Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q4274186 Português
Considerando as regras de emprego da crase, preencha as lacunas da sentença a seguir.

"Durante a viagem, a pesquisadora retornou ___ universidade às 8h, dirigiu-se ___ secretaria acadêmica, referiu-se ___ resolução recentemente publicada e permaneceu ___ espera de novas orientações."

Assinale a alternativa que preenche corretamente todas as lacunas.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Advogado do CREAS/SUAS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquiteto Hospitalar | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Analista de Desenvolvimento de Sistemas | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Cirurgião Dentista - Especialista Buco-Maxilo-Facial | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Educador Social | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro de Tráfego | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Assistente Social AS | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Engenheiro Químico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Bibliotecário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Odontólogo Especialista em Pacientes com Necessidades Especiais | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Tradutor Intérprete de Libras | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo PS |
Q4274146 Português
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos abaixo, retirados do texto:

 “Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes de empresas escritos ... mão”.
 “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”, disse Santos ... reportagem da Agência Pública”.
 “deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado esquema de fraude”.
Alternativas
Q4274053 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontecerá quando um foguete da SpaceX colidir com a Lua na quarta-feira


A Lua suportou inúmeros impactos ao longo de milhões de anos, tendo sua superfície característica e repleta de crateras moldada por asteroides e meteoros, além de sofrer colisões mais recentes de pequenas sondas e módulos de pouso enviados por agências espaciais terrestres. Na quarta-feira, cientistas preveem mais uma colisão no satélite, desta vez provocada por um foguete da SpaceX à deriva, deslocando-se a cerca de dois quilômetros por segundo, ou aproximadamente oito mil quilômetros por hora.

A seção superior de um dos foguetes Falcon 9 da SpaceX impactará a Lua em cinco de agosto, conforme estimativas do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa. A agência espacial americana chegou a essa conclusão após astrônomos independentes notarem, por meio de dados públicos, que o componente lançado em janeiro de 2025 estava em rota de colisão acidental com o solo lunar. O porta-voz Jimi Russell declarou que não há perigo para a Terra e que a Nasa rastreará o foguete para fins de treinamento, observando posteriormente o local da colisão com objetivos científicos.

A SpaceX lançou esse foguete Falcon 9 no ano passado como parte de uma missão conjunta entre os Estados Unidos e o Japão para transportar dois módulos de pouso lunar e equipamentos científicos. Embora parte do Falcon 9 seja reutilizável e projetada para retornar à Terra, algumas peças se desprendem no espaço e permanecem presas em órbita até colidirem com outro corpo celeste. O componente envolvido no evento é a seção superior do foguete, que possui dimensões equivalentes a um prédio de cinco andares e peso terrestre de pelo menos quatro toneladas.

O astrônomo Bill Gray, responsável por descobrir a trajetória, afirma que o objeto cairá próximo à Cratera Einstein, situada na parte iluminada da Lua e visível da Terra, prevendo que o impacto formará uma cratera com mais de dezessete metros de diâmetro. A colisão iminente, prevista para ocorrer por volta de quarta-feira no horário de Brasília, promete cativar astrônomos amadores e profissionais.

O astrônomo Matt Bothwell, da Universidade de Cambridge, ressaltou que a colisão de algo tão grande com a Lua não oferece perigo e proporcionará um verdadeiro espetáculo visual. Segundo Bothwell, o impacto lançará uma enorme nuvem de poeira, a qual se espalhará lateralmente com o tempo. Ele detalhou que, devido à ausência de atmosfera na Lua e à sua gravidade reduzida, o momento será mais impressionante do que qualquer explosão similar na Terra, visto que nada desacelerará o objeto e milhões de quilogramas de detritos serão lançados ao espaço.

Embora o evento não seja visível a olho nu, pessoas com acesso a telescópios sofisticados poderão observar um clarão irradiando da superfície lunar.

Bothwell destacou também o potencial educativo do impacto como uma oportunidade única para analisar os efeitos da colisão de um objeto na superfície da Lua. Diante disso, cientistas preparam-se para monitorar o evento de perto: grandes telescópios nas Américas, o Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa e a sonda Danuri da Coreia do Sul rastrearão o clarão, a nuvem de poeira e a nova cratera, enquanto um projeto de ciência cidadã recrutará amadores para filmar a cena. Ao registrar a poeira em movimento, os astrônomos esperam transformar o acidente em um experimento útil, aprimorando modelos de impactos lunares e obtendo pistas sobre a composição subterrânea do local, cuja matéria fresca será exposta pela primeira vez.

