Questões de Concurso
Sobre emprego do hífen em português
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Ser organizado pode melhorar a sua saúde mental
A melhoria da saúde mental está na agenda de muitas pessoas em 2024 e, para muitas delas, a organização é o método preferido para conseguir isso.
Um dos motivos pelos quais a desorganização é tão frequentemente associada ______ saúde mental é o fato de que ela pode ter um impacto negativo na maneira como nos vemos e na vida que levamos. ______ desvantagens estudadas de viver em um ambiente desorganizado ou desordenado incluem dificuldades de memória, hábitos alimentares ruins, maiores chances de desenvolver transtornos de humor e menor controle de impulsos.
_______ também uma ligação entre o hormônio do estresse, cortisol, e a vida em um espaço desorganizado e a probabilidade de que "a bagunça e a desorganização possam levar a transtornos de ansiedade crônica em algumas pessoas", diz Daniel Levitin, neurocientista comportamental.
Um estudo do Journal of Environmental Psychology também mostra que "a desordem pode diminuir a sensação de bem-estar, felicidade e a segurança que uma pessoa obtém ao estar em seus espaços pessoais", afirma Catherine Roster, coautora do estudo.
Parte da razão para isso é que muitos de nós reconhecemos que "nossas casas podem estar bagunçadas e desorganizadas porque nos sentimos sobrecarregados e desorganizados mentalmente", explica Natalie Christine Dattilo, psicóloga clínica.
A desorganização também pode diminuir a capacidade de concentração e tomada de decisões. Trabalhar em um ambiente desorganizado pode levar rapidamente à sensação de exaustão. "A bagunça e a desorganização geram uma perda de produtividade difícil de quantificar", diz Levitin. Ele aponta a quantidade de tempo que as pessoas perdem procurando itens perdidos, faltando a compromissos ou ficando para trás no trabalho ou na escola por causa da vida desordenada.
Uma casa arrumada é um indicador de saúde física. Parte disso se deve ao fato de as pessoas organizadas gerenciarem melhor seu tempo, mas também porque as pesquisas demonstram que a falta de bagunça pode ajudar a melhorar a dieta. Também foi demonstrado que diminui os níveis de estresse, aumenta a eficiência pessoal e até melhora o sono.
(Fonte: National Geographic — adaptado.)
Sobre o emprego do hífen, assinalar a alternativa CORRETA:
I. Micro-ondas.
II. Auto-conhecimento.
III. Semi-reta.
Está CORRETO o que se afirma:
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra escrita de forma incorreta, segundo as regras do uso do hífen.
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Em se tratando do emprego do hífen, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Emprega-se o hífen com os prefixos hiper-, inter-, super-, quando o segundo elemento começar por r. Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
( ) Aplica-se o hífen com os prefixos tônicos acentuados graficamente pós-, pré-, pró-, quando o segundo elemento tiver vida à parte. Exemplos: pós-graduação, pré-escolar, pró-labore.
( ) Não se emprega hífen quando o prefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar por r ou s, duplicando-se essas letras. Exemplos: minissaia, microssistema.
( ) Não se emprega hífen quando o prefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar por uma vogal diferente. Exemplos: extraescolar, autoestrada, agroindustrial.
• Adoraria saltar de ____________.
• Antes da internet, a selfie era conhecida em português como ___________.
• Segundo especialistas, a adoção _________ vem crescendo no Brasil nos últimos anos.
A ortografia é o conjunto de regras que regulamenta a forma correta de escrever as palavras em uma determinada língua. Ela abrange aspectos como a grafia das palavras, acentuação, pontuação, uso de maiúsculas e minúsculas, entre outros.
Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão escritas corretamente.
I.'socioeconômicas' não possui hífen, assim como 'coabitar' e 'antissemita'.
II.Hiperbólica não possui hífen, assim como "superradical" e 'hiperativo'.
III.A grafia "hiperbólica" está incorreta; o correto seria "hiper-bólica", assim como "super-homem".
Estão corretas:
O vocábulo 'bem-estar' está corretamente grafado com hífen, da mesma forma que os das alternativas abaixo, EXCETO:
O vocábulo destacado é hifenizado pois pertence aos compostos formados por mais de uma etnia. Identifique a seguir em qual alternativa o vocábulo foi grafado INCORRETAMENTE:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs
Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.
Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.
Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?
Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!
Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.
A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.
A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").
Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".
Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.
A tolerância às falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
