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Questões de Concurso Sobre denotação e conotação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.166 questões

Q4253553 Português
A PeNSE e os nossos filhos, vamos pensar?



     No fim de março, foram publicados os dados da 5a edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) referentes ao ano de 2024, envolvendo mais de 118 mil adolescentes de cerca de 4 mil escolas públicas e privadas do nosso país. Os resultados são como um grande checape da saúde coletiva dos jovens entre 13 e 17 anos. O levantamento apresenta um retrato complexo da realidade infantojuvenil, trazendo notícias de alívio, mas também acendendo alertas vermelhos que não podem ser ignorados, seja na rotina familiar, seja nos consultórios, seja nas emergências hospitalares.
    O dado mais celebrado nessa edição é a queda consistente no consumo de substâncias que historicamente assombram as famílias: o álcool e as drogas ilícitas. Ver a redução na experimentação de bebidas alcoólicas e o recuo no uso de drogas entre estudantes é uma vitória da prevenção e da conscientização. O desenvolvimento cerebral na adolescência é marcado por processos críticos; quanto mais adiarmos o contato com substâncias nocivas, mais protegemos a maturação do córtex pré-frontal – responsável pelas decisões e controle de impulsos – e garantimos a integridade cognitiva e emocional desses jovens.
       A pesquisa revela, entretanto, que o tabagismo mudou de face: enquanto o cigarro convencional cai em desuso, o cigarro eletrônico avançou expressivamente. Cerca de 29,6% dos estudantes já experimentaram esses dispositivos, frequentemente atraídos por aromas frutados e por uma falsa sensação de segurança amplificada pela divulgação que visa ao lucro das empresas. É preciso clareza e firmeza nesse ponto: esses aparelhos entregam doses elevadas de nicotina e substâncias tóxicas diretamente nos pulmões em formação, o que favorece a dependência química precoce sob uma roupagem tecnológica que não deixa cheiro nem pista para os pais.
      Outro ponto que exige nossa atenção imediata é o cenário da saúde mental. A pesquisa aponta que 19,8% dos estudantes relatam que a vida não vale a pena ser vivida e 23,4% apresentam sintomas de transtornos de ansiedade ou depressão. O dado é especialmente crítico entre as meninas: o percentual daquelas que sentem que a vida não vale a pena ou que experimentam tristeza profunda é quase o dobro em relação aos meninos. Esses indicadores são um alerta sobre o sofrimento psíquico enfrentado pelos jovens, reforçando a necessidade de políticas públicas e redes de apoio familiar que priorizem o bem-estar emocional nessa fase da vida.
      Para nós, mães, pais, pediatras e educadores, o desafio é transformar esses números em ação. Não basta saber que o consumo de álcool caiu e o de cigarro eletrônico subiu. Não basta lamentar a tristeza das meninas; precisamos fortalecer sua autoestima contra algoritmos predatórios. A PeNSE aponta o caminho, cabe a nós, com leveza para acolher e firmeza para orientar, caminhar ao lado deles nessa travessia tão bonita e desafiadora que é a adolescência.


(Andréa Jácomo. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 11.05.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q4253477 Português
Violência contra mulher não é só física; conheça outros 10 tipos de abuso


   A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero.

   Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos.

   Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.

   Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:

   1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima

   Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

    2: Tirar a liberdade de crença
   Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

   3: Fazer a mulher achar que está ficando louca

   Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

    4: Controlar e oprimir a mulher

    Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

    5: Expor a vida íntima

   Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

    6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços

    Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

    7: Forçar atos sexuais desconfortáveis

   Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

    8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar

   O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

     9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
    Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial. 

    10: Quebrar objetos da mulher

   Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

Disponível em https://www.gov.br/mdh/pt-br/noticias-spm/noticias/violenciacontra-mulher-nao-e-so-fisica-conheca-outros-10-tipos-de-abuso
No trecho “vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança”, o verbo “vazar” é utilizado com o sentido denotativo ou figurado de
Alternativas
Q4251477 Português

Texto para o item.

Quando a clareza se torna lei: a linguagem simples como porta de entrada do cidadão

A Lei nº 15.263/2025 institui a Política Nacional de Linguagem Simples em toda a Administração Pública. É importante destacar que se trata de uma mudança estrutural, pois, a partir de agora, o Estado brasileiro tem o dever jurídico de falar com as pessoas de forma objetiva, direta e compreensível.

A lei parte de uma constatação óbvia, mas historicamente ignorada: se o cidadão não entende o que o Estado diz, o direito existe somente no papel. A Política Nacional de Linguagem Simples tem, dentre outros, os objetivos de permitir que qualquer pessoa consiga encontrar, entender e usar as informações públicas; reduzir a dependência de intermediários para interpretar textos oficiais; e facilitar a participação social e o controle das políticas públicas. Logo, a linguagem simples proporciona redução de burocracia, ruídos na comunicação e retrabalho.