Além disso, Bothwell advertiu que a colisão serve como um alerta sobre o acúmulo constante de lixo espacial gerado pelo homem. O astrônomo manifestou preocupação com o aumento anual de objetos em órbita, salientando que eventuais colisões entre satélites geram ainda mais fragmentos, o que pode desencadear uma reação em cadeia descontrolada. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), existem cerca de cinquenta mil objetos com mais de dez centímetros de diâmetro flutuando no espaço, somando cerca de dezessete mil toneladas de artefatos lançados pela humanidade desde o início da Era Espacial, em 1957.

O último impacto de um foguete inativo na Lua ocorreu em 2022, quando a seção superior 3C do foguete chinês Longa Marcha, da missão Chang'e 5-T1 de 2014, atingiu o lado oculto do satélite. Décadas antes desse episódio, a própria Nasa já havia lançado objetos intencionalmente contra a superfície lunar para coletar dados destinados às missões Apollo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2kdx1y307o.adaptado.
Ele detalhou que, devido "à" ausência de atmosfera na Lua e "à" sua gravidade reduzida, o momento será mais impressionante do que qualquer explosão similar na Terra.

Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA em relação ao uso da crase.
Alternativas
Q4273439 Português
Leia para responder à questão:


No panteão dos vilões mais icônicos da literatura fantástica contemporânea, poucos personagens despertam tanto fascínio e repulsa quanto Bellatrix Lestrange, a mais devota e perigosa Comensal da Morte do universo de Harry Potter.

Nascida Bellatrix Black, em uma das famílias mais antigas e tradicionais da pureza sanguínea, ela personifica a decadência moral da aristocracia bruxa, trocando o prestígio ancestral por uma devoção cega e doentia a Lord Voldemort, a quem servia como uma sacerdotisa em um culto macabro. Diferentemente de outros seguidores movidos pelo medo ou pela ambição, Bellatrix amava a causa das trevas com uma paixão arrebatadora e quase erótica, encontrando na crueldade e na tortura não apenas um dever, mas uma forma suprema de prazer, como demonstrou ao aplicar a Maldição Cruciatus em Frank e Alice Longbottom até que ambos perdessem a sanidade. Sua risada estridente, seus olhos esbugalhados de fanatismo e sua varinha desferindo feitiços assassinos com uma elegância sádica tornaram-na uma força da natureza caótica e destrutiva, cuja lealdade a Voldemort – ao contrário de muitos – jamais vacilou, nem mesmo diante dos longos anos de aprisionamento em Azkaban, onde os dementadores apenas reforçaram sua insanidade em vez de quebrar seu espírito.

O ápice de sua trajetória sombria, no entanto, revela não apenas sua ferocidade, mas também as trágicas contradições que a definiam como personagem – uma mulher capaz de matar o próprio primo, Sirius Black, com um feitiço que o lançou para além do Véu da Morte, e de guardar a taça de Helga Hufflepuff no cofre de seu banco com a precisão de uma estrategista, enquanto exalava o desprezo mais profundo por qualquer ser que não ostentasse sangue puro. A Batalha de Hogwarts, onde finalmente encontrou seu fim, foi o palco de sua última e mais memorável performance: confrontada por Molly Weasley, a mãe amorosa que ela desprezava, Bellatrix subestimou o poder do amor e da proteção materna – forças que, ironicamente, sempre foram a antítese de sua existência – e tombou sob o feitiço que a transformou em pó, encerrando a vida de uma bruxa cujo legado é o exemplo mais assustador de como a ideologia pode corromper a alma humana. Mais do que uma simples antagonista, Bellatrix Lestrange permanece como um espelho distorcido do que há de mais sombrio na natureza humana: a renúncia total à própria identidade em nome de uma causa que promete poder, mas entrega apenas aniquilação. Sua história inquieta porque nos força a encarar a inquietante verdade de que os maiores monstros não são aqueles que agem por maldade pura, mas aqueles que, por amor a uma ideia, transformam o amor em ódio e a vida em instrumento da morte. 
Considere o trecho:

“... Bellatrix Lestrange permanece como um espelho distorcido do que há de mais sombrio na natureza humana: a renúncia total à própria identidade em nome de uma causa que promete poder, mas entrega apenas aniquilação.”

