Questões de Concurso Sobre emprego do hífen em português

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Q3120076 Português

Q6.png (423×336)

Disponível em: https://tudodireito.wordpress.com/2014/02/08/acordo-ortografico-o-uso-do-hifen/. Acesso em: 29 out. 2024. 



De acordo com as regras ortográficas vigentes, e considerando-se o emprego do hífen, dados os termos,


I. antissocial.

II. mandachuva.

III. contraalmirante.

IV. recémcasados.


Das palavras, verifica-se que estão corretas

Alternativas
Q3118681 Português
Em relação ao emprego do hífen e à grafia correta das palavras, marque V (verdadeiro) ou F (falso), para as seguintes afirmações:
(__)Emprega-se o hífen em espécies botânicas e zoológicas como "erva-doce" e "bem-te-vi".
(__)Os vocábulos "girassol", "pontapé", "paraquedas" e "parabrisa" não recebem acento por serem palavras que perderam a noção de composição (grafam-se aglutinadamente).
(__)"Antiinflamatório" e "antissemita" são exemplos de palavras que perderam o hífen.
(__)Os vocábulos "má-fé", "vaga-lume", "seu-vizinho" (dedo anelar) e "guarda-chuva" estão grafados corretamente com hífen.
(__)Escrevem-se com j: jiló, jirau, jenipapo, enjeitar, lisonjear, ultraje.

A alternativa que preenche corretamente os parênteses é:
Alternativas
Q3116931 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


IA e educação: o que precisamos ensinar hoje para que nossos filhos se virem amanhã?

A revolução tecnológica e o impacto da IA estão transformando o mercado de trabalho. Como preparar as próximas gerações para um futuro incerto? Confira o artigo de Joice Leite

A revolução tecnológica, impulsionada pela inteligência artificial (IA), está transformando o mercado de trabalho a uma velocidade inédita. Hoje, pais e educadores enfrentam um desafio central: preparar crianças e jovens para um futuro incerto, no qual muitas das profissões para as quais estão sendo formados sequer existem. Como, então, podemos educá-los para esse cenário em constante evolução?

O impacto da IA e a criação de novas profissões

Nos últimos anos, a ideia de que milhões de empregos podem desaparecer tem ganhado força, com números alarmantes reforçando essa previsão. O Fórum Econômico Mundial aponta que cerca de 83 milhões de empregos serão eliminados globalmente nos próximos anos, enquanto 69 milhões de novos postos surgirão. A IA está no epicentro dessa transformação, com 75% das empresas previstas para adotar a tecnologia em suas operações. Apesar das previsões de crescimento de empregos, 25% das empresas acreditam que a IA pode reduzir vagas de trabalho.

O impacto da IA, entretanto, vai além da simples substituição de tarefas repetitivas. Ela está abrindo oportunidades em áreas completamente novas, que exigem habilidades contempladas na BNCC. No entanto, muitas vezes as instituições educacionais não dispõem dos recursos necessários para implementar na prática as habilidades do século XXI, como a criatividade, o pensamento crítico e a resolução de problemas complexos. Além disso, é crucial que as políticas públicas invistam em infraestrutura adequada e tecnologia acessível, garantindo que todos os estudantes tenham a oportunidade de explorar e integrar a IA em seu aprendizado, contribuindo assim para uma educação mais inclusiva e equitativa. Isso exige uma reflexão urgente sobre o que realmente estamos ensinando aos nossos filhos.

O papel da educação no preparo para o futuro

As disciplinas que atualmente compõem o currículo escolar são indiscutivelmente importantes. A matemática, a história e a gramática continuam a ser pilares fundamentais do conhecimento humano; porém, à medida que nos deparamos com um mundo em rápida transformação, a maneira como essas disciplinas são ensinadas e aprendidas deve evoluir.

Para preparar os estudantes para os desafios do século XXI, é crucial que as disciplinas tradicionais não sejam apenas ensinadas de forma isolada, mas integradas a metodologias que estimulem o desenvolvimento de habilidades essenciais. O pensamento crítico, a resolução de problemas complexos, a criatividade e a capacidade de adaptação são competências que não podem ser negligenciadas no ambiente educacional atual.