A linguagem simples não significa a “infantilização” do discurso público. É, ao contrário, o reconhecimento de que a maturidade democrática exige que o Estado fale a mesma língua dos cidadãos.

A lei define linguagem simples como um conjunto de técnicas que envolve frases em ordem direta; períodos curtos; uma ideia por parágrafo; uso de palavras comuns; explicação de termos técnicos; necessidade de evitar estrangeirismos desnecessários; organização da informação mais importante logo no início do texto; e uso de listas, tabelas e recursos gráficos. Também exige testar a compreensão do público‑alvo e prevê cuidados específicos para a acessibilidade e para a comunicação com povos indígenas em suas línguas, sempre que for possível.

Quando o governo passa a se comunicar na “mesma língua” dos cidadãos, as regras passam a ser mais bem entendidas como parte de um contrato social ao qual nos submetemos. Por esse motivo, a linguagem simples se materializa como um recurso eficiente, pois aproxima a sociedade do governo que a representa e se torna um poderoso instrumento de cidadania.

Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.

A partir da leitura dos trechos “A linguagem simples não significa a ‘infantilização’ do discurso público.” e “Quando o governo passa a se comunicar na ‘mesma língua’ dos cidadãos,”, constata‑se que os termos “infantilização” e “mesma língua” foram destacados para sinalizar o emprego de expressões de cunho irônico e satírico.
Alternativas
Q4251471 Português

Texto para o item.

Quando a clareza se torna lei: a linguagem simples como porta de entrada do cidadão

A Lei nº 15.263/2025 institui a Política Nacional de Linguagem Simples em toda a Administração Pública. É importante destacar que se trata de uma mudança estrutural, pois, a partir de agora, o Estado brasileiro tem o dever jurídico de falar com as pessoas de forma objetiva, direta e compreensível.

A lei parte de uma constatação óbvia, mas historicamente ignorada: se o cidadão não entende o que o Estado diz, o direito existe somente no papel. A Política Nacional de Linguagem Simples tem, dentre outros, os objetivos de permitir que qualquer pessoa consiga encontrar, entender e usar as informações públicas; reduzir a dependência de intermediários para interpretar textos oficiais; e facilitar a participação social e o controle das políticas públicas. Logo, a linguagem simples proporciona redução de burocracia, ruídos na comunicação e retrabalho.

A linguagem simples não significa a “infantilização” do discurso público. É, ao contrário, o reconhecimento de que a maturidade democrática exige que o Estado fale a mesma língua dos cidadãos.

A lei define linguagem simples como um conjunto de técnicas que envolve frases em ordem direta; períodos curtos; uma ideia por parágrafo; uso de palavras comuns; explicação de termos técnicos; necessidade de evitar estrangeirismos desnecessários; organização da informação mais importante logo no início do texto; e uso de listas, tabelas e recursos gráficos. Também exige testar a compreensão do público‑alvo e prevê cuidados específicos para a acessibilidade e para a comunicação com povos indígenas em suas línguas, sempre que for possível.

Quando o governo passa a se comunicar na “mesma língua” dos cidadãos, as regras passam a ser mais bem entendidas como parte de um contrato social ao qual nos submetemos. Por esse motivo, a linguagem simples se materializa como um recurso eficiente, pois aproxima a sociedade do governo que a representa e se torna um poderoso instrumento de cidadania.

Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.

No trecho “se o cidadão não entende o que o Estado diz, o direito existe somente no papel.”, a expressão “somente no papel” foi empregada em seu sentido denotativo, visto que assume um valor figurado e metafórico para indicar que a eficácia da lei permanece apenas no plano teórico.
Alternativas
Q4250111 Português
Leia o texto a seguir.


Tetracampeões em 1994 dão dicas para Seleção acabar com
jejum de 24 anos


Romário, Bebeto e Jorginho contam o que jogadores precisam para superar pressão e desconfiança


      Brasil disputa uma Copa do Mundo nos Estados Unidos e com 24 anos sem conquistar o torneio. É impossível não relacionar a edição de 2026 que começa em uma semana com aquela histórica de 1994, quando jogadores do nível de Romário, Bebeto, Jorginho e Taffarel conviveram com uma pressão enorme pelo tetra diante do mesmo jejum.

      Situação parecida vivem os comandados de Carlo Ancelotti, que não sofrem tanto com ataques da torcida, mas veem uma desconfiança ainda maior.

