Questões de Concurso
Sobre emprego do hífen em português
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A lenta chegada das vacinas – que já foram disponibilizadas em mais de 70 países fora de África – mostrou que as lições aprendidas com a pandemia da Covid-19 sobre as desigualdades globais nos cuidados de saúde têm demorado a trazer mudanças, [...].
I- A palavra que exerce a mesma função sintática nas duas ocorrências.
II- Em sua primeira ocorrência, a palavra que se classifica como um pronome relativo.
III- Em sua segunda ocorrência, a palavra que se classifica como uma conjunção integrante.
IV- A oração entre hífens é subordinada adverbial causal.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Nos termos da Norma Culta da Língua Portuguesa, a palavra "anticorpos" deveria ser escrita com um hífen.
Um ano a menos
Estamos nos aproximando do final de 2024 e temos um ano a menos para alcançar a meta do Pacto Contra a Fome: erradicar a fome até 2030 e garantir que todas as pessoas estejam bem alimentadas até 2040. Mais uma vez, é necessário destacar uma realidade alarmante: enquanto 64 milhões de brasileiros têm acesso restrito à alimentação, o país desperdiça 55 milhões de toneladas de alimentos todos os anos. Esse paradoxo entre abundância e escassez é um reflexo cruel da nossa atual crise alimentar.
O Brasil é conhecido mundialmente como o celeiro do planeta e tem a capacidade de produzir alimentos suficientes para sua população e muito mais. No entanto, a realidade é que, enquanto uma parcela significativa da população enfrenta insegurança alimentar, uma quantidade impressionante de recursos é descartada.
Esse desperdício não apenas perpetua a fome, mas também tem um impacto ambiental significativo. O ciclo de produção e descarte de alimentos é responsável por 8 a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa e contribui para a degradação ambiental.
Além de ser um gigante agrícola, o Brasil enfrenta graves crises ambientais. As mudanças no clima estão intensificando eventos climáticos extremos, como enchentes e secas prolongadas, desencadeando efeitos diretos sobre a agricultura e a segurança alimentar. Enchentes e secas podem destruir colheitas, danificar infraestruturas, reduzir a produtividade agrícola e aumentar os preços dos alimentos. O impacto dessas crises é sentido não apenas pelos agricultores, mas também por toda a população, exacerbando as desigualdades existentes.
Em um recente comunicado, o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que a crise climática pode colocar 80 milhões de pessoas a mais em risco de fome até a metade deste século.
O Brasil tem um papel importante na luta contra a fome e as mudanças climáticas. Como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o país pode influenciar positivamente a segurança alimentar tanto nacional quanto global. No entanto, isso requer uma mudança de paradigma: precisamos adotar práticas mais sustentáveis e reduzir o desperdício de alimentos.
Temos o potencial para liderar a transição para soluções climáticas. Nosso país possui vastos recursos naturais e uma crescente capacidade de gerar energia limpa, especialmente no Nordeste, que se destaca pela alta incidência solar e pelos ventos fortes, proporcionando um ambiente ideal para o avanço das fontes de energia renovável. Além disso, o Brasil já possui uma longa tradição no uso de bioenergia, com o etanol de cana-de-açúcar, e está investindo cada vez mais em tecnologias verdes. Esse investimento não só ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos das mudanças climáticas, mas também pode impulsionar o crescimento econômico por meio da criação de novos setores e empregos.
Estamos diante de uma encruzilhada. O futuro do Brasil – e do mundo – depende das escolhas que fazemos hoje. Precisamos urgentemente abordar o desperdício de alimentos e garantir que a produção agrícola em grande escala e dos pequenos produtores beneficie a todos. Além disso, a transição para práticas sustentáveis não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma oportunidade econômica. Nosso país pode se tornar uma potência verde, gerando renda e reduzindo desigualdades enquanto combate as crises ambientais.
O que estamos vivenciando nos últimos tempos é um reflexo direto das escolhas que fizemos no passado. O aumento dramático de impactos ambientais, como queimadas e enchentes, é um sinal claro de que a falta de ação e a negligência em relação à sustentabilidade têm consequências severas. É urgente reavaliar e reformular nossas práticas diárias. Cada decisão que tomamos, desde o consumo até a gestão de resíduos, influencia o futuro do nosso planeta.