O uso do acento grave está correto no excerto. Isso não ocorre em:
Alternativas
Q4268874 Português

Cafeína pode ajudar na memória após privação de sono


Por Thais Szegö



(Disponível em: super.abril.com.br/saude/cafeina-pode-ajudar-na-memoria-apos-privacao-do-sono-sugere-

estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, analise os trechos a seguir, retirados do texto:
 “a privação de sono esteve associada ___ uma piora na comunicação entre os neurônios do hipocampo”.
• “avalia a pneumologista Luciana Palombini, especialista do Instituto do Sono ligado ___ Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)”.
• “Recorrer constantemente ___ cafeína para conseguir manter o estado de alerta”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.
Alternativas
Q4268236 Português

O que é a síndrome do coração partido e por que ela pode ser fatal



Por Drauzio Varella



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/07/o-que-e-a- sindrome-do-coracao-partido-e-por-que-ela-pode-ser-fatal-cms4mqvmg00ha014pc6a2g4b0.html – texto

adaptado especialmente para esta prova).  

Analise as assertivas a seguir, considerando a expressão “às pressas” do trecho a seguir, retirado do texto:
“Levada às pressas, faleceu a caminho do hospital”.
I. É uma locução adjetiva formada por palavra feminina e por isso ocorre o acento indicativo de crase.
II. Poderia ser substituída por “com urgência” sem prejuízo à correção ou ao sentido do trecho.
III. Poderia ser substituída por “rápido” sem prejuízo à correção ou ao sentido do período.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4268229 Português

O que é a síndrome do coração partido e por que ela pode ser fatal



Por Drauzio Varella



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/07/o-que-e-a- sindrome-do-coracao-partido-e-por-que-ela-pode-ser-fatal-cms4mqvmg00ha014pc6a2g4b0.html – texto

adaptado especialmente para esta prova).  

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, analise os trechos a seguir, retirados do texto:



 “O marido, coronel nordestino ___ moda antiga”.

• “Ai de quem os tratasse mal, chegou a ir ___ vias de fato com uma professora”.

• “não houve quem não atribuísse o desfecho ___ perda do filho”.



Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.

Alternativas
Q4267994 Português

As lições do quase



Por Helô Bacichette



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-

quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, analise os trechos a seguir, retirados do texto:
 “enquanto abordávamos ___ grandes temáticas da literatura”.
 “___ vezes, basta um instante para que a vida escolha outro desfecho”.
 “O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima. 
Alternativas
Q4262879 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01 


Atenção é vida 


    Você sente que está sempre ocupado, mas nem sempre com o que importa? A promessa da vida digital era facilitar, ganhar tempo e aproximar. Mas, na prática, para muita gente, ela tem feito o contrário: acelera, fragmenta e ocupa espaços que antes eram de presença, descanso e silêncio.

    A forma como você usa o seu celular diz muito sobre quem você acredita que precisa ser. Se você sente que precisa responder a todas as solicitações na hora, talvez esteja carregando a crença de que disponibilidade é sinônimo de valor. Se não consegue ficar offline, pode estar confundindo conexão com pertencimento. Se acorda e dorme com o celular na mão, talvez esteja terceirizando o próprio ritmo.

    Simplificar a vida digital não começa no aparelho. Começa na sua atualização de identidade. Porque toda mudança sustentável exige, na prática, uma faxina interna. E essa faxina passa por três frentes: crenças, emoções e relacionamentos. 

    Quais crenças te mantêm refém do excesso? A ideia de que “se eu não fizer, ninguém faz”? Ou de que “descansar é perder tempo”? Quais emoções você evita quando se distrai rolando a tela? Ansiedade, solidão, medo de ficar de fora? E quais relações digitais já perderam o sentido, mas continuam ocupando espaço: grupos silenciados, conteúdos que não agregam, conversas que drenam mais do que nutrem?