     "Acho que a seleção de 94 foi a que saiu mais desacreditada do Brasil até então. A pressão era gigantesca, pouca gente levava fé. Mas nós acreditávamos. Pelo menos para mim, e acho que pra maioria também, aquilo serviu de combustível e de motivação”, relembra Romário.

     Uma diferença marcante entre essas duas seleções brasileiras está justamente no principal nome de cada elenco. Romário vivia seu auge em 1994 e foi tratado como a grande esperança de um time burocrático, forte defensivamente e criticado por não apresentar grande futebol. E o Baixinho chamou a responsabilidade à época, prometeu aos brasileiros a conquista e não só cumpriu como foi o cara do tetra ao lado de Bebeto.

     Já em 2026, o principal nome do elenco nem sequer sabe se estará em campo. Neymar dividiu o país e em seu pior momento na carreira e é uma grande incógnita por causa da lesão na panturrilha direita. Mas também é uma das esperanças para muitos.

    A outra é Vini Jr, que pela primeira vez pode ter a responsabilidade de ser a referência do país na busca pelo hexa e, enfim, desabrochar com a amarelinha.

   "Não tem de driblar a pressão, pelo contrário, tem de usá-la a seu favor. A pressão faz parte. Em 94, eu cumpri o prometido e fomos tetra. Agora, o Neymar sabe a responsabilidade que tem, como maior craque, de liderar tecnicamente o time e trazer o hexa", aposta o Baixinho. 


Fonte: https://odia.ig.com.br/esporte/copa-do-mundo/2026/06/7260280- tetracampeoes-em-1994-dao-dicas-para-selecao-acabar-com-jejum-de-24-anos. html. Excerto. Acesso em 04/06/2026

Ao mencionar que Vini Jr. pode “desabrochar com a amarelinha” (6º parágrafo), o texto sugere que o jogador:
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Q4249139 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

No trecho “... a transparência é um dos ‘pilaresda gestão contemporânea ...”, o vocábulo “pilares” foi empregado em sentido 
Alternativas
Q4247849 Português

Ela emendava o café da manhã no lanche das dez, o almoço no lanche das quatro e o jantar na ceia das nove. (...) Ganhou três queixos, essa Eurídice. Parece que seus olhos diminuíram, e seus cabelos não eram suficientes para emoldurar tantas feições. Quando viu que estava no ponto, que era o ponto de fazer o marido nunca mais se aproximar, adorou formas saudáveis de alimentação. Fazia dieta nas manhãs de segunda-feira e no intervalo entre as refeições.


BATALHA, Martha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. São Paulo: Cia das Letras, 2016. p. 8-9.


Ao selecionar o trecho para uma avaliação de leitura literária destinada a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, um professor pretende verificar se a turma é capaz de reconhecer os efeitos de sentido produzidos pela ironia na construção da personagem.


Considerando esse objetivo, é correto afirmar que, no trecho final, a narradora constrói uma imagem de Eurídice segundo a qual ela 

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Q4247433 Português

Transbordando memórias

Maria Luiza Glovacki


        Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.


        O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.


        Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.


        E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.


        Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.


    O rio transbordou. E eu também transbordei.



Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026. 

Considerando que, no trecho final do texto, o verbo “transbordar” é empregado com sentidos diferentes, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.



1. “rio transbordado”. 


2. “o rio transbordou”.


3.  “eu também transbordei”.



(   ) O verbo destacado foi usado no sentido figurado para indicar a mudança emocional da narradora.


(   ) O verbo destacado está no tempo passado para indicar um acontecimento físico ocorrido e relacionado à enchente. 


(   ) O verbo destacado está na forma nominal para caracterização do rio após o evento. 

Alternativas
Q4247432 Português

Transbordando memórias

Maria Luiza Glovacki


        Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.


        O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.


        Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.


        E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.


        Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.


    O rio transbordou. E eu também transbordei.



Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026. 

Ao afirmar “O rio transbordou. E eu também transbordei.”, a narradora sugere que 
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Q4247423 Português

Transbordando memórias

Maria Luiza Glovacki


        Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida.


        O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais.


        Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou.


        E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora.


        Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado.


    O rio transbordou. E eu também transbordei.



Adaptado de: https://ifpr.edu.br/uniao-da vitoria/wpcontent/uploads/sites/27/2023/12/Cronicas-Submersas4_compressed.pdf Acesso em: 27 maio 2026. 

No trecho “O rio enche, e enchendo, leva tudo.”, a expressão “leva tudo” indica que o rio
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Q4246682 Português
Texto 2


    Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco, desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.


LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
No período “Mas no entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa alma, começa a surgir um veio leve de angústia.”, o emprego da forma verbal “começa” permite pressupor que o(a)
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Q4246678 Português
Texto 1


Universidade sem luz


       A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.

