Questões de Concurso Sobre emprego do hífen em português

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Q4443476 Português
    A importância da aquisição, desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos lexicais na aprendizagem de línguas é consensual entre os pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Esse consenso deve-se ao fato de o léxico ser compreendido, nos estudos acadêmicos contemporâneos — sobretudo naqueles de base cognitivista —, como o elemento linguístico mais dinâmico que propicia ao usuário de uma dada língua formalizar, por processos de textualização, os conhecimentos construídos cognitivamente, no e pelo discurso. 

    Pretende-se afirmar, com isso, que, sem o domínio do léxico, a compreensão e a produção textual-discursiva, nas modalidades oral e escrita dos usos linguísticos, se torna fragilizada, o que impede ou dificulta a ascensão do aprendiz aos diferentes níveis de proficiência pleiteados no processo de aprendizagem de uma língua ou para a formação do "poliglota na própria língua", no caso do ensino de línguas para nativos. 

    Desse modo, o léxico não é tratado pura e simplesmente como um conjunto de unidades vocabulares isoladas da língua, mas passa a ser tratado como uma peça-chave para orientar o leitor na ordenação das representações conceituais necessárias para a compreensão de um texto que lhe é fornecido, numa dinâmica recursiva em que da palavra se chega ao texto e, ao mesmo tempo, do texto se ampliam os conhecimentos sobre as palavras. 

Cassiano Butti. Educação linguística na formação do professor de
língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. Verbum.
Cadernos de Pós-Graduação, São Paulo, v. 9, n.º 3, p. 103-121, 2020 (com adaptações). 



Julgue o item que se segue, a respeito de vocábulos e da pontuação empregados no texto precedente.
O termo "peça-chave" é um substantivo composto que, no plural, pode ser grafado de duas formas: peças-chaves ou peças-chave.  
Alternativas
Q4438892 Português
Ao revisar um comunicado interno, um servidor da assessoria de comunicação de uma autarquia federal analisou a grafia de algumas palavras, conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor no Brasil.
Considerando as frases do comunicado, julgue as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
(__)Em "Os servidores ainda não sabem por que o protocolo foi suspenso", a grafia separada e sem acento é adequada, pois a expressão equivale a "por qual motivo".
(__)Em "A equipe atenderá microempreendedores no anexo", a forma "micro-empreendedores" seria a adequada, pois o prefixo terminado em vogal exige hífen diante de vogal.
(__)Em "A ideia da comissão foi aprovada", a palavra "ideia" deveria receber acento agudo, por ser paroxítona com ditongo aberto na sílaba tônica.
(__)Em "Os candidatos têm até sexta-feira para recorrer", o acento circunflexo em "têm" distingue a terceira pessoa do plural da forma singular "tem".
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4435772 Português
Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta quarta; veja o que muda



Novas regras para a doação de sangue passam a valer no Brasil nesta quarta-feira (30) e reduzem o período de impedimento em situações que antes podiam afastar candidatos dos hemocentros por meses.

Entre as principais mudanças estão novos prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos, a possibilidade de doadores habituais continuarem doando depois dos 70 anos e uma regra específica para quem compartilha dispositivos usados na aplicação de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, grupo do qual faz parte a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde em julho. A norma reformula os regulamentos técnicos usados pelos serviços de hemoterapia do país e estabelece critérios para a proteção tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue. A portaria determinou a entrada em vigor 90 dias após a publicação.

Uma das alterações mais relevantes envolve tatuagens, piercings e procedimentos cosméticos invasivos.

A nova norma estabelece prazo de sete dias após tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva e procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos e microagulhamento quando houver condições de avaliar a segurança do procedimento.

Se não for possível verificar em que condições ele foi realizado, o candidato deverá aguardar quatro meses.

A regra aparece na tabela da portaria que relaciona cirurgias e procedimentos invasivos aos respectivos períodos de inaptidão para doação.

No caso de piercing na cavidade oral ou na região genital, a restrição permanece enquanto o acessório estiver no local por causa do risco de infecção. Depois da retirada, o candidato deve esperar quatro meses.

A nova regra também cita especificamente os medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1.

O texto não determina impedimento para quem simplesmente utiliza esse tipo de medicamento. A restrição de quatro meses é aplicada a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo usado para a aplicação.

Isso significa que uma pessoa em tratamento com semaglutida, por exemplo, não se torna automaticamente inapta apenas por usar o medicamento.

Ainda assim, a portaria determina que todo uso de medicamentos seja avaliado durante a triagem. O profissional deve considerar tanto o tratamento quanto a condição clínica que levou à prescrição.