    A vida não fica mais leve quando você organiza o celular. Ela simplifica quando você organiza a si mesmo. Na prática, isso pede decisões simples e profundas. Não levar o celular para a cama, porque ele não é companhia, é estímulo. Não se sentar à mesa com notificações abertas, porque presença não se divide. Escolher em quais grupos estar, porque acesso não significa vínculo. Usar o modo “não perturbe” como limite saudável, não como luxo.

    Parece pouca coisa, mas não é. Cada pequena escolha, cada faxina, reorganiza sua atenção. E atenção é vida. A verdade é que não falta tempo. Faltam clareza e coragem para eliminar relações, hábitos e estímulos que já não fazem sentido.

    Quando você sabe o que importa, fica mais fácil dizer não para o que só ocupa espaço. E isso vale para o digital e para a vida. Porque a mesma pessoa que se perde nas telas, muitas vezes, também se perde nas decisões, nos excessos e nas expectativas. Você não precisa de mais tempo. Precisa reconhecer quem você é hoje e se está investindo energia em relações que fazem sentido.


Fonte: CAMARGO, Izabella. Atenção é vida. Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. de 2026. Adaptado. 

Considere a passagem “Não se sentar à mesa com notificações abertas, porque presença não se divide.”
Na expressão “à mesa”, presente nessa passagem, o sinal indicativo de crase foi usado, de acordo com a norma, porque ocorre
Alternativas
Q4262325 Português
Assinale a frase em que ocorre crase obrigatória.
Alternativas
Q4261496 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta erro no uso do acento grave.
Alternativas
Q4260356 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
No trecho “65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE”, o acento gráfico indicativo de crase se justifica porque:
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: CAU-SP Prova: VUNESP - 2026 - CAU-SP - Advogado |
Q4260297 Português
As cidades que decidiram banir o Airbnb

        Em 2024, o prefeito de Barcelona, na Espanha, Jaume Collboni, anunciou seus planos de proibir aluguéis de imóveis de curto prazo na cidade, a partir de novembro de 2028. A decisão pretende solucionar o que Collboni descreve como “o maior problema de Barcelona” — a crise de moradia que retirou moradores e trabalhadores do mercado habitacional, devido aos altos preços dos imóveis. A medida irá devolver ao mercado de moradia os 10 mil apartamentos destinados atualmente a aluguel de curto prazo.

        Barcelona não é a única cidade a criar regulamentações rigorosas — ou até proibições — para os aluguéis de curto prazo. Desde setembro de 2023, é ilegal alugar apartamentos por curto prazo em Nova York, nos Estados Unidos, a menos que o proprietário tenha domicílio na cidade e esteja presente no imóvel quando ele for alugado. Essa medida também foi tomada para reduzir a crise habitacional da cidade.

        A capital alemã, Berlim, proibiu os aluguéis de curto prazo já em 2014. Eles retornaram em 2018, com sérias restrições. Também muitas cidades litorâneas da Califórnia, nos Estados Unidos, incluindo Santa Mônica, proíbem ou impõem fortes restrições aos aluguéis de curto prazo.

        Todo esse movimento faz parte de uma questão mais ampla: quem se beneficia com o turismo e onde fica o equilíbrio entre os benefícios para os turistas e para os moradores locais. O mercado de aluguel de curto prazo desregulou enormemente o setor do turismo. São oferecidas acomodações flexíveis em cidades de todo o mundo, com a promessa de “morar como um habitante local”, que os hotéis não conseguem atender.

        Mas por que os responsáveis pelo turismo e os conselhos municipais recorrem a proibições? O real motivo talvez não seja apenas questão de números, mas a forma como os moradores locais se sentem em relação ao turismo. Em cidades lotadas de turistas, os moradores locais são rotineiramente excluídos do mercado habitacional, devido aos altos preços. Eles são forçados a morar em carros ou enfrentar horas de transporte para trabalhar todos os dias. Nessa situação, parece imensamente injusto encontrar cidades tomadas por imóveis para aluguel de temporada, que permanecem fechados na maior parte do ano e poderiam beneficiar os moradores locais.

