Questões de Concurso Sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português

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Q4164923 Português
Texto

"A boa alimentação se reflete na qualidade de vida e do aprendizado" Em uma sociedade tão focada na questão estética, a tendência quando falamos em alimentação é relacioná-la à batalha de gordura versus magreza ou à contagem de calorias. Mas por mais que prevenir a obesidade seja sim importante, evitando o surgimento de muitas doenças, a realidade é que o que comemos exerce uma influência bem mais ampla, afetando diversos outros âmbitos da vida. É inegável: a qualidade da alimentação está diretamente relacionada à qualidade de vida. Além de influenciar diretamente nossa saúde e nossa longevidade, o que ingerimos durante as refeições se reflete inclusive em nosso humor e em nossa capacidade de trabalhar, estudar e sentir prazer. E não podemos nos esquecer que, ao falarmos de escolas, estamos falando em crianças e adolescentes, indivíduos em plena fase de desenvolvimento! Obviamente, portanto, nesse momento é ainda mais importante que os nutrientes necessários estejam presentes nas refeições.


Fonte: Disponível em : http://novosalunos.com.br Acesso em: 18 maio 2018 
"Além de influenciar diretamente 'NOSSA SAÚDE' ". As palavras destacadas apresentam, respectivamente: 
Alternativas
Q4164893 Português
Assinale a alternativa em que ocorra um encontro vocálico. 
Alternativas
Q4164747 Português
Considerando as regras de acentuação gráfica em Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:
I. A palavra “raízes” é acentuada por tratar-se de um vocábulo paroxítono que apresenta o ditongo crescente “aí”. II. Ao suprimirmos o acento gráfico da palavra “série”, há a formação de palavra existente em Língua Portuguesa. III. A forma verbal “há” é acentuada por se tratar de monossílabo tônico terminado em “a”.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4160151 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores

O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

"Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar", afirma.

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.


https://www.metropoles.com/brasil/combate-a-violencia-nas-escolas-edesafio-para-717-dos-gestores
 pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo."

Considerando as regras de acentuação, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas:

(__) O vocábulo 'País' recebe acento pela regra do 'i' e 'u' tônicos que formam hiato com a vogal anterior, assim como os vocábulos 'tatuí', 'reúso' e 'graúdo', todos acentuados corretamente.
(__) O vocábulo 'Pará' recebe acento gráfico por ser oxítona terminada em 'a'. A palavra 'Gerais', embora também apresente a mesma acentuação tônica, não recebe acento gráfico, o que evidencia que as duas palavras compartilham a mesma classificação quanto à tonicidade, mas divergem quanto à acentuação gráfica.
(__) O vocábulo 'ouviu' não recebe acento gráfico por ser paroxítona terminada em ditongo decrescente 'iu', terminação que, pelas regras ortográficas vigentes, não exige acentuação obrigatória. 
(__) Os vocábulos 'março' e 'julho' apresentam a mesma classificação quanto à tonicidade, assim como ocorre com 'rubrica' e 'gratuito'.
embora haja, neste último par, divergência quanto à sílaba em que recai o acento tônico, uma vez que 'rubrica' admite variação entre as formas proparoxítona e paroxítona, sendo ambas aceitas pelo Acordo Ortográfico vigente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4160014 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tombamentos ajudam a proteger comunidades quilombolas



A festa de São Benedito, a igreja local, as reminiscências deixadas pela matriarca estão entre os bens materiais e imateriais que passaram a ser reconhecidos, na última semana, quando a comunidade quilombola Tia Eva, em Campo Grande (MS), se tornou o primeiro quilombo do país tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, vivem mais de 400 pessoas, que têm o território urbano reconhecido e esperam pela titulação.


Para uma das diretoras da associação dos moradores, Vânia Lúcia Duarte, de 50 anos, o reconhecimento ajuda na preservação de uma comunidade já espremida pela especulação imobiliária.


"O tombamento é muito importante para a visibilidade e afirmação de nossa luta", diz Vânia, que sempre viveu na comunidade.


A Constituição de 1988, no artigo 216, diz que devem ser "tombados todos os documentos e sítios detentores de reminiscências históricas de antigos quilombos". Uma portaria do governo regulamenta os procedimentos.


A novidade sobre o avanço dos tombamentos de comunidades quilombolas foi um dos temas tratados durante das atividades dos últimos três anos feito pelo Iphan. O atual presidente do instituto, Leandro Grass, explicou, nessa terça-feira (17), que os quilombos que podem solicitar o tombamento constitucional são aqueles que a Fundação Palmares já certificou.


