despeito, apaixonadamente, dourada) são:
Alternativas
Q4222261 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Você é o que você gosta. (Martha Medeiros).

Quem sou eu? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.
Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby.
Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho. Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro. Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé. Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre. Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (queijos, linguado, roupas), são respectivamente: 
Alternativas
Q4222231 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Mais... (Martha Medeiros).

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por
nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto (permanência, sapiência, saudade) são respectivamente:
Alternativas
Q4222176 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A vida com legendas. (Martha Medeiros).

Uma vez eu estava assistindo a um filme americano no DVD, quando uma amiga da minha filha chegou aqui em casa. Ela deu um alô de longe, para não atrapalhar a sessão, mas de repente algo chamou sua atenção na TV, e em seguida ela me olhou com uma expressão atônita. Achei que fosse me revelar um segredo de Fátima, mas o que ela me disse foi: "Tia, você não sabe? Dá para assistir ao filme dublado!". Aquele "tia" não conseguiu estragar meu humor. "Eu sei, querida, mas eu prefiro assistir com legenda".
A cara de espanto que ela fez, só vendo. Dava para ler seu pensamento: como alguém pode preferir ver um filme com legenda em vez de dublado??? Pois é. Eu me rendo feliz às legendas, já que meu inglês não é nenhum espetáculo. Mas não é só por isso. Por melhores que sejam nossos dubladores, perde-se a interpretação original, o tom de voz, as interjeições. Fica um troço frio. Dublada, qualquer obra de arte parece filme de sessão da tarde. Vai pro ralo a magia do cinema.
Legenda, ao contrário, permite o confronto entre o que foi dito e o que foi compreendido. Temos acesso às duas versões. Aliás, não seria nada mal se legendassem algumas cenas da vida real, também. 
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (tia, frio, duas), são respectivamente: 
Alternativas
Respostas
21: C
22: D
23: A
24: C
25: A
26: C
27: C
28: C
29: C
30: C
31: B
32: B
33: C
34: A
35: A
36: A
37: B
38: C
39: D
40: A