A regra geral continua estabelecendo que os doadores tenham entre 16 e 69 anos. Para quem vai doar pela primeira vez, o limite permanece em 60 anos, 11 meses e 29 dias.

A novidade é que pessoas que já são doadoras de repetição poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam avaliadas por um médico do serviço de hemoterapia.

A portaria estabelece ainda impedimento de quatro meses para quem passou por qualquer procedimento endoscópico. O período começa a ser contado na data do exame.

Também ficam impedidas por quatro meses pessoas que tenham usado anabolizantes ou hormônios injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, sem prescrição médica.

Quando esses produtos são usados sob orientação médica, não há impedimento automático. Nesse caso, o serviço deve avaliar a razão pela qual a hormonioterapia foi prescrita.

A norma também detalha novos critérios relacionados à malária.

O candidato fica impedido de doar por 30 dias se tiver se deslocado para municípios de áreas endêmicas ou realizado atividades que envolvam exposição a mata, bosque ou floresta em regiões de risco.

Para quem efetivamente teve malária, o prazo depende da espécie do parasita.

Após a cura, são 12 meses de impedimento para infecção por Plasmodium falciparum e três anos para Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale. No caso de Plasmodium malariae, a inaptidão é definitiva.

A decisão final sobre quem pode doar continua sendo feita durante a triagem clínica.

O candidato passa por uma entrevista individual, na qual são avaliados estado de saúde, histórico de doenças, medicamentos em uso, gestação, alimentação, consumo de álcool e outros fatores que possam trazer risco para o doador ou para quem receberá o sangue.

A norma mantém ainda o peso mínimo de 50 kg como regra geral.

Homens podem fazer até quatro doações de sangue total em um período de 12 meses, com intervalo mínimo de dois meses. Para mulheres, são até três doações, com intervalo mínimo de três meses.


G1. Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta
quarta; veja o que muda. G1, 30 set. 2026. Disponível em:
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/30/novas-regras-para-doac
ao-de-sangue-entram-em-vigor-nesta-quarta-veja-o-que-muda.ghtml.

"Novas regras para a doação de sangue passam a valer no Brasil nesta quarta-feira (30) e reduzem o período de impedimento em situações que antes podiam afastar candidatos dos hemocentros por meses."
A palavra "quarta-feira" é grafada com hífen, conforme as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor. Assinale a alternativa em que todas as palavras também estão grafadas corretamente, de acordo com essas regras. 
Alternativas
Q4434613 Português

Leia e responda:



O hífen constitui uma das áreas em que a ortografia revela com maior nitidez a diferença entre a estrutura linguística e sua representação convencional. A presença ou ausência do sinal não pode ser determinada por uma única regra mecânica, porque o Acordo Ortográfico distribui seus critérios segundo a configuração do prefixo, a letra inicial do segundo elemento e, em determinados casos, a tradição de determinadas formações. Em consequência, palavras formadas por prefixação podem apresentar comportamentos aparentemente semelhantes, mas ortograficamente distintos. A análise adequada exige identificar a fronteira morfológica relevante antes de decidir pelo emprego do hífen. Julgue os itens:



I. Em micro-ondas e anti-inflamatório, o hífen é empregado porque o elemento prefixal termina por vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal.



II. Em antirracista e ultrassom, a duplicação da consoante decorre da regra segundo a qual, nos casos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, não se emprega hífen e duplica-se a consoante inicial.



III. Em vice-presidente, o hífen é facultativo, pois a norma atual determina que os prefixos terminados em vogal sejam sempre aglutinados ao segundo elemento.



Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q4433180 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

