Questões de Concurso Sobre denotação e conotação em português

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Q3282736 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 02


Disponível em: https://br.pinterest.com. Acesso em: 19 fev. 2025.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto 02.
I- A pergunta do personagem, no primeiro quadro, é justificável, já que as palavras “preço” e “valor” nem sempre têm a mesma significação.
II- Anésia usa a contextualização das palavras “preço” e “valor” como estratégia para provar a sua tese de que essas palavras são antônimas.
III- As palavras “preço” e “valor” são sempre antônimas, independentemente do contexto em que forem empregadas.
IV- Dolores está certa ao considerar que as palavras “preço” e “valor” são sinônimas, porque se sabe que, em determinados contextos, essas palavras podem assumir a mesma significação.
V- Anésia usa a linguagem conotativa para construir os exemplos e defender a sua tese de que as palavras “preço” e “valor” são antônimas.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3281578 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 


Todo escritor reage contra os mais velhos, mesmo que o não perceba, e ainda que os admire. E se os admira, mais feroz é a reação, em que se casam amor e impaciência, ternura e tédio pela obra cristalizada: ácida compensação da pena de admirar. Impossivel fazer compreender aos de vinte anos que não temos culpa de ser mais velhos, de possuir maior soma de visões, de lembrança, de riquezas imponderáveis: que desvendamos certos segredos porque nos foi dada oportunidade de viver já há mais tempo; que o tempo traz consigo certa sutileza, ainda aos menos dotados: e que a suposta derrota de envelhecer nos confere uma relativa superioridade (aliás, de ninguém invejada).


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Passeios na Ilha. 3ão Paulo: Companhia das Letras, 2020, p. 98) 
Considere os trechos abaixo.

I. ácida compensação da pena de admirar
II. relativa superioridade
III. mais feroz é a reação

Identifica-se sentido denotativo no(s) termo(s) sublinhado(s) APENAS em: 
Alternativas
Q3281337 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    O álcool costuma ser usado como auxiliar do sono. Algumas pessoas acreditam que a bebida antes de dormir irá ajudá-las a adormecer com mais facilidade. Relaxar após um longo dia, com uma taça de vinho ou uma cerveja, pode ser agradável. Mas o álcool pode não ser tão benéfico para dormir como pensam algumas pessoas. Na verdade, ele pode piorar a sua noite de sono. Se você consumir álcool antes de ir para a cama, ele pode gerar inicialmente um efeito sedativo, fazendo você adormecer mais rapidamente. Mas, embora possa parecer que a bebida antes de dormir acelera o adormecimento, pesquisas recentes indicam que este efeito sedativo somente ocorre, na verdade, após o consumo de doses mais altas de álcool (3 a 6 taças padrão de vinho, dependendo da pessoa) até três horas antes de ir dormir. Talvez ainda pareça benéfico, mas não se recomenda usar o álcool para adormecer, não só devido aos seus efeitos prejudiciais à saúde, mas também porque a substância prejudica o sono durante a noite.


    O álcool perturba principalmente o sono REM (movimento rápido dos olhos, na sigla em inglês). Ele atrasa o primeiro episódio de sono REM e reduz o total subsequente desta fase do sono ao longo da noite. A bebida também pode fazer você acordar com mais frequência ou causar sono mais leve de madrugada. Isso é significativo, pois o sono REM — também conhecido como "sono dos sonhos" — é considerado importante para a memória e para regular as emoções. Estas perturbações do sono REM são observadas mesmo com o consumo de baixas doses de álcool (cerca de duas bebidas padrão) até três horas antes de dormir. Perturbações do sono de qualquer tipo podem fazer você se sentir mais cansado no dia seguinte. E os distúrbios do sono REM também podem gerar dificuldades na consolidação da memória e prejudicar as funções cognitivas e a regulagem das emoções.


