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Questões de Concurso Sobre denotação e conotação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.164 questões

Q3185906 Português
Assinale a frase expressa em linguagem lógica (e não figurada). 
Alternativas
Q3174396 Português
Considerando−se os conceitos de denotação e conotação, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Denotação. (2) Conotação.
( ) O homem foi picado por uma cobra. ( ) Aquele médico é um gato! ( ) Você tem um coração de pedra. ( ) Acende o fogo!
Alternativas
Q3173122 Português
Qual é o sentido da expressão que aparece na charge abaixo?

5.png (297×328)
Fonte: https://www.google.com/ 
Alternativas
Q3172273 Português

Qual o sentido destacado na expressão que consta na imagem abaixo?



Q14.png (289×128)

Fonte: https://rivergo.art/2020/10/01/eu-vivo-sempre-no-mundo-da-lua/

Alternativas
Q3172133 Português
Analise as alternativas abaixo, todas foram construídas em sentido figurado, EXCETO:
Alternativas
Q3163655 Português

A compreensão e interpretação de textos exigem atenção à intenção comunicativa, à organização textual e aos elementos explícitos e implícitos. Sobre o tema, analise as afirmativas:



I. A denotação é o uso literal das palavras, enquanto a conotação traz significados subjetivos.


II. A interpretação textual deve considerar apenas o sentido denotativo das palavras.


III. Contexto e repertório cultural do leitor são elementos essenciais para a interpretação.



Sobre as afirmativas, é correto dizer que:

Alternativas
Q3158586 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que crianças pequenas gostam de ver os mesmos desenhos e ler os mesmos livros


É um sentimento familiar para muitos pais. Não importa o que você sugira, seu filho em idade pré-escolar só quer assistir aquele episódio de Bluey de novo, e não importa que ele tenha acabado de assistir. E, na hora de dormir, tem que ser um livro que você tenha lido com frequência suficiente para ter desenvolvido um repertório de vozes específicas para cada personagem.


Estes interesses profundos e repetitivos em um determinado episódio de desenho animado, jogo ou tema podem ser frustrantes para os pais que querem apenas assistir a algo diferente. Mas esta repetição, na verdade, oferece grandes benefícios para o aprendizado e o bem-estar das crianças.


Uma razão para isso é o que podemos chamar de "efeito input", que não é um conceito novo na ciência cognitiva.


Em busca de padrões


Pense no cérebro como um órgão que faz seu melhor para descobrir o que é normal em nossas vidas — o que faz parte de um padrão regular, e o que não faz. Os pesquisadores descobriram um fenômeno conhecido como "aprendizagem estatística". De acordo com esta ideia, as crianças são muito sensíveis à ocorrência de regularidades e padrões em suas vidas.


É interessante notar que os bebês são particularmente hábeis em compreender certos tipos de informação, como a probabilidade de certos sons na fala que dirigimos a eles. Mas eles precisam ser expostos a muitos exemplos disso para detectar regularidades.


Por exemplo, em todas as línguas, e o inglês não é exceção, os sons incluídos nas palavras tendem a seguir determinados padrões. Por exemplo, algumas das combinações mais comuns de três letras em inglês são "the", "and" e "ing". Faz sentido que o cérebro das crianças busque a repetição — neste exemplo, isso vai ajudá-las a aprender o idioma.


Portanto, quando as crianças pequenas voltam a assistir ao mesmo programa, o que elas estão fazendo, quer saibam ou não, é motivado pelo desejo de detectar e consolidar os padrões do que estão assistindo, ouvindo ou lendo.


Conforto familiar


Além de apoiar o aprendizado, a repetição também oferece benefícios para as emoções das crianças, no que estamos chamando aqui de "efeito de bem-estar".


A principal tarefa da infância é o aprendizado, e isso significa buscar ativamente novas experiências e estímulos. No entanto, ter que processar e se adaptar a coisas novas pode ser exaustivo, mesmo para uma criança pequena com energia inesgotável.


O mundo também pode ser um lugar mais estranho e estressante para as crianças do que para os adultos. Como adulto, você terá aprendido o que esperar e como se comportar em determinados contextos, mas as crianças estão constantemente se deparando com situações novas pela primeira vez.