Boas noites de sono podem ser essenciais para a saúde mental e o desempenho escolar dos adolescentes. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "Psychological Medicine".
A partir de dados de participantes entre 10 e 13 anos do estudo Adolescent Brain Cognitive Development, que acompanha crianças e adolescentes nos Estados Unidos, os pesquisadores analisaram como os seguintes quatro fatores influenciam a vida dos adolescentes:
Qualidade de sono
Tempo de tela
Atividade física
Alimentação
O objetivo era entender de que forma esses hábitos poderiam ajudar a explicar a relação entre sintomas de saúde mental, desempenho acadêmico e problemas sociais entre jovens. Nesse contexto, foram avaliados sintomas de depressão, ansiedade e experiências semelhantes à psicose.
A conclusão foi que a qualidade do sono foi o fator que mais se relacionou com sintomas de saúde mental e desenvolvimento na escola.
O sono foi responsável por 18,5% das associações com depressão, 36,3% com ansiedade e 8,3% com perturbações com caráter psicótico.
Segundo Jason Smucny, primeiro autor do estudo e neurocientista computacional do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia, o resultado surpreendeu os pesquisadores.
"Esperávamos que o sono fosse importante, mas não imaginávamos que ele se destacaria tão claramente em relação aos outros fatores do estilo de vida, especialmente o tempo de tela", comenta.
Ainda que a pesquisa mostre que o sono tem papel central na saúde mental e, consequentemente, no desempenho acadêmico, os autores ressaltam que ele não é o único responsável por causar problemas aos adolescentes.
O tempo de tela, por exemplo, apareceu como segundo fator mais importante.
Ele correspondeu a 5% da associação entre ansiedade e funcionamento acadêmico, 6,3% da relação com depressão e 6,2% com experiências semelhantes à psicose.
Atividade física e alimentação parecem ter menos influência, com efeitos menores nas associações analisadas. 
O estudo investigou efeitos de mediação, ou seja, analisou quanto esses fatores ajudavam a explicar as associações observadas entre sintomas de saúde mental e desempenho acadêmico.
Isto é, não é possível atribuir um mau desempenho na escola exclusivamente a noites mal dormidas ou excesso no tempo de tela, por exemplo. Mas a pesquisa mostra que esses hábitos podem contribuir para esse cenário.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é que a adolescência é um período crítico do desenvolvimento, no qual frequentemente podem surgir problemas de saúde mental, o que pode estar relacionado a um sono de má qualidade.
As conclusões do estudo reforçam que hábitos saudáveis podem ser essenciais para a melhora da saúde mental de adolescentes.
"Embora não vá resolver todos os desafios de saúde mental, rotinas de sono saudáveis são uma maneira prática de apoiar o bem-estar emocional e o funcionamento cotidiano da criança ou do adolescente", analisa Tara Niendam, autora sênior do estudo, professora de Psiquiatria e diretora executiva dos Programas de Psicose Precoce da Universidade da Califórnia.
Mas, mesmo que rotinas mais estabelecidas de sono e a restrição de tempo de tela sejam importantes para melhorar a qualidade de vida dos adolescentes, elas não substituem o tratamento no caso de problemas de saúde mental já estabelecidos.
Os autores reforçam que o acompanhamento profissional é essencial nesses casos, principalmente em um momento formador como a adolescência.
Os pesquisadores ainda afirmam que os resultados podem ajudar a orientar estudos futuros de intervenção, com o objetivo de avaliar se mudanças nesses hábitos são capazes de produzir melhorias no funcionamento acadêmico e social dos adolescentes. G1. Dormir bem pode ajudar no desempenho escolar de adolescentes, mostra estudo.

G1, 16 set. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/09/16/dormir-bem-pode-aju dar-no-desempenho-escolar-de-adolescentes-mostra-estudo.ghtml. Acesso em: 23 set. 2026.
"Embora não vá resolver todos os desafios de saúde mental, rotinas de sono saudáveis são uma maneira prática de apoiar o bem-estar emocional e o funcionamento cotidiano da criança ou do adolescente."
O emprego do hífen em 'bem-estar' está de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. Assinale a alternativa CORRETA em que ambos os vocábulos também estão grafados corretamente, com ou sem hífen.
Alternativas
Q4429496 Português
Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos


Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o filho perder a função do único rim que tinha após passar por hemodiálise quase diária. Com o transplante como única opção, toda a família se colocou à disposição como um possível doador – inclusive Arivaldo. O resultado: compatibilidade total entre pai e filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões, sendo que a compatibilidade sanguínea é necessária em todos os casos.

Para doar um órgão em vida, o médico deve avaliar a história clínica do doador e doenças prévias, mas a idade não é limitação.

"Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível. Esse momento, para mim, foi um momento de graça. Foi uma graça divina mesmo", contou Arivaldo à Agência Brasil.

Ele conta que ficou aflito por receio de o rim não estar saudável. "Me perguntava como estará esse rim. Funcionalmente ele estará bem? Pode mesmo ser doado? Fizemos todos os exames e, graças a Deus, fui considerado apto."

Segundo Arivaldo, a recuperação após a doação do órgão ao filho foi tranquila, sobretudo por ter sido acompanhado por uma equipe altamente qualificada e com muita empatia. "Meu filho já saiu com o rim funcionando".

Três anos depois, Arivaldo tem uma rotina de praticar atividade física pelo menos cinco vezes na semana, incluindo corrida, musculação e alongamento. Uma vez ao ano, ele passa por consultas e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB), que coordenou todo o processo do transplante.