    É preciso observar que a maior parte das pesquisas se concentra apenas nos efeitos do álcool em uma única noite de sono. De forma geral, sabemos menos sobre o efeito sobre o sono de diversas noites seguidas de bebida. Existe apenas um pequeno número de estudos (com baixa quantidade de participantes), que demonstraram resultados inconsistentes. Mas um estudo indicou que, após diversas noites de bebida, as perturbações do sono ainda eram evidentes durante a primeira noite sem álcool. Esta conclusão indica que pode levar algum tempo para que o sono se recupere após diversas noites de bebida.


    Ainda são necessárias mais pesquisas para compreender exatamente por que o álcool afeta diferentes componentes do sono, particularmente entre as pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. Mas já conhecemos alguns dos mecanismos relacionados entre o consumo de álcool e o sono. Em primeiro lugar, o álcool aumenta a ação de um mensageiro químico no cérebro chamado GABA. Ele tem efeito sedativo que, segundo se acredita, contribui para a sensação de sono verificada entre muitas pessoas que consomem álcool. O álcool também pode aumentar os níveis de adenosina, outro mensageiro químico, que é importante para a sonolência. Mas o aumento dessas substâncias quando bebemos tem vida curta. Depois que o corpo metaboliza o álcool, costuma haver um "efeito rebote", que faz o corpo tentar compensar as mudanças das funções fisiológicas e do sono induzidas pela bebida. É por isso que algumas pessoas apresentam sono leve e interrompido ao longo da noite, depois de beber. Beber álcool antes de dormir pode gerar sono leve ou interrompido durante a madrugada.


    O álcool também influencia o ritmo circadiano – o relógio de 24 horas do corpo que reage às indicações da luz ambiental para sincronizar nosso ciclo de sono e vigília. Uma das formas de ação do ritmo circadiano é a liberação de hormônios específicos em certas horas do dia. O nosso corpo libera melatonina quando escurece, por exemplo, para nos fazer sentir cansaço e dormir por toda a noite. Mas o álcool afeta a produção de melatonina e altera nossa temperatura corporal. O momento e a quantidade de liberação de melatonina, ao lado da redução da temperatura do corpo, são importantes na hora de dormir – e suas alterações irão resultar em mudanças do sono. Além disso, o álcool relaxa os músculos das vias aéreas, o que pode exacerbar o ronco, possivelmente prejudicando também o sono do seu parceiro. Por fim, o efeito diurético do consumo de álcool antes de dormir pode causar aumento das visitas ao banheiro durante a noite, prejudicando ainda mais o sono noturno.


    A boa notícia para as pessoas que gostam de beber antes de dormir ou passar a noite fora é que muitos dos efeitos negativos do álcool sobre o sono têm vida relativamente curta. Eles podem ser revertidos evitando o álcool ou reduzindo seu consumo. Pode levar mais tempo para que o sono e o ritmo circadiano retornem ao normal entre as pessoas que bebem com mais frequência e em maior quantidade, mas deixar de beber pode ajudar. A melhoria do sono irá deixar você se sentindo mais renovado, beneficiando também sua saúde e bem-estar em geral.


(Jornal BBC News Brasil, 27.01.2025. Adaptado).

Assinale a alternativa cuja frase utiliza palavra que adquire, no texto, um sentido figurado.
Alternativas
Q3278939 Português
Assinale a alternativa que explica corretamente o que indicam as palavras e locuções denotativas que estão destacadas abaixo:
Alternativas
Q3277484 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


TEXTO I


A triste história de Kluge Hans, o cavalo que calculava 


Uns 120 anos atrás, uma das maiores celebridades da ciência mundial era Kluge Hans (João Esperto, em alemão), o cavalo que, segundo o seu dono, sabia somar, subtrair, multiplicar, dividir, operar com frações, dizer as horas e calcular dias da semana.


O proprietário, o professor de matemática e treinador de cavalos amador Wilhelm von Osten, exibia Hans publicamente, sem cobrar ingresso, para grande espanto da audiência. Por exemplo, quando Von Osten perguntava "se o oitavo dia do mês é uma terça-feira, em que data cai a sexta-feira seguinte?", Hans respondia batendo o casco no chão 11 vezes.