Estímulos bem conhecidos, como aquele episódio de desenho animado que elas já assistiram inúmeras vezes, podem proporcionar uma fonte de conforto e segurança que protege contra esse estresse e incerteza.


Interesses profundos em uma atividade específica também podem proporcionar benefícios de bem-estar por meio de uma sensação de controle e domínio.


As crianças estão constantemente sendo desafiadas em relação ao que sabem e entendem na creche, na escola e em outros lugares. Isso é fundamental para o aprendizado, mas também representa uma ameaça aos seus sentimentos de competência.


A capacidade de relaxar durante uma atividade na qual se sentem bem, como um jogo favorito, atende a essas necessidades de competência.


Além disso, o fato de poderem optar por uma atividade de que gostam permite que tenham um senso de autonomia e controle sobre suas vidas, que, de outra forma, podem se resumir a serem levadas para lá e para cá pelos pais.


É claro que nem todas as crianças têm a mesma probabilidade de desenvolver estes tipos de interesses repetitivos. Por exemplo, crianças com autismo geralmente apresentam interesses particularmente específicos.


A repetição tem um valor enorme em termos de aprendizado e bem-estar. Portanto, embora você não deva forçá-las a assistir novamente aos programas, também não precisa se preocupar se isso for algo que elas próprias estão buscando.


No entanto, pode se tornar problemático se afetar a capacidade da criança de se envolver em outros aspectos importantes da sua vida, como sair de casa na hora certa, interagir com outras pessoas ou praticar exercícios físicos.


É claro que não existe uma regra de ouro que possa ser aplicada a todas as crianças em todos os contextos.


Como pais, só podemos ficar atentos à situação e tomar uma decisão. Mas, ao colocar Frozen mais uma vez, pense nos efeitos de input e bem-estar, e tente deixar de lado a preocupação de que seu filho deveria estar fazendo algo — qualquer outra coisa! — diferente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0lg061w184o
Os trechos a seguir, retirados do texto, apresentam palavras destacadas que foram empregadas no sentido denotativo, EXCETO:
Alternativas
Q3155020 Português
Texto para responder à questão.

Rir é o pior remédio

    Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela, risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.
    Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia. Deixava-a exposta, vulnerável. Não era à toa que se chamava Mara, de amarga.
    Nunca fora de rir. Não ria das piadas, nem mesmo por gentileza. Não sorria aos cumprimentos. Não mostrava os dentes, não se entregava. Em seu interior, era um vaso estilhaçado. As paredes internas de seu corpo, mofadas. Qualquer ar doce que existisse, devia residir em algum canto inóspito de sua memória. Era somente amargor e amargura. Quando cansava de si mesma e resolvia variar, tornava-se um azedume só.
    Mas a vida tem um senso de humor doentio. E ama socar nosso estômago nas horas mais inconvenientes e desprevenidas. Deve ser por isso que Mara, justo ela, foi se apaixonar por um comediante falido, apenas um anônimo palhaço contador de piadas ruins. A velha história dos opostos que se atraem… (só esquecem de dizer que opostos se atraem apenas como uma oportunidade para se repelirem, posteriormente). Será que a história deles se provaria exceção à regra?
     Enfim, ele era um comediante por profissão e diversão. Palhaço de festas infantis, comediante de stand-up, escritor de texto humorísticos. Fazer rir (ou pelo menos tentar) era a sua natureza, sua principal atribuição. E, como todo ser com essa inclinação, achava que rir era a obrigação de todos, mesmo que fossem suas piadas vencidas e sem graça. Por isso, levado pelos encantadores olhos amargos de Mara, os mesmos olhos que chorariam fel se algum sentimento fosse capaz de atravessar aquele peito de pedra-pomes, ele decidiu sabotar a seriedade dela.
     Oportunidades não faltavam. E se faltassem – oh, vida desprovida e ingrata –, ele as criava. No primeiro encontro foi assim. Mara num canto, a vida lhe serpenteando o semblante com uma neblina de intensa penumbra. Como a brisa, chega o palhaço, sorrindo com a mesma simpatia de um lagarto.
     – Está triste?
     Ela bufou já que a pergunta não merecia uma resposta. O palhaço continuou:
     – Então compre um videogame. Talvez ele te console.
    Mara nunca soube explicar se foi o camarão do jantar ou a piada ruim, mas naquela noite, vomitou até não poder mais.
    Ele não desistiu.
     – Ah, você sabe o que o zero falou pro oito?
     Por Deus! Revertério estomacal! Ela se virou e começou a ir embora.
     O palhaço foi atrás.
   – Ok, ok. Se não está gostando, eu paro. Não levo jeito para fazer as mulheres rirem. Na verdade, só sei fazer passarinho rir.
     – Passarinho? – Por que ela foi perguntar?
     – Isto mesmo. É só jogar ele na parede que ele racha o bico.
     Ele riu… e só ele, claro.
    Dois anos depois, estavam casados. Mara nunca conseguiu entender. Não foram as piadas ruins do palhaço que a atraíram. Nem beleza física porque isto lhe faltava mais do que qualquer senso de ridículo. E muito menos a conta bancária já que o comediante vivia lhe pedindo dinheiro emprestado.
    Talvez a razão do amor de Mara ter sido despertado, foi simplesmente pelo fato de alguém ter se dado ao trabalho de tentar. Alguém que encarou o desafio de conquistá-la como uma premiação tamanha que justificaria qualquer possibilidade de ouvir um não (ainda que este “não” certamente viesse acompanhado de diversos impropérios).
    Por ela, o palhaço deu sua cara a tapa. Agiu como a solitária galinha que se dispôs ao terrível sofrimento de bater sua cabeça contra a parede. Por quê? Porque ela queria muito um galo.
    Uhhhh….