"Tudo isso é uma prova de que, quando você procura se cuidar, você consegue chegar numa idade mais avançada com mais qualidade de vida. Sou formado em educação física, sou professor, lecionei por 30 anos na rede pública e sempre ensinei aos meus alunos que nossa velhice é consequência do que a gente faz antes, no dia a dia.

Em 2025, o Brasil teve o registro de 4.335 doadores efetivos – uma taxa de 20,3 doadores por milhão de pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim, 49,4 mil brasileiros aguardam atualmente na fila de transplantes, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

No caso de doadores vivos, a legislação brasileira permite a doação entre parentes de até o quarto grau, além de cônjuges, sem necessidade de autorização judicial.

Para pessoas que não têm esse grau de parentesco, a doação também pode ser realizada, mas depende de autorização judicial.

O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de quem recebe como também de quem doa.

"Afinal, trata-se de uma pessoa saudável que, de forma voluntária e altruísta, decide doar um de seus órgãos. Nosso objetivo é minimizar ao máximo os riscos desse procedimento e garantir que o doador possa seguir sua vida com segurança e boa saúde após a doação."

Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a análise, segundo o médico, tende a ser ainda mais cuidadosa em relação a riscos futuros decorrentes da retirada do órgão. A avaliação é individualizada e envolve exames de sangue, urina, avaliação da função dos rins, exames de imagem, avaliação cardiovascular.

"É uma questão interessante. Por um lado, com o envelhecimento, aumenta a possibilidade de a pessoa apresentar doenças como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares, que podem aumentar os riscos da cirurgia e da própria doação."

A decisão, de acordo com Freitas, é baseada não apenas em números e envolve o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de a pessoa permanecer saudável com um único rim e também se os riscos da cirurgia são aceitáveis. "Envolve uma avaliação completa do doador".

"Ao mesmo tempo, também avaliamos o receptor e o próprio órgão que será doado, verificando se ele apresenta condições adequadas para o transplante e se há uma boa perspectiva de funcionamento prolongado após a cirurgia. Em resumo, precisamos encontrar equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva para quem recebe."

O médico reforçou que, de maneira isolada, a idade avançada não representa exclusão automática para a doação em vida, mas, à medida que uma pessoa envelhece, há maior probabilidade de desenvolver quadros como hipertensão, diabetes ou alterações da função renal, exigindo investigação detalhada.

"É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a frequência de algumas doenças que podem contraindicar a doação. Mas, quando essas doenças estão ausentes, associado à função renal adequada, e a avaliação médica demonstra que o indivíduo apresenta boas condições para o procedimento, ela pode ser uma doadora."


LABOISSIÈRE, Paula. Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos. Agência Brasil, Brasília, 27 set. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/setembro-verdeidosos-tambem-podem-ser-doadores-vivos-de-orgaos. Acesso em: 27 set. 2026.
"É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a frequência de algumas doenças que podem contraindicar a doação."
O emprego do hífen em palavras formadas com o prefixo 'contra-', como 'contraindicar', não segue um único padrão. Com base nas regras ortográficas vigentes, assinale a alternativa que apresenta todas as palavras grafadas de forma CORRETA.
Alternativas
Q4429353 Português
Considerando as regras atuais de emprego do hífen e de formação de palavras com prefixos, assinale a alternativa em que todos os vocábulos estão grafados CORRETAMENTE:
Alternativas
Q4427932 Português
Considerando as regras de acentuação e hifenização previstas pelo Novo Acordo Ortográfico, analise as asserções a seguir.

I. Os vocábulos 'minissaia' e 'antissemita' estão corretamente grafados sem hífen, ao passo que 'alauita' dispensa o acento e 'Guaíba' o mantém.

PORQUE

II. Quando o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por 'r' ou 's', em regra, não se emprega mais o hífen, duplicando-se a consoante seguinte; já 'alauita' não recebe acento por se tratar de paroxítona com 'i' tônico precedido de ditongo decrescente, ao passo que 'Guaíba' está acentuado corretamente por se tratar de paroxítona com 'í' tônico precedido de ditongo crescente, situação à qual a regra de perda de acento não se aplica.

A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4427586 Português
Os impactos do racismo na educação infantil


Assisti recentemente a "Nosso Segredo", o longa dirigido e roteirizado por Grace Passô, que estreou em setembro nos cinemas e usa o realismo fantástico para falar de temas espinhosos, como o racismo. Uma das cenas mais tocantes do filme é um diálogo de Sidney (Juan Queiroz) com Tutu (Efraim Santos), um menino de 7 anos. Na conversa, Sidney, que namora a irmã do menino, fala sobre o bullying que sofria na escola e como isso afetou sua autoestima, ao perceber que a criança poderia estar passando por uma situação semelhante. Sem didatismos desnecessários, o bate-papo entre eles expõe de forma sensível e delicada os efeitos dolorosos que o racismo pode ter na construção da identidade de crianças negras.