      A associação mais clara entre universidade e luz remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na França, os representantes mais ilustres dessa tradição são Voltaire, Diderot e Rousseau.

     Essa matriz de pensamento lançou as bases do racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...]. 


UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
Esse texto, trecho de uma matéria de jornal, faz referência a um episódio ocorrido em 2002, no Rio de Janeiro, quando a concessionária de energia elétrica cortou o fornecimento de eletricidade para unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No início do texto, a metáfora mencionada pelo autor é construída pela associação entre o(a) 
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Q4246364 Português
Texto 3


O perfil do consumidor brasileiro mudou drasticamente em 2026, tornando-se mais imediatista e focado em benefícios práticos para o bolso e para a rotina. É o que revela a nova edição do relatório anual Consumer Pulse, divulgado em março pela consultoria global Bain & Company. Segundo o estudo, a Inteligência Artificial (IA) consolidou-se no país, sendo adotada por 77% da população como uma ferramenta essencial para acelerar a jornada de compra e obter vantagens financeiras imediatas. Trata-se de um salto expressivo frente aos 62% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta que o “consumidor equilibrista” de 2025, que tentava balancear cortes de custos sem abrir mão de prioridades, deu lugar a um cliente que exige soluções rápidas e retornos tangíveis das marcas. Essa busca por valor molda diretamente a relação com o comércio digital, com os programas de fidelidade e com o orçamento doméstico.
A IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se transformar em um motor de vendas no varejo digital. O relatório da Bain & Company mostra que os brasileiros já manifestam o desejo de transferir mais de 50% de suas compras on-line para Assistentes Virtuais de Compra.
No entanto, o avanço do e-commerce desenha um cenário híbrido. Embora o ambiente digital lidere em categorias como eletrônicos (48% de preferência) e moda (39%), o varejo físico ainda mantém a soberania nas compras do dia a dia, como alimentos e itens essenciais.


Disponível em: https://niddedigital.com/77-dos-consumidores-brasileiros-jausam-inteligencia-artificial/. Acesso em: 4 jun. 2026.
Em textos informativos, diferentes recursos gráficos podem contribuir para a construção dos sentidos. No segundo parágrafo do texto, o uso das aspas com a expressão “consumidor equilibrista” justifica-se por
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Q4246360 Português
Texto 1


A linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo, dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas, – isto eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cafetão profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que os outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.


VERISSIMO, Luis Fernando. Gramática. In: GULLAR, Ferreira et al. O melhor
da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013. p.139-141. [Adaptado].
Em diversos momentos da crônica, o narrador utiliza palavras e expressões em sentido figurado para construir sua visão sobre a escrita. Na afirmação “Sou um gigolô das palavras”, a construção produz o efeito de representar o autor como alguém que 
Alternativas
Q4246230 Português
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BROWNE, Dik. Hagar o horrivel. Disponível em <https://www.instagram.com/p/DaX0rRNlgEZ/?img_in dex=8>.

Em termos linguísticos, o humor presente na tirinha acima decorre da interpretação do:
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Q4245580 Português
      Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.
       O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.
      Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 1. 2. 3. 4.


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
O verbo empregado em sentido conotativo está no trecho:
Alternativas
Q4244341 Português
Analise o texto a seguir:

Em estudos sobre comportamento do consumidor, é comum o uso de expressões figuradas para tornar a comunicação mais persuasiva. Entretanto, em textos técnicos e científicos, predomina a linguagem denotativa.

Assinale a alternativa em que o trecho apresenta linguagem empregada em sentido denotativo: 
Alternativas
Q4244183 Português

Os medos que nos definem


Por Tríssia Ordovás Sartori



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa na qual NÃO tenha havido o emprego de linguagem figurada.
Alternativas
Q4243549 Português
Considere o seguinte trecho de uma campanha institucional: “As portas da cidadania estão abertas para quem deseja navegar pelos mares das oportunidades oferecidas pelo programa.” À luz das diretrizes da Linguagem Simples e dos estudos semânticos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4243533 Português
Observe a tirinha:

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Disponível em: https://www.bulbapp.com/u/denota%C3%A7%C3%A3o-e-conota%C3%A7%C3%A3o-o-que-s%C3%A3o. Acesso em: 01 jun. 2026.

A expressão “cabeças de gado” é entendida pelo segundo personagem como se o termo “cabeças” se referisse apenas a uma parte do animal. O humor decorre da:
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: E
4: E
5: D
6: B
7: E
8: C
9: D
10: C
11: D
12: B
13: D
14: B
15: C
16: A
17: C
18: B
19: B
20: A