Vivemos em tempos nos quais, além de dominar a tabuada, as crianças precisam aprender a lidar com incertezas e mudanças rápidas. Profissões como analista de dados, especialista em cibersegurança e desenvolvedor de IA, que não existiam há dez anos, são apenas exemplos de campos que continuarão a emergir. Para pais e educadores, isso implica uma mudança de mentalidade: mais do que garantir boas notas, é necessário incentivar a curiosidade e o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e emocionais.

O papel das escolas e o desenvolvimento de competências

As escolas, por sua vez, percebem a necessidade de se adaptar às demandas do futuro. Muitas já estão conscientes dessas mudanças, buscando ir além do currículo acadêmico tradicional. Instituições que estimulam o desenvolvimento de competências emocionais, tecnológicas e sociais, como empatia, liderança, pensamento computacional e trabalho colaborativo, estão preparando melhor seus alunos para os desafios que virão.

A importância de se adaptar a diferentes cenários, resolver problemas de maneira criativa e pensar de forma inovadora não pode ser subestimada. O desenvolvimento dessas habilidades é essencial para que os jovens se tornem agentes ativos e preparados para moldar o mundo em que viverão, e isso não pode ser feito apenas pela escola; os pais também devem estar envolvidos nesse processo.

Como os pais podem ajudar a moldar o futuro de seus filhos

Para os pais, refletir sobre o futuro é especialmente importante. A educação formal pode ser complementada por estímulos externos, como atividades extracurriculares, leitura e incentivo a projetos pessoais. Essas experiências ajudam a desenvolver o espírito empreendedor, a criatividade e a capacidade de inovação, elementos essenciais para atuar em um mercado de trabalho em constante transformação.

Com profissões emergindo em áreas como sustentabilidade, energias renováveis, saúde digital e desenvolvimento de novas tecnologias, as oportunidades para as próximas gerações são vastas. Porém, elas exigirão uma mentalidade flexível, aberta e adaptável às mudanças.

Portanto, é necessário ter coragem para inovar e determinação para educar para um futuro que já começou. Ao educar nossas crianças e jovens para enfrentar desafios que ainda não podemos prever, estamos, na verdade, abrindo caminho para que eles liderem essa nova era de inovações e descobertas. 


(https://exame.com/bussola/ia-e-educacao-o-que-precisamos-ensinar-hoje-para-que-nossos-filhos-se-virem-amanha/)
"A educação formal pode ser complementada por estímulos externos, como atividades extracurriculares."
O Novo Acordo Ortográfico trouxe mudanças significativas nas regras do uso do hífen. Por exemplo, o termo ' extracurriculares' não é hifenizado, uma vez que o segundo elemento não começa com a letra 'h' e também porque o prefixo não termina com a mesma letra que inicia a segunda palavra. Tendo isso como referência e considerando as diferentes regras que regem o uso do hífen, avalie as afirmativas a seguir:

I.Os vocábulos 'manda-chuva', 'conta-gotas' e 'primeira-dama', são exemplos de palavras hifenizadas por apresentarem elementos de natureza verbal e numeral.
II.Emprega-se o hífen nos topônimos em que o primeiro elemento é verbal e quando os elementos estão ligados por artigos, como exemplificado em 'Passa-Quatro' e 'Trás-os-Montes'.
III.Não se usa o hífen em locuções como 'café da manhã' e 'fim de semana'. Porém, são exceções a essa regra os vocábulos 'arco-da-velha' e 'pé-de-meia'.
IV.As palavras 'para-brisa', 'tira-teima' e 'para-quedas' são palavras que mantiveram o hífen, seguindo a regra das palavras compostas cujos elementos são de natureza verbal.
V.Estão grafadas sem hífen corretamente os vocábulos 'semirreta', 'hiperativo' e 'superabundante'.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3116862 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


Aracnofilia


"Tarântulas são animais carismáticos", diz Chris Hamilton, professor assistente no departamento de entomologia, patologia vegetal e nematologia da Universidade de Idaho. "E isso é ótimo, porque podemos usá-las para educar o público."


Hamilton acredita que o "hobby da tarântula" começou a ganhar força na década de 2000. Hoje, pesquisadores veem regularmente entusiastas ostentando coleções de mais de 100 espécies em fóruns online.