O longa é um dos pré-selecionados para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Independentemente do resultado, ele acerta ao abordar na ficção um assunto que precisa ser discutido com urgência na vida real.

Segundo a pesquisa Panorama da Primeira Infância - O Impacto do Racismo, realizada pelo Datafolha e pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal no final de 2025, 16% dos cuidadores relatam que suas crianças de 0 a 6 anos já sofreram racismo. Os casos são mais comuns entre as de 4 a 6 anos (21%) do que entre as de 0 a 3 anos (10%), possivelmente porque as menores ainda não reconhecem ou verbalizam a discriminação. A prevalência também é maior em famílias de baixa renda. Creches e pré-escolas são os ambientes mais citados em que a criança já sofreu racismo, mencionados por mais da metade (54%) dos cuidadores.

Assim como sugere a ficção, na infância o racismo impacta a saúde física e socioemocional, a autopercepção, a socialização e o acesso a direitos e a oportunidades de aprendizagem, comprometendo o desenvolvimento integral das crianças.

"Marcadores raciais, como cabelo e cor de pele, atravessam as infâncias negras", diz a pedagoga Lavínia Brasilino de Moraes, em entrevista à coluna. Mestra em Educação, Lavínia estuda o racismo na infância e sua pesquisa foi uma das vencedoras da última edição do Prêmio Ciência pela Primeira Infância, promovido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

A análise de campo, realizada a partir de diálogos com crianças pretas, pardas e brancas numa escola de Educação Infantil do Campo, no sul da Bahia, em Ilhéus, mostrou, entre outras coisas, que o racismo se manifesta de forma sutil e cotidiana no ambiente escolar.

"As crianças acabam reproduzindo o racismo no brincar, principalmente segregando bonecas negras que estavam na sala", diz a pedagoga. "Muitas vezes, elas se recusavam até a tocar na boneca. Quando tocavam, era para arremessá-la. Ao criar personagens, a boneca negra também era sempre a má", conta.

Segundo Lavínia Moraes, o racismo interfere de formas diferentes em meninos e meninas negras. Em relação às meninas, o que aparece como mais evidente é a negação do cabelo crespo e cacheado. "As meninas ficavam com o cabelo muito preso. Uma das crianças se referia ao próprio cabelo como um cabelo duro quando solto. Isso é muito impactante porque estamos falando de crianças de 5 anos", lamenta.

Nas interações livres, havia brinquedos como prancha e secador de cabelo e as meninas acabavam reproduzindo no brincar o desejo de ter um cabelo alisado.

Em relação aos meninos, o cabelo também aparece como forte marcador racial. "Eles usavam o cabelo muito curto, quase raspado, numa tentativa de contê-lo", observa, acrescentando que eles não sabiam sequer dizer se o cabelo era crespo, cacheado ou ondulado.

Outro fator que apareceu na pesquisa é a negação em relação ao próprio tom da pele. "O racismo na infância faz com que as crianças neguem a própria tonalidade da pele", diz Lavínia. Ela observou que havia crianças negras se autodeclarando como brancas ou usando outras nomenclaturas como "marrom", "moreno claro" ou "um pouco branca".

A própria pesquisadora, que é negra, foi retratada num desenho por uma das crianças com a pele clara, pintada com lápis salmão. Ao ser questionada pelo erro, a menina retrucou: "Você vai querer mesmo que eu pinte dessa cor? Marrom? Vai ficar feio!".

"O mais gritante para mim é a forma como o racismo afeta a identidade dessas crianças em relação às suas próprias características físicas, aos seus fenótipos, como traços do nariz mais largo, da boca, do tom de pele, do cabelo", afirma a pedagoga.

Dados do Estudo Internacional das Aprendizagens e do Bem-Estar na Primeira Infância (IELS, sigla em inglês), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgados neste ano, mostram que as desigualdades educacionais aparecem antes mesmo do ingresso no ensino fundamental e são fortemente influenciadas por cor/raça e nível socioeconômico.

Os resultados indicam que crianças brancas apresentam, em média, níveis mais elevados em aprendizagem de linguagem e matemática do que crianças pretas e pardas. As desigualdades mais pronunciadas aparecem na comparação entre crianças brancas e pretas: cerca de 17 pontos a menos em linguagem e 40 pontos a menos em matemática. O estudo foi conduzido com crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em três estados: Ceará, Pará e São Paulo.