(BBC, “As cidades que decidiram banir o Airbnb”. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw8y78j41z4o. Adaptado)
Assinale a alternativa que está redigida em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q4259000 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

Observe a seguir os trechos em destaque na passagem do 1° parágrafo:
Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali.
A substituição desses trechos atende à norma-padrão de regência e de crase, respectivamente, em:
Alternativas
Q4258731 Português
Leia o texto para responder à questão.

IA é usada por técnicos, equipe médica e gestores de times de futebol

        As decisões estratégicas dentro das quatro linhas do campo de futebol sempre foram baseadas em observação direta, experiência acumulada e intuição do treinador. O avanço da ciência da computação nos últimos anos vem alterando esse quadro. Novas pesquisas na área da inteligência artificial (IA) têm disponibilizado ferramentas que podem ampliar o repertório dos técnicos, munindo esses profissionais com sistemas capazes de analisar milhares de dados por partida, identificar padrões coletivos de jogo e apoiar decisões técnicas e gerenciais.
    
        A análise dos dados de jogadores nos jogos – movimentação, capacidade de explosão, roubos de bola e outras características importantes – é uma das grandes vantagens da integração da IA no futebol, segundo um artigo de revisão elaborado por um grupo de pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido, que analisou 32 estudos feitos na área.
  
        “A revisão mostra que os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores. Tudo de maneira muito rápida”, contou à Pesquisa FAPESP o cientista do esporte Luís Branquinho, do Instituto Politécnico de Portalegre, em Portugal, um dos autores do estudo. As informações fornecidas pelos modelos de IA, ele explica, indicam a posição dos jogadores e da bola em cada milissegundo da partida, indo muito além do que o auxiliar técnico pode perceber, anotar e analisar depois, mesmo com o apoio de outros membros da comissão técnica.
    
        A IA também pode beneficiar os departamentos médicos dos times de futebol – e, em última instância, o setor financeiro do clube – com a prevenção de lesões nos jogadores. “As novas técnicas não impedem uma lesão súbita, mas permitem acompanhar a evolução de possíveis danos no corpo do atleta”, conta Branquinho.

(Enrico Di Gregorio. https://revistapesquisa.fapesp.br/, maio de 2026. Adaptado)
Pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido dedicaram-se _________ análise de 32 estudos feitos na área da IA no futebol e concluíram ___________ os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q4258726 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
O problema dos técnicos de futebol é igual ____________ dos fabricantes de aparelhos de barbear. É difícil haver mudanças em suas atividades. Estes, por exemplo, esperam que as equipes de pesquisas estejam sempre aptas _________ reinvenção do aparelho de barbear.
Alternativas
Q4258725 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4258483 Português

Analise a imagem abaixo:



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://tirasdidaticas.wordpress.com/2019/12/09/ onde-e-aonde-2/. Acesso em: 25 jun. 2026.



Assinale a alternativa que apresenta o uso correto das palavras correspondentes aos quadrinhos em branco na sequência do diálogo.

Alternativas
Q4258440 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes "às" atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Considerando o uso do acento indicativo de crase e a estrutura do período, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.No trecho, o acento indicativo de crase em "às atuais" existe, pois ocorre a fusão da preposição "a", solicitada pelo termo "semelhantes", com o artigo definido "as" que precede o substantivo "experiências" subentendido.
PORQUE
II.Em construções comparativas com o adjetivo "semelhante", o termo subsequente solicita a preposição "a", e o artigo definido "as" é facultativo antes do pronome demonstrativo "atuais", razão pela qual a crase pode ser facultativa no contexto.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258398 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
Como viajava com frequência "a" Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças "à" sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.
Analise as proposições a seguir sobre o emprego da crase nos trechos destacados.

I.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase decorre do fato de os nomes de cidades serem empregados, em regra, sem artigo definido.
II.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase está correta, pois, no contexto, o topônimo foi empregado sem artigo definido.
III.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o emprego do acento indicativo de crase está correto, pois ocorre a fusão entre a preposição exigida pela locução "graças a" e o artigo feminino que acompanha o substantivo "sabedoria".
IV.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o acento indicativo de crase decorre da regência do verbo "agem", que exige a preposição "a" antes do substantivo "sabedoria".

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
41: B
42: B
43: C
44: D
45: D
46: B
47: D
48: A
49: C
50: D
51: C
52: C
53: B
54: B
55: E
56: A
57: D
58: E
59: A
60: B