Os céticos diziam que era fraude, que Von Osten passava as respostas ao bicho por meio de sinais. Mas Hans acertava mesmo quando o dono estava ausente e as perguntas eram feitas por outra pessoa. Assim, a lenda do cavalo que calculava não parava de crescer.


Perante o interesse do público, a autoridade educacional da Alemanha criou uma comissão de 13 especialistas para investigar o fenômeno. Além do psicólogo Carl Stumpf, que a presidia, ela incluía um veterinário, um gerente de circo, um oficial de cavalaria, vários professores e o diretor do zoológico de Berlim. Em setembro de 1904 saiu o relatório, o qual inocentava Von Osten de qualquer truque.


Então, o biólogo e psicólogo Oskar Pfungst decidiu testar as habilidades do cavalo em diferentes condições: usando outras pessoas para questionar Hans; isolando o questionador e o cavalo do público; variando se Hans podia ver o questionador ou não; e até se o questionador sabia as respostas ou não.


Dessa forma, ele confirmou que não importava quem fazia as perguntas, o que comprovava que não havia má-fé da parte de Von Osten. Por outro lado, Pfungst constatou que Hans só respondia corretamente quando podia ver o questionador e este conhecia as respostas! De algum modo subconsciente, o questionador passava as respostas ao cavalo... E isso acontecia até quando era o próprio Pfungst quem questionava!


A descoberta lançou o descrédito sobre o pobre Hans, o que era muito injusto: mesmo não sendo capaz de calcular, Hans era um animal notável, com uma capacidade extraordinária para ler a expressão facial e a linguagem corporal dos humanos, melhor do que nós próprios somos capazes.


Von Osten não ficou convencido com as conclusões de Pfungst e continuou exibindo o seu fenômeno até morrer, em 1909. A partir daí, Hans passou por vários donos e acabou sendo alistado para servir na 1ª Guerra Mundial. O seu registro termina em 1916, quando, acredita-se, foi morto em combate.


VIANA, Marcelo. Folha de S.Paulo. Folha Corrida, 20 dez. 2023, p. B8 (adaptado). 

 A passagem do texto I em que há palavras empregadas em sentido próprio é:
Alternativas
Q3276874 Português
Assinale a afirmativa em que o adjetivo sublinhado mostra uma opinião do autor da frase.
Alternativas
Q3275625 Português

No trecho abaixo, a palavra destacada foi empregada com um sentido específico. Assinale a alternativa em que a mesma palavra foi utilizada com significado semelhante.


"Diante da crise econômica, o governo precisou adotar medidas urgentes para conter a inflação."

Alternativas
Q3275111 Português

Estudo revela que mais de 50% dos casos de demência na América Latina são evitáveis


Por Redação do Jornal da USP







(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-revela-que-mais-de-50-dos-casos-de-demencia-naamerica-latina-sao-evitaveis/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir corretamente o termo “abraçados” (l. 38) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Provas: VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Clínica Médica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Alergia e Imunologia Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Anestesiologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cardiologia Geral | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Clínica Médica/Oncologia Clínica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cardiologia Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cirurgia do Aparelho Digestivo | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Ecocardiografia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Ecografia Vascular com Doppler | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Endoscopia Digestiva | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Endoscopia Respiratória | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Hematologia e Hemoterapia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Gastroenterologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Gastroenterologia Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Genética Médica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Ginecologia e Obstetrícia/Planejamento Familiar | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Hematologia e Hemoterapia Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cirurgia Geral | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cirurgia Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cirurgia Plástica/Cirurgia Craniomaxilofacial | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cirurgia Torácica/Cirurgia Oncológica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Cirurgia Vascular | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Infectologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Infectologia Hospitalar | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Medicina de Emergência | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Medicina de Família e Comunidade | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Médico do Adolescente | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Medicina Intensiva | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Medicina Intensiva Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Neurocirurgia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Ortopedia e Traumatologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Patologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Pediatria/Endocrinologia Pediátrica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Pediatria | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Neurofisiologia Clínica | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Pneumologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Medicina Laboratorial | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Neurologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Nutrologia (Adulto) | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Oftalmologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Ortopedia/Cirurgia de Mão | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Medicina Preventiva e Social | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Nefrologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Psiquiatria/Pronto-Socorro | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Psiquiatria da Infância e Adolescência | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Psiquiatria/Psicogeriatria | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Radiologia e Diagnóstico por Imagem/Neurorradiologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Reumatologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Urologia | VUNESP - 2025 - UNIFESP - Médico - Área: Neonatologia |
Q3275068 Português
Leia o texto para responder à questão.