(Juliano Martins. Rir é o pior remédio. Crônicas Corrosivas. Em: outubro de 2024.)
No trecho “Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir.” (2º§), a palavra “elixir” foi usada em sentido:
Alternativas
Q3154502 Português
Assinale a frase que está inteiramente em linguagem lógica, sem conotação (linguagem figurada).
Alternativas
Q3153946 Português
Qual o sentido da linguagem apresentada por meio da charge a seguir?

Captura_de tela 2025-01-15 193843.png (246×267)
Fonte: Arte Cartoon
Alternativas
Q3153273 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aspectos Básicos do Texto Literário: Denotação e Conotação



No estudo da linguagem, especialmente no contexto literário, os conceitos de denotação e conotação desempenham um papel fundamental na construção e interpretação dos textos. Essas duas formas de significado, embora interligadas, possuem características distintas que enriquecem a análise literária e permitem uma compreensão mais profunda das obras.


A denotação é o significado literal, direto e objetivo das palavras, aquele que se encontra no dicionário, livre de qualquer interpretação subjetiva. No contexto literário, a denotação é a base sobre a qual o autor constrói suas ideias. Ao utilizar uma palavra denotativa, o escritor se refere ao seu sentido original, sem procurar evocar emoções ou significados implícitos. Por exemplo, ao se referir ao "mar", a palavra carrega o significado simples e literal de uma grande massa de água salgada que cobre grande parte da superfície terrestre.


Porém, a riqueza do texto literário vai muito além do simples significado denotativo. A conotação, por outro lado, é o significado secundário e subjetivo que as palavras adquirem em determinado contexto. Ela está relacionada à carga emocional, cultural ou simbólica que as palavras podem carregar, ampliando a interpretação do leitor. Quando o autor usa a palavra "mar" de forma conotativa, ele pode estar se referindo a algo mais profundo, como o sentimento de vastidão, solidão ou liberdade. Nesse caso, o "mar" não é apenas um corpo d'água, mas se torna um símbolo de emoções ou situações específicas.


No texto literário, a utilização das palavras de forma conotativa permite ao escritor criar camadas de significado que desafiam o leitor a ir além da superfície do texto. A conotação pode evocar imagens poéticas, metáforas ou reflexões filosóficas que enriquecem a obra, tornando-a mais complexa e multifacetada. Um bom exemplo disso é a utilização de figuras de linguagem, como a metáfora, a metonímia e a sinédoque, que são fundamentadas no uso conotativo das palavras.


A interação entre denotação e conotação no texto literário é fundamental para a criação de sentidos e significados. Em um romance, por exemplo, o autor pode usar uma descrição aparentemente simples, mas que, ao ser analisada sob uma perspectiva conotativa, revela tensões, emoções e conflitos internos dos personagens. A denotação fornece o ponto de partida, enquanto a conotação abre espaço para a interpretação criativa e subjetiva.