"Esses fóruns mostram que as pessoas colecionam aranhas um pouco como colecionam Pokémon — elas querem 'pegar' todas elas", diz Alice Hughes, professora associada de biologia na Universidade de Hong Kong. É uma analogia precisa, considerando quantas cores e padrões diferentes as tarântulas podem ter.


Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem. 


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg7n96y0kxo)

"Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem."


O vocábulo 'multimilionária' não é hifenizado. O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças importantes no uso do hífen em palavras compostas. Com base nas novas regras, assinale a alternativa INCORRETA sobre o emprego do hífen.

Alternativas
Q3116801 Português
O texto seguinte servirá de base para responder àa questão.


Aracnofilia


"Tarântulas são animais carismáticos", diz Chris Hamilton, professor assistente no departamento de entomologia, patologia vegetal e nematologia da Universidade de Idaho. "E isso é ótimo, porque podemos usá-las para educar o público."

Hamilton acredita que o "hobby da tarântula" começou a ganhar força na década de 2000. Hoje, pesquisadores veem regularmente entusiastas ostentando coleções de mais de 100 espécies em fóruns online. "Esses fóruns mostram que as pessoas colecionam aranhas um pouco como colecionam Pokémon — elas querem 'pegar' todas elas", diz Alice Hughes, professora associada de biologia na Universidade de Hong Kong. É uma analogia precisa, considerando quantas cores e padrões diferentes as tarântulas podem ter.

Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg7n96y0kxo)
"Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem."
O vocábulo 'multimilionária' não é hifenizado. O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças importantes no uso do hífen em palavras compostas. Com base nas novas regras, assinale a alternativa INCORRETA sobre o emprego do hífen.
Alternativas
Q3115310 Português
Em relação à ortografia, identifique em qual alternativa há um vocábulo que está grafado INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q3115026 Português
Cidade Linear


Em 2022, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, deu início à construção de uma cidade planejada: The Line. “A Linha.” Caso saia totalmente do papel, essa obra faraônica consistirá em dois ........................ gêmeos de 500 m de altura – o que os tornará, juntos, a 12ª construção mais alta do mundo. Eles terão 200 m de largura cada um e se estenderão por 170 km; mais ou menos a distância entre São Paulo e Campos do Jordão. Entre os dois, haverá um vão colossal. Ali dentro, jardins suspensos, passarelas cortando o céu e a sensação de que não há ................................ – apenas andares e mais andares de concreto e aço. Por fora, mal se verá o prédio: uma fachada espelhada vai refletir com tal perfeição as dunas e o céu que um desavisado poderia trombar com a muralha pensando que o deserto continua. Não há ruas, e carros são proibidos: todos os deslocamentos de longa distância dependem de uma única linha de metrô ........................

O objetivo é que essa cidade distópica seja .............................. Em tese, será possível nascer e morrer lá dentro, usando energia de fontes renováveis gerada no próprio prédio e seus arredores. O plano atual é construir “só “ 2,4 km para abrigar 300 mil pessoas até 2030, o que dá 2% da meta final.

Na estimativa mais pessimista, a “cidade” sairá por US$ 1 trilhão e só a construção exigirá 460 mil operários. Quando estiver pronta – caso fique pronta –, The Line terá espaço para 9 milhões de pessoas, o equivalente a 25% da população saudita. Nas imagens de satélite mais recentes, que datam de 2024, vê-se apenas a silhueta na areia: a área da construção está demarcada e as escavações começaram, mas não há nada do prédio em si, apenas escritórios e estruturas de apoio no canteiro de obras. The Line é a parte mais ambiciosa de um plano maior chamado Neom. Trata- -se de um esforço da monarquia para urbanizar um grande pedaço do deserto para diversificar a economia da Arábia Saudita.

Além da The Line, o Neom inclui um distrito industrial flutuante em forma de octógono, uma pista de esqui em pleno deserto, um ................................... de 450 m enterrado no chão, um resort de luxo, grandes usinas de dessalinização de água e um aeroporto ligando tudo isso ao resto do mundo.

The Line até tenta incorporar alguns preceitos do urbanismo contemporâneo, como transporte público, energia renováveis e um complexo monitoramento anti-incêndio. Mas o projeto saudita ignora o que temos aprendido sobre o crescimento das metrópoles: cidades são vivas como seus habitantes, tentar espremê-las em uma linha reta é um ato totalitário. Enquanto o mundo tiver três dimensões, ninguém aceitará se relegar a duas.