O verão da gastroenterite


    O verão de 2025 já é inesquecível para aqueles que decidiram viajar ao litoral paulista, e não pela combinação de praia, sol e diversão. Um elevado volume de casos de gastroenterite, que superlotou os hospitais da região, tornou-se o símbolo desta alta temporada. Investiga-se também se a morte de uma mulher do interior paulista que apresentou sintomas de virose após visitar o litoral está relacionada ao surto de gastroenterite.

    Embora ainda não se saiba com certeza o que exatamente levou ao aumento expressivo de casos, boletins da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostram que a qualidade das águas do litoral paulista deixa muito a desejar; no relatório de 2 de janeiro, 38 praias foram consideradas impróprias para banho, condição na qual se incluem praias com mais de 100 colônias de bactérias para cada 100 milímetros de água.

    Por ora, a triste saga do verão 2025 nas cidades do litoral serviu apenas para unir os partidos na cobrança por explicações.

    Enquanto aguardam-se explicações, resta evidente que a região não se preparou para a alta temporada. Uma das justificativas para o surto seria o fato de que a população desses municípios aumentou em virtude das festas de fim de ano e do período de férias.

    Ora, todos os anos as cidades litorâneas recebem grande fluxo de visitantes nesta época, razão pela qual já deveriam estar preparadas para lidar com isso, já que turistas são importante fonte de renda para tais municípios. 

    Outra possibilidade aventada para o surto seria o consumo de produtos de procedência potencialmente duvidosa nas praias. Mais uma vez, trata-se de desculpa esfarrapada, pois cabe ao poder público local fiscalizar e garantir que a venda desses produtos esteja minimamente de acordo com padrões sanitários.

    Seja qual for o motivo, o surto de gastroenterite sinaliza um inaceitável despreparo para garantir que seus cidadãos, em pleno século 21, não mergulhem no século 19 ao tomarem banho de mar.


(https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
A passagem do texto que apresenta termo(s) empregado(s) em sentido figurado é:
Alternativas
Q3274100 Português
Texto 01


Janeiro branco


   Criada em 2014, pelo psicólogo e escritor mineiro Leonardo Abrahão, a campanha Janeiro Branco ganhou coro em todo o Brasil com sua mensagem. Acontecer no primeiro mês do calendário traz consigo o simbolismo do ano que se inicia, tal qual uma folha em branco para uma nova história ser escrita. Momento em que muitas pessoas fazem planos e promessas, com foco em mudanças e recomeços.

   Neste reinício, o convite da campanha é incluir a saúde emocional no roteiro, muitas vezes negligenciada ao longo do ano. Em 2025, o lema “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?” oferece reflexão e ação.

   Apesar de parecer simples, o conceito de saúde mental é complexo e individual, variando ao longo da vida e de acordo com as experiências e hábitos de cada um. Quem explica é Renato Herrman, RH e CEO da Bold Minds, empresa global que nasceu da crença de que o trabalho pode ser um lugar de crescimento e bem-estar.

   “Saúde mental é o nome que a gente dá para esse fenômeno que é a qualidade da nossa psique, da nossa cabeça, do nosso emocional. Ou seja, não é um objetivo a ser atingido, e sim um aspecto do ser humano que precisa de manutenção constante”.

   Tal qual a saúde física, a saúde emocional precisa de cuidados, precauções e monitoramento. [...]