"O tombamento traz um aspecto muito importante porque a política do patrimônio cria uma camada a mais de proteção para essas comunidades", argumentou.


Além do tombamento da comunidade em Campo Grande, há outros 23 quilombos na fase de documentação em que os moradores participam apontando o que deveria ser tombado. Mais 15 casos estão em análise pelos especialistas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


Além das comunidades tradicionais, Leandro Grass defendeu que a participação da população é fundamental para a defesa do patrimônio. Nesse processo de conscientização, ele citou que, entre os desafios brasileiros (e também internacionais) está o contexto das mudanças climáticas como ameaça aos bens materiais e imateriais.


O presidente do instituto citou que um programa, denominado Conviver, apoia moradores de cidades históricas em que o patrimônio cultural está por todos os lados. "O Iphan capacita para a conservação de casas, espaços públicos, práticas e saberes", Até o momento, o projeto está implantado em 28 cidades e tem investimentos de R$ 33,4 milhões.


"A própria comunidade, que é capacitada com formação de mão de obra, passa a ser protagonista da preservação de seus lugares".



https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/tomb amentos-ajudam-proteger-comunidades-quilombolas

"A festa de São Benedito, a igreja local, as reminiscências deixadas pela matriarca estão entre os bens materiais e imateriais que passaram a ser reconhecidos, na última semana, quando a comunidade quilombola Tia Eva, em Campo Grande (MS), se tornou o primeiro quilombo do país tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, vivem mais de 400 pessoas, que têm o território urbano reconhecido e esperam pela titulação."


Com base nas regras de acentuação, analise marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.



(__) O vocábulo 'país' recebe acento gráfico porque a vogal 'i', ao formar hiato com a vogal anterior 'a', torna-se tônica, regra semelhante à observada em 'saída'.


(__) A forma verbal 'têm' recebe acento gráfico circunflexo como acento diferencial, distinguindo a terceira pessoa do plural da terceira do singular. Já formas como 'mantém' e 'mantêm', além de participarem desse mecanismo distintivo, também se submetem à regra de acentuação das oxítonas terminadas em 'em'.


(__) O vocábulo "última" recebe acento gráfico pela mesma regra aplicada a 'histórico', uma vez que ambos são proparoxítonos, com sílaba tônica na antepenúltima posição.


(__) Os vocábulos 'local', 'titulação' e 'materiais' apresentam a mesma acentuação tônica, assim como ocorre com os vocábulos 'condor' e 'ureter', sendo todos classificados como oxítonos.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.

Alternativas
Q4159853 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Saúde mental infantojuvenil: desafio de nova lei será garantir sua efetividade


A sanção da Lei nº 15.413/2026 representa um importante avanço na proteção dos direitos de crianças e adolescentes ao assegurar, de forma expressa, o acesso a programas de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida chega em um momento oportuno, diante do aumento dos casos de ansiedade, depressão, automutilação e outros transtornos que afetam a população infantojuvenil.

Sob a perspectiva jurídica, a nova legislação reforça um princípio já previsto na Constituição Federal: a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.

Ao incluir dispositivos específicos voltados à saúde mental de crianças e adolescentes, a lei busca preencher lacunas históricas na assistência a esse público e ampliar a efetividade das políticas públicas existentes.

Entretanto, a simples criação de uma norma não garante, por si só, a concretização dos direitos nela previstos.

O grande desafio estará na implementação das medidas anunciadas. Será necessário ampliar a rede de atendimento, investir na formação de profissionais especializados, fortalecer os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e garantir recursos financeiros compatíveis com as novas obrigações.

Outro aspecto relevante diz respeito à judicialização da saúde. Sempre que houver falhas na oferta dos serviços previstos em lei, é possível que famílias recorram ao Poder Judiciário para exigir tratamentos, consultas especializadas, internações ou acompanhamento psicológico adequado. Nesse sentido, a nova legislação tende a fortalecer os argumentos jurídicos de quem busca assegurar o acesso ao atendimento.


:https://www.folhavitoria.com.br/saude/saude-mental-infantojuvenil-desafio-de-nova-lei-sera-garantir-sua-efetividade/

"Sob a perspectiva jurídica, a nova legislação reforça um princípio já previsto na Constituição Federal: a saúde é um direito de todos e um dever do Estado." Com base nas regras de acentuação, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.