Temos um ano a menos para tomar medidas efetivas. Se continuarmos ignorando a responsabilidade social e ambiental, o país e o mundo estarão drasticamente diferentes em 2030. As consequências de nossa inação se manifestarão em desastres ambientais mais frequentes, agravamento das desigualdades sociais e uma crise global de recursos. Cada dia que passa sem um compromisso firme com a sustentabilidade e a justiça social é um dia perdido para garantir um futuro habitável e equitativo. Temos menos tempo do que imaginamos para mudar o rumo de nossa trajetória e assegurar um futuro viável para todos. A hora de agir é agora, e o caminho para um mundo mais justo e equilibrado começa com nossas decisões de hoje.
(Disponível em: cnnbrasil.com.br/colunas/geyze-diniz/nacional/um-ano-a-menos/. Acesso em: setembro de 2024.)
I. A palavra “bem-vindo” leva hífen pelo mesmo motivo de “mãe-de-santo”. II. As palavras “açúcar” e “mágoa” são acentuadas conforme as regras das paroxítonas. III. As palavras “vários” e “modelo” apresentam o mesmo número de fonemas.
Quais estão corretas?
Leia atentamente o texto abaixo.
Margarina
Há milênios o homem faz e consome manteiga. A sua ............................, a margarina, surgiu no século XIX como uma alternativa mais barata – e saudável? – à manteiga.
Afinal, em teoria fazer manteiga pode até ser simples, mas nem sempre foi uma tarefa fácil conseguir os insumos para isso.
Em tempos de crise,.................................. como o leite podiam se tornar escassas e, por causa disso, muito caras. Foi exatamente em uma situação dessas que o imperador francês Napoleão III (sobrinho do Napoleão Bonaparte mais famoso) ofereceu uma recompensa a qualquer um dos seus súditos que fosse capaz de inventar um substituto. Em 1869, o químico Hippolyte Mège-Mouriès conseguiu: partindo de uma fórmula que também utilizava gordura animal – no caso, o sebo bovino -, ele chegou a uma substância parecida o suficiente com a manteiga.
O químico então vendeu sua patente para a Jurgens, uma empresa holandesa que depois virou parte da gigante Unilever, hoje uma das maiores produtoras de margarina do planeta. Mais tarde o sebo bovino foi trocado por óleo de semente de algodão, iniciando a jornada da margarina como um produto feito com origem vegetal.
No início do século XX os fabricantes de margarina conseguiram contornar uma das maiores reclamações dos clientes sobre o produto: a consistência oleosa demais. Adotaram um processo conhecido como hidrogenação que é injetar hidrogênio em alta pressão num óleo vegetal, com a presença de um metal que atua como catalisador, neste caso o níquel. O resultado é uma gordura sólida.
A margarina, agora com uma consistência mais palatável, galgou espaços nas prateleiras dos ..................................... Nas décadas seguintes seus fabricantes passaram a anunciar as supostas vantagens desta à saúde. Mas no final dos anos 1940, vários pesquisadores concluíram que o aumento das doenças ............................ e o aumento dos ataques cardíacos em americanos de ..................................... , poderiam estar relacionados à alimentação. Concluíram então que a gordura trans, presente em alimentos hidrogenados como a margarina, causa danos ao corpo humano pois aumenta o colesterol ruim e diminui o bom. Atual mente a margarina é produzida com óleo de soja e a hidrogenação foi trocada pelo método de interesterificação que não forma gordura trans.
SUPERInteressante, Editora Abril, SP. Edição 465, Julho de2024. Adaptado.
No vocábulo destacado o hífen permanece, pois é uma palavra composta por justaposição e o primeiro elemento é um verbo. Além de "bate-papo", também possuem hífen, os vocábulos abaixo, EXCETO:
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é uma reforma ortográfica que visa unificar e padronizar a escrita do português nos países lusófonos, promovendo uma maior integração linguística entre eles. Esse acordo foi assinado em 1990 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Em relação a esse acrodo assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA:
https://www.google.com.br/search
Quanto ao correto uso do hífen, marque a alternativa incorreta.
O uso do hífen para unir prefixos aos radicais das palavras, conforme as normas gramaticais estabelecidas pela língua portuguesa, continua a ser obrigatório mesmo após as alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico de 2009.
O emprego do hífen em palavras compostas por locuções de natureza adjetiva, como "bem-humorado", "mal-educado" e "pouco-cuidadoso", segue critérios específicos para a união de elementos, contribuindo para a clareza e precisão na escrita.