Fonte: CHAGAS, Mariana. Janeiro branco. Disponível em: vidasimples.co/vida-simples/janeiro-branco-o-que-fazer-pela-saude-mental-agora-esempre. Acesso em: 22 fev. 2025. Adaptado.
Analise as passagens a seguir, tendo em vista o uso da linguagem conotativa no texto.

I- “[...] a campanha Janeiro Branco ganhou coro em todo o Brasil com sua mensagem.” II- “[...] o simbolismo do ano que se inicia, tal qual uma folha em branco para uma nova história ser escrita.” III- “Apesar de parecer simples, o conceito de saúde mental é complexo e individual, variando ao longo da vida e de acordo com as experiências e hábitos de cada um.” IV- “Momento em que muitas pessoas fazem planos e promessas, com foco em mudanças e recomeços.” V- “Apesar de parecer simples, o conceito de saúde mental é complexo e individual [...].”

É CORRETO afirmar que a linguagem conotativa foi usada nas passagens
Alternativas
Q3274032 Português
Texto 01


Borboleta azul

   [...] Na semana passada, vivi uma das sensações mais incríveis dos últimos tempos e que me fez refletir sobre nossas escolhas. Estava na Chapada dos Veadeiros (GO) fazendo uma trilha pela manhã em meio a uma fina garoa, quando avistei uma queda d’água que ganhava vazão pelas corredeiras de um rio que cortava as paredes do cânion. Um verdadeiro quadro vivo emoldurado à minha frente. Cenário lindo.

   Eu me posicionei numa pedra para contemplar tamanha beleza, após uma hora de caminhada. Quando notei, a poucos metros de mim, o bailar de uma linda borboleta azul. Ela ia e voltava sobre as águas batendo suas asas agasalhadas num azul metálico hipnotizante. Nunca tinha visto algo tão belo. Fiquei encantado. Era como se ela assinasse, em cada movimento no ar, aquele pequeno recorte de uma tela do paraíso. Fui tomado por uma forte emoção. Sua sutileza se comunicou comigo naquilo que temos de mais verdadeiro: o coração. Deixei meus olhos vagarem por suas asas e senti uma forte intuição de presença, como se naquele instante o tempo tivesse parado. A borboleta azul me dava as boasvindas, com um recado.

   Encantado com a cena daquela manhã, pesquisei muito sobre borboletas azuis. Além de descobrir que elas são mais raras, encontrei uma lenda oriental que traz um ensinamento muito bonito sobre como tudo está em nossas mãos, só precisamos acreditar. Como o ano está apenas começando fiquei com vontade de compartilhar e escrever este texto numa tentativa de reforçar para mim mesmo que a vida é sábia.

    Conta-se que há muitos anos um homem ficou viúvo e teve que se responsabilizar por suas duas filhas. Elas eram curiosas, inteligentes e sempre tinham o desejo de aprender. Constantemente lançavam perguntas ao pai que nem sempre sabia responder tudo.

     Vendo a inquietação das duas meninas, ele decidiu enviá-las por um tempo a um sábio que vivia numa colina. Sem titubear, o guru respondia a todas as perguntas lançadas pelas pequenas.

    Dispostas a buscar um jeito de fazer com que o sábio errasse ao menos uma vez, elas elaboraram um plano. Numa manhã, uma delas foi ao bosque e retornou com uma linda borboleta azul nas mãos. A ideia era fazer uma pergunta que o sábio jamais conseguiria responder: se a borboleta estava viva ou morta.

    A estratégia estava definida. Se o sábio respondesse que estava viva, a garota iria apertá-la em sua mão e matála, e se respondesse que a borboleta estava morta, ela abriria as mãos e a soltaria para voar livremente. Portanto, qualquer que fosse a resposta do sábio, ela estaria errada.

      Chegou o grande dia.

      “Mestre”, disse uma das jovens. “Pode nos dizer se esta borboleta azul que está em minhas mãos está viva ou morta?”

      O sábio respirou lentamente e com um leve sorriso respondeu: “Depende de você, ela está em suas mãos”. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/ Acesso em: 18 fev. 2025.
É CORRETO afirmar que as aspas assinalam, no texto, a presença de
Alternativas
Q3271240 Português
TEXTO BASE PARA A QUESTÃO.