(__)O vocábulo 'jurídica' recebe acento por apresentar encontro vocálico com 'i' tônico, seguindo a mesma regra de acentuação aplicada à palavra 'proteína', em que a tonicidade do 'i' justifica o uso do acento gráfico.


(__)A palavra 'reforça' possui a mesma classificação tônica das palavras 'direito' e 'Estado', diferentemente de 'federal', que apresenta outra classificação. (__)O vocábulo 'saúde' recebe acento por ser uma paroxítona terminada em 'e'.


(__)O vocábulo 'legislação' recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo nasal. 


Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, na ordem.

Alternativas
Q4156036 Português
Um professor foi convidado por uma instituição de ensino a dar uma aula sobre acentuação gráfica, tendo por base o Acordo Ortográfico que passou a ser usado no Brasil a partir de 2009. Assinale a opção que apresenta uma regra que esse professor certamente mencionará, por estar em conformidade com a norma gramatical vigente. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q4148281 Português
Leia o texto a seguir.

O que é um lugar de memória?

Um espaço de memória é mais do que um simples local geográfico ou uma construção física; é um repositório de histórias, emoções e experiências que transcendem o tempo. Ao passo que caminhamos por esses espaços, somos transportados para momentos passados, revivendo eventos, sentimentos e memórias coletivas que moldaram o curso da história e da cultura. No cerne, um espaço de memória serve como uma ponte entre o passado e o presente. Funciona como um lembrete palpável de eventos, pessoas ou eras que deixaram uma marca indestrutível na tapeçaria cultural de uma comunidade ou nação.
https://www.aqua.com.br/blog/lugares-de-memoria

No primeiro período do texto, as palavras “memória”, “geográfico” e “experiências” variam em relação ao gênero e ao número, mas têm em comum o fato de serem acentuadas graficamente - algo que pode ser justificado pela mesma regra de acentuação.

Assim sendo, essas palavras são acentuadas por 
Alternativas
Q4147968 Português
Os estudos fonológicos examinam a relação entre letras e fonemas, distinguindo representação gráfica, produção sonora, encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos na organizagdo das palavras da lingua portuguesa (BECHARA, 2024).
Assinale a alternativa correta de acordo com os aspectos fonéticos e fonoldgicos da lingua portuguesa. 
Alternativas
Q4146650 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Miséria


“Esse quarto já sentiu a energia de muita alma jovem com muita vontade de viver e pouco espaço. O sangue e as lágrimas mancharam as paredes, os gritos e risadas ecoaram pelos vértices e as paixões consumiram tudo o que viram pela frente.”


    Esse é um trecho do texto que eu escrevi quando me mudei da minha primeira casa em São Paulo. Era uma kitnet na Corifeu, com uma janela pequena lá no alto. Não ventilava, não dava pra ver a rua. Era tudo branco, novo, nunca tinha sido usado. Era oco e não tinha história. De certa forma, a única história daquela casa era a minha, eu fui mudando junto com aquele espaço.

    Vendo aquela casa vazia na mudança, um filme passou pela minha cabeça, cheio de sentimentos agridoces. Ali eu ficava sozinha com os meus pensamentos, lidando com o mundo novo que era São Paulo. O meu sonho de estudar jornalismo na USP, os treinos da atlética, as aulas de línguas, a agenda cheia, tudo isso era parte da minha rotina. Assim como a solidão, a exclusão, a ansiedade, a dependência emocional, o medo de não fazer amigos e todas as outras dores de crescer e tentar descobrir quem eu era. É, não existe amor em SP.

    Essa música aparece logo no trailer do filme “A Voz do Silêncio”, um drama de 2018 dirigido por André Ristum. O longa gira em torno da vida de sete pessoas que moram em São Paulo, convivendo com as angústias e a solidão diária de morar em uma das maiores cidades do mundo, onde todo mundo está sempre com pressa e a empatia está sempre em falta.

     Uma das histórias que mais me tocou no filme foi a da personagem Maria Cláudia, interpretada por Marieta Severo. O único orgulho que ela tinha era o filho, interpretado pelo ator Arlindo Lopes, que sempre mandava cartões postais dizendo que estava em um lugar diferente do mundo. Na verdade, o filho morava em São Paulo mesmo, e trabalhava como atendente de telemarketing para sobreviver. Morava em um canto qualquer, e nunca nem saía para se divertir. Todo dia era sempre igual. E assim era para os outros personagens: o trabalho doído, com quase nenhuma folga e absolutamente nenhum descanso da dor das próprias angústias, de não fazer nada que dê prazer, de fazer tudo no automático.