Em resumo, a denotação e a conotação são dois aspectos essenciais do texto literário, ambos desempenhando papéis distintos, mas complementares. Enquanto a denotação estabelece um significado claro e preciso, a conotação adiciona camadas de complexidade, emoção e simbolismo, transformando o texto em uma rica experiência interpretativa para o leitor. Juntas, essas duas formas de significado tornam a literatura uma ferramenta poderosa de comunicação e reflexão, desafiando o leitor a explorar não apenas as palavras, mas também os sentidos subjacentes e as emoções que elas despertam


FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2015.

No estudo da linguagem, especialmente no contexto literário, os conceitos de denotação e conotação desempenham um papel fundamental na construção e interpretação dos textos.

Com base no texto apresentado, analise as afirmativas e escolha a opção correta sobre o papel da denotação e da conotação no contexto literário.
Alternativas
Q3153272 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aspectos Básicos do Texto Literário: Denotação e Conotação



No estudo da linguagem, especialmente no contexto literário, os conceitos de denotação e conotação desempenham um papel fundamental na construção e interpretação dos textos. Essas duas formas de significado, embora interligadas, possuem características distintas que enriquecem a análise literária e permitem uma compreensão mais profunda das obras.


A denotação é o significado literal, direto e objetivo das palavras, aquele que se encontra no dicionário, livre de qualquer interpretação subjetiva. No contexto literário, a denotação é a base sobre a qual o autor constrói suas ideias. Ao utilizar uma palavra denotativa, o escritor se refere ao seu sentido original, sem procurar evocar emoções ou significados implícitos. Por exemplo, ao se referir ao "mar", a palavra carrega o significado simples e literal de uma grande massa de água salgada que cobre grande parte da superfície terrestre.


Porém, a riqueza do texto literário vai muito além do simples significado denotativo. A conotação, por outro lado, é o significado secundário e subjetivo que as palavras adquirem em determinado contexto. Ela está relacionada à carga emocional, cultural ou simbólica que as palavras podem carregar, ampliando a interpretação do leitor. Quando o autor usa a palavra "mar" de forma conotativa, ele pode estar se referindo a algo mais profundo, como o sentimento de vastidão, solidão ou liberdade. Nesse caso, o "mar" não é apenas um corpo d'água, mas se torna um símbolo de emoções ou situações específicas.


No texto literário, a utilização das palavras de forma conotativa permite ao escritor criar camadas de significado que desafiam o leitor a ir além da superfície do texto. A conotação pode evocar imagens poéticas, metáforas ou reflexões filosóficas que enriquecem a obra, tornando-a mais complexa e multifacetada. Um bom exemplo disso é a utilização de figuras de linguagem, como a metáfora, a metonímia e a sinédoque, que são fundamentadas no uso conotativo das palavras.


A interação entre denotação e conotação no texto literário é fundamental para a criação de sentidos e significados. Em um romance, por exemplo, o autor pode usar uma descrição aparentemente simples, mas que, ao ser analisada sob uma perspectiva conotativa, revela tensões, emoções e conflitos internos dos personagens. A denotação fornece o ponto de partida, enquanto a conotação abre espaço para a interpretação criativa e subjetiva.


Em resumo, a denotação e a conotação são dois aspectos essenciais do texto literário, ambos desempenhando papéis distintos, mas complementares. Enquanto a denotação estabelece um significado claro e preciso, a conotação adiciona camadas de complexidade, emoção e simbolismo, transformando o texto em uma rica experiência interpretativa para o leitor. Juntas, essas duas formas de significado tornam a literatura uma ferramenta poderosa de comunicação e reflexão, desafiando o leitor a explorar não apenas as palavras, mas também os sentidos subjacentes e as emoções que elas despertam


FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2015.

A linguagem literária apresenta nuances que desafiam o leitor a explorar suas múltiplas camadas de significado, enriquecendo a experiência interpretativa.