SUPERInteressante, Editora Abril, São Paulo. Edição 465; Julho de 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto. 
Alternativas
Q3107058 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à quesão.

O Drama da Caneta Azul

Primeira aula de Língua Portuguesa do ano. Expectativa de reencontro, novidades e uma pitada de preguiça pós-férias. Mal sabia eu que a professora iria logo de cara nos presentear com um desafio: escrever uma redação sobre as férias. Mas até aí, tudo bem. O que realmente nos pegou de surpresa foi o detalhe anunciado com firmeza: a redação deveria ser feita de caneta. Isso mesmo, caneta!

De repente, o sonho das séries passadas, aquele em que nos libertávamos do lápis, virou realidade. Mas será que era bem isso o que queríamos? Passamos anos achando que lápis era coisa de criança. Aquele apetrecho que nos acompanhava com sua borracha sempre pronta para apagar qualquer erro era, de fato, infantil demais para o nosso novo status de "alunos mais velhos". Só que agora, com a caneta, não havia mais volta atrás. Pensando bem, qualquer erro seria eternizado no papel, e a sensação de liberdade dava lugar a um leve medo.

E então, enquanto a caneta azul começava a deslizar pelo papel e os relatos das férias surgiam meio hesitantes, todos torcíamos para que a professora se desse por satisfeita com essa pequena "tortura". Porque, sinceramente, a última coisa que queríamos era que ela tivesse mais ideias... Vai que a próxima exigência fosse de verdade, e não só uma brincadeira com caneta? Melhor não arriscar.

Autor Desconhecido.


https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola-o-drama-da-can eta-azul.PDF 
Considerando as regras do Novo Acordo Ortográfico sobre o uso do hífen, assinale a alternativa correta em relação à palavra "pós-férias" presente na frase "Expectativa de reencontro, novidades e uma pitada de preguiça pós-férias": 
Alternativas
Q3106985 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O Drama da Caneta Azul

Primeira aula de Língua Portuguesa do ano. Expectativa de reencontro, novidades e uma pitada de preguiça pós-férias. Mal sabia eu que a professora iria logo de cara nos presentear com um desafio: escrever uma redação sobre as férias. Mas até aí, tudo bem. O que realmente nos pegou de surpresa foi o detalhe anunciado com firmeza: a redação deveria ser feita de caneta. Isso mesmo, caneta!

De repente, o sonho das séries passadas, aquele em que nos libertávamos do lápis, virou realidade. Mas será que era bem isso o que queríamos? Passamos anos achando que lápis era coisa de criança. Aquele apetrecho que nos acompanhava com sua borracha sempre pronta para apagar qualquer erro era, de fato, infantil demais para o nosso novo status de "alunos mais velhos". Só que agora, com a caneta, não havia mais volta atrás. Pensando bem, qualquer erro seria eternizado no papel, e a sensação de liberdade dava lugar a um leve medo.

E então, enquanto a caneta azul começava a deslizar pelo papel e os relatos das férias surgiam meio hesitantes, todos torcíamos para que a professora se desse por satisfeita com essa pequena "tortura". Porque, sinceramente, a última coisa que queríamos era que ela tivesse mais ideias... Vai que a próxima exigência fosse de verdade, e não só uma brincadeira com caneta? Melhor não arriscar.

Autor Desconhecido.


https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola-o-drama-da-can eta-azul.PDF
Considerando as regras do Novo Acordo Ortográfico sobre o uso do hífen, assinale a alternativa correta em relação à palavra "pós-férias" presente na frase "Expectativa de reencontro, novidades e uma pitada de preguiça pós-férias":
Alternativas
Q3106279 Português
Para isso, os cientistas juntam um pedacinho do DNA de um microrganismo causador de alguma doença com o DNA de um vegetal.
O vocábulo 'microrganismo' não possui hífen. Identifique a alternativa que apresenta um vocábulo escrito sem hífen INCORRETAMENTE: 
Alternativas
Q3104979 Português
Texto VI


    O bife e o vinho compartilham a mitologia sanguínea. É o coração da carne, e qualquer um que a consuma assimila a força do touro. Obviamente, o prestígio do bife deve-se ao seu estado de semicrueza: nele o sangue é simultaneamente visível, denso, compacto e suscetível de ser cortado: imagina-se logo a ambrosia antiga sob a forma de uma matéria pesada que diminui entre os dentes, de modo a fazer com que se sinta ao mesmo tempo a sua força de origem e a sua plasticidade se expandirem no próprio sangue do homem.