    Depois de ver esse filme e sentir todos aqueles sentimentos tão reais junto com os personagens, fiquei pensando que a miséria sobre a qual Victor Hugo escreveu não tinha nada a ver com dinheiro. Miserável. Em português, e até mesmo em francês, língua original da obra “Les Misérables”, essa palavra pode nos fazer lembrar muito mais da miséria física, falta de dinheiro, falta de comida. Mas em inglês, “miserable” se refere muito mais a um estado emocional, quando você se sente péssimo, um lixo. Gosto mais desse sentido.

    O Jean Valjean, personagem dessa célebre obra francesa, foi preso por roubar um pão, e mesmo depois de ganhar dinheiro e tentar fazer o bem, o guarda Javert só pensava em condená-lo por seu passado. Tanta foi a culpa, que Javert cometeu suicídio. Éponine morreu pelo homem que amava e que a via apenas como uma amiga e Gavroche, com apenas 12 anos, morreu lutando uma luta que não devia ser sua. A miséria deles era de dignidade, de liberdade, assim como a miséria da Maria Cláudia e do seu filho, assim como a nossa miséria diária.

     Da minha posição de previlégio, nem imagino como devem ser as misérias de tantas outras pessoas durante a pandemia. Mas eu sinto a minha miséria, quando vejo as mortes na TV, o mau caratismo dos políticos e a dor das pessoas, pensando que não posso fazer nada, ou quase nada. Penso nos dias de quarentena que passei trancada em casa, lidando com a depressão, tentando achar uma saída e um sentido nisso tudo. Sinto que estou perto, apesar de não ter ideia de quando vou chegar lá. 

    Mas de uma coisa eu sei, e peço desculpas se fui muito dura lá no início, porque existe sim amor em SP. Eu descobri isso com os amigos da minha república, fazendo fogueira na garagem de casa no meio do Butantã, tomando banho de chuva ao som de Vanessa da Mata e fazendo cinema no quintal, tudo isso em plena pandemia. Existe amor em SP, mas é uma coisa que nós precisamos buscar e construir, dia após dia. A cidade é só uma cidade. Assim como a minha kitnet era só um lugar qualquer, pintado de branco, e que eu colori com a minha história, que era ruim, mas também era boa.

    Existe poesia nessas esquinas duras, como cantou Caetano, mas é preciso procurá-la ativamente, antes que a mesmice, a rotina e a indiferença nos consumam. Se as paredes da cidade podem pintar nossa cabeça de cinza e fazer um baita estrago, talvez nós também possamos colorir as paredes, de alguma forma.


CAIADO, Marina Faleiro. Miséria. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (Org.). Crônicas para ler e ouvir: volume 1. São Paulo: ECA-USP, 2021. p. 13-15. (Série Crônicas para ler e ouvir). DOI: 10.11606/9786588640579. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/730. Acesso em: 5 maio 2026. Adaptado.
Considerando a palavra “doído” no trecho: “E assim era para os outros personagens: o trabalho doído, com quase nenhuma folga e absolutamente nenhum descanso da dor das próprias angústias”, assinale a alternativa que apresenta análise correta quanto à justificativa de sua acentuação gráfica.
Alternativas
Q4145210 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Considerando as normas vigentes na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o acento da palavra selecionada.
Alternativas
Q4144471 Português
Texto para a questão.


8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens


    A educação financeira tem sido apontada por especialistas como uma ferramenta importante para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade entre crianças e adolescentes. Em um cenário marcado pelo aumento do consumo digital e pela facilidade de acesso ao crédito, famílias e escolas passaram a discutir com maior frequência estratégias capazes de estimular hábitos financeiros mais conscientes desde cedo.

    Segundo educadores consultados pela reportagem, o aprendizado relacionado ao dinheiro não deve ocorrer apenas em momentos de dificuldade econômica. A orientação financeira pode ser incorporada ao cotidiano por meio de práticas simples, como planejamento de gastos, diferenciação entre necessidade e desejo, organização de metas e acompanhamento de despesas. Além disso, especialistas destacam que o exemplo dado pelos adultos exerce influência significativa sobre o comportamento financeiro dos jovens.