Com base no texto, qual das afirmativas a seguir melhor representa a relação entre denotação e conotação no texto literário?
Alternativas
Q3147813 Português
        Não é a paz que lhe interessa. Eles se preocupam é com a ordem, o regime desse mundo.
       O problema deles é manter a ordem que lhes faz ser patrões. Essa ordem é uma doença em nossa história.
       Para nós a terra é uma boca, a alma de um búzio. O tempo é o caracol que enrola essa concha. Encostamos o ouvido nesse búzio e ouvimos o princípio, quando tudo era antigamente.
     A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda.

Mia Couto. O último voo do flamingo.
Lisboa: Editorial Caminho, 2013 (com adaptações). 

Acerca de aspectos semânticos e gramaticais do texto precedente, julgue o próximo item. 


O trecho “Encostamos o ouvido nesse búzio” (terceiro parágrafo) está em sentido denotativo.

Alternativas
Q3147671 Português
        Quando falamos em pedagogia da variação linguística, não estamos propondo uma pedagogia da língua materna composta de módulos autônomos, mas tão somente estimulando uma reflexão focada nas grandes questões que envolvem a variação linguística no ensino de português sem perder de vista uma perspectiva integradora das várias dimensões desse ensino.
         Dada a complexidade do tema, entendemos que é preciso ampliar o conjunto dos que debatem essas questões. Há uma complexa trama de representações, atitudes e valores que recobrem tanto a diversidade cultural do país quanto sua diversidade linguística. Aparentemente, temos avançado mais no trato positivo da diversidade cultural do que no da diversidade linguística. Pelo menos, dispomos já de políticas de valorização da diversidade cultural, mas que, paradoxalmente, não incluem a diversidade linguística. É preciso buscar entender as razões para isso.

Ana Maria Stahl Zilles e Carlos Alberto Faraco. Pedagogia da variação linguística:
língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015, p. 9-10 (com adaptações). 

Considerando o texto anterior e aspectos da linguagem nele empregada, julgue o item seguinte.


O primeiro parágrafo do texto é caracterizado pelo emprego de palavras com sentido denotativo. 

Alternativas
Q3147668 Português
        Quando falamos em pedagogia da variação linguística, não estamos propondo uma pedagogia da língua materna composta de módulos autônomos, mas tão somente estimulando uma reflexão focada nas grandes questões que envolvem a variação linguística no ensino de português sem perder de vista uma perspectiva integradora das várias dimensões desse ensino.
         Dada a complexidade do tema, entendemos que é preciso ampliar o conjunto dos que debatem essas questões. Há uma complexa trama de representações, atitudes e valores que recobrem tanto a diversidade cultural do país quanto sua diversidade linguística. Aparentemente, temos avançado mais no trato positivo da diversidade cultural do que no da diversidade linguística. Pelo menos, dispomos já de políticas de valorização da diversidade cultural, mas que, paradoxalmente, não incluem a diversidade linguística. É preciso buscar entender as razões para isso.

Ana Maria Stahl Zilles e Carlos Alberto Faraco. Pedagogia da variação linguística:
língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015, p. 9-10 (com adaptações). 

Considerando o texto anterior e aspectos da linguagem nele empregada, julgue o item seguinte.


Na construção do texto, são adotados tanto o nível formal da linguagem quanto a norma padrão da língua portuguesa.

Alternativas
Q3146620 Português
Texto 9A1

        No cotidiano de todo brasileiro, podemos visualizar as marcas que constituíram, a partir do século XVI, a presença dos povos africanos, de origem Banto e Iorubá, no Brasil. Essa presença está nas palavras que falamos, na gestualidade que produzimos e no nosso modo de pronunciar a língua portuguesa falada no Brasil.

        A entrada de grande número de africanos no Brasil, com suas diferentes culturas e línguas, passou por um processo de adaptação, de certo ajuste cultural e linguístico com a assimilação de novas palavras e, consequentemente, da forma como elas orientavam o entendimento da nova realidade vivida em português. Entretanto, ainda é possível visualizar a presença das palavras africanas nos diferentes espaços da cultura brasileira.

        O Museu da Língua Portuguesa, ao expor o acervo de palavras africanas que entraram no vocabulário da língua portuguesa, favorece reconhecer a história da população africana no Brasil como agente da cultura e da língua portuguesa que se desenhava sobre este solo. No setor Palavras Cruzadas do museu, por exemplo, visualizam-se palavras que nos ensinaram a nomear determinados comportamentos, como: bagunça lengalenga, dengo. Essas são algumas das palavras africanas que continuam vivas a significar comportamentos e relações sociais. Outras ganharam o sentido de gíria na língua portuguesa falada no Brasil, como borocoxô, cafofo.