Em relação às interações das crianças entre elas e com a equipe escolar, um ponto considerado fundamental na educação infantil, a pedagoga observa que as de pele mais escura (preta retinta) tinham comportamento de maior isolamento.

"Na hora de participar, elas eram mais tímidas e caladas, menos expressivas nas brincadeiras", diz, reforçando que isso acaba afetando o desenvolvimento das habilidades nessa etapa da educação básica.

Educar, cuidar e brincar são pilares fundamentais da educação infantil. "Interações e brincadeiras devem orientar a prática pedagógica e os professores precisam estar atentos a elas", diz Lavínia Moraes.

Também é necessário ter acervos e materiais didáticos comprometidos com a diversidade. Isso inclui, segundo a pedagoga, desde livros infantis com representações positivas de crianças negras e brinquedos que contemplem a pluralidade dos corpos, até materiais de colorir com variedade de tons de pele, bonecas e bonecos com traços diversos. "Quando há um trabalho realmente intencional para as questões étnico-raciais, as crianças se transformam", diz.

Embora a Lei n° 10.639/03 não cite explicitamente a obrigatoriedade dessa temática na educação infantil, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, que orientam as práticas para o seu cumprimento, incluem todas as etapas educacionais. Segundo a pedagoga, é urgente a adequação das políticas educacionais.

Isso implica estratégias de efetivação contínua, recursos financeiros para aquisição de materiais que tragam a diversidade para dentro da sala de aula e formação continuada dos professores.

"Existe a lei, mas é preciso que os professores recebam a formação que os qualifique para trabalhar com essa questão e que também haja uma adequação dos currículos. Não adianta ter a lei se o currículo ainda está distante do que ela preconiza", critica a pedagoga.

Em janeiro de 2027, a lei completa 24 anos. Apesar do avanço que representa, infelizmente, não há muito o que comemorar. Depois de tanto tempo, ainda falta o principal: implementá-la na sala de aula, desde a educação infantil.


Texto adaptado de: PERES, Andréia. Os impactos do racismo na educação infantil. Veja, 15 set. 2026. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/balanco-social/os-impactos-do-racismona-educacao-infantil/. Acesso em: 24 set. 2026. 
Considerando as regras de emprego do hífen e de grafia dos elementos que compõem as palavras 'bate-papo', 'pré-selecionados', 'bem-estar', 'socioeconômico' e 'étnico-raciais', assinale a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Q4419714 Português
Considere as palavras abaixo:

- anti-inflamatório
- antissocial
- super-resistente
- coautor

Considerando as regras de emprego do hífen e as alterações gráficas decorrentes da prefixação, analise as afirmativas.

I. Em anti-inflamatório, emprega-se o hífen porque o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
II. Em antissocial, a ausência de hífen é acompanhada da duplicação da consoante s, pois o prefixo termina em vogal e o segundo elemento se inicia por essa consoante.
III. Em super-resistente, mantém-se o hífen porque o prefixo super- é seguido de elemento iniciado pela consoante r.
IV. Em coautor, a ausência de hífen decorre do tratamento específico do prefixo co-, que se aglutina ao elemento seguinte mesmo quando este se inicia pela vogal o.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4418233 Português
Durante a preparação de um manual técnico, uma equipe de revisão precisou padronizar a grafia de palavras formadas por prefixação. Entre os vocábulos analisados, havia construções com os prefixos "co", "sub", "inter" e "anti", cujas particularidades ortográficas exigiam a aplicação de regras distintas.

Considerando as normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE grafadas.
Alternativas
Q4418131 Português
Durante a revisão de um texto administrativo, um servidor analisou diferentes processos de formação do plural dos substantivos compostos. A análise envolvia palavras constituídas por dois substantivos, combinações de verbo com substantivo e estruturas formadas por substantivo seguido de adjetivo.

Considerando as regras de flexão de número dos substantivos compostos na norma-padrão, assinale a alternativa em que todas as formas plurais estão CORRETAMENTE empregadas.
Alternativas
Q4418068 Português
Uma equipe de comunicação institucional elaborou materiais informativos que continham palavras formadas por prefixação. Durante a revisão, surgiram dúvidas sobre o emprego do hífen em vocábulos com prefixos terminados em vogal, especialmente diante de palavras iniciadas pela mesma vogal, pela letra h ou pela consoante r.

Considerando as regras ortográficas vigentes, assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE grafadas.
Alternativas
Q4416300 Português

Governo cria política nacional para alunos superdotados, mas veta triagem obrigatória nas escolas

Nova legislação prevê cadastro nacional e atendimento especializado para estudantes com altas habilidades; identificação anual em massa e centros de referência ficaram de fora do texto final.