    Outro aspecto mencionado refere-se ao impacto das redes sociais sobre o consumo impulsivo. A exposição constante a padrões de vida idealizados contribui para o aumento da ansiedade e para a construção de hábitos de compra pouco sustentáveis. Nesse contexto, a educação financeira é apresentada como mecanismo de formação cidadã, pois favorece decisões mais equilibradas e maior compreensão sobre planejamento econômico.

    A reportagem também destaca que a abordagem do tema nas escolas pode contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e da responsabilidade social. Para especialistas, ensinar educação financeira não significa incentivar acúmulo de riqueza, mas ampliar a capacidade de tomada de decisões conscientes relacionadas ao consumo, à poupança e ao uso responsável dos recursos disponíveis.


Adaptado de CNN BRASIL. 8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens. São Paulo, 6 jan. 2026. Disponível em: CNN Brasil Educação. Acesso em: 11 maio 2026.
Considerando as regras de acentuação gráfica e ortografia oficial aplicadas a vocábulos do texto ou a termos correlatos, assinale a alternativa que apresenta a correta justificativa normativa.
Alternativas
Q4137817 Português

Leia o texto para responder às próximas seis questões.


A mulher e a patroa. (Martha Medeiros).


Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.


Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.


Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.


Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.


Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.


Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.


Há homens que têm patroa.


Há homens que têm mulher.


E há mulheres que escolhem o que querem ser.

Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (crianças, boa, salário), são respectivamente:
Alternativas
Q4136876 Português
Produtores que apostaram no plantio de nogueiras há 10 anos celebram a primeira grande safra da noz-pecã na Serra


Por Pedro Zanrosso







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/economia/noticia/2026/05/produtores-que-apostaram-no-plantio-de-nogueiras-ha-dez-anos-celebram-a-primeira-grande-safra-da-noz-peca-naserra.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre alguns vocábulos presentes no texto, analise as assertivas a seguir:

I. O vocábulo “noz-pecã” é uma palavra oxítona na qual o til marca a nasalização da letra “a”.
II. Em “colheita”, o grupo “lh” constitui um dígrafo consonantal, representando um único fonema na estrutura da palavra.
III. O vocábulo “produção” apresenta um ditongo nasal que ocorre na sílaba tônica da palavra.


Quais estão corretas?
Alternativas
Q4135692 Português
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
A respeito de acentuação gráfica, marque as alternativas com (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a correta.
( ) Monossílabos tônicos: são acentuados os terminados em a(s), e(s), o(s).
( ) A regra dos oxítonos é bem parecida com a dos monossílabos tônicos, o único diferencial é o final em(ens).
( ) Ditongos abertos (éi, éu, ói): acento agudo nas palavras oxítonas e monossílabos tônicos.
( ) Não são acentuados os ditongos EI e OI de palavras paroxítonas terminadas em A, O. 
Alternativas
Q4135687 Português
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (depoimento, aí, sérias), são respectivamente:
Alternativas
Q4134617 Português
Desigualdade social é o principal obstáculo à qualidade da educação no país.

A educação básica brasileira registrou avanços significativos nas últimas décadas, mas continua marcada por desigualdades profundas e por um descompasso entre o modelo de ensino e as transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.

 A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP 2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e Oportunidades".

Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à escola desde a Constituição de 1988, mas ainda enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível com os investimentos realizados. "Há muita evidência de que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis de desigualdade, entendemos que ainda precisamos fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.

Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção entre princípios e critérios na definição das políticas públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos objetivos de implementação. O pesquisador analisou especificamente o artigo 205 da Constituição da República Federativa do Brasil, que estabelece: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".

"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma declaração de princípio e não o estabelecimento de um critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que está indo em determinada direção, mesmo sem nunca chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios em critérios, porque critérios são objetivos e permitem cobrança."

Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a governança educacional, especialmente em municípios com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm menos recursos e menos estrutura, justamente na fase mais importante do desenvolvimento humano", disse.

O professor criticou também a formação de professores no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes sejam formados sem experiência prática em escolas. "O Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em áreas como medicina", ponderou. Outro problema apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas diferentes com menos de quatro horas de aula por dia", sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte do país.

Siqueira destacou que as tecnologias digitais introduziram uma mudança estrutural no processo de aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes têm dificuldade crescente de concentração e organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele precisa pensar — e não está exercitando isso".

Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como desinformação, dependência de redes sociais e problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos estudantes de medicina relatam problemas de saúde mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%. Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.

A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos principais vetores de transformação da educação e do mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15 mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1 bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.

Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC [Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar planos de aula adaptados para diferentes perfis de estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do professor", disse. A BNCC é o documento normativo que define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito de aprender ao longo da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

Além disso, a incorporação das novas tecnologias digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a formação de comunidades de aprendizagem e a possibilidade de integrar o currículo às realidades locais, como em comunidades indígenas e quilombolas, ampliando o potencial de uma educação mais contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas contemporâneas.

Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que exames como o do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) estão defasados e não capturam competências essenciais. E defendeu a incorporação de habilidades como pensamento crítico, metacognição e resolução de problemas complexos. "O estudante precisa saber mobilizar conhecimentos em situações reais. Não basta repetir conteúdo", disse.


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
"Grande parte da educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm menos recursos e menos estrutura, justamente na fase mais importante do desenvolvimento humano", disse. Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à escola desde a Constituição de 1988, mas ainda enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível com os investimentos realizados.
Com base nas regras de acentuação, especialmente nas alterações promovidas pelo Novo Acordo Ortográfico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)O acento gráfico nem sempre obedece apenas a critérios fonológicos; em certos casos, sua função é essencialmente distintiva. É o que ocorre com "têm" em relação à forma da terceira pessoa do singular, pois o acento é o único elemento responsável por distinguir o singular do plural.
(__)Diferentemente de 'têm', que manteve sua acentuação intacta, o verbo 'averiguar' teve sua grafia alterada pelo Novo Acordo Ortográfico. A forma 'averigúo' deixou de ser admitida, passando-se a reconhecer as grafias 'averiguo' ou 'averíguo', de acordo com a tonicidade do falante.
(__)O trecho apresenta duas palavras cuja acentuação gráfica se justifica por serem oxítonas terminadas em ditongo nasal, e uma terceira palavra acentuada em razão de sua condição de oxítona terminada em vogal 'a'.
(__)Assim como 'básica', que recebe acento gráfico em razão de sua classificação como proparoxítono, o vocábulo 'récorde' também pode ser acentuado quando realizado com tonicidade na antepenúltima sílaba; todavia, admite igualmente a forma 'recorde', sem acento, quando pronunciado como paroxítono, evidenciando a coexistência de duas realizações prosódicas para o mesmo vocábulo.

Assinale a alternativa que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4134594 Português
Ibama registra primeiros filhotes de Arara-vermelha-grande após extinção.

Quase 200 anos após a extinção da Arara-vermelha-grande na na Mata Atlântica, foi registrado o nascimento dos primeiros filhotes neste mês de abril.

O nascimento das novas araras foi a primeira reintrodução documentada delas no bioma.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o monitoramento das araras identificou um casal passando longos períodos em ninhos projetados pelos pesquisadores do Projeto de Reintrodução da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica. A equipe optou por acompanhar os dois à distância para não interferir no processo.

Tempos depois, o nascimento de dois filhotes foi confirmado. Eles já foram observados voando e se alimentando.

O Ibama registrou algumas imagens durante o processo de observação e até mesmo um dos filhotes.

Como não existem populações selvagens dessas aves na Mata Atlântica, eles são criados em cativeiro, vindos de adoções ou apreensões realizadas em combate ao tráfico de animais.

Atualmente, os seres selvagens da espécie estão concentrados no interior do país, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte, por mais que os criados em cativeiro estejam localizados no litoral brasileiro.

O Ibama aponta que, para além da reintrodução das Araras-vermelhas-grandes, a experiência também mostra que aves inicialmente mantidas em cativeiro podem retornar à natureza.

A instituição tem registros anteriores da reprodução de papagaios-do-mangue e periquitos-rei na natureza, mesmo sendo oriundos de cativeiro.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/ibama-registra-primeiros-filhotes-d e-arara-vermelha-grande-apos-extincao/
"Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o monitoramento das araras identificou um casal passando longos períodos em ninhos projetados pelos pesquisadores do Projeto de Reintrodução da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica."
Considerando as regras de acentuação gráfica aplicáveis aos vocábulos presentes no trecho, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4133842 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Privação de sono


Glossário de Saúde do Einstein



O que é privação de sono?