    E assim como o vinho se transforma, para um bom número de intelectuais, em substância mediúnica que os conduz à força original da natureza, do mesmo modo o bife é para eles um alimento de redenção, graças ao qual tornam o seu cerebralismo mais prosaico e conjuram, pelo sangue e a polpa mole, a secura estéril de que são acusados.

    Tal como o vinho, na França, o bife é um elemento básico, mais nacionalizado do que socializado, estando presente em todos os cenários da vida alimentar; participa de todos os ritmos, desde a confortável refeição burguesa ao lanche boêmio do celibatário; é uma alimentação simultaneamente rápida e densa, que realiza a mais perfeita união entre a economia e a eficácia, a mitologia e a plasticidade do seu consumo. Além de tudo isso, é um produto eminentemente francês (é certo que se encontra circunscrito, hoje em dia, pela invasão dos steaks americanos). Sendo nacional, depende da cotação dos valores patrióticos: revigora-os em tempo de guerra, sendo a própria carne do combatente francês, o bem inalienável que só pode passar-se para o inimigo à traição. Associado geralmente às batatas fritas, o bife transmite-lhes o seu renome: elas são nostálgicas e patrióticas como o bife.


Roland Barthes. O bife com batatas fritas. In: Mitologias. 2010, p.79-80 (com adaptações).

Julgue (C ou E) o próximo item, relativos a aspectos linguísticos e ortográficos do texto VI.


A grafia das palavras formadas pelo prefixo semi-, como “semicrueza” e semi-inteiro, por exemplo, obedece à mesma regra ortográfica que define a grafia das palavras formadas pelos prefixos co- e re-, no que se refere ao emprego ou não de hífen.


Alternativas
Q3103720 Português
O trecho que apresenta uma palavra que de acordo com o Novo Acordo Ortográfico está grafada INCORRETAMENTE é: 
Alternativas
Q3100295 Português
Qual das frases está de acordo com as regras de hifenização do Novo Acordo Ortográfico?
Alternativas
Q3100143 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Com que frequência você deve lavar seus lençóis e travesseiros


Depois de um longo dia, nada como a sensação de afundar em uma cama quente, apoiar a cabeça sobre um travesseiro macio e se aninhar em um edredom aconchegante.

Mas não somos apenas nós, seres humanos, que nos deitamos felizes na nossa cama. Basta olhar um pouco mais a fundo e você irá se horrorizar ao saber que suas roupas de cama são o lar de milhões de bactérias, fungos, ácaros e vírus.

Eles também acham que a sua cama é um paraíso − um lugar quente para o seu desenvolvimento, coberto de suor, saliva, células mortas da pele e partículas de alimentos que servem de banquete.

Vejamos os ácaros, por exemplo. Nós liberamos 500 milhões de células da pele por dia. Para os minúsculos ácaros do pó, este é um bufê livre.

Em 2013, pesquisadores do Instituto Pasteur de Lille, na França, analisaram os lençóis de pacientes nos hospitais. Eles descobriram que os lençóis sujos estavam repletos de bactérias Staphylococcus, comumente encontradas na pele humana.

A maior parte das espécies de Staphylococcus é benigna, mas algumas, como S. aureus, podem causar infecções da pele, acne e até pneumonia em pacientes com sistemas imunológicos mais fracos.