        A cultura é algo que está no corpo, nos gestos, na memória, na forma de andar, no contorno das expressões verbais e não verbais. Não é possível perdê-la. A mudança de um contexto cultural para outro acompanha adaptações e recriações dadas em palavras, por isso podemos falar em um movimento de antropofagia simbólica no lugar de uma simples assimilação de palavras e práticas.

        As línguas mudam ao acompanharem a história dos seus falantes. Esta é a história da língua portuguesa em solo brasileiro: ela também pode adaptar-se às novas relações linguísticas e culturais. No Brasil, a manutenção da estrutura latina da língua portuguesa não impediu que esta acolhesse uma nova sonoridade em relação à sua matriz e incorporasse um grande vocabulário de palavras que veio de outras línguas.

        Como um detetive que reúne pistas para contar uma história, as palavras africanas expostas no acervo do Museu da Língua Portuguesa compõem o papel de traduzir os sentidos e significados compartilhados na cultura brasileira. É uma história nem sempre contada em livros didáticos, mas que carregamos conosco para os diferentes lugares a que podemos ir. A importância da língua portuguesa como um bem museológico se faz nesse ato de contar histórias que não são definidas por nós, mas são praticadas e vividas coletivamente.

Wilmihara Santos.
A presença africana nas palavras que falamos em português.
2018.Internet:<museudalinguaportuguesa.org.br>  (com adaptações). 

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto 9A1, julgue o item seguinte. 


O primeiro período do quarto parágrafo é construído com sentido conotativo.

Alternativas
Q4211293 Português
TEXTO II


Leia o texto a seguir.


Artifícios


    Meia noite. O céu se colore pelas cores da despedida e pelos brindes e goles do espumante, pela chegada.
    Um se vai, outro chega. Abraços, beijos, cânticos saudando o convidado que adentra ao findar da contagem regressiva. As mãos se unem em orações e meditações diversas. Sorrisos, lágrimas pela despedida, pelo que se foi. Sim. Lágrimas de melancolia, de alívio, de "graças a Deus, já foi tarde". Entretanto outras, de gratidão.
    Outros olham o novo, o convidado especial; alguns o recebem de branco, outros de amarelo, outros mergulhados no brilho, pois o novo merece. Ele promete. Promete? 
     A embriaguez toma conta de muitos, por satisfação, felicidade, mas também por pura e melancólica certeza de que é só mais uma noite e nada irá mudar.
     Amanhece. O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo. E o novo nem parece ali estar mais. Mas está. Em seu sorriso, com certo sarcasmo, apenas deixa implícito para muitos, que deixam passar por despercebidos, entretanto explícito para outros que percebem que a rua é a mesma, que o tempo é o mesmo, que o dia é o mesmo, que nada mudou, ou mudará? Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação.

Tulius Mendonça
Levando em consideração o título do texto, “Artifícios”, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4207357 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora. 

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens. 

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem. 

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
Pode-se afirmar que o “Trem da Vida” citado pelo autor, representa de forma figurada: 
Alternativas
Q4207267 Português
TEXTO II

LEIA O TEXTO A SEGUIR.


Desafios entre fios


   15 anos. Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.

   Na sala, meus quatro irmãos menores. Em minha consciência, guardei a bagagem da responsabilidade sem manual de instrução.

  “Os sonhos precisaram ficar estagnados, mas jamais esquecidos”.

   Hoje, todos crescidos, criados, realizados.

   60 anos. Mãe, esposa, concluindo os estudos, resgatando meus sonhos.


Sirley. (3o ano EM - EJA)
A palavra "fios" no título: 
Alternativas
Q4207192 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora.

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens.  

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem.

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
Pode-se afirmar que o “Trem da Vida” citado pelo autor, representa de forma figurada:
Alternativas
Respostas
301: D
302: C
303: D
304: C
305: E
306: D
307: D
308: C
309: E
310: C
311: D
312: B
313: E
314: C
315: C
316: C
317: C
318: D
319: A
320: D