    Privação de sono ocorre quando um indivíduo dorme menos do que seu corpo necessita. A quantidade de sono que uma pessoa requer varia na população, mas em média a maioria dos adultos precisa de cerca de 7 a 8 horas de sono diariamente. Trocar horas de sono para dar conta dos compromissos da vida contemporânea tem se tornado um hábito comum e levado 60% da população no Brasil a dormir menos do que deveria. O sono insuficiente não permite ao organismo se reparar adequadamente, trazendo prejuízos à saúde daquele que dorme menos do que o necessário.



Sintomas




    A privação de sono pode ser difícil de ser percebida. Muitas vezes sabemos que dormimos pouco, mas acreditamos que estamos acostumados a dormir menos - o que não ocasionaria nenhum déficit fisiológico ou de comportamento. Nem sempre relacionamos a privação do sono a certas sensações que experimentamos durante o dia. Por exemplo, quem trabalha sobrecarregado, dorme pouco, pensa que está cansado devido ao excesso de trabalho, mas, na verdade, esse cansaço pode ser decorrente do sono insuficiente.


    Embora não saibamos exatamente todas as razões por que precisamos dormir, sabemos que durante o sono nosso cérebro continua funcionando e consolida as experiências que tivemos durante o dia, organizando a memória de longo prazo. Sabemos também que alguns hormônios são liberados durante o sono, fundamentais para a saúde do nosso organismo, como o hormônio de crescimento, a testosterona, hormônios da tireóide e hormônios da saciedade alimentar.


Alguns sinais e sintomas podem sugerir que você esteja com privação do sono e resultam da falta dessas funções que ocorrem durante o sono.


    Sonolência excessiva durante o dia, necessidade intensa de cochilar no meio de suas atividades, dificuldade para despertar pela manhã, necessidade de dormir mais no final de semana para recuperar o sono que faltou, sensação de memória fraca, redução da capacidade de concentração nas atividades diárias, perda da libido e irritabilidade. Algumas pessoas podem sentir sono em situações perigosas, como ao dirigir ou controlar máquinas. Em condições mais raras pode haver alucinações visuais e auditivas.



Prevenção



    Uma boa higiene do sono é apropriada e deve ser sempre reforçada mesmo para os que não têm queixas. Isso envolve o compromisso de encarar o sono como atividade tão importante quanto alimentar-se ou praticar atividade física. Portanto, preparar-se para dormir é fundamental e isto envolve escolher ambiente adequado, controlar luminosidade e ruídos, evitar expor-se à luz de telas de computadores e celulares, evitar alimentações fartas, bebida alcoólica e estimulantes como cafeína e energéticos próximo ao horário de dormir.


    Tente dormir em horários regulares e, se possível, com 7 a 8 horas de sono recomendadas. Se necessário, durma algumas horas a mais no final-de-semana ou programe um cochilo durante o dia. Saiba que não existe uma fórmula segura e capaz de aumentar o rendimento, concentração e memória sem uma noite de sono adequada e por isso evite medicamentos estimulantes.



Incidência no Brasil




    No Brasil, estudo realizado pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Instituto do Sono, mostrou que 23% da população no Estado de São Paulo têm queixas de sono insuficiente, sendo a faixa etária entre 35 e 44 anos a maior acometida (27%).


    O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) relata que 20% de todos os acidentes de trânsito estão associados à sonolência. A pesquisa ainda mostra que 40% dos entrevistados referem já ter ziguezagueado na estrada devido à sonolência e 61% assumiram que costumam dirigir no dia seguinte a uma péssima noite de sono.


    Estudo nacional envolvendo pilotos de aeronaves comerciais mostrou a prevalência de 57,8% de cochilo não intencional durante o trabalho, estando o sono insuficiente como um dos fatores associados.


    Segundo dados da Associação Brasileira de Sono, mais de 60% das pessoas relatam dormir menos de 7 horas por dia durante a semana e 25% dormem menos de 6 horas por dia. Além disso, aproximadamente 18% das mulheres e 26% dos homens economicamente ativos são trabalhadores que atuam em turnos e com privação crônica de sono.



Fonte: https://www.einstein.br/n/o-einstein/conselho-editorial. Acesso em 10 de maio de 2026. [trecho]

Em relação à acentuação gráfica, a palavra “saúde” recebe acento porque: 
Alternativas
Respostas
81: C
82: B
83: E
84: A
85: A
86: C
87: A
88: D
89: E
90: E
91: A
92: A
93: C
94: C
95: D
96: C
97: B
98: B
99: B
100: A