Q6_8.png (353×217)


26 de setembro de 2024
DOCUMENTÁRIO MULHERES QUE LUTAM. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DAZQSgtJMYw/?img_index=1&igsh=MTBvOGk2Z2R2Ym91Mw%3D%3D. Acesso em: 17 janeiro 2025. 
No trecho “[…] três mulheres pioneiras registram suas histórias e lutas no documentário ‘Mulheres que Lutam’, dirigido pela professora mestra Thais Rabelo Valente”, o termo sublinhado é empregado em sentido literal. A alternativa em que o mesmo termo é empregado em sentido conotativo é
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Q3269123 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder à questão.



Fake news x desinformação


(Texto adaptado)


      O que mudou nos últimos anos, depois da explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de difusão de mentiras, que passaram a ser chamadas de fake news (notícias falsas) e desinformação. Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais de acordo com os estudiosos do assunto e as instituições que os utilizam.


     Segundo Eugênio Bucci, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, “fake news é a falsificação da forma notícia. Parece ser uma notícia jornalística, mas não é”. Ele explicou o conceito em evento da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo no ano passado, do qual também participou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Paulo Galizia.


     O professor argumenta que não se deve usar a expressão como sinônimo de mentira. “Fake news são um tipo historicamente datado de mentira. São uma criação do século XXI, que frauda a forma notícia a partir das plataformas sociais e das tecnologias digitais que favorecem a difusão massiva de enunciados”, explica. “As fake news não existem desde sempre.”


  Já a desinformação, de acordo com o professor, trata-se de um ambiente comunicacional hostil à informação. “A desinformação é o efeito geral da disseminação de fake news e de outros recursos para enganar ou manipular pessoas ou públicos com fins inescrupulosos”, afirma. “Na era da desinformação, a capacidade social de distinguir fato e opinião se desfaz.”


Fonte: https://www.tre-go.jus.br/comunicacao/noticias/

No fragmento "O que mudou nos últimos anos, depois da explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de difusão de mentiras", o termo em destaque 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Analista de Gestão Governamental |
Q3267070 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



PESSOA, Fernando. Navegar é preciso. Seleção de textos e comentários Rafael Arrais. Disponível em:www.textosparareflexao.blogspot.com . Acesso em: 11 fev. 2025.

No poema apresentado, o eu poético propõe uma interpretação para a frase "Navegar é preciso; viver não é preciso", mas essa não é a única possibilidade de interpretá-la. Isso ocorre porque a frase é
Alternativas
Q3265185 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que o adjetivo sublinhado mostra uma opinião do autor do texto.  
Alternativas
Q3265184 Português
Assinale a frase em que o adjetivo grande mantém o seu valor semântico original de dimensão.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2025 - UFSC - Assistente em Administração |
Q3264395 Português
Texto 8 Chupa essa manga!!!
De acordo com os dicionários informais você poderá usar essa fala quando se referir a alguém que está com uma difícil tarefa a ser realizada. Algo que até então nunca havia sido feito, ou a que alguém deu início, mas deixou a tarefa enrolada ou pela metade. Então chupa essa manga.
Disponível em: https://nordestinadosaler.com.br/2023/02/chupa-essa-manga. [Adaptado].
Com base no texto 8, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3261985 Português
Solidariedade

    O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.
     Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.
    Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se (1) deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se (2) com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos (3) enreda e nos paralisa.
    Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.
    Uma hora a mais em casa não para se (4) trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
     Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo — se estamos perdidos no nosso cotidiano?
    Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?
     Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.
    Depois de sermos gente, podemos — e devemos — sair dos muros e tentar melhorar o mundo, que anda tão, tão precisado.

Lya Luft - Caminhos da Solidariedade.
Em: “[...] Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos enreda e nos paralisa. [...]” (3º parágrafo), a forma verbal sublinhada está no sentido de: 
Alternativas
Q3261777 Português
Literalmente latente, mas talvez não

        Melhor pecar por ser óbvio do que por ser omisso: palavras são as menores unidades de sentido autônomo da escrita. Sendo assim, nenhum escriba conseguirá ir muito longe se não cultivar com elas, quase sempre por meio da leitura, uma intimidade pelo menos razoável.