A Lei nº 15.436/2026 foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União e estabelece diretrizes para reconhecimento, acompanhamento e desenvolvimento de estudantes com altas habilidades ou superdotação em todo o país.

Entre as medidas previstas, estão a criação de um cadastro nacional, a oferta de atendimento educacional especializado e a possibilidade de flexibilização da trajetória escolar.

A nova política também passa a contemplar estudantes com dupla excepcionalidade — os que, além das altas habilidades, apresentam alguma deficiência, transtorno do espectro autista ou outro transtorno do neurodesenvolvimento.

Segundo o Censo Escolar de 2025, cerca de 56mil estudantes brasileiros foram formalmente identificados com altas habilidades ou superdotação. Entidades que atuam na área, porém, afirmam que o número está longe de refletir a realidade, já que muitos alunos nunca são reconhecidos pelo sistema educacional.

 

O que muda

A legislação define altas habilidades ou superdotação como uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por potencial intelectual elevado, intensa curiosidade, grande capacidade de aprendizagem e profundo envolvimento em temas de interesse.

Para esses estudantes, a lei prevê atendimento educacional especializado complementar à escolarização regular. Entre as possibilidades estão programas de enriquecimento curricular, aprofundamento de conteúdos, agrupamento por áreas de interesse e aceleração dos estudos.

Também passa a ser permitida a progressão flexível, com avanço em disciplinas específicas, além da aceleração completa da trajetória escolar quando houver indicação pedagógica.

 

Cadastro nacional

Um dos principais pontos da nova política é a criação do Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, que ficará sob responsabilidade do Ministério da Educação (MEC).

A ferramenta deverá reunir informações da educação básica e superior para mapear esse público e subsidiar a formulação de políticas públicas. Embora a criação de um cadastro semelhante já estivesse prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação desde 2015, a medida nunca saiu do papel.

 

O que foi vetado

Apesar da sanção, o governo retirou trechos aprovados pelo Congresso Nacional.

O principal veto atingiu os dispositivos que criavam uma triagem educacional anual para identificação precoce de estudantes com altas habilidades ou superdotação. Na justificativa enviada ao Congresso, o Executivo argumentou que a medida poderia gerar burocracia e atrasar o acesso ao atendimento especializado.

Também foi vetada a exigência de avaliação multidimensional realizada por equipe especializada para formalizar a identificação desses estudantes. Segundo o governo, a medida poderia criar barreiras operacionais, especialmente em redes de ensino com menor estrutura técnica.

Outro trecho barrado previa a criação de centros de referência em cada unidade da federação. O Executivo alegou que a proposta não apresentou estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

 

Adesão será voluntária

A implementação da política dependerá da adesão de estados, Distrito Federal e municípios. O governo federal poderá oferecer apoio técnico e financeiro, conforme disponibilidade orçamentária.

 Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta de deputados e senadores.

 

Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/19/governo-cria-politica-nacional-para-alunos-superdotados-mas-veta-triagem-obrigatoria-nas-escolas.ghtml. Acesso em: 08 jul. 2026. Adaptado.

Em analogia aos vocábulos demarcados respectivamente em I e em II, atente-se às palavras destacadas nos itens a seguir para assinalar a ortografia adequada quanto ao uso ou à ausência de hifenização.
I. “A Lei nº 15.436/2026 foi publicada nesta quinta-feira (18).”
II. “A legislação define altas habilidades ou superdotação como uma condição do neurodesenvolvimento.” 
Alternativas
Q4410324 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O texto apresenta palavras formadas por prefixação e ocorrências de hífen em colocação pronominal, casos regidos por bases distintas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Considerando essas regras, analise as afirmativas a seguir:
I. "Infraestrutura" dispensa hífen porque o prefixo "infra" termina em vogal diferente daquela que inicia o segundo elemento da palavra.
II. Em "tornar-se professor universitário", o hífen liga o pronome oblíquo átono ao verbo, emprego distinto daquele que ocorre em palavras compostas.
III. Caso o autor mencionasse a etapa que sucede o doutorado, deveria grafá-la "posdoutorado", pois o Acordo suprimiu o hífen após prefixos terminados em consoante.
IV. Caso o autor aludisse a pesquisas assinadas em parceria, a grafia "co-autoria" seria adequada, pois o hífen se mantém quando o prefixo é átono.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4396947 Português
Solidão: impactos e possibilidades de cuidado