"As pessoas carregam bactérias como parte do seu microbioma da pele e podem eliminá-las em grandes quantidades", explica a microbióloga Manal Mohammed, da Universidade de Westminster, no Reino Unido. Ela não participou do estudo feito na França.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrm10lkpveo trecho
"As pessoas carregam bactérias como parte do seu microbioma da pele."
A palavra 'microbioma' não tem hífen. De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, a palavra que está grafada corretamente sem hífen é:
Alternativas
Q3099523 Português
Feliz por nada

        Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
        Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou.
        Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
         Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
         Feliz por nada, nada mesmo?
       Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza.
        “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
      Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
     Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
        Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
        Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre.
        Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
        A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
        Ser feliz por nada talvez seja isso.
(MEDEIROS, Martha. Feliz por nada, 2011. Ediora L&PM., 216 p.)
A palavra “bem-intencionado” (13º§) é grafada com hífen, assim como: 
Alternativas
Q3099416 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa — e por que o atual é chamado Milton


Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) diz que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicar alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

"A prática de nomear tempestades (ciclones tropicais) começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos", afirma a OMM em seu site.

"Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade."

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas.

Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não são de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebem nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte Chris. E assim por diante.

Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos atrás, em 2019.

Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Quando um furacão ou ciclone é devastador demais e entra para história, seu nome é "aposentado" da lista, e outro nome é escolhido com aquela mesma inicial. É o que aconteceu nos casos das tempestades Mangkhut (Filipinas, 2018), Irma e Maria (Caribe, 2017), Haiyan (Filipinas, 2013), Sandy (EUA, 2012), Katrina (EUA, 2005), Mitch (Honduras, 1998) e Tracy (Darwin, 1974). 

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas — que é quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de 1º de junho a 30 de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de 15 de maio a 30 de novembro. 

Por que 'Milton'?

Mas quem é ou foi Milton? Ou Katrina? 

Antigamente, as tempestades recebiam nomes arbitrário, dados de acordo com as circunstâncias histórica. Por exemplo, uma tempestade no Atlântico em 1842 arrancou o mastro de um barco chamado Antje. Essa tempestade ficou então conhecida como furacão de Antje.

Mas hoje em dia, os nomes não têm mais significado.

Eles são selecionados por serem familiares às pessoas em cada região. A principal função do nome é que ele seja facilmente lembrado pelas pessoas que precisam se preparar para lidar com as tempestades.

Os nomes usados em 2024 para o Atlântico Norte, Golfo do México e Caribe são: Alberto, Beryl, Chris, Debby, Ernesto, Francine, Gordon, Helene, Isaac, Joyce, Kirk, Leslie, Milton, Nadine, Oscar, Patty, Rafael, Sara, Tony, Valerie e William.

Outras regiões não usam nomes como Alberto, Helene e Milton. Ciclones que surgiram no Pacífico Norte Oriental este ano nessa mesma ordem cronológica receberam outros nomes: Aletta, Hector e Miriam.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo adaptado)
"Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas..."
A justificativa para o hífen na palavra destacada é que:
Alternativas
Q3098781 Português
Senhor do Tempo


Uma suave noite em que ele sentia sua mente pesada como um paiol repleto de fagulhas e arrependimentos. Teria caminhado além, mas o zumbido lhe impunha passos oblíquos e metas incertas. E incerto, parou, estático diante da visão turva e túrbida.

Neste instante se perguntou: então era só isso? Tarde demais para nobres arrependimentos. Teria sido o primeiro a atirar uma pedra, mas agora usava uma coroa de vergonha sentado em seu trono de mentiras.

Como solução, cobriu-se com o manto de uma falsa autossuficiência. E com uma autoridade cínica que só existia em seu mundo imaginário, autoproclamou-se Senhor do Tempo.

Desde então, nunca mais olhou para o passado, mesmo sabendo que ele estava logo ali, bem atrás, ruidoso e salivante, sempre pronto a lhe dar uma chicotada.

Juliano Martinz

https://corrosiva.com.br/cronicas/senhor-do-tempo/
A palavra "autossuficiência", presente no texto, segue as normas do Novo Acordo Ortográfico. Com base nas regras do uso do hífen, qual alternativa abaixo apresenta a forma correta conforme as novas regras?
Alternativas
Q3098725 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma palavra que é grafada com hífen em razão da mesma regra que justifica o seu uso em “custo-benefício” (linha 24).
Alternativas
Q3097658 Português
Os estagiários

O estagiário é a alma profissional em formação, a adolescência da carreira, caracterizada pela acne no rosto e pela vontade de ser útil e notado.

Ele sequer possui crachá, sequer é visto como um colega. Encontra-se no purgatório entre o presente de estudante e o futuro do mundo adulto das obrigações.