        Isso significa – não apenas, mas em primeiro lugar – saber o que elas significam em estado de dicionário. No meu caso, não há maior inimigo da boa vontade que tenho para a leitura de um texto do que descobrir que seu autor usa, por exemplo, “literal” para o que é figurado e “latente” com o sentido de “patente”.

        Sim, sou desses. Embora seja uma frase de uso comum em contextos informais, sobretudo na fala, acredito que “Estou literalmente frito” jamais ganhará circulação tranquila na linguagem culta.

        Qual é o sentido de garantir a literalidade do que não tem nenhuma? Cabe, claro, a ressalva dos casos gravíssimos de quem se fritou caindo em frigideiras industriais, mas estes são bem raros.

        A rigor, “A viagem me deixou literalmente morto de cansado” é uma afirmação que só poderia ser feita por um autor defunto como Brás Cubas – ou, quem sabe, recebida como mensagem do além em centros espíritas.

        Problema semelhante tem uma frase como “Fulano me ligou em prantos, a dor dele com a separação é latente”. Não, não é. A dor do fulano talvez fosse latente – quer dizer, não visível, presente mas não manifesta – antes do choro. Depois dele é patente, ou seja, evidente, está na cara.

        Alguns estudiosos argumentam que o uso, mesmo que a princípio esteja equivocado, acabará por normalizar tudo isso – se é que já não o fez. No inglês, o emprego de “literalmente” quando se trata de sentido figurado, como simples marca de ênfase, já ganhou a chancela de certos dicionários.

        O uso é poderoso mesmo. Não faltam na história das línguas exemplos de erros produtivos, mal-entendidos que criaram novos sentidos. A palavra “floresta” nos chegou do francês antigo “forest” e ganhou um L na alfândega porque o pessoal achou que tivesse a ver com “flor”. Não tinha, mas passou a ter.

        No entanto, a famosa cartada de que “a língua é viva” – sem dúvida de grande autoridade nas conversas sobre palavras – não me parece liquidar o jogo nesse caso. Sim, a língua é viva. Como todo organismo, pode adoecer.

        Uma coisa é reconhecer que, no fluxo contínuo da fala das ruas, todo idioma está fadado a mudar de feição o tempo todo, com as palavras ganhando pouco a pouco sutilezas que podem acabar por torná-las inteiramente diferentes do que foram um dia. É verdade.

        No entanto, quando a confusão recai sobre pares de antônimos tão perfeitos quanto literal-figurado e latente-patente, acreditar que a ignorância venha a ser produtiva me parece um excesso de otimismo.

        A única consequência lógica de que um de dois termos opostos passe a significar o mesmo que seu contrário é a destruição de ambos, sua diluição na geleia do que não faz sentido algum.
    
        Os pares literal-figurado e latente-patente são como claro-escuro, alegre-triste, quente-frio, morto-vivo, alto-baixo etc. Imagine se essas palavras fossem intercambiáveis.

        Quando o primeiro termo se define em oposição ao segundo e vice-versa, fundi-los é entropia, perda de funcionalidade da linguagem, que passa a ser capaz de dizer menos do que dizia. Numa palavra, burrice.

        Pode ser que um dia tudo isso seja considerado correto? Pode. Espero estar literalmente morto até lá.

(RODRIGUES, Sérgio. Literalmente latente, mas talvez não. Jornal Folha de S. Paulo, 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/. Acesso em: janeiro de 2025.)
No 2º§, o autor afirma que “[...] saber o que elas significam em estado de dicionário.” Palavras “em estado de dicionário” são aquelas que apresentam sentido predominantemente:
Alternativas
Respostas
281: A
282: B
283: D
284: A
285: D
286: D
287: A
288: A
289: E
290: A
291: D
292: C
293: A
294: C
295: D
296: B
297: C
298: D
299: A
300: D