    A solidão é uma experiência inerentemente subjetiva. Sentir-se só, inclusive, pode ocorrer estando rodeado de pessoas. Apesar de ainda não haver uma definição consensual, entende-se que, mais do que quantidade de relações sociais, o conceito de solidão surgiria da percepção de discrepância entre o nível esperado e o real de conexões sociais significativas.
     O fato é que a solidão vem se despontando como alvo de estudos e preocupação no mundo todo, principalmente em países mais desenvolvidos. Reino Unido e Japão criaram, em 2018 e 2021, respectivamente, os ministérios da solidão – tamanha necessidade de ações de saúde públicas coletivas nesse assunto. O termo “epidemia de solidão” atualmente também vem sendo discutido cada vez mais. Em uma rápida busca na base de dados internacional Pubmed pelo termo “loneliness epidemic”, chega-se a um total de 5.418 resultados, sendo 3.945 publicados somente nos últimos 5 anos (72,8%).
    Alguns desses estudos vêm demonstrando efeitos comparáveis entre a solidão, o tabagismo e o sedentarismo para o aumento do risco de doenças cardiovasculares e o enfraquecimento do sistema imunológico. Adiciona-se a associação da solidão com questões de saúde mental – entre elas, depressão, ansiedade e sentimentos de desesperança: argumentos suficientes para a preocupação com a temática, enquanto fator de risco à saúde e bem-estar.
    Os idosos podem estar mais vulneráveis à solidão por fatores como aposentadoria e perda de pessoas queridas, enquanto a solidão nos jovens associa-se à tendência ao isolamento, muito devido ao uso excessivo de telas e mídias digitais – relacionado ao aumento da sensação de desconexão social.

Fonte: Jornal da Universidade (UFRGS). Adaptado. 
Considerando o uso do hífen, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4396862 Português
O que já está digitalizado na escola pública?


No dia a dia das escolas brasileiras, a digitalização já é rotina. Lançar frequência, fechar notas, atualizar cadastro de aluno: em 92% das escolas públicas, essas tarefas passam por sistemas de gestão criados pelo governo. Em 79% delas, há também plataformas de ensino e aprendizagem.

A lista não para por aí: 71% mantêm perfil ou página em redes sociais, 51% têm sistema interno de câmeras de vídeo e 45% usam sistema de gestão adotado pela própria escola. A digitalização, portanto, não é promessa — é rotina consolidada.

Tecnologias mais recentes também já estão sendo utilizadas. A inteligência artificial generativa é usada por 53% dos gestores escolares, índice idêntico em escolas urbanas e rurais. Já o reconhecimento facial para identificar alunos aparece em 6% das escolas — 9% nas estaduais e 5% nas municipais.

A foto revelada pela pesquisa é a de uma rede que digitalizou primeiro e foi discutir depois. As plataformas já estão em quase todas as escolas públicas, enquanto o debate sobre proteção de dados chegou à metade delas. Para os gestores que resistem, o receio não é sobre a tecnologia em si, mas sobre o que acontece com as informações depois que elas entram no sistema.


MARIN, Jorge. Privacidade é barreira ao uso de plataformas digitais em escolas. CNN Brasil, [S. l.], 31 ago. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/privacidade-e-barreira-ao-uso-d e-plataformas-digitais-em-escolas/. Acesso em: 18 set. 2026.
"No dia a dia das escolas brasileiras, a digitalização já é rotina."
As locuções, como 'dia a dia', em regra, não recebem hífen. No entanto, algumas são formas consagradas pelo uso e são hifenizadas. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma locução hifenizada devido a essa exceção à regra.
Alternativas
Q4396152 Português
Assinale a alternativa que apresenta correta grafia de adjetivos pátrios:
Alternativas
Q4394567 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé

Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo. [...]

Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.

Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]


KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficarparado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
Ao descrever o controle da postura, o texto recorre a vocabulário técnico em que são frequentes palavras formadas por prefixação ou por elementos de composição. Considerando as regras do Acordo Ortográfico vigente para o emprego do hífen, as palavras formadas por prefixação estão grafadas de forma CORRETA em:
Alternativas
Q4392801 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As Letras são Infinitas


Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.


Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.


O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]


O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]


Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]


[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.


Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.


YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

A crônica emprega palavras formadas por prefixação e formas verbais com pronome enclítico, casos em que o uso do hífen obedece a critérios diferentes estabelecidos pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.


Considerando as regras de emprego do hífen vigentes, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: A
4: B
5: E
6: A
7: C
8: D
9: C
10: D
11: E
12: A
13: A
14: B
15: A
16: A
17: A
18: A
19: A
20: E