Seu sonho é agradar e ser efetivado. Seu pesadelo é viver com tarefas secundárias e acabar abandonado num canto qualquer do escritório. Isso, quando não é usado indevidamente para mordomias da privacidade, como servir café e água.

Eu passei maus bocados na minha experiência como estagiário de jornalismo da Secretaria de Educação. Ninguém me explicou como mexer nos programas do computador. Acumulei gafes. A mais inesquecível aconteceu logo no segundo dia.

Cheguei ao serviço e percebi uma fila de cumprimentos dos colegas ao diretor, Antonio.

Entrei quietinho na fila, o último do setor a reforçar o cortejo. As pessoas abraçavam o chefe, comovidas. Concluí que ele estava de aniversário. Não conhecia os rituais, mas, preocupado em me enturmar, não desejava permanecer de fora. Ainda me chamariam de "azeite", alegando que fui o único a não o saudar na data festiva.

Quando fiquei frente a frente com Antonio, enchi o pulmão e gritei, com uma alegria um tanto forçada:

— Parabéns! Você merece ser feliz.

Ele me devolveu um olhar estranho, espantado. Achei que apenas não se lembrava de mim e não havia identificado quem eu era no meio da sala.

De modo lacônico, respondeu:

— Obrigado!

Depois descobri que o povo estava dando os pêsames pela morte da sogra.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/5/31/os-estagiarios
Em relação ao termo "frente a frente" em "Quando fiquei frente a frente com Antonio, enchi o pulmão e gritei, com uma alegria um tanto forçada", analise as afirmações que seguem:

I.A expressão frente a frente, que significa "cara a cara", "face a face", "um diante do outro", deve ser escrita sem hífen e sem crase.
II.Passou a ser escrita sem hífen a partir do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2009.
III.O "a" não tem o acento grave, pois não se usa crase em expressões com palavras repetidas.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3097145 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os estagiários

O estagiário é a alma profissional em formação, a adolescência da carreira, caracterizada pela acne no rosto e pela vontade de ser útil e notado.
Ele sequer possui crachá, sequer é visto como um colega. Encontra-se no purgatório entre o presente de estudante e o futuro do mundo adulto das obrigações.
Seu sonho é agradar e ser efetivado. Seu pesadelo é viver com tarefas secundárias e acabar abandonado num canto qualquer do escritório. Isso, quando não é usado indevidamente para mordomias da privacidade, como servir café e água.
Eu passei maus bocados na minha experiência como estagiário de jornalismo da Secretaria de Educação. Ninguém me explicou como mexer nos programas do computador. Acumulei gafes. A mais inesquecível aconteceu logo no segundo dia.
Cheguei ao serviço e percebi uma fila de cumprimentos dos colegas ao diretor, Antonio.
Entrei quietinho na fila, o último do setor a reforçar o cortejo. As pessoas abraçavam o chefe, comovidas. Concluí que ele estava de aniversário. Não conhecia os rituais, mas, preocupado em me enturmar, não desejava permanecer de fora. Ainda me chamariam de "azeite", alegando que fui o único a não o saudar na data festiva.
Quando fiquei frente a frente com Antonio, enchi o pulmão e gritei, com uma alegria um tanto forçada:
— Parabéns! Você merece ser feliz.
Ele me devolveu um olhar estranho, espantado. Achei que apenas não se lembrava de mim e não havia identificado quem eu era no meio da sala.
De modo lacônico, respondeu:
— Obrigado!
Depois descobri que o povo estava dando os pêsames pela morte da sogra.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/5/31/os-est agiarios 
Em relação ao termo "frente a frente" em "Quando fiquei frente a frente com Antonio, enchi o pulmão e gritei, com uma alegria um tanto forçada", analise as afirmações que seguem:

I. A expressão frente a frente, que significa "cara a cara", "face a face", "um diante do outro", deve ser escrita sem hífen e sem crase.
II. Passou a ser escrita sem hífen a partir do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2009.
III. O "a" não tem o acento grave, pois não se usa crase em expressões com palavras repetidas.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
281: A
282: B
283: A
284: B
285: B
286: B
287: C
288: D
289: A
290: D
291: E
292: D
293: A
294: A
295: B
296: D
297: A
298: A
299: A
300: C